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A ‘internet de tudo’ está mais perto do que você imagina

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Quando combinada com outras tecnologias, como a impressão 3D, o impacto da internet de tudo pode ser enorme, mas como algo aparentemente tão abstrato pode ter tanto potencial?

O avanço da Internet das Coisas (IoT) tem chamado atenção pelas grandes possibilidades de gerar dados e, com base nisso, tomarmos decisões mais inteligentes. Isso por si só já mostra um grande potencial, mas esse potencial fica muito maior em conjunto com múltiplas tecnologias como, por exemplo, Inteligência Artificial, impressão 3D e outras tecnologias que estão evoluindo à medida que seus custos de implementação reduzem. Isso, por sua vez, já abre oportunidades para a criação de novos serviços, além de melhorar os que já existem.

As indústrias, antes completamente inalteradas pelo desenvolvimento tecnológico, agora confrontam-se com o desafio dessa transformação digital. Assim como as impressoras 3D, muitos produtos da fábrica se deslocaram para a casa do próprio consumidor, causando uma disruptura na cadeia de produção das indústrias. Com a chegada da internet das coisas elas deixarão de ser geridas da mesma forma que antes.

  • A Internet de Tudo: pessoas e máquinas colaborando

Mas e se o compartilhamento de informação máquina-a-máquina pudesse acontecer junto com as relações já existentes entre “pessoas e máquinas” e “pessoas com pessoas”, para automaticamente gerar percepções ou otimizar performances? Bem-vindo à Internet de Tudo (IoE).

É difícil imaginar como ou por que algo que parece coisa de filme pode ter tanto potencial, mas é certo dizer que aí existe um enorme potencial. Um estudo recente do Fórum Econômico Mundial mostra que implementações de IoE poderiam valer 19 trilhões ao longo da próxima década por meio da redução de custos e/ou lucros isolados das empresas, assim como o aumento nas receitas do setor público.

Empresas de tecnologia ao redor do mundo estão impulsionando uma grande disseminação de sensores e processadores para uso pessoal em absolutamente tudo, de oleodutos até torradeiras. Conectar todos esses aparelhos à internet, entre si e às pessoas, pode possibilitar cada vez mais a tomada de decisões inteligentes pelas máquinas, aprimorando processos e criando novos produtos que possam ser a próxima “grande ideia”.

  • Novas formas de uso da tecnologia e dos dados

Para ilustrar o potencial de transformação que a IoE provoca, considere um dispositivo com tecnologia wearable, que tem um sensor capaz de ler seus batimentos cardíacos em tempo real. Isso já é uma realidade para muitos, além de representar uma tecnologia que está diretamente associada ao crescimento do conjunto de dispositivos IoT, que já estão aparecendo no mercado de varejo. Agora vamos supor que você está se exercitando bastante.

E se esse mesmo aparelho estivesse conectado aos seus registros médicos, incluindo os resultados de um teste de stress recente que apontasse que você estaria se exercitando acima do limite recomendado? E se  ainda o aparelho conseguisse entrar em contato com o seu cardiologista, sugerindo que você procurasse seu médico imediatamente, ou então, localizasse o pronto socorro mais próximo? Esse aparelho poderia salvar a sua vida. Porém, as novas possibilidades da IoE vão além do uso pessoal.

As empresas já estão explorando as suas possíveis utilidades, principalmente em relação às novas tecnologias. A IoT já permite que máquinas reúnam dados sobre o clima/ambiente de forma inteligente e possibilitem, por exemplo, que os sistemas de aquecimento otimizem o consumo de energia de uma sala. Essa tecnologia também pode permitir que máquinas se monitorem sozinhas e forneçam um feedback para o operador ou para o setor de fabricação, podendo ajudar a prevenir uma pane e até possibilitando operações quase plenas dentro da cadeia de supply chains globais.

Esses recursos, integrados a outras tecnologias, como a impressão 3D, seriam capazes de transformar significativamente o modo como as empresas trabalham. Atualmente, peças de turbinas de avião podem ser impressas em 3D, reduzindo uma gama de etapas de sua produção e trazendo maior eficiência para todos os processos industriais de fabricação desse meio de transporte. Essas peças de reserva podem ser impressas no lugar necessário, não precisando estocar em armazéns, reduzindo de forma dramática a supply chain física, além de tornar todo o processo cada vez mais digital.

A IoE cria oportunidades está provocando uma grande transformação em serviços, tanto no setor público quanto no privado. Em Barcelona, por exemplo, o conselho local tem implementando princípios de IoE para melhorar o gerenciamento de água e o seu desperdício, assim como o de estacionamentos e o de transporte público, em formas de economizar dinheiro. Isso é o que aponta a renomada revista FORTUNE para traduzir o que está por trás da máxima: “a cidade que tem mais cabos no mundo”.

A nova gestão de água interligada rende a Barcelona uma economia de 58 milhões ao ano, enquanto a rua iluminada e também conectada tem custos financiados por terceiros, economizando mais de 37 milhões por ano. Ao longo dos últimos sete anos, esse projeto vem gerando cerca de 47.000 de empregos, em uma cidade com população de 1.7 milhões.

  • A principal função de dados e analytics

O potencial da IoE para aumentar a eficiência e a melhora no preço dos serviços oferecidos às pessoas é apenas uma parte de todo o seu potencial. Essa habilidade para conectar o crescente número de sensores à internet permite extrair e analisar uma grande quantidade de dados úteis. O que importa para as empresas é entender o desafio de conectar ao mesmo tempo que possam garantir a proteção de seus produtos e serviços.

“Uma vez que um analytics pode trazer benefícios significativos e provocar uma tomada de decisão mais inteligente, de modo que os modelos de negócio se tornem mais sustentáveis, a cibersegurança também é um ponto chave”, explica o Dr. Mervyn G. Maistry, Digital Strategy & Transformation, Managing Partner da Ernest & Young Gmbh. “Eu penso que as pessoas deveriam ter em mente que nós temos a tendência de superestimar as coisas no curto prazo, mas subestimá-las a longo prazo”, diz Christopher Mazzei, Global Chief Analytics Officer da EY.

“Não há dúvida de que o analytics irá transformar a forma como acontece a tomada de decisão das empresas e provocar uma mudança em onde e como o preço é definido na maioria dos setores econômicos”.

Diferentemente da Internet das Coisas, a Internet de Tudo vai além de resolver qual a melhor forma para os dispositivos conversarem entre si ao fazer uso de dados. Isso permite maximizar o uso da maior gama de dados possível, trazendo percepções mais reais, além de oferecer novas perspectivas e orientações para a tomada de ação de forma prática.

Assim como a Internet das Coisas, algumas dessas orientações baseadas em analytics poderiam ser automatizadas – mas o ponto chave para o sucesso na era da Internet de Tudo será mesmo a capacidade humana de utilizar criativamente as novas tecnologias do mundo digital para a resolução de problemas do mundo real que têm longa duração e larga escala por meio de uma percepção analítica.

Conteúdo originalmente postado em EY.

A EY é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo (as big four), presente em 150 países, em 728 escritórios, e com mais de 190 mil funcionários. Com sede em Londres, a EY presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

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