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Pensar o não pensado: como eu aprendo, todos os dias – Claudia Sender, TAM

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Como uma engenheira química vai parar na presidência de uma empresa de aviação? Conheça a trajetória nada linear de Claudia Sender, CEO da TAM.

“Claudia, você está no momento de menor risco da sua carreira. Por que não aprender algo diferente? Se não der certo, você volta”. A provocação de um amigo, na época de faculdade, acabou fazendo a atual CEO da TAM trocar a oferta de estágio em uma empresa de óleo e gás por uma experiência na Bain & Company – uma das maiores consultorias do mundo, que na época ainda estava começando no Brasil. Lá, ela teve seu primeiro contato com temas de negócios.

Depois de 7 anos na Bain, Claudia queria expandir ainda mais seus horizontes, liderar equipes, ver seus resultados na ponta. Sentiu falta de uma formação de negócios e resolveu se aplicar para um MBA em Harvard, onde teve uma vivência cultural que também a preparou melhor para ambientes mais diversificados. Depois, sua curiosidade ainda a levou para a Whirpool, onde tomou hábito de observar o comportamento das pessoas enquanto olhavam os produtos: “Eu achava que eu sabia o que o cliente quer quando está comprando. Isso me mostrou o valor de ouvir, mais do que dar opinião, principalmente quando você está entrando em um novo segmento”.

Em 2011, veio o convite para a TAM, bem na época da fusão com a Lan. “Aconteceu comigo uma mágica. Eu antes só tinha trabalhado em multinacionais americanas. Pela primeira vez, eu estava sentando para conversar com 4 empreendedores. E eles me disseram: ‘isso aqui é muito mais que transformar uma empresa rentável, isso aqui é colocar a América Latina em um patamar em que ela não está’”.

Claudia foi cuidar da área comercial e depois se tornou vice-presidente da unidade de negócios domésticos. O maior destaque que teve lá dentro foi pela implementação de um plano de segmentação de tarifas, que identificava quem viajava a lazer e a negócios e ajustava os preços de acordo. Com isso, a empresa ganhou market share e passou a voar com aviões mais cheios. O reconhecimento e o timing casaram bem:

Em 2013, ela se tornou a primeira mulher a liderar uma companhia aérea brasileira.

Algumas das principais lições desse painel do CEO Summit:

      • É mais fácil trabalhar com pessoas que pensam como você, mas é fundamental se forçar a trazer gente que conteste seus pontos: se há diversidade entre os clientes, é preciso ter diversidade de opiniões na tomada de decisão, ou alienamos partes importantes do nosso público;
      • Ouça pessoas de meios e perfis diferentes, inclusive os mais jovens – se você quer ser grande, eles serão seus futuros clientes e está cada vez mais difícil falar com eles, vá entendendo desde já;
      • Não adianta ficar só na retranca em momentos de crise. Por isso é importante saber o que o cliente valoriza e garantir isso a ele. Deixar de investir em inovação é garantir que você vai sair da crise mais fraco;
      • Faça a coisa certa e faça com que as coisas certas se realizem: a confiança é baseada na ética e na competência. Não adianta ser um líder correto e inspiracional, se você não está pronto para trazer resultados para seu negócio, nem executar bem, mas pegar atalhos.

Veja na íntegra, no vídeo acima, a história e os aprendizados de Claudia Sender, presidente da TAM, em conversa com a moderadora Tatiana da Ponte, da EY, no palco do CEO Summit.

Leia mais:

O que grandes empreendedores querem que você faça na crise

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    A entrevista é muito boa.
    Mas como usuário da TAM Cargo, gostaria de deixar minha opinião.
    A empresa parece uma estatal, de tanta burocracia.
    É praticamente impossível de trabalhar…
    Sem mais, agradeço.

    Henrique Oliveira

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