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Carros elétricos, foguetes, baterias solares: tudo isso é Elon Musk. E ele está só começando.

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Carros elétricos, foguetes, baterias solares: tudo isso é Elon Musk. E ele está só começando.

Por seu espírito revolucionário e sua inacreditável capacidade de realização, Elon Musk já é uma referência fundamental para qualquer empreendedor. Aqui você conhece melhor a trajetória deste que muitos consideram o novo Steve Jobs. 

Desde que o co-criador e presidente da Apple se foi, fala-se sobre a lacuna deixada por aquele que era considerado o visionário número 1 do mundo corporativo. Porém, também se afirma com frequência cada vez maior que já temos um candidato absolutamente capacitado para ocupar este posto: o bilionário sul africano Elon Musk.

As credenciais para isso beiram o inacreditável. Aos 43 anos – radicado nos Estados Unidos há vinte –, esta espécie de “Tony Stark da vida real” coleciona verdadeiras façanhas nos mais diversos setores: digital, automobilístico e de fornecimento de energia. O passado recente de Elon Musk já é impressionante o bastante para torná-lo uma referência a qualquer empreendedor que sonhe grande. Porém, os projetos para o futuro são ainda mais formidáveis.

Afinal, Musk acalenta sonhos que, caso não se tratasse de alguém que já provou ser capaz de empreender aventuras espetaculares sempre com os pés no chão, pareceriam completamente fora de propósito; puros delírios de um maluco. Mas não. A julgar pelo histórico, os projetos de revolucionar o uso de energia por meio dos raios solares e de popular Marte – sim, Musk quer fazer, da nossa, uma espécie multiplanetária – têm tudo para se realizar de fato.

Quem é Elon Musk?

O criador do serviço de pagamentos pela web PayPal; atual CEO da Tesla, que está transformando a concepção do mundo sobre carros elétricos; idealizador da SpaceX – que conseguiu uma façanha que, até então, soava absurda para qualquer startup: lançar, do zero, foguetes rumo ao espaço.

Porém, uma breve espiada neste currículo já mostra o que Elon Musk também não é: um empreendedor comum. Enquanto os jovens gênios do Vale do Silício passaram os últimos anos dizimando neurônios para conectar amigos de escola (Mark Zuckerberg no Facebook) ou para criar uma nova e sintética forma de expressão (os 140 caracteres do Twitter de Jon Dorsey, Biz Stone e outros), os desafios de Musk sempre foram de outra ordem. E o mais recente projeto do bilionário – as baterias residenciais e comerciais para painéis solares Powerwall – é outro desafiador passo nesse sentido.

Porém, com a exceção de alguns percalços pessoais, a trajetória de Elon Musk até que não foge tanto da curva. Nascido em 1971 em Pretória, na África do Sul, logo cedo recebeu o autoexplicativo apelido de “genius boy”. Sempre foi um leitor compulsivo e, logo aos 12 anos, escreveu um videogame, Blastar, que vendeu para uma revista especializada em computadores. Cultiva, desde essa época, um hábito que o acompanha até hoje: mergulhar com intensidade na própria mente, de onde, como se viu, costuma voltar com projetos grandiosos.

Aos 17 anos, realizou um desejo antigo: ir para a América. Primeiro, um pit stop no Canadá, onde cursou a Universidade de Ontário. Então, aos 21 anos, mudou-se para os Estados Unidos e ingressou na Universidade da Pensilvânia, onde cursou física e administração.

Zip2 e PayPal – as primeiras incursões no empreendedorismo

Pouco depois, vieram seus dois primeiros empreendimentos no mundo corporativo. O primeiro, em 1995, foi o Zip2, espécie de guia de empresas pela internet, usado por veículos de comunicação (como o New York Times) para comercializar anúncios. A empresa foi vendida para a Compaq por US$ 307 milhões, ficando US$ 22 milhões para o sul africano.

E o segundo empreendimento, bem mais rentável, foi o serviço de pagamentos pela web X.com, que posteriormente deu origem ao PayPal. A empresa foi vendida em 2002 para o eBay por US$ 1,5 bilhão, dos quais Musk recebeu 165 milhões.

Ritos de passagem

Embora tenham feito de Elon Musk um milionário, estas duas investidas podem ser consideradas como etapas preparatórias na biografia do autor. Foi por meio delas que ele aprendeu a lidar com incontáveis problemas operacionais e adquiriu experiência nas relações com investidores e funcionários.

De modo que os próximos e grandiosos movimentos viriam em breve. Quem convivia com Elon Musk sabia que ele cultivava havia anos o desejo de conquistar o espaço. O empreendedor era visto com frequência devorando livros sobre assuntos herméticos, como “propulsão”, “astrodinâmica”, “aerotermodinâmica de turbinas a gás”, entre outros um tanto cabeludos. Mesmo na festa realizada pela equipe do PayPal na ocasião da venda da empresa, ele foi visto em um canto com um manual soviético sobre foguetes nas mãos.

O salto de milhares e milhares de km: SpaceX

Estes eram momentos em que Elon Musk se recolhia com frequência à própria mente; em que se concentrava daquela forma que já lhe era peculiar. Afinal, lá dentro estava ganhando corpo a empreitada mais audaciosa até então: a construção de um foguete com tecnologia criada do zero - aí incluindo a plataforma e o motor. Sua ideia era diminuir o custo de viagens espaciais construindo naves menores, para que carregassem pequenos satélites e cargas para pesquisas. E conseguiu.

Em junho de 2002, Elon Musk fundou a Space Exploration Technologies, vulgo SpaceX, com um investimento de US$ 100 milhões do próprio bolso. E realizava, na primeira sede da companhia – um imenso depósito em um subúrbio de Los Angeles -, testes os mais mirabolantes possíveis.

No final das contas, a SpaceX conseguiu reduzir seus custos de lançamento de foguetes em 90%, se comparado ao ônibus espacial da Nasa. Assim, a companhia se consolidou como bastante lucrativa, e é avaliada em US$ 12 bilhões. Mas, como de costume, Musk não se deu por satisfeito: sua mais recente obsessão no ramo é criar foguetes reutilizáveis, que possam ir mais de uma vez ao espaço.

Um líder extremamente exigente - com a equipe e consigo próprio

Tanto na SpaceX quanto em qualquer outra de suas empresas, Elon Musk, assim como Steve Jobs, é reconhecido por exigir verdadeiros milagres de sua equipe. Não são poucos os relatos de sua postura tirânica, de sua intransigência em relação ao que demanda de profissionais.

Mas esta é uma rigidez que Musk aplica a si próprio. Já se tornou famosa a sua seguinte frase, dita a um investidor:

Minha mente é como a de um samurai: eu preferiria cometer hara-kiri a fracassar.

Elon Musk também é um obcecado por trabalho. Afirma trabalhar durante 100 horas por semana – e o faria mais se pudesse. “Se fosse possível não comer, poderia trabalhar mais. Meu desejo é ingerir alguns nutrientes, ficar bem alimentado, sem precisar parar para uma refeição”, afirma. Indício de uma nova empreitada no ramo de alimentação, talvez?

Powerwall – uma jogada digna do genius boy

Mas o novo empreendimento de Elon Musk não se relaciona ao setor de alimentação. Trata-se de uma iniciativa cujo propósito, no fundo, é ajudar a recuperar a mais frágil de suas empresas: a Tesla. A ideia do empresário é lançar um veículo elétrico para as massas até 2017; para isso, precisa baratear o custo das baterias, que são o componente mais caro desses veículos.

O que fazer, então? Aumentar a escala de produção. Assim, Elon Musk firmou uma parceria com a Panasonic para construir uma indústria de baterias nas imediações de Reno, Nevada. Surgia a Gigafactory, que rapidamente ganhou fama como o local de produção das baterias Powerwall e a Powerpack.

Apresentadas em 30 de abril desse ano, essas baterias que armazenam energia solar captadas por painéis já são consideradas um sucesso. No dia seguinte ao anúncio, o modelo para residências recebeu 38 mil pedidos, e aquele para estabelecimentos comerciais, 2,5 mil. Por estimativas da Bloomberg, nesse ritmo, a novidade faria US$ 1 bilhão em vendas mais depressa do que o iPhone ou o Viagra.

Powerwall

A bateria Powerwall 

Impressionante? Sim, como quase todos os empreendimentos com os quais Elon Musk se envolve. Na base da rigidez na gestão e sobretudo da resiliência, o bilionário vai colecionando façanhas – embora sempre reitere que esteja apenas começando. E isso, vindo de alguém para quem o céu jamais foi o limite, deve ser levado muito a sério.

Onde posso me informar mais?

Esta matéria da Exame traz 14 detalhes sobre a vida do “empresário futurista”.

E esta matéria da InfoMoney traz mais detalhes sobre Elon Musk.

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2 Comentários

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  1. Eder Gomes - says:

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    Trabalhando 100 horas por semana, dormindo razoáveis 6 hs por dia sobrariam meras 3 horas ao dia pra que este ser se alimente e interaja socialmente.
    Chefe tirano e intransigente, vem pensando em alguma forma de deixar de comer pra poder trabalhar ainda mais.
    Apesar da notável genialidade e capacidade de realização, não é o melhor exemplo de ser humano a ser seguido pelas novas gerações.

  2. 0 curtidas
     
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    Apenas um (pobre) resumo do livro – sem ao menos citá-lo como referência para quem deseja obter mais informações. Perderam a chance de utilizar o link “/elon-musk” de uma maneira mais eficiente, apresentando, por exemplo, em maior profundidade algumas lições ensinadas por este grande empreendedor.

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