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Minha empresa pode apostar em crowdfunding?

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Minha empresa pode apostar em crowdfunding?

O crowdfunding já é super difundido na comunidade artística, mas você sabe como ele pode beneficiar sua empresa?

Músicos, cineastas, artistas plásticos, organização não-governamentais e até mesmo empresas. Todos têm em comum o fato de estarem buscando no crowdfunding uma maneira alternativa de financiar os seus projetos e dar o pontapé inicial. Também chamado de financiamento coletivo (ou colaborativo), o crowdfunding abre a possibilidade de pessoas físicas investirem em um projeto, com ou sem contrapartida, com quantias relativamente baixas. O sucesso está diretamente ligado ao grande alcance, já que são necessárias várias pessoas para o financiamento, uma multidão (em inglês, crowd). Entenda o que é crowdfunding e como você pode utilizá-lo para financiar seus projetos.

Afinal, o que é crowdfunding?

O crowdfunding é, basicamente, uma versão moderna e potencializada da antiga angariação de fundos ou, na linguagem popular: “vaquinha”.

É uma forma de financiar um projeto através da soma de investimentos relativamente baixos de várias pessoas, que estão interessadas na ideia a ponto de bancar uma parte dela e que podem receber alguma vantagem em troca. Esta vantagem, nos casos de financiamento coletivo de músicos, por exemplo, são ingressos, CDs ou até mesmo um jantar com o ídolo, dependendo do valor investido. No caso de uma startup, pode se receber em casa uma primeira versão do produto final ou uma pequena participação nos lucros da empresa (no caso de equity crowdfunding, modalidade ainda não totalmente regulamentada no Brasil).

A diferença para a angariação de fundos tradicional está no alcance das plataformas. Os sites de financiamento coletivo atingem milhares, até mesmo milhões de pessoas, o que possibilita que usuários de qualquer parte do mundo possam financiar um projeto. Além de divulgar o financiamento, as plataformas acabam servindo para divulgar a própria ideia do projeto, atuando como uma espécie de veículo de pré-lançamento.

As vantagens e desvantagens do financiamento colaborativo

O sucesso do crowdfunding está associado à capacidade das plataformas de atingirem um grande número de pessoas, o que traz diversas vantagens. Os próprios sites de financiamento coletivo servem como plataformas de marketing, divulgando o projeto da startup para um grande número de pessoas interessadas em investir e que podem dar feedback imediato. Não é raro surgirem novas ideias e correções de rumo ainda na fase do financiamento.

O custo também é muito baixo. Em grande parte das plataformas, o empreendedor pagará apenas uma porcentagem do valor total financiado, apenas se o objetivo final da arrecadação for completo. O risco também é baixo, diferente de outras formas de financiamento (como empréstimos bancários, por exemplo). Caso o montante final não seja alcançado, todos aqueles que investiram recebem seu dinheiro de volta.

O financiamento colaborativo pode ser excelente para algumas startups, mas ele traz algumas desvantagens estruturais importantes. Primeiramente, ele é útil geralmente apenas na fase inicial do projeto, para dar um “empurrão”, ou em algum projeto muito bem fechado e com resultados de curto prazo. É muito difícil conseguir levantar uma grande quantidade de recursos através das plataformas, portanto sustentar o negócio no longo prazo com crowdfunding é praticamente impossível.

Da mesma maneira, por mais que as próprias plataformas sirvam como veículos de marketing, será difícil alcançar os objetivos financeiros sem uma grande exposição do projeto. O sucesso do financiamento coletivo está diretamente ligado a uma ampla divulgação, porque serão necessários vários investidores contribuindo com quantidades relativamente pequenas de dinheiro.

Como as startups estão utilizando o financiamento coletivo

Das vantagens listadas acima, a de principal interesse para as startups é, sem dúvida, a possibilidade de testar o alcance do seu produto ou serviço antes de investir pesado ou buscar um financiamento de maior impacto.

Um projeto que obtenha grande interesse em uma plataforma de financiamento coletivo confirma uma alta demanda para o negócio.

Existem várias modalidades de crowdfunding e a escolha de qual você vai utilizar é muito importante, por isso deve ser estudada com cuidado. Exemplo:

1. A mais simples dela é a doação, que não dá nenhuma contrapartida para os investidores e, por esse motivo, tem pouco apelo, sendo mais indicado para projetos ligados à filantropia ou que tenham um forte apelo social.

2. O empréstimo, por outro lado, pode ser bastante interessante para os investidores. O empreendedor se compromete a devolver o dinheiro investido após um certo período (apenas se o objetivo final da arrecadação for completo) e não concede participação no negócio.

3. Há ainda a recompensa, que é quando o investidor não receberá seu dinheiro de volta nem uma participação no negócio, mas ganha alguma contrapartida, como o próprio produto final antes de ser lançado oficialmente, por exemplo.

4. Por último, existe a participação, que é quando o investidor no financiamento coletivo não recebe nenhum beneficio imediato, mas terá uma participação nos negócios, tornando-se sócio e podendo ver retorno financeiro mais para frente. Existem ainda híbridos das quatro formas citadas.

Como elaborar um projeto de crowdfunding

Não basta lançar sua ideia em uma plataforma de crowdfunding e aguardar os resultados acontecerem, é necessário planejamento e estratégia.

O primeiro passo é proteger o projeto. Caso seja uma ideia patenteável, não deixe de registrá-la, porque a partir do momento que o projeto é largamente divulgado em um site de financiamento coletivo, ele passa a estar sujeito a cópias.

O projeto para a plataforma deve ser praticamente um plano de negócios. Não espere que as pessoas decidam investir em sua ideia a partir de uma descrição rasa – é preciso detalhar os pormenores do negócio com a máxima transparência, do produto e de como você pretende entrar no mercado.

A contrapartida também é muito importante. Por isso, você precisa definir com cuidado quais são os valores de contribuição possíveis e o que o investidor pessoa física receberá em troca. Um híbrido das modalidades listadas no tópico anterior geralmente é a melhor solução e pode ser bastante atraente para os usuários das plataformas de financiamento colaborativo.

Por exemplo: Contribuindo com R$10, você ganha um “muito obrigado” (doação). Com R$100, você ganha o produto final quando estiver pronto (recompensa). Com R$1.000, você ganha X% em ações da empresa (participação).

Outra questão importante que já falamos ali em cima: não deixe toda a divulgação do projeto por conta das plataformas. Use as redes sociais, peça para os amigos divulgarem e crie outras estratégias de marketing para potencializar o alcance e atrair o máximo de interessados.

Onde buscar financiamento

A escolha de qual plataforma você vai utilizar para o financiamento coletivo da sua startup também é uma etapa muito importante. Cada site tem suas peculiaridades, seus custos e pode atingir de maneiras diferentes o público. Não negligencie esta etapa e estude com detalhes os pormenores de cada uma das plataformas.

Além do mais famoso, o gringo Kickstarter, estas são algumas das principais empresas de crowdfunding que atuam no Brasil:

  • Cartarse: empresa nacional que já foi veículo para quase 2.000 projetos concluídos e arrecadou mais de R$ 32 milhões. Cobram 13% do valor total do financiamento, apenas se o objetivo final for atingido.
  • Kickante: o maior foco são projetos com impacto social, mas também atinge empresas e artistas. A porcentagem cobrada varia de acordo com o tipo de projeto, de 12% a 15%.
  • Benfeitoria: é uma plataforma que foca exclusivamente em iniciativas de impacto social e, por isso, não cobra participação na arrecadação final. O site se financia por doações e venda de outros tipos de serviços, como consultorias, parcerias e produção de vídeos.

No cenário relativamente novo do equity crowdfunding, os mais conhecidos por aqui são o Broota e o Eusocio.

O crowdfunding ganha cada vez mais popularidade no mundo inteiro e ele pode ser uma excelente aposta para sua empresa. Alguns cuidados precisam ser tomados, assim como a consciência de que é uma forma de financiamento com algumas limitações. Porém, o alcance que pode dar a um projeto ainda em fase embrionária — seja uma empresa, ONG ou artista — é sua principal vantagem. O financiamento coletivo é também uma excelente forma de validar uma ideia ou receber feedback para realizar os ajustes necessários antes do lançamento.

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