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Empreendedor, você é o Chief Meaning Officer do seu negócio!

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Empreendedor, você é o Chief Meaning Officer do seu negócio!

Empreendedor é, antes de mais nada, aquele que transforma a realidade ao seu redor.

O papel de um empreendedor é ser o Chief Meaning Officer: aquele que dá significado às coisas. Não precisa ser uma pessoa pública, apenas alguém que se comunica bem.

E lembre-se: a melhor comunicação é o exemplo. O exemplo arrasta!

Cultura não é o que você prega, é o que você tolera e o exemplo que você dá

A cultura é, essencialmente, um conjunto de crenças, criadas a partir dos seus valores. Porém, o que você prega, mas não faz, não vale nada. E se você prega, alguém não faz, mas você tolera, também não adianta. Toda hora que nós violentamos nossos valores, nós nos prejudicamos muito e nem nos damos conta. Mas o time sempre vê. Quando você tolera algo fora da cultura, o time percebe porque aquilo ali é normalmente uma coisa que já vinha acontecendo em outras situações, fica em evidência quando acontece com você e todo mundo percebe que você não tomou nenhuma providência.

Por isso, sempre que precisar mandar alguém embora, por exemplo, chame seu time e explique o porquê. Na hora de promover ou demitir, conte para as pessoas os motivos dessa decisão. Principalmente se a empresa tem uma entrega clara de resultados, você pode ser direto e explicar que essa pessoa violou determinado valor, ou não entregou aquele resultado que era esperado dela. Não tenha vergonha de contar o porquê. É nesse momento que você define o que arrasta: o exemplo.

Você diz no que acredita e o que tolera, dá os exemplos por meio das promoções e demissões e, ao longo de muitos anos, constrói uma cultura.

Gosto muito da ideia de sócio porque é a partir da combinação da cabeça de um com a cabeça do outro que nasce uma coisa nova. Ali, é o momento da descoberta. Nessa fase, é importante ter um empreendedor forte que saiba fazer os ”chamados”: “Tentamos isso aqui… mas chega!” ou “Tenta mais uma vez, vai por esse lado, ou por aquele…”

Os Missionários e a Missão

Sempre acreditei em uma coisa: a missão vai chamar o missionário. Se você tem uma missão audaciosa, não chame ninguém para trabalhar para você, conte o que você faz.

Todo empreendedor já faz algo espetacular: transformar vento e suor em negócio.

Por isso, contrate empreendedores que vão transformar a realidade, pensar em coisas novas. Dedique tempo para estudar benchmarks para o seu time, olhar para coisas novas, criar uma tropa de elite. No dia a dia, você vai ser um grande juiz: vai decidir tirar alguém, vai determinar para qual direção estão indo e também pregar para todo o time o porquê vocês estão indo nessa direção. Esse é um exercício de repetição. É preciso, por exemplo, fazer debriefing de tudo (reflexão após um projeto), principalmente se algo que não deu certo. As pessoas precisam aprender a falar dos próprios erros.

E como bom líder, não se esqueça: a culpa é sua, o mérito é do time.

Recrutamento não é função do RH

Você como empreendedor do negócio é a melhor pessoa para comunicar o que faz, por que faz e como faz. Vá às faculdades, conte as suas histórias. Vá focado onde você acha que tem gente boa para o seu negócio, fale sobre o trabalho, sobre o time e sobre o que querem construir. Na primeira vez, não vai ter ninguém. Na segunda, vão uns três ou quatro. Mas, aos poucos, isso vai crescendo. E significa basicamente ir lá e pregar o que você acredita.

O mais importante é conscientizar os gestores das áreas de que a missão deles é atrair e selecionar os melhores: isso tem que ser parte da cultura.

Hoje, na Stone, nós desenvolvemos um Programa de Seleção que recebe mais de 70 mil candidatos e acontece duas vezes por ano. A maneira que encontrei para continuar próximo é participar de todas as etapas de seleção. Eu começo falando, passo um vídeo institucional, repito nossos valores. Parece uma igreja, por causa da pregação, mas é exatamente isso: você fala o que acredita e as pessoas vão se atraindo por isso.

Para guiar nosso processo seletivo, criamos um framework para avaliar as pessoas com três pilares:
- Inteligência
- Integridade
- Energia

Eles são indissociáveis.
- Não adianta ser íntegro e inteligente, se não tiver iniciativa e vontade.
- Mas também não dá para ter iniciativa sem saber o que se está fazendo.
- E o mais importante: não podemos aceitar alguém que é inteligente, com uma energia alta, mas sem integridade.

Efeito Multiplicador

Além de contratar novas pessoas para o time, esse processo seletivo cumpre um outro objetivo: ensinar a moçada nova na liderança e entrevistar e selecionar. Na hora das entrevistas, tem mais três ou quatro pessoas comigo na mesa e mais de 30 assistindo lá atrás. Assim, eles veem na prática como nós escolhemos as pessoas.

Quando um candidato sai, nós falamos: vamos contratar por causa disso… Ou não vamos contratar por conta daquilo.

E depois, sabe o que é mais forte? Pega as pessoas que passaram pelo processo todo de recrutamento, assistiram às entrevistas e coloca também para participar da mesa. Se tudo der certo, na segunda ou terceira edição desse programa, a pessoa que foi contratada já está ali na mesa entrevistando também.

Uma das razões de termos criado um programa semestral de contratação era para eu ter 8 interações com o time e conseguir participar de todas as etapas do processo. Além disso, essa é uma forma de unificar as entrevistas porque, quando você menos vê, está todo mundo entrevistando sem padrão. Quando o time vê o jeito como os sócios contratam, sabe como repetir isso nas próximas rodadas.

Aí você consegue chegar em um estágio que é um sonho: quando a empresa não depende mais de você.

A Cultura está presente na rotina e nos rituais

Eu acredito muito na força dos rituais. Seja de passagem para reconhecer as pessoas ou dar promoções, seja os mais cotidianos para fortalecer o senso coletivo.

Para facilitar a comunicação do que a gente quer passar para o time, nós também montamos uma produtora dentro da companhia para gravar os vídeos.

Além disso, toda sexta-feira tem um bate-papo com a galera. É um ambiente que as pessoas levantam, mandam perguntas, às vezes até anônimas. Posso até te dar um exemplo de uma que aconteceu recentemente.

No escritório de São Paulo tem um andar que é um pouco mais elevado, uma espécie de mezanino. Na ânsia de juntar os líderes mais jovens juntos, colocamos todos eles lá. Aí, em um desses bate-papos, veio a pergunta:

– O que vocês acham do Olimpo?

O time não gostava de ver os líderes em um andar mais elevado porque antes eles conseguiam ouvir o que conversavam. As pessoas sugam da fonte, ouvem nosso papo, nossas discussões, e vão adaptando isso ao mundo deles. Mas se você é a combustão que faz nascer aquela cultura, o melhor é estar perto de todo mundo.

Todo mundo mesmo

Não dá para ter jabuti em árvore: a recepcionista, por exemplo, tem que ser uma pessoa como todas as outras na companhia. Elas não precisam ser bonitinhas. Não é essa a mensagem que queremos passar. Nós queremos jovens que querem vencer, crescer e que vejam o trabalho como forma de conseguirem isso.

É por isso que montamos um programa de formação para as recepcionistas. Elas precisam ler 4 livros em 6 meses. E nós vamos tomar a lição, discutir esses livros com elas. Entre os livros, estão:

Paixão por Vencer, do Jack Welch

Satisfação Garantida, do Tony Hsieh

Como o Google Funciona, do Eric Schmidt

E o quarto livro elas podem escolher.

Nós estamos criando pessoas para tocarem a companhia, por isso nós tomamos a lição.

Esse artigo foi inspirado na transcrição da Mentoria Coletiva dada por André Street para a turma de empreendedores do Scale-Up Fintech da Endeavor.

Para se aprofundar, veja também:

Conheça a empresa que criou seu próprio modo de recrutar uma tropa de líderes

“Estamos aqui para salvar vidas”: como o dr.consulta usa cultura para engajar o time

Ferramenta Formação de Equipes Empreendedoras

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, Arpex Capital e Stone Pagamentos, Sócio
André é um dos empreendedores mais experientes em pagamentos digitais no Brasil, mentor Endeavor e cofundador da Arpex Capital.

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