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Empreende[dor]: A coragem de optar pela jornada incerta por paixão

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Albert Deweik e Roy Nasser escolheram o difícil caminho de provar, para eles mesmos e para a família, que nasceram para empreender. E não foi de primeira…

Quando as famílias Deweik e Nasser, ambas de origem judaica, migraram da Síria e do Líbano para o Brasil nos anos 40, os pais de Albert e de Roy viraram melhores amigos. Deles, os filhos herdaram não só o gosto por empreender, como o companheirismo que os tornou sócios.

Isaac Deweik era dono de uma empresa na área têxtil; Jacques Nasser fundou a Compugraf, um grande negócio de soluções tecnológicas. A influência foi tamanha que, desde pequenos, Albert e Roy se coçavam por oportunidades de seguir os mesmos passos e começar a fazer dinheiro por conta própria.

Nunca foi fácil conquistar a confiança dos pais nesse sentido. A cada novo negócio, os garotos precisavam driblar as inquietações: “quando vocês vão começar a ganhar dinheiro?” era a grande questão dos almoços de família.

Isaac e Jacques não deixaram de apoiar –inclusive financeiramente– as aventuras dos meninos, mas dar errado não era uma opção. Só que antes de revolucionar o atendimento ao cliente com a Neoassist, Albert e Roy bateram na trave várias vezes antes de marcar o gol.

Homens Meninos de negócios

Quando tinham, respectivamente, 14 e 9 anos de idade, veio a primeira ideia. Criaram uma BBS –uma rede de troca de mensagens pelo computador– antes mesmo do surgimento da internet.

Na época, Roy morava fora com a família: “Começamos já como multinacional, fomos os primeiros a ter uma filial no Brasil e uma nos EUA”, brinca.

Quando a internet chegou de verdade, em 1995, o maior desejo dos meninos era ter uma página na web. Dessa vontade, nasceu o segundo empreendimento: uma companhia de hosting. Jacques, pai de Roy, se empolgou e bancou o primeiro servidor.

O problema é que o computador ainda não era assim tão popular, então querer ter um site próprio não era tão comum quanto pensavam.

“O mercado não estava maduro ainda, não era a gente que era muito novo”, Albert comenta.

Muitas outras aventuras em negócios de tecnologia vieram depois dessas. Até que surgiu a primeira ideia que poderia significar o início de uma carreira empreendedora, de fato.

Passos firmes

Na era pré-Google, era muito difícil e trabalhoso encontrar qualquer coisa na internet. Inspirados pela preguiça de fazer essas pesquisas, os dois amigos resolveram criar, em 1997, um buscador. Decidiram batizá-lo de Jarbas, como um mordomo virtual que entregaria o que você precisasse de bandeja.

Por pouco mais de um ano, a empresa rodou de forma bem caseira, até que Isaac e Jacques provocaram: “Está todo mundo ficando rico com internet, menos vocês”. E como um empurrãozinho do bem, investiram no Jarbas para que se profissionalizasse.

Enquanto Roy desenvolvia o produto, Albert vendia publicidade: “Fui dar a cara a tapa nas agências e foi desastroso”, ele diz. Mas apesar do sufoco, a empresa ia bem. Chegaram a ter 25 mil buscas por dia, com um grande diferencial de assistência, concentrado em uma equipe exclusiva para tirar dúvidas dos usuários com curto tempo de resposta.

A primeira crise a gente nunca esquece

Eis que veio o estouro da bolha da internet. O preço do produto que o Jarbas oferecia para anunciantes, de R$60, caiu para R$1. Roy compartilha a angústia:

“A gente vivia no mês a mês, não tinha caixa para bancar uma crise ou se reinventar”.

O primeiro impulso seria reduzir o quadro de funcionários. No entanto, o time que poderia, eventualmente, ser cortado era justamente o que era mais estratégico para o sucesso da plataforma: o atendimento.

Adiaram ao máximo a decisão, mas bem, o problema ainda existia. Foi quando Roy percebeu que poderia automatizar esse atendimento e correu para desenvolver a solução.

Vamos dominar o mundo

Um dia, Roy chegou ao escritório e indicou que Albert entrasse na página de ajuda do Jarbas. Em vez de encontrar um FAQ, como era de costume, encontrou um campo onde ele poderia digitar sua dúvida.

“Eu comecei a brincar ali e, para tudo que eu perguntava, ele me dava uma resposta satisfatória”, diz Albert. Eles testaram a ferramenta e, na primeira semana, o volume de e-mails de assistência foi reduzido em 50%. “Talvez essa não seja uma solução só para o Jarbas”, concordaram, “talvez seja uma solução para muitas empresas”.

Depois de alguns meses trancados definindo as bases da Neoassist, foram ao mercado. Estavam determinados a tornar o atendimento e o relacionamento com o cliente mais inteligente por meio da tecnologia, integrando diversos canais. Com o primeiro grande case de sucesso, tendo a Gradiente como cliente, a confiança foi nas alturas:

“Pensamos que íamos dominar o mundo. Parecia que ia ser fácil”

Só que, em 2001, o atendimento ao cliente ainda era conduzido majoritariamente por telefone e carta. Em quatro anos, a Neoassist tinha apenas 5 bons clientes.

Caminhos opostos

Mais uma vez, veio a pressão da família. Dessa vez, de Isaac: “Internet é furada, meu filho, está na hora de ganhar dinheiro”.

Parece que muito tempo se passou, mas a essa altura, o mais novo dos dois tinha acabado de completar 18 anos. Enfim, eles cederam –acreditaram que precisavam seguir novos rumos.

Roy foi fazer faculdade fora do país. Não gostou, abandonou o curso e voltou ao Brasil. Albert entrou de sócio em um negócio. A sociedade deu errado, ele se endividou e deixou a posição de executivo.

Quaisquer que fossem as empreitadas em que se metessem, nada era tão realizador quanto estar à frente da Neoassist. Foi preciso que os recursos se esgotassem e que a infelicidade se instaurasse para que eles se dessem conta do que deveriam estar fazendo: empreendendo.

O gás da virada

Resolvido: Albert e Roy estavam de volta. Por mais que estivessem ainda cicatrizando os anos anteriores, reestruturaram toda a empresa e reassumiram o controle.

Na primeira ligação que fez, Albert conseguiu marcar uma reunião no Rio de Janeiro. Na semana seguinte embarcaram e, dois dias depois, a proposta comercial chegou assinada.

“Aquilo foi meu gás, meu Day1. Não desaceleramos desde então”, diz Albert.

Hoje, a Neoassist tem mais de 200 clientes e cerca de 55 colaboradores empenhados em realizar o sonho de melhorar o relacionamento entre empresas e consumidores. Tudo por conta da coragem de dois empreendedores em escolher o caminho mais difícil. Mas afinal, qual é a alternativa se o caminho mais fácil não os faz feliz?

, Endeavor Brasil, Time de Conteúdo

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1 Comentário

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  1. Ernesto Mussunda - says:

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    Os conteudo sao bastantes inspiradores e muito interessantes!
    Com relacao aos videos estao com muitas falhas nao se compreende nada .
    Esperamos que haja melhorias neste sentido.

    Atentamente: Ernesto Mussunda

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