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“Flagship que naufraga não é um negócio”: os desafios de Alex Atala e Pedro Paulo Diniz

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Gastronomia e empreendedorismo: veja os aprendizados dessa receita em uma conversa entre Alex Atala, chef do D.O.M, e Pedro Paulo Diniz, da Fazenda da Toca

Qual a semelhança entre o chef de cozinha e o empreendedor? Foi assim que começou o bate papo do Alex Atala, ilustre chef do restaurante D.O.M, com Pedro Paulo Diniz, ex-piloto de Fórmula 1 e administrador de uma fazenda especializada em produtos orgânicos, a Fazenda da Toca. O papo aconteceu durante o CEO Summit 2016 (assista à íntegra acima).

A resposta está numa palavra simples: protagonismo. Segundo Atala, o chef é o atual protagonista da cadeia alimentar e o único que pode resignificar seu mercado, pela mudança da relação das pessoas com a comida. Pensando nisso, Atala complementa que hoje a principal mídia social, que conecta 7 bilhões de pessoas no mundo, é o alimento.

“É necessário aproximar o saber do comer, o comer do cozinhar, o cozinhar do alimento. A desconexão do homem com o alimento hoje é gigante”, comenta Alex Atala. O profissional de cozinha, seja o de glamour ou o de larga escala, tem o papel de buscar uma reaproximação do ser humano com sua principal função vital: a de se alimentar.

Empreendedor x chef de cozinha

Alex Atala afirma com toda convicção: “D.O.M. é um empreendimento, um negócio. Na minha opinião, flagship que naufraga não é um negócio”. O chef conta que começou a se ver também como empresário, se preocupar com a questão financeira e a de pessoal quando entendeu que tinha feito seu primeiro mau investimento. E tudo começa, segundo ele, por achar que sabia de tudo: “O importante é olhar aquilo que fez errado, perceber e reconhecer que errou.”

Propósito X resultado

Pedro Paulo afirmou que: “não adianta ter propósito se o bottom line não fecha”, mas, por outro lado, contou que quando era piloto vivia num mundo muito vazio. “Precisei mergulhar para entender quem era o Pedro. Não daria para empreender só por empreender. Para mim é necessário fazer algo que esteja tocando o coração da pessoa, fazer algo que tenha um propósito maior e que principalmente aumente a felicidade das pessoas no entorno.”

Agricultura tradicional x orgânica

Em outro tema abordado no painel, Pedro Paulo Diniz ressaltou que o Brasil tem um potencial gigante na agricultura orgânica: existe uma tendência de aumento de demanda clara por esses alimentos, mas o setor ainda representa apenas 1% da produção agrícola do país, se comparado com os 17% da Austrália.

O empresário também afirmou que dá para escalar e alimentar o mundo todo com a agricultura orgânica, mas que não podemos viver em uma guerra com a agricultura tradicional. O importante é definir os papéis de cada um. Pedro Paulo aproveitou para demonstrar que a agricultura orgânica tem muito a ganhar com a tecnologia, o que permite um processo mais escalável e eficaz. Para ele, natureza e tecnologia não precisam viver em polos opostos.

Uma empresa X portfólio de negócios

Quando questionado sobre concentrar sua energia em uma só empresa e não em um portfólio de negócios, Pedro Paulo foi muito transparente: “O exercício de focar é um desafio para o empreendedor que sempre quer fazer tudo. Moro dentro do meu trabalho, na fazenda, e é algo muito legal, mas minha tendência de abrir frentes demais, tudo ao mesmo tempo, com várias produções, fez chegar um momento em que percebi que não dava conta. Foi preciso fazer um planejamento estratégico no ano passado e foi preciso fazer escolhas.”

Local X global

Alex Atala contou que tem uma carreira muito mais forte fora do Brasil e que, internacionalizar seu conceito, sua marca e seus produtos é uma questão mais do que necessária nos tempos de hoje, o importante é não perder nossa origem. “Porém, a diferença do bom e do excepcional, você só consegue com repertório, e repertório eu tenho no Brasil, só aqui serei excepcional, qualquer outro lugar, terei que me adequar.”

“Precisei morar fora pra descobrir que meu lugar é aqui. Internacionalizar é necessidade, mas no meu caso, perder a sua origem é o caminho da incerteza.”

, Endeavor Brasil, Time de Conteúdo

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1 Comentário

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  1. Moyses Veiga - says:

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    Creio que o aumento do consumo poderá fazer o preço dos orgânicos cair.

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