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Nosso futuro: a mudança precisa ser feita agora ou ficaremos para trás

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O empreendedor brasileiro encontra diversas dificuldades e amarras ao abrir um negócio. A hora de mudar é agora.

A iniciativa privada precisa deixar seu eterno papel de “pedra” e arregaçar as mangas para ajudar na função de “vidraça”. O caminho, de um modo ou outro, passa pelo foco no maior motor do crescimento em qualquer parte do globo: a criação de negócios inovadores que geram emprego, aumentam arrecadação e crescem para se tornarem globalmente dominantes. São aquelas empresas que passam rapidamente da fase de Startups para Scaleups – empresas com crescimento rápido e sustentável. Não basta o negócio ser bom e bonito; tem de ser escalável.

Essas tais Scaleups contratam 100 vezes mais que o restante das empresas, ou seja, enquanto uma Scaleup contrata, em média, 31,3 novos funcionários por ano, a média do restante das empresas é de apenas 0,34 funcionários. Vale lembrar que Scaleups não são necessariamente grandes empresas, muito ao contrário, 92% delas são pequenas e médias.

O movimento empreendedor é uma das maiores forças isoladas para impulsionar a economia e mobilidade social.

Como um empreendimento é centrado em recursos disponíveis, em uma oportunidade e no time de pessoas que tenciona explorá-la, as recompensas vêm muito mais em função de talento, capacidade e, principalemente, qualidade da oportunidade escolhida. É o sonho de consumo de quem valoriza a meritocracia.

O Vale do Silício não é replicável, mas serve de orientação sobre o que pode e deve ser feito.  A região gasta US$ 50 bilhões por ano para achar “unicórnios”, aquelas empresas especiais que saem do zero para, em pouco tempo, dominarem o mercado.  Se esse investimento em inovação para mudança constante parece grande e exagerado aos olhos desatentos, melhor analisar o custo da não-mudança, ou, em outras palavras, a chance de um país assistir passivamente economias que antes eram menores e inexpressivas dominarem o mundo.  Investimentos reais e consideráveis são muito necessários e precisam ser feitos agora!

Leia também: [Ebook] Como o Vale do Silício se tornou o Vale do Silício?

Para que se tenha uma ideia, hoje existem no Brasil 33.374 empresas de alto crescimento, 0,7% do total de ativas, e elas geram 42% dos novos empregos criados ao ano. Imagine o impacto para o Brasil em várias dimensões se, por meio de investimentos, melhores práticas e gente certa no lugar certo, conseguíssemos triplicar esse quase 1% que, contra tudo e todos, ainda consegue crescer?

Cultura é uma barreira também relevante que precisa ser endereçada. A palavra que é derivada do latim colere diz respeito a cultivar.  Quando olhamos nossos conjuntos de principais crenças, comportamentos e mesmo conhecimentos específicos, estamos ainda longe do bom cultivo de um ambiente propenso à criação e desenvolvimento de negócios inovadores e escaláveis.

A aversão ao risco e a visão do empresário mais como vilão do que como benfeitor atrapalham consideravelmente o desenvolvimento das atividades empreendedoras.

A falta confiança entre as pessoas é notável. Confiança é um ativo tão importante ao país quanto os seus recursos naturais.  Vale a máxima de que empresas não são CNPJs, mas conjuntos de CPFs, com as interações acontecendo regularmente entre pessoas que representam interesses corporativos. Se essas pessoas não confiam umas nas outras, o processo fica emperrado com muitos ruídos, com necessidades de checagem e rechecagem em cada etapa, aumentando consideravelmente o custo das transações em todos os sentidos.

Leia também: De startup a scale-up: 5 fatores que fazem essa empresa crescer 100% ao ano

Temos um longo caminho pela frente, mas o simples fato de sabermos para onde queremos ir e como devemos ir pode facilitar nossa jornada.  Não se trata de se devemos fazer, mas de como fazer a partir de já. Cada tempo perdido significa um atraso irrecuperável de algumas gerações.

, Empreendedor Endeavor
Matemático pela UFRJ, Meste em Engenharia de Sistemas pela COPPE, com cursos de especialização em “Negócios” por HBS e Stanford e em “Empreendedorismo” por MIT e Babson College. Marcelo foi pesquisador na COPPE, no Centro Científico IBM e fundador de empresas no Brasil e no exterior. Foi selecionado "Empreendedor Endeavor“ (2000) e eleito "Entrepreneur of the Year" (2001) entre toda a comunidade Endeavor no mundo. Foi escolhido "Empreendedor do Novo Brasil" (2002) em concurso nacional da revista Você S.A.. É sócio de empresas em diferentes segmentos do mercado e membro do conselho de administração de empresas nacionais. Criou o CEI – Centro de Empreendedorismo Ibmec, é professor da FGV-RJ, PUC-RJ, e FDC. Participou da criação do Startup Rio e é seu Diretor de Educação, um programa estadual para geração e desenvolvimento de startups digitais inovadoras. Casado, três filhos, torcedor do Botafogo.

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