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A Inovação se tornou Democrática

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Não se feche, aproveite as ideias das milhares de cabeças dispostas a ajudar sua empresa nas redes sociais.

Terminamos nossa última coluna falando da captação de ideias através de um mecanismo muito mais moderno e compartihado: a baseada em comunidades onde inúmeras pessoas, internas ou externas às empresas, contribuem, normalmente espontaneamente, com suas melhores sugestões. Se sua empresa já tem uma mínima organização e um processo estruturado para saber identificar e priorizar boas e novas oportunidades para seus negócios, então já pode se arriscar também nesta nova forma de inovar.

Qual é o conceito atrás desta abordagem que tem poucos anos de existência? É a que departamentos de pesquisa e desenvolvimento fechados dentro de uma organização, por mais que tenham recursos humanos, tempo disponível, orçamento e todo o apoio da alta direção para “criar” e testar suas invenções, sempre estarão correndo o risco de desconhecer todos os aspectos e impactos de suas propostas, ou pior, nunca terão chance de aproveitar todas as soluções que estão nas cabeças de outros indivíduos não pertencentes àquele time.

O primeiro passo a fazer, é buscar estimular dentro da empresa, através de todos os seus colaboradores, as ideias e sugestões que estão com certeza acumulados em suas mentes, prontas para virarem negócios. Estas contribuições latentes são baseadas em suas observações diárias dos potenciais produtos e soluções “nos quais ninguém pensou ainda”, bem como, quando assumem o papel de clientes e usuários de produtos, fora das quatro paredes da firma. Este estímulo a ideias pode ser solto (ou seja, deixando que elas venham espontaneamente através de sistemas de informática muito bem estruturados), mas também como programas de demandas induzidas. Para ambos os casos, os sistemas, para serem eficazes, precisam ser baseados em plataformas tecnologicamente avançadas e permitir uma série de recursos (por exemplo, cada ideia sugerida deve poder ser votada pela comunidade de colaboradores de tal forma, que os proponentes podem constantemente ir otimizando suas soluções originais).

Após aproveitarmos ao máximo do potencial que existe dentro da organização, o certo será sair além desta dimensão e começar a trabalhar com todo o universo externo, em parceria virtual através destas plataformas de redes sociais com cidadãos, fornecedores, parceiros, clientes e muitos outros. Como se faz isto? Não é como acontece na típica parceria cliente – empresa, onde representantes especificados se reúnem esporadicamente para discutir possíveis planos de desenvolvimento conjunto; é muito mais, uma vez que vamos permitir simplesmente abrir para qualquer participante externo a chance de contribuir. Esta atitude, do ponto de vista conceitual, é extremamente transparente e colaborativa; mas resta saber como implementar um sistema externo destes, uma vez que você não sabe onde está o indivíduo que quer contribuir. Para equacionar isto, novamente, devemos fazer uso de um sem número de plataformas existentes (ou desenvolver uma própria) que viabilizam que as pessoas fiquem constantemente “ligadas” e trocando informações sobre perguntas e questionamentos induzidos, permitindo, inclusive, que a própria comunidade avalie a qualidade e eficácia das informações, levando esta consciência coletiva a ser uma das mais importantes entradas para ideias nos dias de hoje. Podemos dizer que a Inovação, hoje, passou realmente a ser mais justa e democrática.

Ronald Dauscha é Diretor Corporativo de Tecnologia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil.

, Claeq, Presidente
Engenheiro, Ronald Dauscha é o presidente da Claeq (Centro de Linhas Avançadas em Inovação, Excelência e Qualidade) e sócio da Consultoria Pieracciani. Foi Diretor Corporativo de Estratégia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil, onde ocupou cargos como a direção de P&D e de Gestão de Inovação e Tecnologia, além de atuar nas áreas de vendas, produção e serviços da empresa no Brasil, Alemanha e Itália. Também foi CEO de uma das empresas da holding, a SHC Brasil (Siemens Home and Office Communication Devices). É ex-presidente e diretor da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras) e já participou de vários conselhos e diretorias de órgãos como Finep, Contec/Fiesp, Instituto Eldorado, Instituto Certi, CGEE e Abinee. Hoje também atua na FAPESP fazendo parte da Coordenação Adjunta dos projetos PIPE e PITE.

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