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Sozinho, mas não isolado: como atenuar a solidão do empreendedor

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A gestão de uma empresa pode ser uma atividade solitária. Confira dicas e aprendizados do mentor Sérgio Chaia para que você esteja sempre em boa companhia

O empreendedorismo é, no fundo, uma jornada solitária. Por mais que você tenha a companhia de sócios, é muito provável que, em diversos momentos, tenha se sentido isolado do resto do mundo.

O começo de uma operação, por exemplo. Ou mesmo antes, naquele período em que você sentiu o click e resolveu mergulhar de cabeça na oportunidade que identificou. Não importa quão forte é sua convicção do potencial do negócio: é difícil convencer o mundo ao redor disso. E é natural que a sensação de isolamento se intensifique.

Só que não precisa ser assim. Embora a solidão do empreendedor seja comum, a vontade de compartilhar experiências também é. Porque muitos gestores já trilharam esse caminho, e sabem o que fazer para que ele seja menos doloroso. Gente como Sérgio Chaia, mentor Endeavor, que compartilha aprendizados na entrevista a seguir.

Como você vê a questão da solidão empreendedora?

Acho que não é uma dor restrita ao empreendedor — todo o mundo corporativo está cada vez mais solitário.

Tenho notado que essa sensação de solidão é algo que ocorre de forma generalizada. E atribuo isso a alguns motivos: a pressão por resultados é cada vez mais forte, e o mundo vem mudando muito — o Brasil também, claro. Todas essas questões econômicas e políticas trazem ainda mais pressão, pelos desafios, pelas mudanças, pela falta de previsibilidade. Esses são fatores que aumentam a pressão, e a pressão acaba gerando a solidão.

No caso do empreendedor, a solidão é potencializada por dois importantes fatores adicionais: o primeiro é que ele tem uma cobrança muito grande com ele próprio. Segundo, que também se pressiona para justificar a escolha de vida perante amigos, familiares etc. Isso tem um componente psicológico bastante importante.

E como evitar isso?

Bem, acho que o primeiro passo, na verdade, é fazer uma pergunta. 

Antes de mais nada, o empreendedor deve se questionar sempre: “Eu tenho verdadeiramente vontade de aprender com o outro? De ser um profissional e uma pessoa melhor?”

Se responder que sim, isso faz com que ele, mentalmente, se predisponha a usufruir das mais diversas formas de aprendizado que estão disponíveis. Mas é preciso que o empreendedor se estimule continuamente a refletir sobre como pode aprender e evoluir. Caso contrário, a tendência é que ele se isole e se tranque cada vez mais. E os resultados tendem a ser catastróficos.

Assumindo que o empreendedor está disposto. O que fazer?

Aí existem diferentes caminhos para ele aprender e diluir essa solidão. O primeiro, e mais imediato, é a própria Endeavor, e as várias possibilidades que a instituição oferece. Refiro-me aos conteúdos da plataforma digital e a todas as ferramentas compartilhadas no portal.

Mas, para que ele possa aproveitar melhor tudo isso, fazer as perguntas adequadas é indispensável. Só assim ele conseguirá filtrar o conteúdo pra encontrar a “companhia certa” para aquela dor que está sentindo.

E fora do ambiente digital? O que o empreendedor deve buscar para atenuar essa sensação de isolamento?

Mentorias, sem dúvida. A meu ver, a figura do mentor é fundamental — estando o empreendedor filiado à Endeavor ou não.

E aí, a longevidade na relação deve falar mais alto. Em vez de fazer milhares de mentorias com pessoas muito diferentes, o empreendedor deve se concentrar em, no máximo, um ou dois mentores, que possam acompanhá-lo com cadência e frequência.

Só assim o empreendedor poderá compartilhar, de maneira mais profunda, as dores que ele sofre.

É quase como um trabalho de coaching, mas realizado com alguém que provavelmente já enfrentou aflições semelhantes. Penso que um café, uma vez por mês, de 45 minutos, é mais do que suficiente para que possa haver essa troca. Para compartilhar dores e receber feedbacks..

Leia mais: Mentor: por que eu deveria ter um?

E quem poderia ser esse mentor?

Acho que pode vir de qualquer lugar. Pode ser um ex-chefe, um parente mais antigo da família, um pai de um amigo… O importante é caprichar no processo seletivo, priorizando a experiência do escolhido. E novamente: com cadência e frequência, o mentor poderá entender não apenas do negócio, mas do próprio empreendedor.

Como você vê a questão do ponto de vista dos gestores mais experientes? Estão dispostos a mentorar?

Sem dúvida, e isso é uma ótima notícia para os jovens empreendedores. Tem muita gente experiente que adoraria fazer o papel de mentor. Principalmente porque acho que, em um dado momento da vida desses gestores, a maior “remuneração”, por assim dizer, é o aprendizado e o compartilhamento que eles também têm com os mais jovens.

Por isso, gente que está no terceiro tempo profissional vê a possibilidade de dar mentorias com muito entusiasmo. Existe um exército de candidatos disponíveis e com muita vontade de acompanhar um jovem empreendedor.

Até porque a jovialidade e a energia desse empreendedor contaminam positivamente esses gestores mais experimentados. É uma troca muito rica para os dois.

E o jovem empreendedor precisa ter essa consciência, para que não ache que a mentoria é de mão única.

Existe alguma contrapartida clara que o mentor deva oferecer? O empreendedor pode cobrá-lo?

Penso que o empreendedor precisa estabelecer  uma relação de confiança e empatia com o mentor. Por isso, o mentor deve estar disposto e disponível. Não apenas para orientar na parte técnica e de carreira. Porque, se houver empatia e confiança, haverá a liberdade para o empreendedor, por exemplo, ligar para o mentor quando a solidão aperta ou se sente angustiado antes de uma decisão importante.

Acredito que, quando há empatia, confiança e admiração recíproca, entram seriedade, profissionalismo e gentileza na troca de ideias. E isso faz com que cada encontro traga aprendizados relevantes para ambos.

Para concluir: um “braço direito” também pode ser a solução

Além das possibilidades mencionadas por Sérgio Chaia, a contratação de um número dois pode fazer toda a diferença para evitar os perigos da solidão.

Principalmente em um momento de crescimento, quando você provavelmente vai precisar de alguém com um perfil totalmente diferente, para cuidar de áreas que não correspondem ao seu perfil. Para tocar a gestão, propriamente dita.

Neste caso, há duas possibilidades: ou você contrata alguém experiente, que venha de um lugar mais estruturado e que saiba conduzir grandes times, ou chama alguém sem experiência, mas com potencial e “faca nos dentes”. Um headhunter costuma ser de grande serventia, aqui.

Outra possibilidade é reunir gestores experimentados em diversas áreas para montar um conselho consultivo, que terá a função de dar suporte e orientar a operação da empresa.

É isso. Esperamos que o conteúdo ajude a afastar aquela incômoda sensação de isolamento. E boa gestão!
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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