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Conversas Críticas e o Desempenho da Equipe

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Um bom líder é aquele que proporciona a cada membro de sua equipe a possibilidade de ser ouvido (e de ouvir).

“As melhores empresas em inovação, trabalho em equipe e gestão da mudança são aquelas que são melhores nas conversas cruciais.” (Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron McMillan, e Al Switzler, em “Crucial Conversations”). Mas, o que são conversas cruciais? São os diálogos com consequências, em que todos os envolvidos estão, de alguma forma, investidos no resultado. Os times que se destacam são, então, aqueles que se tornam excelentes em manter as conversas cruciais, por mais difíceis que pareçam. Eles não só não as evitam, como as provocam, encorajando que todos os membros do time se envolvam.

Todos já vivemos situações em que temos consciência da existência de obstáculos para a consecução dos objetivos mas, por alguma razão, sentimo-nos intimidados para trazê-los à tona. Ou sentimos que não temos toda a informação necessária para seguir em frente e, ainda assim, preferimos não perguntar para não gerar incômodos. Esses são exemplos de “silêncios organizacionais”, que podem colocar em risco o êxito de projetos estratégicos e, consequentemente, o desempenho de um time. E o que dizer daquelas conversas em que todos se sentem confortáveis, mas que não tem qualquer relevância quando considerado o objetivo que se quer alcançar?

Estabelecer objetivos comuns, criar uma visão e definir um propósito que gere engajamento dos membros do grupo são os primeiros passos na direção da formação de um time de alta performance. Buscar o equilíbrio entre competências e deficiências e assegurar que cada um sinta que possa contribuir com a consecução desses objetivos também é crítico. Mas, acima de tudo, criar um ambiente em que todos os membros sintam-se livres para expor suas opiniões, abrindo espaço para o debate de ideias e distintos pontos de vista é o que poderá trazer maior diferencial de desempenho para esse time. Assim, um bom líder é aquele que proporciona a cada membro de sua equipe a possibilidade de ser ouvido (e de ouvir, é claro!). Para finalizar, algumas dicas que podem ajudar a estabelecer um ambiente de abertura e transparência:

·         Peça e respeite a opinião de cada um.

·         Fale com sinceridade.

·         Procure enxergar as coisas a partir da perspectiva do outro.

·         Demonstre abertura para questionamentos e disposição para mudar sua opinião, quando for o caso.

·         Não deixe “sujeira sob o tapete”, traga à tona mesmo os assuntos que lhe pareçam difíceis de ser abordados, desde que relevantes.

·         Se estiver enganado, reconheça seu erro rapidamente e de forma tranquila.

·         Aprecie com honestidade a contribuição de cada um.

Márcia Veras é coach executiva e consultora em Gente & Gestão.

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, Coach Executiva e Consultora em Gente & Gestão
Márcia Veras é sócia da Lumini Desenvolvimento Profissional, empresa que atua com coaching, desenvolvimento de lideranças e consultoria na área de Gente & Gestão. Com mais de 20 anos de carreira, trabalhou em empresas como Monsanto, Camargo Correa, Loma Negra e Korn/Ferry, morou nos Estados Unidos e na Argentina e tem experiência nas áreas de recursos humanos, comercial e jurídica. Formada em direito, cursou o MBA em Recursos Humanos na FIA/USP, concluiu a Formação de Consultores Internos e Facilitadores pela ADIGO e é certificada em coaching pelo Integrated Coaching Institute. Foi coach no programa “Como Será?”, da Rede Globo. Ela integra a rede de voluntários do Instituto Endeavor no Brasil há mais de 10 anos, onde oferece mentoring para empreendedores e escreve para a seção de Gente & Gestão.

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