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Passei Direto: do seed ao exit

Endeavor Brasil
Endeavor Brasil

A Endeavor é a rede formada pelas empreendedoras e empreendedores à frente das scale-ups que mais crescem no mundo e que são grandes exemplos para o país.

Para transformar a educação é preciso ser grande. Essa é a mentalidade que Rodrigo e Andre carregam desde 2012, quando se encontraram para construir a Passei Direto, scale-up que facilita o acesso ao conhecimento para empoderar as pessoas e transformar o futuro. 

Se, há nove anos, a educação era completamente diferente – não existia uma rede social para estudantes e ensino a distância engatinhava no Brasil. Hoje, a Passei Direto é a maior rede de estudos e compartilhamento do Brasil com mais de 4 milhões de estudantes ativos por mês e 10 milhões de conteúdos compartilhados por produtoras e produtores de conteúdo em todos os níveis de ensino. 

Sem capital, essa história não seria a mesma. 

Capital foi uma das principais alavancas de crescimento para a Passei Direto ser a potência que é hoje. No começo, foi a sobrevida que Andre e Rodrigo precisavam. Livrou de uma quase falência. Deu tempo para que pudessem testar e melhorar o produto. Permitiu encontrar o product market fit e estruturar o time.  

Essa é a história que vamos contar: como capital foi essencial para o crescimento da Passei Direto, que hoje faz parte do UOL EdTech, um ecossistema com o mesmo propósito do Andre e do Rodrigo de transformar a educação no Brasil. 

Investimento seed

O primeiro plano de negócios que Rodrigo fez foi em 2007. Mas ele só conseguiu começar a empresa em 2012. O motivo? Falta de capital para dar um pontapé.

Na época, a oferta de capital era baixa, não existiam playbooks e unicórnios de referência. “Os fundos não tinham uma tese tão clara de EdTechs no portfólio. Demorou para EdTech vir a ser uma tese atrativa”, conta Rodrigo. 

Tendo como motivação montar um produto e construir um time, o seed de R$550 mil reais chegou em 2012. O aporte foi realizado pelo Grupo Xangô, que administra recursos das gestoras de fundos Redpoint e.ventures, Index Ventures e Pinnacle Ventures. 

Series A 

Em 2013, a Passei Direto ainda não tinha um produto robusto e isso demandava um time maior. 

Motivados a escalar o time e desenvolver um produto mais robusto para atingir mais usuários, Andre e Rodrigo receberam um aporte Series A de R$ 4,2 milhões de reais, liderado pela Redpoint e.ventures. 

Quando decidimos realizar um Series A, conversamos com nossos investidores seed, que eram próximos da Redpoint e.ventures. Isso facilitou o nosso relacionamento com eles”, conta Rodrigo. 

Series B

De 2012 até 2016 apenas queimamos caixa. Precisávamos, de todas as maneiras, validar o nosso modelo de negócio. Em 2016, fizemos um Series B sem ainda termos receita. Isso é muito incomum no Brasil. Nesse ritmo, sem receita, quase falimos, mas eventualmente conseguimos virar o jogo”, complementa Rodrigo. 

Para encontrar e depois crescer seu modelo de negócios, a Passei Direto recebeu um aporte de R$23 milhões de reais dos fundos Bozano Investimentos (agora Crescera), Redpoint e.ventures e Valor Capital, além da empresa de educação norte-americana Chegg.

Na época, a Passei Direto  já tinha mais de 100 milhões de visitas por ano, sendo quase 10 milhões de pessoas usuárias vindas de fora do país. O capital levantado foi utilizado para ampliar o catálogo de produtos e melhorar a experiência do usuário com o site e o aplicativo.

Em 2019, com o objetivo de crescer com ainda mais consistência, o Endeavor Catalyst, veículo de co-investimento da Endeavor, fez uma rodada junto com a Península Investimentos. 

Aquisição da Passei Direto pelo UOL EdTech

De 2016 a 2020, depois de encontrar o modelo de negócios ideal, a Passei Direto cresceu. E cresceu muito. Com uma taxa média anual de crescimento acima de 150%. 

Em 2020, a Passei Direto já não era mais uma empresa early stage.  M&A com o UOL EdTech acabou fazendo mais sentido do que fazer novas rodadas de captação. Conseguimos dar liquidez aos fundos e ao time (incluindo os founders) e continuar a nossa jornada empreendedora dentro de um ecossistema ainda mais robusto. Muitos falam que o IPO não é o fim e sim um novo começo. Acredito que deveríamos encarar M&As da mesma forma.”, conta Rodrigo.

A venda para o UOL EdTech em 2020 deu saída a todos os fundos que investiram na scale-up: Redpoint e.ventures, Valor Capital, Península Participações, Crescera, Grupo Xangô Tecnologia, Endeavor Catalyst e Chegg. E, com isso, colocou capital de volta ao ecossistema, para começar novos ciclos de investimentos e crescimentos sustentados. 

M&A é uma operação relacional. Você vai lidar com a outra parte por muito tempo. Por isso, é fundamental prezar pela harmonia no relacionamento. Nós conversávamos com o UOL EdTech desde 2019, mas foi nos últimos seis meses antes do deal que houve conversas mais sérias sobre cultura, objetivos e time. Essas conversas foram definitivas para entendermos que eles poderiam alavancar o nosso impacto”, completa. 

Depois de realizar a venda para o UOL EdTech, Rodrigo e Andre carregam bons aprendizados. Entre eles, que é preciso entender o momento e o tamanho de cada negócio. “Entendemos que não só a Passei Direto como muitas empresas que hoje estão caminhando por conta própria teriam mais valor e chegariam mais longe dentro de um ecossistema educacional com maior porte. É crucial que quem está empreendendo tenha esse senso crítico quando for o caso. ”, finaliza.

O capital abre portas para que empreendedoras e empreendedores como Andre e Rodrigo acelerem a transformação da educação no país. 

Agora, com o UOL EdTech, essa transformação será em potência máxima. 

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