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A arte de (não) ser criativo

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Ter mil ideias por dia é algo fantástico no mundo do empreendedorismo, certo? Nem sempre. Saiba como a criatividade impulsiva, aquela que não se transforma em ação, pode ser um empecilho para a produtividade.

A maioria das pessoas se esforça para ser criativa, afinal, no mundo da informação, é importante ser criativo. E isso vale para tudo, desde ter boas ideias publicitárias até a capacidade de tuitar coisas divertidas, passando pela competência de resolver problemas e pensar fora da caixa para inovar. No mundo dos excessos, a criatividade diferencia as pessoas, as empresas, os países, os músicos, os governantes, as crianças, ou seja, quase tudo que nos cerca.

No empreendedorismo, em particular, ser criativo é fundamental, desde a geração da ideia do negócio em si, passando pelo modelo de negócios, até a capacidade de fazer acontecer com pouco dinheiro e por aí vai. O empreendedor, penso, é um ser criativo por natureza, ou por formação. Convém lembrar que criatividade se expressa nas diferentes pessoas dos jeitos mais variados. Há criativos expansivos, criativos tímidos, criativos lógicos, criativos visuais… e assim por diante.

Considero-me uma pessoa razoavelmente criativa, e fiz uso disso ao longo da minha carreira empreendedora. Saio de férias e, só de olhar para as coisas, pessoas ou ruas, tenho mil ideias de projetos, produtos e empresas. No banho, surgem quase todo dia, “n” ideias. Quando me deparo com um problema, em uma questão de instantes, já imaginei diferentes formas de resolvê-lo. Ao encontrar com empreendedores, as conversas costumam ser um arsenal de ideias, projetos, conceitos, empresas, modelos de negócios, nomes etc.

Isso tudo é bom? É ótimo, claro, a não ser por um aspecto que venho tentando controlar nos últimos anos: a criatividade impulsiva, ou seja, aquela que não é transformada em ação, mas que pode nos entreter por horas, dias, meses até. Além disso, existe o fato de que ser criativo muitas vezes se torna uma atividade prazerosa em si e pode transformar uma pessoa criativa em um ser improdutivo. A criatividade que se basta em si mesma não é legal.

Hoje, me policio para não ficar curtindo ideias de negócios, para não ficar pensando em novas empresas ou produtos digitais, para não passar horas discutindo o modelo de negócios da Apple, do Google ou mesmo da empresa de um amigo. Percebi que, muitas vezes, a criatividade me bastava, que eu preenchia meu dia com ela, mas, na realidade, estava sendo pouquíssimo focado e eficiente nas minhas tarefas.

Passei, então, a conter meus impulsos criativos e a dirigi-los para as pequenas coisas do meu negócio onde eu pudesse fazer diferença e não viver criando imaginariamente coisas incríveis que acabavam não virando nada. O lance é: deixar de ser criativo o tempo todo exige uma criatividade enorme!

 

Bob Wollheim é CEO da S-Kul, sócio e co-fundador da plataforma SixPix.

 

, Grupo ABC, Head Digital
Bob Wollheim montou sua primeira empresa em 87, na garagem de sua casa. Quando a Internet dava seus primeiros passos em 95, criou a Yes!Design, voltada para produção na Internet, empresa vendida para a PoppeTyson 2 anos depois. Ingressa na StarMedia em 98. Em 2000, funda a Ideia.com. Em 2003, cria a EmpresaBrasil! (www.empresabrasil.com.br), um Blog sobre Empreendedorismo. Ainda no mesmo ano associa-se ao Fotosite, uma empresa de produção de conteúdo que dá origem à Sixpix Content, que hoje publica as plataformas de conteúdo Clix, Pix, ResultsON, Oxigênio.Etc e Zubaloo. Em 2011, fundou,  ao lado do sócio e desenvolvedor Dirceu Pauka Jr., a Appies.co, primeira aceleradora e rede de negócios a apoiar desenvolvedores de apps e APIs. É um apaixonado por empreendedorismo e por viagens de aventura. Tem vários artigos publicados e é autor do livro “Empreender não é brincadeira!” pela Negócio/Campus. É também Mentor do Instituto Empreender Endeavor.

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