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Clonar Startups: Um Problema de Comportamento?

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O velho dilema de se copiar algo que deu certo em outro lugar e trazer como inovação para outra geografia.

Recentemente, Fred Wilson, sócio da Union Square Ventures, um dos fundos mais famosos e bem sucedidos de NYC, escreveu um post discutindo abertamente a questão de se clonar startups de sucesso.

Esse tema é particularmente interessante, porque aqui no Brasil (assim como em diversos outros lugares do mundo, inclusive nos EUA) é uma das principais tendências do nosso mercado de startups.

O artigo é bem crítico e ele se coloca claramente contra esse processo.

Porém, entendo ser um pouco ingênuo e muito falacioso em dizer que isso é um problema de comportamento de empreendedores que só pensam em dinheiro e não em gerar valor real.

Ora, dinheiro não é valor real?

Obviamente é uma escolha de palavras infelizes (de propósito?), porém, aos meus olhos trata-se de mais um aspecto do velho e sempre novo dilema de se copiar algo que deu certo em outro lugar e trazer como inovação para uma geografia diferente.

Lembramos que na definição clássica de inovação (Schumpeter) ela se define dentro de um limite geográfico, pois naquele mercado trata-se de algo novo. Em outras palavras, a inovação pressupõe que a criatividade chegue ao mercado e que naquele mercado específico ninguém tenha feito algo passível de ser considerado igual ou muito parecido…

Isso posto, tendo a concordar que, tecnicidades a parte, existe sem dúvida nenhuma um componente subjetivo na hora de se entender o que se passa no dia-a-dia de uma startup considerada por alguém como um clone de outra.

Se todas empresas nascessem com base em business plan que se mantivesse o mesmo ao longo de toda a sua vida, seria muito fácil e verdadeiro afirmar que aquela startup que saiu na mídia recentemente é um clone daquela outra que apareceu na mídia alguns meses atrás.

Ocorre porém, que quando uma startup chega na mídia, provavelmente ela já teve mais acertos do que erros. Assim, quando alguém entra no mesmo espaço (mesma indústria, por exemplo) pode até ter começado com ideias e visões muito distintas e que de forma alguma pudessem ser consideradas clones da empresa original. Porém, depois de tentar diversas formas de resolver seus problemas internos, adequar-se aos clientes, ao status quo do mercado, pivotar, pivotar e pivotar de novo, o resultado acaba sendo algo muito parecido com a primeira empresa.

Nesse exemplo fica claro que não se trata da vontade ou da falta de criatividade dos empreendedores, mas de como o mercado, em um determinado momento no tempo, força empresas que se propõe a endereçar o mesmo problema.

Levante a mão quem acredita que o Google foi a primeira empresa do mundo a fazer buscas ou que o algoritmo deles era realmente muito melhor do que existia em outras startups naquela época!

Humberto Matsuda é Managing Partner e Vice-Presidente de Venture Capital na Performa Investimentos.

 

Veja Também:

Inovação Regional Funciona no Brasil?

Os Sócios de uma Startup

O Ciclo de Vida de uma Empresa de Sucesso

 

, Performa Investimentos, Sócio

Humberto Matsuda é o sócio responsável pelos fundos de Venture Capital da Performa Investimentos. Além disso, é membro do Comitê de Empreendedorismo, Inovação e Capital Semente (CEICS) da Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP). Possui 12 anos de experiência empresarial e desde 2007 se especializa na gestão de investimentos de Venture Capital¸ em especial, investimentos de capital semente.

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