Você já se perguntou por que
nosso conteúdo é gratuito?
Somos uma ONG de fomento ao empreendedorismo de alto impacto que capacita
4 MILHÕES
DE EMPREENDEDORES
A CADA ANO
Faça a sua doação e contribua para continuarmos
este trabalho em 2016!

Revolução do design antecipatório: o que empreendedores digitais precisam saber

LoadingFavorito
empreendedor-digital

Cada vez mais, experiências relevantes vão precisar antever as necessidades dos usuários – e empreendedores precisam estar atentos a isso.

Não há dúvida de que a tecnologia e a internet trouxeram grandes revoluções para a vida das pessoas. Atualmente, computadores portáteis, smartphones e acesso à conexão móvel nos fazem viver uma verdadeira Era da Informação Ubíqua, em que tudo está disponível o tempo todo a apenas um Google de distância.

Mas é preciso ter em mente que chegamos ao limiar de uma nova revolução, e empreendedores e profissionais precisam estar atentos a isso se querem continuar a criar experiências digitais relevantes. Na verdade, esse foi o tema da minha fala na 7ª edição da Conferencia Endeavor Colombia, em Bogotá, realizada no último dia 17 de maio.

Muitos não sabem, mas as consequências da informação ubíqua não são apenas positivas: o excesso de possibilidades também nos traz exaustão diante das inúmeras decisões que incorporam ao nosso cotidiano. Para adultos, por exemplo, estudos indicam que essas informações somam dezenas de milhares. E isso faz com que fiquemos obcecados pelas telas que nos cercam, sempre piscando ou zumbindo em busca da nossa atenção. Isso compromete nossa capacidade de julgamento e, claro, nos deixa cada vez mais estressados.

Felizmente, o design antecipatório surge para minimizar essa realidade. Se você nunca ouviu esse termo antes, trata-se do conceito de que uma boa experiência digital para o usuário terá, cada vez mais, que antecipar suas necessidades, poupando-o da sobrecarga de decisões.

Leia também: A revolução da experiência do consumidor

Essa é uma revolução que já deu seus primeiros passos e está sendo utilizada inclusive por grandes companhias, como a Amazon. A varejista online criou o que chama de dash button, um botão que com apenas um toque do usuário realiza o pedido de algum produto específico na loja online, em uma quantidade pré-determinada, economizando etapas e tempo no processo de compra. Ou seja, a sua compra a, literalmente, um toque de distância.

Já o termostato Nest – além da sua elegância de design – ganhou fama por ser capaz de aprender os hábitos de temperatura e a frequência da residência do usuário para, de forma automática, controlar o ambiente – economizando gastos e decisões. Ambas as iniciativas visam facilitar a vida de seus clientes, você já parou para pensar em quais processos a sua empresa poderia alterar ou até mesmo criar para criar essa experiência?

Leia também: Como transformar o seu produto em uma experiência UAU

Assim, para idealizar experiências digitais relevantes, empreendedores e profissionais digitais precisam ter em mente as implicações que essa revolução traz a usuários e às dinâmicas de produção. Abaixo, listo apenas algumas das que já são bastante evidentes diante das tecnologias disponíveis e dos serviços/produtos que já estão chegando ao mercado.

1. Novas definições de privacidade

Para antecipar as necessidades do usuário, um serviço ou produto precisa conhecê-lo e isso se dá pelo acesso a seus dados. Será que quando você vai encontrar o seu cliente você percebe esses detalhes ou só foca na venda?

A personalização dos produtos e serviço é algo que já vem sendo feito e pode ser o seu diferencial. Afinal, cada vez mais, se o usuário observar que há uma troca real de valor – bons serviços x acesso a dados – ele verá essa dinâmica como natural e vantajosa.

2. Fusão entre data e design

Sabe aquele produto que você acha lindo, mas na hora de usar percebe o quanto a experiência não é o que você imaginava? Pois é, esse é o caso de muitas empresas que, focando apenas no design ou nos dados, acabam esquecendo de fazer um mix das duas áreas.

Cada vez mais há uma arte e ciência no modo como dados são compreendidos e aplicados, e essa dinâmica vem evoluindo imensamente nos últimos anos. Ao ignorá-la, corre-se o risco de acabar apenas com um sistema de recomendações e ações ineficientes em seu produto/serviço.

3. Equipes multidisciplinares

A criação de experiências com foco no design antecipatório necessita de designers, arquitetos de informação, desenvolvedores, matemáticos, estatísticos e cientistas de dados trabalhando juntos. Cada vez mais, isso não será um diferencial, mas o padrão.

4. Contexto sobre conteúdo

No design antecipatório, o conteúdo semântico é rei, e o contexto, a nova fronteira. Afinal, o conteúdo só faz sentido se for fornecido no contexto correto.

5. Voz em vez do toque

Quem já não ouviu sobre a Siri, do Iphone? A voz está ganhando cada vez mais espaço como principal ferramenta de interação com computadores/serviço, por ser mais natural que interfaces gráficas e mais fácil de ser utilizada em diferentes contextos. A multiplicação de serviços como o Amazon Echo e Google Now são uma prova de que essa tendência tem tudo para dar certo.

6. Serviços em vez de produtos

As marcas estão se tornando facilitadoras e deixando de ser apenas fabricantes. Isso também reflete o crescente desinteresse das novas gerações pela posse de produtos, físicos ou digitais e o aumento na preferência por experiências. Se você ainda tem dúvidas, basta observar a quantidade de produtos e soluções que estão aderindo ao modelo de serviços de assinatura.

A Era da Informação chegou e está revolucionando muitas empresas. As mudanças são muitas e quem ficar parado vai acabar ficando para trás. Por isso, a chave é sempre manter-se atualizado e ter em mente que agora, mais do que nunca, serviços e produtos devem se integrar naturalmente ao dia a dia dos clientes, facilitando o seu cotidiano ao invés de lhes sobrecarregar com decisões desnecessárias.
, Huge, Senior Vice President Latin America
Eduardo Torres é Vice Presidente Sênior para a América Latina da Huge, uma agência digital global que oferece serviços de UX, design, estratégia, marketing e tecnologia para algumas das maiores e mais conhecidas marcas do mundo. Seu foco é aliar com sucesso as necessidades dos usuários com metas de mercado, criando experiências digitais revolucionárias para os seus clientes. Fundada em 1999, a Huge pertence ao Interpublic Group, atua no Brasil desde 2011 e também possui escritórios nos EUA, na Europa, América Latina e Ásia.

Deixe seu comentário

3 Comentários

Faça login para deixar seu comentário sobre este conteúdo
ordernar por: mais votados mais recentes
  1. 0 curtidas
     
    Curtir

    De que maneira o Design antecipatório deve ser aplicado em web sites?

  2. Yuri Torreão - says:

    2 curtidas
     
    Curtir

    Texto fantástico / Bem escrito, amplo e em total consônancia com a realidade atual do mercado.. Abraços!

    1. 1 curtidas
       
      Curtir

      De fato, maravilhoso!

Parceiros
Criação e desenvolvimento: