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Como lidar com as dores do crescimento sem perder a cabeça

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Como lidar com as dores do crescimento sem perder a cabeça

Confira respostas para as maiores dúvidas que vêm com suas dores de crescimento.

“À mente apavora o que ainda não é mesmo velho”. O verso de Caetano Veloso foi tirado de outro contexto, mas diz muito sobre as dores dos empreendedores que veem seu negócio crescer — como em seus mais doces sonhos —, mas, ao mesmo tempo, têm de aprender a conviver com os percalços da consolidação inerente a esse sonho. Endividamento, perda de controle absoluto sobre as decisões da empresa, necessidade de buscar formas mais eficientes de gerenciar seu processo produtivo, lidar com a pressão da concorrência

Fique calmo, esses dilemas são naturais e até gigantes como Warren Buffet, Steve Jobs e Jorge Paulo Lemann já se depararam com os desafios dessa fase transitória de uma empresa recém-saída do “casulo do anonimato”, em direção a um estágio de maturidade, solidez e crescimento sustentável. Não existe crescimento sem dor, entretanto, as próximas linhas vão revelar o que deve ser observado no momento de expansão, de forma a atenuar os obstáculos de seu negócio promissor!

Por que quanto mais eu cresço, mais me endivido?

No mundo ideal, as empresas (especialmente em períodos de crescimento) deveriam financiar seus ativos com recursos próprios e não de terceiros (empréstimos bancários). Todavia, a realidade das companhias brasileiras, de violenta carga tributária, altos custos fixos e vendas (quase sempre) parceladas, não permite o sustento das organizações no longo prazo apenas com capital de giro e lucro líquido mensal, o que costuma ser uma das mais traumáticas dores do crescimento das organizações. Em algum momento (geralmente o da expansão) será necessário buscar financiamento em fontes externas.

O grande problema não é exatamente buscar crédito pessoa jurídica junto aos bancos – isso é um processo natural no Brasil, especialmente no momento de expansão. A margem de lucro do aumento de vendas pode se sobrepor ao custo do dinheiro emprestado (juros), resultando em uma relação equilibrada entre receita e despesa.

O problema é quando você busca empréstimos sem qualquer tipo de planejamento de longo prazo.

É comum que empreendedores não deem atenção ao fluxo de caixa e às perspectivas de crescimento da organização e do mercado. Muitos sequer elaboram um bom orçamento de médio prazo para compreenderem a previsão de receitas e despesas em um período delimitado. Demonstrativos de Resultados do Exercício? Alguns nem sabem ao certo o que significa. Nesses casos, é evidente que o crescimento será acompanhado de endividamento, um endividamento não saudável e que irá prejudicar a empresa no futuro.

É possível crescer mantendo uma margem de endividamento mínima, mas para isso você precisa manter um rígido controle sobre o capital de giro, montante usado como reserva financeira para momentos difíceis (não deve ser subtraído de forma deliberada). É essencial ter um orçamento bem elaborado e que seja seguido com seriedade, além de um planejamento estratégico atrelado à gestão de custos, que permita que a empresa aproveite as oportunidades sem fazer loucuras. Avançar de forma sustentável minimiza boa parte das dores do crescimento!

Leia mais: Planejamento financeiro: um passo a passo indispensável

É possível manter uma cultura forte com rápida expansão?

À medida que a empresa cresce, o empreendedor passa a ser menos “dono” dela. Ao longo do processo de expansão, a cultura organizacional inicial, formada a partir da missão e dos valores do seu proprietário, vai sendo diluída por novas visões de mundo e de negócios, vindas dos muitos funcionários contratados ou de gerentes e coordenadores que antes não existiam em sua organização.

Para piorar as dores do crescimento, decisões começam a ser tomadas sem o conhecimento do dono, como se aquele embrião tivesse adquirido vida própria, andando agora com suas próprias pernas. O fato é que, quando a empresa cresce, não há como continuar centralizando as decisões, um único gestor passa a não dar mais conta de uma dinâmica cada vez mais complexa. Esse é o (duro) momento de desapegar-se de centralismos e aprender a delegar tarefas, permitir também que decisões sejam tomadas em outras esferas da empresa. Tudo isso vai mudando a cultura da organização, o que não significa que esta não pode ser forte, que os ideais da empresa não podem estar introjetados no negócio. Trata-se da construção de uma cultura forte, desenvolvida a partir de um processo colaborativo e democrático.

Leia mais: Como manter a cultura organizacional em fase de expansão?

Qual é o momento ideal para profissionalização da área de pessoas?

Se a sua empresa tem mais de um funcionário, tenha a certeza de que você já deve pensar em profissionalizar a área de pessoal. Isso não quer dizer que ela tenha que ter uma estrutura inchada — se a sua organização é pequena, o setor pode ser formado por um único especialista: o importante é que este seja capaz de desenvolver, juntamente com a gerência, a descrição e análise de cargos (para que a empresa contrate o profissional certo no lugar exato), políticas de treinamento e desenvolvimento, estratégias de recompensas, etc. Lembre-se, citando Chiavenato, que gestão de pessoas é um DRAMMA — desenvolver, recompensar, aplicar, manter, monitorar e agregar pessoas – funções que devem ser exercidas por um especialista no assunto.

Como fazer um plano de negócios para os próximos anos?

Steve Jobs dizia que “a inovação distingue um líder de um simples seguidor”. Raciocínio oportuno e que ensina que não é possível descobrir novas terras sem desbravar o oceano: ou seja, sem coragem, ousadia, inovação e visão de futuro, é impossível chegar ao destino final de sua empreitada.

Um plano de negócios é um guia que subsidia a gestão estratégica de sua empresa; tal como a bússola usada nas Grandes Navegações, é esse o documento orientador que permite que o empresário de futuro sucesso se lance ao mar com segurança, sabendo por qual caminho está navegando e quão distante está de seu alvo máximo.

A montagem do plano de negócios deve observar as seguintes etapas:

1- Maturação da ideia: verifique se sua ideia é realmente uma boa oportunidade de negócios. Para isso, faça uso do sistema Canvas (ferramenta de planejamento estratégico que permite desenvolver modelos de negócios novos ou já existentes).

2- Fazer uma profunda análise dos clientes, fornecedores e concorrentes: técnicas como benchmarking, análise SWOT e pesquisas de mercado são alguns canais através dos quais é possível entender aonde se quer chegar e quais os obstáculos existentes.

3- Desenvolver um plano de marketing que consiga inserir seus produtos (novos ou existentes): definir o preço, as estratégias promocionais, estrutura de comercialização, localização do negócio, estratégias de inbound marketing (SEO, marketing de conteúdo e mídias sociais), etc.

4- Mapear a estrutura de custos: estimativa de investimentos, levantamento de custos fixos e variáveis, capital de giro, etc. Esses valores podem ser alcançados também por benchmarking.

5- Materializar o plano de negócios (que deverá ser revisto periodicamente): além de todos os elementos descritos acima, o plano deve conter também a missão da empresa, seu enquadramento tributário, capital de giro, fonte de recursos, visão, etc.

Leia mais: [eBook] Como criar um Plano de Negócios

Devo buscar um financiamento ou investidor para crescer?

A resposta para essa questão é bastante particular e depende do tipo de negócio e da amplitude da sua aspiração. Um investidor-anjo costuma aportar valores em startups ligadas à tecnologia, com alto potencial de crescimento e rentabilidade, de extrema inovação e que não sejam facilmente “copiável” (ou que tenham uma forte “barreira de entrada” para novos concorrentes). É importante ter ciência que esses investidores, em geral, participam da gestão de seu negócio.

Já em um financiamento, não há ingerência de terceiros na gestão de seu negócio; entretanto, os juros costumam ser altos, o que nos leva, nesse caso, a recomendar fortemente a busca por linhas de crédito pessoa jurídica do governo, como as do BNDES, bem como bancos de fomento como a Nossa Caixa Desenvolvimento. O financiamento não pode ser demonizado, não é ele a causa da falência das empresas, mas sim o uso deliberado desse tipo de fonte de recursos.

Leia mais: [eBook] Financie seu Sonho – Guia de Acesso a Capital

Como monitorar e minimizar os riscos da concorrência, protegendo minha marca?

Investir na identidade visual de sua marca e associá-la a uma ideologia (não simplesmente a um produto) são etapas essenciais para se destacar no mercado e minimizar os riscos da concorrência. Desenvolver proximidade com sua clientela, trabalhar sua marca em mídias sociais e mostrar o diferencial de seus produtos em relação aos da concorrência também são importantes nesse cenário.

Como você deve ter percebido, o crescimento de sua empresa estará necessariamente ligado a complicações inerentes ao processo de expansão — algo normal, mas que exigirá flexibilidade, capacidade criativa e coragem diante do risco. A inovação, por si mesma, é cercada de contrapontos, as dores do crescimento pelas quais passam todos os gigantes do mercado. O importante é tomar cuidado e entender que crescimento não necessariamente tem a ver com desenvolvimento (uma empresa pode crescer e piorar a qualidade do atendimento: logo, cresceu, mas não desenvolveu!) e não esmorecer diante desses percalços da expansão. Parafraseando Peter Drucker:

“defender o ontem, isto é, não inovar, é mais arriscado do que fazer o amanhã”

Leia mais:

[eBook] Guia Como Crescer

[eBook] Como crescer rápido: 5 dicas para escalar seu negócio em um país difícil

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