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Assertividade: O Caminho do Meio

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Ser assertivo é ter capacidade e habilidade para expressar (e agir em prol de) seus interesses, reconhecendo e respeitando os direitos alheios.

Na última coluna, falamos sobre o diálogo como a resposta inteligente ao conflito. Diálogo, que vem do grego, se define como uma “fala em que há a interação entre dois ou mais indivíduos” e, por extensão, “contato e discussão entre duas partes em busca de um acordo”. Parece simples, mas nem sempre os diálogos levam ao acordo. Muitas vezes, essa dificuldade pode ser atribuída à falta de assertividade.

Assertivo, no dicionário, se define como “que faz uma asserção; afirmativo”. Talvez por isso muitas pessoas usem a palavra “assertividade” como sinônimo de “agressividade”. “Fulano é assertivo” muitas vezes quer dizer que ele impõe (afirma) sua opinião, sem necessariamente escutar os outros.

As diferenças culturais também podem trazer interpretações variadas – o que é considerado assertivo para um alemão, por exemplo, corre o risco de ser considerado agressivo para um brasileiro. No entanto, há uma definição mais ampla que nos ajuda a entender a assertividade como ferramenta para melhorar a qualidade de nossos diálogos e, consequentemente, das nossas relações. Assertividade é a habilidade de afirmar seus direitos, expressando pensamentos e sentimentos de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, sem violar o direito das outras pessoas (adaptado de Lange, A.J., & Jakuboviski, P. – Responsible assertive behavior). Ou seja, ser assertivo é ter capacidade e habilidade para expressar (e agir em prol de) seus interesses, reconhecendo e respeitando os direitos alheios.

Para entender melhor essa definição, podemos posicionar a assertividade como o caminho do meio entre a submissão e a agressividade. Quando desvalorizamos nossos direitos e superestimamos os direitos dos outros, assumimos uma postura submissa, o que pode gerar uma sensação de impotência. Por outro lado, se supervalorizamos os nossos direitos em detrimento dos direitos alheios, demonstramos comportamento agressivo, podendo gerar a percepção de prepotência. O caminho do meio, em que valorizamos os direitos alheios e os nossos da mesma forma, é o da assertividade, que se traduz em potência para alcançar o resultado desejado. Para ajudar, seguem algumas dicas para um comportamento mais assertivo:

· Pense sobre os resultados que quer alcançar – o objetivo está claro?

· Fale o que pensa e o que deseja com franqueza, mas também com cuidado (com o outro e com a forma);

· Dê espaço para que o outro expresse suas necessidades e sentimentos;

· Não pressuponha que o outro saiba o que você quer dizer ou conheça as suas necessidades (os outros não leem pensamentos);

· Use exemplos explicativos;

 

Márcia Veras é coach executiva e consultora em Gente & Gestão.
 

Veja também:
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, Coach Executiva e Consultora em Gente & Gestão
Márcia Veras é sócia da Lumini Desenvolvimento Profissional, empresa que atua com coaching, desenvolvimento de lideranças e consultoria na área de Gente & Gestão. Com mais de 20 anos de carreira, trabalhou em empresas como Monsanto, Camargo Correa, Loma Negra e Korn/Ferry, morou nos Estados Unidos e na Argentina e tem experiência nas áreas de recursos humanos, comercial e jurídica. Formada em direito, cursou o MBA em Recursos Humanos na FIA/USP, concluiu a Formação de Consultores Internos e Facilitadores pela ADIGO e é certificada em coaching pelo Integrated Coaching Institute. Foi coach no programa “Como Será?”, da Rede Globo. Ela integra a rede de voluntários do Instituto Endeavor no Brasil há mais de 10 anos, onde oferece mentoring para empreendedores e escreve para a seção de Gente & Gestão.

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