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Cultura ética: o que seus funcionários fazem quando ninguém está olhando

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Sempre ouvimos a frase: o exemplo vem de cima! E, realmente esta é uma premissa válida, mas infelizmente nem sempre verdadeira

Se eu perguntasse a primeira cena ou situação que vem a sua cabeça ao ouvir a palavra corrupção, provavelmente você não pensaria na sua empresa. Muitos empreendedores esquecem que essa realidade pode bater a porta do seu negócio e acabam não abordando o tema com a devida importância, um grande erro. Uma das formas mais eficazes de combater práticas como fraudes e corrupção é a implementação de uma cultura ética, principalmente entre as lideranças da empresa.

No artigo “Compliance e liderança: a suscetibilidade dos líderes ao risco de corrupção nas organizações”, o autor deixou clara a maior predisposição dos líderes na transgressão das normas de compliance. Em parte isso acontece pelo grupo estar mais exposto à escolhas que envolvem dilemas éticos, como a demissão de um funcionário, mas a verdade é que mesmo os líderes com fortes princípios éticos podem sucumbir à influência de uma cultura organizacional frágil e que dá espaço para atitudes que levem à fraudes e assédio.

Veja também: Ryan Lochte, empresas e compliance: o que esses assuntos têm em comum?

Então como construir uma cultura ética?

Para o desenvolvimento da cultura organizacional ética é preciso considerar que atores internos e externos possuem influência na sua constituição. É por isso que buscar compreender os ativadores de comportamento desses funcionários e seus respectivos impactos na cultura organizacional pode auxiliar na solução de possíveis problemas.

Para exemplificar, imagine que alguns profissionais da empresa tenham o comportamento inadequado de manipular os resultados para ganhar um bônus maior. Quais são os possíveis ativadores desse comportamento? Será que a maioria desses profissionais podem ser taxados de desonestos?

Veja também: Teste de integridade: quando a confiança é a melhor arma contra a fraude

A empresa é um grupo de pessoas que, diante uma visão de mundo particular, cria uma maneira própria de agir e interagir, gerando assim uma identidade específica. Se identificamos que a maioria dos membros de um grupo está desalinhada com a cultura idealizada pela sua Gestão, há um provável problema de cultura. Ainda no exemplo acima, algumas questões devem ser respondidas e, para tal, sugerimos o esquema 5W2H aplicado ao caso:

5w2h

Dicas práticas para implantar uma cultura ética

Para buscar respostas de maneira efetiva e com profundidade suficiente para vai precisar aplicar uma metodologia de pesquisa qualitativa, com os seguintes instrumentos:

  • Questionário Online sobre os temas, com questões de múltiplas escolhas e dissertativas;
  • Grupos Focais fomentando discussão sobre os temas por grupos de diferentes níveis hierárquicos;
  • Entrevistas Individuais com voluntários que queiram aprofundar sobre os temas abordados;

Com essa análise será possível desenvolver um plano de ação com o objetivo de tornar a cultura organizacional cada vez mais viva e coerente. Se você não sabe ao certo pode onde começar, os passos abaixo podem te guiai:

  • Desenvolver e divulgar um código de ética/ conduta;
  • Implementar ferramentas de canais de denúncias;
  • Realizar treinamento e desenvolvimento para os colaboradores;
  • Aplicação de Teste de Integridade no processo seletivo;
  • Criação de Políticas de Punições a atos antiéticos;

Para entender melhor a importâncias dessas etapas, vamos a um exemplo prático:

João é um empreendedor que atua no segmento do varejo. Depois de alguns anos, seu negócio começou a crescer e ele percebeu que, antes, seu time era quase inteiramente formado por profissionais que fizeram carreira dentro do negócio, mas agora João tinha que lidar com profissionais com “vícios culturais” que iam de encontro aos seus valores. Mas, com o crescimento acelerado e a vida de empreendedor, João não conseguiu acompanhar de perto a integração de tudo isso e foi nesse momento que ele se deparou com a seguinte situação:

Pedro, um colaborador novo, muito bem referenciado pelo mercado e  grande aposta da empresa, acabará de fechar uma parceria e recebeu, do fornecedor, uma viagem para desfrutar, em um Resort, com a família, o final de semana. Como não existia políticas claras, Pedro aceitou o presente, julgando ser um “agrado” após ter fechado um grande contrato. Após 6 meses desse episódio, um cliente entrou em contato com João para relatar alguns problemas de atraso na entrega das mercadorias.

Veja também: A “troca de favores” que pode custar sua empresa

Depois de ouvir atentamente seu cliente, João cobrou Pedro para que ele buscasse um novo fornecedor no mercado, e aí veio uma surpresa: Pedro disse não poder fazer isso já que tinha recebido uma viagem do fornecedor, além de outros benefícios, em razão da “amizade” que se formou na parceria.

Desconfiado com a situação, João resolveu investigar mais a fundo seu novo funcionário e identifica um subfaturamento no contrato, beneficiamento o seu colaborador, além de outras práticas ilícitas. Além de demitir Pedro, João adotou como boa prática a comunicação assertiva de suas políticas, sempre envolvendo os colaboradores para entender quais são as contingências de uma escolha não alinhada com os seus valores e da empresa.

E você, como tem reforçado a cultura ética da sua empresa? A Endeavor em parceria com a S2 Consultoria disponibilizará para você até dia 09 de dezembro de 2016 um diagnóstico gratuito de Maturidade de Cultura de Compliance da sua organização, para acessar clique aqui

, S2 Consultoria
Renato Almeida dos Santos formado em Direito, MBA em Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Administração pela PUC-SP. Foi executivo da área de Compliance e Prevenção a Fraudes Organizacionais em consultoria internacional de Gestão de Riscos por 12 anos. Ministrou diversos cursos e palestras no Brasil e Exterior (China). Anteriormente, trabalhou no Ministério da Defesa, como Oficial do Exército Brasileiro e na Duratex S/A, na área de Recursos Humanos. Docente de Pós-Graduação e Graduação na FECAP, FEI e SENAC. Coordenador do MBA de Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios. Premiado pela CGU e Instituto Ethos e autor do livro “Compliance Mitigando Fraudes Corporativas”.

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