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As empresas que geraram quase 50% dos novos empregos

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EACs IBGE Endeavor

Endeavor e IBGE lançam terceira edição do relatório Estatísticas do Empreendedorismo.

Na segunda-feira, 18 de novembro de 2013, Endeavor e IBGE apresentaram as conclusões da terceira edição do estudo Estatísticas de Empreendedorismo. Entre os principais dados, aponta-se que apenas 1,5% do total de empresas empregadoras no Brasil foi responsável por aproximadamente 50% do total de postos de trabalho gerados entre 2008 e 2011, o que equivale a quase 2,8 milhões de novos empregos.

A publicação é um importante reforço aos instrumentos disponíveis para a análise das características do empreendedorismo de alto impacto na economia brasileira, além de reunir informações essenciais para a elaboração, e condução, de políticas públicas para fomento a empresas de alto crescimento. “Este estudo reforça a nossa crença no protagonismo de empresas de alto impacto, aquelas que geram empregos e renda a uma taxa acima da média,  como impulsionadoras do desenvolvimento econômico e da redução da desigualdade social no Brasil”, afirma Juliano Seabra, diretor geral da Endeavor Brasil.

O relatório, obtido por meio das pesquisas e bases do IBGE entre 2008 e 2011, busca analisar a performance empreendedora no Brasil e melhor compreender o comportamento de um grupo destacado de empresas: as EAC’s, Empresas de Alto Crescimento. Elas são definidas como empresas que apresentam crescimento anual médio do número de funcionários acima de 20%, durante três anos consecutivos e que possuam pelo menos dez funcionários assalariados. O conceito de alto crescimento utilizado baseia-se no conceito elaborado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). No estudo, as empresas de alto crescimento são analisadas e comparadas a partir de diversas perspectivas: porte, idade e distribuição setorial. Além disso, a edição atual do estudo traz novas categorias analisadas, como a distribuição regional e resultados econômicos, produtividade e valor adicionado. Abaixo estão alguns destaques do relatório.

O motor da geração de empregos

O principal resultado do estudo remete à alta capacidade de geração de empregos das empresas de alto crescimento. Apesar de representarem apenas 1,5% do total de empresas empregadoras no Brasil em 2011, as EACs foram responsáveis por 48,5% do total dos empregos gerados entre 2008 e 2011, o que equivale a quase 2,8 milhões de novos empregos. O panorama confirma a importância e protagonismo dessas empresas que, apesar de representar um conjunto pequeno do universo das empresas brasileiras, são essenciais para a manutenção do vigor econômico, através da contínua geração de empregos.

Dados de anos anteriores confirmam este protagonismo, como pode ser observado no gráfico abaixo. No cenário brasileiro seu papel aparenta ser ainda mais relevante que em economias desenvolvidas, como os EUA. Enquanto a proporção de EACs em relação ao total de empresas é similar à brasileira, as EACs norte-americanas não tem papel tão marcante na geração de empregos (nos três triênios analisados, a proporção fica próxima a 33%).

EACs: alta geração de valor

Além da sua importância fundamental na geração de empregos, as EACs também são responsáveis por parcela significativa da produção econômica: em 2011, as empresas de alto crescimento geraram 11,5% do valor adicionado bruto total. Ou seja, de tudo que foi produzido na economia, as empresas de alto crescimento foram responsáveis por 11,5% (mesmo representando apenas 1,5% do total de empresas), o que significa que tais empresas geraram em 2011, em média, uma produção com valor dez vezes superior ao gerado pela média das empresas brasileiras. O fato reafirma o papel central dessas empresas no crescimento do PIB brasileiro, atuando como “aceleradoras” da economia, seja em termos de emprego ou de produção.

Entretanto, este impulso ao crescimento não parece ser alimentado pela inovação. O Relatório indica que a produtividade das empresas de alto crescimento é 23% inferior, em média, ao total das empresas ativas empregadoras. Ou seja, as EACs crescem predominantemente via aumento de mão de obra e não via aumentos de eficiência, sugerindo que a inovação, possivelmente, ainda não é componente essencial do “segredo” dessas empresas.  Os dados a respeito do nível de escolaridade do pessoal ocupado assalariado em EACs, e particularmente em empresas Startups de Alto Crescimento (denominadas no relatório de gazelas), também contribuem para esta hipótese: tais empresas empregam baixas proporções de mão de obra qualificada e, conseqüentemente, pagam salários baixos.

Qual o perfil das EACs?

Entre as EACs, alguns grupos se destacam. Em termos de porte, as empresas com mais de 250 funcionários apresentaram a maior taxa de crescimento de empregos, um crescimento de 187% entre 2008 e 2011. Já em relação à idade, quanto maior a idade da empresa, menores as taxas de crescimento. Por exemplo, foram as empresas com até cinco anos de idade que mais geraram empregos, apresentando um crescimento de 254% no período.

Também é interessante analisar a distribuição setorial das EACs. Entre as 19 seções analisadas, quatro se destacam: o Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; a Indústria de Transformação; a Construção e Atividades Administrativas e serviços complementares. Esses setores, além de significativos no percentual total das empresas, são bastante relevantes em termos de pessoal ocupado e em geração de empregos. As EACs geram empregos a uma taxa média de 171,8%, ou seja, quase triplicando sua força de trabalho no período.

EACs: onde elas estão?

A distribuição regional das empresas de alto crescimento é parecida com a distribuição do total de empresas brasileiras, com destaque isolado para o Sudeste, seguido pela Região Sul. O Nordeste é a terceira região com mais EACs, seguida pela região Centro-Oeste, e por fim, a região Norte.

Se por um lado o Sudeste apresenta a maior concentração de EACs entre as regiões do país, quando olhamos para o percentual de EACs com relação ao total de empresas da região, o Sudeste apresenta menores taxas de representatividade (as EAC são 7,5% do total das empresas do Sudeste). Já as regiões Norte e Nordeste se destacam, com as EACs representando 11% do total de empresas, para os dois casos. Isso ressalta o potencial dessas empresas na diminuição das desigualdades regionais, uma vez que as EACs geram empregos e valor adicionado com taxas superiores à média.

Com relação às capitais, a tabela abaixo mostra as principais capitais, com relação ao número de empresas de alto crescimento, pessoal ocupado assalariado e geração de empregos. O Sudeste se destaca como um todo, com três das cinco principais capitais nos quesitos.  Em São Paulo, por exemplo, as EACs representam 7,7% do total das empresas na capital (considerando as empresas com 10 ou mais empregados), mas esse grupo é responsável por gerar 63,7% dos empregos, entre 2008 e 2011.

 

Por fim, vale ressaltar que, em 2011, as regiões metropolitanas concentravam 63,4% das Empresas de Alto Crescimento orgânico do país,onde mais de um terço (36,7%) das EACs estavam em capitais pertencentes às 22 regiões metropolitanas.

Um grupo que merece atenção especial: as Startups de Alto Crescimento

As empresas jovens, com no máximo cinco anos de idade, e que também apresentam crescimento anual médio do número de funcionários acima de 20% durante três anos consecutivos, são denominadas pela Endeavor como Startups de Alto Crescimento (SACs), e são de enorme interesse. Em 2011, 4.259 empresas foram classificadas como SACs orgânico (que não passaram por processos de fusão ou aquisição), um aumento de 14,4% em relação a 2010. Este crescimento significativo, e bem superior ao acréscimo do número de EACs no período (3,8%), demonstra que tal categoria está em clara expansão e mais, que as SACs tem tornado-se cada vez mais relevantes para a economia brasileira. Também cabe destacar que, apesar de representarem apenas 0,2% do total de empresas ativas, empregam 1,2% do pessoal ocupado assalariado brasileiro. Ou seja, tais empresas também são importantes geradoras de empregos e sua importância tende a aumentar com o passar dos anos. Por tudo isso, é cada vez mais importante que essas empresas sejam objeto de atenção especial e alvo de políticas de incentivos governamentais, de modo a potencializar o papel das SACs na economia brasileira.

Dados do Relatório indicam, porém, que as SACs ainda pagam salários inferiores, empregam menos mulheres e menos pessoal qualificado, comparativamente ao universo de EACs e também ao universo das empresas ativas empregadoras. Como ainda estão se estabelecendo no mercado, as SACs não conseguem em sua maioria oferecer salários que se equiparem aos das empresas mais estabelecidas, prejudicando a contratação de pessoas altamente qualificadas, o que pode impactar o desempenho dessas empresas ao longo dos anos.

De maneira geral, os resultados do Estatísticas do Empreendedorismo, produzido pelo IBGE em parceria com a Endeavor Brasil, destaca a importância central das empresas de alto crescimento na dinâmica econômica brasileira e reforça a relevância de se estudar, em profundidade, seu comportamento e suas características. Além de cumprir com esse objetivo, os resultados apresentados no relatório também indicam que, para que o país cresça de maneira sustentável, e a taxas significativas, é preciso desenvolver e apoiar este conjunto único de empresas, motor do crescimento econômico brasileiro.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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