Marina Silva: empreender é antecipar aquilo que os outros só verão depois

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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Em encontro promovido pela Endeavor, Marina Silva defendeu um Estado que incentive o crescimento das empresas. Confira na íntegra.

A Endeavor promoveu um encontro com a candidata à presidência Marina Silva no último dia 16, onde a presidenciável destacou seus projetos para o desenvolvimento das pequenas empresas, entre outras propostas. O evento foi realizado na Escola São Paulo, contando com a presença de vários empreendedores na plateia, além de quase 25 mil visualizações pela internet. Outros candidatos estão sendo convidados a participar.

Estado mobilizador

Marina começou seu discurso comparando empreendedores com adolescentes, que fizeram muito esforço para deixar de serem crianças e que estão agora em um momento decisivo para continuarem a crescer, se forem apoiados. A candidata enxerga que hoje as pequenas e médias empresas que crescem estão sendo mais punidas do que apoiadas pelo Estado.

Ao ser questionada sobre o que pretende fazer por empresas que chegam ao teto de faturamento de R$ 3,6 milhões do Simples, afirmou: “O Simples é uma conquista que precisa ser mantida, mas também pode ser aperfeiçoada por meio de uma faixa de transição”. Ela também disse que pretende começar uma reforma tributária já no início de seu governo, com foco na justiça e simplificação dos tributos, mas que isso seria feito com a participação de estados e municípios. Uma atualização das leis trabalhistas, sem que haja “precarização” do trabalho, também foi prometida pela candidata, que classificou essa reforma como “complicada” e afirmou que empregados e empregadores deverão ser consultados para se chegar à melhor solução. Segundo ela, “Todo mundo se compromete a fazer reformas. E, depois que ganha, a única reforma que faz é a reforma do compromisso”.

“Suportar é diferente de tutelar”

A candidata indicou que as empresas precisam ter autonomia, não serem “tuteladas” pelo Estado, e sim, apoiadas pelo setor público. Destacou que o Estado não deve infantilizar as pessoas, como também não deve agir apenas como um fiscal, e sim, sendo um agente mobilizador de transformações. Marina ainda propôs a criação de um “código de defesa do cidadão” para que as ações do Estado possam ser questionadas pela sociedade.

Ao final, concluiu com sua visão sobre os empreendedores: “Existem os pioneiros e os colonizadores. Os pioneiros desbravam a terra sem saber exatamente dos perigos que vão encontrar. Os colonizadores são aqueles que vêm atrás, perguntando para os pioneiros se a terra é próspera ou não. Os empreendedores são aqueles que têm a capacidade de ir à frente para responder as perguntas dos colonizadores”.

“O Brasil precisa deixar para traz a lógica de ‘gigante pela própria natureza’ para ser gigante pela natureza de suas decisões.”

Marina destacou a volta da democracia, a estabilidade econômica e a grande redução da miséria como conquistas importantes do país, mas que o avanço dessas conquistas está sendo interrompido pelo “atraso da política”. Por isso, defendeu a adoção de uma perspectiva renovadora: “ter uma perspectiva renovadora é também ter uma perspectiva empreendedora”, pois o empreendedor também não se sente conformado com sua atual realidade e está comprometido a mudar.

A candidata também respondeu perguntas de jornalistas numa coletiva realizada logo após o encontro. Assista na íntegra

A Endeavor agradece os parceiros que ajudaram a realizar este bate-papo: Atmo, Escola São Paulo e Google.