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4 formas de estar um passo à frente da revolução digital

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Mark Weinberger conta sobre os 4 pilares que podem ajudar a sua empresa a encarar de frente a revolução digital e suas implicações

Enquanto você lê este artigo, você é uma entre as mais de 3 bilhões de pessoas conectadas à internet neste exato momento. Esse número é quase metade da população da Terra. Algumas dessas pessoas estão fazendo compras, conversando com amigos, ou, assim como você, lendo esse artigo. Algumas outras estão gerindo sua supply chain a nível global, respondendo algumas solicitações de clientes, ou desenvolvendo um aplicativo que vai mudar o mundo. Como CEO, eu também sei que todas essas pessoas estão fazendo algo além de suas tarefas: elas estão mudando o mundo dos negócios como o conhecemos.

Essa rápida integração do digital aos negócios trouxe muitas oportunidades para empresas e governos ao redor do mundo, mas, por outro lado, essa era digital também criou desafios que não existiam até duas décadas atrás. Quando eu participei do Fórum Econômico Mundial, um encontro anual entre os principais líderes globais, na cidade de Davos, em 2016, esses desafios eram os primeiros na nossa agenda.

Na minha opinião, esses desafios se resumem a quatro princípios que podem guiar nossa relação com esse enorme mundo digital. Não importa o ramo de atuação do seu negócio: esses princípios também podem ajudar você.

  1.     Mude seu negócio antes que façam isso por você

A inovação é um desafio que tende a ficar cada mais difícil com a chegada do sucesso. Quanto mais uma empresa cresce, mais os processos a curto prazo aparecem. Isso significa que se você quer inovar, você precisa  o seu atual modelo de negócio ao mesmo tempo em que realiza as atividades do dia-a-dia. É um trabalho árduo – mas não impossível.

Nós descobrimos que pedir aos executivos que cuidam das operações da empresa para também conduzirem o processo de inovação digital é uma prática ineficaz. Para ter sucesso, você precisa de uma equipe exclusiva para tocar esse projeto. Alguém que não tenha restrições ou entraves do dia a dia para lidar e que possa se responsabilizar por fazer um planejamento de ações e estratégias a longo prazo.

É por isso que, na EY, formamos um time de inovação global e contratamos um profissional de tecnologia, como nosso CIO, para encabeçar o desafio. Sob o comando dele, toda equipe é direcionada a pensar além dos entraves que aparecem no curto prazo, nós olhamos para frente, pensando em como fazer as coisas de forma diferente daqui a seis meses, três anos, 10 anos e depois.

Uma das maneiras seguidas usada pelo grupo foi criar startups internas com base em algumas das nossas principais técnicas. Eles escolhem profissionais internos e do mercado de tecnologia para entender como certas áreas dentro de um modelo de negócio podem ser “disruptivas”. Assim, em vez de esperar para ver o que acontece, eles partiram para a ação, começando a planejar como nós mesmos podemos inovar nosso modelo de negócio e ficar à frente da revolução tecnológica.

2. Toda empresa é agora também uma empresa de tecnologia

Quando os computadores começaram a fazer parte do mundo dos negócios pela primeira vez, a maioria das companhias dizia ter alguém designado para a “estratégia digital” da empresa. Eles nomeavam um Chief Technology Officer que estudaria toda a rede de computadores e, em seguida, enviariam para o esse mesmo CTO todos os problemas digitais ou solicitações que chegassem. Atualmente, esse tipo de segmentação não funciona mais. Os clientes de todas as empresas passam a maior parte da vida online – e eles esperam ser encontrados onde estiverem.

Veja o caso dos bancos. Em diversos sentidos, o modelo de negócio dos banco não mudou ao longo dos séculos. Mas, mesmo que sua missão continue a mesma, a indústria bancária teve de repensar seriamente o modo como lida com seus clientes nos últimos anos. A Reserva Federal Americana (U.S. Federal Reserve) aponta que 39% das pessoas que têm celular usam seus aparelhos para gerenciar contas bancárias. A maioria da geração Y usa um aplicativo de banco no mínimo algumas vezes por semana – e a maioria uma vez por dia.

Inovação como essa se estende até mesmo a atividades que parecem não ter nenhuma conexão com a nova economia digital. A agricultura, por exemplo, enfrenta a sua própria e impressionante evolução tecnológica. As empresas podem agora fazer uso de data analyticsno campo,usando informações sobre óleo e tempo para dizer aos fazendeiros quais as sementes adequadas ao plantio, onde plantá-las e até como cultivá-las para obter os melhores resultados.

3. Não tenha apenas um conjunto de dados: transforme isso em conhecimento

Hoje em dia, ouvimos falar bastante sobre Big Data; mas é importante lembrar que coletar dados é só o primeiro passo. É crucial transformar esses bits e bytes em conhecimento de verdade que você possa usar. Isso pode parecer óbvio, mas muitas vezes esse passo importante é ignorado. Em uma pesquisa recente, realizada com executivos sênior, descobrimos que 81% deles concordam que a informação deveria estar no centro da tomada de decisão – mas apenas 31% dizem que reestruturaram suas operações para incorporar a análise de dados.

Na verdade, 80% das empresas falham ao tentar utilizar os dados que coletaram sobre seus clientes, o Customer Data. Muitas investem milhões de dólares em coleta de dados, constroem ótimas percepções para uma área específica da empresa, mas, em seguida, não conseguem ter a clara noção de como transformar esse conhecimento em percepções com fundamento e que possam ser colocadas em prática.

Para construir uma cultura orientada por dados, deve existir um responsável no comando. Ter apenas um executivo à frente disso não é o suficiente. É necessária uma liderança C-level. É por isso que temos um Chief Analytics Officer cuja missão é completamente focada na implantação da análise de dados para toda a organização.

4. Faça parcerias para somar forças

Se você é de uma empresa que quer aumentar suas aptidões digitais, você treina pessoas internamente? Você tem um algum tipo de parceria com outra empresa? Ou você adquiriu outra empresa que faz o que você precisa?

A resposta é diferente dependendo das circunstâncias e da empresa. Mas cada vez mais as empresas estão optando pela terceira opção – que é um dos motivos para aumento de fusões e aquisições ano passado, à medida que cada vez mais empresas consolidadas têm adquirido empresas de tecnologia que podem suprir suas ofertas.

No entanto, há ainda muito o que falar sobre o poder das parcerias. Além das aptidões digitais que estamos criando internamente, fizemos parcerias com empresas como LinkedIn, IBM e Microsoft. Isso significa que podemos somar forças para melhorar o que oferecemos a nossos clientes em áreas como data analytics, segurança e digital.

Juntos, esses quatro princípios enfatizam uma realidade essencial para as empresas hoje em dia. As estratégias que funcionavam há 30 anos – as mesmas que levaram muitas empresas ao topo – são as diversas qualidades que as impedem de avançar para o futuro. Felizmente, as muitas ferramentas que desencadearam a ameaça de desaparecertambém podem fazer isso possível para que as empresas se adaptem e evoluam mais rápido do que nunca. A tecnologia pode ser a causa de muitos desafios atuais, mas se nós lidarmos com a questão da forma correta, também é uma solução.

Artigo originalmente escrito por Mark Weinberger e postado em EY.

A EY é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo (as big four), presente em 150 países, em 728 escritórios, e com mais de 190 mil funcionários. Com sede em Londres, a EY presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

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