facebook
Você já se perguntou por que
nosso conteúdo é gratuito?
Somos uma ONG de fomento ao empreendedorismo de alto impacto que capacita
4 MILHÕES
DE EMPREENDEDORES
A CADA ANO
Faça a sua doação e contribua para continuarmos
este trabalho em 2016!

Business Intelligence: sua empresa no caminho da Amazon

LoadingFavorito
amazon-business-intelligence

Oferecimento:
dell

Entenda como uma área de BI pode melhorar a relação da sua empresa com os clientes e saiba como estruturá-la

Custa muito caro fazer alguns quilômetros de fibra ótica. Imagine que a Telefônica quer investir na região da Berrini, uma avenida em São Paulo que concentra escritórios de grandes empresas. Como saber qual é o melhor lugar para operar? Se a empresa vai construir 3 quilômetros de fibra ótica, é melhor fazer o investimento mais para o final da avenida ou no início? Para responder essas dúvidas, a Telefônica recorreu ao mundo do big data. Usando o business intelligence, ela consegue concluir que de um lado existem 1000 empresas e, do outro, 1500. Portanto, como o custo será o mesmo, ela passará a fibra ótica onde estiverem concentradas mais empresas, suas potenciais clientes.

Pois é, o mundo está inundado de dados. Há informações sobre onde as pessoas moram, quanto tempo de seu dia elas passam em deslocamento, quais suas preferências de consumo, os locais que frequentam. Pense na última compra que você fez na internet. A empresa vendedora provavelmente consegue saber por qual caminho você chegou ao site, quantos produtos visualizou e quantos minutos demorou para fechar a compra. Isso se você não preencheu um formulário de cadastro aceitando receber novidades da empresa, fornecendo dados como nome, idade e email.

Leia também: O que é big data e como usar na sua empresa

No entanto, de nada servem esses dados se não forem organizados. O fato de eles simplesmente existirem não é trunfo algum para a empresa. O excesso de informação gera desinformação. No caso dos negócios, é preciso filtrar o que realmente interessa para que os dados sirvam como ferramenta para melhorar a produtividade.

O que os negócios fazem com as informações disponíveis é o que se costuma chamar de inteligência de mercado, business intelligence ou BI: a capacidade de cruzar dados e transformá-los em insights úteis para a tomada de decisão.

Uma plataforma de BI pode estar nas mãos de um analista de crédito para que ele saiba avaliar melhor o risco de cada cliente; nas mãos de um vendedor para ele saber onde pode buscar um possível cliente; nas mãos de uma equipe de compras para análise de compliance do fornecedor. É como andar pela cidade capturando Pokemóns. Mas em vez de bichos imaginários, é possível navegar por bancos de dados capturando informações.

  • Evolução das ferramentas

O conceito de business intelligence não é novo. A mudança que aconteceu nos últimos anos e que deu um enorme impulso a essa ferramenta foi o avanço da tecnologia. Hoje, as ferramentas de big data têm capacidade de analisar um volume de informação gigante e as ferramentas de BI conseguem resumir essas informações para a tomada de decisão nas empresas.

Em 2002, quando eu fundei a Neoway, um terabyte custava US$ 1 milhão. Agora, custa US$ 5. Um computador que tinha condições de processar um terabyte custava milhões de dólares. Com o advento da cloud, basta apertar um botão para aumentar o número de máquinas e a capacidade de processamento da empresa.

Leia também: Glossário de Business Intelligence

As três ferramentas de BI mais populares do mercado são atualmente o Power BI, da Microsoft, o Tableau e o Qlikview, mas há centenas de outras. Essas ferramentas precisam estar integradas com sua plataforma de big data e analytics, rodando não só com dados da sua empresa, mas agregando dados externos.

  • Como fazer as perguntas certas

Andreas Weigend, uma das maiores autoridades mundiais em big data, falou certa vez em entrevista à Exame que “a melhor maneira de uma empresa saber se está fazendo as perguntas certas é diante da satisfação do cliente”. Se estivesse com as perguntas certas, teria um sinal positivo do mercado. Se a sua empresa está começando a estruturar essa área, é fundamental que a área de negócios defina essas perguntas. São questões clássicas, que surgem a partir dos dilemas que a empresa enfrenta.

Onde está apertando o calo? É assim que um projeto de BI começa.

Se preciso vender mais, onde encontrar novos clientes? Se preciso perder menos, como diminuir meu risco? Se quero controlar melhor o supply chain, os distribuidores estão entregando no tempo certo minha mercadoria? Quero encontrar cidades onde eu tenha capacidade de crescer 20% ao ano – onde estão esses mercados? É preciso cruzar dados para encontrar respostas. Nem sempre as perguntas podem ser respondidas só com dados internos da empresa. Em alguns casos, é necessário contratar uma empresa de big data para agregar novas informações.

Feitas as perguntas, a área de TI vai correr atrás para achar as respostas. Porém, dependendo da ferramenta contratada, a própria equipe de negócios poderá controlar os dados. Ao iniciar um projeto de BI, os resultados não devem demorar a aparecer. Em até 90 dias, a empresa precisa começar a ver os resultados práticos. Usando os exemplos anteriores, a área comercial precisa estar vendendo mais ou o risco precisa ter diminuído.

  • Retroalimentação

Usar dados externos é fundamental, mas sim, dá para conseguir muitos insights usando as informações de quem já é cliente, especialmente nas empresas de e-commerce. É possível fazer previsões de preferências usando dados históricos e o perfil de cada cliente. A Amazon, por exemplo, foi uma das primeiras empresas a usar a estratégia de recomendações de acordo com o histórico de busca e compra dos clientes. Ao fazer isso, conseguiu efetuar mais vendas. Dados de 2006 apontavam que as recomendações eram responsáveis por 35% das vendas no site da empresa baseada em Seattle.

Leia também: Inteligência de mercado – tem oportunidade aí para PMEs

De forma parecida, a rede de supermercados Pão de Açúcar possui o Mais, programa de relacionamento com o cliente. Além de os clientes que possuem o cadastro no Mais terem acesso a promoções exclusivas e a descontos via pontos acumulados com as compras, a empresa usa os dados de compras para enviar ofertas personalizadas. Por exemplo, se determinado CPF compra com frequência arroz integral, ele receberá um cupom de desconto relacionado ao seu hábito de compra.

  • Interface amigável

Para que BI desempenhe um papel tão importante quanto deve, ao interagir com outras áreas da empresa, é importante que os dados sejam traduzidos para a realidade dos que os recebem, para que seja de fácil utilização e visualização. Se um vendedor, por exemplo, não enxergar rapidamente que a ferramenta agrega valor ao seu trabalho, ele voltará para os métodos anteriores, como a planilha.

A Portobello é uma das empresas que conseguiu aplicar muito bem o BI com o big data. Em toda reunião do board, usa-se a plataforma de BI, mas os vendedores também têm uma plataforma para encontrar clientes e descobrir, por exemplo, onde há grandes obras que podem ser potenciais compradoras de seus produtos. Por isso, entregar a informação de maneira amigável é fundamental.

Apesar de o conceito de inteligência de mercado não ser novo, ainda há muitas empresas que não aproveitam os dados que estão disponíveis ou que não conseguem extrair deles os melhores insights. Se sua intenção como empreendedor é conhecer melhor o seu cliente e criar estratégias de venda mais acertadas, recomendo que você passe algum tempo considerando e estudando uma área de BI.

Aos poucos, o BI se torna essencial para as empresas. Ainda é possível sobreviver sem ele? Sim. Mas se o seu concorrente começar a usar e fizer bom uso, a sua empresa provavelmente vai perder clientes, pois o concorrente sempre vai chegar a eles antes de você. Se hoje nenhuma empresa consegue sobreviver sem internet, daqui a pouco ninguém vai viver sem BI.

, Neoway, CEO
Jaime é engenheiro eletricista, formado em 1982 pela UFSC, com mestrado em tecnologia da informação e doutorado em engenharia de produção e sistemas pela mesma universidade. Jaime criou o conceito de “investigador virtual”, um robô que conseguia ler todos os relatórios do sistema e identificar padrões entre as ocorrências, auxiliando-os a encontrar os criminosos. Com esse case de sucesso ele foi chamado pela Polícia de Nova Iorque para apresentar seu projeto. Nos EUA, conheceu o conceito de “Big Data”, e percebeu que o Brasil carecia de soluções que permitissem o uso inteligente dos milhões de dados públicos que são disponibilizados diariamente. Durante seu doutorado focou seus estudos no mapeamento de todas as bases públicas existentes no Brasil, e assim surgiu a ideia da Neoway.

Deixe seu comentário

Parceiros
Criação e desenvolvimento: