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O Doutores da Alegria e a intervenção do palhaço no mundo empreendedor

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Com um trabalho reconhecido mundialmente, a ONG Doutores da Alegria não dá apenas exemplos de vida: dá também exemplos de gestão e visão de negócio. Conheça aqui mais dessa história.

Vamos conhecer um pouco mais sobre a trajetória de uma organização de sociedade civil sem fins lucrativos que, há 23 anos, faz um trabalho espetacular em hospitais, e que já inspirou muitas iniciativas empreendedoras semelhantes: os Doutores da Alegria.

Que, como veremos, representam exemplos não apenas de trabalho social, mas também de empreendedorismo. Afinal, com criação inspirada pela atuação do Clown Care Unit, de Nova Iorque, os Doutores da Alegria se expandiram. Hoje, entre outras novidades, contam com a Escola dos Doutores da Alegria e o Programa de Formação de Palhaço para Jovens. Ou seja, a instituição se transformou em verdadeira referência no que toca às relações humanas e à qualificação da experiência de internação hospitalar. Trata-se de um baita exemplo para qualquer empreendedor, e aqui vamos entender melhor o porquê.

Como tudo começou?

A história dos Doutores da Alegria é a história de seu fundador, o ator e palhaço Wellington Nogueira. Durante uma temporada nos Estados Unidos, Nogueira passou a fazer parte, em 1988, do elenco da Big Apple Circus Clown Care Unit. Tratava-se de uma trupe de palhaços que satirizava as rotinas médicas e hospitalares mais conhecidas, atenuando o peso das internações infantis. A experiência o transformou profundamente.

Então, de volta ao Brasil, Nogueira resolveu implantar um programa em moldes parecidos: nasciam, em 1991, os Doutores da Alegria. Atualmente, o fundador é o coordenador geral da ONG, onde também exerce o papel do palhaço “Doutor Zinho”.

Hoje, os Doutores da Alegria já acumulam mais de um milhão de visitas a crianças hospitalizadas, seus familiares, acompanhantes e a profissionais de saúde em geral. E as atividades da organização se expandiram: os Doutores da Alegria são considerados a única organização do mundo que evoluiu do trabalho no hospital para atividades que também priorizam a formação, pesquisa e geração de conteúdo para a sociedade.

De que forma funciona o trabalho?

A atuação dos Doutores da Alegria pode ser entendida por meio dos “Palhaços Besteirologistas”. Considerado o trabalho-mãe da instituição, é o Programa que, desde 1991, vem projetando a instituição.

Participam dele cerca de 40 artistas profissionais (não voluntários) que são especialmente treinados. Em duplas, seguem a rotina médica de visitas a pacientes da ala pediátrica de hospitais.

O programa é rotineiro: as visitas acontecem duas vezes por semana, durante seis horas por dia, e o trabalho em parceria é fundamental tanto entre a dupla de palhaços quanto entre a dupla e a criança. Os familiares e os profissionais de saúde também são convidados a entrar no jogo. Ah, um dado importante: em hospitais públicos de São Paulo e do Recife, o programa é gratuito.

Mas os hospitais aceitaram numa boa?

Pois é, não foi tão simples assim. Também é bom lembrarmos que, no início dos anos 90, os hospitais brasileiros tinham uma estrutura diferente do que vemos hoje. Por exemplo, não havia separação entre a ala infantil e a ala adulta – todo mundo ficava junto. E muita gente torcia o nariz para a ideia de se levar um palhaço para dentro do hospital, afinal,  não havia circo ou grandes plateias ali.

Porém, Wellington Nogueira tinha uma boa estratégia para superar esse estranhamento: inserir o artista no ambiente hospitalar como integrante do quadro profissional – e não como um visitante, com um trabalho pontual em uma data comemorativa. Desta forma, apresentou o “médico besteirologista”, e conseguiu convencer as diretorias hospitalares de que era uma tarefa permanente.

Então, no final da década de 90, o Estatuto da Criança e do Adolescente já avançava – e garantia direitos como a presença de um acompanhante junto às crianças hospitalizadas. Na mesma época, o Programa Nacional de Humanização trazia novas diretrizes para os hospitais; entre eles, um trecho determinante para o trabalho dos Doutores da Alegria, pois reconhecia os benefícios da intervenção do palhaço.

Daí para a frente, a coisa deslanchou. Em 1997, Doutores da Alegria recebeu um dos mais significativas chancelas existentes: o Prêmio Criança, da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança. E, desde então, o reconhecimento tem vindo nas mais diversas formas, como prêmios, apoiadores etc.

E que o trabalho dava resultado, a alegria das crianças já era prova inegável. Porém, pesquisas foram comprovando que a presença contínua do palhaço trazia melhoras também ao tratamento médico, entre várias outras vantagens. Este cenário ajudou a tornar o trabalho da ONG muito bem avaliado por diretorias, profissionais de saúde e principalmente, pelo seu público: crianças hospitalizadas. As portas foram se abrindo cada vez mais.

E fora dos hospitais?

Pois é, a atuação da ONG se expandiu muito. Um exemplo é a Escola dos Doutores da Alegria, de que já falamos. Valendo-se dos princípios do palhaço – o jogo, o olhar, a escuta, o aprendizado mútuo –, a Escola atua para formar públicos diversos em todo o território nacional, desde voluntários de grupos semelhantes a profissionais que queiram exercitar a criatividade.

Entre as várias iniciativas da Escola, podemos destacar o Programa de Formação de Palhaço para Jovens. Por meio dele, jovens de 17 a 23 anos de comunidades populares podem iniciar uma carreira artística voltada para a linguagem do palhaço. Com metodologia única e abrangente no país e carga horária de 1800 horas, o curso já formou cerca de 200 jovens.

E não para por aí: a organização desenvolve ainda programas que ampliam o acesso à cultura, como o Plateias Hospitalares, com a curadoria de uma ampla e permanente programação artística gratuita em hospitais públicos do Estado do Rio de Janeiro. E todo o conteúdo artístico produzido pelos palhaços a partir do encontro com pacientes é apresentado em teatros e em intervenções nas empresas.

Há, ainda, produtos licenciados, que estão à venda no site da ONG – cujo endereço você encontra logo abaixo.

Quais são os hospitais visitados?

Bem lembrado, vale mencionar aqui quais são as instituições públicas que recebem visitas dos Doutores da Alegria.

Em SP:

Conjunto Hospitalar do Mandaqui
Hospital Geral do Grajaú
Hospital Municipal do Campo Limpo
Hospital Santa Marcelina
Hospital Universitário da USP
Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP
Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – ITACI

Em Recife (PE):

Hospital Barão de Lucena
Hospital Oswaldo Cruz/Procape
Hospital da Restauração
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP

Enfim, de forma um tanto breve, esta é a linda história dos Doutores da Alegria. Uma história que não apenas comove, mas que serve de inspiração para que você, empreendedor, mantenha o foco e não desista daquela sua ideia cheia de potencial.

Onde posso me informar mais?

site dos Doutores da Alegria é bem completo, e tem todas as informações que você procura. 

Neste vídeo, uma deliciosa conversa entre o fundador Wellington Nogueira e a jornalista Ana Luiza Herzog, da Exame.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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