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Empreende[dor]: A coragem de rodar mais de 100 mil km para fazer o sonho acontecer

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Uma vantagem sobre empreender no setor odontológico: ser dentista. Uma desvantagem: ser dentista. Veja como Roberto e Sonia correram atrás de capacitação e parcerias para criar a Angelus e fazer o sonho acontecer.

IN-VI-Á-VEL. Foram essas as sílabas que formaram o primeiro feedback sobre o negócio de Roberto Alcântara. Ainda em 1994, um software analisou seus números comparado ao seu segmento e logo deu o duro veredito. Encarando as letrinhas no monitor azul que queria destruir seu sonho, o empreendedor ficou bravo. Afinal, sua ideia era genial.

Não deixa de ser verdade, a ideia era mesmo muito boa: fabricar e vender produtos odontológicos –como pinos e coronárias pré-fabricados– em alta escala e com preço mais baixo que a média do mercado. Tanto Roberto quanto Sonia, sua esposa, eram dentistas e conheciam bem os desafios da profissão. Mas enquanto tinham a vantagem técnica de resolver problemas conhecidos, tinham a desvantagem de não entender praticamente nada de negócios.

Por conta disso, por alguns anos, a Angelus caminhou a passos lentos. Ainda que vendessem bastante, com baixo valor agregado aos seus produtos, também tinham baixo faturamento. Na época, os empreendedores não dividiam as finanças pessoais do caixa, e o dia em que daria tudo errado poderia vir sem aviso prévio.

“Eu sonhava todos os dias que eu poderia amanhecer quebrado”, conta Roberto.

Tudo sob controle

O casal resolveu então que não deixaria a sorte tomar decisões por eles. Sonia, que inclusive já havia passado por um episódio de falência na família, sabia da importância de estarem bem preparados. Quando iniciaram o negócio, dado o trauma de infância, ela foi contra: “Roberto, eu conheço essa história, eu vivi essa história. Me deixe fora dessa”.

Não é para menos: Eles tinham, na odontologia, uma segurança excelente, com clientela formada. “Não tinha por que inventar nada, até que surgiu a oportunidade”, conta Roberto. Com o tempo –e por conta do sangue árabe, ele brinca–, a esposa entrou de cabeça. E quando chegou o momento de fazer aquela ideia ganhar força, ela deixou seu consultório e investiu em capacitação empreendedora.

Veja também: 18 cursos gratuitos para empreendedores crescerem mais errando menos

Sonia passou por Sebrae, Fundação Dom Cabral, Fundação Getulio Vargas… os sócios passaram a se complementar ainda mais. Ela, com toda a habilidade administrativa; ele, buscando inovação. Sim, porque com a implantação de processos e inteligência de gestão, o desafio deixou de ser o faturamento.

Só que se, como empreendedor, você não tem a experiência com tecnologia para desenvolver seu produto, o que você faz?

Indo atrás de quem sabe

Na época com um Fiat Mille, Roberto rodou mais de 100 mil km visitando universidades pelo país, que pudessem realizar estudos e agregar conhecimento ao portfólio da empresa. O ano era 1998 e não era comum a mentalidade de que instituições de ensino e negócios pudessem caminhar juntos.

O resultado? Muita porta na cara. De mais de 100 universidades, apenas três fecharam parceria com a Angelus. Mas tudo bem, porque era o que precisavam. Do lado deles, estavam o Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

De braços dados com a tecnologia, a empresa pôde dar um grande salto de performance e atrelar esse crescimento a uma maior maturidade na gestão. Em 2004, a casa estava em ordem para que pudessem aproveitar a Lei da Inovação brasileira, que facilitou as negociações com centros tecnológicos e permitiu acesso a recursos para investimento em P&D.

Hoje, a Angelus tem patentes próprias, equipe de pesquisadores, um portfólio robusto e cerca de 100 funcionários.

Como a odontologia no Brasil é bastante dependente da fabricação estrangeira, o sonho de Roberto é substituir importados e se solidificar também em mercados externos, tornando-se uma referência global. Já são mais de 100 países em 5 continentes consumindo seus produtos.

Sem moleza

Parece até que agora está tudo encaminhado, não? Longe disso. Além do desafio de se tornar uma empresa de grande porte, o futuro também traz algumas dores pessoais. Por exemplo, o momento de deixar de ser empreendedor:

“Jamais vou ser feliz em uma aposentadoria. Mas um dia vou morrer e vou deixar um projeto inacabado. Essa é minha maior dor.”

Não quer dizer, claro, que Roberto e Sonia não deixarão um legado. No fim das contas, se capacitaram, redimiram o veredito daquele software 12 anos atrás e estão trabalhando duro para ressignificar negócios brasileiros mundo afora: não apenas viáveis, como inovadores.

Clique aqui para conhecer mais histórias inspiradoras sobre #empreendernareal

, Endeavor Brasil, Time de Conteúdo

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