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A importância dos dados para iniciativas de diversidade das scale-ups

Knewin
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Scale-up referência em monitoramento e análise de mídia espontânea no Brasil e na América Latina.

Com o constante avanço da ampliação do debate nas redes sociais sobre diversidade e inclusão, a pauta se tornou indispensável na agenda de scale-ups. 

Assim, as pessoas passaram a esperar uma nova postura das marcas em relação ao tema. Porém, o cenário ainda está distante do ideal.

Para dar um exemplo simples: em pesquisa recente feita pela PwC, 76% das pessoas entrevistadas afirmaram que a diversidade é um valor declarado ou uma das prioridades dentro da organização. No entanto, 33% deles concordaram que a diversidade é uma barreira no avanço da organização. 

O mesmo estudo demonstrou que apenas 5% das companhias entrevistadas estão conseguindo desenvolver programas de diversidade com sucesso. Ou seja: mesmo com o constante crescimento da pauta dentro do mercado, ainda existem muitos obstáculos a serem superados.

A realidade é que, para investir de forma comprometida e eficiente em inclusão, é necessário planejamento e preparação, de forma que seja possível avançar nos temas de diversidade e não cair no deslize do diversity washing.

A importância do S em ESG 

Os temas sobre diversidade têm avançado dentro do mercado empresarial com uma sigla bem pequena: ESG.

Ela significa ambiental, social e governança, do inglês “environmental, social and governance”, e é utilizada para medir as práticas desenvolvidas pelas marcas dentro dessas três categorias.

Quando falamos da letra S, há alguns temas que podem ser utilizados para guiar o planejamento de uma marca que deseja investir em suas iniciativas sociais. São elas:

Um excelente exemplo de um case de sucesso é a Magazine Luiza. Em estudo recente desenvolvido pela Knewin, foram analisadas as 20 marcas mais mencionadas na imprensa brasileira quando o tema é diversidade. E dentro desse ranking, a Magalu alcançou o primeiro lugar.

A empresa tem focado não apenas em desenvolver eventos e palestras, mas também traz o exemplo de dentro de casa. Tendo como presidente uma mulher, a já reconhecida Luiza Helena Trajano, a Magalu segue investindo em programas inclusivos, como o processo seletivo voltado apenas para pessoas negras.

Ela, e muitas outras marcas nacionais e internacionais, vêm demonstrando que é possível sim investir em diversidade e continuar crescendo. 

Diversidade e inclusão: por que os dados são essenciais 

Ao contrário do que se possa imaginar, os dados têm uma função fundamental na implementação de programas voltados para temáticas sociais dentro da empresa. 

Assim, para começar qualquer iniciativa focada em pautas sociais, é necessário compreender o cenário atual: tanto da marca quanto do mercado em geral.

O  monitoramento de mídias como aliado

Uma forma simples de acompanhar os temas do S em ESG e também de ter uma visão da opinião pública sobre a empresa, é por meio do monitoramento de mídias. 

Seja na mídia tradicional, como jornais e portais de notícias, ou nas redes sociais, manter um acompanhamento constante é uma das formas de se organizar e planejar. 

E não apenas isso. A coleta e análise de dados pode auxiliar na diminuição dos pré-julgamentos que possam surgir na sugestão de novos programas, assim como no aumento de oportunidades para talentos.

Tendo os dados obtidos por meio do monitoramento, é possível também acompanhar o que tem sido desenvolvido pela concorrência, bem como descobrir novas oportunidades de melhoria e conhecimento.

Mantendo o foco em boas estratégias

Para implementar iniciativas voltadas às pautas sociais, é necessário preparo e, lógico, estratégia. Afinal, nem sempre é fácil mudar a forma como a marca tem seguido até o momento.

Por meio dos dados, é possível que scale-ups identifiquem quais são as prioridades dentro dos temas de diversidade, além de direcionar o investimento e o tempo dos líderes em iniciativas alinhadas com os princípios e a visão da empresa.

É importante lembrar que implementar novas estratégias pode parecer desafiador, porém o esforço vale a pena. 

Em pesquisa desenvolvida pela  Visual GPS em 2020, 80% das pessoas entrevistadas afirmaram que esperam que as marcas estejam comprometidas com a diversidade, enquanto que 63% desejam comprar de empresas que as representem ou sejam lideradas por pessoas semelhantes a elas.

Ou seja, não apenas o mercado, mas também o público consumidor tem acompanhado de perto o esforço, ou a falta dele, empregado pelas marcas em devolver à sociedade um pouco do que lhe foi entregue, ajudando a construir oportunidades mais  igualitárias e transformando o futuro para melhor.

Cuidado com o diversity washing 

Em uma tradução literal, o diversity washing significa “lavagem de diversidade”. Isso normalmente ocorre quando uma marca utiliza pautas sociais apenas para ter lucro, sem realmente investir em programas voltados para a diversidade.

Em artigo publicado pela Forbes, o colunista Vern Howard aborda ainda uma nova “variante” do diversity washing: o woke washing. 

O woke washing consiste em se apropriar de termos e linguagens de grupos minoritários, também sem desenvolver qualquer tipo de programa ou projeto que beneficiaria de fato qualquer um desses grupos, focando única e exclusivamente em extrair lucro dessas pessoas.

Por isso, enfatizamos a importância de primeiro estruturar internamente planos de inclusão a partir de dados e estratégia bem planejados para só então se comunicar com o público de fora. 

Dessa forma, quando a sua scale-up desejar anunciar seus progressos ou atingir grupos minoritários, só será preciso revelar a realidade do que ocorre dentro da empresa.