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Efeito Chicote: como reduzir seus custos com a cadeia de suprimentos

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Efeito Chicote: como reduzir seus custos com a cadeia de suprimentos

Quando você elimina o efeito chicote, ganha em redução de custos. Saiba o que é efeito chicote e como coordenar sua cadeia de suprimentos.

Veja se você já passou por essa situação: a Barilla notou que os pedidos semanais realizados por um centro de distribuição local aumentavam mais de 70 vezes em um mesmo ano. Contudo, o volume de vendas semanal desse mesmo centro (para os supermercados) não chegava a aumentar nem 3 vezes. Não, não havia nada errado com os números. Contudo, os pedidos de ambas as etapas correspondiam à mesma quantidade de venda para o consumidor final, em um mesmo período, então como essa discrepância visual nos gráficos (abaixo) seria possível?

Gráfico fictício de efeito chicote

A resposta para esse enigma está no Efeito Chicote. O efeito chicote – observado no gráfico acima – distorce a percepção que você têm de seus pedidos, o que pode causar um prejuízo enorme na gestão de seus estoques. Você pode ficar com mercadoria encalhada, ou ter falta de determinados produtos quando precisar atender a pedidos.

O conceito de Efeito Chicote foi usado pela primeira vez pela Proctor & Gamble. Ao analisar a cadeia de suprimentos de um de seus produtos, as fraldas Pampers, a empresa reparou que os pedidos de matéria prima (para as fraldas) que fazia aos seus fornecedores variavam muito.

Descendo um pouco a cadeia, descobriu-se que o volume de vendas de suas fraldas no varejo também variavam. Ou seja, havia alguma discrepância entre quantas fraldas Pampers eram compradas em determinado período e o volume de insumos que a P&G comprava para produzir essa mesma demanda. Eles verificaram que haviam algumas alterações, mas que elas eram muito menores do que as que seus gráficos apontavam. Assim, nomearam esse efeito gráfico de distorção de Bullwhip, que em português pode ser traduzido para Efeito Chicote.

Problemas que você pode ter com o efeito chicote

Apesar de difícil de identificar, o efeito chicote pode prejudicar muito o seu negócio, causando:

  • Aumento de custo de estoques: como há uma maior variabilidade do volume de pedidos, a empresa precisa estar preparada para estocar o ponto máximo que os pedidos podem atingir. Se essas variações forem menores, consequentemente esse volume também será, o que terá um efeito prático no tamanho do estoque.
  • Lead time de ressuprimento: como a variação é maior, fica muito mais difícil de seguir cronogramas do que em um cenário mais estável. Isso tem um efeito direto na eficiência das suas entregas.
  • Custo de transporte e mão de obra para embarque e desembarque: mais uma vez, a imprevisibilidade e a amplitude de variações de volume acarretam na necessidade de gastos extras com essas atividades.
  • Disponibilidade do produto: quando há uma grande variação entre a demanda por seus produtos, o risco de você não o ter quando chegar a demanda – e perder uma venda - é muito maior.
  • Desgaste no relacionamento com fornecedores: quando as urgências tornam-se parte comum do dia a dia de relacionamento entre uma empresa e seus fornecedores, a possibilidade de acontecer algum incidente de estresse e desentendimento aumenta muito. Quando mais elevado é o nível de estresse, pior fica a qualidade dos relacionamentos.

Como eu resolvo isso?

Basicamente, você reduz o efeito chicote coordenando de maneira eficiente sua cadeia de suprimentos. Isso significa elevar os níveis e a precisão da troca de informações entre todos os agentes de sua cadeia. Lembre-se: sim, o seu problema é o mesmo problema do seu fornecedor (e também do seu cliente, se o negócio for B2B), então você deve fortalecer as relações de confiança entre todos os elos da cadeia. Assim, vocês podem e devem trabalhar juntos para melhorar seus desempenhos.

A principal dica é investir em parcerias de confiança, com benefícios mútuos entre você e seus fornecedores.

Qualquer fator da sua cadeia que dificulte a troca de informações e a competência de sincronizar estratégias é uma questão que deve ser trabalhada. Aí vão algumas dicas:

  • Esteja ciente de suas próprias estratégias de venda: muitas vezes as próprias ações internas para bater metas de venda podem causar efeito chicote nos gráficos e distorcer dados de pedidos. Isso, claro, se as equipes que gerenciam cada área não se comunicarem e trocarem informações. Em uma empresa, as estratégias das diferentes áreas precisam estar compartilhadas. Por exemplo: a equipe de vendas de uma empresa realiza algumas ações de desconto e promoções para vender mais a seus distribuidores. Esse aumento, mesmo que não seja relevante no momento, será um pouco distorcido graficamente, e aos poucos, por conta do efeito chicote,  pode vir a se tornar uma grande distorção. O ensinamento está em saber e lembrar de considerar esses dados quando for olhar os gráficos.
  • Entre em sintonia com seus parceiros: Implemente um sistema de compartilhamento de dados sobre vendas. A Dell, por exemplo, usa um sistema que compartilha seus dados sobre demanda e situação de estoques com seus fornecedores online, em tempo real. A P&G conseguiu convencer seus varejistas a implementarem sistemas como esses, para poderem ter acesso às vendas nos pontos de vendas. Todos ganham com isso.
  • Melhore seu desempenho operacional: é possível projetar estratégias mais econômicas. Uma das medidas é reduzir o tamanho de seus lotes de entrega. Para fazer isso, é preciso reduzir os custos fixos relacionados a cada pedido. Outro recurso é compartilhar o andamento dos pedidos por meio de um sistema.
  • Ganhe a confiança e confie no seu fornecedor: a grosso modo, a confiança se constrói por meio de um trabalho que funcione e flua sem desentendimentos e sem que uma das partes deixe a outra na mão. E, apesar de todos confiarem que esse é o melhor caminho, ainda assim é um desafio complicado de se cumprir. Então, para confiar e ganhar a confiança o fundamental é identificar parceiros e fornecedores que tenham objetivos centrais comuns aos seus e sempre conversar com ele sobre suas metas e ações. Assim, a sinergia entre vocês só fará com que ambos se beneficiem, e possam pensar juntos estratégias de potencializar esses ganhos.  A partir do momento em que essas ações funcionam, é possível pensar em formatos mais abrangentes de trabalhar juntos e obter melhorias mútuas. A Chrysler, por exemplo, negocia melhorias anuais nos contratos com seus parceiros, mas não especifica as áreas dessas melhorias. Com isso, o fornecedor ganha pois pode identificar as áreas em que pode obter mais melhorias com menos custos. Ganham os dois.

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