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Acessando as Emoções da sua Audiência

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Suas apresentações podem ser uma grande oportunidade para levar a sua audiência a acessar emoções específicas.

Quais são os eventos que você mais se lembra? Com certeza são aqueles em que suas emoções estiveram presentes, positivas ou não.

Um trauma é uma emoção que você não conseguiu controlar e ficou em seu sistema. Quando algum estímulo semelhante ao original aparece, a emoção também está presente.

Existem duas formas de você garantir que sua apresentação ou discurso fique presente na sua audiência por muito tempo. Ou você a traumatiza com textos, gráficos, dados e o PowerPoint padrão, ou você entrega um storytelling poderoso em que sua audiência se identifique e esqueça que está sentada numa cadeira.

Em ambos os casos você está “emocionando” sua audiência. Portanto, o primeiro princípio que reconhecemos é que só existem duas emoções na vida: prazer ou dor. Cada um deles com suas variações: amor, alegria, felicidade, etc. de um lado, e do outro, a angústia, o stress, a humilhação, etc.

Suas apresentações podem ser uma grande oportunidade para levar a sua audiência a acessar emoções específicas. E não estou falando de final feliz e conto de fadas ou só de emoções positivas. Melhor que ter um final feliz é ter uma história crível onde a audiência sente empatia e simpatia pelo apresentador e pela ideia, mesmo se o final não for feliz.

Mais do que regras, eu acredito que são princípios que podem nos ajudar a acessar estas emoções. Abaixo, alguns dos muitos:

Sentimos emoção quando passamos por uma troca de valores, do positivo para o negativo ou do negativo para o positivo.

Só vamos nos envolver com alguma ideia se tivermos empatia e simpatia pelo protagonista (ou, apresentador). Empatia significa “eu penso como ele” e simpatia “eu gosto dele”. Tente eliciar os dois, mas na dúvida opte pela “empatia”.

Faça a sua audiência saber qual é o desejo do protagonista da apresentação. De preferência, este desejo deve ser algo também desejável pela audiência!

Sabendo qual é o desejo a ser alcançado, podemos entender quais são os valores que estão em jogo.

Entendendo os valores você pode criar uma sequência de eventos que mexe com a intensidade destes valores e evita a mesmice. Mexendo com a intensidade dos valores você está facilitando o acesso a emoções específicas e tangíveis.

A troca de valores deve ser constante numa história, pois nossa emoção se dissipa rapidamente, ela culmina, queima e acaba para então nos perguntarmos: “legal. E agora que conseguiu o que queria nesta cena, o que acontece em seguida?”

Sempre tenha em mente que ao atingir uma emoção específica, você deve levar a história para outra direção, diferente e que acesse outras emoções. Diferente na direção, igual no desejo, que deve ser o mesmo do começo ao fim da história.

Estas variações dinâmicas entre o positivo e o negativo obedecem à Lei dos Retornos Diminutivos: quanto mais experimentamos algo, menos efeito isso tem. Em outras palavras, não podemos repetir a mesma emoção do começo ao fim de uma história.

Se você quiser saber mais sobre este assunto acesse www.storybusinessedition.com. Eles são baseados na obra de Robert McKee, autor do livro Story e maior autoridade em Storytelling de Hollywood. A SOAP firmou sociedade com ele para disseminar estes princípios no mundo corporativo.

Fico por aqui e desejo que sua próxima apresentação não seja um trauma, ao contrário, resolva alguns traumas da sua audiência!

 

João Galvão é sócio-fundador da SOAP (State of The Art Presentations).

 

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, SOAP, Sócio-fundador

 

É Sócio-fundador da SOAP (State of the art presentations). Desde 2003 a SOAP cria soluções para melhorar as apresentações em situações de venda de ideias e conquista de audiências. Joni foi um dos criados do conceito “estado da arte na apresentação”, já experimentado por mais de 900 empresas tais como: Microsoft, Avon, Gafisa, The Economist, Google, entre outras. Hoje a SOAP possui mais de 80 funcionários e escritórios no Brasil, Portugal e EUA.

 

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