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Como uma cidade pequena atrai dezenas de investidores internacionais

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Como uma cidade pequena atrai dezenas de investidores internacionais

Em uma pequena cidade europeia, um programa inovador ajudou a aumentar a quantidade de investimento estrangeiro nas empresas locais em mais de 500% em apenas três anos.

Em 2010, Micah Gland, o CEO da Helsinki Business Hub, começou a identificar maneiras de melhorar a situação dos negócios em Helsinki, a capital da Finlândia. Embora a cidade seja sede de uma das maiores fabricantes de telefones celulares do mundo, Gland considerou que o acesso ao capital privado para empresas locais e em estágios iniciais era bastante restrito.  “A Grande Helsinque é o motor de crescimento que conduz o investimento estrangeiro finlandês e há uma necessidade especial por novos investimentos em nosso país”, disse.

Helsinki não é uma cidade muito grande. Tem pouco mais de 600 mil habitantes e sua região metropolitana abriga cerca de 1,3 milhão de pessoas. Considerando essas dimensões, Gland imaginou como a comunidade local poderia atrair investidores de alta qualidade. Ele trabalhou com William Cardwell, um professor experiente especializado em empreendedorismo da Universidade de Aalto, para pensar em uma solução: a Zona Internacional de Capital de Risco (International VC Zone – IVCZ, em inglês).

Um programa na Finlândia conecta investidores internacionais focados em tecnologia às startups locais

A IVCZ busca aumentar o acesso ao investimento inicial (early-stage) em Helsinki conectando investidores de capital de risco focados em tecnologia de fora da Finlândia à startups locais com alto potencial de crescimento. Em longo prazo, o objetivo da IVCZ é transformar Helsinki em um centro de capital de risco para a região báltica, incluindo fortes conexões entre a Finlândia e a comunidade empresarial internacional.

O programa oferece os seguintes serviços para os fundos de investimento:

Bussiness Intelligence: Acesso a um banco de dados sobre investimentos que abrange toda a região nórdica (Finlândia, Dinamarca, Islândia, Noruega e Suécia);

Matchmaking: Encontros com empreendedores pré-selecionados e convites para eventos importantes na região.

Os investidores precisam ser selecionados para poderem se unir ao programa.  O processo de seleção possui três critérios-chave: o número e o tamanho das empresas ativas no fundo, o nível de interesse dos investidores na região nórdica e o compromisso da companhia em melhorar o ecossistema local.

Hoje, a IVCZ envolve mais de 75 fundos internacionais de capital de risco baseadas tanto nos Estados Unidos como na Europa, incluindo empresas líderes globais como a Index Ventures (US$ 3 bilhões em ativos sob gestão), Wellington Partners (€ 800 milhões) e Balderton Capital (US$ 2,2 milhões).

O programa é uma parceria público-privada que une a Universidade de Aalto, o governo municipal de Helsinki, a cidade de Tampere (com pouco mais de 200 mil habitantes e a duas horas da capital), e empresas finlandesas já consolidadas. Através dessas parcerias, a IVCZ, que não é uma entidade juridicamente independente, tem o equivalente a quatro funcionários em tempo integral sem possuir qualquer equipe própria.

Até o final de 2013, a organização havia ajudado 76 startups finlandesas focadas em tecnologia a garantir investimentos de mais de US$ 465 milhões entre 2010 e 2013 – um investimento médio de US$ 6 milhões por empresa. Durante este período, os investimentos estrangeiros aumentaram mais de 500%, de US$ 47 milhões em 2010 para US$ 280 milhões em 2013. A IVCZ também ampliou suas atividades para aumentar significativamente o número de investidores de capital de risco que fazem parte do projeto, que passou de 19 para 75 em três anos. No último ano, os fundos fizeram 27 investimentos nas empresas da região.

Uma das histórias de sucesso que mais se destaca na IVCZ é a Beneq, uma empresa de nanotecnologia local que recebeu o “Internationalization Award” do presidente da Finlândia em 2012. Com a ajuda da IVCZ, a Beneq conseguiu um investimento internacional de US$ 47 milhões, que colaborou para a empresa conquistar novos clientes em diversos mercados estrangeiros. Como resultado, a empresa cresceu 80% nas suas receitas e contratou 20 novos funcionários.

Para mais informações sobre a International VC Zone, acesse aqui.

Artigo originalmente publicado e gentilmente cedido pela Endeavor Insights.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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4 Comentários

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  1. Paulo César Pupim - says:

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    Muito interessante o texto na medida em que me fez lembrar o comentário dirigido a mim, há um ano, pelo prefeito e vice-prefeito de uma pequena cidade do interior paulista. Eles se queixavam sobre as poucas opções de investimento na melhoria da infra-estrutura do município devido à baixa arrecadação. Dei algumas sugestões a eles. Detalhe: o vice-prefeito é meu irmão.

  2. FRANCISCO CANINDÉ DE FREITAS - says:

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    Necessitamos levar os políticos do Nordeste para estagiarem aí. Tenho ideias de startups, mas nosso ecossistema é muito adverso a quem perde o crédito. Tinha uma empresa sólida que financiava uma startups, mas um roubo na minha empresa não possibilitou que ela e a startups sobrevivesse. Depois disso passei a ser visto como um marginal numa pequena cidade do Nordeste. Não tem saída. Você não anda.

  3. Roni Antonio Garcia da Silva - says:

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    Excelente artigo. Precisamos trazer este programa para o Brasil.
    Abraços.
    Prof. Roni Garcia

  4. mauricio sena - says:

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    Precisamos de um engajamento maior entre o poder público e as universidades privadas e públicas para projetos como este no Brasil. Nós como empreendedores de tecnologia sofremos com uma falta de entendimento dos lideres destas instituições de como ajudar empresas a transformar idéias em produtos. Sou empreendedor de tecnologia (hardware) e o que mais escuto é “porque você não traz da China?”

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