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A Hora Certa de Vender a Empresa

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Oportunidades aparecem a todo momento e o empreendedor precisa ficar atento para tomar a melhor decisão.

Em minhas colunas anteriores abordei o conceito de avaliação de empresas, buscando demonstrar o quanto este está baseado no Plano de Negócios (“Business Plan”) da própria empresa. Evidenciei que o valor está suportado pelas perspectivas operacionais e resultados futuros que a operação gerará.

No contexto de que existem muitos exemplos de empreendedores que transformam suas idéias em negócios de rápido crescimento e acabaram vendendo-os para grandes corporações, fica então uma pergunta muito importante: Qual a hora certa de considerar a admissão de um investidor ou vender parte ou totalidade de minha empresa?

Oportunidades aparecem a todo momento: compra de uma matéria-prima em condições especiais; venda especial de um lote de produtos para determinado cliente; contratação de um executivo que estávamos precisando; investimentos, entre outros. O mesmo acontece em relação à admissão de um sócio, ou venda de seu negócio.

O mercado brasileiro encontra-se em uma importante janela de oportunidades para negócios, por alguns motivos, dentre eles: boas perspectivas no mercado nacional, capacidade da multiplicação de negócios com base na oportunidade de crescimento do mercado, união de forças entre empresas locais para enfrentar players internacionais, rapidez de se entrar num negócio em andamento ao invés do “greenfield” (termo comumente utilizado para começar um novo negócio do zero), entrada de multinacionais estrangeiras.

Cabe então ao empreendedor ficar atento às oportunidades e tomar a decisão correta. Para isto deve-se, também, levar em consideração aspectos como sua compatibilidade com um novo sócio, prestação de contas e questões de controles e governança corporativa, profissionalização da administração, e, no limite, preparação para a saída do negócio que criou. A combinação do momento e interesses da empresa com os do empreendedor e com o de um investidor é crítica. Principalmente quando este investidor pode trazer recursos para o crescimento da operação.

Essa, digo eu, é a característica mais importante a ser analisada neste momento. Recursos para a empresa aproveitar o momento e crescer, e o interesse do empreendedor em recuperar o investimento, “colocando dinheiro no bolso”. Honestamente não é o momento!

Por fim, tão importante quanto discernir sobre o momento para uma transação envolvendo o capital de uma empresa, é se preparar (você e a própria empresa) para a transação. Uma transação envolvendo a venda de uma empresa requer também uma preparação psicológica importante: é preciso se desvencilhar do emocional e se basear em argumentos racionais. Para isto, a assessoria legal e financeira torna-se bastante importante. Sem falar em questões de governança corporativa, cada vez mais esperadas por investidores de maior porte.

Alexandre Pierantoni, sócio da PwC Brasil, em parceria com Rodolpho Valadão Cardoso,  Diretor da PwC Brasil, ambos especialistas em Corporate Finance.

, Pactor Finanças Corporativas, Sócio
Alexandre Pierantoni é sócio da Pactor Finanças Corporativas, boutique especializada em fusões e aquisições. Com mais de 20 anos de experiência na área de Corporate Finance, Alexandre desenvolveu carreira na área de M&A da PwC com atuação em transações em diversos setores e liderando as indústrias de Private Equity e Educação.

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