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Como desenvolver a inovação no modelo de negócio?

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Como desenvolver a inovação no modelo de negócio

Descubra quais as principais barreiras que os empreendedores enfrentam na hora de inovar para executar seu modelo de negócio com excelência.

O ambiente corporativo está cada vez mais complexo e com mudanças a cada dia mais aceleradas, obrigando as empresas a se questionarem continuamente sobre o seu modelo de negócio. Hoje, existem diferentes tipos de modelos de negócio dentro do mesmo segmento de mercado, e sua evolução é rápida e constante. Considere o setor de supermercados, por exemplo. Os supermercados há uns 20 anos se concentravam em oferecer para os seus clientes os produtos necessários para a alimentação e limpeza de uma casa. Hoje, eles ampliaram o seu modelo de negócio e oferecem eletrodomésticos, móveis, roupas, restaurantes, farmácias, serviços de jardinagem, serviços para carros, e esta lista só cresce. As redes de farmácias, como a rede Onofre, estão ampliando os seus serviços e inserindo nas suas lojas a estética e o salão de beleza.  As empresas que querem ser bem sucedidas neste ambiente do século XXI precisam rever continuamente o seu modelo de negócio e redefini-lo sempre que for necessário.

Afinal o que é um modelo de negócio?

Um modelo de negócio responde três perguntas fundamentais. Quem é o seu cliente? Qual a proposta de valor para responder às necessidades do seu cliente? Quais são os processos e recursos necessários para entregar a proposta de valor? Simples? Não é! Definir uma proposta de valor diferenciada nem sempre é fácil.  A proposta de valor responde a uma necessidade existente no mercado e, por isto, cria valor para o consumidor.  Para um produto ser valoroso ele despertará no consumidor os pensamentos: “eu quero”, “nada se compara” e “eu acredito”. Além disto, no modelo de negócio, a interação entre os processos de entrega e de produção geram lucro para a empresa. Inovação de modelo de negócio gera valor e não novos produtos!

Quais são as principais barreiras para se inovar no modelo de negócio?

Muitas empresas têm dificuldades de se adaptar rapidamente ao ambiente em constante mudança. As principais razões para esta dificuldade podem ser resumidas nas seguintes justificativas: 1) a inovação de um novo modelo de negócio pode canibalizar o negócio atual; 2) a inovação foca somente nos atuais clientes da empresa; 3) os executivos da empresa estão instintivamente orientados para o “status quo”, ou seja, estão voltados para minimizar o risco e a variabilidade; 4) os executivos são complacentes depois de anos de sucesso do negócio atual, ou 5) os executivos se concentram somente nas áreas de competências atuais do negócio.

Quais as possíveis dimensões para se criar inovação de modelo de negócio?

Podemos distinguir quatro dimensões principais para se inovar no modelo de negócios: 1) a oferta: As ofertas são os produtos e serviços inovadores que levam valor para os consumidores. O IPod, IPad ou Itunes, por exemplo, são produtos inovadores. Ainda podemos ter as inovações nas plataformas e as soluções integradas. A Nissan criou uma plataforma de componentes para criar novas linhas de carros e utilitários. A Disney é outro exemplo de plataforma: com os seus personagens a empresa cria uma série de novos produtos e serviços. Nas soluções, encontramos as ofertas integradas desde a concepção até a implantação de produtos e serviços.

2) os consumidores:Na dimensão de consumidores pode-se inovar achando novos segmentos de consumidores ou redefinir as interações existentes em cada ponto de contato para criar novas formas de receitas. Toda a gama de serviços que foi criada para servir ao segmento de baixa renda é um exemplo da criação de novos segmentos de mercado.

3) os processos:Na dimensão de processos podem-se criar novas linhas de produtos e serviços utilizando as competências centrais da empresa, como a Honda fez com a sua linha de produtos – moto-serra, cortador de grama, motocicletas, carros, etc. Ou envolver o seus fornecedores na criação de valor como a Boeing ou a Embraer.

4) os canais de entrega:Nos canais de entrega a empresa pode buscar novas formas de distribuir e interagir com os consumidores criando um relacionamento inteligente e criativo. O e-commerce criou uma gama enorme de novos modelos de negócio.

Como executar com sucesso os novos modelos de negócio?

Para executar novos modelos de negócio é necessário fazer escolhas quanto à estrutura, a equipe, o sistema e a cultura. É necessário desenvolver um novo DNA para o novo projeto. Avaliar o quanto se precisa “esquecer” para criar o novo ou o quanto se precisa “emprestar” do negócio existente para inovar. Um modelo de negócio disruptivo pode utilizar as competências e recursos da empresa existente – “emprestar alto” – e ao mesmo tempo desenvolver novas competências com um “esquecer alto”. A escolha deste novo DNA é fundamental para a execução e o sucesso de um novo modelo de negócio.

Para executar a inovação de modelo de negócios, a empresa precisa mudar a sua maneira de pensar e aprender a trabalhar com a experimentação, cujos resultados podem levar algum tempo para serem obtidos. Quando o futuro é incerto e desconhecido, é no aprendizado contínuo que florescem as chances para inovar.

Solange Mata Machado é Diretora da IMAGINAR SOLUTIONS – consultoria em inovação estratégica para planejamento estratégico e construção de cenários.

, IMAGINAR SOLUTIONS, Diretora

Atualmente Coordena o Executive Development Program – EDP – Inovação Estratégica da HSM Educação. Dá aulas de estratégia competitiva no MBA e no EMBA na São Paulo Business School.  Na sua carreira profissional foi executiva de grandes grupos nacionais e internacionais como a Shell, Klabin, Grupo Ipiranga, Aços Villares e Pirelli. Foi CEO da ADL Serviços de Fidelização no Brasil (maior distribuidora de revistas da Europa), Executive Director e o General Manager da Amcham Brasil (escritorio no Brasil e nos USA), e Brazil IP Representative da US Chamber of Commerce. Como consultora presta serviços na área de inovação e estratégia. Palestrante Internacional e nacional na área de Inovação e Propriedade Intelectual e é professora convidada dos cursos de verão do Creative Education Foundation. 

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