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Que dados da gestão financeira devo acompanhar de perto?

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Que dados da gestão financeira devo acompanhar de perto?

Por mais que gestão financeira não deva ser a preocupação principal do empreendedor, alguns pontos não podem ficar sem sua atenção. Saiba quais.

Todas as empresas, mesmo sem assim denominar, têm um modelo de gestão financeira implementado. Os modelos podem ir do mais simples – onde baseiam-se na constituição de um fluxo de processos, visando o pagamento de uma despesa, folha de pagamento ou compra de insumos – até chegar a modelos mais avançados, onde a área financeira passa a ser um elemento fundamental para formulação e operacionalização do planejamento estratégico da empresa.

Os caminhos para aprimorar a gestão financeira passam, inicialmente, por um repensar a respeito do posicionamento da área. É fundamental que o empreendedor deixe de enxergar a área financeira como ponto final da gestão de processos e passe a enxergá-la como uma área que precisa estar próxima do negócio percebendo o que acontece da porta para fora, ou seja, junto a clientes, fornecedores, mercado financeiro, percebendo o momento econômico do pais e retroalimentando a empresa com os insumos colhidos.

Após esse repensar, o aprimoramento do modelo deve ser gradual e contínuo, porém, desde o primeiro passo nessa evolução, o gestor financeiro deve garantir ao empreendedor alguns controles e informações e zelar pelas boas práticas de gestão de governança.

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Controle do caixa

É fundamental que o empreendedor tenha plena ciência que a demonstração de resultados ou Lucros e Perdas não refletem a posição de caixa da empresa. Partindo desse princípio, é imprescindível o controle cotidiano do fluxo de pagamentos e recebimentos, do valor do “contas a receber” em atraso por parte dos clientes, da política de crédito e consequente exposição ao risco. Dentro desse contexto, a projeção de fluxo de caixa (mensal, semestral e anual) é a ferramenta mais importante para determinar a origem (interna ou externa) do capital necessário para colocar a operação e projetos no ar.

Leia mais: 3 dicas para manter seu ciclo de caixa no azul

Gestão de custos

É muito comum o descontrole na gestão de custos em empresas onde o nível de crescimento é muito acentuado. O descontrole é normalmente justificado pela dedicação extra dos recursos da área financeira para darem vazão aos processos, em função do aumento repentino e não estruturado de trabalho, oriundo do tal crescimento nas vendas. Cabe ao empreendedor estar de olhos abertos para esse cenário e promover a criação de processos mais estruturados e políticas mais rígidas, de forma a minimizar esse descontrole.

Movimentos do mercado que impactem o negócio

Inflação. Câmbio. Juros. Emprego. Consumo. Endividamento.

Cabe ao modelo de gestão financeira garantir não só o acompanhamento e monitoramento dos drivers do cenário macro e microeconômico, como também os estudos de impacto de tais drivers no negócio da empresa.

Atendimento às exigências legais e fiscais

Mais do que simplesmente atender as atuais exigências legais e fiscais dos complexos sistemas tributário e legal do país, o empreendedor tem que estar atento, para que seu modelo de gestão financeira tenha os controles suficientes para acompanhar as constantes mudanças em tais sistemas e a agilidade para ajustar a operação em função de tais mudanças.

Transparência

O empreendedor deve zelar para que seu sistema de gestão financeira tenha a capacidade de prover as informações necessárias para que todos os níveis organizacionais (da gerência aos sócios) da empresa tenham condições de cumprir seu papel e possam efetivamente acompanhar o desempenho e as perspectivas da empresa.

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, Flytour, Diretor de Finanças
Atual Diretor de Finanças da Flytour Corporação, Fabio Jorge Celeguim foi eleito em 2006 um dos “CEOs do Futuro” na premiação anual conferida pela Korn Ferry, Você S.A. e FlA. Foi Diretor de Finanças e Planejamento da Subway, Diretor Administrativo e Financeiro do Grupo TOTVS, Diretor de Mercado Internacional da Microsiga, respondendo pela gerência geral das unidades no México e na Argentina e Diretor de Novos Negócios na Microsiga. É Membro do Comitê de Relação Públicas do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) onde responde pela Editoria de Entrevistas da Revista IBEF News e foi Diretor Administrativo da Fundação Nacional da Qualidade durante a gestão de 2005 a 2007. Graduou-se em Marketing, pós-graduado em Administração de Empresas pela FAAP, MBA em Finanças pelo IBMEC (em desenvolvimento) e cursos de extensão e especialização em Contabilidade e Finanças pela FGV e em Desenvolvimento Gerencial pelo IBMEC.

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1 Comentário

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  1. Gustavo Figueiredo - says:

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    Prezado,

    Muitos empresários se perdem por ter foco nas vendas e achar que controle financeiro é apenas “Comprei por $10, vendi por $30, tenho $20 de lucro”. Eles esquecem que tem sempre contra tempos, seu cliente não pagou ou pagou atrasado, esquecer das despesas administrativas.

    Um Programa Financeiro Empresarial é sempre útil para ajudar o empreendedor.

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