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Como Agir em Tempos de Pessimismo?

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O Brasil está caminhando para tempos de crescimento cada vez menor. O que fazer agora?

Desde os tempos bíblicos, anos de abundância são, geralmente, seguidos de uma maré de dificuldades.  Quando os tempos são ótimos, tendemos a ficar animados demais, gastar mais dinheiro, nos endividamos, e os preços sobem. Com tempo, descobrimos que exageramos a mão. O pessimismo toma conta de nós, e exageramos na compensação. Cortamos investimentos, e consumimos menos.  O temor de tempos difíceis se converte assim em uma “profecia auto realizante”, já que nossas ações compensatórias causam um forte choque forte na economia.  Os economistas chamam isso de “ciclo do negócios” e psicólogos definem essa característica como parte da natureza do ser humano.

O Brasil viveu anos de abundância desde 2005. Vimos grandes investimentos, aberturas de capital, startups de negócios promissores. Momentaneamente, o Brasil não fazia nada errado. Fomos inclusive escolhidos como sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E, para melhorar, alguns enxergam como prova definitiva de que Deus é brasileiro a descoberta de petróleo no Pré-sal, o que nos tornará um dos maiores produtores no mundo!

Mas, agora, os pensamentos mudaram. Nossos gargalhos de infraestrutura, déficit na previdência e baixa produtividade voltaram a ser muito importantes. O consumo parou de crescer e conseguir financiamentos ficou mais difícil.

Então, o que fazemos agora?

1. Mantenha a calma. Assim como nada é ótimo para sempre – os momentos ruins são também passageiros.

2. Foque na eficiência com total determinação. Seu principal seguro contra qualquer tempestade econômica é ser mais eficiente do que seu concorrente. Em tempos de fartura, as empresas criam gordura. Também, enquanto você começa a crescer, crescimento de receita é mais importante do que ser eficiente. Ao passo que a economia desacelera, tente pensar nas despesas que você pode cortar sem sacrificar a essência de seu negócio. Um exercício produtivo é desconstruir sua empresa e ranquear todas as despesas. Quando você chegar nas 20% menos importantes, você concluirá que elas não são realmente necessárias.

3. Acumule caixa.  Lembre-se de que bancos só querem emprestar para companhias que não precisam de dinheiro. Você deve manter o excesso de caixa no seu balanço e linhas de crédito abertas. Muitas vezes você pode pagar uma baixa comissão de reserva para um banco manter aberta uma linha de crédito incondicional (ou seja, eles têm que te dar o dinheiro assim que pedido, sem condições suspensivas).  Ter acesso a capital é a grande proteção contra surpresas negativas e permitirá a você capturar oportunidades de ouro, que só aparecem em tempos de grande pessimismo.

4. Procure pelas oportunidades de ouro.  Algumas das maiores oportunidades de aquisição (de ativos e de empresas) surgem quando os outros estão sem dinheiro ou temerosos em relação ao seu futuro. Isso é mais verdadeiro em tempos de crises reais, mas também pode ser aplicado em períodos de incerteza ou crescimento mais lento. Infelizmente, tais “oportunidades de ouro” são difíceis de encontrar. Se você vir uma, não tenha medo. Se é em uma área que você conhece, quase sempre valerá a pena ser ousado, enquanto os outros estão pessimistas.

 

Martín Escobari  foi co-fundador e CFO do Submarino.com e hoje é diretor-executivo em São Paulo da General Atlantic LLC, uma empresa líder em global growth equity, onde chefia o  programa de investimentos da América Latina.

 

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, General Atlantic LLC, Diretor
Martín Escobari é diretor-executivo em São Paulo da General Atlantic LLC, uma empresa líder em global growth equity, onde lidera o  programa de investimentos da América Latina. Até 2011, foi sócio da Advent International em São Paulo, na qual liderou os investimentos na Cetip S.A., Frango Assado e a aquisição da GRV Solutions pela Cetip.  Antes de unir-se à Advent, Martín foi co-fundador e CFO do Submarino.com, empresa líder de varejo on-line, onde liderou o IPO e venda para Lojas Americanas (transação de US$ 1,6 bilhões).  Atuou, também, como profissional de investimentos no fundo de private equity GP Investimentos. Ele iniciou sua carreira como Associado no Boston Consulting Group em Nova York.  É graduado em Economia, magna cum laude, em Harvard College, possui MBA pela Harvard Business School com high distinction, onde também graduou-se como Baker Scholar.

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