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Ação local, impacto global: sua empresa conectada com o espírito do tempo e das transformações

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ação local, impacto global: transformações do World Economic Forum

Como estar atento às pautas e demandas mundiais para atuar como parte de um movimento maior que apenas seu próprio produto?

Como empreendedor, considero importante nutrir dois olhares distintos: o local e o global. Como exemplo do primeiro, procuro acompanhar de perto a realidade da educação brasileira, área em que atuo diretamente com a Geekie; é importante ter uma visão clara do contexto de nossas escolas e dos desafios que acabam por prejudicar o desenvolvimento de nossos jovens. Por exemplo, o fato de que 45 milhões de alunos frequentam escolas públicas e, por sua vez, que 48% delas não possuem computadores para uso discente aponta caminhos para soluções mais democráticas. Daí, podemos inferir a importância de desenvolver plataformas acessíveis via celular, digamos, ou que funcionem também offline.

Entretanto, há valor em também estar atento às tendências mundiais. Quais as principais pautas em discussão para se atingir um desenvolvimento sustentável? Quais os grandes desafios comuns enfrentados nas áreas de educação, empregabilidade, sustentabilidade, migração ou saúde?

Olhar para fora é uma estratégia para direcionar sua iniciativa de maneira que ela faça sentido em seu contexto local — mas também seja relevante quando se contempla a big picture.

Dessa maneira, ela se torna parte de um movimento amplo e significativo, que contribui para o alcance de metas globais e atrai empresas, fundações, organizações e governos que compartilham dessa mesma visão.

Quando pensamos na Geekie, portanto, podemos perceber que sua missão se cumpre em diferentes níveis:

  • Local: democratizando o acesso à aprendizagem personalizada para estudantes de todo o Brasil, com o potencial de igualar o desempenho de alunos de escolas públicas e particulares no Exame Nacional do Ensino Médio, principal porta de entrada para a universidade (de acordo com avaliação de impacto conduzida pelas Metas Sociais); e
  • Global: promovendo abordagens de ensino inovadoras e personalizadas em um momento em que o crescimento exponencial da tecnologia exige um novo perfil profissional e ajudando na inclusão de jovens de diferentes contextos socioeconômicos no Ensino Superior e, consequentemente, no mercado de trabalho.

Quais pautas estão balançando o mundo

Há uma preocupação crescente com a formação de crianças e jovens para o mercado, a cidadania e a adaptabilidade na Era da Informação — isso, somado a fatores externos como crises econômicas e de refugiados têm se destacado em eventos globais, como o Economic and Social Council Youth Forum, realizado na sede da ONU, em Nova York, nos dias 30 e 31 de janeiro. O órgão da ONU é responsável pela revisão da Agenda 2030 de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — dentre eles, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento inclusivo e a educação para todos.

O olhar global e o envolvimento em pautas relevantes não fica restrito a uns poucos dentro da empresa; pelo menos, não na Geekie. O acesso democrático vai além do discurso e de nossas plataformas, é algo colocado em prática na rotina da empresa. Nossa equipe atrai perfis apaixonados pelo que fazem, atentos às mudanças na Educação.

Vamos mais longe valorizando também a participação deles — e, em contrapartida, seus aprendizados – em eventos nacionais ou internacionais.

Quem participou do Fórum foi nossa analista de comunicação e especialista em educação no Novo Milênio, Marcela Lorenzoni. Presente como parte da delegação da juventude civil brasileira, ela trouxe para a Geekie observações sobre como jovens do mundo todo estão olhando para desafios globais. “Enquanto em países da Europa e América do Norte a discussão gira em torno de tecnologia educacional e meios para fomentar o empreendedorismo entre jovens, quem representou países latino-americanos e africanos trouxe pautas de base, como o acesso à educação para a população vulnerável e como garantir a qualidade de uma Educação de acesso universal”, contou.

Um passo além da ação local

Enquanto isso, tive a oportunidade de estar no 47th World Economic Forum Annual Meeting, na Suíça, no fim do mês passado. Os quatro dias de evento permitiram entrar mais a fundo nas temáticas acima: o debate girou em torno de estratégias para atravessar a 4ª Revolução Industrial e, diante dessa onda digital, criar e nutrir lideranças “responsivas e responsáveis”, combinando as vozes de empreendedores, representantes do governo, de organizações internacionais e do terceiro setor, acadêmicos e jornalistas. Mais ativamente, mediei um painel regional com foco no desenvolvimento das Américas — em que vozes norte e sul-americanas concordaram que a educação está na base dos problemas socioeconômicos.

Todos parecem concordar que o ensino formal não atende às demandas do mercado ou do indivíduo no novo milênio (neste ebook, exploramos mais os caminhos para a escola se adaptar ao mercado com o conceito de Educação 3.0).

Porém, faltam propostas de soluções sistêmicas — sim, sistêmicas, capazes de se converter em mudanças estruturais.

Olhar para o sistema como um todo foi tendência no WEFORUM, ainda que de execução muito mais complexa, pois implica quebras de paradigma, uma revolução da cultura e mentalidade que permeiam nossas ações.

A mudança sistêmica é um passo além do empreendedorismo de impacto social; ela assume que a inovação social promovida por sua iniciativa já se tornou parte de uma nova ordem em que não é imposta, mas aceita como parte necessária do processo.

Uma única escola é um sistema a ser revolucionado: ela conta com diferentes personagens — administradores, professores, alunos, família — razoavelmente complexos. Uma solução que altere a forma como tais agentes interagem, beneficiando a aprendizagem, representa uma ação sistêmica. E isso não necessariamente requer tecnologia de ponta, mas novos modelos.

O caminho para a mudança sistêmica começa no empreendedorismo social, mas vai além. Abaixo, um exemplo de cada etapa no contexto da Geekie, atuando dentro da escola:

  • Introdução: ferramentas e soluções surgem para facilitar uma rotina já existente em um contexto local. É o caso do Geekie Games, plataforma de estudos da Geekie que traça planos de estudos personalizados para estudantes, ou do Geekie Lab, plataforma adaptativa que otimiza e dinamiza a rotina de alunos e professores. Elas são introduzidas no ambiente escolar geralmente de forma comedida, em caráter de teste;
  • Adaptação: a rotina daquele ambiente passa a se transformar com o uso das soluções disponibilizadas, alterando a própria forma de trabalho — não como uma imposição de poucos, mas como vontade do coletivo, que enxerga os benefícios conquistados com a inovação;
  • Transformação: a escola — ou outra instituição cujo sistema está sendo revolucionado — se apropria dessas ferramentas e abordagens e é capaz de criar a partir delas. Desse ponto em diante, a própria mentalidade dos agentes envolvidos já pressupõe uma forma de trabalho inovadora, com quaisquer que sejam os recursos.

Apesar de ter presenciado, em Davos, projetos educacionais com tecnologia de ponta, envolvendo robótica e realidade aumentada, tenho certeza de que a tecnologia que temos à disposição aqui é mais que suficiente para causar essa mudança. A mudança que pensa nos recursos e para por aí é tão somente ferramental; por outro lado, aquela que se propõe a transformar uma mentalidade tem potencial real de impacto. O caminho é mais lento do que seria apenas colocar tablets nas mãos de toda criança — mas muito mais significativa quando pensamos nas necessidades do mundo conectado, acelerado e desigual das próximas décadas.

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