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CEO Summit 2016: as 8 lições do principal evento de empreendedorismo do país

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Inconformados, inquietos e questionadores. No palco, na plateia ou no YouTube, o CEO Summit 2016, que aconteceu no último dia 18 de outubro, reuniu um time de protagonistas que têm revolucionado a forma como conhecemos produtos, serviços e mercados. Confira os melhores momentos!

Se você perdeu, pode dar o play no vídeo completo ali de cima. Nos próximos dias, vamos publicar o vídeo de cada painel. Abaixo, selecionamos grandes momentos do evento.

1) Intuição, liberdade e transparência: os pilares das organizações do futuro

Com Ricardo Semler, presidente do conselho da Semco Partners

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Imagine uma empresa em que os funcionários avaliam o próprio gestor, os salários de todos ficam disponíveis em um computador no refeitório; as margens de lucro são abertas para todos e alguns colaboradores trabalham meio período para você e a outra metade para a concorrência.

Para Ricardo Semler, Presidente do Conselho da Semco Partners, esse é um possível retrato das organizações do futuro: menos hierarquizadas, mais transparentes e orientadas pela intuição.

Uma empresa desenhada a favor das pessoas tem que ter liberdade absoluta de horário e jeito de trabalhar. Não existe um livro de regras, elas vão se fazendo com o tempo.

2) Do campo ao restaurante: as oportunidades do mercado de alimentos

Com Alex Atala, do D.O.M. e Pedro Paulo Diniz, da Fazenda A Toca

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Na dobradinha entre Alex Atala e Pedro Paulo Diniz, a conversa foi da tecnologia para escalar alimentos orgânicos ao papel do chef de cozinha na conexão do homem com o alimento. Para Atala, assim como os gestores e tomadores de decisão de um negócio, o chef é a figura mais forte da cadeia alimentar e, talvez, o único que seja capaz de ressignificar nossa relação com a comida.

Qual é a maior mídia social do mundo hoje? O que conecta 7 bilhões no Planeta Terra: o alimento.

E, para Pedro Paulo, a oportunidade de empreender nesse setor é gigante: hoje, nem 1% da produção de alimentos no Brasil é de orgânicos, por exemplo. Na Austrália, esse número já chega em 17%. Para um país que é o celeiro agrícola do mundo, esse é um chamado para usar a tecnologia a favor da escalabilidade, e dar conta de uma demanda que só tende a crescer.

3) Empoderamento do time e dos consumidores: os aprendizados dos gringos que empreendem no Brasil
Com Brian Requarth, do VivaReal, David Vélez, do Nubank e Mate Pencz, da Printi

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“No Brasil, você não pode: não dá para conseguir investimento, os impostos são absurdos e a burocracia vai te engolir.” O que deveria ser um alerta para qualquer gringo pegar o próximo voo internacional e nunca mais voltar, foi para David Vélez, do Nubank, uma oportunidade de empreender no Brasil e ajudar a mudar essa realidade.

Criando negócios e serviços mais amigáveis ao consumidor, que mudem nossa relação com as gráficas, no caso da Printi, com o aluguel de imóveis, com o VivaReal, e com os bancos, como o Nubank, Brian, Mate e David compartilharam no palco do CEO Summit os desafios e as histórias que fizeram com que eles acreditassem no mercado brasileiro –e a criassem negócios disruptivos por aqui.

De todo o choque cultural, desde demorar seis meses para abrir uma conta no banco, até descobrir que aqui a hierarquia é levada muito a sério, os empreendedores entram em um consenso: o que falta nas empresas brasileiras é empoderamento.

Algumas pessoas acabaram de sair da universidade e não têm muita experiência: ouça essas pessoas. Empodere cada uma delas. Em especial, o time da linha de frente, que fala com os consumidores o tempo todo.

Você tem que empoderar essas pessoas para se tornarem capazes de tomarem decisões, porque se elas só sentarem lá e fizerem o que você diz o tempo todo, você vai perder muitas oportunidades.

4) A  resposta da inteligência artificial aos desafios humanos
Com Mike Rodhin, da IBM e Edson Rigonatti, da Astella Investimentos

Post Portal (8)

Watson, o supercomputador que ganhou fama ao vencer um game show americano, também foi um dos protagonistas do CEO Summit 2016. As transformações que ele promete nas áreas de saúde, educação e até do direito – e que já batem na porta – fazem dele um verdadeiro game changer.

Mas, para quem acredita que estamos dentro de um dos filmes de Steven Spielberg, Mike Rhodin, da IBM, é enfático:

Para criar novos negócios na área de IA, separe a ciência da ficção científica.

O cientista acredita que o valor dessa tecnologia é inestimável, porém, ainda não está nas mãos dos empreendedores. Mesmo que hoje já existam mais de 3 mil startups que utilizam inteligência artificial para resolver problemas reais, essa é apenas a ponta do iceberg. Os supercomputadores são capazes de escalar o conhecimento humano de maneira a nos ajudar a resolver problemas mais complexos.

Mas, criar um negócio disruptivo exige dos empreendedores habilidades únicas. A começar pela capacidade de lidar com grandes quantidades de informações digitais e entender quais são os núcleos e setores que podem ser transformados e até virados de cabeça para baixo.

Concentre-se no bem que pode ser feito com essa tecnologia. Existem muitas oportunidades no mundo para isso e todas estão sendo dadas a você.

5) Laços de confiança: as lições sobre pessoas que os negócios nos ensinam
Com Pedro Lima, do Grupo 3Corações

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Não adianta querer abraçar o mundo porque o abraço fica frouxo. Você tem que abraçar com vontade.

A orientação é do empreendedor Pedro Lima, presidente o grupo 3Corações.

Para ele, focar na sua empresa é fundamental, mas antes é preciso gastar muita energia escolhendo qual é o negócio certo. Afinal, você vai gastar a sua vida inteira com ele. Nessa visão, pense no que vai ser sua empresa daqui a 5 anos. Será que ela tem longevidade? Se a resposta for sim, não tem erro: pode abraçar com vontade.

Para encerrar o papo, Pedro deixou também a lição que aprendeu com o pai: aprender a criar laços legítimos baseados na confiança.

“A palavra mais moderna que muita gente esquece é confiança. Eu aprendi a cativar as pessoas, atender expectativas de quem se relaciona com a gente e também ser transparente. Eu aprendi a fazer as coisas dentro desse engrandecimento da relação e foi isso que tornou nosso negócio um sucesso.”

6) Jogada de risco: dá pra ser craque em vários negócios?
Com Pércio de Souza, da Estáter

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É possível ser craque em vários negócios? O título do painel deu o tom da conversa, mas Pércio já responde: não, não é possível. Mesmo jovem, aos 18 anos, quando dava aulas particulares de todas as matérias para as amigas da irmã, Pércio sabia que a sua expertise não era português, matemática ou história, mas sim ensinar as outras pessoas a estudarem.

Fundador da Estáter e conhecido por coordenar grandes fusões e aquisições no Brasil, Pércio diz que a gestão é uma habilidade única, que trabalha os mesmos problemas, independentemente do setor, do mercado ou do estágio do negócio. Seu objetivo é resolver problemas scomo fusão de culturas, estruturação de lideranças, falta de planejamento e transições. Mas também afirma: não dá para acertar o tempo todo. E o fracasso é parte do processo.

Você aprende com o seu fracasso. Quem não souber perder, não vai saber ganhar.

7) As duas faces do CEO: de empreendedor a gestor
Com Amos Genish, do Grupo Telefônica Vivo e Rodrigo Galindo, da Kroton

Post Portal (11)

Escolher as pessoas certas para ocuparem os lugares certos. Esse é o desafio diário que Amos Genish e Rodrigo Galindo enfrentam na gestão de dois dos maiores grupos de empresas do país: a Telefônica VIVO e a Kroton.

Mas, na rotina de gestão, empreender também é fundamental. Para Galindo, não dá para assumir apenas um papel, é preciso ser um pouco gestor e empreendedor. Quando a empresa já está consolidada, como era o caso da Kroton, é fácil se sentir confortável com o processo. Mas foi nesse momento que ele decidiu empreender lá dentro para realizar um sonho ainda maior: entregar uma educação de qualidade em larga escala.

Já Amos Genish, acredita que é importante que o empreendedor seja o CEO da empresa no começo porque ele é a alma do negócio. Mas tem casos de empresas que cresceram muito rápido, como a GVT, e que precisavam de gestores muito bons para guiar o time.

Não necessariamente ser um bom empreendedor é ser bom gestor. Se você tiver gente excepcional do seu lado, você tende a ser excepcional e sua empresa também.

8) Do improviso brasileiro ao planejamento: empreendendo a Rio 2016
Com Leo Gryner, da Rio 2016

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Se você só começou a ouvir falar das Olimpíadas em 2014, não sabe que ela começou a ser planejada há 17 anos, em 1999. Depois da derrota na eleição para se tornar cidade sede dos Jogos em 2004, o comitê organizador se reuniu e chegou a uma conclusão: só o jeitinho brasileiro não nos faria ganhar essa competição.

O brasileiro não tem em seu DNA uma incapacidade natural e genética de planejar.

Foi preciso muito planejamento, visão de longo prazo – que envolveu também os Jogos Pan-Americanos de 2007 – e disciplina para que, no momento em que o mundo olhasse para o Rio de Janeiro, nós fizéssemos bonito.

Como resultado desse planejamento, pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, o orçamento previsto de $2,8 bilhões de dólares, definido em 2008, foi exatamente o valor usado para executar o projeto. Em Londres, por exemplo, esse número foi três vezes o valor publicado no orçamento.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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