O melhor de 2016: confira os 3 estudos lançados pela Endeavor que fazem um raio-X do ecossistema empreendedor brasileiro

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Confira os estudos lançados este ano pela Endeavor e suas principais descobertas!

Um país mais empreendedor não se faz apenas com empreendedores preparados e competentes. É preciso criar as condições certas e desenvolver um ambiente de negócios que encoraje o crescimento e a inovação. Foi por isso que a Endeavor lançou uma série de estudos e pesquisas em 2016 que fazem um verdadeiro raio-X do ecossistema empreendedor brasileiro – das cidades às universidades – e apresentam os caminhos e obstáculos que precisamos superar para que os empreendedores cresçam sem barreiras ou amarras – e possam, assim, protagonizar a transformação do Brasil.

Conheça os estudos!

1. Índice de Cidades Empreendedoras 2016

Quem é empreendedor sabe: crescer, inovar e gerar empregos não é um trabalho que se faz sozinho.

Tão importante quanto uma ideia de negócio é o palco em que essa história é construída: nossas cidades.

Mas será que elas oferecem as condições para que os empreendedores desenvolvam todo o seu potencial?

Para ajudar a responder essa pergunta nasceu o Índice de Cidades Empreendedoras, um grande raio-X do ecossistema empreendedor do Brasil, que chega à sua terceira edição em 2016. Comparando o ambiente de negócios de 32 cidades, o ICE aponta as melhores cidades para se empreender a partir da análise de 60 indicadores distribuídos em 7 pilares: Ambiente Regulatório, Acesso a Capital, Mercado, Inovação, Infraestrutura, Capital Humano e Cultura Empreendedora.

Dentre as principais descobertas da edição de 2016, estão:

1. Entre as 10 melhores cidades do estudo, seis estão no interior, sendo cinco no Estado de São Paulo.

2. Florianópolis liderou a primeira edição do Ìndice de Cidades Empreendedoras em 2014. Em 2015, apareceu na segunda posição, praticamente empatada com São Paulo. Nesta terceira edição, a distância da capital paulista na liderança aumentou.

3. Enquanto a capital paulista domina o ICE pelo segundo ano consecutivo, o Rio de Janeiro (14ª), Curitiba (15ª) e Recife (18ª) perderam, respectivamente, 4, 7 e 14 posições em relação ao estudo anterior.

4. Fora do eixo Sul-Sudeste, as condições para empreender ainda tem muito a melhorar, e não é de agora. As melhores cidades do Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiro são Brasília (16ª), Recife (18ª) e Belém (apenas a 26ª melhor).

A partir desse raio-X, as cidades e seus novos prefeitos eleitos têm uma visão mais clara dos pontos que precisam desenvolver com mais urgência, podendo aplicar as boas práticas que já existem (e estão no relatório) em suas políticas públicas. Melhorar o ambiente empreendedor não é trivial, mas bons exemplos existem para serem copiados. Confira o ranking geral de 2016!

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2. Pesquisa Desafios dos Empreendedores Brasileiros

Será que os desafios e as dores enfrentadas por um empreendedor no Brasil são únicos e incomparáveis ou são universais? Para entender mais de perto o que tem tirado o sono dos empreendedores brasileiros, fizemos um estudo com quase 1000 empreendedores dos mais variados perfis, para identificar as áreas mais sensíveis – e assim atuarmos no preparo e capacitação focada nesses temas que os tornem mais preparados para empreender.

A má notícia – confirmada na pesquisa – é que a grande maioria dos empreendedores relataram ter desafios em diversas áreas. Mas não se desanime, também temos uma boa notícia: independentemente do perfil do empreendedor, as mesmas categorias de desafios costumam ficar nas primeiras posições. E por que isso seria uma boa notícia? Porque uma dor compartilhada pode ser sinal de troca de conhecimento e cooperação!

Saber que o empreendedor ao lado também sofre com os mesmos desafios pode estimular a troca de boas práticas.

Para as organizações de apoio ao empreendedor, é possível dar mais foco para ações que ataquem os principais desafios apontados no estudo, o que aumentaria o alcance desses programas.

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3. Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras 2016

No desenvolvimento de um ecossistema empreendedor, existem diferentes agentes que exercem seu papel como protagonistas da transformação, além do próprio empreendedor e do governo, por exemplo.

São as Universidades que potencializam e inspiram o surgimento de novas gerações de empreendedores, despertando o sonho grande e a inovação nos seus alunos e na comunidade onde está inserida.

Porém, a realidade do Brasil indica que ainda faltam estratégias para as instituições de ensino multiplicarem o número de universitários que criam empresas inovadoras e transformam os setores em que atuam, gerando milhares de empregos no caminho.

Para entender melhor esse cenário, a Endeavor e o SEBRAE realizaram a quarta edição da pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras. O estudo entrevistou 2.230 alunos e 680 professores pertencentes a mais de 70 instituições de ensino superior de todas as regiões do país. Seu principal objetivo é conscientizar as Instituições de Ensino Superior sobre seu poder em contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Brasil, além de mapear boas práticas que vão direcionar as estratégias das universidades e das lideranças que trabalham com o tema no Brasil.

Ficou curioso para saber o que este estudo traz de novo, em relação às outras três edições? Confira alguns dos destaques:

1. Existe um verdadeiro abismo entre a percepção dos alunos e professores sobre o papel das universidades. Por mais que cerca de 65% dos professores estejam satisfeitos com iniciativas de empreendedorismo dentro da universidade, a média entre os alunos é de apenas 36%.

2. Uma das causas para essa percepção divergente é a falta de conexão entre seus professores e o mercado. Por mais que metade dos professores apoiem e/ou estejam relacionados ao movimento de educação empreendedora, 48% deles relataram nunca terem tido uma experiência empreendedora, sendo que 38% não têm vontade e/ou tempo para abrir seu próprio negócio.

3. As disciplinas relacionadas a empreendedorismo não estão distribuídas de maneira uniforme por todos os cursos. Em cerca de 50% dos cursos de engenharias e ciências sociais aplicadas há disciplinas de empreendedorismo, sendo que essa média, em outras áreas de conhecimento, cai para apenas 30%.

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