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Base da Pirâmide: Como Crescer?

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A resposta não é tão simples e muito menos única. Veja três exemplos de modelos de negócios.

A lógica do capitalismo é crescer, crescer e crescer. Mas muitos autores estão começando a questionar esta lógica sob a ótica da sustentabilidade. E quando falamos embase da pirâmide, como pode ser visto este crescimento? Alguns negócios criados para a base só fazem sentido se ganharem escala. Por exemplo, soluções em saúde, educação ou crédito exigem que se atinja uma grande parcela da população para que o impacto seja positivo.

A partir deste ponto, uma segunda pergunta que surge é: como gerar escala em negócios na base da pirâmide? Esta resposta não é simples e muito menos única. Pelo menos três soluções existem no Brasil e no mundo que favorecem o processo de expansão de uma empresa.

Um primeiro modelo é o de franquias, ou de micro-franquias. Um exemplo bem sucedido é a HealthStore Foundation no Quênia que, por meio de micro franquias oferece acesso a remédios básicos para a população de  baixa renda. O foco é o atendimento de doenças básicas como malária, infecções respiratórias e disenteria. As clínicas também oferecem educação sanitária e serviços de prevenção.  Em 2011, a HealthStore Foundation atendeu aproximadamente 400.000 clientes.

No Brasil, vários são os negócios sociais que estão buscando o crescimento por meio de franquias. Um exemplo é o Balcão de Empregos. A empresa atua com milhares de anúncios de vagas de empregos e estágios, além de cadastramento de currículos de candidatos. O objetivo é criar uma ponte entre profissionais buscando empregos e empresas com vagas em aberto. Para ter uma proximidade maior com a população e conseguir ampliar sua escala, desde 2009, a empresa se tornou associada da ABF (Associação Brasileira de Franchising) e começou um processo de crescimento bastante relevante.

Um segundo modelo é o uso de tecnologia para o crescimento. Atingir milhares ou milhões de pessoas torna-se muito complexo de se fazer emforma presencial. Mesmo com todos os desafios da dificuldade de acesso à internet de boa parte da população da base da pirâmide, o uso da tecnologia como forma de ganhar escala é muito relevante. Na África, por exemplo, temos diversas empresas utilizando o celular como forma de criar acesso a serviços bancários, como é o caso da Safaricom ou da Wizzit.

No Brasil, além do Backpackers que já comentei em meu artigo anterior, temos o caso da Itsnoon, uma rede social na internet que possibilita um processo de co-criação entre empresas e a população em que as empresas conseguem um importante feedback em relação a alguns temas relevantes a elas e, por outro lado, os membros da rede podem ser remunerados por um trabalho criativo. É um processo de co-criação on-line, inovador e com escala.

Por fim, um terceiro modelo de crescimento é por meio da criação de parcerias e plataformas em que há uma sinergia e ganhos mútuos. Apesar de ser uma solução teoricamente óbvia, ainda há muito a avançar nesta área e são poucos os exemplos e casos de negócios que conseguem gerar este tipo de parceria. Basta ter criatividade e pensar quais as sinergias que seu negócio tem com outras empresas. Aqui as possibilidades são inúmeras e acredito que podem ser a solução de escala para diversos negócios. A base é a criação de redes com ganhos mútuos de forma colaborativa e com compartilhamento de valores e objetivos. Um desafio gigante, porém com grandes potenciais de retorno.

 

Edgard Barki é professor de Marketing e Coordenador do Programa de Sustentabilidade e Base da Pirâmide do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP
 

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