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Atitude empreendedora

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Você está bem no jogo e não quer mudanças? Prepare-se, pois elas virão. É melhor estar preparado para transformar a sua vida diariamente do que esperar alguém fazer isso por você.

Muita gente diz compreender a importância do movimento empreendedor, da alavanca que gera na economia, influenciando desde a geração de empregos até o retorno à sociedade. Por mais que o compreendam e valorizem, todavia, não conseguem se identificar com o processo. Acham tudo muito bom, mas não se veem ativamente identificando e explorando oportunidades. Embora não digam, a maioria acredita fundamentalmente que isso nada tem a ver com eles, felizes funcionários das prósperas companhias onde trabalham.

É bem verdade que na vida o mais importante é ser feliz. E que parte importante da felicidade é fazer o que se ama, trabalhar num lugar em que se sinta bem e lidar com gente de quem se gosta. Trabalhar em uma grande empresa e se sentir realizado, portanto, é algo possível e muito positivo. Nenhum problema, só felicidade. O problema é achar que este cenário é estático.

Enquanto se curte a felicidade, é importante observar o que está acontecendo no mundo, para não ser pego de surpresa. O clichê atual mais verdadeiro é que de constante mesmo só as mudanças. Não importa o quão feliz você esteja com a sua indústria, empresa ou função: alguém, em algum lugar do mundo, está trabalhando para tornar obsoleta a sua função, tirar a sua empresa do mercado ou até mesmo exterminar toda a sua indústria. Não que façam isso com má intenção. Muitas vezes, nem se percebe o que está fazendo. O desenrolar dos fatos e as respectivas implicações é que são inexoráveis. Quando menos se espera, o efeito dominó chega a você.

A atitude empreendedora é o que pode melhorar o seu instinto de sobrevivência. Faz com que você perceba risco onde só há paz e harmonia. Faz você enxergar oportunidades onde outros veem problemas. Faz com que você não seja apenas mais um José.

Há não muito tempo havia um feliz José. Ele trabalhava em empresa tradicional, reconhecida como aquelas “melhores para se trabalhar”. Após longa jornada que envolveu preparação e trabalho duro, José ocupava posição executiva, tinha secretária atenciosa, carro da empresa com motorista, plano médico, odontológico e previdenciário. O salário era excelente e a ele ainda se somava participação nos lucros e o que mais se podia imaginar. José era querido pela mídia e pelo mercado. Recebia presentes e convites para eventos glamorosos. Bastava que músicos importantes chegassem ao Brasil para José ser chamado para encontrá-los, usando seu crachá, pulseira, boné e camisa especial no camarote “VIP” do tal show.

Quem era José e por que era tão paparicado? Bem, José era o principal executivo da maior empresa fabricante e fornecedora do material básico da indústria fonográfica. Ele era responsável pelo meio absoluto de transmissão do trabalho dos artistas para o grande público. Sem José a gravadora teria as mãos atadas e o artista não chegaria ao mercado. José se confundia com a própria indústria da música! Seu codinome era “Sr. Vinil”.

E, quando se está bem no jogo e ganhando com folga, tudo o que não se quer é que o jogo mude. Infelizmente, porém, determinar por completo a sucessão de fatos não é prerrogativa de ninguém em particular. Um fato aleatório pode desencadear uma série de eventos simples e uma grande e complexa avalanche tem início.

Bem longe de José, ora em animadas conversas em cafés de universidade, ora em incessantes jornadas em ambientes de trabalho singelos e nada confortáveis, inadvertidamente, alguns jovens e seus mentores, que jamais conheceram José, tramavam e construíam para ele um futuro sombrio. Primeiro foi o CD, depois o MP3 e… E agora, José?!

Olhe com atenção ao seu redor. Observe a lista das 500 maiores empresas do mundo em 1970 e repare quais delas não estão mais entre nós. Avance no tempo e pergunte-se: Por onde andam PanAm, Arthur Andersen, Varig, Compaq, Lehman Brothers?

Jamais subestime o poder das mudanças. É melhor estar preparado para mudar a sua vida diariamente do que permitir que alguém a mude por completo da noite para o dia. E, se eu pudesse deixar uma dica, seria que a verdadeira segurança está na livre iniciativa.

Marcelo Salim é fundador de empreendimentos relevantes no país e no exterior. Foi selecionado Empreendedor Endeavor em 2000.

 

, Empreendedor Endeavor

Marcelo Salim é bacharel em Matemática pela UFRJ, com Mestrado em Engenharia de Sistemas pela COPPE e cursos de especialização por HBS, MIT e Babson. Atuou como pesquisador na COPPE, no Centro Científico IBM e fundador de empresas no Brasil e no exterior. Selecionado empreendedor Endeavor no ano 2000, foi eleito "Entrepreneur of the Year" (2001) entre toda a comunidade Endeavor no mundo e "Empreendedor do Novo Brasil" (2002) em concurso nacional da revista Você S.A..  É sócio de empresas em diferentes segmentos do mercado, membro do conselho de administração de empresas nacionais, professor universitário e criador do CEI – Centro de Empreendedorismo Ibmec. É casado, tem três filhos e torce para o Botafogo.

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