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Aprendendo a Empreender

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A Poit Energia e sua trajetória fizeram de Wilson Poit um empreendedor incansável. Doze anos depois da fundação de sua empresa, ele quer mais: procura novas oportunidades.

Divulgação/Site OficialWilson Poit cresceu no interior, mas suas ambições não couberam na pequena Rinópolis (SP). Após a infância no sítio, o paulista se formou em engenharia elétrica e, depois de algumas empreitadas não tão bem sucedidas, viu no aluguel de geradores temporários uma oportunidade de crescer e ter impacto positivo na sociedade. Assim nasceu a Poit Energia, que após 12 anos de fundação foi vendida no início de 2012 para a Aggreko – a maior aquisição da história das empresas apoiadas pela Endeavor.

Mas será que para Wilson o jogo acabou? Em uma conversa com o Portal Endeavor, o empreendedor contou o que aprendeu neste caminho e como, para ele, empreender não é um ciclo com início, meio e fim. Isso mesmo: ele quer continuar jogando.

Qual era seu sonho quando você começou a Poit?

Wilson - Ter um negócio que tivesse escala, que desse para fazer direito, da forma correta, e que pudesse ficar muito grande, ser profissionalizado e que tivesse uma boa criação de valor, independentemente do fundador. Sempre procurei uma oportunidade, o tempo todo, e ainda continuo procurando. Não precisa ser uma ideia nova, mas pode ser algo comum que tenha possibilidade de se agregar valor.

Quais foram seus maiores erros?

Wilson - Os principais erros foram em torno de não rever propostas de negócios pequenos e pouco escaláveis. Eu não medi previamente a quantidade de diferenciais que eu conseguiria agregar, não planejei o que poderia fazer de diferente e também investi menos nas pessoas. Tinha muito a barriga no balcão.

O que passou pela sua cabeça depois de vender a Poit?

Wilson - O sentimento principal é de realização, criação de valor muito grande e de ter feito a diferença. Estamos no mapa da América do Sul e do mundo. Uma empresa mundial nos comprou. Isso é muito grande! O time é muito forte, o que permitiu que eu deixasse de ser um fundador, um empreendedor presente demais, para ser um conselheiro. Permitiu que eu tivesse governança, que eu me afastasse do dia a dia e que tudo continuasse mesmo assim. Agora, tenho uma vontade muito grande de empreender de novo, de aplicar tudo que aprendi num próximo negócio.

Existe a hora certa para vender a empresa?

Wilson - Não existe uma fórmula, cada negócio é um negócio. Eu tinha um sonho grande de fazer um IPO ou uma venda no momento que eu considerasse certo. É algo muito pessoal. Nos últimos anos (a Poit tem 12 e há 10 a gente namorava essa venda), o Brasil é a bola da vez. A quantidade de propostas foi muito grande ano passado e uma delas se destacou bastante – a melhor que eu recebi. A época de ficar na pegada do negócio a vida inteira acabou. Hoje, os ciclos são menores, mas eu estou muito satisfeito de ver tudo isso.

Valores da Endeavor: Alto Impacto, Botar pra Fazer, Sonhar Grande… como eles influenciaram sua forma de trabalhar?

Wilson - Influenciaram muito. Utilizei muita coisa e também ajudei bastante a rede. Foi uma via de duas mãos. Teve muitos momentos de feedback ao modelo e nós o revisamos, contribuímos. Ao mesmo tempo, aproveitamos muito bem o que de melhor a Endeavor pôde nos dar. Pessoas que me abriram portas, conselhos na hora certa, seguir o caminho do bem, sonhar muito grande sem medo. Na Poit, os valores fizeram a diferença.

Quais foram os momentos marcantes em seu caminho após o vínculo com a Endeavor?

Wilson - Uma das principais coisas com a qual eu pude contribuir foi o trabalho nas faculdades, falando com jovens que estudam negócios, engenharia. Eles ficam picados pelo gostinho do empreendedorismo, com vontade de sair da universidade criando empresa em vez de procurar emprego como todo mundo. Fazer do jeito certo num país em que muita gente fala que pagar impostos e fazer direito não funciona. A Poit é um ótimo exemplo de que dá certo. É só acreditar.

Se tivesse algo específico que você gostaria que o empreendedor brasileiro aprendesse com sua história na Poit, o que seria?

Wilson - Se tivesse que resumir o meu principal motivador, eu diria que tem aquele pensamento “o ‘não’ está garantido”. Acho que a pessoa não deve ter vergonha de tentar e, principalmente, de ter atrevimento para pedir e querer coisas maiores. Conversar, visitar aquele cliente que parece inacessível – por que não? O “não” você já tem. O que vier, com certeza virá para adicionar.

Divulgação/Site Oficial

A Poit Energia é líder no mercado de locação de geradores e infraestrutura temporária na América Latina. Foi selecionada pela Endeavor em 2002. Clique aqui para saber mais.

 

Por Vinícius Victorino, da equipe de Cultura Empreendedora – Endeavor Brasil.

 

 

 

 

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