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A idade da pedra não acabou por falta de pedra

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As empresas não morrem por fazerem as coisas erradas, mas por fazerem as coisas certas por tempo demais.

Depois das águas oceânicas, o que mais existe neste mundo são as pedras. Sua era, portanto, não acabou pela falta delas, e sim pelo salto quântico do homem rumo a outros hábitos, costumes, usos e mudanças culturais. A metáfora é recorrente nos dias atuais e vale para muitos segmentos da economia, seja qual for a nacionalidade ou tamanho da empresa.

O pesquisador americano Cris Zooke realizou um interessante estudo: das 500 maiores empresas listadas no ranking da Revista Fortune, em 1994, 153 já desapareceram, 347 das que sobreviveram sofreram transformações radicais, uma em cada três será independente em virtude de fusões, aquisições ou incorporações, e uma verá o seu core business completamente alterado.

Menciono abaixo alguns exemplos de empresas que jamais poderíamos imaginar contextualizadas nessas estatísticas e que são casos que inspiram muito a plugar-se com a agenda dos acontecimentos contemporâneos do mundo corporativo.

Pioneira na revelação de filmes fotográficos, a Kodak foi um dos símbolos americanos de empresa tecnológica. Enquanto dez anos atrás era um exemplo de empresa bem sucedida e sua ação em bolsa valia mais de 70 dólares, hoje uma ação sua vale menos de 1 dólar. E a empresa não quebrou por falta de filmes ou câmeras…

A Motorola, por sua vez, sinônimo de celular até poucos anos atrás, foi comprada pela Google por valores irrisórios, e também não quebrou por falta de usuários de celulares. Até mesmo a Nokia, que foi a grande “carrasca” da Motorola, perdeu a mão nos últimos quatro anos com o advento do iPhone. Outra empresa americana de destaque mundial, a Gillete, foi vendida para a Procter & Gamble. A Blockbuster arrasava quarteirões e virou pó, o mesmo aconteceu com a Palm Pilot.

As empresas não morrem por fazerem as coisas erradas, morrem por fazerem as coisas certas por tempo demais.Nenhuma das empresas citadas acima quebrou, desapareceu ou foi fundida por cometer um grande erro, mas foram defenestradas por manterem o status quo do negócio.

Se perguntar a qualquer executivo de áreas estratégicas de empresas como a Telefônica, Serasa, Editora Abril, UOL, Rede Globo e tantas outras, de vários setores, sobre suas atividades e, sobretudo, inquietudes estratégicas vigentes seis anos atrás, todos terão passado ou ainda estarão passando por grandes transformações que mudarão significativamente o seu core business.

A rede de lojas Centauro, por exemplo, cresce anualmente a taxas agressivas sem grandes preocupações no seu radar; a Netshoes, por sua vez, saiu do zero menos de 6 anos atrás para se transformar em uma empresa que incomoda muita gente no mercado de artigos esportivos, e, na sua cola, já apareceu uma empresa chamada Dafiti, que, com menos de 3 anos de atuação, tem previsão de 1 bilhão de reais de receita nos próximos meses. O mesmo acontece com a CVC, que reinou sozinha nos últimos anos com suas centenas de lojas físicas espalhadas Brasil afora, e, agora, encara a Decolar, que está promovendo uma revolução nos hábitos de compras de passagens e hospedagens.

Por isso, empreendedores e pretendentes a empreendedor, não se apaixonem demais pelo seu produto, pois quem se apaixona demais pelo próprio produto fica com o produto e perde o mercado. Mantenha sempre um pé no passado, os olhos no futuro e os pés firmes no presente, pois pedras vão rolar…

 

Romeo Deon Busarello é Diretor de Ambientes Digitais da Tecnisa e Professor dos cursos de MBA e Pós Graduação do Insper e ESPM.

 

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, Tecnisa, Diretor de Marketing
É Diretor de Marketing e Ambientes Digitais da Construtora TECNISA. Responsável pelo desenvolvimento de trabalhos de grande importância para o mercado brasileiro de comunicação e internet, como vendas de apartamentos pela internet e os atuais conceitos de open innovation e Fast Dating, que permeiam as iniciativas de inovação da companhia. Graduado em Administração de Empresas, pós-graduado em Marketing e mestre em Administração de Empresas, Romeo atua também como Professor nos cursos de MBA e Pós-Graduação da ESPM e Insper.

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