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Como Barcelona e Filadélfia usam a inovação aberta para estimular o empreendedorismo e resolver problemas

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Cidades promovem competições entre empreendedores para buscar saídas para desafios de educação, saúde e mobilidade

Daqui a seis dias, muitos de nós iremos às urnas para eleger prefeitos pelos próximos quatro anos. Algumas perguntas são importantes no debate eleitoral: o empreendedorismo? Qual é a relação de cada postulante com o tema? Como os candidatos pretendem incentivar a atividade empreendedora na cidade e, em consequência, a geração de empregos?

Leia também: De onde vem os empregos que os candidatos tanto prometem?

Essas indagações deram origem ao movimento + Empreendedores + Empregos, promovido por diversas organizações do ecossistema empreendedor brasileiro e liderado pela Endeavor. A mobilização vem promovendo encontros com candidatos das principais cidades do país para tratar a fundo do tema. Nos eventos, cada postulante é convidado a assumir os três compromissos que sustentam o manifesto. Conheça-os aqui.

Um desses compromissos é possibilitar uma cidade que trabalhe junto com os empreendedores. E a boa notícia é que, no mundo atual, há ótimos modelos a serem seguidos. Vejamos mais sobre eles.

  • Inovação aberta: Barcelona mostra o caminho

É conhecida, talvez até batida, a ideia de “quem gera emprego é o empreendedor”. No entanto, quando bem pensado e conduzido, o incentivo da gestão pública ao empreendedorismo rende frutos que vão muito além do combate ao desemprego. Principalmente quando prioriza a inovação aberta.

Leia também: Inovação aberta: 6 lições para gerar mais resultados

O Barcelona Open Challenge é ótimo um exemplo disso. Ele funciona assim: a prefeitura convoca empresas, tanto locais quanto internacionais, a proporem soluções inovadoras para seis desafios relacionados a áreas da gestão pública, como mobilidade, inovação urbana e serviços sociais, entre outros. Não à toa, o subtítulo do projeto é “seis desafios da cidade que precisam de uma solução”.  A empresa que tem  a proposta aprovada pode implementá-la. A verba para cada desafio vai de 60 mil a 250 mil euros, e os resultados têm sido interessantes.

  • Do mapeamento de buracos à redução nos furtos de bikes

Na última edição, foram premiadas soluções que ajudam a diminuir o furto de bicicletas na cidade, monitorar a circulação de pedestres, detectar automaticamente e alertar sobre defeitos nas vias, entre outros desafios. O diferencial desse projeto está na execução. Enquanto grande parte das  cidades oferece, no máximo, prêmios ou a possibilidade de um programa-piloto, o BCN | Open Challenge funciona como um canal direto de contratação pública. Isso  possibilita solucionar problemas reais da cidade e estimular o empreendedorismo e a geração de empregos.

  • A Filadélfia sabe que a inovação pode vir de qualquer lugar

Outra cidade que vem mostrando que a inovação aberta pode ser muito útil à gestão pública é a Filadélfia, nos EUA. A administração municipal local instituiu o Smart City Challenge, uma convocação aberta de sugestões para melhorar serviços e operações por meio da tecnologia. Qualquer pessoa da cidade pode contribuir, independentemente de profissão, idade etc.

“Nós sabemos que os cidadãos têm grandes ideias”, afirma RebeccaRhynhart, responsável pelo projeto. “Queremos acessar essa rica fonte de pensamentos criativos.” O projeto se divide em duas fases: na primeira, os participantes devem enviar informações sobre os desafios que pretendem atacar. E, na segunda, submetem propostas elaboradas com base nessas informações.

  • Mais diálogo entre empreendedores e setor público: a meta do Brazil Lab

Aqui no Brasil, já existem algumas iniciativas que vão pelo mesmo caminho. O Brazil Lab é um exemplo. Criado para propor alternativas aos problemas agravados pela crise atual, o programa é um hub de inovação que acelera ideias e conecta empreendedores ao poder público. Para concorrer, as startups devem desenvolver soluções inovadoras e viáveis para três áreas principais: educação, saúde e sustentabilidade ambiental.

Os projetos selecionados serão submetidos a quatro meses de mentoria. E o projeto mais bem estruturado receberá um investimento de US$ 5.000, para dar início à implementação da ideia. A iniciativa é do Centro de Liderança Pública, o CLP, e até agora, além do concurso, o Brazil Lab vem promovendo uma série de eventos enriquecedores, nos quais se discutem formas de aproximar gestão pública e empreendedorismo.

  • 304 startups focadas em inovação no Estado de São Paulo

Outra iniciativa que merece destaque é o Pitch Gov SP. Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa também se propõe a encontrar soluções inovadoras para desafios de relevância pública em diferentes áreas. Nele, as apresentações são realizadas diretamente a representantes dos órgãos de governo. São eles os responsáveis por julgar se essas novas soluções se adequam aos seus ambientes.

A primeira edição aconteceu no segundo semestre de 2015 e abrangeu desafios nas áreas de educação, facilidades ao cidadão e saúde. Ao todo, 304 startups apresentaram suas soluções. Após o processo de seleção, doze dessas empresas foram convocadas para implementar seus produtos atualmente, em caráter de teste, junto ao governo.

  • MobiLab fazendo São Paulo circular melhor

Outra iniciativa que merece destaque é o MobiLab, laboratório de mobilidade urbana criado pela Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de São Paulo. A ideia é propor soluções para o trânsito na cidade, que é historicamente problemático.

O princípio é semelhante ao dos exemplos acima — conectar poder público e startups para gerar soluções inovadoras à cidade. No entanto, o MobiLab está mais para um espaço de coworking público: o escritório de 340m2 reúne técnicos, empreendedores e representantes do terceiro setor e de universidades. O principal objetivo é integrar e compartilhar conhecimento para desenvolver de soluções tecnológicas de mobilidade urbana.

Enfim, todas essas iniciativas são muito animadoras, mas é evidente que o poder público ainda pode se aproximar muito mais dos empreendedores. Não só pela geração de empregos, como pela inovação aberta que já vem transformando a forma de governar e solucionar problemas.

Nesse momento em que estamos prestes a escolher os gestores mais próximos de nós, prefeitos e vereadores, não podemos deixar de analisar quais propostas os candidatos têm para o empreendedorismo.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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