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O que aprendemos com Carlos Terepins, o empreendedor com brilho nos olhos

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even

Carlos Terepins tinha tudo para ser só mais um jovem com um sonho grande, mas seu brilho nos olhos fez com que sua ideia se tornasse uma das melhores empresas de construção do Brasil.

Filho da ditadura, Carlos Terepins cresceu dividindo sua casa com refugiados políticos. Se só de imaginar a situação você já sente um frio na barriga. A história do empreendedor parece uma montanha russa que, por muito tempo, não apresentava sinais de parada. Era a inflação que só aumentava, a tentativa frustrada de abrir um negócio e, em 2008, a crise global que mexeu com todo o mercado brasileiro.

O paulistano tentou deixar de lado a vida de empreendedor, quando a situação econômica do Brasil bateu em sua porta e ele foi obrigado a fechar sua empresa. Trabalhou 6 meses com o pai, mas a experiência só serviu para aflorar ainda mais o instinto empreendedor que pulsava em suas veias. Na década de 70, foi criada a Even.

No começo, o negócio não parecia ser diferente do que já se tinha no mercado, mas com o tempo e dedicação do empreendedor, a empresa foi crescendo e ganhando cada vez mais reconhecimento. E o segredo de tudo isso está no modo como Carlos olhou para os seus colaboradores, para a responsabilidade social e também no fato de todas as medidas da organização terem sido pautados por valores éticos.

Os aprendizados dessa história são muitos, mas optamos por focar em 4:

1. Sua força = seus colaboradores

Qando a Even começou a ganhar mercado, muitos funcionários de uma das suas maiores concorrentes pediram demissão e foram trabalhar na empresa. Você deve estar se perguntando: mas a empresa não fez nada para impedir isso? Será que ela não sabia?

 A resposta, por mais inesperada que seja, é: sim, ela sabia disso. Mas, por não conhecer a fundo a atuação Even, a organização não se deu ao trabalho de verificar o que estava acontecendo com o seu time. Os colaboradores que saíam da empresa e iam para a Even encontravam um ambiente de trabalho baseado em valores totalmente diferentes dos que os do trabalho anterior.

 Seja por sua formação acadêmica ou familiar, Carlos sempre deixou muito claro que todos deveriam ser humildes e sempre ouvir o que o outro tinha para falar dentro da empresa, fosse ele um CEO ou um colaborador com pouco tempo de casa.

Os seus funcionários devem ser a sua maior joia, é por meio deles que você conversa com o mercado e com os seus clientes. Ou seja:

colaboradores felizes = clientes mais bem atendidos e com expectativas atingidas

2. Responsabilidade social não é vantagem competitiva

 De uns tempos para cá, responsabilidade social virou sinônimo de vantagem competitiva, mas não deveria. Umas das primeiras iniciativas que Carlos teve, ao perceber que a sua empresa já estava financeiramente estável, foi instituir uma política de responsabilidade social.

 Não foi uma tarefa nada fácil. Nessa época, a empresa já estava trabalhando com private equity e ter que explicar para o pessoal que isso era algo tão importante quanto lucro exigiu muita paciência e dedicação. Depois de muitas reuniões, a ideia saiu do papel e começou a envolver todos os colaboradores, mas a alta gestão ainda ficou com um pé atrás no assunto, afinal, para eles, o que importava no momento era expandir.

O empreendedor sempre teve muito forte em sua mente:

É nosso dever, como seres humanos, devolver para a sociedade tudo aquilo que está ao nosso alcance.

Com as empresas, não deve ser diferente. Claro que uma responsabilidade social contribui para a formação de uma boa imagem e, com isso, a sua marca se consolida cada vez mais, mas esse não deve ser o foco.

 Mesmo depois de ter saído da empresa, os olhos do empreendedor ainda brilham ao lembrar de todos os projetos que foram feitos por essa área da empresa e toda a colaboração que tornou esse sonho realidade.

 3. Líderes não são generais

Logo no início da sua história, Terepins fundiu a sua empresa com outra organização, a qual apresentava valores e direcionamentos totalmente diferentes dos seus. Não demorou muito para que os desentendimentos começassem a pipocar no negócio. A razão disso tudo? Divergência nos modelos de gestão.

Quando os novos acionistas e membros da direção chegaram, o modelo de gestão do empreendedor foi questionado, afinal, na visão dos novos membros e acionistas, a empresa deveria ser mais rígida em seu relacionamento com os colaboradores. Além disso, por estarem em posições mais altas e também pelo maior tempo no mercado de trabalho, os novos sócios da empresa começaram a acreditar que deveriam mandar na organização, pois eram eles que detinham todo o conhecimento do negócio.

Engano deles – é incrível o quanto podemos aprender sentando e conversando com um de nossos colaboradores.

E foi isso que Terepins fez durante seus quase 40 anos de carreira na Even. As suas realções com os funcionários ultrapassavam as linhas profissionais.

Diversas foram as vezes que os colaboradores passaram para jantar em sua casa ou simplesmente comentar sobre o dia a dia e os problemas cotidianos. Isso tudo criou um ambiente onde todos se sentiam valorizados e engajados com a missão da empresa.

Ser líder não é fácil, exige muito comprometimento, mas, acima de tudo, também exige a humildade de sempre estar aberto a receber críticas e lidar com situações adversas.

4.Private Equity nem sempre é o bicho papão

Primeiro de tudo, para os que não sabem, Private Equity é uma modalidade de investimento na qual um fundo que administra recursos compra uma participação de determinada organização, tornando-se uma sócia do negócio.

E o que elas ganham com isso? A sociedade tem como objetivo alavancar os resultados da empresa, aumentando o valor do negócio e lucrando ao vender a parte que lhe pertence do negócio.

Em outras palavras, essa modalidade de investimento é muito boa para algumas empresas, mas nem todas estão maduras o suficiente para entrarem de cabeça nesse modelo. Quando se utiliza o PE (private equity), a gestora – dona da parte adquirida da empresa – muitas vezes tem o mesmo poder de veto e de voto que você, ou seja, ela também pode bater o martelo nas tomadas de decisão.

Essa é a razão pela qual muitos negócios optam por não aceitar o investimento, mas isso não quer dizer que essa seja uma má escolha. É preciso sempre colocar na balanças os prós e os contra dessa decisão, afinal, você estará compartilhando todo o seu negócio com um fundo que nem sempre vai ter os mesmos valores e ideias que você, como no caso da implementação da responsabilidade social da Even.

Se você ficou interessado no assunto e quer entender um pouco mais sobre o mundo de PE, este artigo pode ajudar bastante.

Carlos Terepins deixou a Even no final do ano passado, mas o seu sorriso não esconde o quão gratificante foi toda a sua experiência dentro da empresa. Todas essas emoções não teriam sido as mesmas sem a cultura tão humanizada que foi materializada na empresa, a partir dos valores do empreendedor que nasceu pequeno e agora voa alto.

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