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Cleanweb chega ao Brasil

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A premissa básica que norteia o conceito cleanweb é a utilização de software e mídias sociais para causar impacto positivo no meio ambiente.

Quando a maioria das pessoas pensa em cleantech, naturalmente imagens de painéis solares ou turbinas eólicas vêm à cabeça. Tecnologias “verdes” aplicadas à geração de energia solar e eólica, e produção de bicombustíveis, progrediram substancialmente nos últimos 30 anos, e tiverem papel importantíssimo na redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, e no desenvolvimento de matrizes energéticas mais limpas tanto em países desenvolvidos quanto em mercados emergentes. Porém, a crise econômica mundial, iniciada em 2008, tem tornado cada vez mais difícil a mobilização de recursos (principalmente de venture capital) para financiar atividades de empresas em estágio de operação inicial envolvidas em pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas relacionadas à produção de formas alternativas de energia e/ou de novos combustíveis.

Essa dinâmica levou fundos de investimento especializados em cleantech nos EUA e Europa a buscarem outras maneiras de disponibilizar recursos para empresas preocupadas em solucionar problemas ambientais (porém que demandassem menos capital se comparadas às empresas de setores “tradicionais” de cleantech), e ainda assim gerar retorno financeiro aos investidores. Foi dessa lógica que nasceu a categoria de cleantech que mais cresce atualmente nos EUA, chamada cleanweb.

A premissa básica que norteia o conceito cleanweb é a utilização de software, tecnologias web & mobile, e mídias sociais para (i) endereçar questões relativas à crescente escassez de recursos naturais (energia, água potável, gestão de resíduos); (ii) otimizar atividades agrícolas e de exploração mineral; e (iii) modernizar serviços públicos através da coleta, tratamento e análise de dados de forma mais precisa e simplificada.

Para ilustrar, exemplos de startups que se encaixam no conceito cleanweb são: Stem (otimização do consumo de energia), Honest Buildings (marketplace com informações sobre green buildings), Streetline (mobilidade urbana), Recycle Bank (gestão de resíduos), Water Smart (distribuição de água), e Solum (sensores para atividade agrícola).

Estima-se que mais de 25% de todo o capital aportado por fundos de venture capital na indústria americana de cleantech desde 2011 tenha sido direcionado para empresas que se enquadram no conceito cleanweb. Esse panorama é justificado em grande parte pelo forte componente de TIC embutido nos modelos de negócio dessas startups, o que torna o investimento atrativo sob o ponto de vista de escalabilidade/distribuição, e requer, via de regra, um baixo CAPEX para desenvolver a plataforma/serviço. Outro motivo, mais comportamental, está na preferência de gestores de fundos de venture capital em investir em setores com os quais eles possuem maior familiaridade (no caso, mídias sociais, aplicativos, e tecnologias web & mobile).

Cleanweb tem atraído tanta atenção de mídia e investidores nos EUA e Europa que está sendo formada uma associação global (Global Cleanweb Initiative) com a missão de disseminar o conceito, e potencial de investimento que o setor oferece, ao redor do mundo. Com relação ao Brasil, especificamente, acreditamos que as cidades brasileiras são laboratórios perfeitos para empresas com um viés de cleanweb devido a (i) acelerada urbanização, fato que demandará melhorias na infraestrutura de todos os serviços públicos básicos, mais especificamente no fornecimento de energia e água, gestão de resíduos e mobilidade urbana; (ii) mudanças drásticas nos padrões de consumo da população, o que gera uma sobrecarga significativa sobre recursos naturais; e (iii) crescente número de usuários de smartphones e/ou pessoas conectadas à internet.

Com a missão de solucionar alguns dos maiores desafios atuais do planeta aproveitando os efeitos positivos de mídias sociais e web-tech, cleanweb tem alterado significativamente noções tradicionais que norteiam a mobilização de recursos para o setor de cleantech, e tem atraído muitos novos players para o setor. Não é tarefa fácil fazer com que indústrias já consolidadas e que valem trilhões de dólares (como é o caso do setor elétrico, por exemplo) passem por uma reformulação, não apenas tecnológica, mas também de atitude. Cleanweb tem sucedido até agora.

 

Rafael Figueiredo é advogado e consultor especializado em operações de financiamento e M&A no setor de energia/energia renovável, investe em empresas cleanweb nos EUA e Brasil e lidera as atividades da Global Cleanweb Initiative no Brasil.

 

 

 
 
 
 
 
, Global Cleanweb Initiative
Além de advogado e consultor especializado em operações de financiamento e M&A no setor de energia/energia renovável, Rafael Figueiredo é também investidor em empresas cleanweb nos EUA e Brasil, e ainda lidera as atividades da Global Cleanweb Initiative no Brasil. Email: rafael@cleanweb.co; Twitter: @altern_e | @CleanwebBR; Website: http://cleanweb.co/about/

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