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Como me tornei um Empreendedor Endeavor

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Como me tornei um empreendedor Endeavor

Empreender é um ato de egoísmo solidário, montanha-russa entre sucesso e fracasso, misto de medo e coragem. Empreender é ser louco o suficiente para apostar num sonho improvável. Neste texto, vou contar como a parceria com a Endeavor tem me ajudado a alçar voos mais altos com a MaxMilhas.

Ao contrário de vários relatos que escuto de colegas, minha trajetória no empreendedorismo não se deu somente pela vontade de ter um negócio próprio e fugir à lógica tradicional do mercado. Eu me descobri empreendedor ao perceber uma inquietação constante: querer entregar o melhor de mim para obter resultados improváveis!

O “start” foi encontrar, em mim, o propósito de fazer algo que impactasse a vida de mais pessoas. Estranho, mas, sim, um ato de egoísmo. Ser relevante no mundo se fazia necessário para a minha própria história. Porém, não era apenas um problema meu que tentaria resolver. Só faria sentido se realmente fizesse a diferença na vida das pessoas. Queria ser útil e, para ser, precisaria resolver um problema já existente.

Comecei de forma despretensiosa, como quem não quer nada mais do que fazer. Como tantas vezes joguei futebol, vôlei, tênis etc, jogava apenas por jogar. E quando comecei a empreender, um pouco sem querer, percebi que, na verdade, tinha sido um empreendedor por toda minha vida.

A importância das aceleradoras

Descobri que estava construindo uma startup depois de muitos meses já de empresa, quando recebemos o prêmio INFO Start 2013 da Exame, carinhosamente denominado de “Startup promissora do ano”, no fim de nosso primeiro ano de operação. Assim que entrei nesse mundo, tive um apoio que não imaginaria.

Primeiramente ao entrar no Programa Startup Brasil do Governo Federal, no início de 2014, sendo acelerado pela 21212 Digital Accelerator. Achei bizarro como existia um grupo de pessoas super inteligentes e experientes dispostos e motivados a nos ajudar com nossos desafios. Eu, que desde novo tinha aprendido a aprender, não ia perder a oportunidade de evoluir com tanta gente incrível. Não deixei para eles apenas algumas ações de minha recém-nascida empresa, mas, também, gratidão por todo o apoio. Também não encontrei apenas sócios ali, mas um networking fenomenal para um engenheiro de produção qualquer nascido no interior.

Não sabia o que de fato poderia tirar daquele ecossistema, até que veio algo ainda maior: quando, o meu hoje grande amigo, Paulo Monteiro me falou da Endeavor. Até então, não conhecia essa organização que tanto tinha a ver comigo.

A Endeavor, acima de tudo, acredita no propósito das pessoas e as ajudam a transformar, de pouco em pouco, loucura em realidade. Era perfeito pra mim.

O ingresso na Endeavor

Confesso que, quando comecei a interagir com a Endeavor, nem passava pela minha cabeça um dia me tornar um “Empreendedor Endeavor”. Para mim, aquilo era apenas para os grandes. Ou seja, muito distante da minha realidade começando do zero, com quase zero dinheiro e total inocência diante do desafio.

Aliás, a melhor qualidade de um empreendedor de começo de jornada é o desconhecimento do que há por vir.

Ouvi o grande empreendedor Daniel Fonseca da Moip dizer isso em uma palestra e não tem como não concordar mais. Se soubesse de todas as dificuldades que estavam por vir, dificilmente teria, de fato, começado.

Não apenas inocente, mas humilde, transparente e com sede de conhecimento, ingressei, ainda em 2014, no primeiro programa da Endeavor: o Startup Networking em São Paulo. Comecei a interagir com aquela gente. Mais uma vez, uma gente muito diferente que investia, em mim, seu conhecimento. Eles apostaram em mim e eu tinha que fazer acontecer para que tudo aquilo fizesse sentido.

Desde o começo, fui totalmente focado em resolver os problemas de meu negócio e, como já tinha aprendido com a “manufatura enxuta” na Vale — um agradecimento especial ao diretor Efrem Daumas, que me deu essa oportunidade, a única forma de resolver um problema é expondo esse problema. Assim fiz em minhas mentorias na Endeavor. Não estava ali para “vender” a minha empresa e, sim, para usar do conhecimento e apoio daqueles mentores para superar meus desafios. Aliás, foram muitos mentores sensacionais e não poderia escrever sobre isso sem deixar meus agradecimentos a todos eles, em especial ao Ronaldo Cunha e Edson Rigonatti, dois gigantes que me fizeram enxergar além.

O processo para me tornar Empreendedor Endeavor

Em 2016, me chamaram para participar de outro programa: o Scale-Up Endeavor e, então, depois de dois anos interagindo com os mentores e com gerentes de conta sensacionais do time da Endeavor, como o Vinicius Bergamini, um cara novo impressionantemente inteligente e dedicado que fez toda a diferença, fui selecionado para me aventurar no painel local.

O Painel de Seleção Local é a entrevista com seis mentores/empreendedores para avaliar se você tem potencial para se tornar empreendedor Endeavor. Eles analisam você, sua empresa e o time que você está construindo, afinal de contas, o maior desafio de qualquer empreendedor é formar um time do tamanho do desafio que ele tem.

Essa talvez seja a etapa mais difícil.

Não basta ter vontade para ser aprovado, mas tem que provar que tem capacidade de construir um negócio de alto impacto na sociedade.

É sempre difícil ser avaliado, mas, mais uma vez, usei desse momento para aprender. Não me preocupei com uma possível reprovação. Estar ali, aprendendo, já era muito valioso. Deu certo e, mais importante que o “sim” que levei de volta ao escritório, foram os pontos de melhoria que eu tinha identificado durante o processo.

Oito meses depois, em maio de 2017, fui para o Painel de Seleção Internacional, no meu caso, em Londres. Ali, seis mentores/empreendedores da Endeavor de diferentes partes do mundo iriam me avaliar. Naquele momento, o desafio não era apenas explicar o meu negócio mas conseguir ultrapassar as barreiras linguísticas e culturais para conseguir, de fato, mostrar qual negócio tínhamos e, principalmente, aprender com aquela gente. Novamente, uma gente diferente que cedeu seu tempo para ajudar na formação de empreendedores ao redor do mundo.

Confesso: foi tenso. Não sabia como pessoas de diferentes nacionalidades iriam interpretar o nosso negócio. Já conhecia a Endeavor o suficiente para, dentro de mim, ter certeza que seria aprovado. Mas o jogo só termina quando acaba, então, o frio na barriga sempre existe. Quando me deram a notícia da aprovação, fiquei feliz, afinal de contas é muito trabalho envolvido para participar de um painel desses. Mas, quando fui comunicar ao time da MaxMilhas que tínhamos nos tornado Empreendedores Endeavor, fiquei emocionado. Mesmo sendo egocêntrico (cada um com seus defeitos, não vale me criticar), a gratidão, honra e alguns outros sentimentos que não existem no dicionário que tenho por essa equipe que constrói a cada dia esse sonho comigo, “quase” me fez chorar.

E como essa parceria impactou a minha empresa de fato?

A MaxMilhas criou um negócio disruptivo, com operação nunca realizada por ninguém no mundo, num mercado ainda não regulamentado e bastante improvável de dar certo. Pois é, somos dependentes de uma tecnologia complexa, estamos diante de canais de marketing caros e com um fluxo financeiro desafiador. Com mais de 100 pessoas na equipe, movimentando bilhões de milhas, milhões de reais todo mês e eu, um “ex” engenheiro, sendo CEO de uma empresa com essa dimensão. Será que EU estava pronto? Fácil de entender que não.

É aí que a Endeavor veio me ajudar. Enxergar os gaps e os pontos fracos da minha própria empresa.

Qual caminho seguir quando são tantas opções? Como tomar aquela decisão tão difícil quando é a única opção?

Mentores da Endeavor me ajudaram a enxergar quando é necessário contratar (não apenas “quando”, mas me ajudaram a de fato contratar, me conectando com pessoas incríveis que depois vieram a fazer parte de nossa equipe, como a Tahiana D’Egmont — nossa atual CMO) e quando é necessário desligar, apesar da dor que isso envolve. Ajudaram-me a construir uma cultura proprietária e verdadeira que faz de nossa equipe única e unida, a posicionar a empresa diante milhões de possíveis clientes desconfiados com a inovação e como eu tenho que me desenvolver para seguir a frente de uma organização em constante mutação como a nossa. Sem palavras para agradecer à Endeavor.

Hoje, a MaxMilhas é muito mais que um propósito sonhado por mim. São os sonhos e o suor de 115 Ases (assim como nos chamamos na MaxMilhas – entenda mais) que crescem a cada dia, mais de meio milhão de viagens e mais de 5 bilhões de milhas que viraram dinheiro no bolso de brasileiros que enfrentaram essa crise dos últimos anos. Queremos consolidar e liderar um novo segmento de mercado: da compra de passagens aéreas por meio da venda de milhas; e nos tornar mais do que uma grande empresa, uma empresa de grande impacto na vida das pessoas.

A Endeavor não me ajudou apenas com os aprendizados de como tocar o meu negócio, também me alimentou com essa vontade de ajudar outros a crescerem e apostarem em seus propósitos. Nem sempre consigo ajudar como gostaria, pois meu negócio, mesmo depois de cinco anos, ainda está apenas no começo e me demanda muito tempo. Temos ainda que fazer com que milhões de pessoas viajem no Brasil, na América, no Planeta Terra e, depois de 2030, com ajuda de nosso visionário Elon Musk, quem sabe em Marte :)

O melhor da jornada de empreender é entender que estamos sempre no começo.

Texto originalmente publicado no LinkedIn Pulse

Para conhecer melhor a história de Max, veja também:

Todo negócio começa de uma inquietação: como a MaxMilhas mudou o mercado de milhas no país

CTA - eBook - 50 histórias para inspirar sua jornada empreendedora

, MaxMilhas, CEO
Max é Engenheiro de Produção e já passou por grandes empresas como Vale e Ambev. Cofundador e CEO da MaxMilhas, empresa que oferece passagens aéreas econômicas emitidas pelas milhas de outras pessoas, e Empreendedor Endeavor, fez da sua dor pessoal e sua pão-durice um negócio que movimenta milhões de reais e, principalmente, pessoas. Afinal, o brasileiro merece viajar mais.

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