Endeavor- MSN Feedhttps://endeavor.org.brMarketing que eSPAMta ou encanta?Descubra como investir em iniciativas de atração de novos consumidores, investindo os recursos que tem em mãos para garantir o maior impacto. Ter um negócio com sucesso sustentável é um grande desafio para os empreendedores e suas equipes. Abrir uma empresa é uma coisa, ter sucesso com ela é outra. E fazer esse sucesso ser sustentável exige muito do empreendedor desde do seu Day 1 e sempre. O marketing e suas ferramentas podem ser fortes aliados nesta jornada desafiadora que é empreender. Afinal de contas, de que adianta ter um modelo de negócio disruptivo, um produto fantástico, se ninguém sabe que ele existe? Ao mesmo tempo que sabemos a importância de comunicar e se relacionar, também sabemos que é preciso muito cuidado para não errar na dose e, em vez de atrair a atenção e o interesse das pessoas, gerar repulsa, prejudicando, inclusive, a imagem e a saúde do seu negócio. É muito comum, por exemplo, sermos inseridos em grupos de WhatsApp e Facebook. Não há nada de mal nisso, o problema é como algumas empresas e profissionais estão fazendo isso. Tenho percebido um exagero no uso do que chamo Marketing que eSPAMTa. Ah, já percebeu onde quero chegar né? Tenho certeza de que você já foi vítima dessa prática inoportuna e já se viu em grupos e listas de transmissão de WhatsApp sem nem saber do que se trata. E o que é pior: muitas vezes quem usa e abusa dessas práticas não nos dá alternativa de como sair. E recorrentemente, o que já aconteceu comigo, quando saímos do grupo, somos colocados lá de novo e de novo e de novo. Sinto aquela sensação que estou em um mundo paralelo no qual não quero estar, mas que alguma “força oculta” insiste em me manter por lá. Por incrível que pareça, o SPAM é uma prática muito comum. Para mim, SPAM significa Sem Permissão para se Aproximar de Mim. E se um profissional ou uma empresa não tem essa permissão, tudo o que fizer vai ser visto como ruído ou atrapalho de vida. Confira alguns exemplos de SPAM's clássicos (e veja se sua empresa já praticou algum deles):
  • Incluir pessoas sem a sua permissão em grupos e listas de transmissão;
  • Enviar e-mails sem permissão e sem foco, ou seja com assunto que nada interessa a quem irá recebê-lo;
  • Enviar mensagens diretas via Facebook, Twitter e Instagram ofertando produtos de forma ostensiva para pessoas que não são do seu círculo de relacionamento pessoal ou profissional;
  • Marcar pessoas que não conhece em fotos nas redes sociais;
  • Disparar pedidos de emprego, no LinkedIn, para pessoas que você não conhece;
  • Ligar para pessoas sem seu consentimento e sem pedir permissão e já engrenar um papo para vender algo;
  • Enviar mensagens impessoais, com cara de envio em massa.
É claro que para se configurar um SPAM, tem que haver algumas características na sua ação:
  • Você não conhece a pessoa e não tem a sua permissão para enviar mensagens, e-mails ou para fazer ligações para ele;
  • Você não deixa claro e não facilita para que a pessoa saia da sua lista, grupo ou pare de receber as ligações da sua empresa;
  • Você não tem a mínima ideia se aquela pessoa é um cliente em potencial para o que você está comunicando.
E aí, você tem praticado muito SPAM? Acho que o pior dos mundos é quando a empresa não deixa de importunar as pessoas. Pode ser que você mande um e-mail ou inclua a pessoa em uma lista de transmissão e ela acabe gostando do que viu, mas caso não goste -- o que é a maioria dos casos -- que ela possa parar de ser incomodada com algo que não é do seu interesse. Deixe o caminho de saída em um lugar visível e faça a saída ser tão simples quanto foi para você incluir ele nas suas listas. Acredito que comunicação e relacionamento são base para um marketing bem executado e que gera resultados sustentáveis para os negócios. Logo, o SPAM é o oposto disso, concorda? Quando importunamos alguém, estamos prejudicando o relacionamento -- e quanto melhor o relacionamento, mais permissão as pessoas darão para você e sua marca. Lembre-se que hoje os negócios estão disputando antes de mais nada a atenção das pessoas em mundo que é um mar de informações e ruídos. Chamar atenção não é mais suficiente, até porque para muita gente chamar atenção é fazer barulho, é praticar um marketing que muitas vezes vem por meio de SPAM. Chamar atenção evoluiu para atrair atenção e para isso é preciso ser relevante no seu conteúdo, criativo no visual e educado na comunicação, que ainda precisa ser personalizada. Depois de atrair a atenção, é preciso continuar evoluindo. Além de dar a devida atenção aos seus clientes, não deixe de cuidar com atenção dele e da experiência dele com o seu negócio. Quanto mais cuidado, maiores as chances de fazer negócio por mais tempo. Por fim, depois de conquistar a atenção das pessoas por causa de suas boas práticas de marketing, é importante continuar sendo merecedor dessa atenção; É aqui que está a chave para os resultados sustentáveis, afinal tudo o que você fizer vai ter a permissão prévia do cliente, logo, por não ser SPAM, aumenta e muito as chances de impactar mais pessoas e obter mais resultados em cada contato. Mas, por onde começar? Um bom caminho é investir em um conteúdo que seja relevante para seus clientes, ou seja, assuntos que sejam úteis em suas vidas. Um conteúdo relevante não só atrai como estimula compartilhamento. Gosto muito, por exemplo, de como a Pampers mescla conteúdo relevante e oferta dos seus produtos no site da marca. Além de vender fraldas, o site fornece dicas e guias bem bacanas. Além disso, o trabalho de conteúdo aborda dicas para escolher o nome do bebê, cuidados durante a gravidez, como fazer chá de fraldas, além de muitas informações super interessantes de cuidados com a saúde do bebê e da mãe. Outro exemplo bem legal é o do Coffee Shop Chapelatto que fica em Natal (RN). O local está sempre cheio, e a ferramenta mais usada para atrair clientes é o Instagram da marca, que é gerenciado pelos próprios sócios. Todos os dias, eles postam sempre com uma linguagem informal e muita descontração fotos e vídeos do local e do cardápio do dia. Isso sem, em nenhum momento, ficar marcando pessoas desconhecidas em suas postagens. O escritório de contabilidade Gestus criou uma lista de transmissão para disseminar conhecimento para seus clientes. O que achei interessante foi que, antes de incluir seus clientes nessa lista, eles enviaram uma mensagem com uma foto explicando a criação da lista e comunicando que quem estivesse interessado em participar poderia mandar uma mensagem o sinal positivo, autorizando o envio de mensagens. Isto é permissão em sua essência e respeito pela atenção e tempo dos outros. A Gestus, depois de atrair a atenção para a sua lista de transmissão e conquistar a atenção dos clientes, precisa continuar merecendo a atenção deles, certo? Para isso, a curadoria é essencial: se o conteúdo postado for relevante e útil, as pessoas não só se sentirão importantes como farão questão de divulgar o serviço da empresa para outras. O salão Laces and Hair que fica em São Paulo, também mescla muito bem esse conteúdo relevante com dicas para os cabelos e divulgação dos seus produtos e serviços no Instagram. Eu sei que a necessidade de vender muitas vezes faz algumas marcas optarem pelo caminho que parece ser mais fácil e que leva ao SPAM. Porém, marketing de permissão, de conteúdo, de educação e relacionamento são investimentos para médio e longo prazos. Não só ajudam a construir resultados sustentáveis, como também fortalecem a reputação da sua marca. Então cuidado para não cair na tentação.
  • Defina quem é o público do seu produto ou serviço;
  • Peça permissão para se aproximar deles;
  • Estude e pesquise quem são, como falam, pelo que se interessam;
  • Desenvolva o tom de voz e a linguagem com o foco do seu cliente;
  • Use o que você sabe sobre eles a favor deles;
  • Tenha uma imensa vontade de ajudar a melhorar a vida das pessoas;
  • Avance no relacionamento aos poucos, a partir da permissão dos seus clientes;
  • Escolha os canais da preferência dos seus clientes;
  • Não exagere nas ofertas, mantenha equilíbrio entre conteúdo institucional, dicas e ofertas;
  • Sempre que criar listas ou grupos, deixe a porta de saída bem sinalizada e de fácil acesso;
  • Não use chamadas, títulos ou discursos que não tenham nada a ver com o conteúdo ou produto/serviço que vai ser apresentado: essa armadilha pode prejudicar a imagem da sua marca;
  • Além do seu conteúdo, cuide dos seus perfis nas redes sociais, seu site e demais canais. Se você quer atrair o cliente, esteja preparado para recebê-lo.
  • Quanto mais você acertar no seu marketing, mais atenção o cliente vai te oferecer e esse é o caminho para relacionamentos duradouros e lucrativos para ambos.
Praticar SPAM é invadir a privacidade das pessoas e sequestrá-la para um lugar (grupos, listas etc.) e com a chave pelo lado de fora (sem saída simples e fácil). Escolha outro caminho. Convide o Cliente para entrar e entregue uma chave da saída para ele. Em vez de praticar o marketing que eSPAMta, pratique o marketing que encanta! Encanta porque é personalizado, criativo, respeitoso, relevante e magnético. Além disso, evitar SPAM's é um jeito maravilhoso de cuidar da reputação e consequente da saúde do seu negócio. Se você desejar criar uma estratégia de Marketing Digital mais forte e eficiente, conheça o curso online gratuito da Endeavor Marketing Digital para Empreendedores.]]>
https://endeavor.org.br/marketing-que-espamta-ou-encanta/https://endeavor.org.br/?p=22357Tue, 21 Feb 2017 18:53:57 +0000Marketing que eSPAMta ou encanta?Descubra como investir em iniciativas de atração de novos consumidores, investindo os recursos que tem em mãos para garantir o maior impacto. Ter um negócio com sucesso sustentável é um grande desafio para os empreendedores e suas equipes. Abrir uma empresa é uma coisa, ter sucesso com ela é outra. E fazer esse sucesso ser ...Endeavor BrasilFred AlecrimTue, 21 Feb 2017 15:53:57 +0000Fred AlecrimMarketing que eSPAMta ou encanta?Marketing que eSPAMta ou encanta?
Engajando o time na sua visão: na prática, a teoria é outraPara Fabiana Salles, fundadora da Gesto, ter um propósito é só metade do caminho. Se ele não estiver pulsando também nas pessoas que constroem o negócio, perde sua força.

Como empreendedor, você tem muita certeza do porquê sua empresa existe e para onde todo mundo está remando. Mas será que o resto do seu time tem essa mesma clareza? Essa é a principal preocupação de Fabiana Salles, fundadora da Gesto, empresa que ajuda na gestão da saúde dos funcionários.

Todo mês ela tem uma reunião com o time para acompanhar os resultados do último mês e falar das perspectivas para o futuro. Uma oportunidade de engajar todo mundo no mesmo propósito que a faz levantar todos os dias da cama.

"Nós, aqui na Gesto, queremos garantir que as pessoas tenham acesso à saúde. E fazemos isso por meio das empresas que são responsáveis por 80% dos gastos nesse setor."

Para engajar as pessoas do time, é preciso trazer um pouco da realidade e mostrar como o que fazemos todos os dias responde a uma necessidade.

Em um time de Big Data que trabalha todos os dias com números, análises e resultados de auditorias, pode ser fácil esquecer das histórias que estão por trás da planilha do Excel. E o trabalho de Fabiana é garantir que isso não aconteça.

Os mais novos primeiro

É por isso que, para manter o propósito vivo entre os corredores da empresa, a estratégia da empreendedora é começar pela base. Como não é possível parar a operação para conversar com os 50 funcionários, ela cria algumas janelas de reuniões e conversas com pessoas do time, para educar e propagar a cultura, principalmente, entre os estagiários e trainees.

Esse trabalho começa com uma reunião semanal com os mais novos de casa em que é lançado um desafio: um case, um problema que a organização está enfrentando ou um projeto paralelo que eles achem interessante executar. Em uma das vezes, por exemplo, eles tinham que fazer uma pesquisa sobre quem eram os clientes que a empresa atendia: quantos funcionários tinham, quais eram seus valores e o que existia de peculiar e curioso sobre cada um deles. Foi uma forma de aproximar os funcionários da Gesto das empresas que costumam atender. No final, criaram um painel que foi apresentado para a equipe inteira. E que fizeram Fabiana aprender coisas sobre os clientes que nem ela mesma sabia.

Para ela, os mais jovens assimilam, absorvem e multiplicam a cultura de um jeito mais rápido. Por terem pouca experiência profissional, eles são mais abertos e conectados com o propósito da empresa. Além disso, os estagiários trazem uma visão complementar à das lideranças tanto de processos e clientes, como de resultados.

Acelerar sem deixar a cultura se perder pelo caminho

"A gente está crescendo com uma velocidade alta e, nesse caminho, criar, multiplicar e absorver culturas é um desafio gigante. Ninguém entra em uma empresa uma folha em branco. Por isso, cada pessoa nova que entra dá um movimento diferente para a sua música. Se for bem capitalizado, gera um grande valor."

No dia a dia, como a empreendedora lida com o desafio de crescer sem perder a cultura que fez a empresa ser o que é? Na visão dela, existem duas preocupações que não podem se perder de vista: criar um núcleo forte de guardiões da cultura e cultivar um ambiente de comunicação aberta.

Núcleo de guardiões da cultura

A empreendedora acredita que a cultura evolui à medida em que chegam novas pessoas. Mas é preciso criar um núcleo de funcionários que concentram os pilares e o core do que é entendido como a cultura e os valores da organização. O mais interessante é que, na Gesto, esse núcleo não é formado por lideranças ou pessoas que ocupam altos cargos, mas sim por trainees e estagiários. Os mesmos que passam uma hora por semana com Fabiana conversando, resolvendo cases, desafios e projetos.

Assim, quando entra uma pessoa nova, ela logo é contagiada por esse núcleo mais forte de pessoas jovens que transferem a cultura de um jeito natural, sem impor pela autoridade. Elas nutrem e solidificam o que é a essência da Gesto, ajudando a disseminar por todos os cantos e corredores o propósito e a visão.

De portas abertas sem ter uma sala própria

Além disso, criar um espaço aberto de comunicação é prioridade para Fabiana.

"Eu sou extremamente acessível, nem portas eu tenho para viverem abertas. Trabalho ao lado do meu time, sem sala própria."

Com atitudes assim, a mensagem é clara: a qualquer momento, qualquer um pode falar com ela. E quando perguntamos se isso não toma bastante tempo, o que ela responde é: "Eu não deveria fazer outra coisa no meu dia. Queria mesmo é que eles viessem mais vezes." Mas, ser aberto assim é atitude que não tem distinção de cargos, áreas ou tempo de empresa: "Se você diz que tem tempo pra um e não tem tempo para o outro, começa a fechar as portas".

Nesse ambiente de total transparência e liberdade, a atmosfera é perfeita para incentivar o trabalho colaborativo. Tanto que uma das áreas começou a experimentar recentemente o modelo de gestão que troca o chefe pela autonomia do grupo: a holocracia. Nesse modelo, a autoridade e tomadas de decisão são distribuídas por equipes auto-organizadas com maior nível de empoderamento e sem a figura do gestor.

Experimentando na prática uma gestão sem chefes

Quando a gerente comercial abraçou uma oportunidade e se despediu da Gesto, Fabiana reuniu os 7 vendedores do time e apresentou as opções que tinham: escolher alguém de dentro, trazer alguém de fora ou experimentar o modelo de holocracia. Esse último já era algo que Fabiana vinha pensando bastante nos últimos tempos e via que aquele era o time ideal para começar os testes. Foi então que o time escolheu a última opção.

Apesar do experimento ter começado a rodar há algumas semanas, Fabiana já tem observado uma mudança significativa no comportamento do grupo. Para ela, o principal ganho está na autoconfiança do time. Quem trabalha com vendas não pode ser muito dependente de um líder ou de outra pessoa, precisa ganhar segurança, autoconfiança e ter mais iniciativa. E é exatamente isso que a holocracia está fazendo eles exercitarem.

O que antes era terceirizado ou adiado é resolvido com mais autonomia e rapidez. O time está passando por uma amadurecimento acelerado e a Fabiana entra na roda como parte do sistema, sem exercer autoridade. Esse é um caminho natural para o que ela acredita ser o futuro da gestão: a liderança compartilhada. Nela, o líder é parte do todo e não aquele que resolve tudo. Ele resolve com a ajuda do grupo, convivendo e com a responsabilidade compartilhada.

O Sonho Grande que tem tirado o sono

Com o porquê cada vez mais forte e presente no dia a dia da Gesto, na boca dos funcionários e no coração de Fabiana, não faltam planos de como fazer para chegar lá. O que mais tira seu sono é saber como fazer o que já faz de um jeito mais rápido, com mais impacto em um menor espaço de tempo.

Para tentar resolver essa equação, ela não gasta uma hora por dia pensando a respeito. Pelo contrário. Cada experiência que vive, cada novo serviço que consome, cada conversa que tem, independentemente do assunto, sempre encontra um gancho para falar ou refletir melhor sobre o negócio que está construindo: novos modos de fazer, um jeito diferente de olhar para um problema, uma referência de execução que ela nunca tinha visto...A Fabiana não para pra refletir sobre o propósito da Gesto em um momento do dia porque o propósito está dentro dela o tempo todo.

Para colocar a mão na massa:

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https://endeavor.org.br/engajando-o-time-na-sua-visao-na-pratica-teoria-e-outra/https://endeavor.org.br/?p=22302Mon, 20 Feb 2017 14:25:13 +0000Engajando o time na sua visão: na prática, a teoria é outraPara Fabiana Salles, fundadora da Gesto, ter um propósito é só metade do caminho. Se ele não estiver pulsando também nas pessoas que constroem o negócio, perde sua força. Como empreendedor, você tem muita certeza do porquê sua empresa existe e para onde todo mundo está remando. Mas será que o resto do seu time ...Endeavor BrasilLaís GrillettiMon, 20 Feb 2017 11:25:13 +0000Laís GrillettiEngajando o time na sua visão: na prática, a teoria é outraEngajando o time na sua visão: na prática, a teoria é outra
Empreendedor não é super-herói para lutar sozinho: forme uma liga de primeiraVocê pode ter começado o seu negócio sozinho, mas chegou a hora de formar um time capaz de lutar na linha de frente com você. Descubra como.

A característica que melhor define um empreendedor é sua energia de execução, sua paixão por colocar a mão na massa. Lembra daquela piada na qual as pessoas no céu, antes de nascer, passam por diversas estações para se abastecer de qualidades? É certo que a maior parte dos empreendedores entram mais de uma vez nas filas da ousadia, da ação e da intuição.

Essa força centralizadora, direcionada para a execução, é inerente ao processo de empreender e necessária para que um novo negócio vingue. Como cavaleiros medievais, com a lança afiada (uma ideia, o desejo de vencer, um modelo de negócios) e geralmente, sem escudo de proteção (planejamento, cenários e planos de reação), avançamos em busca de clientes enquanto lutamos contra a burocracia, os concorrentes, os custos de infraestrutura, as crises.

É essencial que, nos primeiros minutos de jogo (ou até nos primeiros anos), o empreendedor esteja dedicado e atento ao seu negócio 24 x 7, sem pausa. A expressão “o olhar do dono é que engorda o gado” tem razão de ser.

O problema é que essa força centralizadora normalmente segue na potência máxima em outras fases do negócio, mesmo quando seu efeito não é assim mais tão positivo.

Se você optar por ter um pequeno negócio e quiser mantê-lo pequeno, é provável que sobreviva com as operações concentradas em você. Este modelo limita o crescimento, pode afetar sua saúde e harmonia familiar, reduz seu descanso e eventualmente, desestimula os funcionários interessados em evoluir. Mas tem gente que é feliz dessa maneira. Depende da visão de mundo de cada um.

Por outro lado, se o talento empreendedor mira maiores impactos, seu crescimento poderá exigir novas filiais, força de vendas e atendimento mais amplas, centros de distribuição estratégicos, atividades de exportação, mais fábricas e postos de assistência, e consequentemente, mais pessoas.

Nesse caso, posso garantir que o excesso de personalismo e concentração de poderes na mão do empreendedor ao estilo de ditaduras tirânicas é extremamente nocivo e, muitas vezes, atuará como toxina para a organização ao longo do tempo.

Adaptando o ditado atribuído ao alquimista Paracelso, dependendo da dose, a vitamina que fortalece a empresa se transforma em veneno. Conheço muitos empreendedores geniais que construíram maravilhosas organizações com legado impressionante. Sua onipresença é essencial para erguer os alicerces das primeiras décadas. Infelizmente, não costumam adaptar sua visão com novas realidades, se mantêm embriagados pela vaidade do líder infalível, recusam questionamentos e propostas que não saiam de suas próprias cabeças, sabotam o surgimento de qualquer liderança engajada em renovação e mudanças positivas. Este filme trágico é exibido diariamente nas salas de empresas, partidos políticos, federações esportivas, hospitais filantrópicos, condenando as organizações ao atraso.

Numa época de revalorização dos super-heróis, com astros da Marvel e DC Comics brilhando nas telas, somos confrontados pela crueza da realidade.

No mundo de verdade, não há salvador da pátria. Nenhum presidente da República, CEO, papa, alcaide ou secretário-geral de coisa alguma faz milagre.

Claro que todo empreendedor tem o papel-chave de apontar caminhos, tomar decisões, acompanhar progressos, cobrar performances. E deverá desempenhar sua liderança por todo o tempo na empresa que criou. Totalmente justo. Mas a expansão sólida de uma organização dependerá sempre de um sistema, de processos, e mais que tudo, de um time capaz, motivado, alinhado e comprometido.

Se o empreendedor não é super-herói, mutante ou alienígena, não estará em todos os lugares ao mesmo tempo, não absorverá conhecimentos importantes em tantas áreas diferentes (finanças, planejamento, logística, comércio exterior, tributos, serviços etc.), não conseguirá garantir pessoalmente a execução perfeita de cada atividade nem acompanhará o ritmo avassalador das mudanças.

O jeito é contratar os melhores funcionários. Trate-os com respeito e invista para que se desenvolvam em habilidades técnicas e comportamentais. Abra espaço para a criatividade e iniciativa dos colaboradores. Crie um ambiente de confiança e transparência. E claro, reconheça e valorize os talentos que lutam com suas “lanças e cavalos” como se fossem eles próprios donos do negócio.

Delegar autonomia e compartilhar espaço constrói uma liderança mais poderosa.

Melhor do que encarnar um único super-herói limitado para enfrentar os desafios do nosso ecossistema de negócios, é entrar na pele do diretor da organização S.H.I.E.L.D. e contar com um time imbatível de agentes intraempreendedores trabalhando juntos. Cada um com seu talento especial, sua especialidade complementar, sua personalidade diversa, atuando em parceria colaborativa para alcançar os objetivos da empresa. Uma organização com time afinado e preparado sempre dar de goleada na empresa do empreendedor solitário!

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https://endeavor.org.br/empreendedor-nao-e-super-heroi-para-lutar-sozinho-forme-uma-liga-de-primeira/https://endeavor.org.br/?p=22305Fri, 17 Feb 2017 12:37:23 +0000Empreendedor não é super-herói para lutar sozinho: forme uma liga de primeiraVocê pode ter começado o seu negócio sozinho, mas chegou a hora de formar um time capaz de lutar na linha de frente com você. Descubra como. A característica que melhor define um empreendedor é sua energia de execução, sua paixão por colocar a mão na massa. Lembra daquela piada na qual as pessoas no céu, ...Endeavor BrasilLuiz Eduardo SerafimFri, 17 Feb 2017 10:37:23 +0000Luiz Eduardo SerafimEmpreendedor não é super-herói para lutar sozinho: forme uma liga de primeiraEmpreendedor não é super-herói para lutar sozinho: forme uma liga de primeira
Depois do planejamento estratégico, vem o quê?Depois de definidas as prioridades e os projetos do ano, como levar o plano para o dia a dia da empresa? Entenda quais são os próximos passos.

Já percebeu quantas empresas fazem um planejamento estratégico incrível, mas depois falham em conseguir que eles se tornem realidade?

Quando termina o processo de planejamento estratégico, começa a etapa mais desafiadora de todas, que é fazer a mudança acontecer. Algumas pessoas chamam esta fase de execução. Eu não gosto de usar esta palavra nesse contexto. Para mim, o P.E. já é parte da execução -- é como executamos o processo de estratégia. O que começa agora, na linguagem que gosto de usar, é a fase onde gerimos a mudança que vai fazer a estratégia se materializar.

De qualquer forma, se você e sua equipe fizeram o planejamento com profundidade máxima, vocês passaram por dois grandes momentos, independentemente do método utilizado.

No primeiro momento vocês revisitaram criticamente:

  • Todos os elementos de identidade;
  • A direção estratégica que estavam usando como Norte;
  • Os espaços estratégicos em que vinham jogando;
  • As propostas de valor que vinham utilizando;

Além de também:

  • Olhar ao seu redor para ver como está o cenário, como seus competidores estão jogando e quem tem benchmarks interessantes para desafiar ou inspirar vocês;
  • Analisar quão bem vinham executando a estratégia anterior e se isto estava realmente gerando vantagens competitivas;
  • E avaliar se estavam satisfeitos com o que vinham fazendo.

Já no segundo momento vocês definiram:

  • Uma nova inspiração vencedora e as grandes métricas de sucesso,
  • Em que campos vão jogar;
  • Quais serão suas propostas de valor;
  • Que vantagens competitivas vocês desejam possuir;
  • Que resultados vão perseguir;
  • Quais são as principais mudanças que querem realizar;

Por fim:

  • Identificaram os principais gargalos entre vocês e seus objetivos;
  • E fizeram uma primeira estimativa de quanto isto vai lhes custar em tempo e dinheiro para realizar.

Depois de trabalhar tanto e tomar tantas decisões, parece que o pior já ficou para trás e que agora é hora de voltar para a vida real e fazer acontecer!

Bom, não é assim tão simples.

Se o Planejamento Estratégico foi bem feito, a empresa será desafiada a fazer coisas que ela não está realmente pronta para fazer. Ninguém faz um P.E. para fazer mais do mesmo. Ou pelo menos, não deveria fazer.

Para fazer mais do mesmo, não precisa de P.E.: é só aplicar um múltiplo às metas comerciais e atualizar a planilha de orçamento.

Um planejamento é realizado para organizar mentalmente um conjunto complexo de mudanças. O objetivo é que, ao executá-lo, a empresa caminhe solidamente na nova direção escolhida e desenvolva vantagens competitivas que permitam jogar de forma vitoriosa nos espaços que escolher. Só que isto pede que mudanças aconteçam em diversas dimensões da organização. E elas terão que acontecer de forma sincronizada. É aqui que mora o perigo -- na sincronização.

Por isso, o próximo passo depois do plano definido é detalhar até o nível necessário um Portfólio de Projetos que, quando executados correta e sincronizadamente, façam a mudança acontecer da forma mais eficaz e eficiente que podemos realizar com os recursos que possuímos.

Estes projetos podem ser divididos em dois grandes grupos:

1. Projetos que alteram a forma como vamos ao mercado:

  • Redesenho dos componentes das propostas de valor;
  • Alterações nos componentes que compõem o modelo de negócios;
  • Estratégias de marketing e vendas para levar ao mercado as novas ofertas.

2. Projetos que alteram a forma como a organização sustenta a estratégia:

  • Realocação de recursos (pessoas, ativos, dinheiro),
  • Desenvolvimento de competências (via contratação de pessoas, capacitação, terceirização, parcerias estratégicas, aquisição...),
  • Mudanças na organização em si (estrutura, matriz de responsabilidades, alçadas de decisão, processos e sistemas...).

Quando terminamos o desenho e aprovamos o cronograma e o orçamento destes projetos, chega a hora de atribuirmos metas às áreas e às pessoas.

As metas de uma organização são de diversas dimensões possíveis. A turma do balanced scorecard (indicadores balanceados de desempenho) divide as metas em 4 grandes dimensões: Cliente, Finanças, Processos e Aprendizado. Já trabalhei com outro método que as dividia em 3 dimensões: Resultados, Melhoria de Processos e Desenvolvimento de Competências. Existem outros métodos que chegam a trabalhar com até 7 dimensões. Quantas dimensões é uma questão de método. A mensagem por trás disto é o que realmente importa.

O importante é que exista equilíbrio entre (1) entregar os resultados de curto prazo, (2) executar a estratégia e (3) construir as competências que vão sustentar a estratégia nos próximos estágios. Aqui é fácil errar.

- Coloque peso demais nos estímulos ao curto prazo, e a empresa não vai prestar atenção na construção do futuro. - Coloque peso demais nos estímulos ao longo prazo, e a empresa não vai prestar atenção nos resultados do mês que vem. - Não coloque peso suficiente no desenvolvimento de competências, e a empresa vai avançar em voos de galinha, porque sempre vai faltar alguma coisa na hora dos saltos de capacidade...

Por isto é importante que as metas sejam o último passo do processo. Só no final você vai realmente saber quais são as metas corretas e quais são as responsabilidades que cada pessoa deve receber. Isto tem uma vantagem adicional de, ao mesmo tempo, definir quais são as métricas que servirão para monitorar o avanço da organização na direção desejada. As métricas que importam são as que estão nas metas. Se um indicador não está na meta de ninguém, pode jogar ele fora.

Esta é a parte hard. Ela é 50% da história. Ainda tem a parte soft. Que é fazer cada uma das pessoas na sua empresa acreditar que a estratégia serve a um bom propósito, que vai ser um desafio estimulante realiza-la e que vale a pena colocar sua mente e seu coração a serviço dela. Como faz isto depende da cultura de cada empresa. Não tem receita de bolo. Envolve muita comunicação e é ancorada em liderança. Um bom exemplo é o que o GuiaBolso tem feito com o seu time nas reuniões semanais e nos encontros mensais.

Enfim, quando termina o P.E. temos uma estratégia. Para transformá-la em realidade precisamos trabalhar juntos de forma organizada e sincronizada. Para isto você precisa de um Portfolio de Projetos bem construído e de metas bem contratadas. A competência que sustenta isto se chama Gestão de Mudança. E toda empresa, em qualquer ponto do seu ciclo de vida, deve possuir ela em algum grau.

Para se aprofundar:

eBook Como Construir e Executar o Planejamento Estratégico

Ferramenta Análise 360º das Oportunidades de Negócio

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https://endeavor.org.br/depois-planejamento-estrategico-vem-o-que/https://endeavor.org.br/?p=22313Fri, 17 Feb 2017 12:19:46 +0000Depois do planejamento estratégico, vem o quê?Depois de definidas as prioridades e os projetos do ano, como levar o plano para o dia a dia da empresa? Entenda quais são os próximos passos. Já percebeu quantas empresas fazem um planejamento estratégico incrível, mas depois falham em conseguir que eles se tornem realidade? Quando termina o processo de planejamento estratégico, começa a ...Endeavor BrasilDaniel CastelloFri, 17 Feb 2017 10:19:46 +0000Daniel CastelloDepois do planejamento estratégico, vem o quê?Depois do planejamento estratégico, vem o quê?
Uma possível mentoria empreendedora com o fundador do GoogleE se hoje fosse o seu dia de sorte e o Larry Page, fundador do Google, decidisse te fazer uma visita? Inspirado pelo livro O que a Google faria? escrito por Jeff Jarvis, o mentor João Francisco criou um diálogo imaginário entre Larry Page e um empreendedor como você. Na conversa, você conhece os principais aprendizados do livro -- e como pode aplicá-lo na resolução de problemas, a partir do pensamento Google. E se Larry Page passasse hoje para visitar seu escritório? Claro que seria interessante saber como ele fez fortuna, não é? Mas, tenho a certeza de que você gostaria mesmo é de tomar emprestado, por algumas horas, o seu mindset. E eu duvido que Larry fosse ficar incomodado com isso. Claro que não! Até porque o segredo da Google sempre foi mesmo o de compartilhar conhecimentos, ser uma rede e, o mais importante de tudo, conectar pessoas. Bem, ele entraria pela porta, sentaria e, depois de se apresentar a você, perguntaria: - Sobre o que você quer conversar? E, vamos dizer que você respondesse: - Larry, fique muito à vontade. Eu gostaria mesmo é da sua visão… Diga-me aquilo que você entende ser mais importante para um empreendedor como eu, nesse estágio em que me encontro. E ele, objetivo como é, já começaria dizendo: - Bem, a primeira coisa que eu gostaria que você refletisse é sobre as suas próprias crenças. Veja, tanto a minha empresa como a Apple, a Disney e a Amazon nasceram em garagens, sem recursos. Mas o sonho nos dirigia. E isso é exatamente o que você precisa para começar o seu próprio negócio. Você precisa acreditar no seu sonho e avançar com determinação mesmo que ainda não conte com todos os recursos necessários. Gente interessada em boas ideias, como investidor anjo, seed ou private, virão depois e aportarão os recursos que você precisa. Mas atenção: se você ainda não consegue definir o seu objetivo numa única frase, pare! Você ainda não tem clareza sobre ele. Isso pode parecer senso comum, mas é fundamental que você acredite mesmo no que você é e no que você faz. Tem mais uma coisa, e agora é uma alerta mesmo: Você está pensando que todas as pessoas estarão à seu favor? Não! Eu lembro que bem no início, quando nós da Google começamos a projetar um motor de buscas, muitos diziam pra gente: “Garotos, vocês vão fracassar, já existem cinco empresas nesta área.” E nós respondíamos: “Sim, sabemos que existem o Yahoo, Altavista, dentre outros. Mas nós estamos fazendo algo diferente.” É claro que sabíamos que a concorrência seria hostil conosco. Mas, o que nós fizemos e que aconselho você a fazer é: Encontre um diferencial entre você e os outros, e mais: transforme a sua ideia naquilo que os clientes vão preferir. Você percebeu que eu não disse para você oferecer somente o que o cliente quer, não é? Pois é, é isso mesmo. E sabe o que o cliente espera de você? Que você o surpreenda! E você só faz isso oferecendo aquilo que talvez ele ainda não conhece. E isso terá um efeito colateral positivo para você, porque será o começo da criação da sua imagem de marca... Agora, olhando para o relógio, Larry diria gentilmente a você: Eu preciso cuidar do meu horário porque tenho outro compromisso nesta tarde e depois viajarei até a Stanford, onde amanhã vou falar sobre o nosso sonho de organizar toda a informação do mundo e sobre o carro autômato. Eu já sei que irão dizer, mais uma vez, que somos sonhadores utópicos! E rindo para você, diria: somos mesmo ambiciosos e isto é o que nos define também. Nossos concorrentes dizem que é arrogância. Mas, eles só nos desafiam a nos superarmos cada vez mais! Bem, ainda é cedo e temos algum tempo, vamos continuar... Eu gostaria agora que você pensasse em mais uma coisa importante: é se o seu negócio é dirigido para o mercado de massa ou de nicho. Veja: vender para as massas atualmente é uma tática em extinção. A grande sacada é atender nichos por 3 razões básicas: 1 - Os clientes querem conversar com quem fornece para eles, e a mídia de massa é um monólogo… Só eles falam; 2 - Os clientes querem pertencer e ter você como um meio que os leve a ter sucesso; 3 - Atendendo estes dois requisitos, você irá compreender seus consumidores e poderá inovar quase instantaneamente, frente a grandes empresas concorrentes. Você irá perceber que grandes empresas se movimentam com muita lentidão. E aqui está um dos valores de ser pequeno. É um grande diferencial para você. Repito: identifique nichos e converse com eles! Outra coisa: você precisa pensar de modo distribuído. Grande parte das empresas ainda pensa de modo centralizado e acredita que os clientes precisam vir até elas por meio de catálogos, lojas, etc. Mas nós, da Google, não! Pensamos de modo distribuído. E é isso que quero recomendar a você: não basta tocar a sirene com uma propaganda na grande mídia e esperar que as pessoas já saiam correndo para comprar. Olhe para os avanços do e-commerce... Se você tem como se comunicar com seu consumidor pela web, portanto direto, pode ajudá-lo a conquistar o que ele quer, e assim você se posiciona como um meio para ele. Agora vai aqui uma dica poderosa: pense em algum modo de fornecer gratuidade. Veja o nosso exemplo: nós da Google, não cobramos por informação fornecida. Isso porque achamos que os nossos clientes não gostariam. Recompensamos a quem nos procura com uma caixa de buscas e preferimos ajudá-los a chegarem onde querem ir. É aí que a Google quer estar. É bem diferente daqueles que querem que o consumidor vá até eles. Assim, pensamos de modo distribuído e tem mais: somos parceiros! Nossas opções comerciais nas páginas da web fazem nossos clientes faturarem milhões de dólares e é só aí que construímos nossa própria receita. Mas, nem tudo é perfeito. Deixa eu te falar de uma brincadeira comum no Vale do Silício. É comum dizerem lá que nós lançamos produtos em beta, ou seja, “inacabados”. Brincam com isso. Mas, tenho que reconhecer que há muito de verdade nisso. O Google News foi um exemplo. Foi lançado, mas ficou em testes durante 3 anos. Quem não sabe que a Microsoft também lança seus produtos no mercado “quase” acabados? Todos nós sabemos que eles lançam seus produtos e com o passar do tempo, vão aprimorando, pelo hábito de “conversarem” com seus clientes. Você se lembra de que falei há pouco que você precisa “conversar”? Pois é, agora você já conhece o poder disso! É por isso mesmo que nós na Google não nos preocupamos em lançar produtos inacabados. Pode parecer uma irresponsabilidade, mas não é, e sabe por quê? Porque há um pré-requisito que você terá que respeitar: Você precisa de um produto mínimo viável, e quem aprova mesmo o seu MVP é o seu consumidor. Com o que a internet nos possibilita, você pode acompanhá-los de perto e mais, pode aprender com os seus próprios erros, e isso irá aprimorar seus produtos e serviços indefinidamente. E, claro, deverá inovar continuamente. Agora você já sabe a razão de estarmos todos em modo beta para sempre. Logo, você também não precisa pedir perdão por isso. Bem, seguindo, gostaria que você pensasse bastante sobre essa afirmação que vou fazer: Onde você entrega valor e onde está sua renda podem não estar no mesmo lugar. O dinheiro pode vir de uma porta lateral. Sei que compliquei, mas deixe-me explicar melhor: Poucas coisas fazem as pessoas agirem tão impulsivamente quanto com a palavra “grátis”. Elas acabam levando duas mercadorias, que às vezes nem precisavam, só porque o terceiro saiu de graça. É que os cientistas estimam que a maioria das nossas decisões sejam emocionais. A Amazon, há um tempo, decidiu oferecer frete grátis caso a compra ultrapassasse um determinado valor. Por exemplo: comprando 20 reais, o frete custaria 5 e comprando 40 reais, o frete seria de graça. Essa estratégia fez com que as vendas da Amazon aumentassem em todo o mundo. Menos na França, que continuou cobrando pela entrega, embora fosse um valor muito baixo. A verdade é que nós, como consumidores, temos medo de fazer escolhas erradas e não gostamos também de sentir que perdemos. Por isso, a “gratuidade” é tão poderosa! Ela nos faz vencedores! E nisto quero que você me desculpe pela falta de modéstia, mas nós da Google, somos muito bons. Muita gente nos dizia para cobrarmos um valor pequeno a cada informação fornecida. Imagine você o faturamento que resultaria disso? Mas compreendemos que a gratuidade é parte integrante do nosso modelo de negócio. Ou seja, decidimos ganhar dinheiro por uma porta lateral. A lógica é simples. Oferecemos gratuitamente os nossos serviços de busca mais eficientes do planeta e da forma mais simples, e aqui está um dos nossos grandes diferenciais em relação a mídia de massa: nós nos organizamos para exibir a este interessado apenas aqueles anúncios relacionados à sua busca. Eu aconselho você a pensar nessa relação entre receita e gratuidade para o seu negócio. Vale a pena! Eu teria muito mais coisas a sugerir a você, mas acho que precisamos deixar para outro dia. Só não quero sair daqui sem falar sobre a economia da escassez e da abundância, que acho fundamental para você. Veja, estamos entrando numa economia de pós-escassez e nós da Google estamos empenhados em cada vez mais desafiar as regras fundamentais da economia, que são as da oferta e procura. Você deve se estar se perguntando o porquê, não é? Mas, no passado, ter uma cadeia de hotéis e controlar o mercado para que a oferta fosse escassa era uma barreira de entrada para a concorrência. Este modelo competitivo e restritivo majorava os preços e era recorrente em muitos setores. Mas a partir da internet nunca será mais o mesmo. Há mudanças! Este paradigma vem sendo derrotado. Por exemplo, a Airbnb não possui um hotel sequer, mas aluga casas, quartos e apartamentos em todo o mundo. Olhe agora para a instituição hoteleira. Ela terá que se submeter ao poder da rede. Na rede não existe mais hierarquia porque quem decide mesmo é o consumidor. Isso cria uma economia compartilhada, de abundância e subverte a lógica oligopolista tradicional. Veja outro exemplo: o do Uber. A ideia do Uberpool é a de oferecer um carro compartilhado com pessoas que se interessem por trajetos semelhantes. O consumidor marca no aplicativo a sua opção por carro compartilhado. Com isso o Uberpool encontrará outras pessoas interessadas em compartilhar aquela viagem (e também a conta). Bem, isso também começa a quebrar o paradigma de um mercado regulado de táxis que é baseado na escassez econômica. E Larry se despediria generosamente assim: Bem, quero encerrar por aqui, agradecer pelo café e a sua gentil recepção. - Espero ter provocado você. É que, nós na Google, temos certo desprezo pelo impossível. Penso mesmo que não haverá mais limites para o nosso imaginário em negócios, daqui para frente. Ah, eu ia me esquecendo de uma coisa que é o espírito de tudo o que fazemos: sabe o que nós mais acreditamos mesmo na Google? É que os consumidores respondem sempre ao seu maior desejo que é o de, um dia alcançarem o poder de Deus. O nosso sonho, então, é o de empoderá-los cada vez mais! Como organização, temos também tentado definir precisamente o que significa ser uma força do bem, de sempre fazer o correto, o ético. Parece que simplesmente não ser do mal tem sido a melhor maneira de resumir esta questão para nós. Pense sempre nisso como empresa e como pessoa. Quero deixar o meu abraço a você e os desejos de muito sucesso! Até um dia qualquer. Conteúdo originalmente postado em Impact Player. Para se aprofundar, conheça: Como o Google nos ensinou a definir objetivos 50 planilhas e templates para ganhar tempo no seu negócio]]>https://endeavor.org.br/uma-mentoria-empreendedora-com-o-fundador-google/https://endeavor.org.br/?p=22334Thu, 16 Feb 2017 16:06:50 +0000Uma possível mentoria empreendedora com o fundador do GoogleE se hoje fosse o seu dia de sorte e o Larry Page, fundador do Google, decidisse te fazer uma visita? Inspirado pelo livro O que a Google faria? escrito por Jeff Jarvis, o mentor João Francisco criou um diálogo imaginário entre Larry Page e um empreendedor como você. Na conversa, você conhece os principais ...Endeavor BrasilJoao FranciscoFri, 17 Feb 2017 12:04:24 +0000Joao FranciscoUma possível mentoria empreendedora com o fundador do GoogleUma possível mentoria empreendedora com o fundador do Google5 cláusulas que protegem os sócios em temas espinhosos do negócioEmpreendedores ouvem falar da importância de fazer um acordo de acionistas para uma nova sociedade, mas, na prática, poucos o fazem.

No começo de uma sociedade, os empreendedores estão concentrados em viabilizar a empresa e dedicam suas melhores energias em promover a aceitação do seu produto ou serviço pelo mercado, obter capital e outros recursos, contratar pessoas com o perfil adequado etc. Nesse empenho, é comum atrasarem cuidados jurídicos básicos, como se fossem menos importantes. Na verdade, uma adequada configuração jurídica é também um elemento essencial para a viabilidade do negócio. Descuidos nesse campo podem pôr a perder tudo aquilo que foi conquistado com árduas horas de trabalho.

Entre os cuidados jurídicos básicos que devem ser tomados quando se começa um negócio envolvendo sócios está a realização de um acordo de acionistas. Não se trata de inventar problemas, mas simplesmente de trabalhar com realismo, discutindo com os sócios, no início da relação, temas que no futuro podem ser espinhosos.

Imagine como seria decidir, caso a sociedade chegasse ao fim, com que parte do negócio cada sócio ficaria, quando o que vocês menos querem é conversar?

Aqui, trataremos de algumas cláusulas típicas de um acordo de acionistas e os riscos que elas evitam.

Direito de Preferência na Venda de Ações

Caso algum sócio queira vender suas ações, essa cláusula garante que os outros sócios terão preferência na compra em igualdade de condições com terceiros. A legislação brasileira atribui a cada sócio o direito de preferência na subscrição de novas ações, de acordo com o percentual da sua participação na sociedade, a fim de que essa participação não seja diluída, mas não atribui direito equivalente no caso de compra e venda de ações já existentes.

Se não houver previsão por contrato desse direito de preferência, você estará exposto ao risco de ser surpreendido com a venda de ações de um dos sócios a uma terceira pessoa, sem sequer ter tido a possibilidade de comprar as ações antes dela.

Aumento de Capital

A lei garante, como dissemos, o direito de preferência na subscrição de novas ações, mas isso não significa que você terá os recursos financeiros necessários para pagar por elas. É conveniente, portanto, prever no acordo de acionistas as hipóteses em que um aumento de capital poderá ser feito, aumentando assim sua proteção na participação do negócio.

Também é oportuno estabelecer os critérios para a fixação do preço das novas ações. Caso contrário, um sócio detentor de participação minoritária poderá assistir aos sócios titulares da maioria simples das ações aprovarem o seu preço, sem necessariamente ser ouvido. Ficaria, assim, exposto ao risco de ver diluída, contra a sua vontade, sua participação na sociedade simplesmente por não conseguir pagar o preço estabelecido pela maioria, não tendo qualquer serventia prática o direito de preferência garantido por lei.

Tag Along (Direito de Venda Conjunta)

Outra medida frequente, que protege especialmente os direitos dos acionistas minoritários, é estabelecer que, em caso da venda das ações de um acionista a terceiros, os outros acionistas também poderão vender suas ações pelas mesmas condições. Chama-se direito de venda conjunta ou tag along. Ele evita que o acionista seja obrigado a conviver na empresa com novos sócios, com os quais pode não se identificar ou não estar de acordo com suas decisões. Garante, por assim dizer, um direito de saída da sociedade em condições minimamente justas.

Drag Along (Obrigação de Venda Conjunta)

Se o tag along é uma cláusula típica do acionista minoritário, a cláusula de drag along é típica do majoritário. Pode ser que, ao longo da vida da sociedade, o acionista majoritário receba uma proposta de venda não só das suas ações, mas de toda a sociedade. Previsto o drag along em acordo de acionistas, o majoritário poderá vender as ações dos minoritários em conjunto com as suas, desde que nas mesmas condições. Sem essa previsão, o majoritário sempre dependerá da decisão dos minoritários para vender toda a sociedade.

Para a cláusula de drag along, é comum fixar por ação um preço mínimo, pelo qual o acionista minoritário se obriga a vender sua participação na sociedade.

Por fim, e não menos importante: antes de entrar em uma sociedade, é preciso definir como sair. Sem um acordo de acionistas que estabeleça uma regra de saída, o sócio poderá precisar ingressar com ação judicial ou arbitral para conseguir sair da sociedade, o que possivelmente será custoso e demorado. A regra de saída varia de acordo com o tipo de sociedade.

Uma regra comum é a chamada buy or sell (compre ou venda), que dá direito ao sócio que não deseja continuar com a sociedade de fixar um preço por ação com o qual concordaria em comprar as ações do outro sócio ou vender as suas, cabendo ao outro sócio decidir se vende ou se compra. Outra forma frequente para se chegar a um preço justo é a contratação de uma empresa de avaliação independente.

Ao diminuir os riscos inerentes a toda sociedade, um acordo de acionistas bem feito possibilita que todas as energias dos empreendedores estejam dedicadas à viabilização da empresa. Sem o acordo, eles se expõem ao risco de perderem todo o trabalho que desenvolveram na empresa. Se você ainda não começou a trabalhar no seu, ainda pode estar em tempo! *Este artigo foi escrito com a colaboração de Gabriel Pittoli e Nicolau Cavalcanti, advogados de Giovanini Filho Advogados]]>
https://endeavor.org.br/acordo-de-acionistas-5-clausulas-que-nao-podem-faltar-ou-5-clausulas-que-nao-podem-faltar-para-proteger-os-socios/https://endeavor.org.br/?p=22294Tue, 14 Feb 2017 19:32:11 +00005 cláusulas que protegem os sócios em temas espinhosos do negócioEmpreendedores ouvem falar da importância de fazer um acordo de acionistas para uma nova sociedade, mas, na prática, poucos o fazem. No começo de uma sociedade, os empreendedores estão concentrados em viabilizar a empresa e dedicam suas melhores energias em promover a aceitação do seu produto ou serviço pelo mercado, obter capital e outros recursos, ...Endeavor BrasilRenato Giovanini FilhoTue, 14 Feb 2017 17:32:11 +0000Renato Giovanini Filho5 cláusulas que protegem os sócios em temas espinhosos do negócio5 cláusulas que protegem os sócios em temas espinhosos do negócio
Como o Google nos ensinou a definir e alcançar objetivosEngajar pela visão e inspirar para ação: entenda como a Contabilizei tem implementado a cultura dos OKRs para ganhar eficiência e se aproximar a cada dia dos seus principais objetivos. 

Desde que a Contabilizei foi fundada, sempre buscamos grandes conquistas, mas apenas o desejo não faz com que as coisas aconteçam. Nós crescemos exponencialmente nos últimos 2 anos e, em 2017, queremos nos multiplicar por três. Diante disso, eu aprendi que definir objetivos é fácil, o que faz a diferença, mesmo, é a execução. Por isso é importante utilizar um processo de desenvolvimento de objetivos, estratégias e ações que de fato nos levem ao crescimento que buscamos. E, para nós, este crescimento representa não só um resultado para a companhia, como está diretamente ligado ao nosso propósito de proporcionar que milhares de micro e pequenos empresários tenham uma contabilidade eficiente e acessível.

Mas, como fazer com que um negócio atinja seu propósito? Como fazer com que empresas, de qualquer tamanho, definam seus objetivos de forma clara e tracem seu caminho de maneira estruturada? Minha intenção aqui é compartilhar o que fizemos -- erros e acertos -- para a Contabilizei chegar até aqui. E o que estamos fazendo para atingir nossos objetivos e que podem ser replicáveis na sua empresa.

Com esta intenção, vou escrever um artigo, dividido em três partes, contando o nosso processo de definição e engajamento do time ao nosso propósito:

Parte I - Como o Google nos ensinou a definir e alcançar objetivos Parte II - Como colocar o time no mesmo barco Parte III - Traduzindo a visão no dia a dia

Nesta primeira parte, vou contar como implantamos a metodologia que foi criada pela Intel e popularizada pelo Google pelas mãos do investidor John Doerr -- o OKR -- para definirmos e alcançarmos nossas metas.

Na prática: como definimos objetivos

O Google é uma empresa de classe mundial que atingiu patamares inimagináveis com a metodologia do OKR, que força a empresa a buscar respostas para perguntas como qual é o patamar impensável que podemos atingir? Como podemos chegar lá e como sabemos que chegamos?

A técnica usada por eles e amplamente conhecida é chamada de OKR (Objectives and Key Results). Em tradução direta, significa Objetivos e Resultados Chave e podem ser definidos como uma estrutura para definição de metas que promove o alinhamento e engajamento de toda empresa para alcançar objetivos de forma mensurável. Simples assim.

Aliás, vale lembrar que apesar do que muito se comenta por aí sobre a complexidade da metodologia, o OKR é verdadeiramente simples e serve para qualquer empresa, de todos os segmentos e portes. O Google, por exemplo, adotou esta estrutura em 1999 quando tinha poucos funcionários, e bem, ela os ajudou a chegar à posição que estão hoje. Não é preciso provar que funciona.

O OKR tem dois componentes: o objetivo em si, o que você quer alcançar, e aqui nós falamos de qualidade, motivação e aspiração. E o conjunto de resultados-chave, que vai dizer se você chegou lá -- podemos dizer que é o critério de sucesso. Para saber se você está definindo o OKR corretamente, descreva aonde você, sua empresa ou área deseja estar em 3 meses. Depois, responda à seguinte pergunta: “Como eu sei que chegamos lá?”

Possivelmente, a resposta virá com exemplos claros que caracterizam o que será feito para chegar ao objetivo.

Objetivo: Ter o produto validado no mercado Resultados Chave: KR1: Colocar versão beta com as funcionalidades X,Y e Z no ar até XX/XX KR2: Atingir X% de conversão de usuários em assinaturas KR3: Ter churn (saída de clientes) de, no máximo, 5% da base de clientes por mês

Além de serem simples, os OKRs têm a característica de serem curtos, traçados pensando no trimestre. Desta forma, é possível suportar grandes crescimentos e mudanças no mercado, porque, veja, é preciso implementar, aprender e corrigir rapidamente para colher os resultados das ações no futuro. No entanto, não é porque o OKR trabalha com curtos períodos que as ações não impactarão no futuro, pelo contrário. Nós olhamos onde queremos estar daqui a um, dois ou três anos, mas decompomos em trimestres como atingiremos nossos grandes objetivos.

Mirar no longo prazo mas executar no curto prazo garante que possamos avaliar se estamos tomando as decisões corretas no trimestre em direção ao objetivo do ano.

Se identificarmos que seja necessário qualquer correção de curso, teremos o próximo trimestre para promover mudanças.

Outro fator que torna a metodologia bem-sucedida é que os OKR’s não cascateiam. Eles são definidos de forma participativa, criando o engajamento do time aos objetivos da companhia. Desta forma, deixa de existir a figura do alto escalão que define 100% dos objetivos e metas. Em vez disso, cerca de 40% dos objetivos são definidos top-down e 60%, definidos pelas equipes que trabalharão direto nas conquistas.

Apesar de todo o sucesso desta fórmula, na prática, existem alguns percalços comuns de adaptação, itens básicos que, no dia a dia de trabalho e uso da estrutura do OKR, escapam dos olhos e devem ser rapidamente identificados e corrigidos.

O que a Contabilizei aprendeu trabalhando com o OKR do Google

Vale contextualizar: nós começamos a utilizar a estrutura de OKR há dois anos, quando a Contabilizei tinha 15 funcionários -- hoje somos mais de 100. Neste tempo, erramos bastante, amadurecemos no uso do OKR e gostaria de compartilhar com você os 7 principais pontos de aprendizagem que tivemos com a metodologia e que vão ajudá-lo a poupar tempo, não cometendo os mesmos erros.

1. Saiba onde você está: antes de qualquer coisa, levante sua situação atual, seus números e seus recursos disponíveis. Não adianta querer atingir um superobjetivo sem saber o que você já tem ou precisa para chegar lá. No nosso caso, principalmente na implementação do método, insistimos no erro de mirar no objetivo sem entender situação, esforços e recursos necessários para chegar lá;

2. Fixe prazos: é importante fixar entregas periódicas durante o ciclo de três meses de OKR. Desta forma, é possível caminhar e ficar atento ao que precisa de mais atenção por meio de revisões frequentes;

3. Tempo x Objetivo: pense primeiro se o seu objetivo é factível de ser entregue em 3 meses. Não há problema em quebrar um objetivo grande em 2 trimestres, por exemplo;

4. OKR não é dar check em KR’s alcançados: é preciso, antes de tudo, entender que sucesso pode ser medido pelo impacto e não apenas pelo cumprimento dos KR’s. Ou seja, você cumpriu vários KR’s mas, eles trouxeram o objetivo?

5. O que não é visto não é lembrado: é preciso ter foco, disciplina e transparência para trabalhar nos OKR. E para isso acontecer, é preciso ter sempre em mente qual é o objetivo que diariamente estamos perseguindo;

6. OKR’s não contemplam, necessariamente, os KPI’s: Pode acontecer de alguma área da companhia querer trabalhar apenas nos seus objetivos internos e diários (como entrega de KPI’s, por exemplo). Os KPI’s só devem ser considerados como OKR caso realmente seja necessário ter um foco muito grande neste quesito. Assim, é preciso separar os KPI’s, que são mais focados no dia a dia da operação, dos OKR’s do trimestre;

7. Menos é mais: por um bom tempo, acreditamos que poderíamos conquistar muitas coisas grandes dentro de um trimestre. Chegávamos a ter 5, 6 grandes objetivos e não conseguíamos atingí-los plenamente. Por causa disso, decidimos concentrar toda a nossa energia em até 3 grandes objetivos no trimestre. Assim, todos os recursos da companhia estão alocados para conquista dos OKR’s.

Como todos estes aprendizados, conseguimos definir nossos objetivos muito mais assertivamente do que antes e isso está ajudando a escalar exponencialmente a Contabilizei.

Como é a nossa dinâmica de OKR hoje

Apesar de menos de 50% das metas serem definidas pela companhia, são elas que dão o norte para a equipe e sua importância é fundamental. Na primeira vez que rodamos a metodologia, quando éramos em 15 pessoas, fizemos isso de forma orgânica, envolvendo todo o time, inclusive nas metas da companhia. É claro que eu sabia aonde gostaríamos de chegar e balizei as iniciativas para isso, mas foram eles que construíram tudo. Foi um teste, era a primeira vez que trabalhávamos como o Google e era interessante o engajamento geral para que todos entendessem a estrutura.

Agora, fazemos as coisas como devem ser: as definições de alto nível sobre os rumos da empresa são feitas pela liderança, e os 60% restantes ficam por conta das áreas e seus times. Eles, melhor do que ninguém, sabem o que precisa ser feito para alcançar os objetivos.

A definição dos nossos OKR’s começa com pelo menos 1 mês de antecedência do fechamento do trimestre. É neste momento que nos reunimos para validar como está a percurso atual e começar a pensar no que vamos construir para o próximo período. Cada líder apresenta os resultados da sua área até o momento, o que precisa ser melhorado, quais são as bandeiras vermelhas e perspectivas para o próximo ciclo. Como também somos uma empresa de tecnologia, incluímos na discussão o nosso mapa de desenvolvimento de produto.

Entendemos quais produtos devem ser lançados no próximo trimestre, bem como se existe algum produto que deve ser aperfeiçoado.

Para gerenciarmos os OKR’s, estabelecemos reuniões quinzenais com todos os líderes da Contabilizei.

Nesta reunião, os líderes apresentam seus OKR’s visualmente como um sinaleiro. Os OKR’s que estão em perigo de não serem atingidos levam a cor vermelha, aqueles que estão apresentando um comportamento de tendência negativa levam a cor amarela e, por fim, aqueles que estão em dia ficam verdes. Durante a reunião, discutimos apenas os OKR’s vermelhos e amarelos. Debatemos as causas e acordamos um plano de ação para retorná-los à cor verde.

No final do trimestre, reunimos a liderança e analisamos os resultados dos OKR’s da companhia e das áreas. Identificamos os aprendizados, tanto dos resultados negativos quanto dos positivos. Em seguida apresentamos, para toda empresa, os resultados trimestrais dos OKR’s da companhia e os aprendizados que tivemos. Sim, nós líderes falhamos bastante e queremos que todos aprendam com os nossos erros, o que também ajuda a cultivar uma cultura de transparência.

Próximos passos

Feitas as definições, é hora de integrar o time aos objetivos da companhia, uma etapa fundamental que vai ditar a cadência das conquistas. A metodologia de OKR está estritamente ligada a cultura de alta performance, já que ela trabalha em períodos curtos e metas audaciosas. É este tipo de meta que empurram o time para frente, fazendo-os cientes de que o que foi estabelecido pode ser conquistado mediante ao esforço, e que isso sempre nos levará além do que imaginávamos.

Na parte II desta série, o foco será em como colocamos o time da Contabilizei no mesmo barco. Este ponto é fundamental para que os OKR’s sejam alcançados, e a equipe fique motivada. Quer saber como integramos o time aos objetivos, como definimos as metas das equipes e por que perseguimos um resultado de 100% mas esperamos 70%? Fique ligado e aguarde a Parte II - Como colocar o time no mesmo barco.

Para se aprofundar, baixe gratuitamente:

Ferramenta de OKRs para Empresas e Startups

Ferramenta Livro de Cultura para Pequenos Negócios

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https://endeavor.org.br/como-o-google-nos-ensinou-definir-e-alcancar-objetivos/https://endeavor.org.br/?p=22289Tue, 14 Feb 2017 11:30:28 +0000Como o Google nos ensinou a definir e alcançar objetivosEngajar pela visão e inspirar para ação: entenda como a Contabilizei tem implementado a cultura dos OKRs para ganhar eficiência e se aproximar a cada dia dos seus principais objetivos.  Desde que a Contabilizei foi fundada, sempre buscamos grandes conquistas, mas apenas o desejo não faz com que as coisas aconteçam. Nós crescemos exponencialmente nos ...Endeavor BrasilVitor TorresThu, 16 Feb 2017 14:13:49 +0000Vitor TorresComo o Google nos ensinou a definir e alcançar objetivosComo o Google nos ensinou a definir e alcançar objetivos
O que o filme Estrelas Além do Tempo tem a ensinar sobre times inovadoresInspirados pelo filme Estrelas Além do Tempo, extraímos as principais lições do projeto que colocou o primeiro americano no espaço em 1962 para os empreendedores que lideram projetos disruptivos. Era o início da década de 1960. Em meio a ameaças de ataques nucleares e incertezas da Guerra Fria, os Estados Unidos corriam contra o tempo. Tendo a NASA como líder do projeto, o objetivo era vencer a corrida espacial e ser o primeiro país a levar o homem para o espaço, antes da Rússia. Afinal, seria inaceitável ficar em segundo lugar em uma corrida de dois. O que hoje é considerado um capítulo da história da humanidade não passava de um projeto de inovação em 1962. Completamente disruptivo e ambicioso. Talvez por isso ele inspire a formação de times inovadores até hoje. Na NASA ou na sua empresa, alguns aprendizados são universais. Usando como referência no Estrelas Além do Tempo, filme lançado no início de fevereiro que conta a história de três mulheres negras cientistas da NASA, selecionamos alguns deles! 1) Chega primeiro quem se prepara para o que ainda não existe Se o mundo em que vivemos hoje é incerto, como bem explicou Ricardo Guimarães nesse vídeo, imagine você o que era na década de 1960, com a ameaça de uma guerra nuclear sendo a notícia do jornal da manhã. Na NASA, a grande revolução da informação começou de um jeito bastante tímido -- a chegada de um computador IBM que ocupava uma sala inteira. O que poderia passar despercebido para qualquer um foi sinal de alerta para Dorothy Vaughan. Ela liderava o time de computadores da NASA, um grupo de mulheres que passavam os dias fazendo cálculos matemáticos com a ajuda de uma calculadora. E já enxergava que, com aquela máquina, seu trabalho logo seria desnecessário. Ou ela seria uma das pessoas que sabiam programar esses novos computadores, ou logo cumpriria aviso prévio na organização. Como mostra o filme, Dorothy decidiu seguir a primeira opção. Começou a estudar programação de computadores da IBM para ensinar tudo às meninas do seu time. E prepará-las para o que estava por vir! Vale lembrar que isso foi antes da emergência da sociedade da informação que mudou todas as dinâmicas do mundo e tornou tudo ainda mais rápido e complexo. Algo que pode ser resumido neste gráfico sobre o crescimento exponencial da inovação desde a Idade Média. E no caso do seu time? Como falamos nesse artigo, as tendências de futuro dos negócios, produtos e serviços são como avisos de grandes ondas que estão chegando. Se você souber olhar com antecedência, tem mais tempo de se preparar. Mais do que isso: se o mundo caminha guiado pela incerteza, essa é a sua oportunidade de criar algo novo naquela sala vazia que te oferecerem. 2) Só lidera a corrida quem tem coragem de tomar ações decisivas Em uma época em que os banheiros eram divididos entre brancos e negros, Katherine Goble passava pelo menos 40 minutos todos os dias fora da mesa do escritório. Isso porque o único banheiro para mulheres negras ficava em outro prédio do complexo da NASA, a 800 metros de onde ela estava. E várias vezes ao dia, ela levava seus materiais de trabalho correndo de salto alto até lá -- mesmo em dias de chuva. Em um desses dias, o líder do projeto, Al Harrison, perguntou onde ela ia -- e ela contou sobre tudo que estava passando e como isso impedia que ela fizesse um bom trabalho. A atitude de Harrison é exemplo do que um líder pode fazer quando alguém do time chega com um problema. Ele pegou uma marreta e destruiu a placa do banheiro que dizia "colored women". Não existiria mais distinção entre banheiros, cafeteiras ou funcionários. E você, o que faz quando uma pessoa do time apresenta um problema? Você espera para que o problema se resolva sozinho ou toma a ação e derruba os obstáculos? 3) Vence a corrida quem administra melhor o fluxo de informações Seja a corrida espacial, seja a competição de mercado que a sua empresa enfrenta, o modo como as informações fluem dentro da organização é o que determina quem vai cruzar a linha de chegada. Como o filme conta, no projeto de fazer um astronauta ultrapassar a órbita da Terra, por exemplo, as coordenadas de lançamento do foguete e resgate da cápsula são fundamentais tanto para os matemáticos quanto para os engenheiros do projeto. Porém, as reuniões a portas fechadas com autoridades sem a presença de pessoas fundamentais do time levavam a horas perdidas de cálculos e análises que seriam desconsiderados no dia seguinte, por estarem obsoletas. Além disso, com a justificativa de serem confidenciais, as informações dos cálculos por trás da construção dos foguetes e da trajetória da decolagem eram grifadas de preto no relatório, deixando apenas o que parecia "essencial". Nada que não pudesse ser contornado colocando a folha contra a luz para se ler melhor. Mas que poderia ter salvo algumas horas de trabalho improdutivo pela simples transparência de comunicação. É claro que no seu negócio, mesmo com computadores criptografados, não existem tantos segredos. Mas, a reflexão que fica é para você fazer uma revisão no fluxo de informações da sua empresa. Existem pontos de bloqueio ou dificuldades para as notícias fluírem? Isso é causado por excesso de hierarquia, falta de transparência, medo de competição ou diferenças entre áreas? E de que forma isso impacta o desenvolvimento de produtos, serviços e projetos? Você empreendedor é o primeiro que deve se preocupar em eliminar qualquer barreira para um bom fluxo de informações, investigando esses possíveis bloqueios e trabalhando com a transparência. Mesmo que algo pareça muito delicado e difícil de ser comunicado, pense que é melhor seu time ouvir de você do que pelos corredores da empresa. 4) "Na minha cabeça, eu já estou lá." Se hoje parece impossível de acreditar que o homem já tenha pisado na Lua, imagine no início dos anos 1960? Quando uma ideia é tão original que encontra poucas referências no que existe hoje ou já foi feito um dia, cabe ao empreendedor ter uma visão forte sobre essa nova realidade. Para Al Harrison, que liderava o grupo de cientistas e matemáticos, antes mesmo de conseguirem fazer um americano contornar a órbita da Terra, ele já acreditava que a NASA seria capaz de levar o homem para a Lua. Cinquenta anos depois, Elon Musk trabalha com um time de mais de 4 mil pessoas na SpaceX para revolucionar a tecnologia espacial, tornando possível para nós vivermos em outros planetas. Nas palavras dele, "I'd like to die on Mars, just not on impact." (Eu gostaria de morrer em Marte, mas não com o impacto do foguete.) Trazendo para o universo brasileiro, Zica, empreendedora do Beleza Natural, tinha a visão de que uma mulher de cabelos crespos não precisaria alisar ou cortar seu cabelo para se sentir bonita do jeito que é. Levou 10 anos para ela chegar na fórmula do Super-Relaxante que realça a beleza dos cabelos crespos, mas hoje essa visão já é realidade. Passados mais de 35 anos, o Beleza Natural emprega mais de 3 mil pessoas no Brasil e já tem planos de explorar o resto do mundo. E você, como fortalece sua visão para que ela seja cada vez mais nítida para você e para o seu time? 5) Nem sempre ter os melhores ao seu lado te faz vencer a corrida "Como ficamos em segundo lugar em uma corrida de 2?" Essa é a fala de Al Harrison para o seu time depois da notícia de que o cosmonauta Iuri Gagarin era o primeiro homem a viajar pelo espaço. Nesse momento, Al Harrison reúne todo o seu time e se pergunta: onde eles estão errando? Eles têm a tecnologia, as pessoas e, mais do que tudo, a vontade de chegar primeiro. Mas por que, mesmo com os melhores gênios reunidos em uma sala, não conseguiram vencer? Nem sempre ter as melhores cabeças ao seu lado é o suficiente. É preciso uma liderança que desperte o potencial de cada um, o estilo inovador e complementar. O líder é responsável por criar uma dinâmica de trabalho que potencialize o que existe de melhor em cada um e crie uma combinação complementar de habilidades, estilos e personalidades. É preciso também ter um time que, mesmo que seja bom tecnicamente, seja capaz de enxergar além dos números. Se você ainda não tem planos para o fim de semana, coloque na sua lista: Estrelas Além do Tempo é tipo de filme que vale a hora do empreendedor mais ocupado -- e com certeza da empreendedora! E para se aprofundar no tema de formação de times inovadores, sugerimos que você conheça o mini curso gratuito Formando Times Certos para Projetos Inovadores da Endeavor. Criado em parceria com o mentor Maximiliano Carlomagno, ele foi desenvolvido para guiar empreendedores no processo de formação de times complementares e equilibrados. Basta se cadastrar para receber uma série de e-mails que te ajudam a desenvolver as competências da inovação por meio de ferramentas, artigos e exercícios práticos. Créditos da Foto: Hollywood Reporter  ]]>https://endeavor.org.br/o-que-corrida-espacial-tem-ensinar-sobre-o-sucesso-de-times-inovadores/https://endeavor.org.br/?p=22281Mon, 13 Feb 2017 16:54:54 +0000O que o filme Estrelas Além do Tempo tem a ensinar sobre times inovadoresInspirados pelo filme Estrelas Além do Tempo, extraímos as principais lições do projeto que colocou o primeiro americano no espaço em 1962 para os empreendedores que lideram projetos disruptivos. Era o início da década de 1960. Em meio a ameaças de ataques nucleares e incertezas da Guerra Fria, os Estados Unidos corriam contra o tempo. ...Endeavor BrasilLaís GrillettiTue, 21 Feb 2017 15:29:17 +0000Laís GrillettiO que o filme Estrelas Além do Tempo tem a ensinar sobre times inovadoresO que o filme Estrelas Além do Tempo tem a ensinar sobre times inovadoresSucessão do CEO: uma escolha que envolve a perenidade da empresa familiarEm uma empresa familiar, como funciona o processo de sucessão? Entenda o que levar em conta e como se preparar para fazer uma transição bem planejada.

Momento crucial na vida de toda organização, qualquer que seja o seu porte, a sucessão no comando requer atenção e um processo cuidadoso e estruturado, especialmente em empresas familiares. Em geral, as empresas levam anos para realizar essa mudança. Afinal, a escolha terá grande influência nos resultados e na perenidade do negócio e não pode ser feita de maneira açodada ou sem preparo.

Nesse contexto, alguns passos e procedimentos são fundamentais. Independentemente do grau e da estrutura de governança existente,

o primeiro ato é estabelecer um comitê de sucessão que se encarregue de todos os passos necessários para a escolha do nome de quem irá suceder o CEO

Caso já exista na empresa um Conselho de Família, melhor, pois este poderá contribuir para estruturar o comitê que conduzirá o processo sucessório, programando data, definindo formas de escolha e etapas para passagem do bastão. É fundamental que este comitê de sucessão garanta total transparência perante todos os envolvidos: fundador/fundadores, familiares, CEO atual, principais executivos, etc. Além disso, outras providências e práticas também colaboram para que a transição seja feita de forma assertiva, tranquila e sem qualquer impacto negativo na continuidade do negócio.

Seleção interna de candidatos

Sempre que possível, o ideal é que a escolha do sucessor do CEO recaia sobre um profissional que já atue na empresa. Isso elimina o tempo exigido para que um novo comandante recrutado no mercado possa compreender em detalhes o universo da organização. Para isso, o comitê de sucessão deve preparar uma lista com aqueles profissionais que apresentem potencial para comandar o negócio, sejam eles ligados ou não à família do fundador.

Período de transição

Escolhido o profissional ideal dentre esses “candidatos”, inicia-se a etapa de transição, cujo cronograma já deverá ter sido definido previamente pelo comitê de sucessão. Nessa fase, o CEO atual precisa se dedicar a apresentar o seu sucessor para todas as partes interessadas: funcionários, clientes, fornecedores, mercado financeiro, etc. Importante: a escolha do novo CEO pode implicar um remanejamento funcional entre os principais executivos.

Essa reestruturação deve ser divulgada simultaneamente ao anúncio do novo comandante. Consultoria externa

Respeitada a autonomia do comitê de sucessão, a contratação de uma consultoria externa especializada em gestão e governança corporativa pode ser inportante para um acompanhamento especializado do processo sucessório. Nesse sentido, a consultoria externa:

  • Orienta a formatação dos órgãos de controle necessários para que a sucessão seja implementada com sucesso.
  • Apóia os familiares em todos os assuntos que tenham dificuldade de tratar.
  • Formaliza os processos para que, independentemente de quem assuma o cargo de CEO, o perfil seja validado com a necessidade da companhia e bem como todas as regras sejam cumpridas e implementadas.

Em muitas sucessões, observou-se um grande alívio nas tensões que uma transformação dessa magnitude provoca.

Em um processo de sucessão que acompanhei recentemente, os dois sócios administravam sozinhos a empresa por mais de 40 anos, sem qualquer envolvimento dos filhos na gestão. Até que chegou o momento de pensar no sucessor. Eles decidiram chamar uma consultoria para guiar o processo.

Depois de algumas reuniões, foram identificados quem eram os herdeiros interessados no processo de sucessão e quem eram aqueles que continuariam fora da gestão. A partir daí, foi diagnosticado quem estava mais preparado, em que posições eles contribuiriam na companhia e como seria o processo de desenvolvimento deles.

Foi definido, nesse caso, que seria contratado um CEO externo para trabalhar em conjunto com o fundador preparando um dos sucessores interessado em ser o futuro líder. Em paralelo, existe também um importante trabalho de disseminar os valores e o propósito da empresa pelos colaboradores e bem como o futuro CEO, para que ele se mantenham vivo mesmo depois da saída do fundador.

Processos como esse variam muito em termos de prazo de conclusão da sucessão, podendo durar de poucos meses a anos, dependendo do quão preparado está o futuro presidente. Anos depois, o que se vê é que essas empresas familiares experimentam uma evolução e aprimoramento de processos e modernização da gestão, conservando os valores fundamentais.

Além disso, o exercício de governança para sucessão define regras formais e objetivas que, além de serem legitimadas pelo fundador, deixam uma percepção bastante positiva entre stakeholders e players do mercado, de que a rota traçada está validada por todos os envolvidos, em um processo conjunto.

Para o fundador, passar o bastão exige muita sabedoria e maturidade, mas também muito desprendimento e capacidade de articular o processo, de maneira interdependente. Ele pode seguir participando das decisões, como parte do Conselho Administrativo ou Consultivo, mas deixa o novo CEO livre para ser o líder nas implementações das estratégias.

Por ser uma transição tão delicada e importante para a empresa, o plano sucessório precisa ser objetivo e baseado na meritocracia, independentemente da relação dos herdeiros e outros membros da família no negócio. Se bem realizado, esse processo de sucessão é o começo de um novo capítulo na história da empresa, que ainda terá muitos outros pela frente.

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https://endeavor.org.br/sucessao-ceo-uma-escolha-que-envolve-perenidade-da-empresa-familiar/https://endeavor.org.br/?p=22267Fri, 10 Feb 2017 17:38:58 +0000Sucessão do CEO: uma escolha que envolve a perenidade da empresa familiarEm uma empresa familiar, como funciona o processo de sucessão? Entenda o que levar em conta e como se preparar para fazer uma transição bem planejada. Momento crucial na vida de toda organização, qualquer que seja o seu porte, a sucessão no comando requer atenção e um processo cuidadoso e estruturado, especialmente em empresas familiares. ...Endeavor BrasilGeovana DonellaFri, 10 Feb 2017 17:08:41 +0000Geovana DonellaSucessão do CEO: uma escolha que envolve a perenidade da empresa familiarSucessão do CEO: uma escolha que envolve a perenidade da empresa familiar
Mapa das dores do atendimento ao cliente: como ser próximo e eficienteSe o atendimento ao cliente da sua empresa precisa ganhar eficiência, sem perder o contato personalizado e único com cada consumidor, conheça as opções disponíveis para criar um sistema de atendimento inteligente.

Um dos grandes desafios desta década é conseguir uma relação saudável entre custos e qualidade nos serviços e produtos.

Essa situação se agrava quando falamos sobre empresas que se propõem a disponibilizar atendimento ao cliente (e, se a sua ainda não faz isso, é melhor começar a mexer os pauzinhos). Uma previsão da Gartner aponta que, nos próximos anos, o principal campo competitivo de qualquer negócio vai ser a experiência do consumidor. Não é preço, não é produto, não é processo: é a percepção do consumidor sobre suas experiências.

E se esse dado não foi suficiente pra deixá-lo com a pulga atrás da orelha, essa previsão vai ainda mais longe: 50% dos investimentos das empresas, nos próximos anos, serão dedicados à experiência do consumidor. O atendimento é base fundamental para que ela seja garantida de ponta a ponta (antes, durante e depois de fazer negócio).

No entanto, atendimento é algo delicado. No Brasil, centrais de relacionamento custam caro e dificilmente refletem o necessário para que os consumidores saiam satisfeitos. Na verdade, o consumidor segue insatisfeito: o estudo Customer Rage, realizado de dois em dois anos, aponta que a satisfação dos consumidores caiu ao longo do tempo, na mesma proporção em que os problemas relatados aumentaram.

Então, como sair desse impasse? Como vencer esse desafio e equilibrar custos sustentáveis com alta qualidade?

Como se diferenciar da média e promover alta satisfação para os seus clientes?

É o que vim contar neste artigo. Vou te mostrar os segredos que vão dar a base para reduzir seus custos de maneira sustentável e, depois, como utilizar essa estrutura para aumentar a satisfação dos seus clientes.

Vamos lá?

Antes, alguns modelos mentais para ajudar:

1 - O cliente não quer ser encantado. Ele quer ter seu problema resolvido. Muito antes de pensar em encantá-lo com mimos e gratificações descontextualizadas, pense em como montar uma estrutura que resolva seus problemas.

2 - Não se atenha a métricas de produtividade: TMA (tempo médio de atendimento) e SLA (ou nível de serviço) devem ser secundárias. Seu indicador-chave é a satisfação dos clientes.

3 - Não aumente o volume de operadores somente por conta da alta demanda. Já existem tecnologias de ótimo custo-benefício que podem dar conta de grande parte da demanda de atendimento. Seus operadores precisam ser altamente qualificados e não só fazer volume para conter a demanda.

O que você precisa para reduzir custos e aumentar a satisfação de seus consumidores

Agora, é hora de colocar a mão na massa. Se você ainda não tem uma central de relacionamento ou quer modernizar a sua de forma a ter custos reduzidos e manter a qualidade, é hora de se atentar a esses métodos e processos comprovados de otimização.

1 - Utilize o Atendimento Inteligente (ou autoatendimento)

Mas o que é isso, necessariamente?

Pode ser feito por uma ura, um FAQ (perguntas frequentes) ou por meio de uma plataforma inteligente, que interprete a demanda do consumidor através de uma linguagem natural, permitindo que o cliente consiga resolver suas dúvidas e solicitações sem a necessidade de um atendente humano (pode ser também acompanhado de um chatbot).

E que impacto isso pode ter para as empresas?

Reduzindo a demanda do atendimento humano, você consequentemente reduz os custos que caem conforme agilidade e nível de interação humana de cada canal.

  • 45% das organizações que oferecem autoatendimento em dispositivos móveis e na web perceberam aumento de tráfego em seus sites e redução de chamadas telefônicas (Destination CRM);
  • 50% das empresas que oferecem autoatendimento em mídias sociais perceberam aumento na satisfação de seus consumidores (Ciboodle);
  • Retenção, em média, de 70% de todas as demandas de um contact center no autoatendimento (NeoAssist);
  • Experiência de 10 vezes menos atendimentos por e-mail e 100 vezes menos atendimentos por telefone (NeoAssist);
  • Comparativo com demais canais (em dólares);

Fonte: Forrester e Oracle

Ao adicionar o autoatendimento, uma empresa pode ter mais de R$ 3 mi em economia anual.

Fonte: SuperOffice

Utilize o Chat

Consumidores gostam do chat. É o canal de comunicação mais rápido e o que já demonstrou trazer mais satisfação após um atendimento.

Gestores podem utilizar um operador para atender simultaneamente mais de um consumidor e ser mais proativos, utilizando estrategicamente o canal em pontos e etapas da jornada do cliente.

Se você acabou de implantar um chat em sua central e ainda não tem muita aderência, crie uma nova estratégia que leve o consumidor a utilizar este canal, levando-o a momentos-chave da jornada.

O Chat é a segunda etapa para observar, de maneira rápida, a otimização dos recursos de sua central e, consequentemente, a redução de custos.

Migre para a Nuvem

Muitas centrais de relacionamento ainda utilizam tecnologias e infraestruturas locais para seus serviços de atendimento, especialmente quando se trata de telefonia.

O mercado global de tecnologia para Contact Centers é estimado em 22 bilhões de dólares, dominado por fornecedores de equipamentos, envolvendo software e hardware. Em 2015, era estimado que apenas 10% dos mais de 14 milhões de operadores de atendimento no mundo todo utilizavam algum serviço na nuvem. A Gartner prevê, porém, que a penetração da nuvem no setor de Contact Centers deve chegar até 13% ao término de 2016.

A demanda por canais digitais tem crescido e, em breve, deve superar o uso de canais de voz, como o telefone (que também já pode ser utilizado na nuvem).

Além dos benefícios financeiros para se usar um serviço na nuvem - sem investimento pesado de capital em equipamentos, baixos custos de integração e sem taxas de upgrade - os gestores se beneficiam de não ter que comprar, instalar e fazer manutenção de hardware e software. Os provedores do serviço serão os responsáveis e eles estarão livres para dedicar seus recursos para otimizar estes processos.

Unifique canais, históricos e métricas

Quando falamos em unificação, é um pouco difícil não lembrar da tendência mais recente no mercado: o omnichannel. Quando falamos de relacionamento com clientes, o atendimento omnichannel já vem ganhando espaço.

Se há pouco tempo entregar múltiplos canais de atendimento era uma demanda, as coisas avançaram tão rápido que isso já não é mais suficiente.

O conceito de multicanalidade está muito distante do que o novo consumidor espera de uma experiência de atendimento.

O mais importante e aplicado a este guia é que oferecer múltiplos canais em diferentes sistemas e utilizar diferentes ferramentas para medir resultados pode ser um impulsionador de custos indesejados a longo prazo.

Estudo realizado pelo Aberdeen Group revela que negócios que não utilizam estratégias omnichannel tem duas vezes mais chances de aumentar os custos em suas centrais de relacionamento.

Sistema Inteligente

Como isso funciona na prática?

Com uma plataforma inteligente, as informações obtidas por meio de atendimentos dos consumidores são transformadas em insights, revelando comportamentos que podem ser previstos. Por exemplo, se um cliente entra em contato com frequência a respeito de dúvidas sobre frete, o sistema consegue prever e encontrar, para o operador, a resposta ideal, entregue da maneira como ele espera.

É importante ressaltar que isso demanda cuidado: o consumidor não quer um atendimento stalker. Ele quer, simplesmente, que a empresa saiba aquilo que ele já compartilhou com ela. Preste atenção para não invadir a privacidade tentando ser proativo.

Dados: medir e agir

Um sistema inteligente é capaz de coletar uma grande quantidade de dados sobre os seus consumidores, bem como interpretar com sucesso o desempenho de sua operação.

E isso é primordial: você só consegue saber o que está errado e como pode melhorar se puder medir e analisar.

Com dados em mãos, otimize e melhore, constantemente.

Esses dados são a maneira mais massiva de obter feedbacks reais das demandas e anseios de seus consumidores. Com um sistema inteligente, a interpretação das informações acontece em tempo real, entregando todas as possibilidades de visão, seja sobre cada consumidor, sobre um grupo, sobre a performance de seus operadores e por aí vai.

Algumas palavrinhas finais

Quis nesse artigo te ajudar, muito antes de somente reduzir os custos de sua central, a entender porque isso é importante para o seu negócio e para o seu cliente. Como dissemos antes, muito mais do que um alívio financeiro, a busca por redução de custos de forma inteligente é um excelente caminho para aumentar a satisfação do novo consumidor e entregar-lhe a melhor experiência. Por isso quis te passar as técnicas mais modernas e efetivas para otimização de centrais de relacionamento. Começamos com uma estrutura: um sistema inteligente que unifique todos os canais de atendimento em uma única interface para a empresa e uma única experiência para o consumidor, tendo como carro chefe os canais campeões em redução: o chat e o autoatendimento.

Por fim, essa plataforma precisa conseguir medir os resultados das ações realizadas. No entanto, cada SAC é um SAC. Cada central é uma central. É a partir daí que você precisa se dedicar a entender, cada vez mais, o comportamento do seu cliente e como atendê-lo cada vez melhor. E, quanto mais investir seu tempo e seus esforços nisso, mais vai perceber seus clientes satisfeitos, até que os custos deixem de ser vistos como custos e sim como investimento.

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https://endeavor.org.br/mapa-das-dores-de-atendimento-ao-cliente-como-otimizar-o-relacionamento-usando-um-sistema-inteligente/https://endeavor.org.br/?p=22231Thu, 09 Feb 2017 17:01:07 +0000Mapa das dores do atendimento ao cliente: como ser próximo e eficienteSe o atendimento ao cliente da sua empresa precisa ganhar eficiência, sem perder o contato personalizado e único com cada consumidor, conheça as opções disponíveis para criar um sistema de atendimento inteligente. Um dos grandes desafios desta década é conseguir uma relação saudável entre custos e qualidade nos serviços e produtos. Essa situação se agrava ...Endeavor BrasilAlbert DeweikThu, 09 Feb 2017 15:01:07 +0000Albert DeweikMapa das dores do atendimento ao cliente: como ser próximo e eficienteMapa das dores do atendimento ao cliente: como ser próximo e eficiente
Matriz de foco para empreendedores: como priorizar as ações de maior impacto?Com tantos caminhos possíveis, como definir qual é a ação com mais impacto para a sua empresa? Use a matriz Domínio-Impacto-Custo para descobrir.

Nos últimos anos tenho trabalhado com diversas startups de diversos países. Recentemente, pensando sobre as discussões que mais se repetiam e que tinham relevância, deparei-me com uma frase que sempre aparecia nas conversas: “Preciso focar, mas como? ”.

A vida de um empreendedor é conhecida pela maioria de vocês, leitores. Uma grande ideia na cabeça de poucos. Em pouco tempo, a ideia ganha vida e mais pessoas se juntam ao time. Com mais um pouco de tempo, as receitas começam, a busca por investidores se acelera e o crescimento, em todos os aspectos, se torna uma realidade. Em todo este processo, recorrentemente existe um diálogo entre oportunidades e recursos, ou seja, concentrar-se no que realmente interessa com o que se tem disponível, seja dinheiro, tempo, pessoas ou contatos. Ao longo desta jornada desenvolvi um approach para ajudar os empreendedores a responder a factícia questão: “Preciso focar, mas como? ”. Chamo este approach de “Domínio-Impacto-Custo”.

Deixando subjetivismos e achismos de lado, o processo de decisão passa por racionalizar os pensamentos, caminhos e resultados nas situações existentes por meio da alocação de todas informações em duas matrizes 2x2.

1ª Matriz: Domínio-Impacto

A maioria das conversas sempre começa sem a discussão básica sobre o nível de domínio que temos sobre um resultado. De que adianta gastarmos um bom tempo discutindo ou trabalhando em questões nas quais não dominamos o direcionamento, o resultado ou as variáveis? Costumo dizer: “Se a Mega-Sena é um jogo de azar, por que deveríamos gastar mais de 5 segundos em quais números vamos jogar? Gastar tempo com isto faz com que possamos melhorar nosso resultado? (lembro: subjetivismos e achismos de lado!).

Após separar aquilo que realmente dominamos do que não dominamos, a grande discussão é sobre a relevância do impacto desta conversa, afinal, por que gastaríamos quaisquer recursos com uma discussão com pequeno impacto?

Quando somos capazes de separar as discussões nos quadrantes da matriz “domínio-impacto”, conseguimos chegar na primeira fase do “preciso focar”, pois com este exercício, somos capazes de deixar de nos preocupar com aquilo que não dominamos e, dentro do que dominamos, somos capazes de deixar de lado as ações que têm baixo impacto.

Foque no que você domina e que terá alto impacto em sua empresa. 2ª Matriz: Impacto-Custo

Após a primeira fase do “preciso focar” concluída, resta mesmo entender o quão complicado é atingir o que queremos em cada ação. Neste sentido, a regra aqui é simples: a famosa lei do custo-benefício, associada aos recursos disponíveis.

Após a seleção das ações de alto impacto, uma nova distinção por relevância é importante, pois sempre temos a tendência de considerar tudo importante. Portanto, separar novamente as ações nos obriga a ir a um ótimo nível de foco.

Na outra ponta, cada vez que você separa as ações de acordo com a importância, deve associá-la ao custo. Custo aqui não é apenas o financeiro, mas qualquer tipo de custo, incluindo os intangíveis.

Após a conclusão da segunda fase do “preciso focar”, ficam claras (em especial, por causa da visualização) quais ações de fato merecem foco, pois as ponderações ao longo do processo garantem uma organização de ideias e relativizações por fatores importantes para qualquer empreendedor.

Foque no que tem o menor custo com o maior impacto possível em sua startup.

Ou seja...

Foque no que você domina e que terá alto impacto em sua startup e depois concentre-se no que tem o menor custo com o maior impacto possível em sua startup.

Um exemplo interessante de aplicação destas duas matrizes foi o caso de uma startup do setor de entregas que trouxe uma questão: o desenho do modelo de negócios resultava em três possíveis tipos e eles tinham muita dificuldade de decidir por qual optar. Perguntei como os modelos tinham sido definidos e a resposta foi: pensamos no que investidores gostariam de ver e então decidimos como modelar os possíveis modelos de negócios. O ponto é: como você pode definir algo baseado na expectativa de dezenas de possíveis investidores? Você nunca terá esta resposta!

No final, fizemos um grande trabalho e definimos dois modelos de negócios baseados nos recursos disponíveis e com a consciência que eles poderiam ser ajustado à medida que novos recursos fossem disponibilizados. Dentre os dois, escolhemos aquele que teria o maior impacto e, neste caso, definimos impacto como potencial de escalabilidade, pois investidores adoram isto! Todo este processo sempre considerando o custo de cada escolha.

Sanity Check dos Resultados do “Domínio-Impacto-Custo”

Qualquer simplificação do processo decisório necessariamente leva a resultados que parecem claros, mas podem carecer do que chamo de "sanity check" (algo como verificação de sanidade, em português).

Temos uma tendência natural de criar lógicas reservas após atingirmos um resultado criado por nós mesmos. Ou seja, temos uma tendência de adaptar a lógica do pensamento para manter nossa conclusão válida. Fenômenos estudados nas Finanças Comportamentais, como ancoragem, explicam isto. O sanity check é uma forma de testar a qualidade do resultado, não necessariamente revendo todo o processo, mas fazendo simples testes da consistência dele.

Sempre busco usar dois conceitos para testar a “sanidade” do resultado.

Regra do 80-20: Tenha certeza de que você identificou as ações realmente importantes, que carregam a maior relevância. Por exemplo, se estiver discutindo possíveis investimentos em soluções de controle de qualidade, certifique-se que seu investimento atacará 80% dos defeitos que são oriundos de 20% dos processos.

Outro exemplo: ao focar seu time de desenvolvimento em uma ação, pergunte-se: os custos de desenvolvimento demandarão 80% do esforço (em tempo e recursos) para produz 20% do código ou 80% do código será produzido com apenas 20% do esforço?

Dinâmica de Sistema: Nada em um sistema (e uma ideia ou startup é um) está isolado. Desta forma, ao atacarmos algo, sempre iremos afetar outro elo ou área do sistema. Portanto, é de suma importância entendermos a consequência da ação sobre outra parte do sistema e ter a certeza que esta área não será danificada, demandando novos recursos para consertá-la.

Pense: Deslocar 10% do tempo do CEO para esforços comerciais gera um aumento da carteira em 50%. Isto significa que é uma ação de alto impacto e baixo custo? Agora pense que o aumento expressivo de sua carteira de clientes demanda um time de atendimento ao cliente com mais 10 pessoas, e o recrutamento e treinamento demandam 4 meses por pessoa. Ainda é uma ação de alto impacto e baixo custo?

Preciso focar, mas como? Com o approach “Domínio-Impacto-Custo” é possível racionalizar decisões, ser prático e deixar nossos subjetivismos e achismos de lado. Agora é com você! Use essa matriz para definir as prioridades da sua empresa e garantir que tudo o que hoje é considerado prioridade, realmente é o mais importante.

Para se aprofundar, conheça também as ferramentas:

Matriz de Gestão do Tempo

5W2H para Gestão de Projetos

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https://endeavor.org.br/matriz-de-foco-para-empreendedores-como-priorizar-acoes-de-maior-impacto/https://endeavor.org.br/?p=22221Wed, 08 Feb 2017 20:09:43 +0000Matriz de foco para empreendedores: como priorizar as ações de maior impacto?Com tantos caminhos possíveis, como definir qual é a ação com mais impacto para a sua empresa? Use a matriz Domínio-Impacto-Custo para descobrir. Nos últimos anos tenho trabalhado com diversas startups de diversos países. Recentemente, pensando sobre as discussões que mais se repetiam e que tinham relevância, deparei-me com uma frase que sempre aparecia nas ...Endeavor BrasilDiego BarretoWed, 08 Feb 2017 18:09:43 +0000Diego BarretoMatriz de foco para empreendedores: como priorizar as ações de maior impacto?Matriz de foco para empreendedores: como priorizar as ações de maior impacto?
Você vai até seu cliente só para validar suas ideias ou para criar algo realmente novo?A Geekie está trabalhando lado a lado com os seus clientes, por meio da cocriação. O resultado é uma ferramenta inovadora porque foi pensada desde o início por e para os educadores.

Como empreendedor, é provável que você já tenha vivido um momento eureka. A ideia genial, inovadora, que faz com que tantos brasileiros abandonem empregos formais, férias e carteira assinada, para enveredar pelos caminhos do próprio negócio. Ninguém mais pensou no que você pensou e você tem a certeza do sucesso.

Em geral, quando esse momento ocorre, o empreendedor tem um único instinto: fechar-se num escritório e trabalhar duro. O que há de errado nessa cena?

Agora, avance alguns anos. No Brasil, 6 a cada 10 empresas fecham antes de completar 5 anos - o dado é da pesquisa Demografia das Empresas, divulgada em 2016 pelo IBGE. De acordo com a Bloomberg, o cenário global é ainda mais crítico: 80% não sobrevivem aos primeiros 18 meses da empreitada.

Ainda que a culpa tenda a cair sobre o excesso de burocracia, outros obstáculos são chave para um resultado tão desanimador. Para a Forbes, o empreendedor Eric T. Wagner listou os cinco motivos que mais frequentemente levam um novo negócio à falência; o primeiro colocado, uma máxima que vale em qualquer ponto do globo: não entrar em contato o suficiente com seus clientes, por meio de interações profundas.

Mais fácil falar do que fazer. Se você está pensando "até aí, nada de novo no horizonte", pense novamente: Não bastam tuítes ou e-mails, a comunicação profunda requer conversa -- seja presencial, seja por Skype, ou por qualquer que seja a melhor ferramenta para o seu cliente (não para o empreendedor). Quanto mais envolvido o cliente estiver desde o princípio do processo de criação, menores as chances de o produto chegar ao mercado e não atender às suas necessidades, gerando prejuízo para a empresa.

Muitos empreendedores, entretanto, relutam em insistir nessa aproximação por conta de algumas ideias pré-estabelecidas:

  • Paixão pela ideia: quando há a certeza de que seu produto ideal é aquilo de que o clientes precisam, o empreendedor acaba fechado a críticas e sugestões -- que, frequentemente, tornariam a solução mais viável no mercado. Apaixone-se pelo problema que quer resolver, não pela ideia inicial. Caso contrário, todo o tempo gasto fechado em uma sala, trabalhando sozinho, será tempo perdido.
  • Receio de incomodar o cliente: dar o primeiro passo pode ser desconfortável e até mesmo deixar o empreendedor com uma sensação de vulnerabilidade. Porém, o que observamos aqui na Geekie, empresa de tecnologia educacional, foi uma abertura das escolas, que se sentiram valorizadas e reconhecidas quando convidadas a contribuir com um produto -- sem falar que, depois de participarem da criação, os níveis de engajamento subiram muito!

A palavra-chave, portanto, é cocriação.

Muito mais do que estabelecer diálogo, a cocriação implica não construir uma solução para o seu cliente, mas construir com ele.

Dois professores da Michigan Business School, Prahalad e Ramaswamy, definiram a cocriação como "a criação conjunta de valor por empresa e cliente, permitindo que o cliente co-construa sua experiência para melhor atender ao seu contexto".

A jornada da Geekie para compreender a cocriação

Quando começamos a explorar o ensino adaptativo, acredito que ainda estávamos aprendendo o valor da cocriação. Há diferenças básicas entre perguntar algo para validar sua ideia (diálogo) e abrir espaço para que o cliente participe ativamente, chegando a alterar o curso original de um produto (cocriação).

Podíamos verificar, após conversar com educadores, que o conceito de personalizar a educação conforme as lacunas na aprendizagem de cada aluno teria adeptos. Isso foi suficiente para que começássemos os trabalhos: foram meses focados em desenvolver um poderoso algoritmo de personalização que realizasse um diagnóstico apurado do usuário e, a partir dele, oferecesse uma trilha individual de conhecimento.

Porém, pelo fato de não termos educadores envolvidos ao longo do processo de criação, foi preciso ir às escolas com um produto pronto para que percebêssemos o que, para diretores e professores, talvez tivesse sido claro meses antes -- sem features que permitissem a interação do professor na plataforma, ela acabaria conflitando com a rotina de uma sala de aula com 30, 40 alunos.

Feedbacks desse tipo não paravam de chegar; faltava protagonismo ao professor, faltava relação entre o conteúdo do Geekie Lab e o planejamento estipulado pelo colégio. Nossos desenvolvedores se debruçaram sobre outro desafio, dessa vez, garantindo que o cliente estivesse envolvido desde o princípio. Foram os primórdios da nossa ferramenta de maior sucesso, a Tarefa de Casa.

A construção da Tarefa de Casa passou por três grandes etapas:

  • Cocriação na ideação: fomos atrás de professores que topassem conversar conosco, por Skype, por telefone ou na própria escola. Nesse momento, ainda não tínhamos ideia do que a solução iria se tornar, mas precisávamos ouvir suas críticas e necessidades.
  • Cocriação no desenvolvimento: a partir desse brainstorm, desenvolvemos um protótipo. Convidamos 13 professores para que viessem até a sede da Geekie, em São Paulo, testassem a versão inicial e dessem feedback aos nossos desenvolvedores.
Escolhemos não só professores engajados na plataforma, mas também os mais resistentes, que representavam um desafio para a aceitação da Geekie dentro da instituição. O protótipo possuía falhas, mas isso estava alinhado e todos chegaram dispostos a devolver críticas honestas, construtivas. Choveram palpites: Poderiam mandar a mesma tarefa para mais de uma turma? E se colocassem também o prazo de entrega? As funcionalidades que cumpriam os quesitos 1. maior impacto, 2. menor esforço e 3. urgência foram priorizadas e inseridas na feature.
  • Cocriação no refinamento: A Tarefa de Casa passou por ajustes e foi oferecida gratuitamente a uma base de 4.500 professores que validaram sua utilidade. Já nessa fase coletamos resultados muito positivos: 77% aprovavam a ferramenta. Antes de a terceira versão ser lançada no Geekie Lab para toda a rede, recebeu mais uma série de pequenos ajustes para facilitar a navegação e agilizar o trabalho dos educadores.

Quando lançamos a Tarefa de Casa, observamos o sucesso gerado pela cocriação: 89% dos usuários julgaram que era útil! Com ela, o professor poderia criar lições de casa por meio de um banco de questões de Enem e vestibulares, agendar o envio e a data de entrega, acompanhar em tempo real a participação da classe, além de receber relatórios de desempenho apontando as questões com maior e menor índice de acerto, resultado individual e por turma. Ao benefício de envolver o professor na personalização, somou-se outro: o tempo gasto por ele para criar, enviar e corrigir tarefas sofreu uma redução de 30 para 5 minutos - uma economia de até 20 horas mensais.

A praticidade abre espaço para a inovação

Tradicionalmente, a escola é um ambiente resistente a mudanças. Quando falamos de tecnologia educacional, surge uma série de receios: se profissionais mais velhos serão capazes de acompanhar o universo digital, se as ferramentas vão tomar mais tempo do professor, ou mesmo se as máquinas tornarão educadores obsoletos. Ao cocriar uma ferramenta e adaptar seu uso à sua rotina, eliminamos esses medos.

A Tarefa de Casa resolve um problema real e urgente. Porém, mais do que isso, ela abre as portas da escola para uma inovação verdadeiramente disruptiva. Por meio de uma funcionalidade de caráter prático, introduzimos uma plataforma de aprendizagem personalizada com potencial de, no longo prazo, transformar a Educação -- ao mesmo tempo, facilitando seu uso e tornando nossos clientes parceiros leais em toda a jornada da Geekie.

Créditos da foto: Renato Stockler/Na Lata

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https://endeavor.org.br/voce-vai-ate-seu-cliente-para-validar-suas-ideias-ou-para-criar-algo-realmente-novo/https://endeavor.org.br/?p=22217Wed, 08 Feb 2017 10:55:43 +0000Você vai até seu cliente só para validar suas ideias ou para criar algo realmente novo?A Geekie está trabalhando lado a lado com os seus clientes, por meio da cocriação. O resultado é uma ferramenta inovadora porque foi pensada desde o início por e para os educadores. Como empreendedor, é provável que você já tenha vivido um momento eureka. A ideia genial, inovadora, que faz com que tantos brasileiros abandonem ...Endeavor BrasilEduardo BontempoFri, 10 Feb 2017 18:21:16 +0000Eduardo BontempoVocê vai até seu cliente só para validar suas ideias ou para criar algo realmente novo?Você vai até seu cliente só para validar suas ideias ou para criar algo realmente novo?
Santander lança programa para apoiar empresas que mudem relação das pessoas com os bancosPrograma em parceria com a Endeavor busca acelerar o desenvolvimento de 5 empresas.

O setor bancário é um dos exemplos mais evidentes de como a tecnologia muda a relação das pessoas com as empresas - pense em tudo o que você pode fazer hoje pelo celular, a qualquer hora e lugar, e que há não muitos anos exigia obrigatoriamente uma visita a uma agência. E, muitas vezes, essas transformações partem de empresas de alto crescimento, antes de chegar aos clientes dos grandes bancos. Para ajudar negócios inovadores a maximizar seu potencial de crescimento e de impacto, o Santander criou, em parceria com a Endeavor, o programa Radar Santander.

O programa, que terá duração de 7 meses, vai apoiar o desenvolvimento de 5 empresas que tenham o sonho de transformar a forma como as pessoas se relacionam com os bancos e com o dinheiro. Para isso, os empreendedores terão acesso a executivos do Santander, mentores da Endeavor e a uma rede de networking e ajuda mútua formada por pessoas com desafios muito parecidos com os seus. As inscrições vão até 24 de março.

O Radar Santander vai oferecer uma jornada de trabalho personalizada, de acordo com as necessidades do negócio e o perfil do empreendedor. Enquanto um mentor-padrinho da Endeavor vai apoiá-lo nos desafios internos de gestão do negócio, um executivo do Santander vai ajudá-lo a entregar seu produto ou serviço para o mercado que existe da porta para fora. O empreendedor também terá acesso facilitado à rede de clientes e à base de parceiros do Santander, o maior banco internacional presente no país.

“Vamos selecionar empresas que queiram crescer, com DNA empreendedor, que buscam inovar no mercado financeiro. Às empresas escolhidas, baseadas em critérios como grau de inovação, valor agregado para o banco, modelo de negócios e qualificação dos empreendedores, vamos dar o apoio necessário para que seus projetos possam se tornar ainda maiores”, afirma Sergio Rial, presidente do Santander.

Apesar de ser uma iniciativa de um banco, o Radar Santander não está em busca apenas das fintechs, as empresas de serviços financeiros baseados em tecnologia. Pode participar qualquer empresa que repense a forma como o mundo financeiro se relaciona com as pessoas e com outros negócios, incluindo os seguintes exemplos:

- Canais de relacionamento: inovação na forma como o cliente e o mercado interagem com a indústria financeira)

- Oferta: processos e modelos de oferta assertiva e adequada a clientes (CRM, Big Data etc.)

- Meios de pagamento

- Gestão de risco: aprimoramento e inovação nos modelos de originação, cobrança, recuperação e prevenção a fraudes

- Processos: desburocratização de processos internos para maior excelência operacional

- Pessoas: inovação no modelo e na plataforma de gestão de recursos humanos

Essas empresas devem estar em fase de crescimento, no momento certo para dar um grande salto de desenvolvimento, e ter um modelo de negócios inovador e comprovado pelo mercado. E serem lideradas por empreendedores que sonham grande e têm uma visão transformadora sobre o seu setor.

Após o período de inscrição, serão escolhidas 10 empresas para participação em um evento de seleção, em 27 de abril, no qual os empreendedores farão um pitch sobre seus negócios para membros da rede Endeavor e executivos do Santander. Destes, 5 serão selecionados para participar do programa, entre maio e novembro.

Ao contrário de outros modelos de programas de aceleração, o Radar Santander não exige que os empreendedores cedam participação acionária no negócio ou vinculem a propriedade intelectual desenvolvida ao banco.

Se você, empreendedor, tem o ímpeto de crescer e desafiar o mercado financeiro, inscreva-se no Radar Santander clicando aqui.

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https://endeavor.org.br/santander-lanca-programa-para-apoiar-empresas-que-mudem-relacao-das-pessoas-com-os-bancos/https://endeavor.org.br/?p=22194Tue, 07 Feb 2017 18:56:04 +0000Santander lança programa para apoiar empresas que mudem relação das pessoas com os bancosPrograma em parceria com a Endeavor busca acelerar o desenvolvimento de 5 empresas. O setor bancário é um dos exemplos mais evidentes de como a tecnologia muda a relação das pessoas com as empresas – pense em tudo o que você pode fazer hoje pelo celular, a qualquer hora e lugar, e que há não ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 07 Feb 2017 21:09:23 +0000Endeavor BrasilSantander lança programa para apoiar empresas que mudem relação das pessoas com os bancosSantander lança programa para apoiar empresas que mudem relação das pessoas com os bancos
5 coisas que aprendi sobre negócios visitando a China nas fériasDos investimentos à inovação, o que a China pode ensinar ao Brasil sobre negócios e empreendedorismo? Fui até o outro lado do mundo para descobrir -- e compartilho aqui meus principais insights.

A China abriga diversas empresas de tecnologia como Didi, Xiaomi, Tencent e Alibaba em cidades como Beijing, Shanghai e Hangzhou. Ela também possui um grande número de incubadoras, aceleradoras e startups em sua fase inicial e um ambiente bem peculiar de negócios. Por esse motivo, embarquei com 50 empreendedores, a convite do fundo de investimento Monashees, para visitar o país. Um episódio que por si só já mostra como é importante aproveitar seus parceiros e conexões para aprender.

Nos últimos 13 anos, optei por viajar para diversos locais do mundo para entender as diferentes percepções, análises, resultados e soluções de cada local.

Não é à toa que nasci nos EUA, o VivaReal foi idealizado na Colômbia e expandimos para Brasil.

Desde o início eu percebi que quando você se envolve fisicamente em um ambiente diferente do que está acostumado, é natural mudar suas percepções e perspectivas.

É por isso que, durante a minha estadia na China, tive cinco grandes aprendizados em relação ao mercado e que podemos usar para empreender no Brasil.

1) A velocidade é um tema muito sério na China

Sério, esse foi um tema muito recorrente na viagem. Os empreendedores e empresas chinesas são obcecados por velocidade e sempre havia um “profundo senso de urgência” -- ainda mais relacionado às startups.

Depois de passar anos no Brasil e na Colômbia, minha reflexão é que o nosso senso de urgência não é suficientemente alto. No Brasil, temos um ritmo muito mais lento e isso realmente contrastou com meus últimos dois anos -- isso porque muitos consideram o VivaReal uma empresa ágil e inovadora.

2) Cópia é comemorada, mas há alguns sinais de inovação na China

Eu me senti incomodado ao visitar empresas como Xiaomi e Baidu. Desde a embalagem da empresa de gadgets ser exatamente igual à da Apple e até a história da fundação de Baidu ser idêntica à do Google, percebi claramente que os chineses copiam tudo o que consideram bom. E eles pregam, celebram e não se incomodam por otimizar e se inspirar em players consolidados.

Claro que a China é muito mais que uma produtora de cópias. Eles estão identificando oportunidades para se adaptarem às necessidades globais e locais, e isso requer um nível alto de inovação. Conectando ao primeiro aprendizado, uma das razões pelas quais eu acredito que eles sejam tão rápidos, é o fato de eles copiarem muitas empresas e produtos. Entretanto, chega uma hora em que eles precisam inovar ou construir algo melhor ainda -- e ganham escala, aprendizados e reconhecem quais são os melhores caminhos.

O meu incômodo inicial trouxe uma reflexão interessante de que é necessário certificar-se de que em algum momento você precisa atender às necessidades do mercado local e inovar, mesmo que uma determinada empresa ou solução global faça seus olhos empreendedores brilharem. Em determinados momentos, é possível se inspirar em outras empresas e, a longo prazo, isso não se sustenta. Parece óbvio, mas muitos esquecem de entender o seu cliente de forma mais focada.

3) As empresas de tecnologia na China estão pensando grande

Eu imploro aos empreendedores de tecnologia no Brasil para pensarem e agirem grande. Eu estava recentemente em um painel no CEO Summit e me lembro do que o David Vélez, fundador do Nubank, disse: "No Brasil muitas pessoas dizem que não podemos fazer isso ou aquilo”. Precisamos começar a desenvolver uma mentalidade disruptiva, quebrar paradigmas e dizer "Não importa! Vamos fazer isso!".

O povo brasileiro é criativo. Agora, por que não estamos construindo grandes empresas inovadoras?

Não é necessário ser disruptivo desde o primeiro dia, mas a visão transformadora precisa estar presente. O WeChat, um concorrente do Whatsapp, possui mais de 600 milhões de usuários no mundo e criou um ecossistema de funcionalidades incríveis que eu nunca havia visto. No VivaReal, queremos que toda a cadeia do setor imobiliário tome as melhores decisões de forma transparente -- na venda, na compra, no aluguel e até mesmo onde investir na corporação. Eu sinto que estamos longe dessa proposta, mas comemoramos cada conquista e melhoria sempre motivados para atingir essa visão. Para nós, os próximos 10 anos serão realmente emocionantes. É por isso que faço um pedido: expanda sua visão, seja transformador e sonhe grande!

4) Venture Capital está prontamente disponível na China

Conheci uma empresa online do mercado imobiliário chinês que levantou mais de US$ 500 milhões no último ano! O acesso a investimentos é impressionante no país asiático e, para mim, um dos fatores que contribuem para esse ecossistema favorável é que os empresários chineses vão atrás de oportunidades maiores.

No Brasil, somos muito tímidos e temos receio de sonhar grande, apesar do nosso capital humano, mercado e outros fatores são incríveis. Houve um momento no país em que os investidores desconfiavam, já se entusiasmaram e, agora, estamos vendo um momento em que o país e investidores estão mais criteriosos e também abertos para fazer apostas em empresas com conceitos bem estruturados. Eu me tornei um investidor-anjo e planejo continuar investindo no Brasil nas próximas duas décadas.

O que eu gostaria de verdade é não ouvir mais desculpas sobre a falta de acesso ao capital. Eu nasci em Sebastopol, na Califórnia e com população de 7.000 habitantes, e saí de casa aos 18 anos. No início do VivaReal, eu não frequentava uma escola de nível superior, não possuía um MBA e não conhecia ninguém no mundo dos negócios. Já ouvi que eu tive vantagens por conhecer o Vale do Silício, ser americano. Mas, na realidade, criamos uma startup com recursos próprios, fomos rejeitados dezenas de vezes por investidores e quase quebramos. Por determinação pura e esforço, conseguimos.

5) Existe uma forte mentalidade vertical, de cima para baixo, na China

As decisões na China são realizadas verticalmente, ou seja, da gestão para a operação. Com relação à minha experiência como fundador, coloquei na balança ambos os lados. Eu busco ser enfático naquilo que vislumbro e evito horas de discussões, mas também aprendi a abrir espaço para muitas pessoas assumirem a liderança. No início do VivaReal, as decisões sobre o que precisava ser executado partiam muito mais dos cofundadores. Nós ajustamos o tom com o que esperávamos em relação à cultura, precisávamos fazer isso. Tínhamos certeza sobre o que precisávamos construir, sem desviar do curso ou perder tempo.

Velocidade é a vantagem competitiva definitiva para uma startup, especialmente se estiver competindo com concorrentes maiores.

É por isso que ter uma visão clara é importante. Com isso, você consegue tomar ações rapidamente com base naquilo e naqueles que o apoiam, sabendo o que é interessante para curto, médio e longo prazo.

A startup, em geral, costuma manter sua essência de dinamismo, inovação e outras características mesmo com uma equipe maior e mais experiente. O desafio do empreendedor é permitir que a equipe e gestão tenham espaço para ir longe, evitando a microgestão.

Durante a minha visita à China e com a eleição de Donal Trump, me fizeram uma pergunta diante do cenário.

Se você tivesse que escolher apenas uma das opções, você diria que construir uma empresa é mais uma democracia ou uma ditadura?

Deixando a política de lado, a pergunta é muito provocante.

Acredito que a construção de uma empresa é uma “ditadura” benevolente, você precisa capacitar e ouvir a todos em seu processo de tomada de decisão como gestor. Isso não significa que você precisa tomar todas as decisões, mas alguém precisa definir e garantir que a visão está sendo seguida. Também não é justificativa para passar por cima das pessoas com suas ideias e ser um tirano total.

Como empreendedor, você trabalha para ajudar a sua equipe a colher as melhores ideias e, em seguida, definir qual é o caminho certo que a empresa deve seguir para ser capaz de executar uma visão ousada. A visão e soluções não são estáticas, nem resultados do que sonhou em um dia. Elas são uma soma de suas experiências e feedbacks que recebe. Você não precisa dizer a todos o que fazer, mas você precisa dizer a todos para onde você quer ir.

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https://endeavor.org.br/5-coisas-que-aprendi-sobre-negocios-visitando-china-nas-ferias/https://endeavor.org.br/?p=22207Tue, 07 Feb 2017 18:44:36 +00005 coisas que aprendi sobre negócios visitando a China nas fériasDos investimentos à inovação, o que a China pode ensinar ao Brasil sobre negócios e empreendedorismo? Fui até o outro lado do mundo para descobrir — e compartilho aqui meus principais insights. A China abriga diversas empresas de tecnologia como Didi, Xiaomi, Tencent e Alibaba em cidades como Beijing, Shanghai e Hangzhou. Ela também possui ...Endeavor BrasilBrian RequarthFri, 10 Feb 2017 18:21:04 +0000Brian Requarth5 coisas que aprendi sobre negócios visitando a China nas férias5 coisas que aprendi sobre negócios visitando a China nas férias
Kit de Vendas 2.0: 7 materiais para desenhar sua estratégia de vendas em 2017]]>https://endeavor.org.br/kit-vendas-2017/https://endeavor.org.br/?p=22185Tue, 07 Feb 2017 14:10:13 +0000Kit de Vendas 2.0: 7 materiais para desenhar sua estratégia de vendas em 2017Cadastre-se e receba sete materiais gratuitos para empreendedores que querem acelerar o crescimento do seu negócio, a partir de um processo estruturado de vendas e pós-vendas. Nesse Kit gratuito, você vai receber: 1. Vídeo | Como Fazer um Plano de Vendas para Vencer na Crise? 2. eBook | Funil de Vendas na Prática 3. Artigo ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 07 Feb 2017 12:10:13 +0000Endeavor BrasilKit de Vendas 2.0: 7 materiais para desenhar sua estratégia de vendas em 2017Kit de Vendas 2.0: 7 materiais para desenhar sua estratégia de vendas em 20175 Maneiras de Cultivar a Cultura Empreendedora no Brasil (para você começar agora!)Existem várias ações que ajudam a construir um país mais empreendedor com um ambiente de negócios melhor. E elas também estão ao seu alcance!

Você já parou para se perguntar qual é o seu papel na transformação do Brasil?

Não falamos apenas de criar um negócio, contratar funcionários e se preocupar com o fluxo de caixa no final do mês. Empreender vai muito além dos muros da sua empresa. Começa no escritório, na formação de uma equipe empreendedora, atravessa a rua e se transforma em exemplo na vizinhança, expande para a cidade em forma de inspiração e, aos poucos, constrói uma cultura mais empreendedora no Brasil.

Você tem olhado da porta pra fora? Veja algumas maneiras de você começar a semear essa cultura empreendedora, onde estiver e do jeito que puder:

1) Seja o mentor de alguém

Não é preciso atingir o alto da montanha para começar a mentorar alguém. A soma dos seus erros e acertos pode gerar um aprendizado muito valioso para quem ainda está no começo da jornada. Coloque-se à disposição para marcar conversas, bate-papos e cafés com quem também está empreendendo ou ainda está apenas na faculdade. E aproveite esses encontros para provocar, alimentar e instigar o outro a pensar o novo o tempo todo!

2) Conte sua história para mais gente

Todo mundo tem um Day1 - aquele dia em que a ficha cai e você percebe que toda a sua vida te levou até aquele momento. Com a consciência do seu papel no mundo, do que você tem para realizar e de quem quer levar com você, "louco" vai soar como um elogio. Compartilhe sua história com mais gente, nas conversas de bar, nos espaços de networking ou em um post no Medium. Mas lembre-se e contar todas as curvas e percalços que passou, para ninguém acreditar que o sucesso é uma trajetória em linha reta.

3) Troque a reclamação pela ação

Já existe muita gente irrigando as ervas daninhas do pessimismo que dizem que o Brasil não vai para frente. Em vez de adubar essas discussões, cultive conversas mais otimistas e torne-se o exemplo. Encontre as lacunas de conhecimento que te impedem de ser um empreendedor, um gestor ou um líder melhor e busque a capacitação certa para você crescer!

4) Comece com o mais próximo

Antes de tentar mudar o mundo, o que você pode mudar na sua empresa? Forme times mais empreendedores, adeptos a mudanças e inspirados a solucionar um problema dentro ou fora das paredes do escritório. No seu bairro, incentive ações de responsabilidade social, crie parcerias e provoque mudanças. Nas suas redes sociais, compartilhe conteúdos enriquecedores, ligados ao que você acredita, e que podem ajudar outras pessoas a empreender também.

5) Doe para a Endeavor

Há 15 anos, trabalhamos para cultivar um ambiente empreendedor melhor com empreendedores mais qualificados. Se você acredita nesse trabalho, contribua com a sua doação para amplificar nosso impacto em 2016.

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https://endeavor.org.br/10-maneiras-de-cultivar-cultura-empreendedora-brasil-para-voce-comecar-agora/https://endeavor.org.br/?p=15020Tue, 07 Feb 2017 13:16:35 +00005 Maneiras de Cultivar a Cultura Empreendedora no Brasil (para você começar agora!)Existem várias ações que ajudam a construir um país mais empreendedor com um ambiente de negócios melhor. E elas também estão ao seu alcance! Você já parou para se perguntar qual é o seu papel na transformação do Brasil? Não falamos apenas de criar um negócio, contratar funcionários e se preocupar com o fluxo de caixa ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 10 Feb 2017 18:20:39 +0000Endeavor Brasil5 Maneiras de Cultivar a Cultura Empreendedora no Brasil (para você começar agora!)5 Maneiras de Cultivar a Cultura Empreendedora no Brasil (para você começar agora!)
Como comunicar a estratégia para o time: um plano de ação para o ano inteiroO CEO do GuiaBolso, Thiago Alvarez, compartilha suas iniciativas de onboarding a reuniões semanais para garantir que a estratégia da empresa esteja na ponta da língua de cada um dos funcionários. 

Depois de definidas as prioridades do ano, chegou a hora de engajar o seu time. Mas não se engane acreditando que uma única reunião resolve. Acompanhar a execução da estratégia é tarefa para o ano inteiro. É por isso que o GuiaBolso está com o pé no acelerador desde novembro.

A plataforma de gestão financeira online está com o pé no acelerador desde novembro do ano passado, trabalhando em paralelo com as definições do Planejamento Estratégico e a execução do dia a dia. Das conversas, workshops e reuniões com o time de líderes e o Conselho para definir os caminhos de 2017, surgiu uma decisão: a meta do ano seria definida em apenas um só número. Ousado, fácil de decorar e que já virou bordão entre todas as áreas. Da meta-mãe, desdobrou-se uma única meta para cada área, o que explica como cada um contribui para chegar ao resultado final. Nada de painéis com metas individuais específicas.

Mas, como garantir que todo caminho da visão à meta seja bem comunicado para o time? Que todos estejam comprados com a causa e com clareza de onde direcionar esforços para trazer os resultados mais alinhados com o futuro da empresa?

Esse é o desafio de Thiago Alvarez, CEO do GuiaBolso. E de muitos outros empreendedores que, como ele, têm o desafio de dar vida aos planos do negócio para 2017.

O jeito de fazer isso muda muito de cultura para cultura. Mas, de uma coisa temos certeza: o motor de transformação de um negócio são as pessoas.

Seguindo a cartilha como foi ensinado

Em dezembro, depois de validado o plano que guiaria as ações de 2017, o empreendedor seguiu o protocolo: fez uma reunião com a diretoria e com os gestores de cada área; orientando cada um a fazer uma reunião individual com a sua equipe. E para reforçar, fez uma apresentação na festa de fim de ano que englobou a visão maior da companhia, os planos para os próximos anos e como cada um que estava ali era corresponsável pelo futuro do GuiaBolso.

Indo além do esperado

Mas ele não parou por aí. Um Power Point com a visão do ano não é garantia de que as decisões tomadas pela liderança estão claras para todos. Thiago passou, então, a conversar com pessoas do seu time sem distinção de cargo, área ou tempo de casa. De dezembro para cá, foram mais de 15 conversas com funcionários, de um time de quase 100, para colher impressões, dúvidas e ruídos que sempre ficam pelo caminho.

"A meta principal sempre é bem explicada, mas o que costuma gerar ruídos são as microdecisões. Cabe ao CEO identificar as dúvidas mais comuns do time e esclarecê-las para todos, quantas vezes for necessário."

Mesmo que o time atual esteja alinhado sobre os planos de 2017, já existe a expectativa de contratar 20 pessoas novas que vão precisar aprender tudo -- da visão à meta do ano -- de GuiaBolso.

É por isso que o processo de OnBoarding por lá é levado a sério. Durante duas semanas, os novos funcionários passam por uma série de reuniões e treinamentos que garantem a imersão radical na cultura e nos valores da organização. Começa com uma reunião com o próprio Thiago contando a história e os planos para o futuro; passa por uma conversa com o gestor de cada área, além de ter treinamentos específicos como o de feedback e o de problem solving, liderados por integrantes mais antigos do time.

Algumas áreas ainda têm treinamentos mais formais, de acordo com a tecnicidade da função. E uma prática comum é a de pairing - em que o novo funcionário passa um tempo ao lado de alguém mais experiente absorvendo tudo o que puder para começar a trabalhar por si só.

Jogando o livro fora e criando as próprias regras

Porém, manter a sinergia do time não é tarefa só para o início de ano ou quando chegam novos funcionários. É preocupação constante de qualquer empreendedor. Por isso, foram criadas algumas tradições no GuiaBolso que mantêm o ritmo acelerado, o comprometimento com as metas e a sinergia de todos. Assim, toda vez que uma pessoa do time ligar o computador, sabe exatamente onde deve dedicar energia para entregar os resultados mais alinhados com a visão.

Para isso acontecer na prática, eles têm duas tradições.

Enquanto funcionários do mundo inteiro aproveitam a sexta para se vestir de um jeito mais casual, no GuiaBolso a sexta virou a Green Friday: um dia para todo mundo se vestir de verde. Na programação, uma reunião coletiva para falar sobre os principais marcos da semana, as conquistas e aprendizados, além de apresentar pessoas novas e fazer algumas brincadeiras. Uma delas é a mais divertida: quem não vem de verde, paga a cerveja.

Já de terça-feira, a cada duas semanas, é dia de vir de azul. Esse é um dia feito para as pessoas se conhecerem melhor, se integrarem e criarem uma dinâmica de trabalho que ultrapasse as barreiras do que é profissional para formar uma verdadeira comunidade. Na primeira terça deste ano, por exemplo, eles montaram uma cápsula do tempo com os objetos mais importantes de cada pessoa do time e que só vai ser aberta no final do ano. Se isso não for razão para engajar o time, pelo menos, já é uma boa desculpa para fazer uma rodada de cerveja com todo mundo em dezembro.

Escrevendo uma nova história

Todas essas iniciativas são apenas alguns exemplos do que é possível fazer para construir uma cultura mais forte, focada em resultados e preocupada com as pessoas. No final do dia, essa é a preocupação número um de Thiago e de tantos outros empreendedores. Para ele, a melhor métrica para o sucesso do seu trabalho é perceber que as pessoas se sentem à vontade no GuiaBolso para, a qualquer momento, levantar a mão e questionar alguma coisa sempre que quiserem. Se isso acontecer, existem sempre dois caminhos: ou o time de lideranças vai reconhecer que se enganou e decidir mudar o rumo abraçando a sugestão dessa pessoa; ou vai esclarecer as razões pelas quais tomou uma decisão, engajando esse funcionário e tirando todas as dúvidas.

Seja qual for o tamanho ou a cultura da sua empresa, uma coisa é certa: comunicar e acompanhar a execução da estratégia pelo seu time não é uma tarefa que você pode riscar da lista após uma conversa. É rotina para deixar marcado na agenda.

Crédito da Foto: Felipe Gabriel Veja também: |Ferramenta| 4 tipos de colaboradores Jack Welch |eBook| Lideranças Inspiradora: como inovar na gestão de pessoas |Curso Online| Lideranças: como desenvolver times de alta performance]]>
https://endeavor.org.br/como-comunicar-estrategia-para-o-time-um-plano-de-acao-para-o-ano-inteiro/https://endeavor.org.br/?p=22132Fri, 03 Feb 2017 11:21:53 +0000Como comunicar a estratégia para o time: um plano de ação para o ano inteiroO CEO do GuiaBolso, Thiago Alvarez, compartilha suas iniciativas de onboarding a reuniões semanais para garantir que a estratégia da empresa esteja na ponta da língua de cada um dos funcionários.  Depois de definidas as prioridades do ano, chegou a hora de engajar o seu time. Mas não se engane acreditando que uma única reunião resolve. Acompanhar ...Endeavor BrasilLaís GrillettiWed, 15 Feb 2017 14:58:21 +0000Laís GrillettiComo comunicar a estratégia para o time: um plano de ação para o ano inteiroComo comunicar a estratégia para o time: um plano de ação para o ano inteiro
15 ferramentas de marketing digital que todo empreendedor precisa conhecerBuzzsumo, RD Station, Google Analytics...Ferramentas não faltam para profissionalizar sua estratégia de marketing digital. Mas, entre tantas que existem no mercado, quais são as mais eficientes? Confira a lista!

Entre 2015 e 2016 o número de soluções tecnológicas focadas em marketing cresceu 87% de acordo com o estudo Marketing Tecnhology Landscape 2016. Esse aumento segue a evolução exponencial do marketing digital, mas também deixa mais complexa a tarefa de empreendedores e de seus times nessa área de identificar e implementar ferramentas que atendam às dinâmicas do mercado e os objetivos do negócio.

Para ajudar neste desafio, selecionamos 15 ferramentas de marketing digital essenciais para alavancar negócios e aumentar a presença digital. Utilizando-as, o empreendedor será capaz de acompanhar a performance dos canais digitais, gerenciar metas e KPI’s(indicadores-chave de desempenho), otimizar a dinâmica da sua equipe e gerar insights valiosos com base em fatos e dados.

1. Google Analytics O Google Analytics é a ferramenta gratuita mais utilizada pelos profissionais de marketing digital. Ele tem como principal objetivo monitorar o tráfego de um site, e-commerce ou aplicativo.

Dentro da plataforma é possível analisar relatórios-padrão e também customizar os dashboards de acordo com a necessidade do seu negócio. Além dos dados referentes à experiência do usuário, ele também fornece informações proprietárias do Google sobre a audiência, como idade, gênero, interesses, afinidades e segmento de mercado.

Veja abaixo algumas informações disponíveis:

  • Visitas - Número total de visitantes, páginas por sessão e tempo da visita;
  • Origens de tráfego – De onde estão vindo os acessos do site (direto, orgânico, mídia paga, redes sociais, referência e outros);
  • Metas – Quais foram as metas alcançadas e suas respectivas origens;
  • E-commerce – Como está o desempenho da sua loja virtual;
  • Marketing – Quais são as campanhas de marketing que geram melhores resultados;

2. SimilarWeb Com o SimilarWeb é possível analisar dados de tráfego de qualquer site ou aplicativo. Com estas informações é possível realizar um benchmark da concorrência, identificar novos competidores, descobrir novos mercados e mapear tendências.

Eles coletam diariamente 5 bilhões de eventos que são categorizados e higienizados, ou seja todos os dados considerados ruins ou com problemas são excluídos. Entre as informações disponibilizadas gratuitamente estão:

  • Overview: Total de visitas, engajamento, origens de tráfego
  • Audience Interests: Categorias e Tópicos;
  • Search: Percentual de tráfego orgânico, palavras orgânicas e pagas;
  • Social: Percentual de tráfego por rede social;
  • Display Advertising: Percentual de tráfego de anúncios Display e share de canais;
  • Similar: sites e aplicativos semelhantes;

3. Google Search Console O Google Search Console é uma plataforma  gratuita para monitorar e preservar a presença de um site nos resultados de busca do Google. O Search Console oferece um dashboard completo com muitas informações importantes,que impactam diretamente no desempenho da página quando o foco é ranqueamento no mecanismo de busca do Google.

Abaixos estão as principais informações do Search Console para realizar uma auditoria de SEO:

  • Aparência de pesquisa (Search Appearance): Como o Google está lendo cada parte das páginas – títulos, descrições, imagens etc.;
  • Tráfego de pesquisa (Search Traffic): O que as pessoas estão procurando no Google que as leva a clicarem (ou não) no seu site;
  • Índice do Google (Google Index): Como está o desempenho do Google em indexar as páginas do seu site e identificar as palavras-chave que mais aparecem;
  • Rastreamento (Crawl): Quais são os problemas robôs do Google estão tendo na hora de vasculharem as páginas do seu site em busca de conteúdo relevante;
  • Problemas de segurança: Notificações de problemas de segurança detectados em seu site;

Para entender com mais profundidade cada item,a Cristine Basso, consultora de Marketing da Resultados Digitais fez um post detalhado sobre estes pontos.

4. Hotjar Para melhorar a experiência do usuário de um site é importante monitorar as interações dos usuários com todos os elementos da página. A ferramenta Hotjar oferece um pacote completo para mapear a jornada do consumidor dentro do site:

  • Heatmaps: mostra por onde os visitantes passaram o mouse na tela;
  • Clickmaps: indica as áreas onde os visitantes mais clicaram em seu site;
  • Scrollmaps: mostra a profundidade de rolagem do mouse dentro de uma página;
  • Visitor Recordings: grava a sessão do usuário em vídeo acompanhando o movimento do mouse e cliques.
  • Feeback Poll: enquetes com perguntas sobre o conteúdo e pesquisas de satisfação como por exemplo NPS (Net Promoter Score);
  • Test User: seleciona usuários para realizar testes de experiência e design;
  • Com essas informações é possível priorizar mudanças de layout, otimizar as taxas de conversão, criar experimentos, melhorar os CTAs (call-to-action) dentre outras ações.

    5. Google Tag Manager Implementar e administrar tags de acompanhamento de diferentes ferramentas de monitoramento pode ser uma missão complexa e normalmente envolve o time de TI. Para centralizar e simplificar a gestão destas tags o Google criou o Tag Manager.

    Com esta ferramenta, qualquer profissional que tenha acesso à plataforma pode adicionar ou alterar tags sem ter que acessar a linha de código do site. O Tag Manager aumenta a agilidade e autonomia do time de marketing, possibilitando atualizações de scripts no site em tempo real de maneira centralizada e segura.

    6. Canva Uma excelente ferramenta gratuita de design. Os principais diferenciais do Canva são a sua interface intuitiva, as inúmeras opções de layout e customização dos templates. Ele permite também que o time colabore com sugestões pontuais, tornando o processo de aprovação e compartilhamento dos criativos menos burocrático e mais rápido.

    Abaixo estão alguns templates que o Canva oferece:

    • Posts para Redes Sociais (Facebook, Pinterest, Instagram, Twitter, Google +);
    • Infográficos;
    • Newsletters;
    • Gráficos e muito mais.

    7. RD Station A RD Station é uma plataforma completa de automação de marketing, com todas as funcionalidades necessárias para automatizar os processos de uma estratégia de Marketing Digital. Ele possibilita às empresas atrair visitantes ao site, transformar visitantes em oportunidades de negócio, relacionar-se com esses potenciais clientes, fechar vendas e analisar o ROI (retorno sobre investimento) de cada canal.

    Um ponto muito forte desta ferramenta é a funcionalidade dedicada à inteligência de negócios, que permite entender quais canais e campanhas estão trazendo mais retorno e como está o desempenho geral dos negócios, possibilitando uma melhor tomada de decisão no futuro.

    Entre as funcionalidades disponíveis no RD Station estão:

    • Dashboards;
    • Planejamento de projetos (Planos de Sucesso);
    • Análise de SEO;
    • Landing Pages, formulários e pop-ups;
    • E-mail Marketing;
    • Automação de Marketing;
    • Gerenciamento e segmentação de contatos;
    • Qualificação de contatos (Lead Scoring);
    • Inteligência de negócios (Marketing BI);

    8. Buzzsumo O BuzzSumo é uma ferramenta muito eficaz para identificar os conteúdos que melhor performaram nas redes sociais sobre um determinado assunto. A dinâmica é bem simples: digite o tópico a ser analisado na barra de busca, e o aplicativo retornará os conteúdos com maior número de compartilhamentos gerais e também separados pelas principais redes sociais.

    Para tornar a busca ainda mais assertiva, o BuzzSumo possibilita filtrar os resultados por data, linguagem, país, domínio e tipo de conteúdo. Além da pesquisa, ele também oferece um quadro com tendências em tempo real que também podem ser filtrados por temas como negócios, tecnologia, notícias, entretenimento, vídeos e personalizado.

    Analisando os conteúdos mais compartilhados, é possível identificar correlações entre palavras-chave, tipo de linguagem, títulos, descrições, profundidade, dentre outras informações que podem auxiliar na produção ou otimização de conteúdos sobre determinado com base em dados atualizados em tempo real sobre o engajamento dos usuários em diversas plataformas.

    9. Keyword.io A Keyword.io é uma ferramenta que ajuda a descobrir quais são as palavras e termos que as pessoas estão digitando nos principais mecanismos de busca (Google, YouTube, Bing, Amazon e App Store). Ela utilizada os resultados do Google Autocomplete para gerar centenas de sugestões de palavras long-tail.

    Para otimizar a busca é possível adicionar palavras-chave negativas e, desta maneira, filtrar termos que não agregam valor para análise em questão. Outro recurso interessante é a lista de perguntas, ou seja a ferramenta consegue identificar quais são as questões mais frequentes sobre um determinado tópico.

    Esta é uma ferramenta simples mas poderosa que pode contribuir para diferentes áreas do Marketing Digital como mídia paga, produção de conteúdo e SEO.

    10. Slack O Slack é um software de comunicação corporativa que permite a criação de canais que podem ser divididos por times, projetos, tópicos ou qualquer assunto que seja relevante e necessite de um canal específico como por exemplo um fórum de gestão de crise.

    Um ponto forte do Slack, além de fortalecer a comunicação entre as equipes e organizar as informações e arquivos,são as integrações. Ele permite a conexão com diversos aplicativos como ferramentas de gerenciamento de tarefas, redes sociais, Google Drive, Dropbox, etc.

    Esta solução é interessante porque as conversas internas ficam bem mais organizadas e os arquivos mais fáceis de serem encontrados, uma vez que a pesquisa interna é robusta e rápida.

    11. Trello Grande parte das iniciativas de marketing digital é multidisciplinar e envolve diversas pessoas e áreas, por isso fazer o planejamento e a gestão de todos os processos que estão em andamento é uma tarefa muito difícil. O Trello pode ajudar nesta missão. Ele é uma ferramenta colaborativa para organizar projetos em quadros, conceito semelhante à metodologia Kanban.

    A simplicidade do Trello é o segredo do sucesso, ele possui diversos recursos para gerenciar não só os projetos em andamento como o desempenho da equipe como um todo. Por meio da análise dos quadros, cartões, etiquetas e checklists, gerenciar e atualizar os prazos e status de cada projeto é uma tarefa simples e intuitiva.

    O Trello possui um sistema bem eficiente de notificações via e-mail, basta começar a seguir um quadro para receber todas as atualizações em tempo tempo. Também é possível criar times e delegar tarefas, compartilhar arquivos e filtrar os quadros por palavra-chave, status, tag, etc.

    Ele também disponibiliza um aplicativo para que você possa acompanhar os projetos onde estiver. Para entender melhor como funciona a gestão de projetos de marketing digital por meio do Trello, leia o artigo do Ícaro Iasbek no blog da plataforma.

    12. Hootsuite O Hootsuite é uma ferramenta criada para otimizar e automatizar o engajamento nas redes sociais. Em um único painel é possível gerenciar as contas de todas as redes sociais da empresa, monitorar menções, responder comentários, agendar posts e acompanhar palavras-chave importantes para o negócio, com o objetivo de encontrar novos leads e engajar influenciadores no mundo das redes sociais.

    A ferramenta disponibiliza soluções para:

    • Analisar dados das redes sociais;
    • Engajar a audiência;
    • Publicar e agendar posts em vários canais;
    • Monitorar palavras-chave e gerar insights;
    • Criar fluxos de aprovações;
    • Permissões específicas para cada nível de usuário;

    O Hootsuite permite o gerenciamento completo dos canais sociais o que facilita a rotina do empreendedor ou do seu departamento de Marketing.

    13. Unbounce Criar uma landing page para divulgar um determinado produto ou serviço é uma estratégia de sucesso para gerar leads e capturar informações relevantes para o negócio. A missão da Unbounce é democratizar a construção de landing pages e aumentar suas taxas de conversão.

    Com a Unbounce qualquer pessoa é capaz de criar uma Landing Page. A plataforma é intuitiva, e a maioria de suas funcionalidades é baseada na tecnologia de arrasta e solta. Portanto, para criar uma página basta arrastar e soltar os elementos como caixas de texto, imagens, formulários, videos, botões e muito mais.

    Eles também oferecem ferramentas para otimizar as conversões dentro da página como pop-ups, teste A/B de conteúdo, textos dinâmicos que conversam com os anúncios que direcionam os usuários a landing page e formulários customizáveis.

    Além destas funcionalidades o Unbounce integra com ferramentas de gerenciamento de conteúdo, CRM, automação de marketing e e-mail marketing. Estas integrações são importantes, porque elas reduzem os esforços para unificar e consolidar a análise de dados em um único sistema manualmente.

    14. Mailchimp O Mailchimp é uma ferramenta de e-mail marketing simples e fácil de configurar. Sua plataforma é bastante intuitiva e suas funcionalidades atendem tanto às necessidades de um pequeno negócio quanto às de empresas com um grande volume de disparos e réguas de relacionamento complexas.

    Dentre os principais recursos estão:

    • Plataforma para criação de e-mails (conceito arrasta e solta);
    • Templates de e-mail personalizáveis;
    • Segmentação avançada de assinantes;
    • Automações com base no comportamento do usuário no site;
    • Relatórios que podem ser compartilhados com o time;
    • Aplicativo para gerenciar suas campanhas;

    15. Sumome Gerar tráfego relevante e converter usuários em leads são grandes desafios para os profissionais de marketing digital. O Sumome ajuda nestas duas tarefas:para aquisição de leads ele oferece pop-ups, scroll boxs, smart bars e formulários de contato. Para aumentar o tráfego do site as opções são compartilhamento de imagens e conteúdos em redes sociais.

    Algumas das funcionalidades que tornam o Sumome uma ferramenta poderosa são:

    • Teste A/B de imagens e mensagens;
    • Inserção de campos personalizados;
    • Dashboard dentro da própria plataforma;
    • Segmentação de público avançada (origem de tráfego, página, dispositivo, local, parâmetros na URL, hashtags…) ;
    • Possibilidade de inserção de códigos de acompanhamento de conversão;
    • Regras de exibição de acordo com o comportamento (tempo no site ou ação);
    • Integrações com diversas ferramentas de CRM e Marketing Digital;

    Quer se aprofundar nesse tema e desenhar uma estratégia de marketing digital para o seu negócio? Conheça o curso online gratuito sobre Marketing Digital, desenvolvido pelo mentor da Endeavor, Vitor Peçanha, fundador da Rock Content e inscreva-se!

    Veja também:

    |eBook| 4 eBooks essenciais para seu departamento de marketing

    |Ferramenta| Design Thinking para pequenas e médias empresas

    |eBook| Magia das Métricas no Marketing

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    https://endeavor.org.br/ferramentas-marketing-digital-empreendedores/https://endeavor.org.br/?p=22048Thu, 02 Feb 2017 11:19:18 +000015 ferramentas de marketing digital que todo empreendedor precisa conhecerBuzzsumo, RD Station, Google Analytics…Ferramentas não faltam para profissionalizar sua estratégia de marketing digital. Mas, entre tantas que existem no mercado, quais são as mais eficientes? Confira a lista! Entre 2015 e 2016 o número de soluções tecnológicas focadas em marketing cresceu 87% de acordo com o estudo Marketing Tecnhology Landscape 2016. Esse aumento segue ...Endeavor BrasilMarcus FariasWed, 15 Feb 2017 14:49:54 +0000Marcus Farias15 ferramentas de marketing digital que todo empreendedor precisa conhecer15 ferramentas de marketing digital que todo empreendedor precisa conhecer
    Cultura Lean: como implementar a metodologia ágil na sua empresa de TINo século da complexidade, algumas metodologias facilitam o fluxo de trabalho, a partir de times multidisciplinares, integrados e mais eficientes. Conheça os pilares da cultura lean!

    As frequentes mudanças no mercado exigem das empresas de tecnologia métodos cada vez mais versáteis e dinâmicos de trabalho. Um grande desafio da gestão organizacional no meio tech é expandir a inovação para implantar processos mais simples e atentos às demandas do mercado, adequando suas soluções às exigências de cada cliente sem precisar sobrecarregar os colaboradores ou aumentar os custos de produção.

    De acordo com um estudo lançado pela Standish Group, 45% das funcionalidades dos softwares utilizados atualmente não são usadas e apenas 7% delas são aproveitadas com frequência. Ao mesmo tempo, grandes projetos de software só são plenamente satisfatórios a uma taxa de 2%, enquanto 17% deles costumam falhar. A baixa aplicabilidade dos sistemas muitas vezes é resultado de ações pouco planejadas ainda na etapa de desenvolvimento, refletindo o formato de trabalho da equipe responsável.

    Do planejamento à entrega, as empresas de tecnologia tendem a visualizar o processo de desenvolvimento de software como uma sequência linear. O primeiro passo para aplicar metodologias mais assertivas é considerar a realidade como um cenário muito mais inconstante e desafiador. Passar pelas etapas de análise, construção e testes é muito mais um processo cíclico do que direto.

    Pensando nos desafios da engenharia de software, em 2001, membros da comunidade tecnológica publicaram o Manifesto Ágil, um documento com valores e princípios que regem as práticas ágeis de desenvolvimento, pautados em ações que tornem o processo mais simples e efetivo. Entre os fundamentos do manifesto está a priorização de ações que possam ser adaptadas, mais do que planejamentos restritos e organizados.

    Implantando e concretizando valores ágeis

    A metodologia Lean Ágil envolve a busca constante pela eficiência e, entre outros valores, prioriza os colaboradores e sua integração. Os princípios ágeis incentivam a rápida resposta às mudanças, deixando de lado a burocracia e o excesso de planejamento e valorizando formatos mais simples e métodos conjuntos:

    • Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
    • Software em funcionamento mais que documentação abrangente
    • Colaboração com o cliente mais que negociação e contratos
    • Responder a mudanças mais que seguir um plano

    Indo na contramão de teorias gerenciais clássicas, a implantação do método ágil concentra o foco na mudança de atitude das pessoas, para gerar uma transformação de comportamento e levar a um resultado diferente em todo e qualquer processo. A ideia é alterar a estrutura organizacional para que todas as ações realizadas na empresa tenham como base valores universais de colaboração e agilidade.

    De acordo com o relatório anual da Version One, maior pesquisa sobre cultura ágil do mundo, o principal benefício da cultura ágil está na habilidade de gerenciar a mudança de prioridades. Outras vantagens envolvem o aumento da produtividade da equipe, a visibilidade dos projetos e a motivação dos colaboradores.

    “Falhe rápido, aprenda rápido, tenha sucesso cedo!”

    No desenvolvimento de softwares, a Cultura Lean é aplicada a partir da otimização de cada ciclo de iteração, período em que o produto é desenvolvido. O método ágil busca facilitar a resolução de problemas e gerar novas evoluções para cada sistema, com foco em resultados melhores e adaptações mais voltadas para as necessidades do cliente.

    Cultura ágil na prática

    Aqui na HBSIS, começamos a implantar uma cultura mais focada nas pessoas em vez dos processos em início em agosto de 2015. Com uma trajetória de décadas no mercado de tecnologia, nossas soluções são voltadas para o aumento da produtividade e da integração das equipes, em prol de resultados melhores para nossos clientes. Concentrando mais de 400 profissionais em diversas áreas, percebemos que propor um novo modelo interno de trabalho nessas mesmas bases exigia a participação ativa dos colaboradores, principais responsáveis por difundir uma nova cultura dentro da empresa.

    Sugerimos desafios de validação e adotamos novos processos, com o objetivo de tornar as equipes multidisciplinares e autônomas. Com três meses de treinamento, cada equipe passou a ser capaz de responder pelos produtos desenvolvidos, conhecendo cada funcionalidade dos softwares e priorizando as necessidades dos usuários.

    Os benefícios envolveram maior apoio ao usuário, unificação de áreas, menor esforço da gestão e aumento da confiança do cliente. Com a metodologia, levamos os avanços para toda a empresa e implantamos a Gestão 3.0, focada no conceito de organização como rede de relacionamento, em que a gestão atua para auxiliar os processos e as equipes.

    O século XXI é o ‘Século da Complexidade’. Todos nós precisamos adquirir novas habilidades para trabalhar de forma adequada aos sistemas complexos.

    Enquanto empresa de tecnologia responsável pelo atendimento de grandes companhias, percebemos que buscar métodos de adaptação à mudança impacta não só no dia a dia dos nossos colaboradores, como também nos resultados apresentados e no reconhecimento por parte dos nossos clientes. Hoje, a HBSIS se concentra em uma evolução contínua pautada pela metodologia ágil de desenvolvimento de software, com desafios cada vez maiores, mas resolvidos com colaboração e auto-organização.

    Pensar no produto, mais do que nos projetos; formar equipes multifuncionais e integradas; basear-se em valor e qualidade: os ensinamentos do método ágil estabelecem uma cultura de aprendizado com foco nas pessoas, na tecnologia e nas melhores práticas. Afinal, em um contexto de mudanças e desafios, aprender a adaptar práticas é a verdadeira arma competitiva de uma organização.

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    https://endeavor.org.br/cultura-lean-como-implementar-metodologia-agil-na-sua-empresa-de-ti/https://endeavor.org.br/?p=22137Wed, 01 Feb 2017 20:59:07 +0000Cultura Lean: como implementar a metodologia ágil na sua empresa de TINo século da complexidade, algumas metodologias facilitam o fluxo de trabalho, a partir de times multidisciplinares, integrados e mais eficientes. Conheça os pilares da cultura lean! As frequentes mudanças no mercado exigem das empresas de tecnologia métodos cada vez mais versáteis e dinâmicos de trabalho. Um grande desafio da gestão organizacional no meio tech é ...Endeavor BrasilHumberto MatescoWed, 08 Feb 2017 18:31:32 +0000Humberto MatescoCultura Lean: como implementar a metodologia ágil na sua empresa de TICultura Lean: como implementar a metodologia ágil na sua empresa de TI
    Por que as empresas de tecnologia do Vale do Silício têm 45% de funcionários estrangeiros?Diversidade e adaptabilidade são mais do que valores politicamente corretos: são diferencial estratégico para organizações. Os números do Vale do Silício são prova disso.

    Nesta semana dois fatos interessantes chegaram à minha atenção:

    1. A Starbucks anunciou que está alterando a composição do seu Conselho para que ele reflita melhor a diversidade de gêneros e etnias que são encontrados na empresa, e

    2. No Vale do Silício, impressionantes 45% da mão de obra total nas empresas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) é de pessoas que nasceram fora dos Estados Unidos . E dizem que, entre os programadores, este número chega a ainda mais impressionantes 70%.

    Se o primeiro pode ser confundido com uma iniciativa midiática politicamente correta (embora eu acredite que seja consistentemente alinhada com os valores que a empresa tem expressado em suas ações), o segundo é indiscutível -- é estatística.

    O Vale do Silício precisa e se beneficia deste pool de talentos que vem do mundo inteiro. Isto traz uma série de benefícios táticos e operacionais, mas o mais importante deles é simples de ver – amplitude de mercado: 36% do faturamento total das empresas vem de fora dos EUA!

    Colocando essas informações em perspectiva, você entende quão irresponsável o Trump está sendo?

    O mesmo padrão observado no Vale do Silício se repete em outros ecossistemas inovadores pelo mundo: Nova York tem 34% de estrangeiros em suas STEMs, Boston tem 33%, Londres tem impressionantes 53% (e tem gente que acha que o Brexit faz sentido...), Berlim tem 49%, Singapura tem 52%. Infelizmente, São Paulo (a melhor da América Latina) tem apenas 7%.

    Mas, por que isto acontece?

    É uma espécie de corrida do ouro do século XXI? Também é. Mas, é bem mais profundo que isso…

    Em seu livro O Futuro da Administração, Gary Hamel afirma que estamos em um momento de mudança do paradigma cultural e dos princípios por trás dos modelos de gestão de nossas empresas. Estes princípios estão tão arraigados que tendemos a não desafiá-los em condições normais.

    São eles:

    Padronização, Especialização, Alinhamento de Objetivos, Hierarquia, Planejamento e Controle, Recompensas extrínsecas.

    Esta foi a escola do Século XX, a base da administração como a conhecemos. Lembre-se que a primeira escola de administração foi fundada em 1881 em Wharton, o primeiro MBA foi em 1908 em Harvard, o primeiro curso de administração oferecido fora dos EUA foi apenas em 1951 na África do Sul. E que no Brasil começamos apenas em 1952. Se você é jovem, pode parecer muito tempo, mas, acredite, é pouco tempo no campo das ideias.

    Estes princípios foram perfeitos para criar a grande sociedade industrial e nos levar até a Globalização. Mas não foram muito mais longe que isso!

    Foi aí, na virada do século XXI, que o modelo começou a demonstrar falhas estruturais. Esse sistema baseado em padronização, controle e hierarquia, entre outros defeitos, não consegue explicar adequadamente a potência e os princípios de sucesso por trás dos ecossistemas empreendedores, como o Vale do Silício e dezenas de outros que estão se desenvolvendo por todo o planeta.

    Nós ainda não resolvemos este problema, mas autores como Eric Ries estão propondo formas novas de pensar e que merecem nossa atenção. Se você não conhece, eu sugeriria que você comprasse hoje seu livro “A Startup Enxuta”.

    Outros que merecem sua atenção são o “Business Model Generation” e o “Value Proposition Design” do Alex Osterwalder e o “Startup Owner’s Manual” do Steve Blank (um bom resumo deste livro virou um curso online que a Endeavor disponibiliza de graça em seu portal. Vale a pena também jogar “Holacracy” e “Holonomics” no Google para se aprofundar!

    Hamel propõe que os princípios fundamentais deste século sejam: Adaptabilidade, Inovação e Atratividade.

    Deixa eu me restringir à Adaptabilidade. Porque é daqui que a gente chega à Diversidade como gerador de valor estratégico.

    Adaptabilidade, como a vida nos ensina, requer Variedade e Seleção. Quem conceituou isto primeiro foi Darwin em 1859. Depois outros cientistas refinaram o conceito. Para nós o que importa é o que isto nos ensina sobre o que torna uma empresa mais eficaz em se adaptar às demandas do ambiente (e prosperar), ou menos eficaz (e morrer).

    As menos eficazes são fáceis de reconhecer. Estas empresas estão ancoradas em profundidade excessiva no paradigma antigo e, quando percebem que têm que mudar, já é tarde demais para fazer o movimento. Isto acontece por vários motivos, mas um dos mais relevantes, como nos ensinam as ciências da vida, é o fato de que elas possuem uma população pequena e endogâmica tomando ou influenciando a tomada de decisões.

    Ou seja, quanto menor a Diversidade, mais difícil é a adaptação pelo simples fato de que todos pensam igual e não há estímulo prévio (antes da tempestade) para experimentar o novo.

    Isto é chamado de armadilha do consenso. E quanto mais homogênea for a população, maior o risco de cair nela de forma inconsciente.

    As mais eficazes são as empresas que se adaptam mais rápido. São as que, na verdade, se pré-adaptam. Isto é, são empresas que conseguem dar saltos rápidos em capacidade funcional porque já estavam experimentando (antes da tempestade) o novo.

    Ser muito adaptável é bem mais difícil do que parece. Como falamos, é uma questão de princípios por trás das práticas de gestão. Alguns deles têm que estar interiorizados. Você tem que aceitar que: A experiência supera o planejamento. Os sistemas de gestão têm que incentivar a pré-adaptação estratégica. Eficiência e eficácia não podem ser as únicas métricas. Todas as mutações são enganos. Até que dão certo. A busca pela perfeição é inimiga do progresso. Ela tira o apetite pelo risco, a tolerância com o erro. E que, quanto maior o pool genético, melhor.

    Neste último item é que está o grande valor da Diversidade. Quanto maior a diversidade, maior a capacidade de adaptação. Quanto maior a diversidade - de pensamento, habilidades, atitudes e recursos - maior a variedade de respostas adaptativas.

    Quanto mais diversidade, mais chance da sua empresa sobreviver e ter mais sucesso que seus concorrentes em situações novas. E prosperar. E crescer.

    Quanto maior o repertório de experiências de vida que temos em conjunto, maior nossa capacidade de apresentar a resposta mais eficaz em um momento de instabilidade e mudança. E instabilidade e mudança regem nosso dia a dia no século XXI.

    Em resumo: · Diversidade não é um luxo, é um diferencial competitivo. Ela nos torna mais adaptáveis. · Diversidade é útil no curto prazo por nos prover um banco de talentos mais rico para alocar e executar em alto desempenho o que nos comprometemos a fazer. · Diversidade é útil no tempo da estratégia para prover maior capacidade de nos pré-adaptar à realidade futura.

    Tem um misto de empreendedor, futurista e cientista nascido na Bélgica chamado Walter De Brower, que disse que "Toda inovação começa com um ato de insubordinação. Ela começa dizendo 'não' com desrespeito. Se você respeita e ouve tudo que dizem, não há inovação".

    Gosto muito desta frase. E é a partir dela que quero te fazer uma provocação:

    Olhe com calma para a formação do seu time. Quem é aquele corajoso que, em um ato de insubordinação, vai desrespeitosamente questionar o modo como as coisas são feitas e propor algo inovador? Quem realmente pensa diferente porque é diferente? Você tem gente suficiente assim? E aí, o que você vai fazer a respeito disto?

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    https://endeavor.org.br/por-que-as-empresas-de-tecnologia-do-vale-do-silicio-tem-45-de-funcionarios-estrangeiros/https://endeavor.org.br/?p=22149Tue, 31 Jan 2017 21:05:17 +0000Por que as empresas de tecnologia do Vale do Silício têm 45% de funcionários estrangeiros?Diversidade e adaptabilidade são mais do que valores politicamente corretos: são diferencial estratégico para organizações. Os números do Vale do Silício são prova disso. Nesta semana dois fatos interessantes chegaram à minha atenção: 1. A Starbucks anunciou que está alterando a composição do seu Conselho para que ele reflita melhor a diversidade de gêneros e ...Endeavor BrasilDaniel CastelloFri, 03 Feb 2017 13:50:40 +0000Daniel CastelloPor que as empresas de tecnologia do Vale do Silício têm 45% de funcionários estrangeiros?Por que as empresas de tecnologia do Vale do Silício têm 45% de funcionários estrangeiros?
    O maior inimigo da performance do empreendedor é ele mesmoEmpreender é tarefa difícil. Mas empreender e ter uma empresa de sucesso é para poucos. Não tente fazer tudo sozinho!

    Meus investidores não me entendem e na verdade colaboram muito pouco. Meu time não consegue pensar fora do operacional. São poucos que realmente entendem para onde quero levar a empresa. Se eu não estivesse aqui, não sei como eles fariam. Não consigo contratar as pessoas certas, tenho que mudar periodicamente. Estou decepcionado com o cara de vendas. O CTO? Bem em outros tempos não seria nem analista. Eu trabalho demais e gosto disso, mas preciso ficar mais tempo com a família. Como crio um dia de 30 horas? São Francisco semana que vem? Eu vou...mas terei que cobrar o time mandando mensagens periódicas, pois ..se eu não estou aqui...

    Você, empreendedor, já pensou ou disse alguma dessas frases antes? Se essas reclamações são constantes e você parece estar sempre soterrado por uma montanha de problemas, cuidado. Pode ser que suas reações sejam autodefesas e que, no fundo, a culpa não seja do mundo, mas sim de algo que você pode solucionar. Podem ser desculpas que não te ajudam a enxergar a verdadeira raiz da questão.

    A necessidade de parcerias

    Durante minha carreira, tenho acompanhado e auxiliado muitos empreendedores no seu caminho de evolução para tornarem-se CEOs. Notadamente nos negócios de tecnologia e de crescimento acelerado, que são os principais casos em que tenho atuado nos últimos 20 anos, essa transição para CEO não é trivial. É para poucos e determina muitas vezes o sucesso do negócio. Quem empreende ou comanda uma empresa sabe que é responsável pelas grandes decisões no final do dia. Isso cria uma forte sensação de solidão e uma grande dificuldade de ter acesso a opiniões honestas de pessoas próximas, já que muitas dessas pessoas não estão alinhadas com os princípios do negócio (“por que eles não entendem para onde estou conduzindo a empresa?”) ou não são capacitadas para dar suporte (“estão comigo há muito tempo, são leais, mas são fracos) ou ainda não querem magoar o empreendedor (“se eu falar para ele/ela o que penso ou que está errado serei mandado embora, é melhor só concordar”). Como resolver esse dilema?

    O equilíbrio emocional do empreendedor tem um papel fundamental no processo de estabilidade de um negócio. Parte desse equilíbrio é conquistado quando o empreendedor divide responsabilidades e compartilha pressões que o tornam menos produtivo. Em algumas empresas, por exemplo, há a figura do conselho consultivo, para ter acesso a pessoas que deem orientações em momento de estresse e angústia sem que estejam contaminados pelos dilemas do dia a dia da empresa.

    Leia também: Dicas para fazer parcerias de mão dupla

    Ficar sozinho é péssimo para o empreendedor do ponto de vista emocional, mas também operacional. Se o empreendedor centraliza todas as funções, além de sobrecarregado, vai permitir que a empresa seja apenas do tamanho que ele consegue administrar. Além disso, vai abrir mão de outras prioridades em sua vida e vai ser totalmente consumido pelas questões do seu negócio.

    Para o empreendedor dar o melhor de si e levar sua empresa ao sucesso, ele precisa reconhecer que não pode fazer tudo sozinho. Ele precisa de suporte ao longo do tempo para construir o seu sonho grande. As pirâmides do Egito, a basílica de São Pedro e Golden Gate não foram obras de uma pessoa só. A sua empresa também não deve ser.

    É natural que em alguns momentos as pessoas passem por rupturas e façam algumas escolhas. Acho muito provável, por exemplo, que o Bill Gates tenha pensado que até administraria algumas coisas melhor na Microsoft, mas sabia que se continuasse 100% focado ali, teria que abrir mão de coisas importantes, como a família e seu trabalho filantrópico.

    A importância do planejamento

    Uma característica que percebo em muitos empreendedores é que eles não se planejam. Eles simplesmente performam, dão seu máximo todo dia, avançando à fronteira que enxergam em sua frente. Mas se a empresa não tem um planejamento, é como se o empreendedor se tornasse o guru do seu próprio negócio. A equipe, para saber o que fazer, precisa olhar para ele e segui-lo. É como se dissesse: “confiem em mim, eu sei o que estou fazendo, venham junto”.

    Leia também: Como fazer um planejamento estratégico

    Mas conforme a empresa cresce, “confie em mim” deixa de ser suficiente. Para saltar de um faturamento de R$ 10 milhões para R$ 100 milhões, o empreendedor precisa de gente boa. Pessoas com uma formação complementar a que existe hoje. Gente que já tenha passado por alguns dos desafios que terei ou que tenha potencial. Gente sem medo de perder o emprego.  Mas como ele vai contratar gente boa se não consegue dizer para onde está indo? Para que a equipe entregue o que o empreendedor deseja, o empreendedor tem que saber o que quer, indicar o norte e comunicar o que deseja.

    Além disso, criar uma cultura de seguidores coloca uma tremenda pressão no empreendedor. Imagine que são 200 funcionários que, o tempo todo, esperam do fundador a direção que devem tomar. Chega-se a uma situação complexa de gestão e deixa o empreendedor em uma posição muito delicada.

    Construção compartilhada

    Vamos pensar no empreendedor de tecnologia típico dos Estados Unidos. Boa parte deles sai de alguma das grandes escolas de negócios. A educação formal ajuda boa parte desses empreendedores a saberem que sozinhos não chegarão a lugar algum. Têm a gana empreendedora, mas buscam auxílio de pessoas com capacidades e conhecimentos complementares.

    Agora, voltemos para o Brasil. A maior parte dos empreendedores de tecnologia até hoje é um self made man ou woman. Saiu de uma situação simples, algumas vezes começou por necessidade e defende seu negócio com unhas e dentes. Aqui, cultivamos mais o holofote do que o resultado. E cultivamos o show de um homem só. O empreendedor muitas vezes não faz esse trabalho de se complementar. Ele não se planeja e quando alguém o questiona, tem uma atitude defensiva. Nesse cenário, a chance de ter algum desequilíbrio emocional não é pequena. Qual o efeito disso? Temos um grande número de empresas com alto potencial, mas que acabam condenadas a ficarem do tamanho que o empreendedor consegue administrar. Sem ajuda e sem equipe que o questione o que podia ser algo que realmente faria a diferença para várias pessoas vira no máximo uma boutique, quando muito de alguma relevância para o subconjunto do subconjunto do mercado.

    Leia também: Se você não delegar, a empresa não vai crescer

    Busco aqui um exemplo local, que não é de tecnologia, mas é de negócios. Para o desenvolvimento da Ambev, o trio que hoje comanda o 3G sempre teve um olhar de dividir para crescer. Mas eles não dividem só problemas e dúvidas – isso não funciona. Dividem projetos e têm a humildade para construir juntos, contando com a ajuda de gente como Vicente Falconi e Jim Collins, além de gente que conhece de bebidas entre outros.

    Geralmente, o empreendedor só percebe que está sendo o limite de seu próprio negócio quando começa a ver o barco afundar ou quanto começa a se comparar com outras empresas. Quanto mais cedo ele aceitar que tem limitações e que precisa se cercar de outras pessoas com outras experiências, pode ser mais fácil corrigir os gargalos e tirar o peso emocional que o show de um homem só carrega.

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    https://endeavor.org.br/o-maior-inimigo-da-performance-empreendedor-e-ele-mesmo/https://endeavor.org.br/?p=21650Tue, 31 Jan 2017 10:57:32 +0000O maior inimigo da performance do empreendedor é ele mesmoEmpreender é tarefa difícil. Mas empreender e ter uma empresa de sucesso é para poucos. Não tente fazer tudo sozinho! Meus investidores não me entendem e na verdade colaboram muito pouco. Meu time não consegue pensar fora do operacional. São poucos que realmente entendem para onde quero levar a empresa. Se eu não estivesse aqui, ...Endeavor BrasilMarcela BurroulTue, 31 Jan 2017 08:57:32 +0000Marcela BurroulO maior inimigo da performance do empreendedor é ele mesmoO maior inimigo da performance do empreendedor é ele mesmo
    Sua empresa tem uma solução inovadora e quer crescer? Conheça o Algar Ventures OpenPrograma do Grupo Algar em parceria com a Endeavor oferece mentorias, acesso privilegiado a um grupo de empresas que tem mais de 2 milhões de clientes, além de visibilidade junto a investidores respeitados do país.

    Já imaginou ter acesso a uma rede de mentores e executivos para ajudar sua empresa a crescer ainda mais e de forma sustentável? Essa é a proposta do Algar Ventures Open, um programa de aceleração da Algar Ventures em parceria com a Endeavor.

    O programa vai proporcionar aos empreendedores acesso privilegiado a um grupo de empresas que tem mais de 2 milhões de clientes no Brasil e na América Latina, em áreas diversificadas como TIC, agro e turismo. A iniciativa deve funcionar como uma plataforma para acelerar o desenvolvimento de empresas com produtos inovadores, por meio da conexão com executivos do grupo e maior facilidade de acesso à clientes e parceiros, além do apoio de mentores da Endeavor.

    A iniciativa vai apoiar 15 empresas com potencial de alto crescimento nos setores de tecnologia e comunicação, agroindústria, turismo, entretenimento e energias renováveis. As inscrições vão até o dia 5 de março e os selecionados serão divulgados em 31 de março. Se você tem interesse, não deixe de conferir os pré-requisitos e fazer sua inscrição clicando aqui.

    Ao contrário de outros programas de aceleração, o Algar Ventures Open não condiciona equity nas empresa participantes. A Algar Ventures e outros parceiros estarão olhando de perto para que, ao final, possam possivelmente selecionar as melhores para investimento. O programa tem 6 meses de duração e se baseia em 3 pilares: 1. Aceleração: acompanhamento de um mentor/padrinho especialista no maior desafio de crescimento do seu negócio; 2. Networking: troca de experiências com uma comunidade de empreendedores que estão à frente de scale-ups e que se ajudam mutuamente a vencer desafios 3. Conexões Algar Ventures: faça networking com unidades de negócios sinérgicas e executivos da Algar, com possibilidade de investimentos da Algar Ventures. “O relacionamento dos empreendedores com os executivos das empresas Algar vai ajudar na conexão com as oportunidades internas e até mesmo com a cadeia dos setores que o Grupo está envolvido, facilitando o crescimento das scale-ups. Somado a isso, as mentorias e apadrinhamentos da Endeavor vão ajudar o empreendedor a focar nos desafios que existem ‘da porta para dentro’ e também com conexões com o mercado”, diz Clau Sganzerla, vice-presidente de Estratégia e Inovação da Algar.

    Se você se interessou pela iniciativa, não deixe de conferir algumas informações importantes:

    ● Requisitos do Programa Além da presença nos setores citados, as empresas devem ter em seu portfólio uma solução inovadora e já comprovada pelo mercado, com potencial de escalar, ou seja, capacidade de crescer e multiplicar seu impacto. Para Clau, essa é uma das características mais importantes: “Estamos procurando empresas com soluções de caráter disruptivo que estejam prontas para crescer e ganhar escala no mercado”. As soluções devem resolver problemas relacionados a: - Soluções para geração distribuída de energias renováveis e smart grid; - Experiência do consumidor para complexos turísticos; - Alimentos funcionais que tragam benefícios para a saúde humana; - Inteligência cognitiva e plataformas que promovam a melhor experiência do consumidor final no online e offline; - Soluções que promovam o ganho de produtividade na gestão do ambiente de tecnologia de empresas (Big data, Analytics, Cloud); - Ferramentas e tecnologias para a gestão eficiente para o agronegócio e/ou ambientes urbanos (IOT);

    Outro ponto que será levado em consideração é o timing do negócio - o programa está a procura de empresas que estejam com modelo de negócio e produto minimamente desenvolvidos, e já sendo aplicados no mercado em busca de um salto para crescimento.

    Se a sua empresa se encaixa nesses requisitos, não deixe de fazer a sua inscrição!

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    https://endeavor.org.br/sua-empresa-tem-uma-solucao-inovadora-e-quer-crescer-conheca-o-algar-ventures-open/https://endeavor.org.br/?p=22116Mon, 30 Jan 2017 10:19:08 +0000Sua empresa tem uma solução inovadora e quer crescer? Conheça o Algar Ventures OpenPrograma do Grupo Algar em parceria com a Endeavor oferece mentorias, acesso privilegiado a um grupo de empresas que tem mais de 2 milhões de clientes, além de visibilidade junto a investidores respeitados do país. Já imaginou ter acesso a uma rede de mentores e executivos para ajudar sua empresa a crescer ainda mais e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 30 Jan 2017 19:17:38 +0000Endeavor BrasilSua empresa tem uma solução inovadora e quer crescer? Conheça o Algar Ventures OpenSua empresa tem uma solução inovadora e quer crescer? Conheça o Algar Ventures Open
    Como os CEOs podem evitar que sua estratégia de Big Data não seja uma perda de tempoA análise de dados da sua empresa ainda é um quebra-cabeça com peças espalhadas pelo chão? Descubra como aumentar a eficiência do trabalho de Analytics -- e usar suas descobertas para tomar melhores decisões. De escolher candidatos à Presidência até à decisão de qual filme vamos assistir, a análise de grandes volumes de informação -- conhecida como Big Data -- tem se tornado parte integrante de nossas vidas. Mas, para muitas empresas, interpretar esses dados ainda é um quebra-cabeça de difícil solução, como se tivesse muitas peças faltando e todas elas espalhadas pelo chão. Em uma pesquisa que durou 20 anos, examinamos de perto 36 empresas em 8 mercados para entender o motivo pelo qual as empresas lutam tanto para tornar a análise de dados mais eficiente. Os resultados mostram que menos da metade do planejamento de Big Data atinge as metas iniciais de ROI (Retorno sobre Investimento). Mas um pobre ROI é apenas uma parte da história. Outros sinais de que há algo errado podem ser:
  • Alto nível de frustração dos líderes com os projetos de analytics;
  • Mais da metade dos executivos sênior tem uma lista de ações (backlog) de pelo menos dois anos para implementar melhorias cruciais no sistema de analytics;
  • Constante rotatividade de Chief Analytics Officers (CAOs).
  • As companhias de seguro, por exemplo, que formam um mercado com uso de analytics muito intensivo, têm aproximadamente metade dos CAOs mudando de função a cada 18 meses; 4. Reestruturações frequentes da função de Analytics dentro do negócio; 5. E ainda, excessivos pedidos de ajuda para consultores externos. Esses não são problemas pequenos e as suas soluções também não são tão fáceis assim. É por isso que o papel do empreendedor para remover essas barreiras é fundamental. Enquanto um CEO normalmente entende o potencial de transformação de Big Data/analytics, muitas vezes ele desconsidera a outra face da moeda -- o trabalho de análise dos dados desencadeia certas forças dentro de uma empresa, capazes de ameaçar a própria área de Analytics. Essas forças devem ser compreendidas e conduzidas de forma a garantir que toda a iniciativa tenha sucesso. Para isso, o CEO tem que trabalhar em cima de quatro aspectos: Administração constante da dinâmica dos C-level Todo executivo C-level detém um delicado equilíbrio de forças. "Não assuma que um consenso geral vai levar a mudanças positivas", diz Dan Oakley, Strategic Analytics na EY. "A maioria dos executivos reconhece os benefícios da orientação para fatos e dados, mas, na prática, o CEO deve administrar os conflitos entre planos de ação dos C-level para extrair o que vale a pena." Quando o CEO assume a responsabilidade do analytics, este executivo vai estar à frente de budgets maiores e passará mais tempo no planejamento da diretoria, além de supervisionar um novo e poderoso conjunto de recursos. Ao mesmo tempo, outros executivos não só vão ter de lidar com a perda de influência, como também vão se sentir vulneráveis. Essa vulnerabilidade frequentemente induz os conservadores a resistir. CEOs devem perceber de antemão essa reação. O primeiro passo é falar abertamente sobre todo o caminho necessário e o inerente senso de vulnerabilidade que atingem executivos quando o modelo de negócio muda. Ser transparente sobre o nível de mudança esperada e as diferentes competências que os executivos vão necessitar para enfrentar todas essas mudanças é algo que coloca o diálogo em outro nível. Finalmente, o CEO deve identificar os executivos que têm maior interesse em manter o status quo e começar a trabalhar a sua resistência - até mesmo cortando aqueles que são inflexíveis. Escolha do líder de analytics certo Aparentemente, uma solução simples seria apenas a contratação de um profissional altamente qualificado ou um influenciador que disseminasse o potencial do Big Data. Mas nem sempre é só isso. A questão envolve algo maior do que a tecnologia. Enquanto as habilidades técnicas são um ponto de início, o CEO deve escolher um líder de analytics com três qualidades específicas: 1. Uma capacidade para colaborar, tendo suas ideias moldadas pelos outros e que defenda as ideias dos outros. 2. Um entendimento de como funciona a operação da empresa atualmente e uma visão de como um analytics pode conduzir a companhia para um futuro melhor, talvez totalmente diferente. 3. O desejo de criar um ambiente de descobertas, em que se permite usar os dados para delinear o futuro da empresa. "Ninguém consegue realizar um analytics bem sucedido de forma isolada", explica Oakley. A alta taxa de rotatividade dos CAOs, como foi falado antes, é um claro sinal de que encontrar o líder de analytics certo é uma tarefa difícil. O desafio dos modelos mentais existentes Executivos de alta performance são moldados pelas experiências decisivas de suas carreiras, ainda que o analytics exija deles um entendimento das coisas muito além de seus modelos mentais. O CEO deve identificar, entre os líderes, as tomadas de decisão que ainda estão muito rígidas; deixar claro a todos que a era do analytics demanda um novo modo de pensar, tanto individual como coletivamente; e enfim, conduzi-los para isso. Executivos que ainda defendem o status quo e temem a mudança vão ser bem sucedidos de uma única forma: conduzindo mal as iniciativas de analytics e talvez acabando com elas completamente. Ironicamente, isso até permite que eles sejam reconhecidos como "inovadores" num primeiro momento, mas logo caem em descrédito e o poder do C-level volta ao que era antes. Muitos CEOs subestimam o impacto dos modelos mentais no processo de inovação, geralmente assumindo que os exercícios de "pensar fora da caixa" já resolvem a questão. De acordo com um CFO, "Nossos modelos mentais eram tão rígidos que até o modo como entendíamos os dados em si precisava ser desafiado.” “ foi uma fonte de capital político - para ser acumulado e principalmente usado para travar batalhas internas. Somente agora estamos nos familiarizando com a ideia de que o destino da companhia é dependente do uso coletivo e estratégico da informação". Criação de um ambiente com inovação acelerada Os planos de analytics bem-sucedidos exigem um tipo de aprendizado que poucas organizações são capazes de fazer. Ele pode permitir inovações revolucionárias, mas apenas se o ambiente da empresa apoia essas descobertas e experimentações. "Para criar, incubar e colocar o analytics em ação rapidamente, a inovação deve estar no DNA da organização", afirma Chris Mazzei, Global Chief Analytics Officer da EY. "É uma responsabilidade do CEO criar esse ambiente de inovação acelerada, em que a experimentação e o erro podem ser o caminho mais rápido para o sucesso da inovação". Se os esforços estiverem ancorados aos processos de aprendizagem tradicionais, eles não vão caminhar rápido o suficiente para conseguir alcançar mudanças significativas. Essa é a "mínima velocidade" que as percepções podem andar para que o combustível inovação seja completamente incompreendido. Prejudicado por silos departamentais, incentivos, e um comportamento antigo, a maioria das companhias nunca vai usá-lo. Um sinal comum de que um ambiente está nessa baixa velocidade é uma confiança excessiva nas concorrências por solução de problemas, como o Kaggle . Ao mesmo tempo que essas ferramentas são muito valiosas e um elemento essencial de qualquer analytics, elas não deixam de ser apenas ferramentas e, como qualquer outra, podem se tornar uma muleta, se os grandes problemas não forem discutidos. A experimentação deve ser recompensada - algo que um número bem pequeno de empresas faz. Em um estudo realizado ano passado, percebemos que apenas 17% das empresas associaram a inovação como uma forma de compensação. A acelerada geração de Big Data nas últimas décadas originou capacidades impressionantes - e não há nenhum sinal de que isso vai desacelerar. Mas para que as empresas possam explorá-las por completo, os CEOs devem intensificar seus esforços; eles não podem abdicar de sua liderança ou delegar a responsabilidade para outros executivos. A boa notícia para muitas empresas que lutam para otimizar seus investimentos de Big Data/analytics é que elas não estão sozinhas. A corrida pela vantagem competitiva ainda pode ser vencida.]]>
    https://endeavor.org.br/como-os-ceos-podem-evitar-que-sua-estrategia-de-big-data-nao-seja-uma-perda-de-tempo/https://endeavor.org.br/?p=22112Fri, 27 Jan 2017 20:41:12 +0000Como os CEOs podem evitar que sua estratégia de Big Data não seja uma perda de tempoA análise de dados da sua empresa ainda é um quebra-cabeça com peças espalhadas pelo chão? Descubra como aumentar a eficiência do trabalho de Analytics — e usar suas descobertas para tomar melhores decisões. De escolher candidatos à Presidência até à decisão de qual filme vamos assistir, a análise de grandes volumes de informação — ...Endeavor BrasilEYFri, 27 Jan 2017 18:44:32 +0000EYComo os CEOs podem evitar que sua estratégia de Big Data não seja uma perda de tempoComo os CEOs podem evitar que sua estratégia de Big Data não seja uma perda de tempo
    4 tendências que vão guiar o mercado de serviços em 2017Você conhece bem os efeitos da economia circular? Já ouviu falar nos chatbots? É adepto do trabalho remoto? Se quiser aproveitar oportunidades no setor de serviços em 2017, é melhor ir se familiarizando com tudo isso.

    As tendências de negócios são como grandes ondas. Para vê-las se formando, é preciso olhar para além do horizonte mais próximo, o que vem vindo logo ali na frente, no que algumas pessoas chamam de futuro. Quanto antes puder enxergá-la, mais tempo você tem de se preparar para surfar essa onda.

    Curioso para saber quais são as previsões de 2017 para o setor de serviços? Force bem a vista para enxergar logo à frente e você vai ver que algumas ondas já estão mais próximas do que parece.

    1. Novas relações de consumo sustentável

    A sustentabilidade já deixou de ser tendência para se tornar regra do jogo há alguns anos. Porém, fenômenos como a economia compartilhada e o consumo peer-to-peer redefiniram radicalmente a relação dos consumidores com o uso dos produtos e a tolerância ao desperdício. A mentalidade da posse foi substituída aos poucos pela do acesso.

    Como o relatório da TrendWatching ilustra, o consumidor prefere pagar para ter acesso a um serviço de streaming de música, como o Spotify, para usar um serviço de caronas, como o Uber, ou ainda, pagar pelo uso de um espaço de coworking, como o Impact Hub. Além disso, aplicativos como o Moda Livre indicam para o consumidor quais são as marcas que fazem uso de trabalho escravo na produção têxtil.

    Antigamente, as marcas mais mal vistas pelos consumidores estavam ligadas às indústrias de cigarro, por exemplo, em que o produto estava no centro da discussão. Hoje, o modo como algo é produzido, independentemente do setor, também ganha seus próprios holofotes. Assim, aumenta-se a preocupação com o impacto ambiental e social de um negócio, com o descarte do que é consumido e também com a eficiência energética da produção.

    Um bom exemplo de organização que transformou essa tendência em core do negócio é a Wise Waste, empresa de reciclagem de resíduos complexos como cápsulas de café e embalagens metalizadas. Por meio do design circular, a startup oferece serviços para grandes marcas como P&G, Natura e Nestlé. E os números falam por si só: de 2015 para 2016, a startup dobrou de tamanho e espera crescer seis vezes no próximo ano.

    2. Novas relações de trabalho

    Se trabalho um dia já foi sinônimo de tortura, hoje é espaço de realização. A relação de cada indivíduo com a própria carreira e o local onde trabalha mudaram radicalmente nos últimos anos, especialmente com o aumento da presença dos millennials nas organizações. É por isso que os empreendedores mais atentos -- e seus times de Gente e Gestão -- procuram serviços e soluções que estejam alinhados com essa nova relação entre funcionários, empresas e líderes.

    Segundo o relatório da Deloitte que prevê disrupções para 2017, isso significa dar uma ênfase maior em ferramentas colaborativas de gestão e comunicação, como Trello e o Slack, além de repensar o modo como as organizações mensuram a performance, fazem a gestão dos planos de carreira e incentivam o aprendizado individual contínuo do time.

    A Qulture Rocks, por exemplo, é uma plataforma brasileira que une feedbacks instantâneos, gestão de metas ágeis e avaliações de talentos para facilitar a gestão de talentos das empresas. Francisco de Mello, fundador da startup, se inspirou nas práticas de empresas como Google, AB InBev, Adobe, e General Electric para oferecer uma solução para o mercado que ele mesmo sempre buscou: um sistema que ajude as empresas a criarem times de alta performance.

    Já a Pin People, também apostou nesse mercado para criar uma plataforma online que une talentos e empresas pela combinação de afinidades, cultura, valores e propósito. Um verdadeiro Tinder para recrutamento e seleção!

    Esse universo de serviços para gestão e RH é um espaço de oportunidades infinitas! E se você adicionar nessa conta a tendência ao trabalho remoto vai se deparar com um verdadeiro oceano azul, em que a necessidade de novos negócios cresce na velocidade de transformação dos ambientes de trabalho.

    3. Novos usos de serviços de tecnologia

    "Negócios voltados para tecnologia não deveriam servir apenas analistas de TI e pessoas que sentam atrás de um computador o dia todo. Este ano, nós vemos uma grande onda de inovação nas indústrias mais tradicionais onde os negócios ainda são geridos pelo papel." Essa é a previsão de Stacey Epstein, fundadora do aplicativo de mensagens Zinc. E que nós já vemos indícios da formação dessa onda aqui no Brasil.

    Exemplo dessa tendência é o crescimento de serviços de gestão financeira como o GuiaBolso e de contabilidade online como a Contabilizei, ambos apoiados pela Endeavor desde o ano passado. Um outro exemplo de empresa da rede Endeavor, o dr.consulta, faz uso da tecnologia para automatizar o serviço de agendamento e confirmação de consultas e exames pelo e-mail e SMS, otimizando o próprio serviço e melhorando a experiência dos consumidores.

    4. Novos serviços personalizados entregues em larga escala

    A antiga abordagem de "um-tamanho-serve-todos" (one-size-fits-all) perde a força, quando os consumidores passam a ser cada vez mais aversos a comunicações genéricas, serviços padronizados e respostas protocolares. Mesmo que seu mercado seja pequeno, cada consumidor deve sentir que as suas soluções se encaixam perfeitamente com o que ele busca. Estreite o seu foco, contrate especialistas e dê aos consumidores aquilo que eles precisam - no timing e na dose certas.

    Mas, como manter a personalização sem perder escala?

    Aproveite todo ponto de contato da sua marca para coletar dados sobre os seus consumidores. Pode ser o aumento de interesse por um serviço que você oferece, uma pesquisa de satisfação que entenda melhor a jornada de consumo ou até uma análise aprofundada do perfil de clientes que você já atendeu, indo além do demográfico para as motivações, estilo de vida e necessidades.

    Para escalar o atendimento ao cliente, sem sobrecarregar o time, invista em chatbots que respondem em tempo real aos consumidores, a qualquer hora do dia, de maneira inteligente. Um outro exemplo de serviço oferecido sob medida, apesar da larga escala, são as Descobertas da Semana do Spotify, o algoritmo de recomendações da Amazon e as sugestões de séries do Netflix.

    Parece muito distante da realidade da sua empresa? Comece a personalização dando inteligência à sua base de e-mails: enriquecimento de leads, novas segmentações mais apuradas e criação de Landing Pages com campos que te oferecem mais informações sobre o consumidor são uma maneira simples de começar a colher dados e gerar comunicações personalizadas.

    No momento em que você acerta na entrega de soluções que combinam perfeitamente com a necessidade do seu consumidor, a resposta dele é imediata: recomendar a sua empresa para a própria rede de amigos e contatos.

    Essas são algumas tendências que já despontam no horizonte do mercado de serviços nesse ano que acabou de começar. O grande desafio para o empreendedor é saber para onde canalizar os esforços. É se antecipar a certos movimentos para que, quando eles ganharem força, você se fortaleça também.

    Se você empreende no setor ou tem a intenção de se arriscar, acompanhe essas e outras tendências para 2017 com apenas uma ideia em mente: como usar esses movimentos culturais e sociais para criar serviços inovadores que encantem o consumidor?

    Comece com uma ferramenta simples: o Job to be Done e descubra qual é o trabalho que você deseja executar para os seus consumidores, e que eles estão dispostos a pagar para ter.

    Veja também:

    |Ferramenta| 70-20-10 para pequenas empresas

    |eBook| Negócios legais crescem mais rápido

    |Ferramenta| Análise 360 da oportunidade de negócio

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

     

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    https://endeavor.org.br/4-tendencias-que-vao-guiar-o-mercado-de-servicos-em-2017/https://endeavor.org.br/?p=22084Fri, 27 Jan 2017 16:08:28 +00004 tendências que vão guiar o mercado de serviços em 2017Você conhece bem os efeitos da economia circular? Já ouviu falar nos chatbots? É adepto do trabalho remoto? Se quiser aproveitar oportunidades no setor de serviços em 2017, é melhor ir se familiarizando com tudo isso. As tendências de negócios são como grandes ondas. Para vê-las se formando, é preciso olhar para além do horizonte mais ...Endeavor BrasilLaís GrillettiWed, 15 Feb 2017 14:29:54 +0000Laís Grilletti4 tendências que vão guiar o mercado de serviços em 20174 tendências que vão guiar o mercado de serviços em 2017
    Pulverizar ou centralizar? Veja dicas para definir a melhor estratégia de distribuição

    Companhias gigantes, como a Amazon, adotaram a estratégia de pulverizar a distribuição de produtos, mas será que vale a pena? 

    Uma das principais dúvidas de quem opera com distribuidores diz respeito à pulverização - ou não - desses fornecedores. Por exemplo, se você tem um negócio de e-commerce, provavelmente já se questionou sobre a melhor estratégia logística a adotar: centralizar as atividades com um operador ou pulverizar entre vários? O fato é que, por se tratar de um aspecto fundamental da operação, não existe resposta simples.

    A dúvida fica ainda mais complexa quando falamos em internacionalizar o negócio. Além da avaliação cuidadosa dos prós e dos contras, deve-se considerar as diferenças culturais de cada país - o que, no final, acaba interferindo nessa decisão. E, principalmente, deve-se entender que não há resposta fácil para a pergunta. Para Guilherme Laager, CEO da Laager Consultoria, “cada caso é um caso”.

    De acordo com o especialista, a questão merece um “debate aprofundado”, mas ele apontou maior desafio: “os empreendedores têm que entender que, quando se trata de logística, o mais difícil de se trabalhar é o “de: para:”

    A importância da análise reversa “O momento da negociação é muito rápido, e concluir com sucesso é o grande desafio. O ideal é que esse momento seja ilustrado por uma reta na qual os pontos ‘de’ e ‘para’ estejam colados um no outro, colado no cliente. Quando alguém compra de alguém e revende, é intermediário. A linha reta vira curva”.

    E a decisão entre centralizar ou pulverizar o caminho do “de” ao “para” deve ser baseada em uma cuidadosa análise reversa.

    “Do cliente para trás. A visão reversa é que vai dar a resposta ou não. O empreendedor precisa ter visão helicóptero do que está acontecendo: visão de cima, de tudo”.

    Ele explica: “imagine que nos planos da minha empresa esteja a internacionalização para a Ásia. É melhor fazer um estudo para descobrir se tem alguém que opere bem lá antes de impor uma centralização, por exemplo”.

    Um exemplo para deixar mais claro

    Peguemos o caso de uma empresa fictícia, a ShoeShip, e-commerce que comercializa calçados. Vamos supor que, recentemente, a companhia tenha passado a atuar além das fronteiras brasileiras. Vamos assumir também que o processo de expansão seja recente, tendo começado em 2016 e que ShoeShip tenha montado uma base na Bélgica e que a logística internacional foi toda baseada no país.

    E como a ideia é ter um alcance realmente global, o plano dos gestores é o de fornecer os produtos para cerca de 90 países.

    Como funcionaria a questão da distribuição?

    Sendo assim, a operação foi iniciada com um operador que tem alcance mundial e oferece um serviço barato. No entanto, os empreendedores da ShoeShip perceberam que a companhia deixava um pouco a desejar quando se tratava do tempo de entrega e da questão do rastreio. E quando perceberam essas limitações, tentaram evoluir para encontrar outras possibilidades.

    Uma delas foi uma distribuidora que tem foco em entregas internacionais. A ShoeShip começou a utilizar os serviços deles para determinadas zonas do mundo, como África do Sul, Eurásia e Oceania. Então, em um certo momento, a empresa tinha dois provedores de logística. A estratégia para essa definição foi baseada, como orientou Guilherme Laager, em uma análise reversa, mirando alcance, preço e qualidade do serviço em termos de entrega.

    E a pulverização?

    No caso específico de uma empresa de pequeno porte como a ShoeShip, uma operação com múltiplos operadores não valeria a pena, pois poderia comprometer a eficiência da produção. A pulverização só funcionaria se a empresa conseguisse estabelecer um processo particular para cada um dos operadores. O ganho financeiro teria que ser muito grande para que isso se tornasse viável.

    Como a ShoeShip ainda está crescendo em vários setores, se os gestores tentassem se adaptar a vários provedores de serviços, a perda seria importante. Assim, a pulverização pode ser uma boa estratégia para empresas do porte da Amazon; mas, da forma como a ShoeShip opera, enviando pacotes para os quatro cantos do mundo, ainda não vale a pena.

    Até porque, como você deve saber, pequenas empresas não têm muito espaço para errar. Assim, é ideal que se faça um período de teste para entender como funciona, se vai bem. No caso da pulverização, muito tempo e muitos recursos teriam que ser investidos nesses períodos de experimentação.

    E uma última dica que fica para quem está considerando expandir as operações: no começo, é fundamental priorizar o envio para certos países. Em vez de abraçar o mundo, entender direitinho como alguns países específicos funcionam, e atender com qualidade as demandas de lá. A tal análise reversa, que, nestes casos, sempre funciona.

    Leia mais:

    Do Rio para os EUA: como internacionalizamos o Spoleto

    Como lidar com as dores do crescimento sem perder a cabeça

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    https://endeavor.org.br/pulverizar-ou-centralizar-veja-dicas-para-definir-melhor-estrategia-de-distribuicao/https://endeavor.org.br/?p=22064Wed, 25 Jan 2017 13:20:01 +0000Pulverizar ou centralizar? Veja dicas para definir a melhor estratégia de distribuiçãoOferecimento: Companhias gigantes, como a Amazon, adotaram a estratégia de pulverizar a distribuição de produtos, mas será que vale a pena?  Uma das principais dúvidas de quem opera com distribuidores diz respeito à pulverização – ou não – desses fornecedores. Por exemplo, se você tem um negócio de e-commerce, provavelmente já se questionou sobre a ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 26 Jan 2017 14:07:52 +0000Endeavor BrasilPulverizar ou centralizar? Veja dicas para definir a melhor estratégia de distribuiçãoPulverizar ou centralizar? Veja dicas para definir a melhor estratégia de distribuição
    Você quer uma cultura forte na sua empresa? Aposte na confiançaDentre as bases necessárias à construção do "Ciclo de Crescimento" da organização, os empreendedores devem criar e inspirar a relação de confiança com o time, direcionada à busca permanente de melhores resultados, como base da cultura organizacional.

    Que uma empresa são as pessoas que nela trabalham, você já deve saber de cor e salteado. É por isso que no Portal Endeavor existem tantos artigos, ebooks e outros conteúdos criados para que você consiga aprimorar a qualidade da sua gestão do time. Os desafios são inúmeros quanto à construção e desdobramento das metas (ciclos de planejamento e execução) e aos processos de gente: recrutamento, integração, desenvolvimento, engajamento, incentivos e reconhecimento de talentos e por aí vai. O engajamento com a cultura organizacional passa por sua correta percepção, protagonismo dos líderes, construção e aprimoramento de processos de gente.

    A confiança é construída por meio de relações pessoais

    A construção e a aceitação da cultura organizacional está assentada numa série de relações entre pessoas que fomentam ou travam os processos estratégicos de gente. Cada relação representa, em nível individual, o farol difusor ou bloqueador da cultura. Se há confiança, o ciclo virtuoso é disparado; se não há, o inverso acontece. Em última instância, como o meu líder ou o meu par se relacionam comigo importa mais para a pessoa do que o discurso oficial da empresa. Lembre-se do ditado "uma pessoa não deixa a empresa, ele deixa o seu líder".

    Vamos abordar o assunto do desenvolvimento da confiança junto ao time como alavanca do “Ciclo de Crescimento” de forma mais abrangente e estratégica,  partindo da minha experiência como empreendedor na construção de negócios e no varejo multicanal, como mentor Endeavor e ex-consultor em Gestão para Resultados. Alguém que testou modelos, que errou e que correu atrás para aprimorá-los.

    O DNA começa com a visão e os capítulos da construção da empresa

    A estratégia de gente, naturalmente, será impactada pela história dos fundadores e sócios da empresa, ou seja, como a ideia foi construída. Quem são as pessoas envolvidas na criação de uma organização? O que sonham atingir? O que elas valorizam? Qual o processo de decisão? Como inspiram outras pessoas a lutarem por objetivos comuns? Tudo isso vai compondo o próprio DNA da companhia e seu propósito de existência.

    Os primeiros capítulos da empresa já trazem as bases a uma cultura organizacional, ainda que essas questões não estejam tão claras ou escritas. Portanto, vale o exercício de recapitular a história de construção do negócio, dos seus primeiros empreendedores e executivos. A reflexão poderá trazer valiosos insights sofre fatos que moldaram o modelo de negócio e comportamento atual da organização. As principais histórias --aonde queríamos chegar, vitórias, derrotas, aprendizado-- precisam ser contadas a todos, desde a imersão dos novos até durante as reuniões de resultados.

    E o grande desafio, como você já deve ter constatado no seu dia a dia, é entender a essência da cultura e mantê-la viva durante o crescimento. Uma grande dor do crescimento. Parte dos empreendedores acaba se perdendo aí. Formalizados ou não, é importante manter vivos e perceptíveis os valores e o propósito de ser da organização.

    Líderes são protagonistas na difusão da história e da cultura da empresa

    A cultura da empresa é comunicada de pessoa para pessoa, mas a comunicação só traz bons frutos quando há confiança entre as partes e abertura para escutar. Líder e liderados, pares com pares, liderados e líderes. Se não confio no meu líder, não o escuto, não priorizo o que ele diz. A abertura para escutar o que o outro tem a dizer, a confiança, é gatilho para identificação e resolução de problemas reais e difusão da cultura; portanto para o próprio crescimento da organização.

    Neste processo de difusão da cultura, os líderes são os protagonistas, os responsáveis por recordar o entendimento, explicar os critérios e traduzir os valores no dia a dia das pessoas. Quando a cultura de uma organização, com sua visão, seu propósito e seus valores, está registrada e é efetivamente compartilhada (transformada em padrões no dia a dia), a agitação da "rádio peão" tende a diminuir, pois os caminhos a seguir e forma de decisão são bem mais transparentes.

    Líderes mantêm viva a cultura por meio do exemplo

    Os mais novos olham para a referência daqueles com mais tempo de casa ou de atuação destacada: metas desafiadoras atingidas, projetos importantes executados com louvor, sócios e conselheiros da empresa, funções exercidas. Apesar de o assunto ser muito explorado nos artigos de empreendedorismo, quase um mantra, nunca é suficiente reforçar a importância dos líderes serem percebidos como exemplo pelo time. E nesse "percebidos como exemplo" há todo o desafio da comunicação: mal-entendidos, desatenção às mensagens, falta de carisma e clareza. A intenção do líder, frequentemente, passa longe do que o time percebe como realidade.

    No entanto, ações simples dos líderes ajudam na difusão da cultura. Aproveite as reuniões de resultado para contar as conquistas, os erros, o aprendizado para o crescimento do negócio visando a dar vida ao DNA da empresa e as razões pelas quais ele ajudou a todos a crescer.

    Outras coisas simples podem ser implementadas: bate-papo com líderes, entendimento do sonho grande e seus desdobramentos (ex.: metas anuais, ações de crescimento, novas competências necessárias), exemplos de atitude esperada, feedbacks frequentes, grupos de cumbuca, adequação do ambiente físico à cultura. A construção e o reforço da cultura podem ser sistematizados por meio de processos prioritários de gente, vamos repassar a essência deles.

    Executando as estratégias de gente - a atração de talentos

    Uma vez que você tem bem claros a história e os valores da sua empresa, chega o momento de pensar a questão de forma mais próxima do dia a dia das pessoas. Começando, claro, pela atração e retenção de talentos.

    A primeira pergunta a ser feita é: “onde vou encontrar o talento certo?” Se, por exemplo, você está precisando de um designer, dificilmente vai encontrá-lo numa cidade sem formação em design ou sem empresas que formem tais competências. Você terá que atrair o talento de outros lugares!

    Você precisa conhecer os lugares onde os potenciais candidatos estão, quais universidades frequentaram ou frequentam, de quais redes participam, quais blogueiros leem, e por aí vai. É imersão mesmo, sem delegar para terceiros, para entender se aquele grupo compõe um perfil ideal para sua empresa, antes mesmo de começar a recrutar.

    À época da atuação no varejo, costumávamos levar nossos times às faculdades para divulgar programas de talentos. Dependendo das oportunidades abertas, envolvíamos mais pessoas: o time de desenvolvimento de produtos apresentava o programa para alunos de design, o de financeiro falava com estudantes de administração, etc.

    Esse cuidado no recrutamento é fundamental para o casamento de perfis e competências com a empresa. Caso seja mal conduzido, você pode gastar horas com coachings ou treinamentos que não conseguirá mudar um perfil inadequado. E a saída da pessoa (turn-over) certamente virá, uma hora ou outra.

    Onboarding: aqui, todo cuidado (também) é pouco

    Executado o processo de recrutamento e seleção, falemos agora sobre o processo de onboarding, ou imersão para a boa parte do mundo corporativo. É quando a sua empresa poderá inserir, de fato, os novos contratados na operação.

    Cada organização tem suas particularidades; mas um onboarding bem feito não deve prescindir de:

    • Atividades de integração com os demais membros do time;
    • Conhecimento do funcionamento das áreas (visão sistêmica), com destaque para aquelas relacionadas diretamente com o cliente (ex.: vendas, inovação, atendimento ao cliente);
    • Treinamentos teóricos e práticos (on-the-job training): cultura organizacional, comportamental, técnico (função, políticas, rotinas detalhadas);
    • Acompanhamento do trabalho por líderes.

    Um exemplo é o onboarding do setor de "Relacionamento com o Cliente" de uma empresa multinacional do setor de locação de veículos. O processo costuma durar algumas semanas,  os elementos acima são tratados com bastante zelo. A atitude pró-cliente é visível em cada etapa do trabalho de imersão.

    Os indicadores de satisfação dos novos integrantes (NPS contratação, NPS 3 meses), turn-over e tempo de recrutamento (time to fill) são opções para quantificar a situação atual frente o desejado (meta). Com um a dois anos de dedicação e foco dos líderes da empresa, é possível construir e evoluir significativamente o processo de atração e onboarding, bem como gerar uma boa reputação da marca junto aos públicos-alvo.

    Ciclo de Treinamento e Ciclo de Feedback: os irmãos siameses

    Uma vez realizado o onboarding, o próximo alvo passa a ser o desenvolvimento do novo colaborador. É o momento de planejar e executar os treinamentos necessários para a pessoa entregar os resultados esperados. O objetivo é construir e aprimorar, continuamente, a trilha de capacitação, incentivando a disseminação dos conhecimentos necessários às atuais e futuras metas e atividades (matriz de competências da função e matriz de treinamentos), papel de líderes e reforço da cultura organizacional.

    A periodicidade dos ciclos de treinamentos se dá conforme as necessidades de cada área em atingir suas metas e de colaborar com o atingimento das metas das demais áreas da organização. Quanto mais frequente, melhor. O primeiro grupo de treinamentos depende mais da ação do líder, tem baixo custo e alto retorno, como:

    • On-the-job training (OJT): mais útil ao indivíduo, pois serve para ele absorver o conhecimento necessário para rodar o dia a dia. Segundo estudo do Professor Boris Groeysberg (Harvard Business School), 70% do aprendizado ao longo da carreira se dá executando as atividades (OJT), 20% por meio de mentor e 10% via treinamento formal;
    • Grupo de cumbuca, dada a sua flexibilidade e baixo investimento, pode rodar todas as semanas;
    • Mentorias e consultoria com especialistas em resolver problemas crônicos das áreas podem ocorrer mensalmente, de modo que as equipes tenham tempo de executar as melhorias propostas ao longo do próximo mês;
    • Treinamentos técnicos (setor) em plataformas digitais (Coursera, Fundação Bradesco, Udemy, etc).

    O segundo grupo - a capacitação formal da empresa - trabalha com a questão do nivelamento das competências necessárias ao longo do crescimento da empresa e da carreira do time. É capitaneada pela área de Gente (Pessoas), porém depende do protagonismo dos líderes na estruturação e validação do conteúdo, dinâmicas e formas de avaliação do êxito. Há várias configurações possíveis para a construção da trilha de capacitação, conforme setor e segmento (varejo B2B, varejo B2C, indústria de alimentos, serviços financeiros, etc) e a cultura organizacional (principalmente valores). As empresas dão diversos nomes à capacitação formal: escola de negócios, universidade corporativa, programa de formação de líderes.

    O NPS do time (conteúdo e instrutor), feito logo após o treinamento, é utilizado como termômetro do êxito do treinamento e pode gerar boas ideias de aprimoramento da trilha de carreira. É importante "rodar" os instrutores e mentores dedicados a cada conteúdo, de modo a oxigenar as melhores práticas, há muitos talentos a fim de colaborar com a capacitação da empresa, basta procurar com dedicação.

    O "Ciclo de Treinamento" precisa se comunicar com o "Ciclo de Feedback" (formal ou informal), na medida em que o último gera insumos ricos sobre o nível de conhecimento do time:

    • Metas atingidas, metas perdidas;
    • Engajamento com a cultura organizacional;
    • Nível de confiança (líderes e pares). A confiança abre espaço, gera mais transparência, para o Feedback sincero e a execução de melhorias por parte da pessoa;
    • Capacidade de execução de rotinas críticas (operacional);
    • Recursos disponíveis;
    • Destaques e pontos fracos de conhecimento - individuais e da área;
    • Recomendações aprendizado para aumentar a capacidade de atingir metas.

    Em suma, treinamento e feedback devem ser frentes integradas, irmãos siameses, com planejamento e execução forte. Formação nas competências necessárias e o impacto gerado na capacidade do time em atingir objetivos corporativos dentro da cultura. Os empreendedores de uma startup podem construir versão mais simplificada e adaptada ao seu porte e complexidade, focando na essência do que debatemos.

    Como vimos, a execução das estratégias de gente é um processo que leva tempo, começa muito simples e vai se aprimorando. Começa com o compartilhamento da história e dos valores da sua empresa; passa pela busca cuidadosa de talentos, por processos aprofundados de onboarding, por treinamentos e por avaliações de desempenho.Quando tratada com a devida prioridade e tendo a confiança como "viabilizadora", o time passará a entender que a cultura organizacional é valorizada.

    Uma cultura organizacional que gere alto nível de engajamento e foco em atingir novos sonhos, resultados cada vez melhores, gera agilidade no teste de modelo de negócio (atual ou inovações) e pde disparar ciclo de crescimento escalável. Uma ótima cultura organizacional não compensa um modelo de negócio ruim, mas uma cultura organizacional fraca pode arruinar um modelo de negócio promissor.

    Referências para leitura:

    Talk, Inc (Groysberg, B);

    Thanks for the Feedback (Stone, D.),

    The Five Dysfunctions of a Team (Lencioni, P.),

    O Verdadeiro Poder (Falconi, V.).

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    https://endeavor.org.br/gestao-de-gente/https://endeavor.org.br/?p=21965Tue, 24 Jan 2017 21:47:15 +0000Você quer uma cultura forte na sua empresa? Aposte na confiançaDentre as bases necessárias à construção do “Ciclo de Crescimento” da organização, os empreendedores devem criar e inspirar a relação de confiança com o time, direcionada à busca permanente de melhores resultados, como base da cultura organizacional. Que uma empresa são as pessoas que nela trabalham, você já deve saber de cor e salteado. É ...Endeavor BrasilDarino Moreira TenórioTue, 24 Jan 2017 19:47:15 +0000Darino Moreira TenórioVocê quer uma cultura forte na sua empresa? Aposte na confiançaVocê quer uma cultura forte na sua empresa? Aposte na confiança
    5 hábitos para manter o espírito de startup – sem parar de crescerA mudança é algo contínuo em uma startup. Porém, para crescer com consistência, cabe ao empreendedor decidir quais são as práticas que não mudam de jeito nenhum - não importa o tamanho que a sua empresa tenha.

    Começar um negócio, muitas vezes, é o passo mais fácil de ser dado. Muitos se encantam com a ideia, considerando a estabilidade e a segurança que a vida de um funcionário oferece. Ledo engano. O mundo do empreendedorismo trata de tudo, menos de segurança e estabilidade. Lançar-se ao mundo do “meu próprio negócio” é enfrentar muitos monstros. É enfrentar-se. Olhar no espelho e ter autoconsciência de que é preciso muito mais que um sonho. É, no mínimo, ter muita resiliência e perseverança.

    No meu caso, a veia empreendedora é genética. Venho de uma família de self-made men e women. Meu pai começou como engraxate. Foi longe. E continua indo. Dentre as lições que aprendi em casa, e no mundo dos negócios, seleciono 5 dicas para que sua empresa nunca perca o espírito livre e leve de uma startup, mesmo quando começar a alçar – os tão sonhados – voos mais altos.

    1. Descubra o seu talento. Mas seja bom em várias áreas

    Quando começar, você deve perceber que tem talentos, competências e habilidades ainda muito cruas. Para um empreendedor, considero fundamental ter um talento em uma área específica, mas acredito ser de grande importância que o mesmo conheça outras áreas e tenha capacidade de executar e organizar várias tarefas ao mesmo tempo.

    Estou convencido de que empreendedores de sucesso têm uma elevada capacidade de multiprocessamento, pois precisam liderar assuntos organizacionais e de mercado, como montar um time de alta performance e processos bem desenhados, definir qual a melhor estratégia para atrair clientes, além de tratar questões como receita, custos, impostos, empréstimos, investimentos etc.

    Mas você naturalmente não vai conseguir fazer tudo sozinho.

    2. Associe-se a pessoas tão talentosas quanto seu negócio merece

    É nessa hora que uma sociedade possibilita uma melhor divisão de tarefas e comando dos processos diários. Não tente dar conta de tudo. Você não dará. E o custo será alto.

    Existe, no entanto, um aspecto fundamental para o sucesso de uma sociedade: a complementaridade de qualidades e pontos fortes de cada um dos sócios. Mais importante ainda, os sócios precisam ter valores e princípios de vida parecidos.

    Você e seus sócios precisarão sonhar juntos. Mas o espírito de equipe morre na praia se não puderem realizar o negócio juntos.

    3. Olhe em volta e saia da concha

    Não é só a sociedade que será importante para a maturação e crescimento da sua empresa. Você precisará, de fato, respirar outros ares. Essa foi para mim uma grande lição: em qualquer situação de nossas vidas, seja de trabalho ou pessoal, é fundamental conhecer pessoas. Pessoas que ajudaremos e que também poderão ser nossos aliados quando for necessário.

    Mas isso precisa ser natural. Relações de cunho interesseiro são logo percebidas e desmanteladas. Cuidado com esse jogo. Ele nunca vale a pena. Por isso, crie uma rede verdadeira. Tenha um hobby. Interesse-se legitimamente pelas pessoas. Faça mais amigos e aprenda com todos eles.

    Mas não entre em uma zona de conforto de só expandir suas relações com pessoas com quem tenha afinidade. A maior riqueza será aproximar-se daqueles que, num primeiro olhar, pouco têm a ver com você. Seja diverso e, novamente, aprenda com diferentes pontos de vista.

    4. Não espere ter certeza para agir

    Errar faz parte. E como! Empreender é a arte de encarar o novo, o desconhecido. Por isso, será muito difícil ter sucesso com uma atitude extremamente conservadora, na qual se busca 100% de certeza para se tomar uma decisão.

    É claro que pesquisa, números e informações sobre mercados são fundamentais para se montar um plano de negócios com uma chance maior de sucesso, mas o empreendedor precisa ter intuição, paixão e – uma grande dose - de coragem para alcançar os objetivos sonhados.

    Infelizmente, por aqui, o fracasso é muito malvisto. Em outros países com altos índices de empreendedorismo como Estados Unidos, Israel e Reino Unido, o fracasso é visto com ótimos olhos, pois certamente irá preparar melhor aquele empreendedor para seu próximo negócio. Não tenha medo de fracassar se estiver convicto de que aquela é a melhor tentativa para o êxito!

    Uma vez, li que o que tem que ser punido não é o erro e sim a negligência. Isso serve como uma luva para o mundo do empreendedorismo.

    5– Seja honesto. E não abra mão disso.

    Meu pai sempre repetiu um ditado que diz: “Seu passado é seu futuro”. Ou seja, falta de ética e comportamentos duvidosos serão lembrados e terão grande impacto nas suas chances de sucesso. E isso é igualmente poderoso quando se tem um passado positivo, de alianças, de transparência e de confiança. Quando você errar, sua reputação perdurará. Cuide dela todos os dias. Ela vai te impulsionar novamente.

    Olhe para dentro. Não abra mão de suas verdades. Compartilhe seus sonhos. Crie sua rede. E bons negócios.

    Quer ver como essas dicas se aplicam na prática? Você é meu convidado para o lançamento do livro Jovens Empreendedores no dia 27 de janeiro de 2017, em Florianópolis. Nele, eu, Felipe Almeida, cofundador da ZUP, Rafael Cosentino, presidente do Lide Futuro; e Ricardo Politi, cofundador do Broota Brasil, vamos apresentar o livro que conta a trajetória de 23 empreendedores brasileiros. Inscreva-se nesse link. E até lá!

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    https://endeavor.org.br/5-habitos-que-te-ajudam-manter-o-espirito-de-startup-sem-parar-de-crescer/https://endeavor.org.br/?p=22045Tue, 24 Jan 2017 15:12:58 +00005 hábitos para manter o espírito de startup – sem parar de crescerA mudança é algo contínuo em uma startup. Porém, para crescer com consistência, cabe ao empreendedor decidir quais são as práticas que não mudam de jeito nenhum – não importa o tamanho que a sua empresa tenha. Começar um negócio, muitas vezes, é o passo mais fácil de ser dado. Muitos se encantam com a ideia, considerando a ...Endeavor BrasilFelipe AlmeidaTue, 24 Jan 2017 13:29:29 +0000Felipe Almeida5 hábitos para manter o espírito de startup – sem parar de crescer5 hábitos para manter o espírito de startup – sem parar de crescer
    “Se o negócio quebra, começa de novo; o pior é aceitar andar de lado a vida inteira”Depois de “andar de lado” por muito tempo, Wilson Poit criou um negócio maior do que ele mesmo imaginava

    Todo dia, Wilson e seu irmão caminhavam 4 km até a escola. Estilingue no pescoço, iam encontrando os colegas pelas porteiras, na região rural de Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo. Chegando do colégio, deixavam a bolsa de lado e iam para a roça encontrar os pais.

    A mãe, além de trabalhar na plantação de café com o marido, também era cabeleireira e costureira. Ela mesma fazia as roupas da família, às vezes desmanchando um vestido para transformá-lo em duas bermudas, sempre otimizando recursos. Moravam todos em uma casa de tábua, sem forro e sem eletricidade. Em vez de assistir TV, reuniam-se no quintal com lampiões para compartilharem histórias, até a hora em que dava sono.

    Com o preço do café piorando a cada ano, a família começou a passar dificuldades -- apesar de as crianças não sentirem a diferença. O pai contraiu uma dívida com o banco e precisou se desfazer do sítio. Trocou por uma máquina de benefício de arroz e iniciou um pequeno comércio em uma cidade vizinha chamada Rinópolis. Wilson tinha 11 anos quando dormiu pela primeira vez com barulho de carros.

    Todo mundo em volta do menino era de alguma forma exemplo de autonomia e determinação. Conforme ia entrando na adolescência, ia ficando mais comum que ele trabalhasse para ganhar algum dinheiro. Sábado tinha muito movimento na cidade, então Wilson saía para vender sorvete e poder, assim, comprar sua primeira bicicleta. Na época de finados, se metia a vender jabuticabas. Prontamente aprendeu a consertar fogões para aproveitar a clientela do pai, que além do arroz também vendia botijões de gás.

    O gosto pelo trabalho se estendeu até a época de faculdade. Como o curso de engenharia elétrica na FEI, em São Bernardo do Campo, era em horário integral, não podia ter um emprego fixo. Arranjava “bicos”. Chegou a corrigir 3 mil provas por final de semana e trouxe sua caixa de ferramentas de Rinópolis para continuar fazendo pequenos consertos.

    “Fez uma diferença enorme para mim, a vontade de sempre trabalhar por conta própria”, diz Wilson. Não à toa, foi a base do que o menino da roça se tornou: empreendedor.

    Serial

    Ele tinha 40 anos quando teve a ideia do negócio que realmente mudou sua vida. A Poit Energia surgiu para fornecer um serviço completo no aluguel de geradores -- do cabeamento aos profissionais de plantão, além das máquinas. Antes disso, no entanto, Wilson já havia iniciado (e dado fim a) alguns projetos. Cinco, para ser exato.

    O primeiro deles foi uma empresa de instalações elétricas, que abriu com um sócio, aos 26 anos. Em paralelo, começou também uma loja de material elétrico e hidráulico no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Faltou planejamento, e as vendas foram mal: precisou passar o ponto, vendeu as prateleiras para um, o estoque para outro…

    Por pouco tempo tocou ainda uma transportadora, na Vila Maria, também na capital paulista. E como todo rapaz do interior, Wilson tinha o sonho de ter um sítio na cidade em que nasceu.

    Assim que pôde, comprou uma propriedade por lá e virou fruticultor. Viu o preço da manga nos grandes centros e pensou que o negócio não tinha como dar errado. Chegou a ter 400 pés de manga e só depois foi descobrir a diferença do preço do que o produtor vende até chegar ao consumidor. “Foi uma grande alegria quando comprei o sítio e duas quando vendi”, brinca.

    A cada iniciativa, novos aprendizados se acumulavam. Quando uma brecha surgiu, ele estava mais preparado para encará-la como oportunidade.

    Acho que faço melhor

    Wilson foi contratado, nos anos 90, para ser o engenheiro eletricista do show da banda Double You. Na véspera do evento, precisou de um fornecedor de caminhão com gerador, para o caso de haver queda de energia. Além do serviço caro, difícil de encontrar, e do mau atendimento, o caminhão era sujo, barulhento, e Wilson ainda precisou se encarregar de outras etapas do serviço para garantir uma apresentação sem interrupções técnicas.

    No fim das contas, não acabou a luz. Wilson pagou o fornecedor, deu tudo certo, mas ficou com aquela coceirinha: “Acho que faço melhor que esse cara”.

    Não esperou muito para fazer acontecer. “Sempre tem alguém pra desencorajar, então se demorar muito, você desiste”, conta. “A diferença entre um empreendedor e um louco é que o empreendedor convence os outros da sua loucura.”

    Foi ao salão do automóvel, encontrou um caminhão em oferta e pôs um gerador em cima. Começou a imprimir panfletos, encaminhar fax, e disso saíram os primeiros clientes. Tudo estava no posicionamento. Alugar gerador, muita empresa alugava. Mas a Poit Energia era uma fornecedora de infraestrutura elétrica completa temporária.

    Sonho cada vez maior

    O marketing boca a boca levou a Poit a prestar serviços até para a Rede Globo, cobrindo a Fórmula 1. Wilson ia comprando mais caminhões e geradores à medida em que o dinheiro entrava. E o negócio ia crescendo junto com a demanda. "Eu preciso de 10 geradores para colocar em torres de celulares, você tem?". A resposta nunca era “não”.

    Logo, a Poit Energia estava maior do que o próprio empreendedor pensou que um dia estaria. O sonho ia sendo renovado no ritmo em que a empresa crescia. Firmou ótimos contratos durante o bug do milênio -- quando começaram a achar que os computadores entrariam em pane na virada do século. Na época do apagão energético, em 2001, ganhou a mídia. Ali estava a solução para os nossos problemas.

    Com toda essa atenção, Wilson começou a ser assediado com propostas para que ele vendesse a empresa. A tentação era grande, mas o conselho dos mais experientes era de não ceder. “Você ainda vai abrir capital na Bolsa, ter filial no Brasil todo”, encorajavam.

    Poit acreditou e segurou a onda para focar no crescimento. Em 2002, foi selecionado como Empreendedor Endeavor e passou a contar com grandes mentores para seguir nessa curva ascendente. Ao mesmo tempo, se empenhava em deixar a casa arrumada para quando chegasse a hora certa.

    Depois do apagão, no entanto, veio uma ressaca de mercado. Entre 2004 e 2005, a empresa sofreu com a baixa ocupação. Mesmo enfrentando dificuldades, as propostas continuavam a aparecer.

    Nessa época, combatendo a solidão do empreendedor em tomar decisões, Wilson montou seu conselho consultivo: “Felizmente encontrei pessoas que me orientaram, me deram exemplo para chegarmos até esse ponto da empresa”.

    A venda acabou acontecendo apenas em 2012, quando a Aggreko, líder mundial do setor, adquiriu 100% da Poit Energia.

    Sem parar

    Quando concluiu seus deveres como CEO, Wilson prometeu à família que ia sossegar. Ter uma agenda menos “de galinha”, como havia sido por 30 anos, e mais “de águia”. Passou a ser conselheiro de algumas empresas, viajou com esposa e filhos. Mas é lógico que não ia parar por aí.

    Toca o telefone. “Poit, o que você está fazendo? O Haddad ganhou a eleição em São Paulo e está querendo alguns secretários da equipe dele que não sejam partidários, sejam empresários”.

    Wilson foi ao gabinete do recém-eleito prefeito e, passadas algumas semanas de conversas, aceitou o convite para se tornar presidente da SP Negócios, uma instituição focada em promover investimentos, estruturar Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas e melhorar o ambiente de negócios para o desenvolvimento da cidade.

    Gostou. Estava tão animado em ver as mudanças acontecendo que recebeu outro convite. Dessa vez, para presidir a SP Turis, secretaria de turismo, apenas 7 meses antes da Copa do Mundo.

    Assumiu as duas funções, depois de “picado pela mosquinha do impacto social”, como ele mesmo diz. No setor público, encontrou uma oportunidade de continuar causando um impacto positivo. “É que nem reunião de condomínio, a gente reclama o tempo todo, mas não vai nem na reunião”, comenta.

    Para 2017, Wilson Poit foi convidado e acaba de ser empossado como secretário de Desestatização e Parcerias da cidade de São Paulo, no governo de João Doria Jr., além de continuar sendo conselheiro e mentor de outros empreendedores. E não para.

    Veja também:

    |Ferramenta| MAT: plano de negócio simplificado

    |eBook| Como construir a identidade da sua empresa

    |Ferramenta| 70-20-10 para empreendedores

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    https://endeavor.org.br/se-o-negocio-quebra-comeca-de-novo-o-pior-e-aceitar-andar-de-lado-vida-inteira/https://endeavor.org.br/?p=22041Mon, 23 Jan 2017 17:01:47 +0000“Se o negócio quebra, começa de novo; o pior é aceitar andar de lado a vida inteira”Depois de “andar de lado” por muito tempo, Wilson Poit criou um negócio maior do que ele mesmo imaginava Todo dia, Wilson e seu irmão caminhavam 4 km até a escola. Estilingue no pescoço, iam encontrando os colegas pelas porteiras, na região rural de Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo. Chegando do colégio, deixavam ...Endeavor BrasilGabriela LevyWed, 15 Feb 2017 15:07:59 +0000Gabriela Levy“Se o negócio quebra, começa de novo; o pior é aceitar andar de lado a vida inteira”“Se o negócio quebra, começa de novo; o pior é aceitar andar de lado a vida inteira”
    Em 2017, só existe uma meta: ser a melhor versão de você mesmoNeste novo ano, esqueça os indicadores de performance, crescimento e lucro. Em tempos de alta volatilidade, não existe melhor métrica de sucesso do que a certeza de que a cada dia nos tornamos uma versão melhor de nós mesmos

    2017 será um ano tão desafiador quanto foi 2016. As condições externas não vão tornar nossa vida mais fácil. A capacidade do governo induzir crescimento é quase zero, por uma crise tanto de caixa como de confiança. O desemprego e o nível de endividamento das famílias engrossam o caldo, tornando uma retomada no curto prazo muito improvável. Tudo indica que a saída da crise vai ser longa e sofrida. Eu, sinceramente, ainda não tinha visto uma onda de desesperança como esta neste século. Meu amigo, sinto muito, mas mais uma vez, sua alma empreendedora será colocada à prova.

    Está difícil até mesmo de entender o que vai acontecer. Ficar atento à mídia, em vez de clarear a cabeça, tem muitas vezes o efeito de aumentar a ansiedade. Traz aquela sensação esquisita de que "sabemos mais do que deveríamos e menos do que precisamos".

    Sem medo de soar como um escritor de autoajuda, diria que nossa melhor chance de viver bem e prosperar nesse ano é sermos a melhor versão de nós mesmos. Individual e coletivamente.

    Em um cenário de imensa escassez, a diferença se faz na atitude, no compromisso individual, nos detalhes que fazem nosso cliente achar que merecemos mais seu dinheiro que nossos concorrentes.

    Nestes momentos o “como fazemos” tende a ficar tão ou mais importante quanto o que “o que fazemos”.

    Independentemente do que vier por aí, não faz sentido elevarmos nossas expectativas e esperar que o que virá será a nosso favor ou acreditar que se formos bons e diligentes tudo se resolverá magicamente. Se você acredita em Deus, sugiro que peça força, inteligência e coragem. Peça para ser capaz de criar seu próprio caminho apesar das circunstâncias, com ou sem milagres.

    Não precisa pedir por oportunidades. Na crise os espaços ficam móveis. Abundam oportunidades! Mas você vai ter que merecê-las, porque você vai competir com um monte de gente na mesma situação que você. E da mesma forma que para conquistar uma moça bonita um moço jovem se enfeita e ensaia suas falas para aumentar suas chances de sucesso, você também vai ter que se preparar melhor.

    E se você realmente quiser ter um bom resultado nesse cenário, um pouco melhor não vai ser suficiente - você vai ter que apresentar ao mundo a melhor versão de si mesmo. Isso vale para você, para sua equipe e para sua empresa.

    Isso não significa criar uma caricatura ou uma falsificação. A melhor versão de si mesmo não é diferente de você. É o melhor de você com o volume mais alto! Mais potente e mais autêntico. Respeitando seus valores, sua cultura, sua identidade.

    Isso é importante. Até porque as outras opções tendem a não funcionar bem...

    Se você não consegue ser o melhor de você no seu trabalho, tem algo errado no seu trabalho. Da mesma forma, se você não consegue ser o melhor de você no seu casamento, tem algo errado no seu casamento. Eu não estou dizendo que tem algo errado com seu chefe, seu sócio, seu cliente ou com seu cônjuge, mas no arranjo.

    O problema de tentar ser quem você não é para atender a expectativa do outro, é que isso não traz satisfação, não é sustentável. Ao contrário, vai gerando uma erosão na sua autoestima e uma incapacidade crescente de atender às demandas, que tendem a crescer, e não se suavizar, com o tempo.

    Isso não significa de jeito nenhum que você não deva se desafiar, nem deva buscar novas formas de atuar dentro do espírito dos nossos tempos. Não faz qualquer sentido ficar parado e esperar que o mundo se ajuste de forma positiva ao seu modo particular de ver as coisas. Por exemplo, por mais machão à moda antiga que você seja, provavelmente não é uma boa estratégia de sobrevivência manter os calendários com moças peladas na oficina, se mais da metade de sua clientela é feminina. Isto era legal nos anos 1980 quando seu público era essencialmente masculino e a oficina era uma espécie de último habitat do ogro latino-americano. Hoje provavelmente passa a mensagem errada.

    Agora, se você gosta dos calendários, acha que ninguém tem nada a ver com isso, e está disposto a pagar o preço de ter uma clientela menor para mantê-los, vai em frente! Seja feliz! Seja um excelente mecânico, cobre preço justo, cumpra o que promete e encante seus clientes de outra forma. E torça para ter clientes suficientes para você poder viver bem dessa maneira. A escolha é sua!

    Enfim, 2017 vai ser tão difícil quanto 2016. E provavelmente você já esgarçou um tanto da sua energia e das suas reservas para atravessar esse ano que passou. Simplesmente não é realista esperar um resultado melhor fazendo mais do mesmo com menos energia.

    Para maximizar suas chances de ter sucesso em 2017, você vai ter que encontrar uma forma melhor e mais potente de ser quem você é.

    Você e sua equipe vão ter que encontrar uma forma de jogar que seja a melhor versão de vocês mesmos!

    E isso começa parando de desperdiçar energia tentando atender expectativas irrealistas…

    Nestes próximos dias te faço um convite à reflexão. Pare e pense: quem sou eu no meu melhor? Quais são as competências que eu e minha equipe temos que são raras, especiais, que fazem diferença? Como faço para aumentar o impacto destas competências no negócio? Que jogos nós realmente temos capacidade de jogar para ganhar? E o que eu tenho que parar de fazer agora, porque é puro desperdício de energia?

    Nesse ano, jogue fora tudo que te impede de ser você mesmo. Seja o seu melhor e aumente o volume!

    Estou torcendo por você. Feliz 2017! Vai lá e arrasa.

    Veja também:

    |Ferramenta| Autoconhecimento Empreendedor

    |Ferramenta| Propósito Pessoal para Empreender

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    https://endeavor.org.br/em-2017-existe-uma-meta-ser-melhor-versao-de-voce-mesmo/https://endeavor.org.br/?p=21802Mon, 23 Jan 2017 12:10:48 +0000Em 2017, só existe uma meta: ser a melhor versão de você mesmoNeste novo ano, esqueça os indicadores de performance, crescimento e lucro. Em tempos de alta volatilidade, não existe melhor métrica de sucesso do que a certeza de que a cada dia nos tornamos uma versão melhor de nós mesmos 2017 será um ano tão desafiador quanto foi 2016. As condições externas não vão tornar nossa ...Endeavor BrasilDaniel CastelloMon, 23 Jan 2017 13:43:25 +0000Daniel CastelloEm 2017, só existe uma meta: ser a melhor versão de você mesmoEm 2017, só existe uma meta: ser a melhor versão de você mesmo
    4 livros favoritos de Obama que empreendedores deveriam lerVeja seleção de obras que ensinaram ao presidente americano lições de liderança e tendências

    É comum que o empreendedor sinta-se só: há decisões que só ele pode tomar e angústias que só podem ser sentidas por quem está à frente do negócio. Ele não está só nessa situação --líderes em geral sofrem com isso. Barack Obama, que está deixando nesta sexta-feira (20) a presidência dos Estados Unidos, usou um remédio contra isso nos oito anos que passou no poder: livros.

    “Durante momentos muito difíceis, esse trabalho pode ser muito isolador”, contou ele em uma entrevista ao jornal The New York Times. “Então às vezes você tem que ir pela história para encontrar gente que também se sentiu isolada, e isso é muito útil.”

    Aficionado por literatura, o presidente americano tem divulgado, ao longo do mandato, dicas de livros que considera importantes e que o ajudaram na missão de liderar um país. Nós pesquisamos essas indicações de diferentes fontes (entrevistas e listas fornecidas por Obama, como esta muito interessante publicada pela revista Wired no ano passado) e selecionamos algumas que fazem muito sentido como inspiração para os negócios. Veja abaixo!

    1. Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar, de Daniel Kahneman

    Neste best-seller, o ganhador do Nobel de Economia em 2002 divide o modo como pensamos em duas formas: uma rápida, instintiva e emocional, e outra lenta, lógica, mais deliberativa. Com base em décadas de pesquisa no assunto, Kahneman coloca em xeque aspectos da racionalidade humana. Para ele, as pessoas tendem a se concentrar no primeiro tipo de pensamento, muito emocional, mas na verdade deveriam usar alguns momentos para estudar criticamente o problema.

    O autor fala sobre nossa dificuldade de usar números e estatísticas para tomar decisões, nosso excesso de otimismo (o que faz, por exemplo, com que não analisemos com eficácia os custos de um projeto), e uma “ilusão de controle” sobre as nossas vidas. É um livro essencial para quem vive de tomar decisões.

    2. Andy Grove - As Lições de Vida e de Gestão do Lendário Líder da Intel, de Richard S. Tedlow

    Quando jovem, ele deixou a Hungria e quase não conseguiu fugir da ocupação nazista. Imigrante nos Estados Unidos, foi um dos primeiros funcionários da Intel, a companhia que basicamente reinventou a indústria de PCs e que ele viria a liderar mais tarde em anos de intenso crescimento.

    Esta biografia, produzida por Richard S. Tedlow, da Harvard Business School, apresenta Andy Grove (1936-2016) como um dos primeiros gênios da Vale do Silício. Ele foi chamado pela revista Time de “a pessoa responsável pelo maravilhoso crescimento no poder de processamento e inovação dos microchips).

    Grove teve papel importantíssimo na decisão Intel de mudar o foco da produção de chips de memória para a produção de microprocessadores. Sob sua liderança, a empresa criou produtos que definiriam a era dos computadores.

    O livro também apresenta alguns de seus princípios de gestão e liderança, como “o poder do conhecimento é maior que o poder do cargo” e sempre “brigar por causa de assuntos, não por causa das pessoas que os defendem”.

    “A carreira de Grove tem inumeráveis lições para os executivos de negócios de hoje e de amanhã. Mas se eu tivesse de escolher uma, seria ‘ponto de vista’. Ele tinha uma incrível habilidade de se distanciar de uma decisão na qual estava profundamente, emocionalmente envolvido, e ver o problema como um forasteiro veria”, contou o autor em uma entrevista ao site da Harvard Business School.

    “As ferramentas que ele usa para se distanciar do calor do momento podem ser usadas por qualquer pessoa à frente de um negócio hoje.”

    3. Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln, de Doris Kearns Goodwin

    Formar times de sucesso é um dos maiores desafios dos empreendedores. Você teria coragem de chamar rivais para serem seus sócios? Este livro, que serviu de base para o filme Lincoln, de Steven Spielberg, mostra como o presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865) montou um ministério cheio de ex-rivais: pessoas que haviam concorrido contra ele na eleição. A obra mostra como o líder montou a melhor equipe para vencer seus desafios, com pessoas que eram muitas vezes antagonistas entre si, para obter vitórias.

    Obama indicou este livro como um de seus prediletos, usando-o de referência ao montar seu próprio ministério: ele chamou Hillary Clinton, que concorreu contra ele na eleição de 2008, para ser sua secretária de Estado.

    4. Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari

    Em cerca de 400 páginas, o escritor israelense traça um panorama da história da humanidade, ou do Homo sapiens, desde o surgimento da história até agora --e porque nós viemos a dominar a Terra e as outras espécies. O autor mostra que uma “revolução cognitiva” fez toda a diferença, permitindo que os homens se espalhassem pelo planeta.

    Além de Obama, Bill Gates também recomenda fortemente a leitura do livro. “Depois de passar por milhares de anos de história, Harari fica mais filosófico e escreve sobre a nossa espécie hoje, e como nós devemos viver no futuro. Ele se pergunta como a inteligência artificial, a engenharia genética e outras tecnologias vão mudar nossa espécie”, escreveu o fundador da Microsoft em post em seu blog.

    Veja também:

    |Artigo| Mentores recomendam: 5 livros para acelerar o crescimento da sua empresa em 2017

    |Ferramenta| Mapas Mentais para Empreendedores

    4 eBooks essenciais para seu departamento de marketing 

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    https://endeavor.org.br/4-livros-favoritos-de-obama-que-empreendedores-deveriam-ler/https://endeavor.org.br/?p=22005Fri, 20 Jan 2017 16:18:06 +00004 livros favoritos de Obama que empreendedores deveriam lerVeja seleção de obras que ensinaram ao presidente americano lições de liderança e tendências É comum que o empreendedor sinta-se só: há decisões que só ele pode tomar e angústias que só podem ser sentidas por quem está à frente do negócio. Ele não está só nessa situação –líderes em geral sofrem com isso. Barack ...Endeavor BrasilFelipe MaiaWed, 15 Feb 2017 14:34:04 +0000Felipe Maia4 livros favoritos de Obama que empreendedores deveriam ler4 livros favoritos de Obama que empreendedores deveriam ler
    Kit Expansão 2017: 6 materiais para planejar o crescimento do seu negócio2017 tem tudo para ser o ano da virada, então que tal conferir alguns materias que podem ajudar a criar um plano de expansão para o seu negócio?

    A crise que tomou conta do Brasil nos últimos anos mexeu com a estrutura de muitas empresas. Com todas essas mudanças, e temendo o pior, um número considerável de empreendedores cortou ao máximo seus  gastos e adiou o plano de expansão do negócio. Mas existe a expectativa de que em 2017 vejamos uma lenta retomada da economia e dos investimentos.

    Por mais que o cenário ainda não seja o ideal, ele pode ser fonte de grandes oportunidades aos empreendedores, desde que eles se planejem. E a falta de planejamento é justamente um dos erros mais comuns cometidos por empreendedores.

    Seja na hora de projetar as vendas para épocas de maior demanda, como Natal, seja  na hora de calcular e organizar a entrega do 13º, muitas empreendedores não se programam, e o resultado é um verdadeiro caos.

    Para não deixar com que isso aconteça, separamos 6 materiais que podem ajudar sua empresa a enxergar melhor o que vem pela frente e se preparar para isso:

    1. |eBook|  Expansão: o modelo certo para sua empresa crescer

    Com este eBook você vai aprender a entender os sinais que sua empresa pode estar dando de que já é hora de crescer ou se alguns detalhes ainda precisam ser alinhados antes da expansão. Além disso, serão explorados os diversos modelos de expansão, da franquia até a fusão com outras empresas, trazendo seus prós e contras, além de cases de quem já viveu tudo isso na pele.

    2. |EAD| a estratégia de crescimento certa para o seu negócio

    Neste curso online gratuito, Roberto Kanter, professor convidado de diversas cadeiras dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, vai ajudá-lo a refletir sobre qual o melhor modelo de expansão para seu negócio. Você também vai conhecer as estratégias de penetração de mercado, desenvolvimento de mercado, desenvolvimento de produto e diversificação. Além disso, você também conseguirá identificar os desafios da expansão e aprenderá a usar a Matriz Ansoff como ferramenta de análise estratégica

    3. |Ferramenta| Planilha de Projeção de Vendas

    Nos últimos anos suas vendas não foram como o previsto e você teve muitas perdas? Com essa planilha sua empresa vai enxergar com mais clareza quais são suas reais demandas e ajudar a alocar os recursos certos para que suas vendas ocorram da melhor forma possível. Ah, e não esqueça de que estamos caminhando para um ano com grande potencial de aumento de vendas, não deixe essa variável de fora da conta.

    4. |E-talk| Estratégias para o crescimento: desafios e oportunidades

    Neste workshop Carlos Miranda, sócio-fundador da BR Opportunities, conta um pouco sobre as estratégias utilizadas para que uma empresa atinja sucesso, aprofundando-se em uma questão essencial: a personalização da estratégia. Mesmo que sua empresa atue no mesmo setor que uma companhia gigante, como o Google, você não deve acreditar que o modelo utilizado por eles é o melhor:é preciso levar em consideração pontos como: modelo de negócio, produto e serviço oferecidos, público-alvo e capital disponível.

    5. |Day1| Os conselhos que não segui – Salim Mattar, Localiza

    Quando Salim Mattar decidiu apostar em aluguel de carro, ele não fazia ideia da dimensão que seu negócio tomaria. Sempre procurando conselhos, mas optando por alguns riscos, Salim começou a expandir sua empresa exponencialmente, apostando em diversos modelos. Conheça história da Localiza e inspire-se com esse empreendedores que foi chamado de louco por diversos amigos e parentes.

    6. |ICE 2016| Indíce de Cidades Empreendedoras

    O ICE é um estudo realizado desde 2014 pela Endeavor. Nele são analisadas 32 cidades do Brasil, de 22 estados, com base em 7 pilares que são cruciais para a perpetuação de um bom ecossistema empreendedor. Com a ajuda do ICE, você vai conseguir analisar quais cidades são as melhores para você expandir seu negócio, com base em indicadores como infraestrutura, capital humano e até mesmo o tempo de abertura de empresa.

    Faça o download clicando aqui!

    Veja também:

    |Curso Online| Planejamento Estratégico para Empreendedores

    |Ferramenta| 5 Forças de Porter

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    https://endeavor.org.br/kit-expansao-2017-6-materiais-para-planejar-o-crescimento-seu-negocio/https://endeavor.org.br/?p=21957Thu, 19 Jan 2017 19:26:27 +0000Kit Expansão 2017: 6 materiais para planejar o crescimento do seu negócio2017 tem tudo para ser o ano da virada, então que tal conferir alguns materias que podem ajudar a criar um plano de expansão para o seu negócio? A crise que tomou conta do Brasil nos últimos anos mexeu com a estrutura de muitas empresas. Com todas essas mudanças, e temendo o pior, um número considerável ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 20 Jan 2017 17:55:02 +0000Endeavor BrasilKit Expansão 2017: 6 materiais para planejar o crescimento do seu negócioKit Expansão 2017: 6 materiais para planejar o crescimento do seu negócio
    7 formas de aproveitar startups para inovar maisMuitos empresas estão de olho em startups inovadoras que possam agregar valor ao seu negócio. Mas como escolher entre tantas opções?

    Quando chego a um restaurante em que o cardápio tem cinquenta páginas, fico com uma enorme dúvida sobre qual prato escolher. Outro dia, em SP, fui a um restaurante de prato único. Bom, mas fiquei com uma sensação de falta de alternativas. O reality show Kitchen’s Nightmare, no qual o chef Gordon Ramsey faz intervenções gerenciais em restaurantes decadentes, traz, via de regra, uma consolidação do cardápio do estabelecimento em um conjunto reduzido, mas não único, de pratos disponíveis.

    Trocando de “cardápio”, vivemos tempos de empreendedorismo e conexão entre grandes empresas e startups, com o objetivo de fortalecer a agilidade dos grandes negócios e prover escala às startups. Mas isso não se resume apenas a grandes empresas. As scale-ups, empresas de alto crescimento e impacto que tem a maior densidade do ecossistema da Endeavor Brasil, também podem se beneficiar dessa conexão. Mas como fazer isso? Como escolher em meio a tantas opções?

    Vamos falar um pouco dos formatos que tem sido usados para conexão com startups. Isso pode inspirar você a pensar em quais dessas alternativas podem ser mais interessantes para sua empresa. Também pode ajudar a quem está numa fase mais startup a identificar quais formatos podem ser úteis para seus desafios de crescimento.

    O modelo Connection que desenvolvemos na Innoscience apresenta 7 alternativas. De um lado, iniciativas de menor demanda de envolvimento, mas com ideias em estágios mais embrionários e, de outro, mecanismos mais intensos com ideias mais consolidadas. Um menu equilibrado, diria o Chef Gordon Ramsey.

    Fonte: Innoscience

    Vamos a alguns exemplos para cada formato:

    1. Eventos

    A Farmacêutica Roche desenvolveu uma iniciativa denominada Portas Abertas na qual identificou, ativamente, startups alinhadas a um de seus desafios de negócio para que fizessem pitchs para a gestão da empresa, no sentido de identificar potenciais oportunidades de contratação de serviços, parcerias ou investimento.

    2. Incubadora/coworking

    A Google estruturou um Campus em São Paulo, onde oferece espaço de coworking para empreendedores e startups. Lá também ocorre o desenvolvimento de determinados programas de aceleração do Google bem como atividades de capacitação.

    3. Pré-aceleração

    A Danone faz parte de um programa direcionado para startups em estágio inicial focado em desafios da Primeira Infância, com intenção de impactar positivamente a população de baixa renda.

    4. Aceleração

    A Braskem desenvolveu o Braskem Labs, em parceria com a Endeavor. É um programa de seleção e aceleração de projetos com impacto social relacionados ao plástico. A Endeavor procura e seleciona, junto com a Braskem, os alvos e depois ambas fornecem um conjunto de serviços de mentoria e capacitação para as startups desenvolverem suas soluções. O programa não envolve contrapartida de equity da startup. Dei mentoria a algumas startups e foi incrível!

    A Porto Seguro também tem um programa denominado Startup interna, no qual acelera ideias de seus próprios funcionários junto de sua aceleradora, a Oxigênio, que também acelera startups de fora da empresa.

    5. Contratação de Serviços

    A Tecnisa, uma das empresas mais inovadoras do Brasil, executa, há 5 anos, um programa chamado Fast Dating. A cada 21 dias, a empresa recebe um grupo de startups que têm 10 minutos para apresentar suas soluções para diferentes áreas de negócio da empresa. As startups que encantarem o time da Tecnisa recebem um encontro sem tempo marcado para conversar sobre a possibilidade da Tecnisa virar “cliente anjo”.

    6. Parcerias

    A Dell estabeleceu nos EUA parceria com startups para desenvolvimento conjunto de soluções que poderão ser levadas a mercado. Esses JDA’s – joint development agreements - possibilitam a empresa estabelecer o escopo do projeto e papel e responsabilidade das partes.

    7. Corporate Venture Capital (CVC)

    A Intel, conhecida por sua linha de produtos Pentium e Celeron, investe em dezenas de empresas mundo afora e no Brasil, adquirindo parcela de participação (equity) em startups que possam fomentar ou renovar seu negócio existente. Em determinados casos a empresa integra essas startups ao seu negócio e, em outros, as vende mais tarde, obtendo resultado financeiro.

    Há um menu de alternativas, desde modelos menos intensos, baseados em eventos, até o mais sofisticado focado em investimento de uma empresa em equity de startups.O melhor formato de conexão é aquele que cumpre os seus objetivos estratégicos. Há empresas como Microsoft, Porto Seguro, Bradesco e Embraer que têm apostado em modelos híbridos que cobrem startups em diferentes estágios para cumprir alguns de seus objetivos de negócios, utilizando-se de mais de uma das alternativas apresentadas.

    A sua empresa não é um restaurante, mas ter clareza das principais opções para torná-la mais inovadora pode fazer toda diferença na hora de escolher o melhor formato.

    Veja também:

    |Ferramenta| Diagnóstico da inovação para pequenas e médias empresas

    |Ferramenta| 4Ps da gestão da inovação para PMEs

    |Curso Online| Ferramentas práticas de Inovação: inovar para se diferenciar

    |eBook| Gestão da Inovação: como não fazer mais do mesmo

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/7-formas-de-usar-startups-para-inovar-mais/https://endeavor.org.br/?p=21960Wed, 18 Jan 2017 16:59:32 +00007 formas de aproveitar startups para inovar maisMuitos empresas estão de olho em startups inovadoras que possam agregar valor ao seu negócio. Mas como escolher entre tantas opções? Quando chego a um restaurante em que o cardápio tem cinquenta páginas, fico com uma enorme dúvida sobre qual prato escolher. Outro dia, em SP, fui a um restaurante de prato único. Bom, mas fiquei ...Endeavor BrasilMaximiliano CarlomagnoMon, 30 Jan 2017 18:47:01 +0000Maximiliano Carlomagno7 formas de aproveitar startups para inovar mais7 formas de aproveitar startups para inovar mais
    Empreendedor, tente escutar mais e falar menosOs empreendedores bem-sucedidos são gente de poucas palavras. Tenha mais perguntas e menos respostas

    Para grande parte das pessoas, estabeleceu-se o consenso de que a sabedoria está diretamente associada a ter opinião sobre tudo e respostas para todas as perguntas. Seja em uma reunião no escritório, seja em uma apresentação ou até em uma conversa de bar, a regra é a mesma: falar muito para dominar a atenção da audiência e estabelecer sua importância perante o grupo.

    Desde a infância, somos induzidos a acreditar que falar muito é sinônimo de inteligência e que, quanto mais monopolizarmos a conversa, mais demonstraremos conteúdo e conhecimento. Esse mesmo princípio se aplica aos que têm resposta para tudo. Assumir que não sabemos a resposta para algo gera um desconforto: é como se fosse uma confissão de incompetência. Ainda acreditamos que o mundo valoriza quem sempre tem a resposta na ponta da língua.

    No mundo dos negócios, essa tem sido a tônica ao longo de muito tempo. Esse tem sido o código de conduta. É nas relações negociais que verificamos o fenômeno dos falantes e dos “respondedores profissionais”. Quem já não teve a experiência de ser apresentado a alguém que no primeiro contato desanda a falar compulsivamente, declamando conceitos prontos e frases de efeito e usando termos da moda? Quanto verbo e, ao mesmo tempo, quanto vazio!

    Quando tiver oportunidade, experimente fazer certas perguntas ao seu interlocutor apenas para testar qual será o tipo de resposta. Pode ser a pergunta mais fora de contexto, ou aquela cuja devolutiva precisaria de algum tempo de reflexão ou estudo: o resultado quase sempre será uma demonstração de erudição sobre o tema. Que grande oportunidade perdida de simplesmente reconhecer que não tem a resposta naquele momento!

    Para aqueles que querem empreender, para os que querem ganhar a confiança de outros, para quem é gestor, não importa se está no seu início ou se tem quilômetros rodados, a maior esperteza não está no falar muito ou responder a tudo, muito pelo contrário. Os empreendedores bem-sucedidos são gente de poucas palavras, econômicos no texto, zelosos das suas respostas. Os profissionais que se dão melhor e por mais tempo são aqueles que aprenderam a ouvir muito, filtraram o que importa, aproveitaram o que realmente tem valor e desprezaram o irrelevante.

    Estamos no negócio de perguntar e depois ouvir as respostas, perguntar novamente e ouvir e perguntar, em um processo contínuo de absorção de conhecimento útil. Com a prática, vamos inclusive identificando as fontes mais valorosas e aprendendo a fazer as perguntas que geram as respostas que mais agregam ao nosso projeto de negócio. Saber escutar (mais do que falar), manter a curiosidade e fazer as perguntas certas é seguramente a forma mais barata de adicionar diferencial competitivo ao negócio e à gestão.

    Termino com o atemporal conselho de Polônio ao seu filho Laertes, na obra “Hamlet”, de Shakespeare: “Presta ouvido a muitos; tua voz a poucos. Acolhe a opinião de todos, mas tu decides.”

    Veja também:

    |eBook| Liderança inspiradora: como inovar na gestão de pessoas

    |Ferramenta| Autoconhecimento Empreendedor

    |Curso Online| Gestão de Pessoas: Como construir uma equipe forte

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    https://endeavor.org.br/empreendedor-tente-escutar-mais-e-falar-menos/https://endeavor.org.br/?p=21963Tue, 17 Jan 2017 15:44:59 +0000Empreendedor, tente escutar mais e falar menosOs empreendedores bem-sucedidos são gente de poucas palavras. Tenha mais perguntas e menos respostas Para grande parte das pessoas, estabeleceu-se o consenso de que a sabedoria está diretamente associada a ter opinião sobre tudo e respostas para todas as perguntas. Seja em uma reunião no escritório, seja em uma apresentação ou até em uma conversa ...Endeavor BrasilJosé EustachioTue, 17 Jan 2017 13:44:59 +0000José EustachioEmpreendedor, tente escutar mais e falar menosEmpreendedor, tente escutar mais e falar menos
    O outro lado da história: como sofrer menos ao demitirEmpreendedores criam vínculos com a sua equipe, especialmente quando são poucos funcionários. Como encarar o momento de mandar alguém embora?

    A demissão nunca é um momento fácil. Para o demitido, claro, porque perde seu emprego e inevitavelmente se sente rejeitado, mas para quem demite também. Ninguém gosta de ser o portador de más notícias ou dispensar um funcionário com quem criou vínculos. No caso de empreendedores, pode ser ainda mais doloroso. Isso porque, não raramente, a pessoa que está sendo demitida participou da construção do negócio e viveu momentos importantes ao lado dos fundadores.

    Altino Junior, da Casa do Construtor, sabe bem o que é isso. A empresa, que aluga equipamentos para profissionais e pequenas empresas de construção, nasceu em 1993 em Rio Claro, no interior de São Paulo. Boa parte do time começou junto com Altino e Expedito, os dois empreendedores, e morava na mesma cidade. Além da amizade entre as pessoas, havia também a questão de uns conhecerem as famílias dos outros. “A demissão me atingia muito no emocional, fazia mal para mim. Tinha o aspecto de a pessoa ter família e ficar desempregada, além de eu ter que demitir alguém com quem tenho uma ligação”, conta Altino.

    Com a ajuda de outros empreendedores, do conselho consultivo, de mentorias e da Sônia de Oliveira, consultora em Gestão de Gente e Organizações, a equipe da Casa do Construtor aprendeu a encarar melhor esse processo. Uma nova gestão de pessoas e uma outra visão sobre a demissão possibilitou essa mudança. “Nos primeiros momentos, era dificílimo fazer alguma dispensa. Não que a gente tenha atingido o estado da arte, mas hoje está muito mais fácil do que há alguns anos”, conta Altino. Confira os aprendizados do empreendedor e as dicas de Sônia para que a demissão não seja uma dor tão grande.

    Sensação de pertencimento

    É natural que a demissão de alguém que participou do crescimento da empresa seja mais difícil do que a de um funcionário de uma grande multinacional, por exemplo. Segundo Sônia, nas empresas que começaram pequenas e tiveram um crescimento acelerado, boa parte do time sente que fez parte da construção daquela história. “A pessoa foi testemunha do crescimento, viveu adaptações, passou por outras crises. Sente que ajudou a fazer. Mas às vezes, ela precisa ir embora justamente porque está tão condicionada a um tipo de processo que passa a fazer parte do problema”, afirma.

    Demissão com respeito

    Segundo Altino, a demissão é muito mais dolorosa se as expectativas em relação ao funcionário não estiverem alinhadas - ele toma um susto quando recebe a notícia e não entende por que precisa sair. É comum os empreendedores não cuidarem disso. “O problema é que o empreendedor está focado na sua ideia, no seu modelo de negócio. Ele chama pessoas capazes de ajudá-lo a construir essa ideia, mas nem sempre deixa claro o que espera de cada um do time”, afirma. A solução para isso é ter um processo de avaliação e acompanhamento estruturado dos colaboradores.

    “Para mim, demissão com respeito acontece quando você constrói com o time os objetivos e metas da empresa, diz o que espera dele, é transparente nos resultados e dá feedback sobre desempenho e atitudes. Se os resultados não forem atingidos, a demissão é parte do processo. Assim, fica mais fácil tirar o emocional da decisão”, diz Altino.

    Avalie atitudes

    Outra questão que a Casa do Construtor percebeu que atrapalhava era a contratação de pessoas apenas considerando o conhecimento técnico. “A demissão geralmente é motivada mais por atitudes do que por conhecimento”, afirma Altino. A empresa concluiu que para não se frustrar nem frustrar os colaboradores, precisava também avaliar o comportamento. “Hoje nosso recrutamento e seleção tem mais foco nas atitudes das pessoas, para formar uma equipe alinhada com nossos valores e nossa cultura”, conta.

    Não pense que a demissão é o final de uma história

    Um fator que ajudou muito Altino foi mudar a sua visão sobre a pessoa que estava sendo demitida. Em primeiro lugar, ele hoje percebe que manter uma pessoa no time que não está mais performando, por mais que haja um vínculo, pode prejudicar a empresa como um todo. “Quando eu dispenso alguém, estou trazendo para aquele posto ou para aquele desafio outra pessoa mais competente, que vai gerar mais resultado. Consequentemente, a empresa vai crescer e ter condições de contratar mais gente. Cria-se um ciclo virtuoso. A demissão deixa de ser um problema para ser uma solução”, diz.

    Além disso, para o demitido, por mais que não pareça no momento da saída, pode ser uma oportunidade de encontrar um caminho melhor. “Se a pessoa não está performando, é porque não está no lugar certo. No fundo, a demissão é uma oportunidade de se encontrar em um trabalho em que vai se sentir mais útil, entregar mais resultado e ter mais condições de crescer. Não acho que ninguém é ruim. A pessoa apenas não está adequada para as necessidades da empresa naquele momento”, conclui.

    Não procrastine

    Quando o empreendedor percebe que uma pessoa da equipe não terá muito a contribuir para o novo momento da empresa, ele deve imediatamente começar o que Sônia chama de “conversas robustas”. São conversas sinceras sobre o quanto aquela pessoa contribuiu até ali e quais são os planos da empresa para o período seguinte.Se a pessoa estiver em um momento diferente do momento do negócio, não adianta buscar alternativas como trocá-la de função ou criar um novo cargo exclusivo.

    “O empreendedor está muito preparado para enfrentar uma série de adversidades, mas tem dificuldade para lidar com questões pessoas. Ele vai adiando porque todo mundo é amigo e aí chega um momento em que não consegue tomar decisão”, diz Sônia.

    Ajuda externa

    Não pense que a transformação da mentalidade do Altino e da Casa do Construtor mudou do dia para a noite. Foi um processo que envolveu muita ajuda. Além da troca de experiência com outros empreendedores, a empresa contou com Sônia e com o conselho consultivo. Ela ajudou com uma avaliação de crenças e valores e o conselho fez o papel de cobrar mudanças na gestão de pessoas.

    Segundo Sônia, é sempre importante que o empreendedor tenha com quem compartilhar dilemas. “Ele precisa buscar suporte com alguém para evoluir na gestão de pessoas. Não pode tomar decisões sobre pessoas isoladamente, pois corre o risco de cometer injustiças ou postergar decisões”, explica.

    Portanto, se você, empreendedor, não consegue evitar o sofrimento na hora de demitir e está perdendo noites de sono por conta disso, pense se não é hora de procurar um aconselhamento. Dispensar colaboradores faz parte da rotina de uma empresa e ajustes nos seus processos podem tornar essa situação muito menos dolorosa.

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    Evite problemas trabalhistas na demissão

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    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/o-outro-lado-da-historia-como-sofrer-menos-ao-demitir/https://endeavor.org.br/?p=21652Mon, 16 Jan 2017 12:00:14 +0000O outro lado da história: como sofrer menos ao demitirEmpreendedores criam vínculos com a sua equipe, especialmente quando são poucos funcionários. Como encarar o momento de mandar alguém embora? A demissão nunca é um momento fácil. Para o demitido, claro, porque perde seu emprego e inevitavelmente se sente rejeitado, mas para quem demite também. Ninguém gosta de ser o portador de más notícias ou ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 12 Jan 2017 14:24:36 +0000Endeavor BrasilO outro lado da história: como sofrer menos ao demitirO outro lado da história: como sofrer menos ao demitir
    Gestão de caixa: o arroz e feijão que precisa ser bem feitoTodo empreendedor sabe que o caixa precisa ser gerido com maestria para que o negócio caminhe bem, mas nem sempre é fácil ter o controle necessário sobre o financeiro

    Quanto saiu e quanto entrou no ano passado? Quais são as projeções para os próximos anos? São essas as respostas que precisam estar na ponta da língua para o bom andamento da empresa, pois é bem aí que o perigo mora! Percebendo esse grande desafio dos empreendedores, Alexandre Cricci, mentor da Endeavor, engenheiro e administrador, explicou minuciosamente, em uma mentoria para o programa Braskem Labs 2016, como organizar seu fluxo de caixa e saber o que esperar do gestor financeiro.

    Fizemos um levantamento das dicas mais valiosas do mentor. Dá uma olhada porque, com certeza, muitas delas servirão também para você:

    • Entendendo o temido Fluxo de Caixa

    Antes de qualquer coisa, você precisa conseguir colocar no papel o seu balanço resumido. Então, comece separando o que entra e o que sai de sua empresa. De um lado some seu caixa, as contas a receber, o estoque e seus ativos fixos (como mesas e equipamentos). Do outro lado, liste as contas a pagar com os impostos empréstimos e os outros valores a pagar.

    Para fazer a projeção do fluxo de caixa, parta da nossa conta de resultados de um ano que já esteja fechado e depois faça a previsão dos próximos anos. A previsão pode ser semestral, anual ou dentro do período que você desejar. O ideal é que você faça uma previsão anual para ver quanto de dinheiro você precisa para pagar a sua operação durante o ano, e depois variar esse tempo em curtos períodos para ter uma previsão orçamentária.

    Dicas importantes: trabalhe apenas com números relevantes e com médias. Use sempre a pior situação para o seu caixa para que existam boas surpresas, e não o contrário. Na dúvida, coloque uma margem de segurança para cima (quanto maior sua experiência menor a margem de segurança). Toda a tabela vai depender da capacidade de previsão do seu fluxo de vendas.

    Alexandre ressaltou que o pior engano do gestor de negócios é ter o seguinte pensamento “vou crescer 20% no próximo ano, eu ponho 20% a mais de dinheiro entrando no caixa e estou resolvido”. É preciso realmente calcular cada variação para chegar nos números corretos.

    • Por que calcular as projeções?

    Quando você calcula a necessidade de caixa para os próximos anos, consegue saber se será necessário financiar alguma necessidade futura. Decidir com antecedência como será levantado esse capital é fundamental para conseguir as melhores condições de empréstimos e financiar essa necessidade.

    Cada empreendedor tem que saber qual a especificidade do seu negócio. Essas dicas fornecem ferramentas para você descobrir quais são as suas dores e como resolvê-las sem grandes sustos. Uma empresa endividada, por exemplo, deve ter como missão financiar o negócio dentro dessa situação. O gestor financeiro tem que desenvolver bom relacionamento bancário, além de saber negociar para garantir liquidez e passar confiança no mercado para ter acesso ao capital.

    Uma empresa que não tem acuracidadena previsão das vendas, por exemplo, tem que trabalhar com maior saldona previsão de caixa (qualquer derrapada em vendas, o caixa pode cobrir sem grandes sustos).

    Se você quiser aprofundar um pouco no assunto, que tal conferir nosso mini curso por e-mail de finanças?

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    https://endeavor.org.br/gestao-de-caixa-o-arroz-e-feijao-que-precisa-ser-bem-feito/https://endeavor.org.br/?p=21819Fri, 13 Jan 2017 14:10:44 +0000Gestão de caixa: o arroz e feijão que precisa ser bem feitoTodo empreendedor sabe que o caixa precisa ser gerido com maestria para que o negócio caminhe bem, mas nem sempre é fácil ter o controle necessário sobre o financeiro Quanto saiu e quanto entrou no ano passado? Quais são as projeções para os próximos anos? São essas as respostas que precisam estar na ponta da ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 09 Jan 2017 15:03:35 +0000Endeavor BrasilGestão de caixa: o arroz e feijão que precisa ser bem feitoGestão de caixa: o arroz e feijão que precisa ser bem feito
    Capital de Giro: saiba como calcular e controlarUm bom controle do Capital de Giro da sua empresa é chave para uma boa saúde financeira!

    Os empreendedores do Empório Sartori foram ao Shark Tank Brasil, exibido às quintas-feiras, às 21h, no Canal Sony, em busca de capital de giro para o seu negócio (veja acima). Você sabe exatamente o que isso significa?

    É mais do que claro para todo empreendedor que o bom funcionamento de qualquer empresa está diretamente ligado à sua saúde financeira. Se as finanças não estiverem em dia, seus investimentos em médio e longo prazo ficarão prejudicados, o empreendimento entrará em déficit, será necessário recorrer a empréstimos bancários e, eventualmente, o negócio será obrigado a fechar as portas. Contudo, o que nem todo empreendedor conhece é o peso que o capital de giro tem sobre essa equação.

    Investir de forma responsável nesse recurso garante um fluxo de caixa positivo e o funcionamento sustentável da empresa. Quer entender melhor o que é capital de giro e por que ele é tão importante para o seu negócio?

    O que é e para que serve?

    Capital de giro (ou ativo circulante) é o valor que a empresa tem para custear e manter suas despesas operacionais do dia a dia — valor esse que é o resultado da diferença entre o dinheiro que você tem disponível e o dinheiro que você deve —, sejam elas fixas ou os gastos necessários para produção, comercialização ou prestação do serviço. Ele diz respeito a uma reserva de recursos de rápida renovação, voltada a suprir as necessidades da gestão financeira do negócio ao longo do tempo. Esses recursos concentram-se nas contas a receber, no estoque, no caixa ou na conta corrente bancária e influenciam no cálculo do capital de giro (como veremos melhor ali embaixo).

    O capital de giro é diferente do chamado capital fixo ou permanente, que é o investimento voltado à compra de imóveis, instalações, máquinas, matérias primas e equipamentos (itens do ativo imobilizado), necessários para o início do processo “físico” de funcionamento da empresa.

    Quais são os riscos de um mau controle de capital de giro?

    Muitas vezes, quando o empreendedor realiza uma administração ineficiente do capital de giro e um planejamento financeiro inadequado, ele acaba “apelando” aos bancos para cobrir as dívidas de seu negócio, por meio do acesso a crédito e financiamento de operação. Contudo, ao fazer uso dessa estratégia em situação emergencial, o empreendedor fica vulnerável aos bancos e tende a negociar de uma posição totalmente desfavorável, sendo obrigado a concordar com termos e contratos adversos, que endividarão ainda mais a empresa no longo prazo e comprometerão suas finanças.

    Leia mais: 7 dicas para ser bem visto pelos bancos

    Como prevenir a insuficiência de capital de giro?

    Felizmente, há formas simples de se prevenir a insuficiência do capital de giro e garantir a liquidez do seu negócio. Nesse processo, é crucial ter um claro controle sobre os inadimplentes, realizar a adequação e documentação de todos os processos financeiros da empresa, fazer a renegociação de dívidas para o longo prazo, ter total conhecimento tanto do fluxo de caixa quanto do ciclo financeiro (tempo entre o pagamento a fornecedores e o recebimento das vendas - este artigo é ótimo para entender o cálculo) e manter uma política de redução de custos e despesas.

    Como calculá-lo?

    Lembra que afirmamos acima que as contas a receber, o estoque, o caixa e a conta corrente bancária influenciam no cálculo do capital de giro? Você entenderá como agora, a começar pelas contas a receber, que são o resultado das vendas a prazo — aquelas em que o consumidor leva o seu produto e te paga depois. Quanto maiores forem, tanto o prazo que você oferecer ao seu cliente quanto o número de pagamentos feitos dessa forma, mais recursos sua empresa precisará ter para bancar as contas a receber enquanto esse dinheiro não cai no faturamento.

    Quanto ao estoque, ele precisa de modificações de acordo com as necessidades do mercado consumidor da sua empresa. Por isso, ele sofre mudanças de investimento constantes, tanto nos tipos quanto no número de itens disponíveis. Naturalmente, essa necessidade de se investir nas modificações do estoque demandam muitos recursos financeiros do seu negócio. Então, é muito importante cuidar para não cair nos 5 pecados da gestão de estoque.

    Já o caixa e a conta corrente bancária são importantes no cálculo pois são neles que se concentram os recursos financeiros que, de fato, estão disponíveis para a sua empresa. É a eles que o empreendedor recorrerá a qualquer momento para honrar seus compromissos e dívidas.

    Portanto, o capital de giro líquido (CGL) é influenciado por todos esses recursos, em maior ou menor grau: prazos médios de estocagem, volume e custo das vendas, compras e pagamento de compras. É grande a variação dessas ocorrências, portanto recomenda-se que o capital de giro seja monitorado com frequência para que o empreendedor não seja pego de surpresa e não tenha resultados negativos que afetem o negócio. Lembre-se sempre de que o fluxo de caixa está diretamente ligado a esses fatores.

    Há uma fórmula simples para calcular o capital de giro: CGL = AC - PC. Em que "AC " refere-se a ativo circulante (aplicações financeiras, caixa, bancos, contas a receber, dentre outros recursos) e PC corresponde ao passivo circulante (contas a pagar, fornecedores, empréstimos...).

    Como você pôde perceber, administrar o capital de giro do seu negócio significa avaliar o atual momento, as faltas e as sobras de recursos financeiros e os reflexos gerados por tomadas de decisões em relação a compras, vendas e à administração do caixa. Esteja sempre atento a esses fatores, pois uma administração ineficiente do capital de giro afeta drasticamente o fluxo de caixa da empresa.

    Leia mais:

    Capital de Giro: o grande vilão do acesso a capital 

    Como o Processo de Precificação pode aumentar seus lucros

    Financie seu Sonho: Guia de Acesso a Capital

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    https://endeavor.org.br/capital-de-giro/https://endeavor.org.br/?p=7262Thu, 12 Jan 2017 19:08:41 +0000Capital de Giro: saiba como calcular e controlarUm bom controle do Capital de Giro da sua empresa é chave para uma boa saúde financeira! Os empreendedores do Empório Sartori foram ao Shark Tank Brasil, exibido às quintas-feiras, às 21h, no Canal Sony, em busca de capital de giro para o seu negócio (veja acima). Você sabe exatamente o que isso significa? É ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 12 Jan 2017 18:27:47 +0000Endeavor BrasilCapital de Giro: saiba como calcular e controlarCapital de Giro: saiba como calcular e controlar
    A queda da avaliação 360 e a ascensão do feedback espontâneoUm dos modelos mais utilizados para avaliar o time é a avaliação 180 ou 360, mas ela já não é mais tão eficiente quanto antes. Entenda o porquê

    Tenho vivido muitas experiências na minha carreira de executivo, em grandes e pequenas empresas, e cada vez mais me convenço de que uma empresa precisa do profissional certo, no lugar certo, preparado e motivado para realizar o seu trabalho e atingir as metas definidas, assim como seus objetivos  pessoais. Uma ferramenta muito utilizada pelo mercado para ajudar nessa prática é a avaliação 360, ou 180, na qual líder, subordinado, par e cliente fazem uma avaliação anual do desempenho do profissional.

    Depois de muito participar desse processo e lendo o que algumas empresas estão fazendo, chego a conclusão que isso não se aplica por diversas razões:

    1. Mensuração anual

    Se eu perguntasse sobre um reunião da qual você participou em dezembro do ano passado, você seria capaz de lembrar de tudo que foi falado? A não ser que você tenha feito uma ata, muito provavelmente a sua resposta será “não”. E é justamente isso que acontece com avaliações anuais.

    Um ano é muito tempo para sentar com o profissional e discutir performance, comportamento, pontos fracos, pontos fortes, reconhecer, alinhar e por aí vai. Ninguém consegue lembrar com detalhes o que aconteceu, e poucas pessoas têm a disciplina de anotar tudo o que aconteceu nesse período tão longo.

    2. Nem todos são próximos

    Em muitos casos, os avaliadores não têm total conhecimento das tarefas que determinada pessoa exerce no dia a dia e, por isso, a avaliação pode ficar sem embasamento. Em outros casos, também é comum que as pessoas que estão se avaliando não tenham tido tanto contato durante o ano, e a avaliação corre o risco de não ser tão realista quanto deveria.

    3. O tempo gasto

    Tanto a avaliação 180 quanto a 360 são processos que consomem muita energia da organização. Já imaginou mobilizar toda a empresa num processo desses e garantir que todos tenham respondido a avaliação?  O processo acaba sendo desgastante e com resultados duvidosos, conforme relatei acima

    Diante desse quadro, quero compartilhar com vocês o que estamos fazendo em nossa empresa:

    Estamos implantando um modelo mais dinâmico que estamos chamando de feedback constante. O objetivo é definir períodos mais curtos para que líder e liderado sentem e conversem sobre seus desafios. Entendemos que esses períodos mais curtos permitem uma análise muito mais próxima da realidade e atende a expectativa dos profissionais, que é saber claramente e de forma prática qual o seu real valor para a companhia. O tempo mais curto ajuda a identificar se há algo errado e fazer as correções necessárias sem ter que esperar um ano para isso. Iniciaremos com período de 6 meses, mas queremos chegar a feedbacks trimestrais.

    Outra ferramenta que estamos criando é o feedback espontâneo, ou seja, um feedback que pode ser dado a qualquer momento. Vamos supor que você tenha participado de um projeto em outra área, e o líder do projeto queira passar um feedback sobre essa experiência, ou até mesmo que ele queira receber seu feedback sobre o projeto: em avaliações anuais isso nunca seria possível. Primeiro porque ele trabalha em outra área e não iria avaliar você diretamente, segundo porque, depois de quase um ano, você já não vai mais lembrar de como foi trabalhar nesse projeto.

    Com o feedback espontâneo, essas trocas de experiência podem ser feitas praticamente em tempo real. Eu acredito fortemente que o feedback constante é uma poderosa ferramenta de alinhamento, avaliação, motivação e crescimento do profissional. Existem até mesmo alguns programas de software que já estão disponibilizando essa forma de avaliação dentro de suas plataformas.

    As empresas precisam ser simples e ágeis em todos os sentidos, da porta para fora ou da porta para dentro. Imaginar que uma avaliação anual atenda as expectativas dos profissionais é estar desconectado com a realidade do mercado, uma vez que as pessoas exigem respostas mais rápidas. Criar um ambiente favorável ao feedback, principalmente ao feedback constante e espontâneo é algo que pode mudar a empresa de patamar de performance.

    Então que tal conversar mais e em períodos menores com seu líder ou liderado? Boa reflexão.

    Leia também: 

    Como a Adobe aboliu as avaliações de performance

    8 ferramentas de controle de performance

    A importância da cultura de feedback em um país como o Brasil Por que é tão difícil dar e receber feedback? 

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    Você é empreendedor ou “empresidiário”?Você centraliza todas as tarefas ou consegue delegar? Essa é a grande diferença entre um bom empreendedor e o empresidiário

    Há muitas coisas que podem impedir um negócio de prosperar, e entre elas está uma gestão excessivamente centralizadora. O empreendedor acaba colocando para si uma enorme pressão que pode prejudicar não só os resultados da sua empresa como a sua própria saúde. Delegar não é fácil, mas é necessário. Vejamos alguns alguns motivos pelos quais alguns empreendedores não conseguem descentralizar sua gestão:

  • A crença em que eles são os únicos capazes de tomar as decisões estratégicas importantes para o negócio;
  • A falta de confiança em pessoas da equipe para pensar, decidir e agir sem a sua participação ou autorização;
  • A necessidade de saber tudo e participar de tudo o que está acontecendo na empresa, pois só assim eles se sentem tranquilos.
  • O excesso de centralização atrapalha e até impede o crescimento, afinal o empreendedor, sozinho, não vai conseguir pensar em tudo, decidir tudo e principalmente, fazer tudo que precisa ser feito para o bom funcionamento da sua empresa. Em gestões centralizadoras é muito comum encontrar ambiente tóxicos onde as pessoas se sentem desvalorizadas e de mãos atadas, sem um mínimo de autonomia para pensar e agir.  Isso acaba gerando lentidão na execução dos processos, e falhas são comuns por falta de uma visão do todo. Além disso, o negócio diminui a sua capacidade criativa e o fator inovação também  é mínimo ou inexistente.

    Um ambiente de trabalho estimulante e equilibrado, trabalho em equipe, criatividade e inovação são fundamentais para que uma empresa mude, cresça e continue evoluindo. Essas características aumentam, e muito, as chances de conquistar mais e melhores resultados de uma forma sustentável. Daí a importância de o empreendedor delegar tarefas, dar autonomia e confiar na sua equipe e estimulá-la a contribuir com ideias e  tomar decisões. Assim, o seu negócio vai ser mais ágil nas respostas de que o cliente quer e precisa.

    A centralização estimula formação de ilhas, separando os profissionais -- os desconecta emocionalmente e psicologicamente do  seu trabalho.  Com isso, todos saem perdendo. E o próprio empreendedor pode ver o seu sonho grande virar um tremendo pesadelo. Em vez de se tornar um empresário, pode se tornar o que chamo de empresidiário, aquele empreendedor que, por não delegar e por exagerar no microgerenciamento, se torna um refém do seu próprio negócio, preso às rotinas, tarefas e controles que ele criou e das quais só ele entende. O empresidiário está preso à rotina das tarefas e, por isso mesmo, não consegue pensar e agir estrategicamente.

    Gosto muito de dizer que, para um negócio crescer, o empreendedor precisa crescer primeiro.  E esse crescimento passa por delegar tarefas e dar autonomia.  É simples, mas não é fácil.  Mas, quem disse que empreender é fácil?  Cada passo, um desafio a ser superado.

    Então, por onde começar?

    Comece listando tudo o que você faz no seu negócio.  Você pode passar uma semana escrevendo as tarefas que ocupam a sua agenda e, consequentemente, o seu tempo.  Depois circule aquelas que só você pode fazer.  Esse momento é muito importante, pois se você é um centralizador compulsivo, ao final desse exercício vai ter marcado todas as coisas da lista como “só você pode fazer”.  Aqui começa o processo libertador para você, sua equipe e seu negócio.

    Lembre-se: você planejou, investiu dinheiro, inspirou pessoas a abraçarem a causa do seu negócio e seguirem sua visão de futuro.

    Por isso, não deixe que esse sentimento centralizador impeça seu sonho e sua visão de alcançar todo seu potenial. Para ser grande, além de sonhar grande, é importante agir como gente grande.  O seu crescimento na direção de delegar vai estimular as pessoas a se engajar cada vez mais e a produzir mais e melhor.

    Depois de circular as coisas que apenas você, como empreendedor, fundador do negócio, pode fazer, analise cuidadosamente o que não está circulado.  Essas são as tarefas que podem ser delegadas. Escreva ao lado de cada uma delas quais as pessoas que podem ser responsáveis por cada uma dessas tarefas.  O importante é escolher a pessoas certa para a tarefa certa.  Aqui é muito importante a ajuda do RH da sua empresa.  A gestão de pessoas pode contribuir para um ato de delegar mais preciso.

    O terceiro passo é o acompanhamento.  Mais uma vez o RH pode ajudar, definindo a melhor forma de acompanhar o que foi delegado junto com você.  Assim, o empreendedor delega a tarefa, mas continua confiante pois uma pessoa competente está executando o que ele antes fazia, como também que há um acompanhamento competente para garantir a manutenção dos padrões e a melhoria contínua do processo decisivo e de execução.

    O que é necessário?

    Para que uma gestão menos centralizadora seja bem-sucedida, é importante investir na melhoria do processo de contratação.  Contratar as pessoas certas para o lugar certo é fundamental, e vai deixar o empreendedor mais tranquilo para delegar.  Outro fator importante é a capacitação contínua da equipe.  Gente bem contratada e capacitada pode ajudar mais e melhor nas decisões de que o negócio precisa e na execução que vai levar o sonho do empreendedor para o seu potencial máximo.

  • Contrate muito bem;
  • Treine muito bem;
  • Delegue muito bem;
  • Acompanhe;
  • Reconheça quem faz bem;
  • Redirecione que precisa melhorar.
  • Delegar permite que o empreendedor tenha mais tempo para acompanhar o seu negócio e sua equipe mais de perto, como também para pensar e definir estratégias que manterão a empresa no rumo certo hoje, amanhã e sempre.  O clima do negócio também melhora, pois autonomia, confiança e reconhecimento ajudam a formar pontes entre as pessoa e os setores do negócio, tornando a empresa mais unida, mais forte e mais preparada para tornar o sonho grande do empreendedor uma realidade.

    Leia também:

    5 ideias para melhorar o ambiente de trabalho na sua empresa

    Recursos humanos: dicas para trabalhar ainda melhor

    Se você não delegar, a empresa não vai crescer; como compartilhar desafios

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/voce-e-empreendedor-ou-empresidiario/https://endeavor.org.br/?p=21858Wed, 11 Jan 2017 14:00:23 +0000Você é empreendedor ou “empresidiário”?Você centraliza todas as tarefas ou consegue delegar? Essa é a grande diferença entre um bom empreendedor e o empresidiário Há muitas coisas que podem impedir um negócio de prosperar, e entre elas está uma gestão excessivamente centralizadora. O empreendedor acaba colocando para si uma enorme pressão que pode prejudicar não só os resultados da ...Endeavor BrasilFred AlecrimMon, 30 Jan 2017 18:49:09 +0000Fred AlecrimVocê é empreendedor ou “empresidiário”?Você é empreendedor ou “empresidiário”?
    Como planejar um grande 2017O que eu fiz e como estou me preparando para que 2017 seja um dos melhores anos da minha vida

    Para mim, 2017 será um grande ano. E não estou querendo ser simplesmente otimista. Aliás, era mais ou menos assim que eu fazia, no passado, com as minhas resoluções de ano novo: simplesmente acreditava que as minhas ideias e desejos iriam acontecer no ano seguinte, na força e na esperança. Ao longo dos últimos anos aprendi que a execução é muito mais importante que ideias, desejos ou aspirações.

    Não adianta ter uma ideia que irá mudar o mundo, mas não saber como colocá-la em prática.

    A execução é fator-chave para o sucesso de tudo o que queremos alcançar

    Quer um exemplo? Desde a fundação da Contabilizei em 2012, e até hoje, recebo muitas mensagens de colegas contadores contando que tiveram a mesma ideia, de realizar uma contabilidade online, mas que não conseguiram viabilizar a ideia (leia-se: executar). Felizmente, a minha equipe e eu conseguimos tornar a contabilidade online uma realidade no país, inclusive sendo objeto de estudo em universidades.

    Olhando para trás, o que nos diferenciou dos demais, foi que investimos tempo em planejar como chegaríamos lá (execução) e não na definição de onde queríamos chegar (objetivo).

    Ao entender que objetivos são definidos facilmente, o grande pulo está em planejar a execução.

    Não quero reinventar a roda, apenas mostrar que a importância do sucesso para a conquista de um objetivo está na estratégia (como executar) e não na definição do objetivo em si.

    Nas minhas resoluções de ano novo anteriores, eu não contemplava esse aprendizado. Definia os meus objetivos e entrava o ano simplesmente com o desejo de alcançá-los. Assim, 2017 será um grande ano, pois estou mudando a forma de planejar. Este ano, não vou parar minhas resoluções nos objetivos, vou dar um passo a mais e definir como chegarei lá.

    Revisão do ano de 2016

    Para começar meu planejamento de 2017, foi super importante analisar, em detalhes, meu 2016. Para fazer isso, peguei uma folha em branco e dividi em 3 partes: conquistas, falhas e objetivos não alcançados. Durante uns 20 minutos, fiz um brainstorm listando tudo o que me vinha em mente. Em seguida, iniciei uma análise de cada uma das 3 partes, identificando os motivos pelos quais aquilo aconteceu, seja positivo ou negativo. Não poupei elogios, muito menos críticas.

    Após uma hora analisando, consegui identificar padrões de ações e comportamentos tanto para as conquistas, quanto para as falhas e objetivos não alcançados. Assim, ficou muito mais fácil tirar os aprendizados sobre meu ano e, principalmente, sobre a forma como eu planejava meus objetivos.

    Para o planejamento do meu 2017, percebi a necessidade de definir objetivos e, sobretudo, os meios de execução. Por isso, resolvi adicionar dois grandes ingredientes: técnicas de definição de objetivos e o formato de execução do plano.

    O que estou mudando no meu planejamento

    Um dos principais aprendizados que tive é que objetivos traçados só são alcançados com execução. Nos meus planejamentos anteriores, eu despendia pouco tempo identificando como e o que eu teria que fazer para alcançar os objetivos. Objetivos são conquistados se estiverem constantemente na sua mente.

    Para cada objetivo que alcancei, sempre tive atividades diárias ou semanais relacionadas, ou seja, ele estavam frequentemente na timeline da minha cabeça. No entanto, como a agenda do dia a dia acaba nos consumindo e muitas vezes terminamos a semana sem ter feito nada que nos aproxime dos nossos objetivos, estou bloqueando espaços na minha agenda semanal para ações específicas que me levem rumo às metas:

    Revisões periódicas

    Diferente de 2016, quando a revisão só ocorria esporadicamente, farei check-ups periódicos para identificar se estou no caminho certo ou se preciso corrigir a rota em algum objetivo. Dessa forma, evito executar, por muito tempo, ações que não me levarão aos meus objetivos. Nessa revisão também espero planejar melhor meu tempo para as próximas semanas, garantindo que estou dedicando tempo suficiente para o que pretendo atingir.

    Revisão Semanal: quero ter um olhar semanal do progresso que tive nos objetivos que escolhi trabalhar e conciliar agenda da semana seguinte com as ações específicas dos objetivos que tenho. Meu checklist de revisão para cada objetivo incluem perguntas como: “O quanto progredi neste objetivo? O que fiz bem? O que faltou? Baseado no meu objetivo do mês, qual é a única coisa que eu preciso conquistar semana que vem? Como eu vou conquistar isso e quais são os próximos passos?”

    Escolhi realizar as revisões toda a sexta-feira no final de tarde, e reservei minha agenda por uma hora. Geralmente, nesse período, não tenho reuniões, as principais questões da semana já foram endereçadas e não sou mais procurado pela equipe.

    Revisão mensal: como semanalmente trabalho com as ações no nível operacional, mensalmente irei dedicar 1 hora para uma análise mais estratégica dos objetivos. Quero ter certeza se estou no caminho certo e que meu progresso está sendo traduzido em resultados. Meu checklist de revisão para cada objetivo incluem perguntas como: “O quanto progredi este mês? Quais foram meus aprendizados? Baseado no meu objetivo do trimestre, qual é a única coisa que eu preciso conquistar no mês seguinte?

    Para cada objetivo, um propósito

    Quando coloquei como objetivo conciliar minhas 3 paixões (família, Contabilizei e corrida), alterei minha rotina para acordar às 4:30 da manhã todo o dia. Acordar nesse horário não foi nada fácil, muito menos tornar isso um hábito, inclusive aos finais de semana. Entretanto, eu tinha um propósito muito grande que era conciliar melhor meu tempo para minha família, a Contabilizei e a corrida.

    Nos dias em que o cansaço ou preguiça pegava, era justamente esse propósito que me fazia seguir em diante e levantar da cama. Assim, todos os objetivos que me propus a alcançar em 2017, tem claramente um propósito, e eu acredito que eles me proporcionarão foco e energia para enfrentar o dia a dia.

    Crie sistemas que me levarão aos objetivos

    Na minha revisão do planejamento de 2016, percebi que uma das grandes diferenças está em separar o que são objetivos do que são sistemas (conjunto de processos). Deixe-me exemplificar a diferença entre objetivos e sistemas:

    • Se você é um empreendedor, seu objetivo é construir um negócio bem sucedido. Seu sistema é o conjunto dos processos de vendas, marketing, operações, finanças, entre outros;
    • Se você é um corredor, seu objetivo é correr uma maratona. O seu sistema é seu calendário de treino para o mês;
    • Se você é um treinador de futebol, seu objetivo é ganhar um campeonato. Seu sistema é o que sua equipe faz no treino todos os dias;
    • Se você é um escritor, seu objetivo é escrever um livro. Seu sistema é a programação de escrita que você segue cada semana.

    Objetivos são bons para planejar o meu progresso, enquanto os sistemas são bons para realmente fazer progresso. Ou seja, objetivos te dizem em que você irá progredir e sistemas dizem como você irá progredir.

    Para cada objetivo, já defini os sistemas que ajudarão com meus progressos. Por exemplo, nos meus objetivos mais ligados à saúde e à família que exigem tarefas rotineiras, criei uma programação de cada ação com agenda definida como sistema.

    A diversão está na jornada e não no destino

    Todos já ouvimos que a vida não é um destino e sim uma jornada, que a graça da vida está em se dedicar a encontrar o caminho e ser feliz durante a jornada. Estou aplicando isso para o meu planejamento.

    Em experiências anteriores, eu traçava uma meta e acreditava que só seria feliz ou me sentiria melhor quando estivesse chegado lá. Esse comportamento me frustrava, pois a recompensa só viria muito tempo depois do esforço. Definir as metas é definir o destino mas, o mais importante, é descobrir como e de que forma será jornada até lá.

    Por isso, estou muito entusiasmado em concentrar meus esforços no processo e encontrar felicidade na busca pelo objetivo e na implementação das ações diárias e semanais. O alcance do objetivo (destino) será um bônus, mas não vou deixar de viver antes disso. Afinal, a vida é o que acontece conosco enquanto estamos ocupados fazendo planos, não é, John Lennon?

    À seguir, compartilho as técnicas que utilizei para definir meus objetivos em 2017, espero que também sejam úteis para você:

    Técnicas para definição de Objetivos

    Durante meus anos em consultoria, aprendi que cada problema tinha uma ferramenta para apoiar a solução. A seguir, um compilado das principais técnicas (ferramentas) para definição de objetivos que utilizei durante o meu planejamento de 2017.

    1. BHAG (Big, Hairy, Audacius Goal) — Objetivos Grandes, Audaciosos e Cabeludos

    Um dos melhores livros de gestão que li foi o Feitas para Durar de Jim Collins. Aprendi o conceito de Objetivos Grandes, Audaciosos e Cabeludos (BHAG, “Bi-Reg” em inglês), que explica que os objetivos devem ser bem audaciosos (aqueles que dão um frio na barriga) e cabeludos (são difíceis de resolver) mas, acima de tudo, devem ser possíveis de conquistar. Mesmo que a técnica tenha sido desenvolvida mais voltada ao mundo corporativo, eu também a utilizo na minha vida pessoal.

    2. Defina objetivos de forma S.M.A.R.T. (inteligente)

    Acredito que a técnica mais comum que estou compartilhando seja o de traçar objetivos SMART (“de forma inteligente”). SMART corresponde a uma sigla para nos lembrar que um objetivo deve ter as seguintes características: Specific (específico), Measurable (mensurável), Attainable (alcançável), Relevant (relevante) e Time-bound (temporal).

    • Específico :  seu objetivo deve descrever claramente o que é esperado, por que é importante, quem está envolvido, onde vai acontecer e quais são as restrições;
    • Mensurável: seu objetivo deve ter critérios concretos para medir o progresso e atingir a meta;
    • Alcançável : seu objetivo deve ser realista e possível de ser alcançado;
    • Relevante :  seu objetivo deve ser importante e no momento certo para você;
    • Temporal :  seu objetivo deve ter data prevista para ser alcançado.

    3. Escreva objetivos como se já os tivesse alcançado

    Recentemente, li o livro With Winning in Mind (não encontrei versão em Português), no qual o autor, e medalhista de ouro Olímpico, Lanny Bassham sugere que você escreva seus objetivos como se você já os tivesse alcançado. Ele argumenta que a nossa capacidade de visualizar o resultado nos inspira a chegar lá. Então, em vez de escrever “vou publicar um livro em 2017”, escreva “Em 2017, publiquei meu 1º livro”. Isso irá ajudá-lo a superar o maior obstáculo para o seu sucesso na realização de seu objetivo:  o mental.

    4.  Defina a única coisa  importante para atingir seu objetivo

    Outro livro muito bacana sobre definição de objetivos e foco em execução é o “A Única Coisa”, de Gary Keller. O autor descreve um formato único para quebrar os objetivos em períodos. Muitas vezes, traçamos um objetivo BHAG, mas não sabemos o que devemos estar fazendo neste momento para caminhar em direção ao objetivo. Gary aborda esse problema da seguinte forma:

    Supondo que você traçou um objetivo e espera conquistá-lo em até 1 ano. Para entender quais são os objetivos por período, faça as seguintes perguntas:

    Objetivo do SEMESTRE: “Baseado no meu objetivo de UM ANO, qual é a ÚNICA COISA que eu preciso conquistar este semestre?”

    Objetivo do TRIMESTRE: “Baseado no meu objetivo do SEMESTRE, qual é a ÚNICA COISA que eu preciso conquistar este trimestre?”

    Objetivo do MÊS: “Baseado no meu objetivo do TRIMESTRE, qual é a ÚNICA COISA que eu preciso conquistar este mês?”

    Objetivo da SEMANA: “Baseado no meu objetivo do MÊS, qual é a ÚNICA COISA que eu preciso conquistar esta semana?”

    Objetivo do DIA: “Baseado no meu objetivo da SEMANA, qual é a ÚNICA COISA que eu preciso conquistar HOJE?”

    Essa abordagem traz um foco muito grande para o alcance do objetivo.

    De acordo com a pesquisadora Dra. Gail Matthews em sua pesquisa sobre objetivos, se você escreve seus objetivos, você aumenta a chance de alcançá-los em 44%. É ainda melhor se você os compartilhar com seus amigos, familiares e colegas de trabalho; suas chances de sucesso sobem para 78%.

    Com tantos aprendizados e metodologia de planejamento mais refinada, estou muito mais confiante em buscar meus objetivos para 2017. Independentemente do resultado, chegarei em dezembro de 2017 mais maduro ao vivenciar a jornada e, principalmente, com a consciência de que me planejei com o que eu tinha de melhor.

    O conteúdo original você encontra aqui.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/como-planejar-um-grande-2017/https://endeavor.org.br/?p=21827Tue, 10 Jan 2017 12:00:33 +0000Como planejar um grande 2017O que eu fiz e como estou me preparando para que 2017 seja um dos melhores anos da minha vida Para mim, 2017 será um grande ano. E não estou querendo ser simplesmente otimista. Aliás, era mais ou menos assim que eu fazia, no passado, com as minhas resoluções de ano novo: simplesmente acreditava que ...Endeavor BrasilVitor TorresMon, 30 Jan 2017 18:48:55 +0000Vitor TorresComo planejar um grande 2017Como planejar um grande 2017
    Como o Trello foi de 4 a 17 milhões de usuários – e o que você pode aprender com issoO que existe por trás de uma boa estratégia de aquisição de usuários? No RD Summit, principal evento de marketing digital do país, J.D. Peterson, CMO do Trello, compartilhou o caminho das pedras. Confira os aprendizados!

    Se você deseja entender atalhos e boas práticas que fazem um serviço online ou um aplicativo crescerem exponencialmente, conquistando milhões de usuários pelo mundo, procure pelo Trello. A cada interação com a ferramenta, conhecida como um dos principais softwares de gestão de projetos do mundo, você vai observar alguns hacks usados para criar uma experiência simples e útil o suficiente para você convidar seus amigos a usarem também.

    A ferramenta deu tão certo que chegou aos 17 milhões de usuários em 2017 e acaba de ser comprada, por 425 milhões de dólares, pela Atlassian, empresa australiana que fornece ferramentas para simplificar o desenvolvimento de software e gestão de times.

    Nós participamos da palestra de J. D. Peterson, CMO do Trello, do RD Summit 2016. E compartilhamos aqui quais foram os ingredientes que fizeram com que o produto crescesse tão rapidamente.

    1) Produto certo na hora certa

    As facilidades oferecidas pelo Trello fazem sentido em um mundo onde o trabalho remoto é cada vez mais comum, e os times, espalhados por diferentes locais do planeta, precisam de uma comunicação rápida e fluida. Talvez esse mesmo produto não fosse tão útil 20 anos atrás.

    Estar atento às transformações sociais do trabalho, dos times colaborativos e do modo como as empresas têm se organizado fez com que ferramentas como o Evernote, o Asana e o Wrike se adaptassem rápido às necessidades do mercado.

    Fique atento às mudanças sociais e ao modo como seu produto responde às necessidades mais atuais das pessoas. A chave para o sucesso de longo prazo está na habilidade de entender a mudança antes mesmo de ela acontecer e aproveitar essa oportunidade para usar as tecnologias que já existem -- e não param de evoluir.

    2) É gratuito

    O objetivo principal de Joel Spolsky e Michael Pryor, criadores da plataforma, é chegar em 100 milhões de usuários. Por isso, o foco de toda companhia tem sido eliminar as barreiras de adoção da ferramenta pelas pessoas. "Qualquer coisa que faça as pessoas não usarem o Trello precisa ser identificada e eliminada.", afirma Spolsky.

    Assim, retirando a barreira de entrada do pagamento, com cadastro de cartão de crédito, por exemplo, o número de novos usuários cresceu exponencialmente.

    Isso porque um usuário não começa usando a ferramenta na versão paga, mas sim se familiariza com ela aos poucos até compreender a proposta de valor.

    Estratégias como o Freemium, no modelo usado pelo Spotify, são fundamentais para essa conversão de usuários gratuitos para pagantes. Peterson conta também que eliminando os formulários extensos e mantendo apenas o campo do e-mail para cadastro conseguiu aumentar em até sete vezes o alcance, gerando mais impacto e reconhecimento de marca.

    3) Indo atrás de um mercado maior

    Quando o Trello começou, em 2012, fez muito sucesso entre desenvolvedores e programadores nos Estados Unidos. Para eles, a ferramenta funcionava bem e não precisava de grandes melhorias. Mas os fundadores não queriam falar só com os engenheiros. Eles queriam chegar em 100 milhões de usuários falando com todos profissionais, do marketing ao RH de uma empresa.

    Para isso, é preciso diferenciar uma organização que é centrada no consumidor daquela que é centrada no público. Enquanto a primeira ouve seus atuais clientes e se mantém no mercado que já adentrou, a segunda vai atrás do consumidor em potencial, aquelas pessoas que ainda não sabem como podem se beneficiar do produto. Nesse sentido, ouvir o que elas achavam e do que não gostavam no produto e trabalhar por essas mudanças foi fundamental para que o Trello não fosse conhecido apenas como uma ferramenta para desenvolvedores.

    Uma iniciativa simples que o seu time pode adotar a partir de agora é criar o hábito de conversar com seus não clientes. Aqueles que se recusaram a comprar o seu produto, são fãs da concorrência ou ainda não o conhecem direito são grandes fontes de aprendizado para o que sua empresa deseja se tornar amanhã.

    4) Mantenha as coisas simples

    Toda a jornada de experiência do usuário precisa ser pensada para ser clara e fácil de usar.

    Não basta ter determinada funcionalidade: ela deve ser fluida, acessível e simples.

    Quando essa ideia é levada a sério pelo time de desenvolvimento, o resultado é que nenhuma tela de um aplicativo, um software ou mesmo um site é criada sem passar por esse filtro de usabilidade.

    Repare na jornada do seu usuário. O processo de cadastro ou de compra do seu produto é simples? Ou segue apenas o que a tecnologia do site permite? Deixe que a experiência de compra do usuário seja mais trabalhosa para você do que para ele. Trabalhe para eliminar essas barreiras de usabilidade e construa uma experiência agradável e tranquila, que reforce a preocupação da sua empresa com a jornada de compra do consumidor. Pode ser que você consiga eliminar alguns campos do formulário, facilitar a navegação mobile ou ainda tirar algumas distrações na landing page.

    5) O efeito da rede

    Para Peterson, "o melhor marketing que você pode fazer é deixar os outros fazerem o marketing por você". É por isso que os seus clientes atuais têm o poder de influenciar a vinda de outros clientes, exercitando o boca a boca e o poder de viralidade. Esse processo acontece diariamente, sem que você se mexa. Mas existem mecanismos que você pode criar para torná-lo mais comum e fácil de acontecer.

    No caso do Trello, a versão premium do aplicativo não é destravada só com o pagamento, mas também quando o usuário convida um certo número de amigos para usar o site com ele.

    O resultado dessa estratégia é que, dos 17 milhões de usuários da ferramenta, 70% foram convidados por amigos.

    O Asana, ferramenta online de gerenciamento de tarefas, também apresenta uma estratégia parecida. Durante o cadastro de um novo usuário, aparece uma tela de convite para outras pessoas do seu time --é preciso apenas inserir o e-mail delas. Assim, amplia-se a base de usuários por meio da recomendação e do efeito multiplicador da rede.

    Busque maneiras de tornar a experiência do seu usuário mais social, com a oportunidade de convidar os amigos e fazer recomendações, em troca de pequenas recompensas, e pense em como seu produto pode ganhar uma outra utilidade se for usado em conjunto com outras pessoas. A criação de uma rede começa com a necessidade de se conectar para algo diferente acontecer. Foi assim que o Facebook chegou a mais de 1,7 bilhão de usuários!

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    https://endeavor.org.br/como-o-trello-foi-de-4-17-milhoes-de-usuarios-e-o-que-voce-pode-aprender-com-isso/https://endeavor.org.br/?p=21726Mon, 09 Jan 2017 12:00:54 +0000Como o Trello foi de 4 a 17 milhões de usuários – e o que você pode aprender com issoO que existe por trás de uma boa estratégia de aquisição de usuários? No RD Summit, principal evento de marketing digital do país, J.D. Peterson, CMO do Trello, compartilhou o caminho das pedras. Confira os aprendizados! Se você deseja entender atalhos e boas práticas que fazem um serviço online ou um aplicativo crescerem exponencialmente, conquistando ...Endeavor BrasilLaís GrillettiMon, 09 Jan 2017 18:13:16 +0000Laís GrillettiComo o Trello foi de 4 a 17 milhões de usuários – e o que você pode aprender com issoComo o Trello foi de 4 a 17 milhões de usuários – e o que você pode aprender com isso
    Sonho grande, ondas ainda maiores: lições do surfe para a gestão de uma empresaMas existe um certo tipo de atividade que costuma nos ensinar ainda mais --mesmo que não tenhamos consciência disso. São aquelas práticas e hobbiesque nos dão prazer, e que muitas vezes servem de válvulas de escape para a pressão do dia a dia. Neste artigo, falamos da importância disso para o equilíbrio de uma gestão.

    Agora, vamos entender como essas práticas podem ser didáticas. Deixaremos de lado as mentorias e as ferramentas para descobrir como os empreendedores se aprimoram fora das empresas. Como vão buscar conhecimento em qualquer lugar que não os escritórios.

    Alphonse Voigt, CEO do EBANX, vai buscar esse conhecimento alternativo no mar. Praticante de surfe desde sempre, ele não tem dúvidas da importância do esporte para sua trajetória empreendedora. E na entrevista a seguir conta porquê.

    Os paralelos entre surfe e gestão são vários. Mas, no seu caso, como o esporte contribui com a gestão?

    Sempre achei que surfe e empreendedorismo têm tudo a ver. No meu caso, valorizo muito a coragem necessária para a prática. Imaginando que você esteja no Havaí, com uma onda de três, quatro metros estourando na sua cabeça. Você pensa: “O que que eu estou fazendo aqui? Estou maluco?”. Mas a resposta é imediata: “Eu quero estar aqui, eu tenho que surfar essa onda”.

    No empreendedorismo, acredito que aconteça o mesmo. A gente se coloca em uns desafios do tamanho daquelas ondas. Coloca a barra lá no alto, e perguntamos: “Caramba, será que era isso, mesmo? Não era melhor ter feito o feijão com arroz, em vez de dar um passo tão grande?”.

    Mas não, esse é o mistério. É o fascínio, tanto do surfe quando do empreendedorismo. Isso de nos desafiarmos a ir além, a sempre buscarmos uma onda maior que a anterior, a alcançar metas mais ambiciosas do que as já cumpridas.

    E a preparação para entrar no mar? Ensina algo?

    Sem dúvida. Encarar um mar “grande” é um baita aprendizado para qualquer gestor, porque você tem que estar preparado. Não se trata de sorte, de acaso. É preciso saber o que você está fazendo, e você tem que estar antenado a absolutamente tudo. À maré, à corrente, à profundidade do mar, à existência de corais… Sem falar no preparo físico, que tem que ser o melhor possível. Porque você vai ter que remar pra entrar naquela grande onda. Não dá para entrar de “alegre” em um mar desses.

    E o paralelo com o empreendimento é, mais uma vez, imediato. Seja para entrar em um novo mercado ou para abrir uma empresa, você tem que conhecer direitinho todas as variáveis, tem que entender qual a melhor hora de agir -- e principalmente a hora de não agir.

    A hora de deixar a onda passar, certo?

    Exatamente. Este é um dos principais ensinamentos que o surfe me trouxe: entender a hora de não tentar a onda, sob o risco de tomar um caldo ou me arrebentar lá na frente. Simplesmente aceitar que, naquele momento, não é para mim, e deixar passar.

    Às vezes ficamos afoitos e já queremos pegar a primeira onda da série. Mas estamos atrasados ou mal posicionados, aí não entramos, e tomamos todas ondas seguintes na cabeça. Então, é um baita exercício de paciência, que me ajuda muito no dia a dia da gestão da minha empresa.

    Porque empreender é, também, saber esperar a hora certa. É saber se posicionar em relação aos colegas que estão do lado, sem ser fominha e querer ocupar todas as ondas.

    Isso tem a ver com respeito também?

    Exato. No surfe, temos o line up, que é a área em que os surfistas ficam e onde as ondas começam a quebrar. Cada um tem o seu lugar, e isso deve ser respeitado. Há os mais velhos, há os que são melhores, e tudo isso compõe um sistema cujas regras não estão escritas, mas são conhecidas e praticadas por todos.

    Entramos no campo da ética, também. E é claro que isso se torna uma filosofia de vida, que levo para todos os lados -- principalmente para o ambiente empreendedor. O mar é mesmo um grande professor.

    Pois é. Dizem que mar calmo não faz bom marinheiro ou surfista -- mas não faz bom gestor, também.

    E no seu caso, caro(a) empreendedor(a)? Qual é a atividade que constitui uma fonte alternativa de aprendizados? Diga para a gente nos comentários!

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/sonho-grande-ondas-ainda-maiores-licoes-surfe-para-gestao-de-uma-empresa/https://endeavor.org.br/?p=21525Fri, 06 Jan 2017 12:00:21 +0000Sonho grande, ondas ainda maiores: lições do surfe para a gestão de uma empresaEntre os aprendizados que um empreendedor pode receber, muitos vêm fora do escritório. Conheça como Alphonse Voigt, CEO do EBANX, concilia surfe e gestão para obter resultados cada vez melhores Na vida, tudo é aprendizado. Se mantivermos a cabeça aberta, o coração preparado e a atitude positiva, podemos  tirar bons ensinamentos de qualquer situação pela qual passamos ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 12 Jan 2017 14:23:59 +0000Endeavor BrasilSonho grande, ondas ainda maiores: lições do surfe para a gestão de uma empresaSonho grande, ondas ainda maiores: lições do surfe para a gestão de uma empresa
    A inovadora marca de dermocosméticos que nasceu da venda de um FuscaLisabeth Braun queria novos ares profissionais e criou a primeira farmácia de manipulação do Brasil, nos anos 70. A empresa cresceu e se transformou na Dermage, uma indústria de dermocosméticos que produz centenas de itens pensados para o consumidor brasileiro.

    O fusca era verde abacate, carro da moda no final dos anos 70. A motorista era farmacêutica e funcionária pública, mas sonhava com novos horizontes profissionais. Se o fusca de Lisabeth Braun falasse, ele contaria uma história bem inusitada para uma jovem daquele tempo, quando era incomum ver mulheres empresárias, menos ainda de um negócio novo e praticamente desconhecido no mercado nacional.

    Mas o carro só saberia o começo de tudo, porque a primeira coisa que ela fez foi vender seu carro para investir na primeira farmácia de manipulação do país, no Rio de Janeiro. Lá se foi o fusca em busca de outras histórias para contar, e então começou o que seria uma jornada de grande sucesso, que resultou na criação da Dermage.

    De farmacêutica a empreendedora

    Lisabeth trabalhava em um hospital público no Rio de Janeiro. O emprego parecia perfeito, com jornada reduzida em um ambiente de ponta. Mas ela começou a sentir um grande desânimo quando percebeu que as pessoas, com vinte anos de formadas, continuavam a fazer as mesmas coisas.

    Foi quando ela viajou para Buenos Aires e conheceu uma farmácia de manipulação, coisa inédita no Brasil, e a visão empreendedora da família se manifestou. Lisabeth e Walter Braun, seu marido, são descendestes de imigrantes que chegaram ao Brasil sem recursos, fugidos da 2ª Guerra Mundial e também empreenderam e montaram seus negócios.

    Empolgada com as novas perspectivas e com total apoio do marido, a farmacêutica bioquímica Lisabeth pediu demissão e alugou uma pequena sala comercial, onde, com uma sócia, deu seus primeiros passos como empreendedora. Fase em que ela fazia literalmente um pouco de tudo, do plano de negócios ao atendimento no balcão, do contato com os médicos à manipulação das fórmulas.

    Da pequena sala, onde ela via as pessoas chegarem, sem acreditar em quantos pedidos recebia, o negócio foi crescendo e logo a farmácia teve que mudar para uma casa maior. Em seguida vieram outras três lojas. Ao mesmo tempo Lisabeth vivia o cotidiano agitado de toda mulher que trabalha: “Era a idade em que eu queria ter filhos, ter minha família, tudo acontecendo ao mesmo tempo, tinha que me dividir para que tudo desse certo”.

    E deu certo, tão certo que ela começou a sonhar cada vez mais alto.  Depois de alguns anos, Lisa, como é chamada, e sua sócia resolveram se separar para seguir com novos planos.

    Duas vezes empreendedora

    Começou então uma nova jornada empreendedora para Lisa. O ano era 1990, e o mundo empresarial já era mais familiar e menos inóspito para mulheres. Difícil mesmo foi explicar a novidade para o mercado, porque a proposta era realmente começar tudo de novo, com um novo nome (Dermage), logotipo, enfim uma nova empresa. Ela fez questão inovar e fazer diferente, mas sempre seguindo os valores que sempre nortearam seu trabalho, marcado pela dedicação, honestidade e credibilidade junto à classe médica. Por isso, “acabou sendo mais fácil do que eu imaginava”, diz ela.

    E aí surgiu uma grande ideia: por que não industrializar as fórmulas de sucesso e transformar a empresa em uma marca de dermocosmético? Esse foi o grande diferencial da Dermage, que logo foi reconhecido pela classe médica.

    Outra escolha acertada foi cercar-se de pessoas com habilidades complementares e de profissionais das áreas administrativa e financeira muito qualificados, que se dedicaram à gestão de um negócio preparado para realizar os sonhos grandes de sua idealizadora.

    Mesmo assim foram --e ainda são-- muitos os percalços enfrentados num país que atravessou várias crises e planos econômicos. Nessa jornada, foram muitas noites sem dormir, pensando em como seria o dia seguinte e muita resiliência também para atravessar tantos obstáculos. Mas desde o início Lisa mantém a mesma garra e otimismo: “Você tem que ter um estofo emocional muito grande para conseguir, você tem que estar sempre bem, porque a sua motivação, o seu trabalho, é modelo para os outros que estão à sua volta”.

    Apesar desse cenário de dificuldades de toda ordem, que para muitos seria desanimador, Lisabeth sempre investiu na Dermage. A empresa cresceu, o marido, Walter, engenheiro, assumiu a diretoria de produção e juntos elas criaram uma empresa inovadora no mercado de dermocosméticos.

    Sucessão familiar

    Depois de passar as férias trabalhando na empresa da família, Ilana Braun, filha de Lisa, se empolgou com as oportunidades de fazer algo muito maior, largou o emprego no mercado financeiro e passou a empreender junto com seus pais. Logo no início se aproximou da Endeavor e se cercou de mentores que mostraram novas frentes de atuação.

    “Foi muito importante porque abriu um leque de pessoas que podiam nos apoiar e mostrar os caminhos. O empreendedor às vezes se sente muito solitário, tem que tomar as decisões, mas está muito sozinho, sem saber o que fazer”. Lisabeth Braun

    Com formação e experiência em finanças, Ilana assumiu, trazendo novas perspectivas de crescimento e desenvolvimento. Algum tempo depois, assumiu o cargo de CEO.

    Com esse suporte essencial na gestão da empresa, Lisabeth pôde manter o foco na inovação e desenvolvimento de produtos, uma área estratégica para os planos futuros.

    Unida, a família aumentou o portfólio da marca – que conta com mais de 300 itens, entre produtos para cabelo, rosto, corpo, maquiagem, spa e nutricosméticos; aumentou os canais de distribuição (entre lojas próprias, franquias e drogarias, espalhados por diversos pontos do Brasil); ganhou credibilidade na classe médica; prêmios em congressos internacionais e é respeitada por consumidores.

    Enfim, o legado para a próxima geração já está definido em uma cultura enraizada na transparência e, como Lisabeth faz questão de enfatizar, “fazer dermocosméticos com alta eficácia e resultados verdadeiros, desenvolvidos por brasileiros e para o clima e a pele dos consumidores (também) brasileiros”.

    Universo feminino

    As mulheres são o público-alvo da Dermage, e elas também compõem 90% da equipe de colaboradores da empresa. Lisabeth conta que gosta de trabalhar com mulheres porque elas sabem, como usuárias, o que as outras querem. Ela também valoriza as habilidades femininas em todos os campos: “Existe muito preconceito, mas a gente é tão capaz, tão capaz que consegue levar uma vida dupla e tomar conta de uma família, de casa e trabalhar e ser efetiva em todos.”

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    https://endeavor.org.br/inovadora-marca-de-dermocosmeticos-que-nasceu-da-venda-de-um-fusca/https://endeavor.org.br/?p=21815Thu, 05 Jan 2017 12:00:44 +0000A inovadora marca de dermocosméticos que nasceu da venda de um FuscaLisabeth Braun queria novos ares profissionais e criou a primeira farmácia de manipulação do Brasil, nos anos 70. A empresa cresceu e se transformou na Dermage, uma indústria de dermocosméticos que produz centenas de itens pensados para o consumidor brasileiro. O fusca era verde abacate, carro da moda no final dos anos 70. A motorista ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 09 Jan 2017 14:03:57 +0000Endeavor BrasilA inovadora marca de dermocosméticos que nasceu da venda de um FuscaA inovadora marca de dermocosméticos que nasceu da venda de um Fusca
    O melhor de 2016: confira os 3 estudos lançados pela Endeavor que fazem um raio-X do ecossistema empreendedor brasileiroConfira os estudos lançados este ano pela Endeavor e suas principais descobertas!

    Um país mais empreendedor não se faz apenas com empreendedores preparados e competentes. É preciso criar as condições certas e desenvolver um ambiente de negócios que encoraje o crescimento e a inovação. Foi por isso que a Endeavor lançou uma série de estudos e pesquisas em 2016 que fazem um verdadeiro raio-X do ecossistema empreendedor brasileiro - das cidades às universidades - e apresentam os caminhos e obstáculos que precisamos superar para que os empreendedores cresçam sem barreiras ou amarras - e possam, assim, protagonizar a transformação do Brasil.

    Conheça os estudos!

    1. Índice de Cidades Empreendedoras 2016

    Quem é empreendedor sabe: crescer, inovar e gerar empregos não é um trabalho que se faz sozinho.

    Tão importante quanto uma ideia de negócio é o palco em que essa história é construída: nossas cidades.

    Mas será que elas oferecem as condições para que os empreendedores desenvolvam todo o seu potencial?

    Para ajudar a responder essa pergunta nasceu o Índice de Cidades Empreendedoras, um grande raio-X do ecossistema empreendedor do Brasil, que chega à sua terceira edição em 2016. Comparando o ambiente de negócios de 32 cidades, o ICE aponta as melhores cidades para se empreender a partir da análise de 60 indicadores distribuídos em 7 pilares: Ambiente Regulatório, Acesso a Capital, Mercado, Inovação, Infraestrutura, Capital Humano e Cultura Empreendedora.

    Dentre as principais descobertas da edição de 2016, estão:

    1. Entre as 10 melhores cidades do estudo, seis estão no interior, sendo cinco no Estado de São Paulo.

    2. Florianópolis liderou a primeira edição do Ìndice de Cidades Empreendedoras em 2014. Em 2015, apareceu na segunda posição, praticamente empatada com São Paulo. Nesta terceira edição, a distância da capital paulista na liderança aumentou.

    3. Enquanto a capital paulista domina o ICE pelo segundo ano consecutivo, o Rio de Janeiro (14ª), Curitiba (15ª) e Recife (18ª) perderam, respectivamente, 4, 7 e 14 posições em relação ao estudo anterior.

    4. Fora do eixo Sul-Sudeste, as condições para empreender ainda tem muito a melhorar, e não é de agora. As melhores cidades do Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiro são Brasília (16ª), Recife (18ª) e Belém (apenas a 26ª melhor).

    A partir desse raio-X, as cidades e seus novos prefeitos eleitos têm uma visão mais clara dos pontos que precisam desenvolver com mais urgência, podendo aplicar as boas práticas que já existem (e estão no relatório) em suas políticas públicas. Melhorar o ambiente empreendedor não é trivial, mas bons exemplos existem para serem copiados. Confira o ranking geral de 2016!

    2. Pesquisa Desafios dos Empreendedores Brasileiros

    Será que os desafios e as dores enfrentadas por um empreendedor no Brasil são únicos e incomparáveis ou são universais? Para entender mais de perto o que tem tirado o sono dos empreendedores brasileiros, fizemos um estudo com quase 1000 empreendedores dos mais variados perfis, para identificar as áreas mais sensíveis - e assim atuarmos no preparo e capacitação focada nesses temas que os tornem mais preparados para empreender.

    A má notícia – confirmada na pesquisa – é que a grande maioria dos empreendedores relataram ter desafios em diversas áreas. Mas não se desanime, também temos uma boa notícia: independentemente do perfil do empreendedor, as mesmas categorias de desafios costumam ficar nas primeiras posições. E por que isso seria uma boa notícia? Porque uma dor compartilhada pode ser sinal de troca de conhecimento e cooperação!

    Saber que o empreendedor ao lado também sofre com os mesmos desafios pode estimular a troca de boas práticas.

    Para as organizações de apoio ao empreendedor, é possível dar mais foco para ações que ataquem os principais desafios apontados no estudo, o que aumentaria o alcance desses programas.

    3. Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras 2016

    No desenvolvimento de um ecossistema empreendedor, existem diferentes agentes que exercem seu papel como protagonistas da transformação, além do próprio empreendedor e do governo, por exemplo.

    São as Universidades que potencializam e inspiram o surgimento de novas gerações de empreendedores, despertando o sonho grande e a inovação nos seus alunos e na comunidade onde está inserida.

    Porém, a realidade do Brasil indica que ainda faltam estratégias para as instituições de ensino multiplicarem o número de universitários que criam empresas inovadoras e transformam os setores em que atuam, gerando milhares de empregos no caminho.

    Para entender melhor esse cenário, a Endeavor e o SEBRAE realizaram a quarta edição da pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras. O estudo entrevistou 2.230 alunos e 680 professores pertencentes a mais de 70 instituições de ensino superior de todas as regiões do país. Seu principal objetivo é conscientizar as Instituições de Ensino Superior sobre seu poder em contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Brasil, além de mapear boas práticas que vão direcionar as estratégias das universidades e das lideranças que trabalham com o tema no Brasil.

    Ficou curioso para saber o que este estudo traz de novo, em relação às outras três edições? Confira alguns dos destaques:

    1. Existe um verdadeiro abismo entre a percepção dos alunos e professores sobre o papel das universidades. Por mais que cerca de 65% dos professores estejam satisfeitos com iniciativas de empreendedorismo dentro da universidade, a média entre os alunos é de apenas 36%.

    2. Uma das causas para essa percepção divergente é a falta de conexão entre seus professores e o mercado. Por mais que metade dos professores apoiem e/ou estejam relacionados ao movimento de educação empreendedora, 48% deles relataram nunca terem tido uma experiência empreendedora, sendo que 38% não têm vontade e/ou tempo para abrir seu próprio negócio.

    3. As disciplinas relacionadas a empreendedorismo não estão distribuídas de maneira uniforme por todos os cursos. Em cerca de 50% dos cursos de engenharias e ciências sociais aplicadas há disciplinas de empreendedorismo, sendo que essa média, em outras áreas de conhecimento, cai para apenas 30%.

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    Trabalhar duro não é o mesmo que trabalhar de forma inteligenteMedir a produtividade da sua equipe pelo número de horas trabalhadas ou registros de entrada e saída é o que os amadores levam em conta para administrar suas empresas. O número de horas trabalhadas não indica o grau de produtividade deles -- e nem o seu

    Eu fui convidado por Rahul, um aluno muito antigo, para visitá-lo e ver o que estava fazendo com sua startup. Na verdade, startup é uma forma errônea de dizer que Rahul construiu uma excelente empresa, com centenas de colaboradores e que atualmente gera um faturamento anual de mais de $50M.

    Embora tivéssemos marcado um jantar, Rahul me convidou para acompanhá-lo em algumas reuniões à tarde, ver algumas amostras de produtos, admirar o escritório e o café, além de sentir um pouco de como era o ambiente corporativo. Antes de sairmos para jantar, perguntei sobre a cultura organizacional e a transição de startup para empresa. Falamos sobre como era trabalhar com novos funcionários, gerindo escala ao escrever manuais operacionais para cada cargo, e difundindo as missões e os objetivos de cada departamento e da empresa (ele falou que teve a ideia depois de ler meus posts sobre missão e aquele sobre cultura de inovação).

    Era impressionante - até que entrássemos no assunto de quanto os seus colaboradores trabalhavam duro. A resposta dele me lembrou como fui idiota por muito tempo em minha carreira:  "Nossa equipe sabe que não é uma empresa de 5-9 funcionários. Não saímos daqui enquanto o serviço não acabar". Olhei um pouco chocado, o que eu acho que o deixou impressionado, porque ele continuou, "grande parte dos dias quando eu saio às 19h, meus funcionários ainda estão trabalhando duro. Eles trabalham até tarde da noite e temos frequentemente reuniões de equipe aos sábados".

    Eu me encolhi. Não porque ele ficou mudo, mas porque durante muito tempo em minha carreira, eu era igual e não tinha noção do que realmente acontecia. Eu também exigia das minhas equipes o mesmo esforço inútil.

    O nosso jantar estava marcado para acontecer por volta de 19h15; então, saímos às 19h, comunicando para sua equipe que o CEO estaria fora para jantar. Assim que saímos do prédio e fomos para o estacionamento lotado, eu perguntei para o Rahul se ele poderia ligar para o restaurante e avisar que chegaríamos atrasados. Eu disse: "apenas fique esperando do outro lado da rua e veja a porta principal da empresa. Eu quero lhe mostrar algo que aprendi dolorosamente e muito tarde em minha carreira".

    Ele me conhecia muito bem para topar ficar pacientemente ali. Às 19h05, nada aconteceu. "O que eu deveria ver?", ele me perguntou. "Apenas espere", eu respondi, esperando que eu estivesse certo. Às 19h10, ainda nenhum movimento na porta principal. Ele já estava ficando irritado, e quando ele já estava quase dizendo: "vamos jantar", a porta principal da empresa se abriu - e a primeira leva de colaboradores saiu. Eu perguntei, "esses são os seus VPs e o seus gerentes sênior?". Surpreso, ele assentiu com a cabeça e continuou vendo.

    Em seguida, depois de 10 minutos, um fluxo de funcionários saiu do prédio como se fossem formigas esvaziando o ninho. Rahul contraiu-se, ficando de queixo caído. Dentro de meia-hora, o estacionamento ficou completamente vazio. ”Não teve muita conversa no caminho para o jantar. Depois de alguns drinks, ele me perguntou: "o que diabos aconteceu?".

    O trabalho do século 21 é medido pelos costumes culturais do século 20

    Normas No século 20, nós medíamos o trabalho por meio do número de horas registradas por cada empregado. Em uma linha de montagem, cada trabalhador estava fazendo a mesma coisa; logo, a produtividade simplesmente fez com as horas trabalhadas fossem iguais. Os operários provavam que estavam no trabalho ao bater cartão como forma de medir a sua presença. (Mesmo atualmente, o governo dos Estados Unidos ainda mede a maioria dos profissionais da indústria criativa com um sistema de gerenciamento de tempo que o divide em espaços de 15 minutos com pausas frequentes).

    Mesmo com o aumento do número de pessoas trabalhando em escritório (não remunerados por hora), os homens (e a maioria da gestão de mão-de-obra é masculina) equipararam quantidade de horas com número de produção. Isso foi perpetuado por gerentes e CEOs que não tinham outras normas e nunca consideraram que essa forma de administrar era, na verdade, menos produtiva que outras alternativas.

    Eu falei para o Rahul que o que ele tinha acabado de ver era que a sua empresa inteira tinha aceitado a "cultura de trabalhar até mais tarde" - mas não porque eles precisavam de fato, ou isso estava fazendo com que a empresa ficasse mais competitiva ou gerasse mais receita, mas porque o CEO mandou fazer. Toda noite, os VPs esperavam o CEO ir embora, e assim que os VPs saíssem, os demais também poderiam ir para casa. Uma longa jornada de trabalho não necessariamente significa sucesso. Tem momentos que é necessário varar a noite (os primeiros dias de uma startup, um deadline de um projeto), mas boa gestão é saber quando isso é preciso e quando isso é apenas um teatro.

    A resposta do Rahul era o que eu esperava: "isso é o que nós fazíamos no banco de investimento, meu primeiro trabalho aos 20 e poucos anos. E meu chefe me recompensou pelo meu "trabalho duro". Dormir na minha mesa era algo para se orgulhar". E eu entendi completamente; meu chefe me ensinou a mesma coisa.

    O resto do jantar girou em torno de: em caso de horas não trabalhadas, o que medir; quando é apropriado pedir para as pessoas trabalharem até mais tarde; esgotamento e cansaço da equipe, além da verdadeira medida de produtividade.

    Lições aprendidas Defina os resultados que você quer para a empresa conversando com cada departamento/área
  • Clique aqui para saber como criar a missão e objetivo, além de ter indicadores adequados para medí-los;
  • Divulgue e comunique amplamente a missão e o objetivo;
  • Forneça feedback imediato para uma correção de percurso.
  • Defina o resultado que você deseja para cada departamento
  • Defina a missão e objetivo de cada departamento;
  • Crie a métrica apropriada para que cada colaborador contribua com a missão da empresa;
  • Meça e documente os resultados em intervalos adequados a cada departamento  (diariamente, semanalmente, mensalmente, etc.);
  • Divulgue e comunique amplamente essas informações;
  • Forneça feedback imediato para uma correção de percurso.
  • Certifique-se que o fluxo de processos criado não gera consequências fora do esperado. Artigo originalmente postado em Steve Blank Veja também: |Ferramenta| Missão, Visão e Valores |Ferramenta| MBWA: Management By Walking Around |EAD| Liderança: como desenvolver times de alta performance

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/trabalhar-duro-nao-e-o-mesmo-que-trabalhar-de-forma-inteligente/https://endeavor.org.br/?p=21709Tue, 03 Jan 2017 12:00:08 +0000Trabalhar duro não é o mesmo que trabalhar de forma inteligenteMedir a produtividade da sua equipe pelo número de horas trabalhadas ou registros de entrada e saída é o que os amadores levam em conta para administrar suas empresas. O número de horas trabalhadas não indica o grau de produtividade deles — e nem o seu Eu fui convidado por Rahul, um aluno muito antigo, para ...Endeavor BrasilSteve BlankThu, 12 Jan 2017 14:25:19 +0000Steve BlankTrabalhar duro não é o mesmo que trabalhar de forma inteligenteTrabalhar duro não é o mesmo que trabalhar de forma inteligente
    Falando bem pelas costas: dicas para transformar clientes em embaixadores da marcaUma grande experiência de consumo é como uma viagem: quem viveu vai querer compartilhar. Veja como transformar clientes em embaixadores da sua marca

    Se propaganda é a alma do negócio, como dizem por aí, propaganda do próprio cliente deve ser, então, essa alma no paraíso. O famoso boca-a-boca, “grátis” e absolutamente confiável. Porque os próprios clientes satisfeitos se tornam embaixadores, advogados, porta-vozes de uma marca, irradiando-a, atraindo novos clientes. E se tornam, assim, a melhor ferramenta de marketing dela.

    É por isso que qualquer empreendedor deseja transformar clientes em vendedores. Mas são poucos os que realmente conseguem. O que eles fazem? Que estratégia elaboram para subir a esse Olimpo? Que tipo de prática adotam para que os clientes se sintam seguros o bastante para recomendar produtos?

    Se você já se fez essas perguntas, neste artigo vai encontrar algumas respostas.

    Experiência surpreendente = boca-a-boca garantido  

    Hoje em dia, os consumidores buscam experiências que superem expectativas. E pode ter certeza de que, se as tiverem, vão passar a notícia adiante.

    Mas não basta superar “pouco” as expectativas. Com a concorrência alucinante dos dias atuais, os consumidores estão expostos a todo tipo de esforço dos seus concorrentes. Então, você precisa ir muito além do ordinário se quiser que seus clientes falem da sua empresa.

    Não dependa totalmente do seu time

    Quando se trata do segmento de serviços, mesmo nos melhores estabelecimentos, o bom atendimento ao consumidor pode ser inconstante. Se um cliente foi excepcionalmente recebido hoje, não é certo que seus amigos o serão amanhã.

    Então, mesmo os que foram mais bem atendidos dificilmente arriscarão suas reputações para fazer recomendações. No fundo, os consumidores sabem que um serviço é prestado por uma pessoa, e não um estabelecimento. E que mesmo os melhores funcionários têm dias ruins.

    Mais importante é o que você não diz

    Uma empresa se expressa de formas que vão muito além das verbais. A arquitetura, a cinética, a generosidade e a sensatez, por exemplo, podem ser eloquentes manifestos de uma marca, capazes de encantar clientes e gerar aquele buzz do bem que todos queremos.

    Vejamos alguns exemplos disso:

    _Arquitetura: a Starbucks Reserve Roastery and Tasting Room, em Seattle, é um ótimo exemplo. Basta dizer que a visita ao local é uma experiência memorável. São mais de 15 mil m2 abrigando maquinários para a produção de café, espaços para a degustação de produtos, uma livraria e bastante merchandising. Tudo desenhado com um capricho arquitetônico sem precedentes.

    Outro exemplo, mais antigo, foram os playgrounds que o McDonald’s construiu ao lado dos restaurantes. A iniciativa se provou certeira até hoje.

    _Cinética: você já foi a algum restaurante da rede Benihana? Caso tenha ido, certamente se lembra dos malabarismos e piruetas que os chefes fazem com facas, ao lado das mesas. E provavelmente comentou com amigos e conhecidos.

    Pois é, esse tipo de expediente costuma “descolar” os estabelecimentos da categoria ordinária de um serviço. Você não foi só jantar em um restaurante japonês; você acompanhou seu teppanyaki ser preparado por um samurai.

    _Generosidade e sensatez: como talvez você tenha ouvido falar, a Zappos vende sapatos online. São produtos que poderiam ser comprados em qualquer lugar (até por preços menores); mas o suporte ao cliente deles é fora de série. A empresa oferece frete grátis e permite que você devolva o produto com até um ano de uso. E, se você não encontra o sapato que está procurando, a equipe te direciona a uma concorrente que tenha.

    Já a Southwest Airlines é outra favorita em uma indústria que todos amam odiar. A empresa oferece voos low-cost, mas ganha milhares de fãs todos os dias praticamente sem gastar. Como? Contratando bons profissionais, tratando-os com respeito e incentivando que tratem o cliente bem, por meio de ações como cantar durante as instruções de segurança. Além disso, eles não exploram os consumidores com tarifas inexplicáveis, como acontece com a Ryan Air, por exemplo.

    Deixe que os próprios clientes falem

    Por mais tentador que seja usar publicidade para prometer aquilo que você acredita que vá alavancar o boca-a-boca, resista. Tais promessas vão apenas eliminar as possibilidades de seus clientes se tornarem embaixadores.

    Afinal, por que um consumidor repetiria aquilo que você diz sobre si mesmo em anúncios? Você deve deixar que seus clientes sejam, eles próprios, portadores das boas notícias.

    E para o curto prazo?

    Tem razão, as orientações acima constituem objetivos a serem atingidos no médio/longo prazo. No entanto, algumas dicas práticas podem ser adotadas agora mesmo:

    _1 Retorne ligações sempre imediatamente -- isto se você atua no setor de varejo ou de serviços, claro.Mas a atenção e a prontidão devem ser as mesmas que você demonstrou antes de realizar a venda. Se houver algum atraso ou problema na entrega, avise o cliente assim que você souber. E, claro, já ofereça soluções para o imprevisto.

    _2 Se houver reclamações, não discuta ou aponte o dedo. Apenas desculpe-se, mesmo se você pensar que o cliente possa estar errado, resolva o problema apontado ou ofereça um ressarcimento. Ao lidar rápida e eficientemente com problemas, você e seu time podem converter clientes irados em fãs da sua empresa.

    _3 Mantenha o contato. Já que estamos falando de atendimento, procure manter a regularidade na comunicação com clientes (por e-mail, por exemplo). O compartilhamento frequente de informações, promoções e outros materiais de interesse de seus clientes pode motivá-los a trazer amigos que têm interesses similares.

    _4 Seja ativo(a) nas redes sociais. Caso sua empresa atue no ramo de B2C, é fundamental criar canais de relacionamento digitais com seus clientes. Crie páginas para o seu negócio no Facebook, no Twitter, no Instagram e onde mais julgar necessário.

    É uma dica batida, mas sempre dá certo. Principalmente se explorar os canais nos quais poderá alcançar melhor seus clientes. Então, encoraje-os a curtir, seguir, compartilhar etc. Concursos e promoções especiais costumam dar muito certo. Explore o boca-a-boca virtual, que é tão eficiente do que o analógico (e muito mais ágil).

    É isso. Adote hoje mesmo essas práticas, mire naqueles objetivos maiores lá de cima e prepare-se para converter clientes em embaixadores!

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    17 atitudes para motivar sua jornada empreendedora em 2017"Para ganhar um Ano-Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." Pegamos emprestadas as palavras de Drummond para  falar sobre a pessoa mais importante por trás dos grandes negócios: você, empreendedor.

    Neste início de ano, deixamos de lado o planejamento estratégico, o desenho de metas e até os objetivos de negócio que a sua empresa tem para 2017 para falar sobre você. Afinal, empreender é uma relação mútua de criar e transformar a empresa, enquanto você também é transformado por ela.

    É por isso que fizemos uma seleção de ideias e novos hábitos que podem ampliar seu potencial empreendedor neste ano --reunimos inclusive ferramentas para facilitar e sistematizar o processo. Tudo isso, para você se desenvolver como líder e estrategista e dar o próximo passo na sua jornada empreendedora.

    Propósito

    1. Invista mais tempo se autoconhecendo, identificando suas forças, fraquezas e, principalmente, o que você pode realizar. Ninguém é capaz de liderar outras pessoas, se não souber se autoliderar.

    2. Relembre qual é o seu propósito pessoal, aquilo que realmente o coloca em movimento. Essa razão provavelmente se alterou ao longo do tempo desde quando você começou seu negócio. Por isso, ter clareza dessa evolução e do porquê você empreende hoje amplia sua capacidade de ser resiliente quando os desafios baterem à porta. Use esta ferramenta para guiar sua reflexão.

    3. Descubra o que faz você entrar em estado de fluxo. As ações que o deixam extremamente motivado e no ápice da sua habilidade pessoal são o caminho para você realizar feitos extraordinários como empreendedor. Você pode fazer esta autorreflexão a partir desta ferramenta.

    4. Resgate as melhores versões de você mesmo que ficaram pelo caminho. No caso de Gustavo Ziller, Empreendedor Endeavor, isso só aconteceu depois que ele sofreu um apagão em seu carro, no meio de uma avenida de São Paulo. Acordou dois dias depois, decidido a se reinventar. Foi então que ele revisitou seus “Gustavos” de muitos anos atrás para se tornar mais completo. Conheça o seu Day1.

    5. Essas ideias iniciais já parecem tarefa para um ano inteiro, certo? Então, use estas reflexões para fazer o seu planejamento estratégico pessoal.

    Inteligência Emocional

    6. Cultive sua inteligência emocional com a mesma energia que busca conhecimento técnico. Trabalhe diariamente os cinco componentes: autoconhecimento, autocontrole, motivação, empatia e habilidades sociais. Descubra neste artigo por onde começar.

    7. Para lidar com um ano de incertezas, desenvolva a plasticidade. Plasticidade é saber se moldar diante de uma situação nova e desafiadora, mudar, se reinventar, saber ler o que está acontecendo a sua volta e aprender as respostas certas: plasticidade é transformação.

    8. Seja muito bom em fracassar! Parece simples, mas a maioria está fazendo isso errado.

    9. E seja melhor ainda em lidar com o sucesso. Quando o empreendedor acha que “está podendo”, existe uma grande chance de se machucar. Por isso, quando surgir uma espiral positiva, faça sempre essa pergunta: nós queremos crescer "por ego” ou “por vontade de construir”?

    10. Para lidar com a pressão, encontre a sua própria válvula de escape. Procure sempre intercalar o dia a dia na gestão com hábitos e hobbies que lhe façam bem. Esportes, culinária, atividades intelectuais, viagens… não importa quais sejam. O que vale é equilibrar. Pelo bem da gestão e da vida.

    Gestão do Tempo

    11. Acorde mais cedo do que todo mundo. Ou seja o último a dormir. Não importa se você é mais fã do dia ou da noite, o importante é encontrar espaços na agenda para trabalhar sem interrupções e se dividir entre a família, o negócio e suas paixões. No caso do Vitor, empreendedor da Contabilizei, isso significa acordar às 4h30 da manhã.

    12. Na briga entre o que é importante e urgente, não deixe que os incêndios de todo dia o impeçam de olhar a estratégia maior da sua empresa. Use esta matriz de gestão do tempo para organizar e executar as tarefas, definindo o que é prioridade.

    13 Pare de estar ocupado e comece a ser produtivo. Descubra como reduzir as interrupções, fazer mais em menos tempo, criar sistemas de organização próprios e sempre executar primeiro o que for mais importante.

    Você deveria meditar 20 minutos por dia, a menos que esteja muito ocupado. Nesse caso, deve meditar por uma hora.

    14. Encare o tempo como o seu melhor recurso. Se o jeito como enxergamos nossa agenda fosse igual ao modo como encaramos as despesas e o caixa da empresa, com certeza teríamos mais disciplina no gasto e menos desperdício. Aproveite essa reflexão para entender neste ano com o que você mais quer gastar o seu tempo?

    Futuro

    15. Ouça o conselho de Wellington Nogueira, fundador da Doutores da Alegria: não trabalhe para sobreviver, trabalhe para transcender. Para ele, trabalhar é como se plugar em uma tomada: você pode ter toda a sua energia sugada ou se sentir recarregado a cada minuto.

    16. Questione o jeito como as empresas tratam os funcionários e faça diferente. Crie um ambiente menos centralizado, mais flexível, distribuindo o poder e as informações entre os colaboradores. Segundo Ricardo Semler, só assim poderemos criar organizações adaptadas ao futuro.

    17. Por fim, questione o seu papel como agente de transformação do país. Troque as reclamações por uma reflexão mais profunda sobre o impacto que você tem nos seus funcionários, clientes, fornecedores e também na sua cidade. Aqui estão algumas provocações para você exercitar.

    Essas resoluções parecem tarefas para um ano inteiro, certo? Por isso, deixamos uma sugestão: dedique-se um dia para refletir sobre cada uma delas e criar seu próprio plano de ações para 2017. Mas, para não correr o risco desse plano nunca sair da gaveta, faça o seguinte: reserve um espaço na agenda para desenvolver práticas pessoais que vão te ajudar a ter mais equilíbrio, sabedoria e visão de futuro.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    Como incentivar o empreendedorismo nas UniversidadesA maioria dos alunos quer mais do que é ofertado pelas instituições educacionais quando o assunto é empreender. Entenda os parâmetros desse cenário e como ele pode ser potencializado

    A abertura de negócios inovadores é algo essencial para o desenvolvimento do país como um todo. E se o jovem é o futuro da nação, como o chavão bem diz, os estudantes universitários precisam ser os estimulados e apoiados no caminho do empreendedorismo. Mas o cenário no Brasil é um tanto desanimador: apenas 38,78% das universidades oferecem iniciativas de empreendedorismo e somente 6,2% tratam do tema de forma profunda. Em contrapartida, são 56% os alunos interessados em ter acesso a disciplinas correlacionadas, mas que ficam desamparados e sem incentivo para abrir o negócio próprio.

    Dentro das universidades, pouco mais da metade dos professores que são considerados referência em empreendedorismo realmente empreendeu. Ou seja, eles estão ensinando algo que nunca viveram na prática. Some a isso o minúsculo índice de 6,3% de professores que de fato procuram se atualizar com profissionais ativos no mercado. O resultado disso tudo? O ambiente universitário forma profissionais teóricos e desatualizados das tendências tecnológicas.

    Então, como mudar esse cenário?

    Com base na pesquisa de Universidades, um diagnóstico foi criado, com base nos 3 principais pilares para a melhora desse cenário. São eles:

  • Jornada do Empreendedor: a universidade deve oferecer um ciclo com suporte às diferentes fases do empreendedor, desde discussões introdutórias, passando por práticas de prototipação, até a abordagem de temas como gestão e escala;
  • Acessibilidade: todos sabemos que empreender é muito mais do que abrir um negócio, é a atitude para resolver problemas, por isso as iniciativas universitárias devem ser ofertadas de forma ampla à diferentes públicos; e
  • Conexão com o Mercado: de nada adianta aprender diversos conceitos que não não seja úteis para o dia a dia do empreendedor. Além disso, a comunidade empreendedora de determinada região pode ser a maior aliada da universidade, instigando a inovação e criação de uma rede de apoio
  • Trazendo a teoria para o lado mais prático, para criar uma Jornada Empreendedora e melhorar a conexão com o mercado, que tal convidar mentores do mercado para debater e conversar sobre temas do ecossistema empreendedor? Já que não são todos os professores da área empreendedora que têm a possibilidade de realmente serem empreendedores, é mais do que necessário que a instituição faça a ponte e abra espaço para que os profissionais do mercado auxiliem na formação dos alunos e curem esse déficit.

    Ou seja, manter e alimentar o contato dos universitários com mentores do mercado é imprescindível para aumentar as possibilidades de novos negócios e de aprendizado. Fazer a ponte entre professores e os profissionais que atuam no campo prático também agregará nas informações transmitidas em aula. A Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, conseguiu criar um programa que é exemplo nessa boa prática:

    Princeton: mentores e alunos aprendendo juntos

    Quando o objetivo é formar um ambiente que dê auxílio ao universitário, a Universidade de Princeton tornou-se referência no assunto. No início de 2016, a instituição reelaborou as suas diretrizes internas e, assim, passou a dar mais atenção ao tema do empreendedorismo. Dentre diversas ações, destacam-se a redução de alunos por sala de aula para que debates sejam mais aprofundados e assim o pensamento crítico também, e criação de um comitê composto por professor, alunos, ex-alunos e funcionários que, juntos, têm a função de criar planos de ação de acordo com as necessidades da faculdade

    O comitê criou o fundo para ex-alunos empreendedores que proporciona até cem mil dólares para Startups de jovens empreendedores alumni em forma de dívida conversível. O fundo já investiu em mais de dez startups bem sucedidas. De forma colaborativa, Princenton criou uma agenda empreendedora que atendia a todos os seus agentes, alinhada com os seus ideais, e conseguiu trazer mudanças para a instituição de maneira simples e rápida.

    Uma iniciativa muito interessante vinda da Universidade de Houston é a criação de programas de mentoria personalizados. Funciona da seguinte forma: se o aluno tem bom know-how na área de finanças, ele é chamado para a mentoria em marketing digital para ampliar e diversificar a sua visão como gestor. Assim, os universitários vão tornando-se profissionais mais completos mesmo que não tenham a finalidade de virem a abrir seu negócio próprio.

    Os programas de mentoria são imprescindíveis dentro do ambiente universitário, e isso pode ser comprovado já que 60% dos alunos que têm vontade de empreender concordam que os mentores foram essenciais para que surgisse o desejo de empreeder. Além disso, 66,3% dos potenciais empreendedores já procuraram por mentores antes mesmo de abrirem seus negócios.

    E não é só nos Estados Unidos que temos bons exemplos dentro das Universidades, a Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) desenvolve um projeto de Atividades Integradoras que conecta os alunos com a prática de maneira a realmente por a mão na massa.

    Unisinos: juntando gente boa para fazer o bem

    Em parceria com a Cooperativa Mundo+Limpo – um grupo de mulheres do município de São Leopoldo/RS, que visa obtenção de recursos econômicos através da produção e venda de produtos de limpeza feitos à base de óleo de cozinha reciclado – os alunos tiveram a oportunidade de conhecer os desafios da rotina empreendedora e fortalecer o protagonismo de uma comunidade em situação de vulnerabilidade social.

    Carolina Reyes, interagente da cooperativa, conta que a troca entre elas e os alunos foi muito rica, já que depois do projeto foram implantadas mudanças que potencializaram as vendas, ajudando a resolver conflitos de gestão e otimizando a produção. Já os alunos se beneficiaram de viverem de fato o dia-a-dia do empreendedor, saindo das anotações teóricas e desvendando dúvidas em campo.

    Projetos como o da Unisinos são imprescindíveis visto que é constatado que 69% dos alunos empreendedores, ou inclinados a um dia serem, já cursaram  disciplinas correlacionadas. Outro dado relevante é que enquanto 65% dos professores sentem-se satisfeitos com as iniciativas disponíveis nas universidades, o baixo número de 36% dos alunos concordam com os educadores.

    O potencial de mudança  nas Universidades

    São 6% os universitários que estão empreendendo e os 21% que pretendem empreender. Sendo assim, é mais do que necessário oferecer suporte com mentorias e programas especializados. Do total dos já empreendedores, apenas 10% têm a pretensão de ter mais do que 25 funcionários e somente 10,4% deles criaram algo que consideram novo para o mercado nacional.

    Se o corpo pedagógico das universidades se dispuser a desvendar os mistérios do mundo nos novos negócios e tornar acessível a discussão sobre o tema, certamente despertaria a imaginação e curiosidade dos 73,3% de alunos que nunca nem pensaram na viabilidade de executar aquela ideia que está guardada na cabeça há tempos e incentivaria a deslanchar projetos dos outros que já estão ou querem empreender.

    Se você quer saber mais sobre como ajudar mudar esse cenário, não deixe de conferir nosso guia e todos os nosso papos sobre o Movimento de Educação Empreendedora!

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/como-incentivar-o-empreendedorismo-nas-universidades/https://endeavor.org.br/?p=21795Fri, 30 Dec 2016 12:00:32 +0000Como incentivar o empreendedorismo nas UniversidadesA maioria dos alunos quer mais do que é ofertado pelas instituições educacionais quando o assunto é empreender. Entenda os parâmetros desse cenário e como ele pode ser potencializado A abertura de negócios inovadores é algo essencial para o desenvolvimento do país como um todo. E se o jovem é o futuro da nação, como ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 12 Jan 2017 14:25:32 +0000Endeavor BrasilComo incentivar o empreendedorismo nas UniversidadesComo incentivar o empreendedorismo nas Universidades
    5 dicas para sua empresa começar a fazer e-mail marketingO e-mail marketing é uma ótima ferramenta para nutrir e ganhar novos leads. Confira 5 dicas que vão ajudar seus e-mails a performar melhor!

    Apesar de ser considerado ultrapassado por algumas pessoas, o e-mail marketing ainda é um dos mais importantes canais de relacionamento com o cliente. Mais do que ajudar na fidelização, essa ferramenta traz informações importantes sobre o comportamento e os interesses do público, levando conteúdos essenciais para educar os clientes sobre o produto ou serviço que sua empresa oferece. Além disso, seu formato versátil permite um diálogo diversificado com o público, de acordo com o grau de relacionamento estabelecido com a sua empresa.

    O e-mail marketing pode ser utilizado para tratar temas introdutórios ou mais densos e complexos, de acordo com os interesses de quem vai recebê-lo. Planejar detalhadamente cada campanha de e-mail marketing é o que fará toda a diferença nos resultados de sua estratégia de marketing digital. Por isso, separamos 5 dicas importantes para que esse trabalho seja eficiente. Confira:

    1. Não utilize listas compradas

    Imagine que você esteja recebendo constantemente em sua caixa de entrada e-mails não solicitados sobre assuntos que não o interessam. A sua sensação, certamente, será de irritação, frustração ou até mesmo indignação devido à invasão de sua privacidade. São esses são os sentimentos que a sua marca pode causar nas pessoas, caso o e-mail marketing seja feito de maneira amadora, sem critério e com procedimentos inadequados, como é o caso da compra de listas.

    Comprar lista para envio de e-mail marketing é uma atitude perigosa que pode comprometer seriamente a imagem da sua empresa. Mesmo essa prática ainda sendo muito comum e, infelizmente, recomendada por alguns “profissionais” da área, é importante entender que o disparo de e-mail para listas compradas é considerado spam. Para que seu trabalho de marketing de conteúdo seja bem sucedido, e seu e-mail bem recebido, clicado e lido, é importante que ele seja enviado para quem se interessa pelo tema e, mais ainda, para quem concordou em receber informações da sua empresa.

    Por isso, criar listas próprias -- seja por meio do cadastro de clientes, na loja física e virtual, ou da geração de Leads no oferecimento de eBooks e conteúdos relacionados -- é a forma mais segura de conseguir um bom índice de leitores. O trabalho de captação de e-mails pode ser lento e difícil, mas traz o que você procura: resultado. Lembre-se de que a qualidade conta muito mais do que a quantidade.

    2.  Defina seu objetivo

    Mais importante do que se comunicar com o público é saber exatamente sobre o que ele quer conversar. Por isso, crie estratégias e planejamentos para enviar os e-mails segmentados de acordo com o interesse de cada grupo de contatos.

    Estabeleça um único objetivo por e-mail. Somente você poderá determinar esse objetivo, portanto, pense: é vender, informar, educar, baixar seus materiais, gerar indicações? Ou mais, você pode ainda definir metas, como:

    a) Vender 5 contas;

    b) Gerar 15 novas indicações;

    c) Educar 200 leads;

    d) Conseguir 50 downloads do aplicativo.

    Com esse foco consegue estabelecer um planejamento que irá priorizar suas ações com base no objetivo e gerar mais resultado para seu negócio. O funil de vendas é uma ótima estratégia para automatizar essa conversa com seu público, sem que ela pareça mecânica. Nele, você separa sua audiência de acordo com as etapas da jornada de compra.

    Em cada campanha de e-mail marketing, verifique a etapa da jornada em que seu público está inserido e adeque o conteúdo e a proposta de acordo. Trabalhar com inbound marketing, criando conteúdos específicos para cada necessidade de quem vai receber os seus e-mails, é atender a expectativas, levando informação relevante no exato momento em que o usuário procura por ela.

    3. Defina o layout mais adequado aos objetivos do seu e-mail

    O layout é parte importante do processo de envio do e-mail marketing. Dependendo da sua estratégia, ele pode ser composto por imagens e textos, desde que de maneira equilibrada, ou  inteiramente por texto. Tudo vai depender do que você pretende comunicar e do seu objetivo ao enviar a campanha e não abra mão dos botões de chamada para ação (call-to-action).

    A qualidade estética e do conteúdo também contam muito, então nada de enviar imagens com baixa resolução, design pobre ou erros de digitação e/ou ortografia. Erros simples podem comprometer a credibilidade. Mantenha sempre a coerência com a identidade visual do seu negócio. E aqui vale uma última dica: nunca utilize uma única imagem. Alguns navegadores não exibem e-mails assim e você não vai querer gastar uma disparo que não terá retorno, certo? Por isso, sempre use o formato HTML para enviar e-mails.

    Algumas boas práticas para um bom layout de e-mail marketing:

    • Call-to-Action e título nos primeiros 300px de altura do e-mail;
    • Proporção de 40% de imagens e 60% texto;
    • Peso máximo de 100kbs por imagem e de até 470kbs na soma de todas;
    • Tenha somente um objetivo por campanha e insira no máximo 3 Calls-to-Action diferentes em seu e-mail;
    • Insira a opção de descadastro.
    4. Segmente e automatize sua estratégia Segmente a sua audiência e crie campanhas automatizadas para que os e-mails sejam seja disparados momento mais adequado.

    A segmentação é um dos fatores mais importantes para sua empresa gerar mais resultados enviando menos e-mails. Assim, além de aproveitar melhor o tempo da sua equipe, você consegue manter seus clientes sempre bem informados e atendidos.

    Alguns exemplos de segmentações que você pode usar em sua estratégia de e-mail marketing:

    • Por personas;
    • Por cargos (tomadores de decisão, materiais mais estratégicos) ou técnicos (materiais mais práticos, que facilitam o dia-a-dia);
    • Área de atuação da empresa do Lead (tecnologia, e-commerce, educação, saúde, etc.);
    • Pessoas que já demonstraram interesse em outro conteúdo sobre mesmo assunto ou assunto semelhante/complementar;
    • Pessoas que já demonstraram interesse em determinado produto, mas não compraram;
    • Clientes, não clientes, pessoas que negociaram mas não fecharam, etc.
    • Estágio de Compra
    • Perfil e pontuação no Lead Scoring.
    5. Analise os resultados

    A possibilidade de analisar as métricas apresentadas no e-mail marketing é um ganho valioso que coloca essa ferramenta como uma das mais vantajosas entre as tradicionais. Analisando, por exemplo, a taxa de abertura ou clique dos e-mails, você pode identificar como anda o interesse do público sobre determinado assunto. Pode, também, entender quais são os temas apreciados e ignorados e, assim, promover uma melhoria constante do seu trabalho.

    Essa análise permite não só a obtenção de feedbacks, mas orienta sobre os próximos passos que devem ser tomados para atingir o objetivo proposto. A melhoria do trabalho, moldando-o de acordo com interesses e expectativas do público, diminui os erros e aumenta o interesse das pessoas em interagir com os e-mails enviados.

    É importante avaliar as métricas de cada campanha, documentando cada uma delas para acompanhar a evolução ao longo do tempo. Dessa forma, seu trabalho terá um referencial para comparações futuras. Além disso, a prática de analisar periodicamente as métricas ajuda a manter a melhoria constante, pois, ao menor sinal de queda nos resultados, você e sua equipe terão tempo e ferramentas suficientes para encontrar o problema e repará-lo.

    Para entender melhor, segue algumas taxas de e-mail marketing para você entender se sua campanha está performando bem:

    • Taxa de abertura:
      • Mínimo: 15%
      • Razoável: 15-20%
      • Boa: +20%
    • Taxa de cliques:
      • Mínimo: 1% a 2%
      • Razoável: 2% a 3%
      • Boa: +3%
    • Taxa de conversão:
      • Mínimo: 0,7%
      • Razoável: 0,7% a 1,3%
      • Boa: +1,3%
    • Descadastros:
      • Mínimo: 2%
      • Razoável: 1% a 2%
      • Boa: -1%
    • Entregabilidade: +90%

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    https://endeavor.org.br/5-dicas-para-sua-empresa-comecar-fazer-e-mail-marketing/https://endeavor.org.br/?p=21783Wed, 28 Dec 2016 12:00:30 +00005 dicas para sua empresa começar a fazer e-mail marketingO e-mail marketing é uma ótima ferramenta para nutrir e ganhar novos leads. Confira 5 dicas que vão ajudar seus e-mails a performar melhor! Apesar de ser considerado ultrapassado por algumas pessoas, o e-mail marketing ainda é um dos mais importantes canais de relacionamento com o cliente. Mais do que ajudar na fidelização, essa ferramenta ...Endeavor BrasilAndré SiqueiraFri, 20 Jan 2017 18:07:36 +0000André Siqueira5 dicas para sua empresa começar a fazer e-mail marketing5 dicas para sua empresa começar a fazer e-mail marketing
    Razões para acreditar: uma carta aos empreendedores para 20172016 não foi um ano fácil, e não há muitos elementos para acreditar que 2017 será muito diferente. Mas é em cenários como esse que os empreendedores têm a chance de afirmar o seu papel transformador - e surpreender.

    Por que as Olimpíadas do Rio foram um sucesso? O economista Ricardo Amorim começou sua palestra no RD Summit, evento de marketing digital que aconteceu em novembro, com esse questionamento. Com certeza não foi porque tudo saiu perfeito. Mas sim porque todo mundo acreditava que seria um caos completo. E, quando a expectativa é baixa, o resultado pode surpreender. Para ele, essa metáfora é um bom jeito de explicar as oportunidades do Brasil para os próximos anos.

    Apesar de o cenário político e econômico indicarem que a incerteza ainda será presente em 2017, o empreendedor não pode perder o ânimo: afinal, empreender é superar obstáculos tendo a incerteza como companheira.

    Vale lembrar: o Airbnb e o Uber nasceram no pior momento econômico dos EUA, a crise de 2008.

    Na Endeavor, trabalhamos há 16 anos para que os empreendedores sejam os protagonistas da transformação. Mas, enquanto alguns dizem que isso é tarefa impossível aqui no Brasil, nós já encontramos várias razões para acreditar.

    Se em 2.000 a palavra empreendedorismo não existia nem no dicionário, hoje 3/4 da população afirmam que preferem o empreendedorismo a outras opções de carreira. E tem mais: praticamente quatro em cada dez brasileiros adultos já possuem um negócio ou estão envolvidos com a criação de uma empresa.

    As 35 mil empresas de alto crescimento brasileiras (as chamadas scale-ups) representam apenas 1% do total de negócios do país, mas geram 60% das novas vagas de trabalho.

    É claro que só a vontade não é suficiente para o empreendedor crescer. Apesar de 91% dos empreendedores brasileiros afirmarem que não se preparam para empreender, o número de interessados em conteúdos de capacitação está crescendo. Só o Portal Endeavor já conta com 35 mil empreendedores em cursos a distância neste ano, em temas que vão de liderança a finanças.

    Na luta contra a burocracia, já existem exemplos que provam que é possível melhorar o ambiente de negócios das cidades brasileiras. Prova disso é o resultado do Projeto Simplificar em Porto Alegre. Se em 2015, a capital era a pior cidade para se abrir empresas no Brasil, em uma saga que levava até 432 dias, hoje, esse número caiu para 10 dias. E os aprendizados desse projeto já podem ser replicados em outras cidades do país.

    Se você acredita que o empreendedorismo ainda está concentrado nos grandes centros urbanos, os números de 2016 provam o contrário. No Índice de Cidades Empreendedoras 2016, das 10 cidades que ocupam o topo do ranking, seis estão no interior, como Campinas, São José dos Campos e Joinville. Em 2015, eram apenas três.

    Nas eleições municipais deste ano, mais de 50 candidatos a prefeito se comprometeram com os pleitos do movimento +Empreendedores +Empregos, que têm o objetivo de aproximar o poder público dos empreendedores e eliminar as barreiras que impedem os negócios de crescer. Dez desses candidatos foram eleitos ou reeleitos – agora é a hora de cobrá-los.

    Se tem uma coisa que a crise sempre nos ensina é que é impossível entrar e sair dela sendo a mesma pessoa.

    Por isso, nos desafios que surgirem em 2017, cabe ao empreendedor assumir seu papel de protagonista, para além das paredes da sua própria empresa: criando novos negócios, crescendo com ética, gerando novos empregos, inovando e sonhando grande, sem esquecer de trazer com ele as pessoas ao seu redor – funcionários, fornecedores, clientes, parceiros e investidores.

    Em 2017, dedique um tempo para mentorar outros empreendedores mais novos, contar sua história inspirando outras pessoas, investir em pequenos negócios com potencial de impacto ou mesmo usar a estrutura e os recursos que você tem na sua empresa para fortalecer o ecossistema empreendedor da sua cidade.

    Em tempos de incerteza, precisamos estar juntos.

    Feliz ano novo - com o lado cheio do copo!

    Veja também:

    |Ferramenta| Autoconhecimento empreendedor

    |Ferramenta| Propósito Pessoal para Empreender

    |EAD| Perfil empreendedor: como identificar oportunidades com a sua cara

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    https://endeavor.org.br/razoes-para-acreditar-uma-carta-aos-empreendedores-para-2017/https://endeavor.org.br/?p=21768Mon, 26 Dec 2016 12:00:59 +0000Razões para acreditar: uma carta aos empreendedores para 20172016 não foi um ano fácil, e não há muitos elementos para acreditar que 2017 será muito diferente. Mas é em cenários como esse que os empreendedores têm a chance de afirmar o seu papel transformador – e surpreender. Por que as Olimpíadas do Rio foram um sucesso? O economista Ricardo Amorim começou sua palestra ...Endeavor BrasilJuliano SeabraMon, 09 Jan 2017 15:50:21 +0000Juliano SeabraRazões para acreditar: uma carta aos empreendedores para 2017Razões para acreditar: uma carta aos empreendedores para 2017
    Para se inspirar: os 10 vídeos que mais impactaram em 2016Quanto mais desafiador é o ano, mais inspiração os empreendedores buscam para seguir em frente. Se você perdeu algum deles, assista aos vídeos mais vistos no YouTube da Endeavor em 2016

    Se tem algo em comum nesta lista dos dez vídeos mais vistos do ano, este elemento é a coragem. E, para um ano como 2016, não existe combustível melhor para os empreendedores. A capacidade de correr riscos planejados e guiados pela sua visão de futuro é o que te faz ter energia para seguir em frente, mesmo quando o cenário lá fora aponta para o sentido contrário.

    Que em 2017 não te falte essa coragem presente em cada um dos vídeos abaixo. E quando ela estiver acabando, quase no nível reserva, não se esqueça de acessar o YouTube da Endeavor para se energizar novamente.

    1) "Eu ganhei muita coisa perdendo": o Day1 de Nizan Guanaes Visto por 57.173 pessoas

    “Empreender é o que você faz do momento em que acorda até a hora em que vai dormir. É a gestão do seu sonho. O empreendedorismo é o problema que você tira da cama. Quando levaram o meu dinheiro, o sonho ficou. E um sonho não se faz sozinho.” Está sentindo que 2016 foi pesado? Quanto você perdeu neste ano? O Day1 de Nizan Guanaes pode ajudá-lo a recuperar o ânimo: "A solução não vai vir até mim. Eu tenho que levantar."

    2) Os Conselhos que Não Segui: o Day1 de Salim Mattar Visto por 46.333 pessoas Com 23 anos, o empreendedor começou seu negócio com 6 fuscas financiados, logo após largar seu emprego de office boy. Mas, como bom menino, antes de tudo Salim foi se aconselhar com pessoas mais velhas. O primeiro choque foi saber que todo mundo era contra sua ideia. Esse foi o primeiro conselho que Salim não seguiu.

    3) Como "não aceitar um não como resposta" a levou ao Bill Gates: o Day1 de Cristina Boner Visto por 29.937 pessoas O tema que guiou todas as histórias do Day1 2016 foi a loucura. E de loucuras Cristina Boner entende. Para chamar a atenção de Bill Gates, ela contratou até um avião para sobrevoar Brasília com uma placa. Mas, o que parecia improvável, aconteceu: ele viu. O resto dessa história você descobre no Day1 da fundadora da GlobalWeb.

    4) O ex-vendedor de picolés que criou uma empresa com mais de 2 mil funcionários Visto por 29.745 pessoas Desde garoto Daniel de Jesus tem o talento para vender. “Desde criança eu pensava: ‘Vou ser alguém na vida. Como, eu não sei. Se vou ter que trabalhar 10, 12, 14 horas por dia ou mais, vou trabalhar. Vou ter sucesso’”.

    Ele saía pela estação de trem com o isopor cheio de picolés, e assim complementava a renda da família. Formado em química aos 34 anos, ele diz que fez seu MBA no ponto de venda. É na rua onde mais aprende e mais gosta de estar. Conheça o Day1 de Daniel de Jesus, fundador da Niely.

    5) 17 anos, 100 dólares no bolso e um sonho grande: o Day1 de Carlos Wizard Visto por 29.540 pessoas Com 17 anos, Carlos Wizard foi aos EUA pela primeira vez com US$ 100 no bolso e acabou lavando pratos para se sustentar. Da segunda vez, já casado e pai de 2 filhos, voltou para fazer faculdade.

    Formado em computação e, ao voltar para o Brasil, começou a trabalhar como analista de sistemas até que um amigo perguntou se ele podia dar aulas de inglês. Em um dado momento, a recompensa pelas aulas já ultrapassava seu salário. Foi nesse momento que Wizard começou a se perguntar: “Será que eu deveria abrir uma escola?"

    6) Empreendedor de gente: o Day1 de Gustavo Ziller Visto por 21.896 pessoas Em 2012, Gustavo Ziller sofreu um apagão em seu carro, no meio de uma avenida de São Paulo. Acordou dois dias depois, decidido a se reinventar. Só que em vez de pensar no que havia feito de errado até então, revisitando seus “Gustavos” de muitos anos atrás, separou aqueles momentos em que mais se sentiu feliz consigo mesmo.

    7) Uma história que tinha tudo pra dar ruim: o Day1 de Renato Saraiva Visto por 21.896 pessoas Renato Saraiva nunca deixou os bolsos vazios o impedirem de nada. Nascido em uma cidade pobre do Rio de Janeiro, mudou-se para Recife quando passou em concurso para procurador do trabalho. E foi lá que fundou o Complexo Educacional Renato Saraiva, motivado a ajudar mais de 300 mil pessoas a passarem para cargos públicos. “Empreender é correr riscos, mas isso é muito bom. Você sabe quanto vale uma ideia? Não vale nada. Mas uma ideia executada, essa sim vale muito.”

    8) Como a Disney, o Google e a Southwest Airlines revolucionaram o atendimento ao cliente Visto por 20.277 pessoas Na lista dos mais vistos do ano, não poderia faltar a websérie com a participação de Alicia Matheson, ex-diretora do Disney Institute. Neste primeiro episódio, Alicia explica o conceito de "serviço evolucionário" que molda o comportamento de todos os colaboradores da Disney, fazendo com que eles dediquem seus esforços para criar a melhor experiência possível aos seus cliente. Uma referência e tanto para compartilhar com o time de atendimento a cliente da sua empresa.

    9) Mudando o Jogo: Sabedoria em vez de Inteligência, por Ricardo Semler Visto por 17.397 pessoas O mundo está mudando, e o jeito de tratar os funcionários deve ser o primeiro ponto de atenção do empreendedor. A chave, segundo Ricardo Semler, da Semco, é o fim do sigilo e da desconfiança entre os profissionais e a liberdade dada a eles.

    10) “Um belo dia, eu tinha R$ 40 milhões de dívida e uma empresa quebrada nas mãos” O que você faria se pudesse comprar uma das maiores empresas do varejo brasileiro por apenas R$ 1.000? Mas e se uma dívida de R$ 900 milhões viesse junto? Fábio Carvalho achou que valia a pena assumir o risco. Descubra como ele conseguiu virar o jogo nesse bate-papo.

    “O que mais me motiva é estar construindo um time de pessoas que têm a mesma filosofia e o mesmo ritmo de reconstruir empresas. Não adianta reclamar que o negócio está ruim e difícil, porque a gente só existe nos negócios que estão ruins e difíceis. É um time sendo criado para resolver problemas complexos e entrar onde muita gente não quer entrar”, contou ele.

    Veja também:

    |EAD| Perfil Empreendedor: como identificar oportunidades com a sua cara |eBook| Financie seu sonho: guia de acesso a capital |Ferramenta| Propósito Pessoal para Empreender]]>
    https://endeavor.org.br/para-assistir-nas-ferias-os-10-videos-mais-vistos-de-2016/https://endeavor.org.br/?p=21669Fri, 23 Dec 2016 14:00:15 +0000Para se inspirar: os 10 vídeos que mais impactaram em 2016Quanto mais desafiador é o ano, mais inspiração os empreendedores buscam para seguir em frente. Se você perdeu algum deles, assista aos vídeos mais vistos no YouTube da Endeavor em 2016 Se tem algo em comum nesta lista dos dez vídeos mais vistos do ano, este elemento é a coragem. E, para um ano como ...Endeavor BrasilLaís GrillettiMon, 09 Jan 2017 17:04:27 +0000Laís GrillettiPara se inspirar: os 10 vídeos que mais impactaram em 2016Para se inspirar: os 10 vídeos que mais impactaram em 2016
    Crescer sem medo: as mudanças no Simples NacionalEntre 2017 e 2018 muitas coisas irão mudar no Simples Nacional. Veja quais são essas mudanças e como elas podem impactar sua empresa

    Há 10 anos o Simples Nacional diminui a burocracia de mais de 4,8 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras, reduzindo sua carga tributária e unificando o pagamento de oito impostos federais e municipais em uma única guia com vencimento mensal. Também conhecido como Super Simples, é composto por seis anexos que agrupam atividades e alíquotas de impostos por faixa de faturamento, sendo que, para se manter enquadramento nesse regime, a empresa não deve ultrapassar R$3,6 milhões de faturamento nos últimos 12 meses. Mas, entre 2017 e 2018, as coisas vão começar a mudar.

    O Projeto de Lei Complementar, sancionado pela presidência em outubro, batizado de Crescer sem Medo, dá fôlego e perspectiva às empresas ao fazer importantes mudanças no Simples Nacional, representando um verdadeiro avanço para o empreendedorismo e para a economia do país. Hoje, o principal desafio para as empresas optantes pelo Simples Nacional é escalar seu negócio levando nas costas o peso do aumento da carga tributária de acordo com a faixa de faturamento, ou ainda, sendo obrigadas a desenquadrar do Super Simples por ter atingido o faturamento máximo permitido.

    Ser desenquadrado do Simples Nacional representa pular direto para um sistema de tributação complexo como o Lucro Real ou Presumido, pagando até 40% mais impostos. Isso faz com que muitos empreendedores escolham simplesmente parar de crescer, o que, no fim representa um tiro no pé para a economia do país. Percebendo tudo isso, e ciente de que quando o  empreendedor paga menos e de forma mais simples, a união arrecada mais, o governo sancionou o Crescer sem Medo.

    Principais mudanças do Simples Nacional

    A partir de 2018, o teto de faturamento do Simples Nacional será 35% maior, passando dos atuais R$3,6 milhões para R$4,8 milhões, possibilitando que mais empresas possam ter seu sistema de pagamento de impostos simplificado. E, para os empreendedores que estão escalando os seus negócios, não é mais preciso ter medo do aumento da carga tributária devido ao aumento da receita. As alterações nas faixas de faturamento, que antes era fixa, elevando a carga tributária bruscamente com o aumento do faturamento, agora passará a ser progressiva à medida que o faturamento aumenta.

    As transformações do Simples Nacional também serão especialmente benéficas para as empresas de tecnologia, as quais promovem inovações em alta escala modernizando diversos segmentos no país. No novo Super Simples, as atividades do Anexo V, para prestadores de serviço, passam a ser tributadas pelo Anexo III*, com alíquotas a partir de 6%, e o Anexo VI será extinguido, passando suas atividade para o novo Anexo V, com alíquotas iniciando em 15,5% incluindo o ISS.

    Como a maioria das empresas de tecnologia possui suas atividades entre os Anexos V e VI, isso poderá representar uma economia de pelo menos 25% no pagamento de impostos dentro do Simples Nacional e 6% comparado à tributação pelo Lucro Presumido.

    *importante: as atividades do atual Anexo V passarão a ser tributadas pelo Anexo III somente se a relação folha de pagamento/faturamento for acima de 28%. Caso contrário, serão tributadas pelo novo Anexo V.

    Outras novidades

    As novidades também serão positivas para o Micro Empreendedor Individual - MEI que, em 2018, poderão faturar até R$81 mil e terão alguns processos como baixa de empresa simplificados. E falando em MEI, os salões de beleza que contratam profissionais por meio de contrato de parceria não serão mais tributados pela receita bruta, mas sim pela receita após o pagamento desses profissionais.

    Uma nova atividade que passará a fazer parte do Simples Nacional em 2018 será a de produção de bebidas alcóolicas, além dela, a importação e exportação também será facilitada. Resumindo as implicações: as empresas de logística internacional contratadas por empresas do Simples Nacional poderão realizar sua atividade de maneira simplificada e eletronicamente, o que diminuirá os custos aduaneiros.

    Vale lembrar, que todas essas mudanças e facilidades trarão junto uma maior fiscalização. O novo Super Simples prevê a troca de informações entre a União (Receita Federal), além dos Estados e Municípios que tornaram os procedimentos interligados de maneira a evitar qualquer tipo de fraude ou sonegação.

    2017: mudanças à vista para o Investimento Anjo

    Figura conhecida entre os empreendedores e essencial para ajudar a tirar as ideias do papel, ele terá sua participação regulada de acordo com as novas regras já no próximo ano. A partir de 2017, o investimento feito não integrará mais o capital social da empresa, além disso ele não será mais considerado sócio do negócio. Toda  operação de investimento anjo deverá ser firmada por meio do chamado “Contrato de Participação”. Se você quiser entender o assunto mais a fundo, este artigo detalha todas as as novas regras para investimento anjo.

    Nós acreditamos muito na importância desse tipo de investimento para alavancar negócios, e vai muito além do capital, abrangendo a troca de conhecimento e experiência que são fundamentais para guiar o empreendedor pelos melhores caminhos. A Contabilizei é um bom exemplo disso: demos nossos primeiros passos por meio de um investimento anjo feito pela Curitiba Angels, que nos apoiou com sua expertise e vontade de gerar valor econômico para a sociedade.

    Certamente, os próximos dois anos serão momentos especiais para os empreendedores, já que eles não precisarão mais ter medo do crescimento e poderão promover a economia do país com criatividade e inovação. Essas alterações no Simples Nacional são um passo para impulsionar a promover ainda mais o empreendedorismo por meio de uma contabilidade descomplicada, que fala a língua do empreendedor e entende dos seus desafios. E se você pretende receber investimento anjo no próximo ano, não deixe de conferir todas as mudanças no Simples!

    Veja também:

    |Ferramenta| Investimento-anjo: checklist do empreendedor

    |EAD| Finanças Básicas para Empreendedores

    |eBook| Orçamento: Como Sobreviver à Crise no Azul

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    https://endeavor.org.br/crescer-sem-medo-mudancas-simples-nacional/https://endeavor.org.br/?p=21772Thu, 22 Dec 2016 12:00:14 +0000Crescer sem medo: as mudanças no Simples NacionalEntre 2017 e 2018 muitas coisas irão mudar no Simples Nacional. Veja quais são essas mudanças e como elas podem impactar sua empresa Há 10 anos o Simples Nacional diminui a burocracia de mais de 4,8 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras, reduzindo sua carga tributária e unificando o pagamento de oito impostos federais e ...Endeavor BrasilVitor TorresMon, 09 Jan 2017 15:47:30 +0000Vitor TorresCrescer sem medo: as mudanças no Simples NacionalCrescer sem medo: as mudanças no Simples Nacional
    Os 10 textos mais lidos de 2016 para planejar a folha em branco que é 2017Aproveite o mês de janeiro para fazer uma retrospectiva do que foi 2016 e já planejar os caminhos de 2017. Para se inspirar, confira a seleção dos 10 textos mais lidos em 2016!

    Janeiro é uma ótima época para dialogar com o futuro -- o ano novo é uma folha em branco que pode ser preenchida com novos projetos, negócios originais, inovações ainda não perseguidas e a chance de transformar as coisas ao seu redor.

    Mas, antes de pular de cabeça nos novos planos, este é o momento de fazer uma retrospectiva com o melhor de 2016. Nesta lista aqui embaixo, selecionamos o melhor dos melhores, os textos mais lidos pelos empreendedores no Portal Endeavor, e que podem inspirá-lo para planejar a folha em branco que é 2017.

    Vamos à lista!

    1) 12 Livros para se tornar um empreendedor excepcional

    Lido por 106.490 pessoas

    No início do ano perguntamos aos empreendedores que nos seguem no Facebook quais eram os livros recomendados por eles para 2016. Compilamos as principais sugestões nessa lista para você já adicionar à lista de leitura do ano que vem.

    2) Caixa de ferramentas: 50 planilhas e templates para ganhar tempo na gestão do seu negócio

    Lido por 90.049 pessoas

    Para otimizar as tarefas no próximo ano, baixe gratuitamente estas 50 ferramentas práticas sobre marketing, vendas, finanças e inovação. Elas facilitam tarefas difíceis, otimizam o tempo, ajudam no operacional e abrem espaço na agenda para pensarmos melhor na operação e na estratégia do negócio.

    3) 7 hábitos de pessoas altamente eficazes

    Lido por 54.869 pessoas

    Você já deve ter ouvido falar deste livro. Mas, se nunca teve a oportunidade de ler, conheça quais são esses hábitos e como desenvolvê-los, a partir da orientação do mentor João Francisco.

    4) O Poder do Hábito: a razão por trás do sucesso de muita gente

    Lido por 52.678

    Desenvolver novos hábitos é um tema bastante recorrente entre empreendedores, que estão em constante processo de crescimento e transformação. Para criar um método que acelere esse processo, conheça as 3 etapas do loop do hábito e descubra como aumentar sua produtividade pessoal.

    5) 10 documentários para empreendedores escondidos na Netflix

    Lido por 50.226

    Nessas férias, aproveite o tempo livre para se inspirar com histórias diferentes, que te ajudam a ganhar perspectiva sobre a jornada que você está construindo. Os filmes falam dos mais diversos setores: do de bebidas à impressão 3D, passando por histórias como a da antiga Atari, que dominou o mundo dos videogames nos anos 1970 e 1980.

    6) Planejamento Estratégico Pessoal: você tem o seu?

    Lido por 44.152 pessoas

    Se o planejamento da sua empresa para 2017 já está desenhado, chegou a hora de olhar para o seu planejamento pessoal. Aproveite para fazer uma espécie de plano de vida que parta de uma autoanálise sincera, que esteja alinhada com a sua missão pessoal. Esse guia explica como começar.

    7)Como desafiei gigantes começando em um escritório de 1,5m x 2m

    Lido por 43.103 pessoas

    Entre os textos mais lidos do ano, não poderia faltar a história de um Empreendedor Endeavor. Conheça a trajetória de Brian Requarth, empreendedor serial desde criancinha,  que fundou o VivaReal o maior marketplace que conecta corretores e imobiliárias com quem busca propriedades para alugar ou comprar.

    8) As armas da persuasão

    Lido por 43.328 pessoas

    Você já pensou em quais seriam os fatores que influenciariam o comportamento das pessoas para que elas respondam sim a um pedido seu? Segundo esse artigo, existem 6 armas de influência que governam nossa conduta. Conheça quais são e como aplicá-las.

    9) 14 escolas e cursos que vão abrir sua mente para os negócios

    Lido por 40.002 pessoas

    Não existe uma universidade que ensine completamente a empreender, mas isso não significa que o empreendedor não possa encontrar formas alternativas e complementares de se capacitar. Aqui sugerimos 14 escolas, presenciais e online, que oferecem uma visão mais atual do mercado, além de uma ótima oportunidade de atualização e networking.

    10) O que não mata, fortalece: de uma dívida de R$ 300 mil a um faturamento de R$ 15 milhões

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    Quem cai 2 vezes, levanta 3. A história do Osvaldo e da Carla, fundadores da Gigalink, nos mostra que importante mesmo é continuar de pé!

    * Os números de visualizações foram atualizados no dia 20/12/2016.

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    https://endeavor.org.br/para-ler-nas-ferias-os-10-textos-mais-lidos-de-2016-tem-inspiracao-e-capacitacao-para-voce/https://endeavor.org.br/?p=21483Wed, 21 Dec 2016 12:00:50 +0000Os 10 textos mais lidos de 2016 para planejar a folha em branco que é 2017Aproveite o mês de janeiro para fazer uma retrospectiva do que foi 2016 e já planejar os caminhos de 2017. Para se inspirar, confira a seleção dos 10 textos mais lidos em 2016! Janeiro é uma ótima época para dialogar com o futuro — o ano novo é uma folha em branco que pode ser ...Endeavor BrasilLaís GrillettiMon, 09 Jan 2017 17:44:09 +0000Laís GrillettiOs 10 textos mais lidos de 2016 para planejar a folha em branco que é 2017Os 10 textos mais lidos de 2016 para planejar a folha em branco que é 2017
    Direto de Israel: 6 passos essenciais para criar uma inovação disruptivaQue inovação é importante para qualquer empresa você já sabe. Confira as 6 características sobre inovação que não podem passar batidas.

    Atualmente, a inovação corporativa é uma grande dor de cabeça para muitos gestores. Principalmente depois que startups como Uber Airbnb e Dropbox provocaram a "disrupção" de grandes corporações. A expectativa é grande para que os empreendedores façam parte da "inovação disruptiva", e que todo os colaboradores de uma empresa, desde o estagiário até o CEO, apresentem "ideias inovadoras" que contribuam para melhoria do desempenho organizacional. O assunto é tão "disruptivo" que o Google Trends indica uma tendência de crescimento nas buscas acima dos 300% nos últimos 10 anos.

    Veja as 6 coisas mais importantes que você precisa saber sobre a inovação disruptiva:

    Essencial

    O ritmo de mudança no mercado não para de acelerar. E, com certeza, não vai desacelerar -- na verdade, é provável que aumente ainda mais. Até mesmo as indústrias mais "conservadoras" já estão sendo afetadas, como o mercado automotivo (Tesla, Mobileye, Uber), o imobiliário (Airbnb, Wework…) ou o varejo (Dollar Shave Club, Ebay, Amazon…). Mais cedo ou mais tarde, a sua empresa ou o seu mercado será afetado por algum tipo de inovação que pode provocar a disrupção no seu jeito de fazer negócio. É melhor que você mesmo lidere esse movimento de mudança.

    Equilibrada

    A inovação por si só nunca é capaz de manter um negócio em pé. Para fazer a empresa rodar é preciso de dinheiro para pagar as contas de marketing, RH, operações, dentre outras áreas chave do negócio; ou seja, capital é algo que deve ser cuidadosamente preservado. Não é toda pessoa que pode ser um músico como Mozart, um inventor como Alexander Graham Bell ou um inovador como Steve Jobs. Da mesma forma, não é qualquer empresa que pode agir como a Apple. Portanto, pode ser insensato esperar que todo mundo, em todas as empresas, consiga ser inovador. Pouca inovação pode resultar em perda de mercado, porém inovação demais também termina na perda de um negócio muito rentável. Concentre-se sabiamente em como equilibrar o seu atual negócio com uma incrível aventura pelo mundo da inovação.

    Personalizada

    Você não é o Google. A maioria de nós não é. Consequentemente, adotar a mesma estratégia de inovação do Google pode ser irrelevante para o seu negócio -- em alguns casos pode até mesmo ser prejudicial. Não existem duas empresas iguais; logo, toda empresa deve ser capaz de esboçar a  sua própria "estratégia da inovação", cuidadosamente definindo o que, o porquê e como isso irá  motivar um aumento no grau de inovação do negócio -- e quais recursos serão necessários (sim, inovação também requer investimentos). Ter a sua própria estratégia de inovação, condizente com o seu modelo de negócio, permitirá a você delinear o equilíbrio certo na inovação, ter entregas claras, parcerias relevantes e investimentos mais coerentes. Trace qual será a sua estratégia de inovação.

    Variada

    A Inovação tem muitas faces. Isso se aplica a todos os aspectos do negócio: produto, tecnologia, operações, modelos de negócio, entre outros. A inovação pode variar também em sua intensidade, começando por pequenas mudanças, ou crescendo para importantes e radicais iniciativas, que alteram por completo as regra do jogo. Em muitos casos, algumas dessas pequenas ideias podem ter retornos mais rápidos e previsíveis do que a disrupção mais brilhante. Então, qual você deveria preferir? Ambas, mas NÃO na mesma medida:”. Lembre-se sempre de construir um equilibrado portfólio de inovação.

    Valiosa

    Existe sempre a incrível história que conta como um simples aplicativo ou site muda o mundo e agrega milhões. O vídeo postado no YouTube da Dollar Shave Club custa só alguns milhares de dólares para ser produzido, ainda que a empresa tenha sido vendida para a Unilever por $1.5 bilhões em apenas 4 anos de operação. Um incrível ROI, não é? Bem. Eles tiveram de captar cerca de US$ 163 milhões em investimento para construir um negócio tão incrível. Ideias são baratas. Mesmo aquelas raras e boas, que são relevantes, possíveis e oferecem bons retornos, são baratas. A validação e a execução são a parte custosa. Esteja preparado!

    Por último, mas não menos importante:

    Profissional

    Hackathons, aceleradoras, inovação aberta, plataformas de inovação, concepção de novas ideias, concorrências, patentes, prêmios, brainstorming, cocriação, TRIZ, Business Model Canvas, agile, spiral, SCRUM, SIT, Blue Ocean, incubadoras de empresas, método 20%, e muitos outros termos, sistemas e conceitos que levam a um mesmo caminho: tornar um negócio cada vez mais viável. Use aquelas que considere mais relevantes para o seu negócio, e use-as de forma correta. Inove de forma profissional.

    Boa sorte!

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    https://endeavor.org.br/6-passos-essenciais-para-produzir-inovacao-disruptiva/https://endeavor.org.br/?p=21689Tue, 20 Dec 2016 12:00:02 +0000Direto de Israel: 6 passos essenciais para criar uma inovação disruptivaQue inovação é importante para qualquer empresa você já sabe. Confira as 6 características sobre inovação que não podem passar batidas. Atualmente, a inovação corporativa é uma grande dor de cabeça para muitos gestores. Principalmente depois que startups como Uber Airbnb e Dropbox provocaram a “disrupção” de grandes corporações. A expectativa é grande para que os ...Endeavor BrasilEyal BenjaminTue, 20 Dec 2016 17:51:13 +0000Eyal BenjaminDireto de Israel: 6 passos essenciais para criar uma inovação disruptivaDireto de Israel: 6 passos essenciais para criar uma inovação disruptiva
    Era da experiência: 7 empresas que inovaram para conquistar clientesTer produtos de qualidade não é mais suficiente para se diferenciar da concorrência. As empresas precisam investir na experiência do consumidor

    Quando alguém anuncia que vai para a Disney, a reação das pessoas em volta costuma ser abrir um sorriso e lembrar de sua última viagem ou lamentar a falta de oportunidade para visitar o Mickey. Não há dúvidas de que o parque de diversões criado por Walt Disney é um case de sucesso. Mas o que as pessoas adquirem quando compram seus ingressos? A oportunidade de entrar em uma montanha russa? De ver princesas de perto? De tirar uma foto no Castelo da Cinderela?

    Sim, tudo isso,  mas elas compram também a oportunidade de estar em um lugar seguro, onde a estrutura funciona, onde as pessoas são solícitas, onde cada passo significa viver uma experiência. O que a Disney consegue fazer há anos é o que os negócios precisarão fazer daqui para a frente. Não bastará ter um produto bom. Será necessário oferecer para o cliente uma experiência diferente e memorável. Ou seja, mais do que vender um produto, as empresas venderão serviços.

    A ideia é que o valor do seu negócio seja criado na interação com o usuário, resolvendo problemas, atendendo suas necessidades, desejos e demandas, algumas das quais eles mesmos nem sabem que têm. Para entender essas vontades e criar inovações, é preciso estar perto dos clientes e ouvi-los. As ideias de como tornar o negócio melhor surgem a partir desse contato. Depois, a ideia de um cliente poderá ser entregue para vários outros, encantando ainda mais gente.

    “Só o produto não garante mais um diferencial competitivo para as marcas. A diferenciação era maior no passado, mas hoje todos os produtos são parecidos. Pense na calça jeans. Você não compra na marca A ou B só por causa do jeans, mas porque se identifica com a proposta da marca, porque gosta do atendimento, do ambiente. Há um investimento forte para agregar serviços aos produtos justamente para criar diferenciais, para surpreender o consumidor”, afirma Juarez Leão, que tem mais de 20 anos de experiência em varejo e franquias.

    Com a ajuda do especialista, reunimos a seguir alguns cases de marcas nacionais e internacionais que conseguiram criar experiências interessantes para seus clientes.

    1. Portobello

    A Portobello vende cerâmica. Se antes ela ganhava dos concorrentes pela qualidade, hoje esse diferencial não é mais suficiente. Portanto, a empresa agregou vários serviços à sua estrutura. São mais de 100 lojas só com produtos da marca para facilitar o acesso do consumidor aos produtos. Nas lojas monomarcas, ao contrário das lojas multimarcas, a Portobello consegue personalizar a comunicação visual, o cheiro do lugar, o atendimento. Além disso, à venda de cerâmicas, foi agregado o serviço de desenvolvimento de projetos. Arquitetos fazem projetos para os clientes e mostram em 3D como ficaria o resultado final da obra. Portanto, a empresa começou a vender mais projetos e experiências do que cerâmicas.

    2. Chilli Beans

    Na loja conceito inaugurada na Oscar Freire, em São Paulo, o cliente pode customizar seus óculos. Há inúmeras armações entre as quais ele pode escolher, com formatos, cores e texturas diferentes. Dá até para escrever seu nome na armação. Além disso, na hora de provar um modelo, as pessoas podem tirar foto, postar e pedir ajuda para os amigos na escolha.

    3. Ray Ban

    Mais um case de loja de óculos, a loja flagship da Ray Ban inaugurada no bairro do SoHo, em Nova York, conta até com uma impressora 3D para criar armações. Oficialmente, a própria Ray Ban afirma que o local é “parte loja, parte sala de espetáculo, parte galeria, parte centro de expressão criativa, parte seja o que você quiser que seja”. Atualmente, a loja está disponibilizando um oftalmologista. Os clientes podem agendar uma consulta no site, da qual já sairão com um diagnóstico e indicações dos melhores produtos para seu caso.

    4. Hermès

    Outra loja em Nova York também aposta na customização. A loja de perfumes da Hermès inaugurada em 2015 no Brookfield Place tem uma perfumista que ajuda a desenvolver uma fragrância personalizada, com base nas preferências dos clientes.

    5. Poit Energia

    A grande sacada de Wilson Poit, dono da Poit Energia (vendida em 2012 para a Agrekko), foi perceber que seu diferencial seria ir além do simples aluguel de geradores. Ele passou a oferecer vários serviços: locação de aparelhos complementares, como cabos, torres de iluminação e transformadores, além do apoio profissional, para garantir toda a energia dos eventos atendidos.

    6. Macy’s

    Juarez conta que certa vez comprou um vinho na Macy’s, uma das maiores lojas de departamento do mundo. Liberou seu cadastro e voltou depois de alguns meses para ver o que aconteceria. Ao entrar na loja, foi surpreendido com uma mensagem de boas-vindas, anunciando que a loja lembrava da compra de um Malbec e que, naquela nova visita, ele estava convidado para ir até o andar onde estavam os vinhos, fazer uma degustação com um sommelier e garantir 30% de desconto na compra de uma nova bebida.

    7. Amazon

    A Amazon vende milhões de produtos, mas encontrou na segurança de seus serviços de entrega um de seus diferenciais. Aos poucos, se torna uma grande empresa de logística. Para ser cada vez mais eficiente, precisou dominar a cadeia logística e montou uma estrutura específica para atender a demanda de seus clientes por entregas no mesmo dia do pedido, por exemplo.

    As iniciativas dessas marcas podem servir de inspiração para a sua empresa também encontrar soluções criativas. Oferecer uma experiência que esteja em sintonia com o perfil dos seus clientes cria um vínculo que diferencia o seu produto da concorrência.

    Leia também:

    Menos humanos, mais humanidade - o futuro do atendimento

    A arte de encantar clientes: 5 lições que aprendemos com a Disney

    Kit Atendimento ao Cliente de Forma Eficiente: 5 materiais obrigatórios sobre CRM

    Como transformar seu produto em uma experiência UAU

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/era-da-experiencia-7-empresas-que-inovaram-para-conquistar-clientes/https://endeavor.org.br/?p=21374Mon, 19 Dec 2016 12:00:34 +0000Era da experiência: 7 empresas que inovaram para conquistar clientesTer produtos de qualidade não é mais suficiente para se diferenciar da concorrência. As empresas precisam investir na experiência do consumidor Quando alguém anuncia que vai para a Disney, a reação das pessoas em volta costuma ser abrir um sorriso e lembrar de sua última viagem ou lamentar a falta de oportunidade para visitar o ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Dec 2016 12:42:43 +0000Endeavor BrasilEra da experiência: 7 empresas que inovaram para conquistar clientesEra da experiência: 7 empresas que inovaram para conquistar clientes
    ‘Não se conforme quando a coisa está boa’: 5 conselhos do Empreendedor do Ano“Vantagens competitivas são transitórias. Quem fica parado acaba sendo atropelado”, diz Edgard Corona, fundador da maior rede de academias da América Latina

    Fundador das redes BioRitmo e Smart Fit, com centenas de unidades espalhadas pelo Brasil e outros países como México, Chile e Peru, Edgard Corona já poderia pensar que está com a vida ganha, colher os louros do sucesso e desacelerar.

    Afinal, ele já foi até premiado por seu trabalho --na semana passada, recebeu o prêmio Empreendedor do Ano, realizado pela EY, e representará o empreendedorismo brasileiro na etapa global do prêmio, o EY World Entrepreneur Of the Year, em junho de 2017.

    Mas ele acha que o melhor mesmo é continuar correndo em ritmo forte. “Quando você se mantém acelerando, gera inovação, gera oportunidades”, disse ele em um papo com o time da Endeavor depois de receber o prêmio.

    Aqui, nós reunimos conselhos do Empreendedor do Ano sobre como encontrar ânimo para não perder o passo:

    Inconformismo

    Você nunca pode se confortar que a coisa está boa. Se olhar todas as vantagens competitivas que você tem, elas são todas transitórias. A Kodak achava que tinha a melhor máquina de fotografia, aí a Fuji fez a máquina digital, e agora o celular acabou com a Fuji. É muito bom ser disruptivo e se reinventar todos os dias. Pensar em como posso fazer melhor para mudar a vida do meu cliente. Encontrar um mercado

    Antes, academias eram coisa de rico, ou havia as de baixo custo, com equipamentos de baixa qualidade, deteriorados. Eu ia tomar café em uma doceria e a moça da recepção me disse que queria fazer BioRitmo. Eu perguntei quanto ela achava que podia pagar e ela disse que R$ 90, R$ 100. Isso virou uma obsessão para a gente, como atender uma turma que tem necessidade e para quem ninguém estava olhando. Impacto para o cliente.

    O lucro é resultado de cliente satisfeito e equipe engajada. Você não vai atrás de dinheiro, mas sim de fazer o bem para a sociedade, e a sociedade o remunera. Quem vai à igreja, vai para reenergizar a fé. Quando ouvimos da moça que trabalha na banca de jornal que ela nunca achou que pudesse frequentar uma academia como a nossa, que deve ter alguma coisa errada, o preço errado , vemos que estamos na direção certa. Entre 2009 e 2014, apesar da escalada da inflação, não aumentamos os preços. Fomos aumentar em 2015, porque aí o índice bateu 70%, mas fizemos uma correção de apenas 11%. Em um momento de crise, decidimos comprimir nossas margens e aumentar a eficiência dos processos.

    Ímpeto para crescer

    Quando você se mantém acelerando, gera inovação, gera oportunidades: o cara que se desloca para o México, o professor de educação física que vira head da operação no Peru. São oportunidades para as pessoas crescerem como profissionais, como seres humanos, isso faz toda a diferença, engaja a equipe.

    Empreender é…

    Acordar feliz todos os dias. É poder transformar o país em um país melhor.

    Para conhecer mais sobre a trajetória de Edgard, não deixe de assistir abaixo à apresentação dele no Day1, em 2014, e leia mais sobre a história dele neste artigo.

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    https://endeavor.org.br/nao-se-conforme-quando-coisa-esta-boa-5-conselhos-empreendedor-ano-2/https://endeavor.org.br/?p=21697Fri, 16 Dec 2016 19:51:09 +0000‘Não se conforme quando a coisa está boa’: 5 conselhos do Empreendedor do Ano“Vantagens competitivas são transitórias. Quem fica parado acaba sendo atropelado”, diz Edgard Corona, fundador da maior rede de academias da América Latina Fundador das redes BioRitmo e Smart Fit, com centenas de unidades espalhadas pelo Brasil e outros países como México, Chile e Peru, Edgard Corona já poderia pensar que está com a vida ganha, colher ...Endeavor BrasilFelipe MaiaFri, 16 Dec 2016 17:51:09 +0000Felipe Maia‘Não se conforme quando a coisa está boa’: 5 conselhos do Empreendedor do Ano‘Não se conforme quando a coisa está boa’: 5 conselhos do Empreendedor do Ano
    Quer ser como a Netflix e a Amazon? 5 materiais para usar bem seus dadosSua empresa usa dados e fatos para tomar decisões ou é tudo no achismo? Veja alguns materiais que podem ajudar na implementação de uma gestão por resultados na sua empresa

    Você já se perguntou como empresas como a Netflix, Amazon e Wendy’s deram tão certo?

    Deixando de lado o modelo de negócio de cada uma e focando apenas no serviço oferecido, todas essas empresas utilizam dados para orientar a sua tomada de decisões. A Netflix, analisou exaustivamente o comportamento dos seus usuários até conseguir traçar 5 perfis e usá-lo como base para a definição dos escopos de novas séries. Antes da Netflix lançar a série “Demolidor”, eles realizaram um teste A/B para verificar se um contador atrairia mais usuários para a série ou se isso não impactaria em nada.

    E não é só ela que utiliza os dados para pautar estratégias de produtos, a Amazon conseguiu otimizar seu algoritmo e melhorar a experiência do usuários com base em dados. A sua mais recente invenção foi um botão programável baseado no hardware do Amazon Dash Button, que, apenas com um clique, envia para sua casa algum produto/material pré-selecionado pelo comprador. A Wendy’s, uma famosa marca americana, só abre uma nova loja depois de analisar os dados geográficos da região, levando em consideração até mesmo a distância máxima que seus consumidores percorreriampara comprar algum produto da marca.  

    E não precisamos ir tão longe para ver a importância dos dados nas empresas. A SmartFit, por exemplo, fez um extenso estudo dos seus cliente, analisando quais caminhos as pessoas percorriam dentro da academia para melhorar a disposição dos seus equipamentos e profissionais. Mas, mesmo sabendo de todas as vantagens da utilização de dados para tomada de decisões, muitos empreendedores ainda confiam apenas na sua intuição para definir qual caminho a empresa e seu time devem seguir.

    Essa atitude pode prejudicar muito o negócio e até mesmo a sua rentabilidade, já imaginou apostar todas as suas fichas em um produto ou serviço que não tem nenhum fit com o mercado? Quando usamos os dados ao nosso favor fica muito mais fácil traçar estratégias e definir métricas e metas de sucesso. Não é à toa que o modelo de gestão a vista, com seus painéis de metas enfeitando as paredes de muitos escritórios, tenha ganhado tanto espaço nesses últimos anos.

    Se a sua empresa ainda está enfrentando desafios na implantação de uma uma gestão voltada a resultados, estes materiais podem ajudar:

    1. |eBook| Gestão por Resultados: Saia do escuro e tome melhores decisões

    Os dados vão ajudá-lo a ter um direcionamento claro sobre a caminho seguir, mas como transformar tudo isso em estratégias e metas? Este eBook vai ajudá-lo a entender quais são as melhores métricas para cada ação, como monitorá-las, e também quais são as melhores maneiras de engajar seu time em uma gestão por resultados. Para ajudar a tangibilizar ainda mais esse conhecimento, teremos cases concretos de empresas que vivem isso na prática como LojasKD e VivaReal.

    2. |Webinar| Quem não mede não gere: dados reais, decisões inteligente

    Nesta mentoria online, Antônio Carlos Soares, fundador da Runrun.it, conta um pouco da sua experiência implementando uma cultura de resultados, seus maiores desafios e aprendizados. Durante o papo, o empreendedor traz os principais pilares que devem ser criados em qualquer empresa para que ela suas ações possam ser baseadas em fatos e dados.

    3. |Ferramenta| Definição de metas para pequenas e médias empresas

    Você sabe qual a diferença entre objetivo, meta e indicador? E como definir a melhor meta para cada objetivo? Com esta planilha, você vai conseguir enxergar com mais clareza o caminho que deve seguir e definir metas tangíveis e reais para todo seu time.

    4. |Ferramenta| Gerencie as metas da sua equipe com o método OKR

    De nada adianta ter uma infinidade de metas sem saber como monitorá-las. Existem diversas metodologias que podem ajudar sua empresa, uma delas é o sistema de OKR’s -- Objectives and Key Results -- um framework de definição de metas criado pela Intel e adotado por empresas como Google, Twitter, LinkedIn, Dropbox e GoPro. Com esta ferramenta você irá entender com mais profundidade a metodologia e aprender a desdobrar os objetivos macros do seu time em ações mais diretas e garantir o seu cumprimento.

    5. |Super Página| Reunião de Resultados

    Depois de algum tempo, os resultados virão, mas você sabe como apresentá-lo ao seu time da melhor forma possível? Veja o roteiro de uma boa reunião de resultados, desde a sua abertura até o encerramento, passando por ontos que muitos empreendedores deixam de lado e fazem a diferença.

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    https://endeavor.org.br/dados-favor-da-empresa-5-materiais-essenciais/https://endeavor.org.br/?p=21644Fri, 16 Dec 2016 15:37:27 +0000Quer ser como a Netflix e a Amazon? 5 materiais para usar bem seus dadosSua empresa usa dados e fatos para tomar decisões ou é tudo no achismo? Veja alguns materiais que podem ajudar na implementação de uma gestão por resultados na sua empresa Você já se perguntou como empresas como a Netflix, Amazon e Wendy’s deram tão certo? Deixando de lado o modelo de negócio de cada uma ...Endeavor BrasilPriscila CestarolliFri, 16 Dec 2016 13:37:27 +0000Priscila CestarolliQuer ser como a Netflix e a Amazon? 5 materiais para usar bem seus dadosQuer ser como a Netflix e a Amazon? 5 materiais para usar bem seus dados
    12 tendências de tecnologia para 2017Oferecimento:

    Internet das coisas, realidade virtual, machine learning e bots. Saiba os conceitos que o empreendedor precisará ter na ponta da língua

    Nenhuma empresa cresce sem tecnologia. Algumas estão na vanguarda desse mercado, criando novos conceitos, enquanto outras aproveitam as inovações para melhorar seus produtos ou serviços já existentes. As inovações podem ameaçar mercados e empresas estabelecidas, mas trazem também novas oportunidades de negócio e de relacionamento com clientes. Mas afinal, qual onda tecnológica sua empresa vai surfar em 2017? Com a ajuda de Felipe Almeida, sócio da Zup, e Ricardo Pelegrini, Gerente Geral de Serviços para América Latina da IBM, reunimos as principais tendências na área.

    Bots

    Apesar de os bots já terem dado o que falar em 2016, principalmente depois do lançamento da plataforma do Facebook, no próximo ano eles devem continuar bombando. Bots são sistemas que simulam ações humanas, como assistentes virtuais. A ideia é facilitar a experiência do usuário que já está acostumado a interagir por mensagens de texto ou áudio via Whatsapp, Messenger, Skype e outros aplicativos. Os bots dão informações sobre serviços e produtos, sem que o usuário tenha que ficar buscando na aplicação. A Siri, da Apple, é um exemplo de bots.

    De acordo com Felipe, a melhoria na interpretação da linguagem humana e o poder de processamento dos datacenters são fundamentais para garantir que essas ferramentas executem atividades complexas. O site Botlist traz uma lista de bots disponíveis.

    Dispositivos interativos e inteligência artificial

    Para a equipe da consultoria TrendWatching, cada vez mais os produtos vão interagir com os seus donos e estarão dotados de inteligência artificial. O Google, com o aparelho Google Home, é um dos pioneiros nessa área. Com aspecto de caixa de som, o produto se conecta a todos os serviços Google do usuário, como e-mails, calendário e fotos. Por comando de voz, é possível fazer perguntas, pedindo que ele cheque compromissos, leia e-mails, informe a previsão do tempo ou toque uma música.

    O aparelho também se conecta a outros dispositivos como o termostato Nest. Outro exemplo é o robô Domgy, um robô pet criado por uma empresa chinesa. Ele usa inteligência artificial e uma tecnologia de reconhecimento facial para interagir com membros da família e até alertar para a presença de estranhos.

    Líderes que entendem de tecnologia

    Até pouco tempo atrás, era possível delegar todas as iniciativas da empresa em tecnologia para o CIO. Hoje, não mais. A tecnologia moldará os negócios do futuro e os líderes das empresas precisarão entender do assunto. Para Ricardo, o líder que delegar para a equipe de tecnologia essa preocupação estará, em breve, fora do mercado.

    Integração mundo físico – mundo digital

    Cada vez mais empresas estão criando experiências que começam no mundo digital e acabam no físico e vice-versa. Por exemplo, quando o cliente compra pelo aplicativo e retira o produto em uma loja física, ou lojas que se tornam showrooms onde o usuário conhece os produtos e depois compra pelo site.

    O uso cada vez maior de beacons e sensores permitirá uma série de cruzamento de informações para trazer novas experiências e inteligência para a relação entre empresas e consumidores.

    Uma das iniciativas aguardadas para o ano que vem é a inauguração da loja física Amazon Go. A primeira loja será em Seattle, onde fica a sede da gigante de e-commerce dos Estados Unidos. A loja não terá caixa na saída. Bastará o cliente se identificar com o aplicativo na entrada e colocar os produtos em sua sacola, como mostra o vídeo de divulgação.

    On Demand

    Aplicativos como o Uber fazem parte de uma tendência de facilitar a contratação de serviços ou produtos, que deve continuar em alta. Nem todas as empresas conseguirão se manter no longo prazo, mas a aposta de Felipe é que aquelas que conseguirem atender uma real necessidade dos consumidores, com interação “frictionless” - uma experiência fluida e sem ruído - terão grande chance de dar certo.

    Mobilidade

    Com a popularização de tablets e celulares, a vida está cada dia mais na palma da mão. Isso significa que a interação com o mundo por meio da internet pode acontecer de qualquer lugar, inclusive durante deslocamentos. Segundo pesquisas da IBM, passamos 90% do tempo com o celular perto das nossas mãos - um número que as empresas precisam levar em consideração. Dormimos perto desses aparelhos, passamos o dia com eles no bolso ou em cima de nossas mesas. Ter plataformas que se adaptem a essa mobilidade do usuário é essencial.

    Social

    Aplicativos de mensagens e redes sociais são canais que promovem interação constante, tanto entre pessoas quanto entre clientes e empresas. Segundo Ricardo, uma pesquisa recente da IBM mostrou que duas em cada três empresas utilizam redes sociais para entender mudanças de mercado, pensar no lançamento de produtos e monitorar a repercussão de suas ações. Essas mensagens que cada um de nós publica na rede podem - e devem - ser usadas pelos negócios como base para construir um conhecimento sobre clientes.

    Cloud

    A nuvem é uma ferramenta que derruba barreiras para pequenas empresas e startups ao tornar os recursos computacionais mais baratos e flexíveis. As empresas pagam pelo que consomem, sem precisar investir em infraestrutura própria. “As estruturas clouds estão cada vez mais acessíveis para startups poderem criar suas soluções SaaS, seja B2C ou B2B, e venderem para milhões de clientes de uma maneira escalável”, diz Felipe. Segundo o empreendedor, o custo tem diminuído com o aparecimento de players nacionais, mas mesmo gigantes como Amazon e Azure procuram parceiros estratégicos para promover suas soluções de cloud.

    Internet das coisas

    Essa tendência não é nova, mas está em rota de crescimento. “O número de dispositivos que mandam algum tipo de informação cresce exponencialmente. Estimamos que haverá entre 20 e 30 bilhões de dispositivos conectados até 2020”, afirma Ricardo. Esses dispositivos estarão em todos os ambientes: nas casas, nos carros, nos escritórios e nas fábricas. Até a rede de iluminação pública já é capaz de monitorar remotamente lâmpadas queimadas.

    Realidade aumentada e realidade virtual

    Soluções de realidade virtual e realidade aumentada prometem explodir em 2017. Segundo Felipe, o lançamento dos óculos Rift foi bem impactante e gerou o desenvolvimento de vários aplicativos e jogos de VR. O Pokemon Go foi um marco da realidade aumentada. Ainda há muitas oportunidades a ser exploradas. Já existem, por exemplo, tratamentos para pessoas que sofreram queimaduras graves com o auxílio de realidade virtual usando imagens de gelo e frio que, comprovadamente, aliviam a dor durante os tratamentos.

    Gerenciamento de big data

    Segundo Ricardo, o número de dados gerados no mundo está crescendo rapidamente. Cerca de 90% dos dados que existem hoje foram criados nos últimos dois anos. O volume de informações é gigantesco, mas nem todas as empresas estão preparadas para analisá-las. Apenas 20% dos dados existentes hoje são aproveitados. A tendência nos negócios, portanto, será cada vez mais explorar essas bases de maneira inteligente para gerar valor e vantagem competitiva, criando melhores recomendações e segmentações.

    A marca Northface, cliente da IBM, usa dados para sugerir aos compradores produtos mais adequados de acordo com seu planejamento da viagem. Se a pessoa vai escalar o Everest por uma determinada rota, em uma determinada data em que a chance de chuva costuma ser de 3%, a Northface entrega essa informação ao cliente e avisa que casaco com proteção extra contra a chuva, por exemplo, talvez não seja necessário.

    Para Felipe, o processamento das informações tende a evoluir muito em 2017, permitindo não só encontrar as informações mais relevantes e precisas dessa montanha de dados, mas também usá-las para gerar ações em tempo real para usuários, como feedbacks e recomendações. Essa experiência dá ao usuário uma sensação de que aquela interação ou oferta é de fato exclusiva e que a marca entende suas reais necessidades.

    Sistemas cognitivos e machine learning

    A melhora da experiência do usuário nas plataformas online e a tomada de decisão nas empresas terá muito a ver com o machine learning e sistemas cognitivos nos próximos anos. Sistemas cognitivos existem em serviços como o Watson, da IBM, que interpretam uma enorme quantidade de dados e conseguem tirar conclusões a partir deles. Segundo Ricardo, em cerca de cinco anos a maior parte das decisões que tomamos terão o apoio de sistemas cognitivos, uma vez que o volume de dados será grande demais para um só ser humano analisar.

    O Watson, por exemplo, recentemente auxiliou a definir o trailer do filme Morgan, estrelado por Kate Mara, famosa por sua participação como Zoe Barnes na série House of Cards. O sistema analisou mais de 20 mil trailers e o filme em questão para sugerir um trailer. Para Felipe, assim como alguns de nós já se acostumaram com a experiência do algoritmo do Google, que cada vez mais nos dá sugestões de buscas mais precisas, acharemos normal a inteligência por trás de ofertas e recomendações. Essas soluções serão melhoradas e o machine learning estará no centro das tecnologias disruptivas dos próximos anos. Os carros autônomos são um exemplo dessa tendência.

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    https://endeavor.org.br/12-tendencias-de-tecnologia-para-2017/https://endeavor.org.br/?p=21647Thu, 15 Dec 2016 18:32:16 +000012 tendências de tecnologia para 2017Oferecimento: Internet das coisas, realidade virtual, machine learning e bots. Saiba os conceitos que o empreendedor precisará ter na ponta da língua Nenhuma empresa cresce sem tecnologia. Algumas estão na vanguarda desse mercado, criando novos conceitos, enquanto outras aproveitam as inovações para melhorar seus produtos ou serviços já existentes. As inovações podem ameaçar mercados e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 15 Dec 2016 16:33:00 +0000Endeavor Brasil12 tendências de tecnologia para 201712 tendências de tecnologia para 2017
    Como ser uma empresa movida por fatos e dadosNa era da ruptura digital, uma empresa precisa ter as suas ações baseadas em fatos e dados ou pode correr o risco de ficar para trás e ver a concorrência sair na frente

    Aumento das informações digitais, custos das tecnologias caindo muito rápido e um analytics mais sofisticado são alguns dos fatores que estão mudando radicalmente o mundo dos negócios. Quando utilizados de maneira correta, eles podem alterar o modo de pensar sobre os problemas dos negócios; trazer novas alternativas; criar vantagens competitivas e conduzir as empresas para caminhos cada vez mais inovadores.

    Os dados e fatos caminham de mãos dadas. Mas investir em recursos de coleta de dados não é o suficiente para criar valor. As organizações também precisam ter processos de análise adequados, além dos profissionais certos para dar sentido aos dados e gerar percepções relevantes para a dinâmica da empresa.

    A vantagem "analítica"

    Enquanto 78% das organizações concordam que o “analytics” está mudando a natureza da vantagem competitiva, apenas 12% consideram ter uma boa análise de dados. Com a atual rapidez da ruptura tecnológica afetando empresas e indústrias em todo o mundo, esperar um pouco mais pode ser fatal durante uma prospecção de clientes. Uma pesquisa feita pela Forbes, em conjunto com a EY, mostra que os executivos de alto escalão administram suas empresas de olho nos benefícios práticos que os dados revelam, o que lhes dá uma vantagem em relação à concorrência.

    Os 4 pilares de uma análise bem sucedida

    Extrair todo o potencial de um conjunto de dados com certeza não é uma tarefa fácil - o que explica o porquê de muitas empresas demoram tanto para se adaptar à nova realidade guiada por dados. A pesquisa da EY, junto com a Forbes, também mostra que 89% das empresas concordam que empreender uma mudança representa uma barreira na hora de ganhar dinheiro. No entanto, a pesquisa também apontou quatro pontos chave que merecem atenção ao se transformar em uma empresa movida por dados:

    1. Estratégia e liderança

    Faça com que os dados e fatos sejam um imperativo estratégico. A visão que sustenta e dá um fôlego as atividades que se baseiam em dados precisa vir com um olhar que entenda a necessidade de possíveis mudança na estratégia das empresas diante de um mundo digital.E isso geralmente aponta para outra necessidade: novas lideranças que possam dar início a uma transformação digital orientada por dados.

    2. Produção de Dados

    Construa e mantenha a espinha dorsal das suas análises. Seus dados e a tecnologia são os principais facilitadores para criar uma empresa data-driven. Iniciar estabelecendo estratégias e começar pelas áreas que ofereçam oportunidades é o que deve nortear a essência e o ritmo do investimento em tecnologia. Certifique-se de construir uma estrutura empresarial que possibilite o fácil acesso a dados e às ferramentas que são necessárias para conduzir essas ações.

    3. Consumo de dados organizacionais

    Alinhe a organização em relação à nova cultura orientada por dados. O valor atribuído a uma cultura de resultados vem de um alinhamento comportamental, sempre necessário quando se trabalha com essas informações, partindo de insights, passando por ações até chegar à atribuição de valor. Isso geralmente significa que a cultura, os processos, as competências dos profissionais e os incentivos precisam passar por uma mudança.

    4. Consumo de dados individuais

    Comece tendo o consumidor final em mente. Antes de mais nada, o problema ou a oportunidade de negócio é algo que precisa estar claramente definido. Em seguida, pense em soluções de adequadas, levando em conta as mudanças que uma pessoa pode fazer em seu processo de tomada de decisão e/ou de negócios. Desenhar processos com foco em pessoas e um framework ágil são muitas vezes úteis para atingir um método ao estilo "test-and-learn".

    O poder das pessoas

    A transformação bem sucedida de uma empresa para que seja movida a dados geralmente começa pelo topo da pirâmide. Se a diretoria não reconhece o valor de um processo baseado em fatos e dados é bem provável que outras áreas da empresa tenham resistência às novas ideias. Designar novos cargos C-level, como um Chief Analytics Officer e um Chief Data Officer, pode ser uma ótima ação para que certas estratégias no negócio passem a desfrutar de todo seu potencial, ao mesmo tempo que é uma confirmação de que os objetivos e as prioridades da diretoria estão alinhados.

    Quais competências um bom líder de data analytics precisa ter?

    O Global Chief Analytics Officer da EY, Chris Mazzei, identifica as quatro principais habilidades e competências que qualquer líder de data analytics precisa para ter sucesso:

    I. Expertise do seu negócio: entenda o mercado e onde/como se dá a criação de valor;

    II. Inovação: identifique onde há uma oportunidade para empreender a mudança no modelo de negócio;

    III. Arquitetura de soluções: identifique onde aplicar suas análises e esteja preparado para quebrar barreiras entre as equipes técnicas e de negócio;

    IV. Construção de um network: desenvolva um grande número de relações com os stakeholders senior para que as coisas aconteçam.

    Abraçar o analytics em todos os níveis

    Um Chief Analytics Officer pode fazer muito para conseguir aumentar a presença de um comportamento mais voltando a dados dentro de uma empresa e atuar como um catalisador de mudanças, mas uma transformação bem sucedida depende também dos líderes de todos os níveis conduzirem as ações com entusiasmo - até encorajando as pessoas que não possuem cargos de liderança a abraçarem a causa.

    Apesar de toda a tecnologia por trás do Big Data, as pessoas ainda são o foco de qualquer iniciativa. O julgamento humano é o que atribui real valor ao big data analytics - e a resistência humana pode fazer com que valiosos insights sejam ignorados.

    Conteúdo originalmente postado em EY.

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    https://endeavor.org.br/como-ser-uma-empresa-movida-por-fatos-e-dados/https://endeavor.org.br/?p=21595Thu, 15 Dec 2016 11:00:45 +0000Como ser uma empresa movida por fatos e dadosNa era da ruptura digital, uma empresa precisa ter as suas ações baseadas em fatos e dados ou pode correr o risco de ficar para trás e ver a concorrência sair na frente Aumento das informações digitais, custos das tecnologias caindo muito rápido e um analytics mais sofisticado são alguns dos fatores que estão mudando ...Endeavor BrasilEYWed, 14 Dec 2016 12:09:48 +0000EYComo ser uma empresa movida por fatos e dadosComo ser uma empresa movida por fatos e dados
    Somos ilimitados: não deixe a mente te convencer do contrárioNada é impossível, mesmo que pareça. Minha experiência, no dia 02 de dezembro de 2016, com Alphonse Voigt, me fez ter ainda mais certeza disso

    “Qualquer pessoa pode cozinhar”. É o que diz o chef Gusteau no longa de animação “Ratatouille”. Em tradução livre Zillermânica “um grande talento pode surgir de qualquer lugar” ou “não limite o interesse de alguém antes da experimentação”. A animação da Pixar desenvolve o roteiro em cima desta máxima: se eu posso, por que você não pode?

    Conheci o Alphonse Voigt, fundador da EBANX, no início deste ano, em Belo Horizonte, em um evento da Endeavor. Ele, no palco, contando sua história de vida. Eu, na plateia, ouvindo atentamente. Durante a apresentação, os pontos que Alphonse explorava me faziam pensar mais, acelerava meu sangue como nunca tinha acontecido em palestras -- com exceção de quando você é o palestrante -- aí o nervosismo toma conta e a descarga de adrenalina faz o resto. Mas, ali, na plateia? Nossa, foi intenso.

    Fomos apresentados pela turma da Endeavor logo que Alphonse desceu do palco. Em vinte segundos de introdução, nos conectamos. Empatia é isso. A ficha cai de forma rápida, e as melhores amizades começam quando a conexão é imediata, entende? De lá pra cá, nos falamos por email, por telefone, mas sempre com aquela sensação de que nos conhecemos há anos.

    E várias das nossas conversas eram relacionadas a um tema que eu me jogo desde minha inflexão em 2012: a Vida Criativa.  Aquela história de que você sai do lugar para experimentar o que o lugar anterior não consegue te proporcionar, “um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”.

    Corta para 2005

    Alphonse é daqueles que se jogam na vida. Está surfista, está empreendedor e também paraquedista. Em novembro de 2005, tinha na caderneta cerca de mil saltos, o que o tornava um paraquedista bem experiente. Em um voo de fim de tarde, em Paranaguá, litoral do Paraná, Alphonse se preparou para um pouso em alta velocidade, mais um para o extenso currículo, mas, por um instante, ele se desconcentrou quando uma criança apontou na sua área de pouso.

    Naquele piscar de olhos de sua aproximação final, ele chegou muito rápido para o pouso e perdeu o tempo do freio (no paraquedismo, flare). Bateu forte. No hospital foi detectada grave fratura de coluna lombar, com achatamento severo da vértebra L1. O conjunto da obra empurrou a medula para trás, mas não a rompeu completamente. Entrou direto para cirurgia. Depois, já no quarto, não sentia suas pernas. Estava paralisado da cintura para baixo.

    Com uma força imensa e ajuda de diversos profissionais e terapias, Alphonse recuperou grande parte dos movimentos, voltou a andar e até a praticar alguns esportes, digamos, mais atrevidos. Manteve a Vida Criativa no tratamento, e depois dele. Fundou uma nova empresa, ressignificou sua vida, e se jogou na máxima novamente: se eu posso, por que você não pode?

    Volta para 2016

    Chamado do WhatsApp, “Zillermano, missão pra você!”. “Salve, camarada, o que manda?” Toca o telefone, o cara na linha. “Cai pra Curitiba para fazer uma palestra no EBANX , depois vamos comigo para Foz do Iguaçu em um dos mais completos centros de paraquedismo do mundo, de um brother, o Thiago Peretti. Põe no Youtube aí e saca o cara?” “Mas, Alphonse, qual a idea?” “Ziller, vou saltar, cara, preciso fazer isso, e tô levando meu fisioterapeuta, um dos meus sócios e o Thiago como mentor. Vem com a gente!”

    Nota mental: tenho medo de altura, alguns já sabem. Ok, escalo montanhas, rochas, mas o medo me acompanha. Bom, e tenho medo de avião. Esse já é um pouco controlado, mas medo é medo. Pensei, e concentrei no chamado. Vou.

    No dia 02 de dezembro de 2016, Alphonse saltou da aeronave Pilatus Porter, da Skydiver Foz. O piloto? Thiago Peretti, um dos mais experientes paraquedistas do mundo. Os Jump Masters que saltaram com ele? Caveira e Jaju, dois monstros de Foz. Al comandou o paraquedas. Eu estava lá embaixo, na pista de pouso, tinha acabado de chegar do meu primeiro salto do curso AFF (Accelerated Free Fall). Estava extasiado, sem palavras, com um nível de descarga de adrenalina insuperável até então. Note, até então.

    Logo acima, Alphonse vem navegando seu velame. Com tranquilidade, faz a mesma curva de 11 anos atrás em Paranaguá. Nesse momento, a pista estava com uma energia singular, todos os paraquedistas no chão se viraram para ele. Eu, da área de proteção, exausto, olhava. Finalizou a curva à esquerda, o paraquedas foi no fluxo. Próximo do solo, controlou o flare (freio) e suavemente pousou. Sem a necessidade de um passo a mais. Suave, feito pluma flutuando.

    A pista explodiu de emoção

    Saí correndo em direção ao cara. Escrevi que nunca tinha experimentado uma descarga de adrenalina tão grande quanto o meu salto, momentos antes do pouso de Alphonse, mas, ali, a descarga foi maior. Que emoção vê-lo expurgar um fantasma, cuidando do dito cujo! Que emoção estar presente e ter sido convidado para essa jornada!

    Não tenho tantos heróis na vida, e aqueles que me inspiram, conto nos dedos. Geralmente, são pessoas comuns, como eu e você, que fazem coisas extraordinárias. São mentes que não subestimam suas próprias capacidades, e que estão abertas a dar novos significados pra vida.

    Esse é o motivo de as sábias palavras do chef Gusteau terem invadido a minha cabeça na hora em que comecei a escrever esse texto. Escolhi usá-las pela simples razão de ser a metáfora perfeita pra dizer que somos ilimitados, que podemos, sim, “cozinhar”, realizar o “improvável”, fazer acontecer o que a mente, muitas vezes, nos obriga a pensar ser impossível. E nada é.

    Veja também:

    |Ferramenta| Propósito Pessoal para Empreender

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    https://endeavor.org.br/somos-ilimitados-nao-deixe-mente-te-convencer-contrario/https://endeavor.org.br/?p=21543Wed, 14 Dec 2016 15:14:11 +0000Somos ilimitados: não deixe a mente te convencer do contrárioNada é impossível, mesmo que pareça. Minha experiência, no dia 02 de dezembro de 2016, com Alphonse Voigt, me fez ter ainda mais certeza disso “Qualquer pessoa pode cozinhar”. É o que diz o chef Gusteau no longa de animação “Ratatouille”. Em tradução livre Zillermânica “um grande talento pode surgir de qualquer lugar” ou “não ...Endeavor BrasilGustavo ZillerMon, 09 Jan 2017 17:44:15 +0000Gustavo ZillerSomos ilimitados: não deixe a mente te convencer do contrárioSomos ilimitados: não deixe a mente te convencer do contrário
    “Não abra mão da sua felicidade”: lições de André Street para empreendedoresTer gente boa ao seu lado é o que vai fazer a sua empresa crescer, mas será que você está preparado para dividir seu sonho?

    Para que qualquer empresa tenha sucesso, o empreendedor precisa ter um time alinhado e engajado ao seu lado. Mais do que simplesmente realizar funções, os colaboradores têm que entender e vivenciar a missão da empresa no dia a dia. Foi pensando nesse desafio que André Street, da Arpex Capital, compartilhou valiosas lições sobre o tema no encerramento do programa Promessas JPMorgan Chase Foundation.

    O programa, realizado pela Endeavor com apoio do JPMorgan Chase Foundation, tem o objetivo de ajudar empreendedores brasileiros, com empresas de alto crescimento do setor de tecnologia, em seus desafios de crescimento. Foram 35 empreendedores que em oito meses participaram de 11 mentorias coletivas e 105 mentorias individuais - mais de 100 mentores se envolveram.

    No encerramento do programa, o primeiro conselho de André foi simples: não abra mão da sua felicidade em momento nenhum, ou você será volúvel e irá sempre questionar o que está fazendo.

    Há 15 anos, quando André decidiu abrir sua empresa, ele não tinha nenhum conhecimento sobre negócios, apenas a certeza de que a sua felicidade estava ligada ao empreendedorismo. E isso faz toda diferença: quando você gosta do que faz é fácil engajar as pessoas ao seu lado. Seguir um propósito faz com que felicidade e motivação sejam coisas que você transmite naturalmente ao seus colaboradores e até parceiros comerciais. Você consegue estimular pessoas a entrarem no sonho com você.

    André também contou que, para diminuir o ‘gap’ técnico, já que sua formação era no campo jurídico, a saída foi trazer gente melhor do que ele para dentro da empresa. Ele diz procurar, até hoje, pessoas que tenham um perfil empreendedor, com cabeça de dono e que fazem as mudanças acontecerem. Todos os anos, a Arpex recebe cerca de 22 mil inscrições para vagas de trabalho, mas apenas 8 pessoas são selecionadas. A razão disso tudo? Gente excepcional gosta de um bom desafio.

    Na hora de contratar também é importante procurar complementaridade: se você tem um perfil mais introvertido, procure alguém mais extrovertido que possa ajudá-lo nas vendas, por exemplo. Para André o segredo é se aproximar das pessoas e aprender com elas, porque se você acha que sabe tudo, sua empresa não vai a lugar nenhum. Fundador tem o papel de fazer o sonho nascer e não de querer que o negócio dependa dele, ele tem que querer que o negócio viva sem ele.

    “Aquilo do ‘one man show’ é uma bobagem e é por isso que a humildade tem um papel muito importante durante o crescimento da empresa” afirmou André.

    Se você quiser ter uma equipe simplesmente para que ela siga suas ordens, seu sonho vai acabar em um segundo. Quando você não é humilde fica difícil escolher o perfil das pessoas que querem ir longe, porque elas, na maioria das vezes, serão melhores que você. E aqui vale lembrar que não é só habilidade que você deve procurar em um colaborador ou sócio; essa pessoa precisa compartilhar dos mesmos valores que você. Não importa se você achou o próximo Steve Jobs, se ele não compartilhar das suas ideias, ele não deve ser contratado. É esse pensamento vai ajudar a moldar a cultura da empresa.

    Nos primeiros anos do negócio o fundador tem uma responsabilidade muito grande em relação à criação da cultura; Para que esse processo seja feito de forma positiva, é preciso estabelecer quais são os valores e o que será difundido. Esse questionamento te faz parar para refletir e não ficar louco ou contrariar seus próprios valores.

    O sucesso da sua empresa pode depender muito de como você vai formar seus próximos líderes e a cultura é um dos principais pilares. Você tem que criar mecanismos na empresa para que essas lideranças entendam suas responsabilidades, eles têm que entender que podem quebrar ou ganhar muito com você, só depende da postura de cada um.

    O empreendedor que crescer é aquele que engajou seus colaboradores e colocou todos no mesmo barco. Se cada colaborador remar para um lado, o barco não sai do lugar, mas se todos ajudarem um pouco, esse barco cruzará oceanos.

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    https://endeavor.org.br/nao-abra-mao-da-sua-felicidade-licoes-de-andre-street-para-empreendedores/https://endeavor.org.br/?p=21545Wed, 14 Dec 2016 12:00:25 +0000“Não abra mão da sua felicidade”: lições de André Street para empreendedoresTer gente boa ao seu lado é o que vai fazer a sua empresa crescer, mas será que você está preparado para dividir seu sonho? Para que qualquer empresa tenha sucesso, o empreendedor precisa ter um time alinhado e engajado ao seu lado. Mais do que simplesmente realizar funções, os colaboradores têm que entender e ...Endeavor BrasilPriscila CestarolliTue, 13 Dec 2016 18:24:21 +0000Priscila Cestarolli“Não abra mão da sua felicidade”: lições de André Street para empreendedores“Não abra mão da sua felicidade”: lições de André Street para empreendedores
    4 técnicas para influenciar o comportamento do consumidor na sua tomada de decisãoO que influencia o comportamento do consumidor? Conheça os princípios por trás da arquitetura de escolhas e veja como aplicá-los no dia a dia do seu negócio para facilitar a tomada de decisão dos seus clientes.

    Imagem a seguinte situação: você entra em uma loja de roupas e vê uma calça jeans por R$ 235 logo na entrada. Lá dentro, encontra uma outra opção muito mais barata que sai por R$ 160 e que, provavelmente, vai ser aquele que você vai levar. O que você não sabe é que aquele jeans mais caro existe exatamente para te influenciar a comprar o outro. Agora imagine essa mesma situação em uma loja onde a média de preço das calças é de R$ 120. Aquela primeira opção já não parece mais um achado, não é mesmo?

    Você já deve ter notado isso no seu negócio, loja ou site: o modo como os produtos e serviços são apresentados afeta o comportamento de compra das pessoas. Apesar de envolver uma série de fatores que fogem ao controle do empreendedor, existe uma ciência que estuda as melhores maneiras de apresentar um produto ou um serviço para alguém que precisa tomar uma decisão: é a chamada arquitetura de escolhas.

    Se você faz alguma coisa que seja capaz de influenciar o modo como as pessoas tomam uma decisão, então aí está: você é um arquiteto de escolhas.

    A partir desse conceito, a ordem dos fatores altera significativamente o produto. Segundo o economista da Universidade de Chicago Richard H. Thaler no livro Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness, diferenças sutis no desenho de um contexto de compra podem ter um grande impacto nas decisões que os consumidores tomam.

    O layout do menu de um restaurante, o opt-in padrão de um formulário, o pagamento automático da academia ou mesmo a distribuição dos produtos em uma loja são alguns dos exemplos de influência que um arquiteto de escolhas pode ter. Conheça os elementos mais comuns que influenciam a decisão de uma pessoa e descubra como minimizá-los.

    1. Ter mais opções não significa fazer melhores escolhas

    Escolhas sempre foram sinônimos de liberdade. Mas, quanto mais complexas e frequentes se tornam as decisões que tomamos, mais exaustivas elas são. Por isso, é sua responsabilidade facilitar ao máximo o processo de escolha que envolve o seu produto ou serviço.

    O Netflix, por exemplo, com um acervo com mais de 25 mil filmes e séries, poderia ser um grande pesadelo para quem está em busca de um filme para o sábado à noite. É por isso que ele estrutura seu catálogo a partir de um filtro colaborativo, que muda de acordo com o consumo do usuário, sugerindo conteúdos parecidos com o que ele já viu e dividindo as seções do site em categorias. O nível de ansiedade diminui e a sensação de ter feito uma boa escolha melhora a experiência geral do usuário na plataforma.

    Se o seu negócio tem por base um portfólio diverso de produtos ou serviços, reveja o modo como eles são apresentados ao consumidor.

    Um site com muitas opções de menu, por exemplo, dispersa a atenção do cliente e faz o processo de navegação ser menos intuitivo e mais racional. Além disso, estruture sua linha de produtos por categorias que sejam familiares aos seus clientes, facilitando a comparação entre eles, o entendimento do diferencial e da proposta de valor de cada um.

    2. Traduza os benefícios para a linguagem do consumidor

    O ponto de partida para aplicar essa ciência no dia a dia é compreender com mais clareza como os consumidores da sua empresa tomam decisões, para então desenhar uma experiência que se encaixa com o jeito como eles pensam.

    Comece tornando as informações mais compreensíveis e transparentes - uma ação óbvia, mas que os bancos, as operadoras de telefone e o setor financeiro, por exemplo, ainda não fazem.

    Quer um exemplo rápido? Se você precisasse fechar um novo plano de dados de internet para o seu smartphone, que tamanho escolheria: 500 MB, 1 GB ou 5 GB?

    A primeira pergunta que você faria é: mas quanto de internet eu preciso? A maioria dos usuários comuns não tem ideia desse número, muito menos do que é um gigabyte. Então, por que as operadoras ainda insistem em comunicar a diferença de cada plano usando esses dados? Talvez fosse melhor falar em horas consumidas, estilo de vida do usuário ou necessidades que ele precisa atender, como checar e-mails, baixar músicas e usar as redes sociais.

    O mesmo princípio pode ser aplicado para o comparativo de carros, eletrônicos, softwares e serviços que usam termos técnicos ou uma linguagem distante do consumidor. Com uma visão centrada no consumidor, pense nos critérios que ele leva em conta para comprar um produto como o seu e crie filtros de pesquisa ou tabelas comparativas que facilitam a visão dessas diferenças.

    3. Se há dúvidas, o consumidor sempre escolhe a opção padrão

    Bastante usado nas áreas de seguro, saúde e até doação de órgãos, esse princípio indica que, quando você apresenta uma opção pré-selecionada para as pessoas, elas entendem que aquela é uma alternativa padrão e, na maioria das vezes, mantém o que está descrito. No caso da doação de órgãos, por exemplo, um estudo indicou que a taxa de cadastros era duas vezes mais alta quando o potencial doador tinha que se descadastrar para não ser um doador, em vez de manter a opção já selecionada de se tornar um.

    É por isso também que academias, escolas e serviços por assinatura trabalham com débito e rematrícula compulsória, de modo exigindo que as pessoas cancelem ativamente o pagamento para interromper o acesso ao serviço.

    Se você está criando um formulário no seu site, por exemplo, pense em quantas decisões ativas o consumidor precisa tomar para preencher cada campo e quantas poderiam ser preenchidas por padrão, para facilitar o processo.

    Em 2013, a Apple lançou o IOS7, o software para smartphones e tablets. Nele, a configuração padrão garantia que os aplicativos fossem atualizados automaticamente, evitando que os usuários tivessem aplicativos defasados, com risco de vírus ou mal funcionamento. Uma mudança simples que facilitou a usabilidade, sem demandar ativamente o esforço dos usuários.

    4. Não economize nos incentivos que fazem o consumidor escolher você

    Quando você pensar no jeito como o consumidor escolhe, comece enxergando o contexto dessa escolha: não é uma relação isolada entre a sua marca e o cliente; é, na verdade, sua marca, ele e outros competidores disputando por atenção. São os outros sites que estão abertos no navegador enquanto ele olha o seu; as outras lojas ao lado que oferecem produtos parecidos e até os outros orçamentos que ele recebeu por e-mail para um determinado serviço.

    Deixe visíveis todos os argumentos que tiver nas mãos sobre os benefícios de escolher sua empresa: o que ele vai economizar de dinheiro; acessar com exclusividade; otimizar de tempo; ter como conveniência e até as dores que ele resolve.

    Se você não tem ainda muita clareza do problema que está resolvendo para o seu consumidor, conheça a ferramenta Job to Be Done e faça o exercício de aplicar essas descobertas no seu site e no seu material de comunicação.

    Checklist para o Empreendedor:

      Revise o modo como as suas linhas de produtos e serviços são apresentadas para o consumidor, categorizando e facilitando a comparação entre itens similares;

      Em caso de dúvida, simplifique. Crie atalhos de decisão, preencha campos mais simples por padrão, elimine etapas de compra que não são tão necessárias e repasse a jornada do usuário para encontrar os gargalos que tornam a experiência complexa e muito racional;

       Liste todos os benefícios tangíveis e intangíveis da sua empresa e dê destaque a eles no seu site e nos materiais de comunicação. Nunca é demais ter um argumento que confirme que essa é a melhor decisão que você está tomando;

      Converse com consumidores reais sobre o processo de compra da sua marca, pergunte sobre suas motivações e toda a etapa de pesquisa e análise das opções disponíveis para encontrar o fator determinante da escolha;

      Converse também com consumidores da concorrência para entender o outro lado da moeda, o que os motivou a tomar essa decisão e não escolher sua marca. Prepare-se para ouvir o que eles têm e lhe dizer e, principalmente, encare esses feedbacks como oportunidades da sua marca reconquistá-los e evoluir a cada dia.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/4-tecnicas-para-influenciar-o-comportamento-consumidor-na-sua-tomada-de-decisao/https://endeavor.org.br/?p=21594Tue, 13 Dec 2016 20:59:17 +00004 técnicas para influenciar o comportamento do consumidor na sua tomada de decisãoO que influencia o comportamento do consumidor? Conheça os princípios por trás da arquitetura de escolhas e veja como aplicá-los no dia a dia do seu negócio para facilitar a tomada de decisão dos seus clientes. Imagem a seguinte situação: você entra em uma loja de roupas e vê uma calça jeans por R$ 235 ...Endeavor BrasilLaís GrillettiTue, 20 Dec 2016 12:44:16 +0000Laís Grilletti4 técnicas para influenciar o comportamento do consumidor na sua tomada de decisão4 técnicas para influenciar o comportamento do consumidor na sua tomada de decisão
    Mídia paga: como alcançar clientes no Google e no FacebookHá vários potenciais clientes para sua empresa na internet – mas eles precisam te conhecer

    Investir em mídia paga em redes sociais e sites de busca não é necessariamente caro e pode ser muito efetivo, desde que você conecte sua empresa com o público-alvo ideal, entregando a informação certa no momento certo. Segundo Felipe Spina, especialista em Marketing Digital e compra de mídia da Resultados Digitais, muitas empresas com bons produtos ou serviços pecam na distribuição, impedindo que eles cheguem a potenciais consumidores.

    Segundo ele, a mídia paga é um excelente canal para gerar a entrega de leads – consumidores com interesse inicial – enquanto o tráfego orgânico é construído a longo prazo. Se a sua empresa está presente na internet, a mídia paga precisa fazer parte da estratégia de marketing para distribuir o conteúdo. Para quem já decidiu investir nessa ferramenta, porém, sempre ficam muitas dúvidas. Google ou Facebook? Muito ou pouco dinheiro? Com a ajuda de Felipe, tentamos esclarecer esses pontos.

    Investimento inicial

    Diferentemente de mídias como televisão, na internet não é necessário colocar milhões de reais de uma só vez para fazer uma campanha. É possível começar com um budget pequeno e realizar testes. Ou seja, a empresa desenha uma estratégia, pensa em um público-alvo e compra anúncios online. Por alguns dias, testa se realmente está atraindo o público desejado e se está gerando alguma conversão. Se estiver, dá para aumentar o gasto. Se não, é melhor rever a estratégia. “Uma empresa de software, por exemplo, que precise gerar Leads. Pode começar com pouco dinheiro. Se gerar Leads qualificados, se os vendedores estiverem vendendo para esses Leads, ela pode acelerar o investimento. Como a gente diz, abre a torneira para trazer mais resultado”, explica Felipe.

    O Facebook sugere como padrão um investimento inicial de R$ 20 por dia. Mas o mínimo obrigatório é R$ 1 por dia. Se sua empresa quiser colocar R$ 5 por dia, tudo bem, desde que alguém esteja acompanhando o quanto esse investimento está gerando de resultado. “Não tem problema começar com pouco, a grande sacada é que a empresa vai precisar de um tempo para testar e validar se está funcionando. Com R$ 5, vou precisar de muito mais tempo para entender se minha campanha deu certo”, diz.

    Facebook x Google

    O Facebook tem quase 100 milhões de usuários ativos mensais no Brasil. O Google domina a tal ponto os sites de busca que “dar um Google” já se tornou a expressão padrão na hora de sugerir uma pesquisa. Na hora de investir, qual deles escolher? Felipe recomenda a utilização de ambos, de uma forma híbrida. Até porque cada um permite atingir o público de uma maneira.  Entenda as diferenças:

    • Facebook

    Investir na maior rede social do mundo permite ampliar o relacionamento com clientes e possíveis clientes além direcionar eles para seu site em posts patrocinados. Uma vantagem do Facebook são as audiências customizadas, que facilitam que sua empresa trabalhe com um segmento de usuários determinado e delimitado por você. Essa audiência pode ser pessoas que visitam a página de preço (também conhecido como fazer retargeting para essa página) ou sua base de emails importada no Facebook para trabalhar com anúncios mais específicos para esse público.

    Além disso, o Facebook gera uma demanda que talvez não existisse. Quem curtiu uma página de culinária, por exemplo, pode ser impactado por um anúncio de um evento de gastronomia. O usuário, mesmo que não tenha planos de ir a um evento de gastronomia ou nunca tenha pesquisado sobre isso, pode acabar se interessando pelo anúncio. É uma demanda gerada pela segmentação. É possível mirar usuários de acordo com a empresa em que trabalham, escolaridade, data do aniversário, modelo de celular.

    • Google

    No Google, ao contrário do Facebook, seu anúncio vai aproveitar uma demanda já existente. Se alguém procurar por “tênis de corrida” e sua empresa for um ecommerce de artigos esportivos, não seria bom que ela aparecesse para o usuário como sugestão? Essa é a ideia do Google AdWords: entregar conteúdo relevante para pessoas que estão fazendo uma busca específica.

    A dica aqui é evitar divulgar a página inicial da sua empresa. Divulgue a campanha para uma Landing Page, uma página de destino focada em conversão e com uma melhor experiência para quem está pesquisando. Voltando ao exemplo do tênis de corrida, ao clicar no anúncio, o usuário não deve ser direcionado para a home (página principal do site), onde estarão anunciados também camisetas e bonés, por exemplo. Ele deve ser direcionado para a página que mostra as opções de tênis disponíveis.

    Métricas para acompanhar os resultados

    As principais métricas que existem para acompanhar tanto em Facebook Ads como no Google AdWords são as taxas de conversão, um indicador de eficiência da sua campanha para saber se as pessoas realmente estão fazendo alguma ação do seu site. Para calcular, basta dividir o total de conversões pelo número de visitas na página.

    Outra métrica que não pode ficar de fora é o custo por Lead gerado ou Aquisição (pode ser uma venda ou cadastro importante), também chamado de CPA (Custo Por Aquisição). O cálculo é total de gasto na campanha dividido pelo número Leads gerados. Não esqueça do gasto da campanha - sempre é bom ficar de olho para não tomar nenhum susto futuramente do valor investido em anúncios.

    Quem cuida da campanha?

    Sua empresa pode contratar um negócio para planejar o investimento em mídia paga digital ou ter um funcionário que cuide disso. No momento inicial, quando o gasto é menor e ainda estão sendo feitos vários testes, o ideal é cuidar internamente da estratégia. Conforme os investimentos aumentam, é possível contratar outra empresa para tomar conta e ter algum gestor monitorando o trabalho.

    Erros comuns

    Há alguns erros que as empresas cometem quando investem em mídia paga digital. Um deles é colocar uma campanha no ar sem programar uma pausa. Se o responsável pela campanha esquecer de encerrá-la, o dinheiro continuará sendo investido diariamente.

    Escolher o público alvo-errado também é comum. Por isso, é importante pensar bem no que faz sentido para a sua empresa. A dica de Felipe é trabalhar com públicos mais específicos. Fazer um anúncio amplo geralmente traz um volume maior de Leads, mas nem sempre qualificados.

    É fundamental rastrear a campanha, para saber o retorno que ela deu. Há quem esqueça de colocar os códigos de acompanhamento do Google Analytics e outras ferramentas que mapeiam a interação com o usuário. Imagine que uma equipe iniciou uma campanha e gastou R$ 500 mil. O chefe desse time vai querer saber que diferença isso fez. Sem o acompanhamento corretor, não haverá nenhum número para apresentar.

    Melhores práticas

    Já falamos que a mídia paga deve fazer parte da estratégia de qualquer empresa na internet. O ideal, segundo Felipe, é fazer campanhas semanais ou mensais. A empresa precisa descobrir qual canal funciona melhor para sua audiência. Google e Facebook são os mais populares, mas alternativas como LinkedIn, Instagram, Twitter e YouTube são ótimos canais dependendo dos objetivos. Faça testes: não existe receita de sucesso. Não deixe de testar novas segmentações de público-alvo. Por fim, acompanhe o dia a dia e faça alterações rapidamente se o teste não estiver trazendo resultados.

    Se a sua empresa quer entrar em um funil de vendas, precisa de um canal de atração. Esse canal pode ser a compra de mídia dentro da metodologia de Inbound Marketing. A distribuição certa vai acelerar seu contato com os clientes e mostrar resultado para investidores. Se você tem dúvida de como fazer o passo-a-passo de uma campanha ou em qual canal começar, o próprio Felipe já escreveu um eBook sobre “Mídia Paga para Inbound Marketing” e não deixe de conferir nosso curso online e gratuito de Marketing Digital

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    Mini curso de marketing digital para empreendedores

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    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/midia-paga-como-alcancar-clientes-google-e-facebook/https://endeavor.org.br/?p=21381Tue, 13 Dec 2016 17:10:15 +0000Mídia paga: como alcançar clientes no Google e no FacebookHá vários potenciais clientes para sua empresa na internet – mas eles precisam te conhecer Investir em mídia paga em redes sociais e sites de busca não é necessariamente caro e pode ser muito efetivo, desde que você conecte sua empresa com o público-alvo ideal, entregando a informação certa no momento certo. Segundo Felipe Spina, ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Dec 2016 12:50:04 +0000Endeavor BrasilMídia paga: como alcançar clientes no Google e no FacebookMídia paga: como alcançar clientes no Google e no Facebook
    Endeavor no MasterChef: 5 ingredientes para empreendedores que querem crescerConfira os materiais que selecionamos para os empreendedores que acompanharam a final do programa MasterChef Profissionais!

    Na receita para se tornar um chef profissional reconhecido, é preciso ter técnica, persistência e uma pitada de ousadia. Mas só esses ingredientes não bastam. Além de levar para casa o prêmio de R$ 170 mil para abrir o próprio restaurante, Dayse, a vencedora do MasterChef Profissionais, também ganhou o apoio de mentores da Endeavor.

    Mas o que isso significa exatamente? Trata-se de uma oportunidade para que ela se conecte  com profissionais mais experientes do mercado, trocando experiências, recebendo orientações e encontrando os caminhos que aceleram o crescimento do próprio restaurante. Em um país onde 35% dos bares e restaurantes fecham as portas em menos de dois anos, segundo dados da Abrasel, práticas como essa são uma questão de sobrevivência para o chef de cozinha que também é empreendedor.

    Exemplos não faltam de empreendedores, que desafiaram os obstáculos desse mercado e construíram negócios duradouros e de alto crescimento no ramo da gastronomia, como é o caso do Grupo Trigo, que controla as marcas Spoleto, Koni Store e Domino’s, e o Pobre Juan, que transformou o churrasco argentino em um grande negócio no Brasil.

    E esse também pode ser um caminho seguido pela vencedora Dayse. Com a empresa mais estruturada e um plano de crescimento claro, contando também com a ajuda de mentores que já passaram por desafios parecidos com o que o chef vai passar, esse empreendedor pode ser capaz de crescer, gerar novos empregos e movimentar a economia local.

    É por esse objetivo que, há 16 anos, a Endeavor trabalha para criar condições para que os empreendedores exerçam seu papel de protagonistas na transformação do Brasil -- e do mundo.

    E nós fazemos isso de três formas:

    1. Apoiando ativamente empreendedores com potencial de crescimento e impacto: os Empreendedores Endeavor;

    2. Disseminando histórias de inspiração que sirvam de exemplo para outros empreendedores e os capacitando por meio de cursos online, eBooks, ferramentas e conteúdos gratuitos e ainda;

    3. Melhorando o ambiente de negócios para quem deseja empreender, seja com o lançamento de estudos e pesquisas, ou ainda mobilizando agentes públicos e prefeitos por mudanças no ecossistema empreendedor.

    Mas essa missão não tem receita de sucesso. Depois de anos estudando o ambiente de negócios no Brasil e aprendendo todos os dias com os empreendedores que apoiamos, fizemos uma seleção de conteúdos gratuitos e online para quem já empreende ou tem vontade de empreender, e que vão te ajudar a criar um negócio de alto crescimento.

    1. Encontre um mentor na sua rede pessoal para te ajudar

    A rede de mentores especialistas apoia diretamente apenas os empreendedores selecionados pela Endeavor, mas isso não significa que você não possa encontrar um mentor nos seus próprios círculos sociais: um professor da faculdade, um empreendedor que você conheceu em um evento, um amigo ou até um parente que tenha uma experiência em algo que seja desafiador para você. E para realizar a mentoria, não é preciso muito: apenas uma xícara de café e duas cadeiras.

    2. Descubra as características mais comuns dos empreendedores de alto impacto

    Neste eBook gratuito, conheça as dicas fundamentais dadas por grandes empreendedores do mundo todo para quem quer criar um negócio de alto potencial de crescimento. Todas as orientações são baseadas em uma pesquisa realizada com 55 empreendedores em 11 países diferentes.

    3. Use as ferramentas certas para otimizar o seu trabalho

    Nesta caixa de ferramentas digitais, selecionamos 50 planilhas, templates e ferramentas práticas de marketing, vendas, finanças e inovação que podem facilitar sua rotina e te ajudar a ganhar tempo na gestão do seu negócio. Faça o download e comece a usar!

    4. Identifique quais são seus maiores desafios e capacite-se

    Não é uma mera coincidência que cerca de 60% das empresas abertas fecham antes de completarem cinco anos, se você levar em conta que apenas 9% dos empreendedores brasileiros se capacitam para empreender. É por isso que a Endeavor oferece mais de 20 cursos online e gratuitos para empreendedores crescerem mais, errando menos.

    5. Inspire-se com histórias de empreendedores que desafiam a razão

    O que um piripaque, um cheque e o Bill Gates têm em comum? Todos eles foram pontos de “virada” na vida desses empreendedores brasileiros. Conheça essas histórias no Day1 2016: o evento de inspiração da Endeavor que conta histórias inéditas de empreendedores que desafiam diariamente a razão para construir negócios marcantes e de alto impacto.

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    https://endeavor.org.br/endeavor-masterchef-5-ingredientes-para-empreendedores-que-querem-crescer/https://endeavor.org.br/?p=21548Tue, 13 Dec 2016 14:28:31 +0000Endeavor no MasterChef: 5 ingredientes para empreendedores que querem crescerConfira os materiais que selecionamos para os empreendedores que acompanharam a final do programa MasterChef Profissionais! Na receita para se tornar um chef profissional reconhecido, é preciso ter técnica, persistência e uma pitada de ousadia. Mas só esses ingredientes não bastam. Além de levar para casa o prêmio de R$ 170 mil para abrir o próprio ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 14 Dec 2016 01:33:51 +0000Endeavor BrasilEndeavor no MasterChef: 5 ingredientes para empreendedores que querem crescerEndeavor no MasterChef: 5 ingredientes para empreendedores que querem crescer
    Empreendedor ganha salário? Como não misturar suas contas e as da empresaOrganize suas finanças para não prejudicar a administração do seu negócio. Veja os conselhos de Alexandre Serodio, do Beleza na Web

    Separar as contas pessoais e as contas da empresa pode ser uma dificuldade enorme para empreendedores, mas é fundamental para garantir a perenidade do negócio. O empreendedor jamais deve enxergar no lucro da empresa a sua renda mensal, ao mesmo tempo em que precisa fazer um planejamento para cobrir seus gastos pessoais.

    Alexandre Serodio, Empreendedor Endeavor e fundador do Beleza na Web, sempre foi rigoroso com essa separação. Ele acredita que o dono do negócio não pode considerar suas necessidades pessoais mais importantes que as da companhia. “A empresa é como um filho. Se você só tem um prato de comida, mesmo que esteja passando fome, vai garantir a refeição para o seu filho”, diz.

    Mas de onde vem tanta convicção? Para Alex, é óbvio: Se você investiu em um negócio, é porque acredita que ele pode dar muito certo e precisa investir nele antes de colher os frutos. Logo, a maior parte do lucro deve ser aproveitada na própria empresa. “Um dia, a empresa um dia vai te prover”.

    Com a experiência de Alex, reunimos dicas para não misturar PF com PJ.

    • Seu maior investimento é a sua empresa

    Você acredita na sua empresa? Então, por que tirar o dinheiro que poderia ser reinvestido para impulsionar o crescimento dela e deixá-lo no banco como pessoa física? Não estamos dizendo que você deve acabar com as suas reservas pessoais, mas é preciso valorizar o seu ativo mais importante. Se o seu sonho é grande, a empresa precisa ser prioridade.

    • Não se deslumbre

    Todo empreendedor passa por perrengues no início da trajetória. Mas não é só porque a empresa começou a ter um faturamento relevante ou porque as contas finalmente ficaram no azul que você pode achar que está com a vida ganha e sair gastando como pessoa física. A dica de Alex é fixar um mínimo necessário para a vida pessoal. Mínimo significa não sair para comer em restaurantes, não ter empregada todo dia, não fazer várias viagens nem sair cheio de sacolas do shopping. Antes de começar seu negócio, ele ganhava cerca de R$ 20 mil como executivo. Passou cerca de dois anos vivendo com R$ 2 mil por mês. “A necessidade individual tem que ser a mais básica possível”, afirma.

    • Salário do empreendedor

    Para estabelecer o salário do empreendedor, é possível considerar três aspectos. O primeiro é a realidade do negócio. Não dá para fixar um valor que comprometa planos de investimento e o pagamento dos demais funcionários. O segundo é achar um parâmetro de acordo com as funções exercidas. Quanto você ganharia se estivesse executando as mesmas tarefas em outra empresa? O terceiro são as necessidades pessoais. Faça uma planilha com todos os seus gastos irredutíveis. Em muitos momentos, o empreendedor não pode se dar ao luxo de ter um salário maior que suas necessidades.

    • Misturar as despesas pode confundir a administração da empresa

    Como saber quais são as reais despesas do seu negócio se você usou o cartão corporativo para abastecer o carro no final de semana, pediu para a secretária pagar a escola dos seus filhos ou bancou vários cafés durante o mês? Se gastos pessoais são incluídos na conta, fica mais difícil entender o que está acontecendo no seu negócio. Bagunça, inclusive, aquela matemática básica de que o lucro = receitas – gastos. Além disso, pode diminuir a credibilidade da empresa diante de investidores. No banco, tenha uma conta corrente para pessoa física e uma para a empresa, assim fica mais fácil controlar os seus gastos e pagamentos e os da empresa.

    • Não se engane

    Ok, você já entendeu, lucro precisa ser reinvestido. Porém, Alex faz um alerta: os investimentos na empresa também precisam de prioridades. “Sempre considerei que o que o consumidor não vê não tem valor. Até o ano passado, a cadeira onde eu sentava era toda rasgada. Que diferença faz para o consumidor o braço da minha cadeira?”. Ele defende um ambiente de trabalho limpo e bem cuidado, mas sem luxos. Ou seja, o controle com gastos supérfluos precisa existir na empresa e o empreendedor precisa resistir à tentação de criar regalias para si mesmo dentro do negócio.

    Itens como carro e celular só devem entrar na conta da empresa se forem ferramentas de trabalho e fundamentais para a performance. “Outro dia compraram latas de lixo novas. Achei tão bonitas que fui comprar para a minha casa. Quando cheguei na loja, descobri que custavam R$ 600, um absurdo. Comprei da empresa e pedi para gastarem no máximo R$ 100”, conta Alex. “Pensar grande não quer dizer gastar muito.”

    • Dinheiro parado é mau sinal

    Alex diz que se há dinheiro parado na empresa, há alguma coisa errada. O que entra precisa girar. “A minha tesouraria fechava todo dia com R$ 100 na conta. Acompanhávamos no Google AdWords quanto dinheiro conseguíamos investir por hora. Calculávamos até os centavos”, conta.

    • Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades

    Alex considera que usar o dinheiro da empresa para despesas pessoais é, além de tudo, um desrespeito aos funcionários. É como se o dono se achasse com mais direitos que toda a sua equipe. A lógica deveria ser outra: quanto mais poder, mais responsabilidade diante dos outros. É preciso dar o exemplo e não misturar.

    Se você ainda não tem uma planilha de despesas pessoais nem estabeleceu quanto tira da empresa para os seus gastos, é hora de tomar uma atitude. Separar a conta da empresa da conta do empreendedor é um dos itens mais importantes na hora de controlar as finanças do seu negócio.

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    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/empreendedor-ganha-salario-como-separar-suas-contas-da-empresa/https://endeavor.org.br/?p=21414Mon, 12 Dec 2016 20:55:16 +0000Empreendedor ganha salário? Como não misturar suas contas e as da empresaOrganize suas finanças para não prejudicar a administração do seu negócio. Veja os conselhos de Alexandre Serodio, do Beleza na Web Separar as contas pessoais e as contas da empresa pode ser uma dificuldade enorme para empreendedores, mas é fundamental para garantir a perenidade do negócio. O empreendedor jamais deve enxergar no lucro da empresa ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Dec 2016 12:59:41 +0000Endeavor BrasilEmpreendedor ganha salário? Como não misturar suas contas e as da empresaEmpreendedor ganha salário? Como não misturar suas contas e as da empresa
    Para ler nas férias: os 8 eBooks para empreendedores mais baixados em 2016Aproveite o fim do ano para se atualizar com os 8 eBooks mais baixados do Portal da Endeavor. Confira essa seleção!

    É bem provável que o empreendedor já esteja de olho em 2017, revendo os planos de crescimento, a organização do time e os objetivos da empresa. Nesse período de reflexão, é importante desacelerar o ritmo, aproveitando o tempo livre para se atualizar, encontrar referências inéditas e novos jeitos de fazer o que você já faz.

    Conheça a seleção de eBooks mais baixados do Portal Endeavor e volte das férias com ideias frescas e energia renovada para tirá-las do papel.

    1. Planejamento de Vendas Inteligente: O guia para vender mais na hora certa!

    O ano que vem deve marcar o início de uma retomada da economia --segundo o Boletim Focus, do Banco Central, o mercado espera um crescimento de 0,8% do PIB no ano que vem.. Nesse cenário, como a sua empresa pode se planejar para atender a um aumento de demanda? Neste eBook, entenda como planejar a progressão de vendas, o fluxo de caixa, o gerenciamento de estoque e a estratégia de marketing para vender mais - e, principalmente, conseguir entregar o que vender.

    2. CRM: Atraia, Fidelize e Satisfaça mais Clientes

    Como o CRM (gerenciamento de relacionamento com o cliente) aprimora a produtividade e facilita a escalabilidade do negócio? Descubra neste eBook os sinais que indicam o momento certo para implementar o CRM na sua empresa, formulando uma estratégia de atendimento e cultivando um bom relacionamento com os clientes, a partir de um trabalho alinhado entre marketing e vendas.

    3. Como Construir e Executar seu Planejamento Estratégico

    Sai ano e entra ano e uma coisa não muda: o empreendedor sempre se pergunta o jeito mais eficiente de fazer um planejamento estratégico que saia do papel. Neste eBook, o consultor Daniel Castello, mentor da Endeavor, explica quais são as premissas e o método para direcionar recursos, dar velocidade e consistência às atividades do dia a dia e se permitir inovar – usando para isso um bom planejamento estratégico.

    4. Liderança Inspiradora: Como Inovar na Gestão de Pessoas

    Para atrair bons talentos, sua empresa não precisa necessariamente oferecer os mais altos salários e benefícios, principalmente se ainda for pequena. Entenda como trabalhar os ativos mais intangíveis que tornam seu negócio um bom lugar para se trabalhar: compartilhando sonhos, valores, cultivando relacionamentos e desenvolvendo uma liderança inspiradora.

    5. A Magia das Métricas do Marketing

    Não é à toa que esse seja um dos eBooks mais lidos do ano: em tempos de orçamento enxuto, o retorno sob investimento é item indispensável em qualquer estratégia de marketing. Conheça melhor os números por trás do alcance e da retenção de seu cliente e saiba como mensurar os resultados de seus projetos de marketing.

    6. 5 Conselhos Para Se Tornar Um Empreendedor de Alto Impacto

    Este eBook é o resultado de uma pesquisa realizada com 55 empreendedores em 11 países para entender quais são as características mais comuns dos empreendedores de alto crescimento. Afinal, que atitudes diferenciam um empreendedor de alto crescimento? Assim, você pode planejar os caminhos que vai trilhar em 2017 para se tornar a cada dia um empreendedor de impacto.

    7. Como escalar seu negócio: 5 dicas para crescer quando a economia vai mal

    Será que a maneira como você formula suas metas interfere no faturamento da empresa no fim do ano? Veja, nos exemplos desses empreendedores, como crescer motivando pessoas a sonharem grande, capacitarem-se e saberem a melhor maneira de se adaptar às mudanças. Conheça os aprendizados dos empreendedores que mais crescem, do Brasil à Turquia, e vá mais longe com seu negócio.

    8. Criando equipes altamente produtivas

    Quais métodos podem aumentar a produtividade do seu time? Você já ouviu falar no Getting Things Done, no Eisenhower e no Ciclo PDCA? Nesse eBook apresentamos essas e outras ferramentas para você otimizar os fluxos de trabalho da sua empresa, alocando os recursos e o time do jeito mais eficiente e estratégico para o negócio.

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    https://endeavor.org.br/para-ler-nas-ferias-os-8-ebooks-para-empreendedores-mais-baixados-em-2016/https://endeavor.org.br/?p=21471Mon, 12 Dec 2016 13:12:27 +0000Para ler nas férias: os 8 eBooks para empreendedores mais baixados em 2016Aproveite o fim do ano para se atualizar com os 8 eBooks mais baixados do Portal da Endeavor. Confira essa seleção! É bem provável que o empreendedor já esteja de olho em 2017, revendo os planos de crescimento, a organização do time e os objetivos da empresa. Nesse período de reflexão, é importante desacelerar o ...Endeavor BrasilLaís GrillettiThu, 09 Feb 2017 19:26:26 +0000Laís GrillettiPara ler nas férias: os 8 eBooks para empreendedores mais baixados em 2016Para ler nas férias: os 8 eBooks para empreendedores mais baixados em 2016
    Empreendedores Endeavor estão contratando: conheça as vagasJá imaginou trabalhar em um local liderado por pessoas inspiradoras e com vontade de crescer? Conheça as vagas disponíveis nas empresas apoiadas pela Endeavor e candidate-se!

    A Endeavor tem a missão de criar condições para que os empreendedores exerçam seu papel de transformadores no Brasil e no mundo — (hoje, apoiamos diretamente 179 empreendedores, que estão à frente de 94 empresas). E, por mais que o empreendedor tenha um sonho grande, ele não vai muito longe se não tiver ao seu lado um time engajado, com brilho nos olhos e disposto a construir esse sonho com ele.

    É por isso que a Endeavor acaba de lançar uma iniciativa, ainda em fase de experimentação, para acelerar essas conexões.

    O objetivo é conectar profissionais que querem crescer a empresas de alto crescimento.

    "São empresas que crescem em um ritmo acelerado, inovam e buscam revolucionar seus mercados, a partir da visão e do sonho de seus fundadores. Nesse ritmo, elas abrem espaço para o profissional crescer e experimentar bastante", afirma Marina Turner, que lidera o projeto na Endeavor.

    Uma característica bastante comum nos times dos empreendedores Endeavor é o comportamento intraempreendedor. "Profissionais proativos, inquietos e questionadores costumam se adaptar mais rápido às mudanças de uma empresa em ritmo de crescimento, garantindo excelência na operação e compromisso com todas as entregas. Isso significa que essa pessoa, além de atender aos requisitos básicos das vagas, precisa ser também um pouco empreendedora."

    Por enquanto, foram disponibilizadas 15 vagas, em 6 empresas diferentes, em vagas que vão de gestor de operações a chef de cozinha, mas o projeto tem potencial de ir muito além e trazer novas oportunidades durante o ano inteiro.

    Conheça as oportunidades, compartilhe com seus amigos e candidate-se! Esse pode ser o primeiro passo para você conhecer a rotina de uma empresa de alto impacto e, quem sabe um dia, criar a sua.

    CONHEÇA AS VAGAS

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    https://endeavor.org.br/empreendedores-endeavor-estao-contratando-conheca-vagas/https://endeavor.org.br/?p=21520Mon, 12 Dec 2016 11:47:04 +0000Empreendedores Endeavor estão contratando: conheça as vagasJá imaginou trabalhar em um local liderado por pessoas inspiradoras e com vontade de crescer? Conheça as vagas disponíveis nas empresas apoiadas pela Endeavor e candidate-se! A Endeavor tem a missão de criar condições para que os empreendedores exerçam seu papel de transformadores no Brasil e no mundo — (hoje, apoiamos diretamente 179 empreendedores, que ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 12 Dec 2016 15:35:16 +0000Endeavor BrasilEmpreendedores Endeavor estão contratando: conheça as vagasEmpreendedores Endeavor estão contratando: conheça as vagas
    GuiaBolso, a empresa que já ajuda brasileiros a poupar R$ 200 milhões por anoO aplicativo GuiaBolso, criado pelos Empreendedores Endeavor Thiago Alvarez e Benjamin Gleason, ajuda as pessoas a serem mais "donas" de seu dinheiro, sabendo onde estão os "ralos" e como usar os recursos de modo mais inteligente. 

    Durante vários momentos de sua carreira, o americano Benjamin Gleason esteve conectado à América Latina. Fosse tirando seu diploma de língua espanhola junto com o de economia na universidade ou gerindo projetos ligados ao Brasil, essas experiências fatalmente o levariam ao ano de 2007. Ben concluiu seu MBA na renomada Wharton Business School e se mudou para São Paulo para trabalhar na McKinsey&Co.

    Em seu primeiro dia na consultoria, conheceu Thiago Alvarez, que tinha deixado a ONG Alfabetização Solidária. Entre um projeto e outro, Ben e Thiago descobriram um interesse comum por empreendedorismo e impacto social. Ficaram tão amigos que mantiveram contato mesmo depois que Benjamin deixou a empresa, dois anos depois.

    Ben foi voluntário em uma ONG no Rio de Janeiro e morou por 3 meses na comunidade da Rocinha. Logo em seguida, voltou para os EUA e cofundou uma startup de pagamentos mobile, a SalesVu. Mas o crescimento inicial era lento e ele queria mesmo era estar no Brasil. Foi quando um dos fundadores do Groupon Brasil -- Florian, que ele havia conhecido na McKinsey&Co -- o convidou para se juntar como diretor aos dois sócios.

    Ben logo assumiu também a posição de CFO América Latina e pôde acompanhar de perto momentos empolgantes como o do IPO da empresa. O ano era 2011 e o negócio de compras coletivas estava estourando por aqui. Com esse movimento, veio uma sacada: milhões de brasileiros começavam a adquirir produtos online pela primeira vez. Enquanto isso, a oferta de crédito também aumentava. E começava a se transformar em inadimplência.

    Oportunidade de mercado

    Thiago observava a mesma tendência de endividamento da população conforme prestava consultoria. Conversando com amigos, o motivo parecia simples demais: a falta de planejamento financeiro. Tão simples que poderia ser resolvido.

    A dupla descobriu, por exemplo, que só 2% das pessoas que ao menos criam planilhas financeiras conseguem mantê-las atualizadas. Como seria possível criar um processo automático onde as pessoas pudessem visualizar e entender as evidências por trás de seus gastos? Como estimular o brasileiro a ser mais dono do próprio dinheiro?

    Concordaram que estava na hora de deixar a vida corporativa e colocar o chapéu de empreendedor. Mas, entre a concepção e a plataforma pronta, foram mais de dois anos de trabalho.

    Os investidores não compraram a ideia de primeira. Tudo aquilo era muito novo, as startups de tecnologia não estavam ainda tão em alta quanto hoje, assim como o apetite dos investidores para assumir o risco de um projeto bem incerto.

    “No começo não havia muita certeza sobre o que a gente estava fazendo, não havia muitas referências. E o mercado financeiro no Brasil é dominado por poucos players, então houve muito ceticismo por parte dos fundos”, conta Thiago.

    Mesmo assim havia quem acreditasse neles e na ideia: além dos próprios Ben e Thiago, que colocaram em torno de R$ 150 mil cada um, um ex-colega de trabalho assinou um cheque de R$ 60 mil.

    O dinheiro foi praticamente todo para o desenvolvimento da plataforma. Contrataram três funcionários e começaram a trabalhar de casa.

    Mas, por mais irônico que possa parecer, uma empresa de tecnologia para finanças também teve de superar dificuldades financeiras iniciais. Mesmo depois de eles conseguirem fechar com fundos de investimento, houve momentos de apreensão. “Era época de Natal e a gente estava ficando sem caixa. A gente ia ficar sem dinheiro para pagar salário se não caísse logo o dinheiro do fundo”, diz o empreendedor.

    Em abril de 2014, foi lançada a primeira versão do GuiaBolso, no início apenas para computador. Com algo mais concreto na mão, os empreendedores conseguiram levantar uma rodada de capital e partiram pro desenvolvimento do aplicativo, lançado em julho. A meta era atingir 50 mil usuários até o fim do ano, mas a coisa engatou mesmo quando o aplicativo passou a estar disponível para download em celulares. De um jeito que ao fim de dezembro, eram mais de 400 mil pessoas ativas usando o app.

    Com o que você gasta?

    O Guiabolso é um aplicativo gratuito feito pras pessoas organizarem suas finanças de forma muito simples e, assim, tomarem melhores decisões sobre que fazer com seu dinheiro. Pelo GuiaBolso, o usuário pode planejar suas finanças pessoais, estabelecendo metas e visualizando suas transações bancárias em um só lugar. Ao conectar suas contas bancárias,  o aplicativo automaticamente reconhece, categoriza e organiza as informações referentes a gastos e investimentos (incluindo cartão de crédito).

    É possível também editar e adicionar transações manualmente (para gastos em espécie, por exemplo), estabelecer metas de economia e receber alertas caso algo esteja fora do planejado.

    Por depender da sincronização com os bancos, um grande desafio inicial dos fundadores foi conquistar a confiança do usuário. Segurança sempre foi um dos principais focos de atenção -- os dados são criptografados, apenas o dono da conta tem acesso e não é possível realizar nenhuma movimentação do dinheiro pela plataforma.

    Aos poucos, foram entendendo a melhor forma de comunicar isso e tranquilizar os usuários. Deu certo. A base de clientes cresceu e hoje o Guiabolso já ultrapassou a marca de 3 milhões de pessoas

    O número não para de crescer. Os níveis de satisfação são bem acima da média do setor, e o marketing mais eficaz tem sido o boca a boca. Isso porque o uso do aplicativo provou ser uma forma efetiva de melhorar a saúde financeira dos usuários. Dados do Guiabolso estimam que a economia feita por quem utiliza o aplicativo superou os 200 milhões de reais em 2015.

    E o boom começou antes mesmo de monetizarem o aplicativo.

    Modelo de negócio

    A prioridade de Ben e Thiago, até esse ano, tinha sido garantir a funcionalidade do GuiaBolso para alcançar o maior número de pessoas possível e garantir que eles mantivessem um alto nível de engajamento e satisfação, melhorando de fato sua saúde financeira.

    Tanto que apenas em 2016 eles aprofundaram os estudos sobre como gerar receita. A ideia é oferecer serviços financeiros de instituições parceiras e indicar aos usuários opções de crédito pessoal que tenham juros mais baixos, que sejam adequados ao que cada um precisa.

    Um dos pontos de partida foi a forma com que o brasileiro lida com o cheque especial. Quando lançaram a ferramenta, pelo menos 26% das pessoas cadastradas usavam esse recurso todos os meses. Nos últimos anos, a taxa já caiu para 19%, mas ainda é alta.

    No futuro, a plataforma pode apoiar o usuário a também tomar decisões melhores sobre onde investir suas economias.

    O propósito é transformar a relação do brasileiro com o dinheiro. Empoderá-lo e oferecer transparência e informação para a tomada de decisão.

    Parece que estão no caminho certo: em apenas 4 meses, usuários já estavam poupando 2,5 vezes mais.

    Em 2015, o valor total poupado a mais foi de R$ 247 milhões. Além disso, o GuiaBolso mantém um blog para democratizar ainda mais o acesso ao conhecimento sobre gestão financeira.

    Ajuda mútua

    Em 4 anos, o GuiaBolso trouxe muitos aprendizados para Ben e Thiago. Por exemplo, que em uma startup de tecnologia, é preciso testar hipóteses e se adaptar ao mercado muito rapidamente. Por esse e outros, os dois fundadores já deram muita mentoria, mas já receberam também.

    Para dar continuidade a esse ciclo, nos orgulhamos em dizer que Benjamin Gleason e Thiago Alvarez foram selecionados como os mais novos Empreendedores Endeavor! Eles passaram por um árduo processo que avalia sua capacidade de execução, diferencial competitivo, potencial de escala e o exemplo que passam adiante.

    A aprovação final aconteceu neste 9 de dezembro, no 68º Painel Internacional de Seleção (ISP) em Palo Alto, EUA. Assim, passam a contar com o apoio de uma rede de mentores composta pelos maiores empreendedores e especialistas de negócios do país, para que Benjamin e Thiago possam continuar crescendo e empoderando muito mais pessoas.

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    https://endeavor.org.br/guiabolso-empresa-que-ja-ajuda-brasileiros-poupar-r-200-milhoes-por-ano/https://endeavor.org.br/?p=21514Sat, 10 Dec 2016 13:45:01 +0000GuiaBolso, a empresa que já ajuda brasileiros a poupar R$ 200 milhões por anoO aplicativo GuiaBolso, criado pelos Empreendedores Endeavor Thiago Alvarez e Benjamin Gleason, ajuda as pessoas a serem mais “donas” de seu dinheiro, sabendo onde estão os “ralos” e como usar os recursos de modo mais inteligente.  Durante vários momentos de sua carreira, o americano Benjamin Gleason esteve conectado à América Latina. Fosse tirando seu diploma de língua espanhola ...Endeavor BrasilGabriela LevyTue, 21 Feb 2017 15:29:51 +0000Gabriela LevyGuiaBolso, a empresa que já ajuda brasileiros a poupar R$ 200 milhões por anoGuiaBolso, a empresa que já ajuda brasileiros a poupar R$ 200 milhões por ano
    “Estamos empoderando o consumidor”: veja a história da FortBrasilA FortBrasil, dos Empreendedores Endeavor Juliana Freitas, Marcelo Filho e José Neto, oferece produtos financeiros para as classes C e D e transaciona R$ 650 milhões por ano; para chegar lá, eles tiveram de ultrapassar barreiras como a inadimplência. Conheça a história deles.

    Quando criança, Juliana Freitas adorava brincar de ser dona de um negócio. Criava loja de roupas, supermercado, cabeleireiro e o que mais a imaginação inventasse. A vocação empreendedora vem de berço. Tanto é que seu irmão mais velho, Marcelo Filho, também seguiu por esse caminho.

    As pegadas que os guiavam eram do pai, um homem sem formação acadêmica, mas que construiu uma empresa de alcance nacional indo atrás de um sonho. “Ele era admirado por clientes, fornecedores e até concorrentes”, diz Marcelo. “O entusiasmo que o fazia acordar cedo todo dia e trabalhar nos fins de semana chamava minha atenção.”

    E foi bom ter esse exemplo bem próximo, porque mais tarde os dois irmãos se tornariam os sócios à frente da FortBrasil, uma fintech que oferece produtos financeiros desenhados para pessoas das classes C e D, ao mesmo tempo em que atende a necessidade de médios varejistas de fidelizar seus clientes por meio de um cartão de crédito com sua marca. Logo a dupla virou um trio, com a adição de José Neto à sociedade. O resultado, os números mostram: há mais de uma década, a empresa cresce pelo menos 50% a cada ano.

    Adaptando o sonho

    Por falar em números, Juliana gosta bastante deles. Sempre foi estudiosa, principalmente quando o assunto era matemática. E, apesar da veia empreendedora, durante a escola ela sonhava em aproveitar seu bom desempenho acadêmico para eventualmente estudar em Harvard e se tornar uma executiva internacional.

    Acabou passando em primeiro lugar no vestibular, na Universidade Federal do Ceará, onde cursou administração. Enquanto se decidia sobre seu futuro, topou o convite de seus irmãos para montar uma factoring -- um mecanismo de fomento mercantil que permite empresas negociarem seus créditos. Ela tinha apenas 20 anos e já tocava a operação.

    “Quando comecei a viver o dia a dia de montar a empresa, comecei a me apaixonar de verdade por empreendedorismo”, conta. Com isso, aquele primeiro pensamento de ter uma formação mais acadêmica ficou para trás e Juliana mergulhou de cabeça no negócio: “Eu adaptei meu sonho.”

    O funcionário que virou sócio

    José teve vários pontos em comum com Juliana, em termos de formação. Ele foi contratado para trabalhar na FortBrasil em 2002, mas ser funcionário não era bem seu propósito.

    Sua família sempre enfatizou muito a importância dos estudos como único caminho para “ser alguém na vida”. Desde pequeno ele viveu em um ambiente meritocrático e entendeu que seu esforço levaria a resultados no futuro. Ao mesmo tempo, descobriu um lado competitivo e também colaborativo praticando esportes e jogando jogos de estratégia como War ou Banco Imobiliário.

    Por escutar sempre o pai, economista, falar de finanças, negócios e política em casa, José também afiou seu instinto para entender como funciona o mercado. Acabou seguindo esse caminho na faculdade, por conta de uma vontade de saber como construir uma empresa bem sucedida. José queria mesmo era empreender. Em pouco tempo, ele já havia conquistado seu lugar como sócio.

    Um chamado familiar

    Enquanto uma parte da família estava concentrada em desenvolver a empresa, Marcelo desenvolvia seu lado mais social e humanitário. Por 16 anos viajou por entre áreas vulneráveis de Ceará, Sergipe e Bahia para desenvolver projetos relacionados a desenvolvimento e ensino de adultos.

    Marcelo assumiu a liderança de diversas frentes nessas regiões, como de uma estação de rádio e de um centro de formação para jovens voluntários. Ele empreendia o tempo todo, mesmo que não se reconhecesse ainda como empreendedor.

    Em 2001, morava na Itália, onde cursou Ciências da Educação e esteve empenhado no trabalho junto à comunidades de baixa renda. Até que recebeu o chamado da irmã e decidiu fazer a diferença mais perto de casa.

    Com a capacidade da equipe que já formava a FortBrasil e com o reforço que chegava, o factoring cresceu rapidamente -- chegou a ser o maior do Nordeste.

    Nesse ínterim, tiveram também uma experiência com microcrédito para pessoa física. Só que nem factoring nem microcrédito eram negócios escaláveis. “Ganhamos dinheiro, crescemos, mas eu não via muito futuro. Dava uma grande ansiedade.”, diz Juliana.

    Mudança de foco

    O desconforto da CEO casou com um comportamento do mercado que vinha colocando a FortBrasil em uma posição desfavorável, com a entrada de grandes bancos no mercado de factoring. Além disso, o cheque estava desaparecendo e aumentava o uso de cartão de crédito. Viram ali uma oportunidade.

    Só havia um detalhe: eles entendiam pouco ou quase nada do segmento de cartão de crédito. “No ímpeto, na loucura, fomos fazer esse negócio”, conta Juliana.

    Começaram com cartões de crédito private label -- ou seja, com a marca do parceiro -- primeiro para uma rede de farmácias e depois para times de futebol do Ceará. Colocaram vários promotores na rua, com estandes em frente a lojas todos os dias, fazendo centenas de cadastros de clientes interessados em adquirir os cartões.

    No ímpeto, na loucura, o crescimento foi gigante, mas a inadimplência foi maior ainda. Como faltou planejamento, faltou também pensar na gestão de risco.

    “A gente fez uma coisa afobada, sem entender. Mas é da minha natureza olhar para número, para métrica, então comecei a aprofundar no problema.”, lembra Juliana. Por isso, ele foi identificado (e solucionado) rapidamente.

    Desacelerando

    A medida mais prudente nesse momento era colocar o pé no freio. E não só isso: entender de fato que mercado era aquele em que eles haviam se metido.

    Por dois anos, os três sócios correram atrás de todo o conhecimento que puderam. Buscaram mentorias com especialistas, contrataram uma consultoria para lhes ensinar processos, trouxeram um conselheiro experiente. No início de 2010, sentiam segurança para ajustar o produto e pivotar o negócio.

    As atividades de factoring continuavam ativas, mas foram perdendo força dentro da empresa conforme as operações de cartão de crédito aumentavam, até que viraram o core business da FortBrasil. Eles criaram uma estrutura extremamente sofisticada de análise de risco, mais precisa que a de muitas corporações de grande porte.

    Desde então, mantiveram um crescimento de pelo menos 50% ao ano.

    Empoderar para impactar

    Para ajudá-los a superar os desafios que ainda estão por vir, Juliana Freitas, Marcelo Filho e José Neto passaram por um árduo processo que avalia sua capacidade de execução, diferencial competitivo, potencial de escalar e o exemplo que passam adiante. Como resultado, foram aprovados, no 68º Painel Internacional de Seleção (ISP) em Palo Alto, EUA, como os mais novos Empreendedores Endeavor!

    Com a aprovação, os sócios passam a contar com o apoio de uma rede de mentores composta pelos maiores empreendedores e especialistas de negócios do país. Para Juliana, o apoio de pessoas com experiência de mercado é tão importante hoje quanto foi 8 ou 7 anos atrás, quando passavam por grandes dificuldades.

    “Essa vida de empreendedor tem desafios diferentes todo ano. O primeiro grande susto foi o episódio da inadimplência. Depois que a gente aprendeu, os desafios foram mudando”, diz. Isso porque o sonho é grande: a FortBrasil não quer impactar somente o Nordeste, como o Brasil inteiro.

    Hoje, a empresa transaciona R$ 650 milhões a cada ano e está no ranking do Great Place to Work desde 2011. Em 2014, o prêmio os reconheceu como uma das melhores empresas para se trabalhar da América Latina.

    “Nós vamos fazendo as coisas e não paramos para comemorar, mas tem muita coisa para nos orgulharmos”, conta a CEO. “A gente está empoderando -- e acho que isso é um grande orgulho -- classes emergentes de consumo. Hoje temos 1,2 milhão de clientes. São pessoas que não tinham acesso a crédito. Hoje, podem comprar e compram.”

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    https://endeavor.org.br/estamos-empoderando-o-consumidor-veja-historia-da-fortbrasil/https://endeavor.org.br/?p=21511Sat, 10 Dec 2016 12:47:32 +0000“Estamos empoderando o consumidor”: veja a história da FortBrasilA FortBrasil, dos Empreendedores Endeavor Juliana Freitas, Marcelo Filho e José Neto, oferece produtos financeiros para as classes C e D e transaciona R$ 650 milhões por ano; para chegar lá, eles tiveram de ultrapassar barreiras como a inadimplência. Conheça a história deles. Quando criança, Juliana Freitas adorava brincar de ser dona de um negócio. Criava loja ...Endeavor BrasilGabriela LevySun, 11 Dec 2016 19:57:25 +0000Gabriela Levy“Estamos empoderando o consumidor”: veja a história da FortBrasil“Estamos empoderando o consumidor”: veja a história da FortBrasil
    Varejo: 11 tendências para vender mais em 2017Se você quer atrair e reter mais consumidores no ano que vem, precisa mudar o modo como se relaciona com eles em qualquer ambiente --real ou virtual

    O ano está chegando ao fim. Para muitos empreendedores, 2016 não foi do mais fáceis. Porém as dificuldades podem ser um ótimo incentivo para pensar em caminhos alternativos. Não dá para deixar a inovação de lado e ignorar as demandas que surgem dos clientes.

    Para quem trabalha no varejo, há sempre muitas novidades no mercado. Quais delas você precisa considerar? E quais as tendências para 2017? Contamos com a ajuda de Carlos Zilli, conselheiro da Imaginarium, e de Fernando Lucena, sócio-diretor da GS&Friedman, para reunir dicas relevantes. Ligue seus radares e não perca tempo: confira nossa lista e saiba no que ficar de olho.

    Varejo híbrido

    Segundo Zilli, é um desafio cada vez maior reter os consumidores nos pontos de venda. Por isso, as lojas estão criando ambientes onde é possível encontrar produtos de segmentos diferentes. No mesmo local onde se vendem objetos há também roupas e serviços, por exemplo --todos atendendo o mesmo perfil de consumidor. Fazer essa mistura é um desafio, mas é uma tendência já é observada em lugares como Berlim, onde um café pode ser também loja de roupa e de discos para um público específico, que aprecia determinado estilo de visual, música e alimentação. Outro bom exemplo é a norte-americana Urban Outfitters, que vende roupas, sapatos, acessórios, itens de decoração e produtos de beleza, focada em um público jovem.

    Canais alinhados

    De acordo com Lucena, o que existe hoje é um omniconsumidor, um consumidor altamente seletivo, que usa bem a tecnologia para tomar a decisão de compra, que pode ser realizada por inúmeros canais. Já não é mais possível separar o mundo físico do digital -- as pessoas transitam entre eles com naturalidade --, e os canais não podem ser vistos como concorrentes. Pode ser que a pessoa esteja dentro da sua loja física pesquisando o seu site para comparar preços e ver mais opções de um mesmo produto - como cores e tamanhos, no caso de vestuário. Isso acontece porque as lojas têm limitações de espaço. Já a internet é uma prateleira sem fim.

    Também pode ser que o cliente esteja na sua loja por querer testar o produto ao vivo, mesmo que depois ele feche a compra pelo site. Quem não percebeu isso está ficando para trás. A Nike, por exemplo, leva para a loja o seu canal digital e, caso o tênis desejado não esteja em estoque, a compra pode ser feita mesmo assim. “A pessoa compra com a marca. Precisa haver uma consistência nos canais e a boa experiência precisa ser replicada em todos. Tem que ser gostoso comprar na loja e comprar no site”, afirma Lucena. “Para ter um site mal feito, melhor não ter, para não prejudicar a imagem da marca.”

    Mudanças no ponto de venda

    O ponto de venda está mudando de função para ser um ponto de relacionamento. A compra pode ser feita ali mesmo, pela internet ou por um revendedor -- ela é só uma consequência de todo um processo de relacionamento bem conduzido. Isso não significa que a loja física seja apenas um showroom. Nas lojas da Apple, por exemplo, os vendedores não são treinados para vender, mas sim para atender, explicar e tirar dúvidas. Eles atuam como facilitadores. Claro que essa mudança no perfil também precisa vir com uma redefinição de função e do sistema de remuneração.

    Em vez de pagar mais a quem vende mais, é possível remunerar quem traz novos clientes para a loja, quem vende mais para um mesmo cliente e quem recebe mais elogios, por exemplo. Esse tipo de vendedor precisa gostar de gente e gostar de se relacionar – as técnicas de venda são ensinadas. Um outro exemplo interessante de relacionamento em pontos de venda é do grupo de cosméticos Ikesaki, que promove cursos com seus produtos para clientes dentro das lojas.

    No friction

    O no friction se caracteriza pelo fim dos intermediários. Os representantes de vendas, por exemplo, estão sendo substituídos pelo acesso direto do cliente no canal digital ou no contato pelas redes sociais. Nos aeroportos, o uso de totens para check-in dispensa os atendentes. O Uber também é um serviço que elimina o intermediário e conecta diretamente clientes e prestadores de serviço, assim como o aplicativo de delivery iFood ou a plataforma de aluguel de casas Airbnb.

    Vídeo

    Todos nós estamos nos tornando produtores de conteúdo em vídeo. Seja pelo YouTube, Facebook, Snapchat ou Instagram, criamos e compartilhamos pequenos filmes. Todo mundo é ator, todo mundo é roteirista. É preciso ficar atento a essa nova maneira de se comunicar. Você precisará abrir esse canal com os clientes, e os clientes vão falar da sua marca por meio dessas plataformas. Assim como o fast fashion, os vídeos têm um ciclo de vida cada vez mais curto, o que requer cada vez menos uma grande produção e uma maquiagem perfeita.

    Cliente é rei

    Estender o tapete vermelho para os clientes deixou de ser iniciativa só do mercado de luxo. Hoje, toda marca precisa oferecer tratamento diferenciado para criar embaixadores. Uma boa relação com os clientes se refletirá na vida real e nas redes sociais, aumentando a interação com a marca e os comentários positivos.

    Empresa é uma só para quem trabalha e para quem consome

    Não existe mais separação entre a empresa para o cliente e a empresa para o funcionário. Em muitas situações, a mesma pessoa que compra seu produto também participa dos processos de recrutamento e seleção para trabalhar na sua empresa. Portanto, o cuidado com as relações humanas precisa existir em relação aos clientes e aos colaboradores, pois as contradições ficam cada vez mais expostas e transparentes.

    Não significa que todas as empresas precisam fazer como o Google, colocando rede e sala de jogos no escritório – mesmo assim, é bom lembrar que além de ambientes bonitos o Google também tem processos, meritocracia e foco em resultados. O importante é revisitar processos internos e verificar se a companhia se comporta da porta para dentro da mesma forma que se comporta da porta para fora, porque a empresa é uma só para quem trabalha e para quem consome.

    Sustentabilidade

    Produtos sustentáveis e empresas que estejam genuinamente preocupadas com o meio ambiente continuam conquistando a preferência dos clientes. Pesquisas recentes mostram que quem compra prefere opções ecológica e socialmente sustentáveis.

    Uma das tendências para 2017 identificadas pela consultoria TrendWatch é a chamada “captura de capacidade”, que significa encontrar novas fontes de valor ou eliminar qualquer desperdício de recursos. O Reverse Delivery, uma iniciativa brasileira, apareceu entre os exemplos. O projeto, lançado em 2016, aproveita os baús vazios dos motoboys que entregam refeições para coletar doações de comida. Os restaurantes parceiros avisam os clientes do projeto assim que fazem o pedido e quem tem alimentos pode contribuir.

    Mas segundo Lucena, a sustentabilidade é cada vez mais um conceito que não tem a ver apenas com a natureza e com a sociedade. É preciso buscar sustentabilidade nas relações com clientes e com fornecedores. Pensar no amanhã do planeta e dos relacionamentos. Sua empresa quer fazer apenas transações de produtos ou quer criar uma conexão perene com o cliente? Quer espremer o fornecedor o quanto possível por desconto ou quer estabelecer uma relação ganha-ganha de longo prazo?

    Consultoria

    Os consumidores hoje buscam mais soluções do que produtos. “Se você atua na área de moda, por exemplo, pode oferecer uma consultoria de como suas clientes podem se apresentar melhor, o que é diferente de apenas vender uma peça de roupa”, explica Lucena. Para oferecer um bom serviço, é fundamental ter vendedores que não estão apenas interessados em fazer uma transação de compra e venda. Para vender serviços, o elemento humano existe para o relacionamento, educando e orientando o cliente para um melhor uso do produto. “Os clientes querem sempre um pouco mais do seu produto, esgotar as possibilidades que ele oferece. Então, preciso de alguém que me oriente para usufruir.”

    Exigir exclusividade do cliente é cada vez mais difícil

    Quando falamos em fidelidade e programas de relacionamento, o que tentamos exigir dos consumidores é uma relação de exclusividade na hora da compra – faça negócio comigo e com mais ninguém. O problema é que o número de opções, de marcas ou de produtos, aumentou muito, então está cada vez mais difícil exigir essa fidelidade. O relacionamento não precisa deixar de ser cultivado, mas deve ter um sentido de “compre de outro, só não se esqueça de mim”, garantido que em momentos mais convenientes o cliente estará disposto a voltar para sua empresa.

    Por exemplo, quando escolhemos qual pizza comer. Para alguém que mora em São Paulo, há dezenas de opções no mesmo bairro. Se a ideia é apenas comer muito, a escolha pode ser por um rodízio. Mas se a opção for algo de mais qualidade, a escolha pode ser sempre por um restaurante especial, que se diferencie dos demais.

    Experiência virtual

    Segundo a TrendWatching, a economia da experiência vai se fortalecer ainda mais com as experiências de realidade virtual e realidade aumentada. O mundo virtual vai eliminar as barreiras de custo e acessibilidade associadas a muitas experiências no mundo real, tornando o tempo o único fator escasso. Um dos exemplos dessa nova realidade foi o lançamento do Buy+ pelo Alibaba, uma experiência de compra com realidade virtual. Usando um smartphone, os consumidores eram transportados para uma loja da Macy’s em Nova York, onde podiam passear e escolher os produtos nas prateleiras.

    Leia também:

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    3 maneiras de digitalizar sua loja física

    Você está preparado para a nova era do franchising?

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    https://endeavor.org.br/varejo-11-tendencias-para-vender-mais-em-2017/https://endeavor.org.br/?p=21488Fri, 09 Dec 2016 18:48:41 +0000Varejo: 11 tendências para vender mais em 2017Se você quer atrair e reter mais consumidores no ano que vem, precisa mudar o modo como se relaciona com eles em qualquer ambiente –real ou virtual O ano está chegando ao fim. Para muitos empreendedores, 2016 não foi do mais fáceis. Porém as dificuldades podem ser um ótimo incentivo para pensar em caminhos alternativos. ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 09 Dec 2016 16:48:41 +0000Endeavor BrasilVarejo: 11 tendências para vender mais em 2017Varejo: 11 tendências para vender mais em 2017
    Você usa seu tempo com o que realmente importa?Você já parou para pensar em quanto tempo gasta fazendo as coisas que não gosta? A hora de encontrar o equilíbrio para a sua vida começa agora

    O tempo médio de vida de uma pessoa pode ser representado por um gráfico de pizza: A fatia que representa 15% do total seria o tempo destinado à infância; 20% focada com estudo; 35% ficam voltados à nossa carreira profissional. A porção que falta, cerca de 30%, é o tempo gasto com a aposentadoria.

    Quando pensamos sobre a nossa vida e nosso tempo, percebemos que:

    O tempo basicamente se parece com uma curva em U - você tem muito tempo quando é jovem, mas pouco quando está trabalhando, e depois volta a ter tempo, já aposentado. Já o dinheiro está mais para um gráfico em forma de U ao contrário (curvatura voltada para cima) - não se tem durante o período escolar, então você gera e consegue quando trabalha, e depois volta a não ter, quando aposentado. Enquanto isso, a saúde é linear - ela só vai caindo ao longo do tempo.

    Isso significa que nossas vidas são construídas de modo que, quando estamos ganhando dinheiro, nós não temos o tempo necessário para usufruí-lo; porém, quando finalmente encontramos tempo, já não temos enormes quantias e muito menos saúde. Isso é o melhor que podemos fazer ou existem outros meios de estruturar nossas vidas de uma forma mais sábia?

    Vamos repensar como podemos aproveitar nossas vidas a partir desse momento.

    O momento presente é o mais importante. Tentar "viver no futuro" só nos traz ansiedade, além de ser uma decisão tola de deixar o melhor para o final. Cada um de nós aprendeu uma forma de levar o trabalho para casa e enviar emails em um domingo à noite. Mas quantos de nós sabem como conseguir ir a um cinema em uma segunda à tarde ou abandonar o forte apego ao horário comercial de trabalho?

    Ter clareza sobre nossos reais valores e consciência sobre as coisas mais importantes na vida é a chave para encontrar o equilíbrio. Pense na família, amigos, viagens, experiências…Eles devem ser deixados de lado por causa de trabalho e obrigações financeiras?

    Não que o trabalho precise sair dessa equação, por outro lado: um trabalho com significado pode ser uma grande fonte de realização. Mas a forma como a maioria das pessoas está trabalhando, trocando a vida delas e a saúde por pouco dinheiro, não é nada que justifique, além de não fazer sentido algum. Há um considerável número de gerentes que ainda não entendem a questão e continuam construindo ambientes de trabalho com comando e controle hierárquicos, no qual as pessoas não se sentem engajadas, trabalhando sem autonomia e propósito.

    • Construa um local de trabalho mais feliz com uma moral elevada, assim como produtividade e burocracia reduzida;
    • Promova uma transparência cada vez maior, agilidade e uma abertura entre os membros da equipe;
    • Estruture uma organização flexível para reagir mais rapidamente às mudanças constantes no mercado; e
    • Desenvolva uma mentalidade de experimentação e melhoria contínua.

    A hora é agora para encontrar esse equilíbrio. Podemos começar por priorizar de outra forma o nosso tempo e a nossa energia para estar em sintonia com nossos interesses, e não com nossos salários e nossas contas. Não podemos deixar nossas paixões para outro dia. Em vez disso, vamos ser mais sábios sobre como organizar nossos dias e nossas horas com aquilo que consideramos o melhor para nós, sem gastar nosso precioso tempo e aumentando a porcentagem da real felicidade.

    Conteúdo originalmente postado em Linkedin Pulse

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    https://endeavor.org.br/voce-usa-seu-tempo-com-o-que-realmente-importa/https://endeavor.org.br/?p=21356Fri, 09 Dec 2016 16:09:20 +0000Você usa seu tempo com o que realmente importa?Você já parou para pensar em quanto tempo gasta fazendo as coisas que não gosta? A hora de encontrar o equilíbrio para a sua vida começa agora O tempo médio de vida de uma pessoa pode ser representado por um gráfico de pizza: A fatia que representa 15% do total seria o tempo destinado à ...Endeavor BrasilLeadWiseFri, 09 Dec 2016 14:09:20 +0000LeadWiseVocê usa seu tempo com o que realmente importa?Você usa seu tempo com o que realmente importa?
    Dicas para ter sucesso no lançamento de um novo produtoVocê vai lançar um novo produto ou serviço e não sabe o que fazer? Veja abaixo alguns passos essenciais para que o lançamento do seu produto seja um sucesso

    A primeira coisa para se ter em mente é que quem vai fazer sucesso é seu produto não você, nem sua opinião, nem suas ideias. Não tem como ter sucesso no lançamento de um novo produto sem olhar para fora, deixar de lado qualquer opinião pessoal sobre o produto e se munir de dados concretos sobre as necessidades e desejos que ele atende.

    Um produto ou serviço é a solução para o problema de alguém. Portanto, ao fazer um lançamento de algo novo, é preciso saber: como seu produto resolve esse problema? Mas, além dessa pergunta, será preciso responder uma série de outros questionamento e, aí sim, descobrir como ter sucesso no lançamento de um novo produto.

    Veja, a seguir, algumas dessas perguntas e como respondê-las da maneira correta para desenvolver um produto que acerte em cheia às necessidades de seu público.

    Como ter sucesso no lançamento de um novo produto

    Ferramentas de planejamento estratégico são essenciais para se responder às perguntas que se seguem. Para isso, estude algumas destas antes de começar a responder:

    Se você quer abrir seu próprio negócio e lançar seus produtos, quanto mais você se capacitar, melhor será.

    Quem são as pessoas interessadas no seu produto?

    Determinar seu público-alvo é a primeira providência para que seu produto seja um sucesso. E a maneira mais indicada de se fazer isso é por meio de pesquisas. Chute não vale. Pesquisas são caras? Sim, mas mais caro e lançar um produto e ninguém comprar.

    Hoje existem algumas alternativas, como sites na internet que ajudam a fazer pesquisas por meio de formulários online, tais como o Survey Monkey e o próprio Google Forms, além de diversas bases de dados abertas, entre elas podemos indicar o site de base de dados do IBGE, BizStats, o IpeaData, e os insights proporcionados pelo Google Trends.

    Mas calma, sua pesquisa de público ideal ainda não acabou! Verifique quais as empresas concorrentes que estão nesse mercado e se há algum segmento de público que não está sendo coberto por elas ou sendo mal atendido. Evite brigar com gente estabelecida no mercado, se não, não tem como ter sucesso no lançamento de um novo produto.

    Quanto esse público pode pagar por seu produto?

    Definir o preço de um produto é uma das tarefas mais difíceis de um lançamento. Lembre-se que não interessa quanto custa seu produto, mas quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ele. Assim, quando estiver definido o público-alvo, já pense nisso: seu público pode pagar mais do que seu produto custa para ser produzido?

    Buscar a inovação de processos na tentativa de diminuir custos de produção pode ajudar bastante a conseguir boas margens. E uma outra maneira de aumentar a diferença entre esses dois valores (o que eles podem pagar e quanto custa para produzir) é com um bom trabalho de construção de oferta de valor, veja no próximo tópico.

    Qual o valor percebido por eles em relação ao seu produto?

    O custo para se produzir um jeans de marca famosa e um jeans genérico é muito próximo. Mas as pessoas estão dispostas a pagar um alto preço pelo primeiro. O valor percebido por seu cliente é o benefício que ele consegue ao adquiri-lo, dividido por um somatório de tudo que significa um gasto ou esforço para ele (pode ser deslocamento, espera na fila, preencher uma ficha de crediário, etc., não apenas o preço).

    Alguns vão mais além: é a diferença entre o benefício e a expectativa que ele tinha sobre seu produto. Lembre-se do velho exemplo: uma latinha de cerveja gelada na praia, vale 4 vezes mais que a mesma latinha no supermercado que está a duas quadras da praia. Se você servir um chopp gelado em um quiosque bacana ao pé da areia, vai custar 8 vezes mais.

    Faça seus clientes perceberem valor em seus produtos: ocupe o melhor lugar em seus corações e mentes!

    Qual o lugar ideal para ocupar nos corações e mentes de seus clientes?

    Você já tem um público, um preço, uma proposta de valor, mas esquecemos de falar em posicionamento.

    A comunicação, a identidade visual, fazer um logo de qualidade, criar um slogan e outras providências de comunicação e marketing são fundamentais.

    Para saber como ter sucesso no lançamento de um novo produto, você tem que saber construir sua marca, e posicioná-la de acordo com os desejos de seu público e a oferta de valor que determinou. Sem isso, você estará fazendo uma promessa que não pode cumprir e seu produto estará fadado ao fracasso. Seja coerente entre o que está entregando aos seus clientes e o que está comunicando para eles através de seu branding.

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    https://endeavor.org.br/dicas-para-ter-sucesso-lancamento-de-um-novo-produto/https://endeavor.org.br/?p=21465Thu, 08 Dec 2016 15:33:08 +0000Dicas para ter sucesso no lançamento de um novo produtoVocê vai lançar um novo produto ou serviço e não sabe o que fazer? Veja abaixo alguns passos essenciais para que o lançamento do seu produto seja um sucesso A primeira coisa para se ter em mente é que quem vai fazer sucesso é seu produto não você, nem sua opinião, nem suas ideias. Não ...Endeavor BrasilPedro RenanThu, 08 Dec 2016 13:33:08 +0000Pedro RenanDicas para ter sucesso no lançamento de um novo produtoDicas para ter sucesso no lançamento de um novo produto
    A minha Fintech fracassada nos anos 90Nos anos 90, a internet ainda engatinhava, e foi nesse cenário que criei uma fintech. Em todo esse caminho ganhei muitos aprendizados, veja alguns deles

    É impressionante como o mercado é pródigo em reempacotamentos, especialmente o ambiente de negócios. Inovar também é recombinar elementos existentes de forma distinta, em novo contexto. Participando da FintechClass do Startse dos meus amigos Marcelo, Pedro e Felipe, me lembrei de uma história incrível que eu vivenciei e que pode ser útil pra quem está nessa onda de Fintechs atual. Quero compartilhar com vocês minha experiência de ter montado uma Fintech nos anos 90, no berçário da internet. Sim, muito antes de GuiaBolso, Quero Quitar, Easy Credito e outras, já existiram Patagon, Investshop e Creditoimobiliário.com.

    Imagino que alguns dos empreendedores da internet atual, na faixa de 25 a 30 anos, não saibam, mas o mundo e o Brasil viveram um boom digital de 97 a 2000. Foram lá que nasceram players como Nutec (que virou Zaz e acabou Terra), ZipNet, Booknet, Bol e IG, só pra citar alguns. Nessa época eu tocava a área de relacionamento com cliente e tecnologia de um mortgage bank (banco hipotecário) no Sul do Brasil chamado Companhia Província de Crédito Imobiliário.

    Junto com o principal executivo da empresa e um super parceiro de tecnologia, resolvemos fazer o spinoff -- que nome bonito né? -- da operação digital, formando a startup Créditoimobiliário.com. Essa moda atual de separar o banco digital do tradicional não tem nada de novo.

    O insight

    Entendemos que havia a oportunidade de montar um marketplace -- ok, não sabíamos que era um marketplace -- mas queríamos conectar tomadores de crédito imobiliário (eu e você) com os fornecedores de funding, no caso os grandes bancos. Isso tudo numa época em que o crédito imobiliário tinha baixíssima penetração no total de crédito, e a internet ainda era discada. Nosso objetivo era facilitar o tortuoso processo percorrido por alguém que quer comprar a casa própria e nos consolidarmos como um originador de crédito imobiliário, que até então era distribuído como um produto sem apelo, por meio da agências dos grandes bancos.

    Na realidade os bancos escondiam o produto, dado a melhor rentabilidade de outras operações de crédito.  Para saber o que isso pode ter de insight para a sua Fintech, deixa eu contar um pouco do que fizemos:

    Do business plan ao MVP

    O primeiro passo foi montar um business plan. Lembro até hoje que lançamos receitas de taxa de abertura de crédito no percentual de 3% do valor financiado. Também lançamos receitas de publicidade, afinal éramos um portal. E, por fim, receita de venda de informações que seriam geradas na plataforma. Doce ilusão.

    O segundo passo foi montar uma versão do Portal que foi, na verdade, uma evolução do que fazíamos dentro da empresa onde trabalhávamos. Não sabíamos nada de lean startup, mas acabamos praticando alguns de seus princípios. O terceiro passo foi nos cadastrarmos numa competição de planos de negócios, a versão antiga da aceleração de startups. Incrivelmente, o MIT, sim, ele mesmo, nos selecionou para fazer um one to one pitch para dois fundos de venture capital que haviam selecionado nossa ideia.

    Partimos para Boston e, ao chegar no MIT, descobrimos que um dos investidores que selecionou nossa ideia era  ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco que, na época, tinha acabado de fundar a Rio Bravo Investimentos. E ele não foi nosso único potencial investidor. Puntocom Holdings e, mais tarde, o Banco Opportunity, bastante ativo no tema também se interessaram. Mas, depois de um tempo, vimos que os os contatos de Boston não evoluíam e voltamos ao Brasil. Conseguimos realizar a primeira operação de crédito via plataforma sem ao menos conhecer o tomador.

    Não foi uma operação de compra de imóvel como idealizamos, mas um mútuo com garantia imobiliária. Nessa hora, a velha validação do cliente-alvo nos mostrou que podíamos estar focando em algo errado. De toda forma, conseguimos instalar simuladores de crédito imobiliário nos principais portais de venda de imóvel da época, o PlanetaImóvel e o Imovelweb, para capturar leads, mesmo que nunca tivéssemos ouvido falar em leads.

    Depois da primeira venda era chegada a hora de crescer, mas, para isso, precisávamos de funding, já que a primeira operação havia sido viabilizada com recursos próprios e esse não era nosso business model.

    O desafio do modelo de negócios

    A tentativa de se conectar aos bancos em uma época na qual eles acreditavam que número de agências era sinal de grandeza e que API não fazia parte do dia a dia das corporações não foi nada fácil. Ficou logo evidente que os bancos não estavam predispostos a ser a outra parte do marketplace. Fizemos contatos que não evoluíram. Foi por terra a ideia de eles serem a fonte de monetização, pagando um fee sobre o valor financiado que seria, na prática, o CAC (custo de aquisição de clientes) deles e o nosso revenue model.

    Pivotamos o modelo de receitas e passamos a cobrar um percentual de 3% do valor financiado do cliente final. Infelizmente, isso encarecia muito a operação para quem tinha bom crédito e acabava jogando no nosso colo os clientes de maior risco, sem que tivéssemos um formato consolidado de securitização (venda) desse perfil de créditos.

    O início do fim

    Tivemos diversas discussões com fundos de investimento para que dessem o funding para nossa expansão. Nos EUA, a operação da Mortgage.com crescia aceleradamente, mas aí veio o estouro da bolha digital e a queda da Nasdaq. O nosso sonho virou pesadelo. O negócio começou a perder tração, e os grandes bancos começaram a ver o crédito imobiliário como uma oportunidade para eles próprios explorarem diretamente. Os potenciais investidores sumiram assustados com a reviravolta do mercado.

    Até hoje reflito se adotamos a estratégia de validação de hipóteses mais adequada. Havia claramente um problema relevante a ser resolvido, mas não houve product-market fit em função das limitações do nosso modelo de negócio.

    O final da história foi que os bancos passaram a operar seus próprios sites e simuladores. Os portais de imóveis começaram a cobrar mais e mais para colocar nossos simuladores de captura de leads em suas plataformas. Não conseguimos o funding necessário para rodar o negócio com volume. A solução foi internalizar a operação na empresa mãe e tentar novas alternativas que não aconteceram.

    Esse desafio abriu os meus olhos para a necessidade de inovação. Foi, como se diz na Endeavor, o meu Day1. Mais do que isso, ficou claro para mim o quão importante é ter um modelo de captura de valor e barreira de imitação sobre nossas ideias. E que timing é tudo, mas o estrago já estava feito. Eu havia sido picado pela mosca da inovação.

    Quem sabe se a ideia tivesse sido apresentada na atual conjuntura tivéssemos melhores resultados. Mas não há melhor timing que suplante a ausência de um modelo de negócios inexistente. No seu próximo projeto inovador, não deixe de reanalisar oportunidades antigas. Nunca se sabe quando elas voltarão com toda força.

    Até a próxima inovação.

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    https://endeavor.org.br/minha-fintech-fracassada-nos-anos-90/https://endeavor.org.br/?p=21460Thu, 08 Dec 2016 14:07:55 +0000A minha Fintech fracassada nos anos 90Nos anos 90, a internet ainda engatinhava, e foi nesse cenário que criei uma fintech. Em todo esse caminho ganhei muitos aprendizados, veja alguns deles É impressionante como o mercado é pródigo em reempacotamentos, especialmente o ambiente de negócios. Inovar também é recombinar elementos existentes de forma distinta, em novo contexto. Participando da FintechClass do ...Endeavor BrasilMaximiliano CarlomagnoThu, 08 Dec 2016 12:07:55 +0000Maximiliano CarlomagnoA minha Fintech fracassada nos anos 90A minha Fintech fracassada nos anos 90
    Ele nunca quis empreender, até que o sócio e a vida deram o empurrãozinho certoQuando um quer, dois empreendem. Veja como duas personalidades opostas deram origem à Oilcheck, 2ª maior empresa de seu setor

    Uma mesa de bar em Minas Gerais. De um lado, Carlos Henrique Alves -- de perfil extremamente técnico, estudou com afinco a vida toda pensando em ter um bom emprego e se aposentar nele. Morria de medo de empreender. Do outro, Luis Gustavo Milani: um pouco mais ousado, ele sempre quis ser e sempre foi empreendedor.

    Felizmente, o sonho de um encontrou a desilusão do outro com o próprio emprego. Num guardanapo de papel, começaram a rabiscar.

    Nascia ali a Oilcheck. Os empreendedores desenvolveram um sistema de análise preditiva do óleo para cuidar do bom funcionamento  das máquinas -- não muito diferente do exame de sangue que nós fazemos para cuidar da nossa saúde. O resultado é que, em 7 anos de existência, a Oilcheck já é a 2ª maior do mercado.

    Empreendedor de si mesmo

    Luis tinha apenas seis anos quando acompanhava o irmão com asma na escola de natação. Não queria entrar na água porque em Porto Alegre, onde cresceu, fazia muito frio. Até que um dia resolveu arriscar -- com 12 anos, tornou-se campeão e ganhou a primeira remuneração pelo esporte.

    Para Luis, começava ali uma vida empreendedora. Foi no esporte profissional que o jovem aprendeu logo cedo que poderia aplicar no mundo dos negócios a mesma garra, disciplina e resiliência que usava para obter suas vitórias na piscina.

    Luis lembra que a mãe sempre foi muito presente, levando-o aos treinos, apoiando financeiramente e incentivando moralmente também. "O crescimento no esporte profissional é bem o que dizem: ‘no pain, no gain’ . É difícil ir lá e fazer na prática, é quase um autoflagelo”, ele conta. Qualquer semelhança com a vida de empreendedor não é mera coincidência.

    Com 16 anos, ele já era campeão brasileiro. Com o esporte vieram também outras oportunidades. Por exemplo, uma bolsa de estudos para concluir o ensino médio nos EUA. Sem saber uma palavra de inglês, seguiu o conselho do professor americano: “Se você aprender mais de 2.000 palavras, sabe falar o idioma”. Luis mergulhou no dicionário. Foi estudando e contando as palavras, até que, ao completar a meta, começou a sonhar em inglês.

    De volta ao Brasil, chegou a cursar comércio exterior, mas deixou a faculdade para ser representante comercial de um frigorífico, abrindo uma distribuidora de alimentos em Belo Horizonte. Vale dizer: Luis tinha apenas 21 anos. Ele nunca teve carteira assinada na vida.

    Anos depois, por causa da esposa, se mudou para a Austrália e abriu uma empresa que importava e comercializava higienizadores de ambiente para asmáticos. Quando conheceu a tecnologia de microfiltragem patenteada por uma empresa australiana, ficou louco para levar a tecnologia para o Brasil.

    A essa altura, com pelo menos 15 anos de experiência empreendedora, procurou o maior laboratório de análise de óleo do país para provar a efetividade da microfiltragem como argumento de venda. O laboratório era o Sotreq, braço da Caterpillar. E o profissional que o atendia? Carlos.

    Entre as trocas técnicas, os dois acabaram amigos, mas seus projetos de vida profissional eram muito diferentes.

    9 to 5

    De origem humilde, Carlos sempre estudou em escola pública e estava sempre buscando se capacitar. A mãe, mesmo sem ter tido estudo, foi o grande pilar de sustentação, em todos os sentidos, na vida de Carlos: “Eu nem trabalhava, só estudava. Foi ela que realmente fez a diferença na minha vida e, se não fosse essa base, eu não teria chegado onde cheguei.”

    Carlos foi um dos únicos dois alunos da escola que passou no curso técnico de mecânica. O destino certo de todos os colegas era cursar engenharia, mas Carlos decidiu ir para o curso de tecnologia e normalização em qualidade.

    Com uma  carreira técnica  bem-sucedida, participou de vários treinamentos fora do Brasil para se qualificar cada vez mais, como faz até hoje.  Quando ele e Luis ficaram amigos, o segundo sempre chamava o primeiro para montarem algo juntos. “E eu dizendo que não, que não, que não”, conta Carlos.

    Isso porque, nessas horas, Carlos só lembrava do pai, que sempre foi empregado e prezou pela segurança:

    “Você segue a referência que você tem, e o que eu tinha era isso: ser um excelente funcionário, a empresa o reconhece, você trabalha direito e fica lá até se aposentar.”

    E, afinal de contas, Carlos estava bem em seu cargo de coordenação. Por que mexer em time que está ganhando?

    A hora da virada

    Tudo mudou no dia em que Carlos foi pedir uma oportunidade para seu chefe. A reação foi muito grosseira, e o superior disse que ele nunca teria uma oportunidade de crescer lá dentro. Carlos ficou devastado. Ligou para o Luis e eles foram conversar em um bar.

    - “Eu só sei mexer com laboratório”, disse Carlos

    - “Então vamos  montar o laboratório!”, respondeu Luis.  

    Carlos pegou um guardanapo e foi colocando os itens e os valores que achava que precisariam. No final, a soma deu R$ 500 mil. “A gente achou que era fácil, que os amigos dele que tinham dinheiro emprestariam, mas não. Amigo não empresta dinheiro pra ninguém, é mentira”, brinca.

    Mas se R$ 500 mil já ia ser complicado de arranjar, imagina quando perceberam que a conta real dava R$ 3 milhões. Aí começou o dilema de todo empreendedor: como conseguir os recursos?

    Fizeram um plano de negócios em outubro de 2008 para começar a empresa em junho de 2009. Não atraíram investidores, mas Carlos conseguiu apoio de três fornecedores, com quem já mantinha bom relacionamento, e cada um ajudou de uma forma. Com esse desafio superado, faltava gerar receita.

    Como Carlos já tinha uma boa reputação na Sotreq, a expectativa era de que os clientes viriam facilmente. Errado. Muita sola de sapato foi gasta, mas o que fez diferença, segundo Carlos, era a maneira como eles mesmos se enxergavam e se colocavam frente a um potencial cliente:

    “A gente sempre se mostrou grande. Desde o primeiro dia, achavam que a gente era uma megaempresa. Mesmo sendo pequeno, a gente sabia que podia entregar um produto de qualidade.”

    Para Luis, todo o aprendizado do mercado foi outro grande desafio: “Quando migrei para o ramo de análise de óleo, eu não conhecia nada.” Desde o início, quando começou a trabalhar com filtros na Austrália, precisou estudar muito. “Para migrar de segmento, tem que entendê-lo muito rapidamente e profundamente.”

    Aperto e crescimento

    Na época, havia duas grandes empresas no mercado, mas elas faziam a mesma coisa há muito tempo. A inovação da Oilcheck estava principalmente na forma de atendimento e suporte ao cliente.

    Luis explica que “algumas empresas agem como os médicos que prescrevem a receita e nem o farmacêutico consegue ler”. Isso a concorrência fazia muito, segundo eles, quando deixavam de mostrar ao cliente o que fazer, com procedimentos claros: “Eles não davam diretrizes nem suporte. A gente não entrega só um número, a gente entrega a solução.” Outro grande diferencial foi a agilidade: o diagnóstico completo poderia ser feito em até 24 horas.

    Mas quando tudo parecia ir bem, um susto. Em 2010, por um reflexo da crise global no mercado, o faturamento da Oilcheck teve uma queda de 50%. Não havia recursos, nem linha de crédito nos bancos, para cobrir o caixa. A empresa quase faliu.

    Carlos relembra o sufoco: “Tinha folha para pagar e nenhum dinheiro.” Eles pegaram os carros da empresa, refinanciaram, e com R$ 100 mil deu para se virar por um tempo, até conseguirem voltaram a vender. “Foram quatro meses de aperto, mas a reserva de casa estava separada. Não dá para misturar pessoal com profissional, é o erro de muito empreendedor.”

    Para Luis, o aprendizado foi claro: diversificar os segmentos e mercados para sofrer menor impacto em situações adversas. Em outras palavras, dividir os ovos entre várias cestas. “Em uma crise, deve-se ter muitas portas abertas e com oportunidades sólidas”, ele complementa.

    Depois disso, não pararam mais de crescer. Com novos clientes e mais visibilidade, os sócios focaram na área comercial e conquistaram grandes empresas que permanecem no portfólio até hoje.

    “Objetivo é tudo”

    “Tento sempre  buscar um diferencial do que tem no mercado e nunca desistir, mas nunca mesmo. Tem dias que você volta para casa e dá vontade de quase morrer. No outro dia de manhã, tem que estar acordado zero, pulando e correndo atrás de novo do objetivo. O objetivo é tudo. Ainda bem que eu não perdi isso ainda”, diz Luis.

    Por isso a perseverança é chave para qualquer empreendedor. Hoje, a Oilcheck tem 50 funcionários e sede em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, atuando nos mercados de construção, máquinas agrícolas e indústria. O plano de expansão foi desenhado em um novo modelo, e a empresa vai atuar como uma agência que presta serviços de suporte e vendas, com parceiros locais. Com o investimento, a expectativa é fechar 2016 com um crescimento de 26% em relação ao ano passado.

    Carlos não teria vivido isso tudo se lá em 2008 seu chefe tivesse reagido de forma diferente. Ele mesmo admite:

    “Se o Luis não tivesse me chamado, não ia empreender jamais. Se o cara falasse ‘vou te dar um aumento, te botar num cargo melhor’, eu teria ficado lá.”

    Mas há males que vêm para o bem, e Carlos tomou gosto pela coisa. “Hoje já tenho pelo menos dois projetos para outros negócios, que não têm nada a ver com o nosso atual. Do mesmo jeito que o Luis me ajudou, eu acho que tenho obrigação de ajudar outras pessoas.”

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/ele-nunca-quis-empreender-ate-que-o-socio-e-vida-deram-o-empurraozinho-certo/https://endeavor.org.br/?p=21450Wed, 07 Dec 2016 20:01:51 +0000Ele nunca quis empreender, até que o sócio e a vida deram o empurrãozinho certoQuando um quer, dois empreendem. Veja como duas personalidades opostas deram origem à Oilcheck, 2ª maior empresa de seu setor Uma mesa de bar em Minas Gerais. De um lado, Carlos Henrique Alves — de perfil extremamente técnico, estudou com afinco a vida toda pensando em ter um bom emprego e se aposentar nele. Morria ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 09 Jan 2017 17:27:25 +0000Endeavor BrasilEle nunca quis empreender, até que o sócio e a vida deram o empurrãozinho certoEle nunca quis empreender, até que o sócio e a vida deram o empurrãozinho certo
    Como ter receita recorrente: lições de Netflix, GE e LinkedInMesmo empresas que não nasceram com um modelo de negócios estruturado para gerar receita recorrente podem adaptar seus produtos

    Se perguntarmos, daqui a dez anos, para crianças nascidas hoje que tipo de produto era encontrado em uma loja Blockbuster, elas provavelmente não saberão a resposta. Os filmes online e os serviços das TVs por assinatura aos poucos substituíram o aluguel de fitas e DVDs. Agora, o modelo criado pela Netflix espalha seu sucesso em vários cantos do mundo. Por uma mensalidade, seus assinantes têm acesso a centenas de filmes e séries sem sair de casa. A empresa superou o modelo de oferecer um filme por vez para disponibilizar um acervo enorme durante o tempo em que o cliente estiver disposto a pagar por ele.

    Sim, a Netflix tem um produto bom. Mas ele tem mais do que isso: conseguiu gerar um modelo de receita recorrente e fidelizar seus clientes para que continuem pagando suas assinaturas. Se você conhece pouca gente que cancelou o serviço da Netflix, não é à toa. Quem usa geralmente fica satisfeito.

    Muitas empresas sonham em conseguir gerar receita recorrente. Um dos principais pontos positivos é não precisar gastar tanta energia diariamente em busca de novos clientes. Com um contrato de longo prazo ou uma assinatura, a empresa sabe que tem uma receita mínima para aquele período e que, ao final do dia, não terá que colocar sua força comercial inteira para encontrar novas oportunidades.

    Imagine que uma empresa queira atingir R$ 10 milhões em receita. Se já tiver R$ 9 milhões garantidos pela receita recorrente, precisará trazer apenas R$ 1 milhão a mais. O custo de trazer R$ 1 milhão em receita é muito menor do que trazer R$ 10 milhões. Assim, em vez de gastar recursos buscando clientes continuamente, sobra mais tempo e dinheiro para a empresa pensar estrategicamente.

    Mas afinal, como incorporar essa ideia no seu modelo de negócio?

    Modelo de assinaturas

    Vender produtos por assinatura faz com que o cliente não compre apenas uma vez com você, mas volte todas as semanas ou todos os meses. Aqui no Brasil, houve recentemente um boom dos negócios de assinatura de produtos, como vinho, cerveja, maquiagem e comida orgânica.

    Assim como a Netflix, acredito que o LinkedIn também seja um bom exemplo de empresa que conseguiu criar uma receita recorrente por meio de assinatura. Eles alcançaram bons resultados adotando uma estratégia um pouco arriscada: ofereceram assinatura grátis por um período, para criar um efeito de rede e divulgação. Ao criar uma base grande o suficiente de empresas, o LinkedIn converteu parte dela para a assinatura paga, que permite anunciar vagas de trabalho. A empresa não nasceu com um modelo de receita recorrente, mas conseguiu criá-lo depois, contando com a rede que haviam estabelecido.

    Empresas de software, como a Microsoft, também deixaram de vender licenças para exigir uma assinatura anual de seus usuários.

    Oferecer serviços

    Outra estratégia que as empresas usam para gerar receita recorrente é a venda de serviços. Um exemplo do mundo da aviação é o da GE, que vende turbinas para as aeronaves. É um produto que, por si só, não traz receita sempre. Teoricamente a empresa teria que, todo mês, encontrar novos clientes. E dependendo apenas da venda de turbinas, seria muito difícil fazer o negócio crescer, porque há um número limitado de empresas dispostas a comprar esse tipo de produto. A solução encontrada foi prestar um serviço – no caso, a manutenção. Com um contrato de 10 a 15 anos, cria-se uma receita recorrente com as companhias aéreas.

    Fazer lançamentos & Criar programas de fidelidade

    Nenhuma empresa melhor para esse exemplo do que a Apple. A estratégia de atrair os clientes de maneira recorrente é desenvolver novos produtos e fazer lançamentos periodicamente. Os iPhones têm novidade todos os anos. O smartphone é aperfeiçoado constantemente. Para que essa estratégia funcione, a área de produtos não pode parar de inovar, sem se acomodar no que já está fazendo sucesso.

    No caso de várias companhias aéreas brasileiras, uma estratégia muito utilizada para trazer recorrência são os programas de fidelidade. O modelo funciona para incentivar os clientes a voltarem a comprar conosco, seja porque querem pontuar mais, seja porque querem subir de categoria no cartão fidelidade. Para o varejo, é um modelo que funciona bem.

    Não comemore tão cedo: a venda é só o início do ciclo

    Para empresas que adotam modelos de receita recorrente, é fundamental que a área comercial entenda que a venda não é o fim do ciclo. É apenas o começo. As empresas que não incorporam esse pensamento têm mais dificuldade em acertar a mão nesse modelo. A meta é justamente cativar o cliente no pós-venda para que ele mantenha a parceria com o seu negócio.

    O que, afinal, se faz após a venda? Basicamente, encantar o cliente para ele não hesitar quando chegar o momento de renovar a assinatura ou o contrato. Com uma base de clientes gerando receita recorrente, é muito mais fácil ter feedback do que, por exemplo, em uma loja onde os clientes entram e saem sem que o negócio tenha grande conhecimento sobre seus hábitos de compra. Use essa vantagem na comunicação para corrigir problemas e melhorar seu produto. Os alarmes de que algo está desagradando chegam mais rápido e é possível corrigi-los bem antes da renovação do contrato. Essa proximidade com o cliente é muito benéfica.

    Além disso, quando a empresa cria um modelo de receita recorrente bem-sucedido e possui um histórico de clientes fiéis que renovam todo período, tem um ótimo cartão de visitas na hora de conquistar novos clientes. Voltamos à Netflix: se a maioria dos clientes é fiel e não cancela sua assinatura, pessoas que estão pensando em assinar o serviço se sentem mais seguras ao fazê-lo.

    Ao mesmo tempo, a área financeira não pode olhar apenas para custos e resultados de curto prazo. Precisa ter um foco no que traz satisfação para o cliente e fidelização.

    As empresas que pensam duas vezes sobre a recorrência

    Nem todas as empresas enxergam na recorrência uma vantagem imediata. Companhias aéreas por exemplo, negociam com hotéis, bloqueando quartos para hospedar suas tripulações. Teoricamente, os hotéis deveriam gostar de um acordo que garanta, por exemplo, 30 quartos reservados todos os dias durante um período de dois anos. Porém, há uma dificuldade de negociar. Isso porque as aéreas um desconto na negociação: se vão garantir receita, não querem pagar a tarifa balcão. Em vez de pagar R$ 200 a diária, oferecem R$ 150. Como o número de quartos do hotel é limitado, a dúvida que pode surgir é: abrir mão desses R$ 50 em troca de ocupação garantida vale a pena? Ou arrisco e espero encher o hotel só com tarifa balcão?

    Portanto, para alguns negócios, ter compromisso de receita recorrente com algum cliente pode significar abrir mão de receita maior explorando a tarifa de última hora. Nesses casos, o ideal é buscar o equilíbrio. Se a taxa de ocupação média do hotel é 80%, por que não negociar os outros 20% com clientes que gerem a receita recorrente? O trade off precisa valer a pena.

    Bom negócio para startups

    Finalmente, é importante dizer que gerar receita recorrente é um diferencial para startups. Quando um investidor analisa dois potenciais negócios nos quais pretende investir, se os dois tiverem o mesmo faturamento e a mesma margem de lucro, aquele que tiver pelo menos um percentual de receita recorrente levará vantagem -  seu valuation tende a ser maior, porque o investidor valoriza a recorrência.

    Considerando as vantagens de gerar receita recorrente e que é possível adaptar o seu modelo de negócio para essa estratégia, que tal reunir seu time e pensar em novas possibilidades para a empresa?

    Leia também:

    10 documentários para empreendedores escondidos na Netflix

     5 lições da Disney sobre a arte de encantar clientes

     Escalabilidade no setor de serviços

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    https://endeavor.org.br/licoes-da-netflix-ge-e-linkedin-para-garantir-clientes-longo-prazo/https://endeavor.org.br/?p=21079Wed, 07 Dec 2016 18:26:48 +0000Como ter receita recorrente: lições de Netflix, GE e LinkedInMesmo empresas que não nasceram com um modelo de negócios estruturado para gerar receita recorrente podem adaptar seus produtos Se perguntarmos, daqui a dez anos, para crianças nascidas hoje que tipo de produto era encontrado em uma loja Blockbuster, elas provavelmente não saberão a resposta. Os filmes online e os serviços das TVs por assinatura ...Endeavor BrasilRaffael QuintasWed, 07 Dec 2016 16:29:00 +0000Raffael QuintasComo ter receita recorrente: lições de Netflix, GE e LinkedInComo ter receita recorrente: lições de Netflix, GE e LinkedIn
    Seu negócio realmente precisa de um aplicativo? Pense de novoApesar de serem parte importante da nossa rotina, aplicativos não são a resposta definitiva para todas as estratégias digitais de negócio. Saiba quais alternativas podem ser mais adequadas ao seu caso

    “There is an app for that. There is an app for anything”. Esse era o mote de uma das campanhas da Apple lá por 2008, quando a companhia lançou o seu iPhone 3G e inaugurou a sua plataforma de distribuição de aplicativos -- a App Store. Quase dez anos depois, centenas de novos negócios começaram e acabaram, grande parte deles usando um app como interface entre marcas e usuários. Nos tornamos super heavy users: elegemos nossos apps favoritos, aqueles que preenchem os vazios de nossas agendas ou garantem que não fiquemos por fora de nada que faça sentido em nossas rotinas.

    O resultado? A percepção de que aplicativos necessariamente fazem parte da resposta para todo e qualquer estratégia digital de negócio. O que muitos empreendedores e empresas falham em perceber é que utilizar aplicativos em estratégias de produtos digitais traz, também, grandes desafios e complicadores. Apps precisam ser comunicados, encontrados, baixados, mantidos nos dispositivos dos usuários e, principalmente, fazer sentido em suas vidas. Pouco adianta ter uma aplicação com uma bela experiência de produto, bem amarrada, com funcionalidades mil, se essa experiência não estiver inserido na rotina das pessoas.

    Quantos apps você já baixou, usou uma vez e nunca mais voltou para fazer alguma coisa? E se não for para usar, para que então guardar? Alguns estudos realizados por institutos como o Pew Research Institute, por exemplo, indicam que boa parte dos americanos só utilizam mesmo entre 6 a 10 apps de toda sua lista de aplicações no smartphone. E mesmo com uma rotina rica em notificações, um set completo de informações ou atividades que consigam compreender o comportamento do usuário, competir com Facebook, e-mail, Whatsapp, Snapchat, Uber, games, ou tantos outros exemplos, é um grande desafio.

    Trata-se de algo que requer estratégias de ativação e de manutenção de relacionamento, além de uma cultura aquecida de evolução do produto, que garanta a eliminação dos bugs e a busca por uma alta qualificação nas lojas de apps, por exemplo. Por mais que dezenas de frameworks nos auxiliem a tomar decisões e escalar produtos de forma responsável, esse desafio não pode ser subestimado.

    Por último, é importante ressaltar que smartphones possuem uma limitação relevante: espaço para armazenar dados. Quem troca mensagens, salva arquivos, músicas, grava vídeos e recordações em imagens a todo instante, sabe como é importante resguardar um espaço na memória do seu dispositivo. Mesmo que a relação com nossos gadgets nos faça criar uma rotina de backups, espaço em disco é uma necessidade quase premium. Manter um app instalado, nesse caso, é uma decisão relevante.

    No relacionamento entre marcas e usuários, nem sempre faz sentido que os primeiros exijam que os últimos baixem aplicações para fazer uso de algum recurso ou serviço. Esse tipo de produto digital faz mais sentido quando se pretende desenvolver um relacionamento constante com os usuários, criar um vínculo que se transforme em hábito. Ou seja:

    Quando falamos em produtos digitais, nem tudo precisa ou pode ser resolvido com um aplicativo.

    A boa notícia é que, atualmente, grande parte dos recursos dessas interfaces podem ser explorados sem que usuários precisem baixar e manter aplicações instaladas em seus dispositivos.

    Physical Web

    Há algum tempo o Google disponibiliza uma de suas iniciativas que tem como objetivo facilitar interações entre o mundo físico e o digital. Chamada de Physical Web, a plataforma permite interações rápidas e contínuas entre localizações e objetos físicos. Por meio de URLs transmitidas por objetos em um ambiente, utilizando um tipo específico de Bluetooth (o BLE Bluetooth Low Energy), dispositivos podem facilmente oferecer experiências ricas e integradas.

    Na prática, essa tecnologia facilita o processo de digitalização de experiências dentro de ambientes, como pedir sua cerveja no bar sem precisar implorar pela atenção do garçom, pagar o ticket do estacionamento de qualquer lugar do shopping sem necessitar encarecer o custo com tecnologia, ou fazer o checkout no hotel sem passar por filas. Além de alternativas a aplicativos, servem como um exemplo como a mobilidade e os ambientes inteligentes podem ser explorados com menos camadas de atrito para os usuários.

    Progressive Web Apps

    A web pode ser uma ótima alternativa a aplicativos, o problema é que, atualmente, grande parte das suas experiências mobile ainda são lentas, pouco otimizadas, sem imersão. Iniciativas como o Instant Articles do Facebook, Moments do Twitter, Accelerated Mobile Pages do Google são exemplos de soluções que tentam contornar o problema e oferecer uma experiência mais contínua aos usuários.

    Discussões sobre aplicativos web X aplicativos nativos ou sites responsivos que funcionem tão bem quanto aplicativos não são nenhuma novidade. O que poderia, talvez, ser chamado de novidade são os Progressive Web Apps, sites que conforme o engamento dos usuários vão ganhando relevância podendo fazer uso de recursos do device que até pouco tempo somente aplicativos conseguiam explorar.

    Como o próprio Google define, PWA’s oferecem aos usuários experiências mais rápidas, que permitem interações com animações mais suaves, carregadas de forma quase que instantânea, oferecendo uma experiência mais imersiva e confiável.  Esses sites, ou aplicativos progressivos, não requerem que os usuários façam o download através da Play Store ou da Apple Store, eliminando outras barreiras como ter de efetuar atualizações para ter alguma funcionalidade. Até mesmo o uso do velho e bom link pode ser explorado.

    Redes Sociais, Chatbots e Internet das Coisas

    Outro tema super relevante nessa discussão é a utilização das próprias redes sociais como interface. O Facebook, por exemplo, com seus chatbots -- ou até mesmo formatos de publicidade ricos, como o canvas - permite que tarefas e necessidades dos usuários sejam endereçadas sem fazer com que o usuário saia desses ambientes. Esses recursos, em boa parte dos casos, exigem investimentos muito menores, com soluções mais simplificadas e de maior velocidade de implementação.

    Além disso, algo que vai ser uma realidade em breve, até mesmo no Brasil, é a necessidade de e empreendedores darem conta de todo um ecossistema de dispositivos inteligentes, o que vai necessitar diferentes interfaces e protocolos de informação -- a tal Internet das Coisas. Trata-se de uma dinâmica que não deve fazer uso da tradicional lógica de apps, mas sim de protocolos abertos, com menos atritos, especialmente em ambientes que não sejam a casa do usuário -- nesse contexto, é provável que apps sejam, de fato, a melhor alternativa já que têm a ver com uso contínuo.

    Ao infinito e além

    Paul Adams, VP de produtos na Intercom -- empresa que explora soluções para otimizar a comunicação entre marcas e pessoas -- é um dos tantos evangelistas sobre como o conceito de apps precisa ser resignificado. Segundo ele, a lógica de utilizar apps como destinos não faz muito sentido no futuro da indústria.

    “Em um mundo com diferentes telas e dispositivos, o conteúdo precisa ser quebrado em unidades atômicas de forma que possa se trabalhar de forma agnóstica quanto ao tamanho de telas e plataformas de tecnologia”, afirma. Ele cita o exemplo do Facebook que já não é um site ou um app, mas um ecossistema integrado de objetos (pessoas, fotos, vídeos, comentários, negócios, marcas), agregados de diferentes formas ao longo da timeline dos usuários, distribuídos para uma infinidade de dispositivos.

    Enfim, a grande provocação é que a tecnologia, com sua internet das coisas, wearables, sensores, inteligência artificial, centenas de telas, outros modelos de interação, entre outras traquitanas, nos empurra para um contexto que vai nos permitir passar da fase da “cabeça enfiada na tela de seu smartphone”.

    Vamos continuar tendo, durante muito tempo, provavelmente, apps para qualquer tipo de coisa. Ao mesmo tempo, é fundamental o questionamento de que nem sempre essa vai ser a melhor solução para negócios -- algo ainda mais relevante quando se fala daqueles que estão sendo criados agora. É preciso explorar as fronteiras deste universo, descobrir qual conjunto de soluções mais se encaixa em seu momento estratégico e o que vai estabelecer a melhor conexão com seus usuários. Aliás, deve ter algum app que ajude a pensar nisso.

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    https://endeavor.org.br/seu-negocio-realmente-precisa-de-um-aplicativo-pense-de-novo/https://endeavor.org.br/?p=21441Wed, 07 Dec 2016 17:50:52 +0000Seu negócio realmente precisa de um aplicativo? Pense de novoApesar de serem parte importante da nossa rotina, aplicativos não são a resposta definitiva para todas as estratégias digitais de negócio. Saiba quais alternativas podem ser mais adequadas ao seu caso “There is an app for that. There is an app for anything”. Esse era o mote de uma das campanhas da Apple lá por ...Endeavor BrasilLuciano PouzadaWed, 07 Dec 2016 15:50:52 +0000Luciano PouzadaSeu negócio realmente precisa de um aplicativo? Pense de novoSeu negócio realmente precisa de um aplicativo? Pense de novo
    Sofrendo para pagar o 13º salário? Veja como planejarCom estrutura enxuta e agenda lotada, muitos empreendedores não conseguem se preparar para o 13º. Os especialistas Carlos Antonaglia e Carlos Martins, da EY, contam como reduzir o impacto e organizar melhor as finanças.

    Nós notamos: o artigo sobre como calcular 13º salário foi dos mais acessados do Portal Endeavor neste e no mês passado. Não é surpresa que, conforme vá chegando o final de ano, o empreendedor fique angustiado diante da significativa despesa que o benefício representa para o caixa da empresa,

    Para este ano não há muito mais o que ser feito, mas é bom já começar a pensar em 2017. O que fazer para evitar essas angústias? Como calcular? Como contornar as dificuldades que surgem na última hora, relativas ao pagamento? E, mais importante: como se planejar para que, nos próximos anos, essas dificuldades não se repitam?

    Para responder a essas perguntas, recebemos os especialistas Carlos Antonaglia e Carlos Martins, sócios da área de People Advisory Services da EY, para uma conversa.

    Como funciona o 13º?

    Comecemos pelo básico: o 13º salário, ou “gratificação de Natal”, foi instituído no país pela Lei 4.090, de 13 de julho de 1962. O dispositivo garante que o trabalhador receba o correspondente a 1/12 (um doze avos) da remuneração por mês trabalhado.

    Ou seja, é o pagamento de um salário extra ao trabalhador no final de cada ano (caso ele tenha trabalhado o ano todo na empresa).

    Esse pagamento pode ser feito em duas parcelas, que não são repartidas igualmente. A primeira delas, chamada de adiantamento, corresponde à metade da remuneração do mês anterior ao mês de recebimento, e não sofre descontos.

    Por exemplo: se um funcionário pediu o adiantamento em agosto, a primeira parcela de 13º paga foi equivalente à metade do salário de julho.

    A segunda parcela equivale ao salário bruto do mês de dezembro, com os descontos do adiantamento da primeira parcela, o INSS e o Imposto de Renda (IR). Assim, se o seu funcionário foi contratado no meio do ano, o benefício é menor.

    Como calcular?

    É simples: primeiro, divida o salário bruto por 12. Então, multiplique o resultado pelo número de meses em que o colaborador trabalhou até outubro -- o cálculo é sempre feito até este mês porque a primeira parcela é paga em novembro, e o empregado que começou a trabalhar em novembro não recebe o benefício.

    A primeira parcela será equivalente à metade do valor encontrado, sem descontos. Para chegar à segunda parcela, divida novamente o salário bruto por 12 e multiplique o resultado pelo número meses trabalhados. Em seguida, basta subtrair do resultado o adiantamento e os e descontos do INSS e do IR.

    Como diminuir o impacto no fim de ano?

    Primeiro, é preciso dimensionar o tamanho desse impacto para o seu caixa. Carlos Antonaglia afirma que, em termos de custos, o 13º implica mais um salário líquido para o funcionário. “Quando o empreendedor se pergunta ‘qual será o meu desembolso?’, ele pode considerar um mês a mais na folha líquida de pagamento”.

    Uma forma de atenuar o baque é realizar o provisionamento mensal dos recursos. “Você faz o cálculo de um doze avos do salário líquido, e vai depositando esse valor em uma conta aberta somente para isso”, recomenda Carlos Martins. Ele reitera que é fundamental que o empreendedor “não mexa” nessa conta, “para que não tenha surpresas no final de ano”.

    Uma dica é a de aproveitar os “momentos de pico” para realizar esse provisionamento:

    “É normal que, seja pela sazonalidade, seja por qualquer outro motivo, uma empresa tenha um, dois, três períodos do ano em que venda mais. Então, no momento em que o lucro é maior, o ideal é que o gestor já separe uma parte pensando no 13º”, recomenda Martins.

    Já Carlos Antonaglia afirma que outra possibilidade é “propor que o pagamento da primeira parcela ocorra quando o funcionário sai de férias”, em qualquer momento do ano. O recurso é previsto por lei e pode atenuar o efeito em dezembro. “É uma prerrogativa. E, apesar de você usar o caixa de forma antecipada, você não terá um custo muito alto no fim do ano”.

    Mas não provisionei. E agora?

    Pois é, todo esse planejamento seria o ideal -- e deve ficar como aprendizado para o futuro. Mas 2016 está terminando, e, se você não conseguiu provisionar e está enfrentando problemas com o pagamento do 13º, saiba que não está sozinho. Há muitos empreendedores na mesma situação.

    Carlos Martins divide a questão em dois lados: o operacional e o legal. No operacional, entra a necessidade de um financiamento.

    “Se você precisa pagar o 13º e não tem dinheiro em caixa, existem duas saídas simples de resolver isso: ou você parte para um autofinanciamento e coloca dinheiro do seu próprio bolso na empresa, ou você pega empréstimos de terceiros. Pensando no lado operacional, são as duas formas mais comuns utilizadas pelas empresas”.

    Agora, se não houver nenhuma dessas possibilidades, entra-se no aspecto legal. “Existem algumas multas administrativas previstas, que podem transformar o acerto dos compromissos em uma perigosa bola de neve”.  

    O estrago maior é o da desmotivação

    Isso dentro de uma esfera prática, tangível. Porque, para além do aspecto legal, Antonaglia lembra que o não pagamento pode causar grandes estragos na gestão de pessoas.

    “O impacto para o colaborador que espera esse pagamento no final de ano é significativo. Certamente vai trazer uma desmotivação que, para qualquer empresa, é péssimo”, conta o gestor. Carlos Martins concorda: “Os efeitos disso no engajamento e na motivação das pessoas são mais importantes que as multas administrativas”.

    Aproximar estratégia e custo trabalhista

    Para concluir, os dois especialistas enfatizam a importância de planejar e provisionar. Não apenas para esse benefício, mas para todo o planejamento financeiro.

    Antonaglia dá o exemplo: “Peguemos um empreendedor que venda chocolates -- ele sabe que abril e dezembro serão os meses mais movimentados, de pico. Então, ele tem que se preparar para os custos trabalhistas, como hora extra, jornada de trabalho e todos os encargos. Então, quanto mais próximo ele trouxer a estratégia do negócio aos custos trabalhistas -- ou seja, quanto mais ele entender qual é o negócio e quais são os impactos trabalhistas da operação --, melhor será o planejamento financeiro.

    Carlos Martins complementa: “É comum, também, você amarrar as férias, porque há o Natal, o Ano-novo e as férias escolares. Então, o desembolso costuma ser até maior do que só com o 13º, porque ocorre o pagamento dessas férias”. Ou seja, aquele provisionamento se torna ainda mais importante à medida que o impacto pode ser maior.

    Então, o grande aprendizado para o futuro é esse: planejamento com a previsão de reservas. E, para apagar o incêndio desse ano, autofinanciamento ou empréstimos de terceiros, para que sua empresa não enfrente sanções legais ou a desmotivação do time.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/sofrendo-para-pagar-o-13o-salario-veja-como-planejar/https://endeavor.org.br/?p=21402Wed, 07 Dec 2016 16:02:14 +0000Sofrendo para pagar o 13º salário? Veja como planejarCom estrutura enxuta e agenda lotada, muitos empreendedores não conseguem se preparar para o 13º. Os especialistas Carlos Antonaglia e Carlos Martins, da EY, contam como reduzir o impacto e organizar melhor as finanças. Nós notamos: o artigo sobre como calcular 13º salário foi dos mais acessados do Portal Endeavor neste e no mês passado. ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Dec 2016 12:51:03 +0000Endeavor BrasilSofrendo para pagar o 13º salário? Veja como planejarSofrendo para pagar o 13º salário? Veja como planejar
    Você está sempre ocupado? Nem sempre isso é sinal de produtividadeVocê sente que nunca consegue ter tempo para nada e que sua rotina é um caos? Veja como parar de “estar ocupado” e começar a ser produtivo

    Há uma diferença entre estar atolado de coisas para fazer e estar ocupado. E uma diferença ainda maior entre estar ocupado e resolver tudo o que se precisa, ou seja, ser produtivo. É só notar: quando alguém pergunta, "como você está?", não é verdade que quase sempre a resposta é "muito ocupado, sem tempo para nada!" com aquele ar de aborrecimento?

    A nossa cultura e o nosso tempo - cada vez mais conectado e acelerado - transformaram o "estar ocupado" em algo muito valorizado dentro do nosso mercado social. Na verdade, usamos isso para massagear nosso ego. Falar "eu estou ocupado" tem implícito também outras frases, como "eu sou importante"; "eu sou uma pessoa de alto valor" ou "eu tenho uma vida cheia de propósito, na qual não me falta nada".

    Estar ocupado - ou simplesmente parecer estar - é considerada uma desculpa válida para praticamente qualquer demanda da vida, pois acaba sendo uma justificativa para não ouvir nada de verdade, nem para falar as coisas de verdade, estar sempre atrasado, ser ignorado - e talvez, mais ironicamente - para não fazer muito de fato. Estar ocupado é uma desculpa a nós mesmos e aos outros para não fazer o que é realmente importante, as coisas mais difíceis. O "ocupado" é o mais novo "preguiçoso".

    Ocupado Produtivo Ocupar o tempo com tarefas em vez de priorizar resultados Descobrir como fazer mais em menos tempo Trabalhar sem sistemas ou meios que acompanhem o desenvolvimento de metas e resultados Usar sistemas para acompanhar metas e resultados Fazer tarefas aleatoriamente, sem organizá-las por sua ordem de importância ou urgência Fazer primeiro o que é mais importante Perder muito tempo com coisas que realmente não importam Estabelecer quanto tempo terá para realizar cada tarefa e como usar os recursos que são necessários para sua atividade Equacionar o "fazer" com o "realizar" Escolher o caminho mais assertivo para atingir resultados, fazendo mais em menos tempo

    Porém, há diversas razões para muitos de nós nos sentirmos sempre tão ocupados. Nós não conseguimos muita ajuda para "respirar" um pouco dentro de nossa pilha de tarefas e nem para encontrar um método mais produtivo de resolvê-las. Alguns dos principais culpados são a interrupção, a distração, a falta de prioridades claras e o apego à ideia do "estar ocupado". Um estudo aponta que a interrupção e a distração podem chegar ao ponto de ser tão frequentes em um curto espaço de tempo que, por exemplo, um profissional de TI é interrompido, em média, a cada 3 minutos durante o seu trabalho - até 20 vezes em uma hora.

    O mesmo estudo revela que até três quartos de todas as interrupções são resolvidas imediatamente, independente de serem importantes naquele momento ou não. Estamos sempre preocupados com lista, preenchendo até o último instante com tarefas, mas sem perceber como atingimos nossos resultados com elas. Estamos tão ocupados (preguiçosos ou pressionados) para querer priorizar tarefas, e, por isso, nós nunca conseguimos resolver algo realmente importante. Estamos ocupados demais para tentar ser produtivos.

    Mas há uma mágica para resolver esse impasse; o que acaba sendo, ao mesmo tempo, a coisa mais simples e a mais difícil de interromper: parar de uma vez por todas com a nossa vida sempre "ocupada". Ser produtivo significa ser consciente e, para ser consciente, temos que parar com esse velho hábito. Temos que criar uma brecha nesse padrão, ou seja, temos que criar lacunas de agenda que possam integrar e complementar diversas áreas de nossas vidas ao mesmo tempo. Por mais intuitivo que pareça, quanto mais pararmos tudo e olharmos para cima, dermos um passeio, mais próximos estaremos de encontrar formas de arranjar um espaço em nossas agitadas agendas - e mentes desordenadas -; e consequentemente, mais teremos mais resultados.

    Por exemplo, a neurociência está agora descobrindo que quanto mais tentamos ser multi-tarefa, menos produtivos nós somos. Nas empresas, uma mudança de comportamento e dos sistemas podem ajudar a conseguir mais produtividade.

    Modos de incentivar a produtividade

     1. Reduzir interrupções e distrações

    • Concentrar reuniões em um dia na semana ou em um determinado período no dia
    • Desligar notificações de celular/computador durante um período do dia
    • Organizar em uma agenda (diária e semanal) as atividades e os compromissos possíveis de ser realizados, de forma adequada
    • Estabelecer expectativas para serem atingidas com regularidade: abandone de vez a irregularidade
    2. Comunicação
    • Evitar a redundância
    • Reflitir sobre a real necessidade do que precisa ser discutido pessoalmente ou por telefone (às vezes, um e-mail ou mensagem pode ser mais prático e eficiente)
    3. Desenvolver um "senso de pausa" durante o trabalho
    • Tenha reuniões externas
    • Não programe cada minuto do seu dia
    • Procure exercitar-se
    • Não criar uma expectativa de obter resultados imediatos
    • Ajudar a identificar prioridades, objetivos e metas
    • Ajudar colegas com feedbacks sobre o estilo de trabalho de cada um - e estimulando a prática entre eles -; fazendo com que entendam a própria forma de desempenhar atividades
    • Criar um grupo de conversas (redes sociais ou qualquer outro meio) para organizar as discussões e concentrar os assuntos em lugares específicos
    4. Manter uma rotina de sono saudável
    • Evitar marcar compromissos noturnos e de manhã cedo
    • Estabelecer intervalos para uma soneca ou descanso (estudos mostram que a maioria dos trabalhadores se privam de um bom sono e que fazer isso pode ser pior que ficar bêbado, quando se trata de desempenho cognitivo!)

    Quanto mais consciente formos em como aproveitamos o nosso tempo e a nossa energia, menos vamos ficar atolados com atividades corriqueiras, e muito provavelmente, vamos ajudar a construir empresas mais bem sucedidas, trabalhando com significado, além de viver empreendendo realizações com propósito. Parece que os grandes pensadores budistas já perceberam isso há algum tempo:

    “Você deveria meditar 20 minutos por dia, a menos que esteja muito ocupado. Nesse caso, deve meditar por uma hora”  — provérbio Zen

    Conteúdo escrito por Corey Kohn, originalmente postado em Unresonable.

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    https://endeavor.org.br/voce-esta-sempre-ocupado-nem-sempre-isso-e-sinal-de-produtividade/https://endeavor.org.br/?p=21405Tue, 06 Dec 2016 19:57:40 +0000Você está sempre ocupado? Nem sempre isso é sinal de produtividadeVocê sente que nunca consegue ter tempo para nada e que sua rotina é um caos? Veja como parar de “estar ocupado” e começar a ser produtivo Há uma diferença entre estar atolado de coisas para fazer e estar ocupado. E uma diferença ainda maior entre estar ocupado e resolver tudo o que se precisa, ...Endeavor BrasilUnreasonable InstituteTue, 06 Dec 2016 17:57:40 +0000Unreasonable InstituteVocê está sempre ocupado? Nem sempre isso é sinal de produtividadeVocê está sempre ocupado? Nem sempre isso é sinal de produtividade
    5 ideias para melhorar o ambiente de trabalho na sua empresaSerá que seus funcionários estão realmente bem com o ambiente em que trabalham? Veja dicas de Fabiana Pontes, da Printi, para criar um ambiente saudável e feliz

    Você já viu ou ouviu falar do filme “Tempos Modernos”? Nele, Charlie Chaplin interpreta seu personagem mais famoso -- o “Vagabundo”, que tenta ganhar a vida no mundo industrializado. O ano era 1936, e o ator e diretor mirava a forma desumana como trabalhadores passaram a ser tratados depois da revolução industrial. Empregado em grandes indústrias, o personagem vive às voltas com engrenagens gigantes, maquinários e outros assustadores monstrengos de uma linha de produção.

    Se estivesse vivo hoje, 80 anos depois do lançamento do filme, é provável que Chaplin ficasse surpreso ao ver que muita coisa continua igual. Claro que os tempos -- e os conceitos -- são outros, mas é inegável que muitos líderes ainda olhem para os funcionários como meras peças, pouco diferentes dos materiais que trabalham.

    Mas Chaplin também ficaria orgulhoso ao constatar que este é um cenário em extinção. Hoje, cada vez mais empresas entendem a importância de cultivar o melhor ambiente de trabalho possível, investindo no material mais precioso que têm: as pessoas.

    Confraternização e pertencimento: os segredos da Printi

    Uma dessas empresas é a Printi, gráfica online sediada em São Paulo. Criada por dois estrangeiros -- o alemão Florian Hagenbuch e o húngaro Mate Pencz -- a companhia vem crescendo numa média de mais de 100% todos os anos. E é claro que, sem um cuidadoso trabalho de gestão de pessoal, isso não seria possível. Trata-se de um conjunto de “hábitos e práticas saudáveis” que, aos poucos, foram contribuindo para um time mais produtivo e engajado.

    Boa parte da “culpa” por isso recai sobre Fabiana Montes, responsável pela Gestão de Pessoas da Printi. E ela compartilha agora algumas das iniciativas e aprendizados que ajudam a explicar o porquê desse êxito.

    1. A gestão de pessoas tem que ser essencialmente humana

    Um primeiro ensinamento de Fabiana diz respeito ao entendimento humanizado da gestão de pessoas; ao ato de pensar o bem estar dos colaboradores em cada detalhe, tornando o dia a dia da empresa naturalmente agradável.

    E ela logo dá um exemplo sobre como isso se traduz na prática:

    “Hoje mesmo um de nossos colaboradores não está muito bem do estômago. Então, liguei para o restaurante da empresa e pedi para prepararem uma batata cozida com frango grelhado”. abrangência dos eventos”.

    Essa atenção ao detalhe, garante Fabiana, faz toda a diferença. O entendimento de que, embora se trate de um conjunto, cada pessoa tem necessidades diferentes -- e todas devem ser acolhidas, na medida do possível.

    No caso da Printi, são muitos funcionários -- e muitas demandas. Mesmo assim, Fabiana e seu time de três analistas procuram dar conta de todos esses detalhes. E conseguem, já que os colaboradores demonstram motivação e se sentem parte de um todo.

    2. A aposta na confraternização

    Além desse cuidado cotidiano, Fabiana investe na confraternização do time -- de todo o time. “Não pode ter diferença. Ou implemento um programa para todo mundo, ou não implemento para ninguém”.

    Os bons e velhos happy hours, por exemplo, com uns comes e bebes. Na Printi, são mensais. E como boa parte dos funcionários trabalha em turnos, são realizadas duas edições: uma das 14h às 17h, e outra das 18h às 21h, para que todos possam aproveitar. “É uma prática de que os colaboradores gostam muito”. E as famílias deles também são levadas em consideração: “em outubro, o happy hour foi em homenagem às crianças. Criamos atividades lúdicas para os filhos dos funcionários realizarem em casa”.

    Fabiana afirma que essa aproximação é fundamental para fortalecer a conexão com a empresa. “Sempre que possível, convidamos as famílias a virem à Printi, para conhecerem onde o pai ou a mãe trabalham”.

    3. Manhãs frutíferas e recepções calorosas

    Nem só de confraternizações etílicas é composta a estratégia de gestão de pessoas da Printi. A saúde do pessoal também está no radar. Por isso, a cada manhã, os colaboradores são recebidos com frutas fresquinhas, vindas diretamente de uma banca do CEAGESP, que fica pertinho da sede da empresa. São as Manhãs Saudáveis, que acontecem de segunda a sexta, sem exceção.

    Outra iniciativa que, segundo Fabiana, vem dando ótimos resultados é o Projeto Passaporte. “O intuito é acolher os novos colaboradores em toda a empresa. Independentemente de onde eles vão trabalhar, acabam passando por todas as áreas e departamentos”. E a parte da produção recebe uma ênfase especial, para que “o recém-chegado consiga entender o que acontece, por exemplo, na produção de um banner, para que ela entenda o negócio como um todo”.

    Para isso, foi criado um passaporte, mesmo, com a visão e os valores da empresa, e carimbos para todas as áreas por onde o novo colaborador passa. O documento também serve para dar informações administrativas importantes, como sobre pagamento, feedbacks etc.

    4. O treinamento já mostra que dá certo

    Logo que um novo colaborador é contratado, ele passa por um treinamento. E ali Fabiana já constata que o programa é bastante efetivo.

    “As pessoas já vão para o treinamento mais preparadas, conhecendo melhor o negócio e entendendo mais da parte técnica do que está sendo explicado. Tanto que as notas dos testes pós-treinamento tiveram melhoras”.

    Mas Fabiana também alerta para os riscos que surgem caso esses processos não sejam bem conduzidos: “o próprio happy hour é um evento que, se não for bem supervisionado, pode sair ‘pela culatra’. O pessoal pode levar alguma bebida mais forte, e tal. É fundamental conhecer a maturidade do público com o qual se está trabalhando. Ou vira muito ônus para pouco bônus”.

    5. Sem medo de fazer benchmarking

    Em conclusão, Fabiana conta que está sempre de antena ligada em busca de novos “hábitos saudáveis” para implementar no ambiente de trabalho da Printi. “Estou sempre de olho em outras empresas que têm essa mesma pegada, justamente para ver o que vai se adaptar ao nosso mundo ali dentro, e o que não cabe”.

    Dentro da empresa, as antenas estão ainda mais ativadas. Porque Fabiana sempre realiza pesquisas com o time, para verificar o que está e o que não está dando certo.

    A ideia, afinal, é oposta àquela que vemos “Tempos Modernos”: “uma constante busca de proporcionar um ambiente cada vez melhor às pessoas, levando em consideração as necessidades delas”. Charlie Chaplin, tremendo humanista que era, certamente assinaria embaixo.

    Veja também:

    |EAD| A arte do recrutamento: como atrair os melhores profissionais para seu negócio

    |eBook| Liderança Inspiradora: como inovar na gestão de pessoas

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    Influência Social: 5 mecanismos de persuasão para aplicar no seu negócioCom os mecanismos de prova social (social proof), você pode influenciar a decisão de compra dos seus clientes e até a percepção do seu time sobre você. Descubra como aplicar esse conceito em situações práticas do cotidiano.

    Imagine que você chega a uma cidade onde nunca esteve antes e decide sair para jantar. Na rua, todos os bares e restaurantes são bastante parecidos. Em qual você entra para comer? Provavelmente no mais cheio. Com certeza não será no mais vazio. Isso porque o local mais cheio parece ser o melhor, e o mais vazio o fez entender que a comida não é tão boa ou é cara demais.

    Está aí: você acabou de usar as outras pessoas como atalhos na tomada de uma decisão. E, acredite: nós fazemos isso o tempo todo: analisando críticas de produtos na internet, assistindo ao vídeo que já tem milhões de visualizações, experimentando um produto que uma blogueira indicou e até mesmo comprando um dos livros mais vendidos do mês.

    Esse princípio é tão poderoso que, se bem aplicado, constrói os fundamentos para um marketing boca a boca massivamente escalável.

    Parece conversa de guru de marketing? Pois saiba que o sucesso do Netflix, da Amazon e do Facebook está bastante baseado nesse princípio. Veja como aplicar essa técnica no dia a dia da sua empresa.

    1. Métricas de vaidade têm o seu valor

    Se você assistiu ao nosso curso online de Marketing Digital, sabe que o Vitor Peçanha, da Rock Content, sugere que você abandone qualquer métrica de vaidade, como número de seguidores no Facebook ou número de usuários do site, para olhar para os números que realmente importam. Mas, isso não significa que os grandes números da sua empresa não tenham valor.

    Escolha os números mais impactantes relacionados ao seu negócio e use-os como forma de validação social da sua marca. Podem ser o número de clientes já atendidos, as horas de consultoria dadas, ou até algo mais criativo relacionado ao seu segmento, como a métrica do Minha Vida, um portal de de saúde e bem-estar, que monitora o número de quilos que os seus usuários já perderam.

    No site da rede Bliive, de troca colaborativa de tempo, o valor em destaque é do número de horas doadas, com as fotos de alguns dos usuários e os logos de organizações e veículos conhecidos.

    2. Toda compra é social

    Com a explosão dos e-commerces, é fácil entender a influência das opiniões dos outros usuários na tomada de decisão de compra online, por meio das avaliações sociais – o social review. Em meio a centenas de opções de livros de negócios, por exemplo, as avaliações da Amazon o ajudam a escolher qual é aquele que vale a leitura.

    E o oposto também vale: você já deve ter pensado duas vezes antes de comprar um produto com avaliação de apenas uma estrela no site, não é? A primeira crítica negativa no eBay, por exemplo, é capaz de afetar o volume de vendas semanal diminuindo de 5% a 8%.

    Faça um grande diagnóstico sobre as avaliações, críticas e depoimentos sobre a sua marca na internet, especialmente as avaliações de Reclame Aqui, Facebook, Trip Advisor e Foursquare, dependendo do setor em que você atua.

    Crie incentivos para que seus consumidores deixem depoimentos espontâneos na sua página do Facebook ou respondam a pesquisas de satisfação com autorização para você usar os seus depoimentos em comunicações futuras.

    Mas não ache que essa é uma estratégia que só sobrevive no mundo digital. Nos anos 1990, o McDonald's costumava informar nos letreiros o número de pessoas que já foram servidas nos seus restaurantes, comprovando a popularidade da rede.

    3. Prepare o megafone, mas deixe os outros falarem por você

    Deixe seus clientes falarem por você. Coloque depoimentos reais pelo seu site, na landing page de compra e até nos anúncios que cria. Para melhorar ainda mais o efeito de influência social, inclua a foto, o nome e algum atributo dessa pessoa como profissão ou empresa onde trabalha.

    O argumento de autoridade também pode ser poderoso para legitimar a sua empresa. Se ela já ganhou um prêmio ou conquistou um certificado de reconhecimento no mercado, inclua no seu site. Por serem ícones reconhecidos de marcas, empresas e organizações com credibilidade, a associação com a sua marca também afeta a percepção de valor que seus clientes terão de você.

    No site da Wise Waste, por exemplo, empresa especializada em reciclagem e design circular, um dos módulos é dedicado aos clientes já conquistados.

    Mas, se a sua marca ainda é pouco conhecida ou a proposta da sua startup é bastante inovadora, use o trabalho de assessoria de imprensa para aumentar seu capital social. Reúna as reportagens que existem sobre o seu produto, serviço ou empresa e crie uma seção no rodapé do seu site com o logo de cada veículo.

    4. O capital social de um líder pode moldar a cultura da empresa

    Com essas ideias em mente, parece que o conceito de social proof só faz sentido se aplicado ao marketing e às vendas. Mas, na prática, ele pode ser usado também para desenvolver sua influência como líder. Dentro de uma empresa, a liderança define a barra do que é modelo de comportamento, linguagem, formalidade, flexibilidade e até o código de vestimenta.

    Leila Velez, empreendedora do Beleza Natural, fala sobre isso nesse artigo.

    O empreendedor molda a cultura de sua organização por meio de sua própria personalidade. Se você não estiver bem, com certeza esse sentimento tende a se espalhar por toda a equipe, feito rastilho de pólvora.

    5. A pior pessoa do time determina o que é aceitável

    Essa ideia apresentada pela Leila também funciona ao contrário. Sabe quando aquela pessoa chega atrasada à reunião ou não entrega um projeto no prazo? Pois é, ela também pode influenciar o comportamento do restante do seu time, e para pior.

    Nesse artigo, Felipe Castro, mentor Endeavor, conta como o empreendedor pode identificar quem são essas pessoas dentro do seu time, eliminando o comportamento que não é aceitável para aumentar a barra de excelência na entrega.

    Eliminar comportamento e crenças destrutivas abre caminho para a excelência se espalhar -- particularmente quando esses impedimentos confrontam com a mentalidade que propele o desempenho da organização

    Esse texto faz parte de uma série de artigos sobre Economia Comportamental para empreendedores e foi inspirado no evento criado pelo KES, em novembro de 2016. Se você quiser se aprofundar nesse tema, fique de olho nas próximas publicações e conheça o Guia de Economia Comportamental e Experimental, escrito pela Flávia Ávila, professora da ESPM, e disponibilizado em versão digital.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/influencia-social/https://endeavor.org.br/?p=21369Mon, 05 Dec 2016 14:45:44 +0000Influência Social: 5 mecanismos de persuasão para aplicar no seu negócioCom os mecanismos de prova social (social proof), você pode influenciar a decisão de compra dos seus clientes e até a percepção do seu time sobre você. Descubra como aplicar esse conceito em situações práticas do cotidiano. Imagine que você chega a uma cidade onde nunca esteve antes e decide sair para jantar. Na rua, ...Endeavor BrasilLaís GrillettiFri, 06 Jan 2017 13:29:05 +0000Laís GrillettiInfluência Social: 5 mecanismos de persuasão para aplicar no seu negócioInfluência Social: 5 mecanismos de persuasão para aplicar no seu negócio
    ‘Vento no rosto para todos’: os gêmeos que querem revolucionar a cadeira de rodasOs irmãos gêmeos Júlio e Lúcio Oliveto criaram o Kit Livre, um acessório que transforma qualquer cadeira de rodas em triciclo elétrico motorizado. Aqui, eles contam das dificuldades de transformar a ideia em produto. 

    Dizem por aí que irmãos gêmeos são opostos. Principalmente se são univitelinos, ou seja, quando desenvolvem-se a partir do mesmo zigoto: aí, são como a imagem invertida um do outro. Destros e canhotos, racionais e emocionais, metódicos e caóticos, palmeirenses e corintianos, e por aí vai.

    Brincadeiras à parte, não é raro que essas diferenças sejam favoráveis aos gêmeos, que acabam por se complementar.

    É o caso de Júlio e Lúcio Oliveto, de São José dos Campos, interior de SP. O primeiro é engenheiro mecatrônico, e o segundo, administrador. Certo, não são exatamente o oposto um do outro, mas são certamente complementares. E, hoje, estão profundamente unidos no propósito de transformar a vida de cadeirantes e portadores de deficiência -- além de mudar a forma como as demais pessoas os veem.

    Sai a cadeira de rodas, entra o triciclo motorizado

    Esse propósito os levou a criar a Livre, empresa que desenvolve equipamentos para auxiliar a mobilidade e dar autonomia aos cadeirantes. E o produto dessa iniciativa é o Kit Livre, um acessório que pode ser acoplado em qualquer modelo de cadeiras de rodas manual e transformar essa cadeira de rodas num triciclo motorizado elétrico. Com ele, os cadeirantes podem até praticar esportes radicais.

    O Kit Livre nasceu mesmo de um propósito. Da vontade de “deixar de lado o conceito de que uma pessoa cadeirante é dependente de outras pessoas. Transformar essa imagem estática, proporcionando movimento a ela”, afirma Júlio.

    Movidos por esse propósito, Júlio e Lúcio estão a mil por hora: em 2016, além de participarem do Braskem Labs, programa de aceleração que durou 4 meses e impactou outros 11 projetos inovadores, também vêm conquistando diversos prêmios em concursos de empreendedorismo.

    Mas não sem antes superarem alguns percalços. Porque, como você já deve saber, empreendedorismo é para os resilientes. E isso os dois são. Veja agora o porquê.

    Empreendedorismo no sangue

    Júlio e Lúcio nasceram numa família empreendedora. O avô era taxista em São José, e depois acabou abrindo uma empresa de entregas. Logo, essa empresa cresceu e virou uma transportadora -- que ficou ainda maior quando o pai dos gêmeos entrou no negócio. Tanto que a primeira empresa dos dois acabou derivando desse ramo.

    Em meados de 2002, os gêmeos abriram uma locadora de empilhadeiras e máquinas industriais. Sempre juntos, complementando-se. “Eu e meu irmão sempre tivemos uma afinidade muito boa em tudo o que se relaciona à gestão”, conta Júlio.

    A afinidade ia além: naquele momento, nenhum dos dois estava empolgado com o negócio. Embora tenha sido uma ótima experiência, em que “aprenderam na marra, depois de apanhar”, ambos tinham a impressão de que era uma empresa muito familiar. Faltava profissionalismo.

    Em busca do brilho nos olhos

    Mas faltava algo mais importante, também: o propósito. “Nós não tínhamos algo que nos motivasse, que nos fizesse acreditar de verdade naquilo”, revela Júlio Oliveto. Os olhos dos gêmeos não brilhavam pelas empilhadeiras

    A mudança começou a ocorrer em meados de 2009, quando Júlio ingressou no mestrado em engenharia mecânica. Na ocasião, surgiu a possibilidade de criar algum equipamento que motorizasse uma cadeira de rodas. A ideia nasceu de conversas do mestrando com o orientador, professor Vitor Orlando Rosado.

    As conversas levaram à criação do primeiro protótipo do Kit Livre, em 2011. Naquele momento, Júlio e Lúcio mal vislumbravam a ideia de transformá-lo em negócio. A motivação era a de proporcionar novas sensações aos cadeirantes.

    O valor inestimável de um conselho

    Os gêmeos seguiam aprimorando o produto, mas faltava um detalhe importante: que o mundo soubesse disso. Foi quando ouviram, de professores, o conselho de expô-lo em eventos de empreendedorismo. E foi quando os dois perceberam que, para cumprir o propósito que tinham em mente -- e ampliá-lo --, realmente precisariam estruturar um negócio.

    A partir de 2013, os dois passaram a se inscrever em prêmios e feiras de empreendedorismo. Desta forma, colocaram o pé no mercado, inclusive formatando um plano de negócio.

    Mas, no começo, houve frustração. Embora tenha chegado à fase final de alguns concursos, naquele momento o Kit Livre não chegou a ser premiado. Os empreendedores esbarravam em alguns pontos cruciais nas avaliações, o que demonstrou que precisavam aprimorar também o modelo.

    “Pensamos: não é possível, o negócio é bacana, tem tudo para ir para a frente e para ajudar muita gente. Só que não conseguíamos mostrar isso. Isso ficou na nossa cabeça. Como mostrar que o Kit Livre também tinha potencial de negócio?”, conta Júlio

    Resiliência vem antes de sucesso até no dicionário

    Então, os dois arregaçaram as mangas e botaram para fazer. Trabalharam firme para colocar de pé um projeto vencedor.

    Ao longo de 2014, participaram novamente de vários concursos, e o esforço deu resultado: o Kit Livre acabou laureado em prêmios importantes, como o de Empreendedorismo do Santander. E com o aporte da premiação, de R$ 100 mil, os dois conseguiram montar o negócio. “Fabricamos o primeiro lote e fizemos um investimento para participar de uma feira.”

    Em abril de 2015, Júlio e Lúcio lançaram oficialmente o Kit Livre. E fizeram questão de se aproximar de quem comprava o produto.

    “Nós passamos cerca de um ano fazendo entregas. Nós mesmos. Para conversar com os clientes e entender o que poderia melhorar -- inclusive na nossa produção”.

    O resultado é um produto em constante aprimoramento, com uma construção mais otimizada para a empresa.

    Assim, com habilidades diferentes mas unidos no mesmo propósito, os gêmeos demonstraram que a Livre tem tudo para buscar e conseguir um crescimento de alto impacto. E, no Shark Tank Brasil, só não conseguiram o investimento porque já tinham recebido o aporte do fundo Golden Tree Family Office.

    Mas o impacto vai muito além de números. A julgar pelo brilho nos olhos de quem se depara com o Kit Livre -- e não falamos apenas dos cadeirantes --, os resultados desse trabalho são muito mais amplos e profundos do que isso.

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    https://endeavor.org.br/historia-kit-livre/https://endeavor.org.br/?p=21358Fri, 02 Dec 2016 20:35:01 +0000‘Vento no rosto para todos’: os gêmeos que querem revolucionar a cadeira de rodasOs irmãos gêmeos Júlio e Lúcio Oliveto criaram o Kit Livre, um acessório que transforma qualquer cadeira de rodas em triciclo elétrico motorizado. Aqui, eles contam das dificuldades de transformar a ideia em produto.  Dizem por aí que irmãos gêmeos são opostos. Principalmente se são univitelinos, ou seja, quando desenvolvem-se a partir do mesmo zigoto: aí, ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 09 Dec 2016 18:09:43 +0000Endeavor Brasil‘Vento no rosto para todos’: os gêmeos que querem revolucionar a cadeira de rodas‘Vento no rosto para todos’: os gêmeos que querem revolucionar a cadeira de rodas
    É hora de a sua empresa expandir para a América Latina?Quero compartilhar com vocês a história de uma empreendedora pernambucana que conheço, a Maria Eulália. Empreendedora mesmo, desde pequenina: como a mãe da Maria Eulália sempre foi uma doceira de mancheia, ela começou a ajudá-la na preparação de brigadeiros, beijinhos e quindins. E depois os levava à escola para trocá-los por bonecas e outros brinquedos.

    Anos depois, já na faculdade de engenharia, a Maria Eulália se associou a alguns amigos para montar o embrião do que hoje é a Engenhosa, empresa que desenvolve soluções para reduzir o impacto ambiental na construção civil lá de Pernambuco.

    E o que surgiu como um experimento acabou virando um baita empreendimento. Porque a Engenhosa foi criada em um momento em que a preocupação com o meio ambiente só fazia aumentar. E cada vez mais construtoras passaram a buscar as soluções de Maria Eulália -- que, pouco depois, comprou a parte dos sócios e se tornou a única dona.

    Só que, hoje, a nossa heroína vive um impasse. Ela quer expandir, mas tem dúvidas sobre para onde: parte para São Paulo (ou outra região metropolitana do país), ou arrisca a internacionalização para a América Latina? Mais especificamente para o Equador, onde surgiu uma oportunidade?

    Meu primeiro conselho é: “pare e reflita”

    São muitas as questões que devem entrar na balança, neste momento. Há que se levar em consideração que, no caso da Maria Eulália, o business é específico, pois se trata do mercado de construção -- um setor que, atualmente, não vive seus melhores momentos, é fato. Mas sejamos otimistas, assim como a empreendedora.

    Meu primeiro conselho para ela seria no sentido de fazer uma profunda reflexão, essencialmente estratégica. E o aspecto inicial é o tamanho do mercado, que, aqui em São Paulo, é enorme.

    Por melhor que seja a oportunidade no Equador, este país inteiro talvez corresponda a um bairro da capital paulista. Sem contar o fato de que Maria Eulália tem uma empresa já estabelecida no Brasil, falando a mesma língua, e com mercados de imenso potencial -- estrategicamente, isso deve ser considerado.

    Os perigos da (falta de) estratégia

    Enfatizo este ponto porque, no momento de expandir, tenho percebido que muitas empresas não têm uma estratégia bem definida.

    Às vezes, os gestores participam de uma feira no exterior, identificam uma oportunidade e já saem arrumando as malas.

    Claro que, dependendo da situação, uma experiência internacional pode ser bem interessante. Mas, no caso da Engenhosa, expandir para São Paulo -- ou para outra região metropolitana do país -- é muito mais atraente, por inúmeros motivos. Investir no Equador pode até dar algum retorno que de início seja interessante, mas provavelmente será insignificante em relação ao que a empresa pode obter em SP.

    Veja também: |EAD| Expansão: a estratégia de crescimento certa para seu negócio

    Para entender isso, basta aplicar aquela metodologia de planejamento estratégico: Where to play; how to win (Onde atuar, como vencer).

    A primeira questão, Where to play, deve suscitar algumas dúvidas cujas respostas orientam a gestão. No caso da Maria Eulália, seriam: “o que farei? Começo no Nordeste e vou ampliando, para depois chegar a um mercado maior, quando a tecnologia estiver estabelecida?” E a segunda, How to win, diz respeito à execução do plano estabelecido antes.

    A estratégia está no livro Playing to Win, How Strategy Really Works (“Jogando para vencer, como a estratégia funciona de verdade”, ainda sem lançamento no Brasil), escrito por Alan G. Lafley, consultor de negócios, e Roger L. Martin, diretor da Rotman School of Management da Universidade de Toronto. Você pode conhecer mais sobre ele neste artigo.

    A importância de resistir às tentações externas

    O que quero reiterar, aqui, é que é fundamental que o controle dessa expansão esteja dentro da empresa. Como mencionei, é recorrente que organizações respondam a inputs externos -- “vem aqui para a Colômbia, vamos fazer uma parceria!”, e o empreendedor acaba indo. Vai meio que a reboque, atuando de forma passiva.

    Novamente, isso não é necessariamente ruim -- desde que corresponda a uma profunda reflexão estratégica realizada dentro da empresa.

    Porque essa expansão implica ter que montar estruturas de atendimento e de operações consideráveis. Ou seja, o tamanho do mercado tem que ser suficiente para que o volume de negócios faça esses investimentos valerem a pena.

    Aliás, este é outro conselho que daria a Maria Eulália: se for para expandir, tem que ser para ficar. Tem que ser para valer. Não é apenas para realizar um projeto pontual, que não poderá ser replicado. Não se trata de entrar e sair a bel-prazer do empreendedor.

    Em suma: a decisão de para onde ir só deve acontecer, entre outras reflexões, após a avaliação do volume de negócios que o destino oferece. 

    “Mas em São Paulo o desafio da concorrência é muito maior”, você pode dizer.

    Não há dúvidas. Mas, sempre tomando o caso de Maria Eulália como exemplo, vimos que ela conseguiu desenvolver uma tecnologia que foi bem aceita. As soluções de redução no impacto ambiental dela foram cada vez mais requisitada por grandes empresas do Nordeste (muitas das quais atuam no Sudeste, também). Tornaram-se produtos vencedores.

    Assim, ela conseguirá ter uma ideia mais precisa do potencial de aceitação do produto na região do próprio país -- pelo menos, mais do que se resolvesse partir para o Equador. Em todo caso, também há dispositivos práticos que podem auxiliar neste momento de decisão, como uma boa e velha análise SWOT.

    Veja também: Análise SWOT 

    Quando a expansão não é bem feita

    Para entendermos o que acontece quando a expansão sai “pela culatra”, vejamos outro exemplo: o do meu amigo curitibano José Damásio. Ele montou, na capital paranaenseuma empresa de soluções tecnológicas para o setor da agricultura que “bombou”. O Damásio conseguiu estabelecer uma imagem de marca muito sólida entre os agricultores de lá, e foi crescendo para mercados adjacentes.

    Então, o empreendedor tomou a decisão de alçar voos mais ambiciosos -- e vir para o Estado de São Paulo. Mas sei que essa decisão não foi precedida de muita análise. Não se considerou se o mercado era parecido, se era competitivo ou mais agressivo, e por aí vai.

    Assim, a forma escolhida para chegar a São Paulo foi a compra de carteira de clientes. Como a operação da empresa do Damásio era muito rentável e havia dinheiro em caixa, despenderam quantias vultosas na operação: o gasto nessas carteiras ficou em torno de dez milhões de reais.

    Acontece que a empresa não conhecia a fundo o processo paulista. Resultado: os clientes foram abandonando as soluções do Damásio, e quase todo esse investimento foi por água abaixo.

    Qual foi o erro? Na minha opinião, o fato de que o gestor só viu o potencial de mercado -- e mais nada. A decisão de vir a São Paulo provavelmente foi acertada, dado o tamanho do potencial.

    Mas todas aquelas perguntas deviam ter entrado nesse processo: “como faço para ir para lá? Como opero? O que os clientes de lá valorizam? Aliás, será que o cliente vai me aceitar?”

    Concluindo: não tem um único jeito, plano de expansão geográfica é sempre um desafio. Ainda mais quando temos dúvidas sobre para onde expandir.

    Mas, se a estratégia foi solidamente planejada, e as perguntas certas foram devidamente respondidas, é provável que essas dúvidas nem existam. Pelo menos é o que eu diria à Maria Eulália -- e é o que digo a você.   

    Leia mais:

    Que pontos o empreendedor deve avaliar antes de internacionalizar?

    Você quer levar seu negócio para o exterior? Veja o que não pode faltar na mala

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-expandir-meu-negocio/https://endeavor.org.br/?p=20860Fri, 02 Dec 2016 15:10:54 +0000É hora de a sua empresa expandir para a América Latina?O que levar em consideração na hora da expansão para novos mercados e regiões? Ficar no país ou cruzar fronteiras? Minha experiência mostra que, aqui, planejamento estratégico é tudo Quero compartilhar com vocês a história de uma empreendedora pernambucana que conheço, a Maria Eulália. Empreendedora mesmo, desde pequenina: como a mãe da Maria Eulália sempre ...Endeavor BrasilWilson AmaralMon, 05 Dec 2016 17:47:19 +0000Wilson AmaralÉ hora de a sua empresa expandir para a América Latina?É hora de a sua empresa expandir para a América Latina?
    Quebra de confiança: dá para superar?Leia sugestões para avaliar e manejar melhor um caso de quebra de confiança e não deixar que essa situação delicada afete a gestão de sua empresa

    Entre as inúmeras citações que realçam a importância da confiança nas relações humanas, há uma clássica que, pela simplicidade, permanece sendo minha preferida: “Leva-se anos para se construir uma relação de confiança e apenas segundos para destruí-la”. Essa frase, adaptada de um texto de William Shakespeare, é válida para qualquer esfera da vida. E é especialmente verdadeira no ambiente de trabalho.

    A falta de confiança é absolutamente contraproducente, pois leva a um gasto de energia que poderia ser utilizada em outros aspectos do negócio. Nas empresas que costumam fazer avaliações de clima, a postura “armada” de gestores e do time configura o que hoje chamamos de “ralo de energia”.  E é para estancar este desperdício que quero compartilhar alguns aprendizados que venho acumulando ao longo da minha experiência.

    Integridade x Competência

    Um episódio de quebra de confiança em um colaborador tem tipicamente duas origens: falta de integridade ou de competência. Identificar em qual dos dois casos ocorreu a ruptura é fundamental para determinar se devemos oferecer uma segunda chance. É muito diferente lidar com um CFO que “arredonda” valores para reter parte do dinheiro do que com um diretor que falhou em um projeto. Se há provas concretas de que o episódio ocorreu por causa de desvios de caráter, oferecer a segunda chance é um erro.

    Mesmo se os desvios descobertos forem pequenos, caso uma atitude não seja tomada, a percepção de impunidade pode levar a danos bem mais significativos no futuro.

    A melhor forma de lidar com um problema de ética de qualquer natureza é aplicar uma punição compatível. As provas, além de coletadas e minunciosamente analisadas, devem ser apresentadas de maneira clara. Assim, a atitude mais dura trará um componente exemplar importante.

    No entanto, se for constatado que a falha ocorreu por incompetência do colaborador, é importante considerar as circunstâncias do erro. Falhas como um atraso de relatório ou um erro em uma apresentação merecem, na maior parte das vezes, uma segunda chance. O importante, nesses eventos, para evitar que se repitam, é vincular a chance a uma orientação rigorosa. Outras chances podem ser dadas, dependendo do caso; afinal, a competência é passível de ser aprimorada, mas a integridade não.

    É fundamental que a análise parta sempre de dados concretos e não de sentimentos, o que evita falhas de julgamento e senso de injustiça entre os demais colaboradores.

    O colaborador é tão bom que até perdoo alguns deslizes”

    Essa é uma atitude bem perigosa e infelizmente bastante comum. São vários os casos de gestores que, pela competência do colaborador, perdoam ou relativizam pequenos desvios de integridade. “Ah, mas ninguém é perfeito”, argumentam. Só que essa postura, no médio e longo prazo, é letal. A pior pessoa define o que é aceitável e comportamentos antiéticos tendem a tornar-se recorrentes. Além de continuar a cometer erros, o colaborador criar um mau exemplo para toda a equipe dentro da empresa e generaliza a falha de integridade. Este é um ciclo que tem que ser interrompido. Decisão difícil, mas que acaba definindo regras do que é certo e errado para a equipe.

    A importância da comunicação

    Se por um lado é importante ser rigoroso nesses episódios, também é necessário calibrar a medida da reação, já que é mais comum errar por ser severo do que por ser leniente. Ainda mais importante é garantir a adequada comunicação à equipe das decisões envolvendo o incidente. Existe uma componente de ética que limita o que deve ser comunicado. Contudo, se a equipe não for envolvida, dissemina-se entre os colaboradores uma sensação de excesso de severidade, e essa situação pode ter o efeito contrário ao desejado.

    Um exemplo entre vários semelhantes que já ouvi: “Há alguns anos, descobri um caso de desvio ético em minha empresa, o qual avaliei como grave. Depois de muita apuração, um ou mais colaboradores foram demitidos. Porém, algum tempo depois, fui percebendo que mais nada chegava a mim. As informações corriam pela empresa, mas paravam antes que eu tomasse conhecimento. Descobri que as pessoas estavam morrendo de medo, pois o motivo daquelas demissões não foi comunicado devidamente ao restante da equipe".

    Naquele momento, entendi o quão distante estava do time e como precisava me reaproximar. Dessa forma, me programei para interagir mais com os colaboradores, explicar o porquê de minhas decisões e fazer com que percebessem os valores da empresa.  Aos poucos, consegui descontruir aquele medo.

    Avalie se isto não está acontecendo com você. Tenha em sua governança momentos formais e informais para se aproximar do time e assegurar que o que está vendo é um reflexo adequado da realidade. Acertar nesse aspecto significa transmitir aos colaboradores um senso de justiça.

    Ensinamentos vêm de toda parte

    Aproximar-se e ouvir também é importante para aprender. Dou um exemplo: há muitos anos, estava almoçando em um restaurante quando vi que alguém tinha deixado, na mesa ao lado, um papel contendo anotações que podiam ser confidenciais. Naquele momento, eu me coloquei no lugar daquela pessoa e fiquei preocupada com os papéis que eram colocados no lixo da minha empresa.

    Abordei a copeira do escritório e expliquei detalhadamente sobre confidencialidade e o risco de anotações corporativas caírem em mãos erradas. A resposta dela foi um aprendizado:

    “Dona Fátima, já fiz todo o ‘caminho do lixo’. Sei que, se o papel está limpo, eles vendem. Então, sempre que encontro papeis rabiscados, misturo com comida, para ser descartado”.

    Fiquei impressionada com o senso de confidencialidade dela e me perguntei se a urgência da confidencialidade estava extensivamente comunicada em todos os níveis da minha empresa. Aprendi que é fundamental estabelecer uma cultura de confiança de portas fechadas na empresa (tenho certeza de que nada sai daqui), ou seja, estimular os colaboradores, de todos os escalões, a cuidar das informações internas com carinho, já que um vazamento pode ser prejudicial ao negócio e colocar em risco seu próprio emprego.

    Aliás, o vazamento de informações é um dos fatores mais comuns de quebra de confiança. Trata-se de mais uma situação em que é fundamental avaliar a intenção do autor do vazamento – um desvio de integridade ou competência – e reagir de acordo.

    Como não deixar o trauma afetar futuras contratações?

    Os gestores, por serem humanos, são fortemente influenciados por suas experiências passadas. E frequentemente reagem a traumas construindo dogmas. Episódios de quebra de confiança são típicos exemplos dessas situações e acabam por prejudicar, entre outras coisas, a avaliação de novos candidatos para uma posição. O mais usual é que um candidato que possua um perfil parecido com alguém que já tenha causado problemas provoque resistência no gestor.

    Candidatos competentes recebem avaliações negativas baseadas no repertório emocional do gestor e a empresa perde, e muito, ao desperdiçar talentos.  Nesses casos, meu conselho é objetivo: “lide com o que está na sua frente de fato, não com o que está na sua cabeça”.

    As referências também são fundamentais. Elas ajudam a atenuar um trauma causado pela quebra de confiança, já que se trata da opinião isenta de outra pessoa que conhece melhor aquela que você pretende contratar, e pode dividir com você exemplos que comprovam excelência ou levantam pontos a observar.

    Em suma, o maior aprendizado é: seja em qualquer aspecto da vida, estamos sujeitos a decepções -- mesmo vindas daqueles de quem menos as esperamos. O importante é buscar sempre o senso de justiça, de maneira racional, comunicá-lo bem entre os colaboradores, para superar esses processos e sair ainda mais forte deles.

    É o que ensina Ernest Hemingway na minha segunda citação preferida sobre a confiança: “A melhor forma de descobrir se você pode confiar em alguém é confiando nessa pessoa.”

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    https://endeavor.org.br/como-gerenciar-quebra-confianca-empresa/https://endeavor.org.br/?p=21136Fri, 02 Dec 2016 14:04:56 +0000Quebra de confiança: dá para superar?Leia sugestões para avaliar e manejar melhor um caso de quebra de confiança e não deixar que essa situação delicada afete a gestão de sua empresa Entre as inúmeras citações que realçam a importância da confiança nas relações humanas, há uma clássica que, pela simplicidade, permanece sendo minha preferida: “Leva-se anos para se construir uma ...Endeavor BrasilFátima ZorzatoTue, 06 Dec 2016 10:48:03 +0000Fátima ZorzatoQuebra de confiança: dá para superar?Quebra de confiança: dá para superar?
    Por que eu acordo às 4:30 todos os dias?Acordar mais cedo mudou positivamente minha vida. Compartilho os meus motivos, as dificuldades e o que fiz para acordar em um horário tão incomum

    Eu acordo todos os dias entre 4:30 e 4:50 da manhã, inclusive nos finais de semana. Sei que pode soar “maluco” para você mas, para mim, tem sido um dos melhores hábitos que passei a cultivar nos últimos anos.

    Amanhecer do sol em Curitiba durante uma das minhas corridas de madrugada

    Antes, minha rotina era acordar 6:30, tomar café da manhã com a família, levar as crianças para escola e ir para o trabalho. À noite, jantar, colocar as crianças na cama, uma cervejinha e dormir. A corrida ficava para os finais de semana ou quando sobrava alguma energia no fim do dia. Parece familiar para você?

    O hábito de acordar mais cedo nasceu do meu desejo de administrar melhor minhas 3 grandes paixões: família, Contabilizei e corrida. Para isso, sabia que precisava mexer na forma como administrava meu tempo para encaixar a corrida na equação das 24 horas. Os horários da família não poderiam ser alterados, já que escola é quem dita o ritmo das crianças com o horário de acordar e café da manhã. O trabalho era ainda mais difícil, pois a Contabilizei vem crescendo exponencialmente e com equipe a cada dia maior --  neste momento nov/2016, somos em 88 pessoas -- era preciso dar atenção ao time, aos investidores, objetivos e a agenda tende a ser bem turbulenta.

    A minha rotina noturna também estava longe de ser estável, pois ora ficava preso em alguma reunião importante no trabalho e estava cansado demais para correr, ora queria colocar as crianças na cama. Não foi difícil perceber que a resposta estava na minha cara.

    Era preciso acordar bem mais cedo que todos para que eu pudesse dedicar tempo e energia em algo que dependia só de mim.

    A seguir, compartilho os meus aprendizados nessa jornada em me tornar um “early riser”, incluindo os motivos, os benefícios e os desafios enfrentados.

    Por que acordar cedo?

    Quando todo mundo está dormindo, sou mais produtivo

    As primeiras horas da manhã são sempre as mais produtivas para mim. Descansado e sem distrações, consigo dar foco em atividades que são importantes e não há ninguém aguardando um retorno de e-mail neste horário.

    Cuido da minha saúde

    Dia sim, dia não, faço minhas corridas matinais. E ao contrário dos exercícios físicos à noite, correr logo cedo tira a pressão de ter que me exercitar em um horário onde geralmente já estou cansado.

    Me sinto mais realizado logo no começo do dia

    Existem poucos sentimentos tão bons quanto o de ter acordado cedo e conquistado meus primeiros objetivos e é isso que define o tom para o resto do dia.

    As dificuldades

    Bem, nem tudo são flores. O mundo é feito de escolhas e acordar cedo tem seus “trade-offs”.

    Vida social

    Hoje em dia, escolho a dedo os eventos sociais que participo. Sempre que saía à noite, ficava apreensivo quando o relógio marcava 21:30, pois já deveria estar dormindo. O desejo de ir para cama e acordar cedo fez com que eu me afastasse de compromissos noturnos. Mas como valorizo demais minhas amizades e vida social, passei a convidar os amigos para eventos diurnos como um café da manhã no domingo, um almoço no sábado ou um chimarrão no parque.

    Bebida alcoólica

    Gosto muito de cerveja e já cheguei a fabricar a bebida de maneira artesanal. Tinha o costume de tomar uma cervejinha no final do dia para “desestressar”. No entanto, isso afetava negativamente o meu sono e colocava em risco o início do meu próximo dia. Utilizo um aplicativo que mede a qualidade do sono e indica o prejuízo de beber antes de dormir. Agora, só bebo cerveja nos finais de semana até as 16h.

    Exceções

    Eu sou muito disciplinado, mas não sou extremista. A vida é uma só e existem situações onde tomo a decisão de fugir da rotina. Sou apaixonado pelo Grêmio. Assistir ao time do coração ainda é um dos poucos eventos noturnos que faço, especialmente quando a partida inicia às 21:45. Paciência. Durmo mais tarde, acordo um pouco mais tarde também (geralmente pelas 6:00–6:30) e assim, preservo minha saúde física e mental para ter um dia super produtivo na Contabilizei.

    Existem ainda outras exceções. Trabalho. A Contabilizei cresce em um ritmo muito acelerado e, às vezes (minha esposa acredita que é sempre), preciso ficar até mais tarde em frente ao computador. Nessas horas, utilizo o aplicativo f.lux que minimiza o impacto da luz emitida pela tela.

    Como acordar cedo?

    Se você estiver interessado em acordar mais cedo, separei algumas dicas que funcionaram muito bem para mim.

    Comece aos poucos

    Não faça mudanças drásticas nos primeiros dias, comece devagar. Acorde 15 a 30 minutos mais cedo que o normal, acostume-se com o novo horário por alguns dias e corte outros 15 a 30 minutos na semana seguinte. Repita o processo gradualmente até você atingir o seu horário ideal.

    Vá cedo para a cama

    Durma mais cedo. Você pode estar acostumado a assistir TV até tarde ou navegar pela internet, mas, se você continuar com esse hábito, acordar mais cedo simplesmente não vai funcionar. Minha sugestão é: vá para cama antes. Se tiver dificuldade para adormecer, faça o exercício do ritual do sono (explico melhor a seguir) ou leia um livro.

    Faça o despertador seu aliado

    Coloque o despertador longe da sua cama. Se ele estiver ao seu lado você vai desligá-lo ou acionará o botão “soneca”. Aliás, nunca toque no soneca. Se o despertador estiver longe, você tem que levantar para desligá-lo e isso vai estimular que você acorde.

    Tenha um propósito

    Tenha um excelente motivo. Defina algo importante para você fazer no início da manhã. Eu gosto de correr e/ou trabalhar em pontos estratégico logo cedo e estes 2 motivos são muito fortes para eu acordar de madrugada.

    O ritual do sono

    Você deve estar se perguntando que horas vou dormir, não é? Durmo por volta das 21:30–22:00. Na verdade, eu desenvolvi o que chamo de “ritual do sono”. Para garantir minhas 7–8 horas de sono, começo a me preparar próximo das 20:30–21:00, desligando qualquer aparelho eletrônico.

    Explico. Ao escurecer, nosso corpo começa a produzir um hormônio chamado Melatonina, que tem a função de estimular o sono. Ao utilizarmos os aparelhos eletrônicos à noite, por causa da exposição ao tipo luz emitida, nosso corpo não produz melatonina. Veja mais na matéria da BBC Brasil.

    Ao deitar na cama, fecho os olhos e começo a agradecer todas as coisas boas que aconteceram comigo naquele dia. E tudo o que me proporcionou o que agradeci anteriormente (exemplo: se agradeço pela minha corrida do dia, agradeço também pela minha saúde que me proporciona correr quando eu quiser). Esse exercício, além de fortalecer o lado espiritual, me deixa muito mais leve para adormecer e ter uma excelente noite de sono.

    Conclusão

    Minha vida mudou para melhor desde que comecei a acordar cedo. Tenho maior controle sobre as 3 coisas mais importantes para mim, o que me traz paz e sentimento de realização maior.

    Corrida de madrugada e com chuva em Curitiba

    Como mencionei acima, o principal fator para madrugar foi a vontade de incluir a corrida na minha agenda. Esse pode não ser o motivador ideal para você alterar sua rotina, mas tenho certeza de que se você escolher aquilo que quer fazer, mas não consegue encaixar de forma periódica e regular em sua rotina, irá ter motivos suficientes para acordar mais cedo e iniciar o dia em grande estilo.

    E agora, peço licença porque preciso desligar meu computador e ir dormir. Afinal, amanhã às 05:oo quero estar na rua correndo.

    Atualizações:

    1: As minhas corridas são registradas no meu perfil do Strava.

    Observação:

    Agradecimento a minha colega Thaiana Trevisan pela revisão no texto e Patricia Lugokenski pelo apoio incondicional às minhas loucuras :)

    O conteúdo original você encontra aqui.

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    https://endeavor.org.br/beneficios-acordar-cedo/https://endeavor.org.br/?p=21326Fri, 02 Dec 2016 11:37:26 +0000Por que eu acordo às 4:30 todos os dias?Acordar mais cedo mudou positivamente minha vida. Compartilho os meus motivos, as dificuldades e o que fiz para acordar em um horário tão incomum Eu acordo todos os dias entre 4:30 e 4:50 da manhã, inclusive nos finais de semana. Sei que pode soar “maluco” para você mas, para mim, tem sido um dos melhores ...Endeavor BrasilVitor TorresFri, 02 Dec 2016 11:49:03 +0000Vitor TorresPor que eu acordo às 4:30 todos os dias?Por que eu acordo às 4:30 todos os dias?
    Cabeça fria e olho no olho: dicas para conduzir bem um desligamentoDemitir alguém é sempre delicado, ainda mais no começo de um empreendimento. Veja dicas do especialista José Augusto Figueiredo para conduzir o processo de demisão da melhor forma possível

    Muito se fala e se imagina sobre como montar o time ideal. Sobre os desafios de se atrair pessoas que tenham afinidade com os valores do empreendedor ou com a cultura organizacional já instalada na empresa, sobre os diferentes métodos de recrutamento, e por aí vai. Agora, e o caminho inverso? Quando algum colega apresenta dificuldades que comprometam a performance do grupo, e muitas vezes a demissão parece ser a única alternativa? O que fazer? Se você está começando a empreender, deve ter percebido que não tem resposta simples.

    Afinal, também é um processo complexo, este, de avaliar se uma pessoa continua ou não no time. Pois implica outras perguntas: o que analisar antes de tomar a decisão? Como enfrentar com serenidade o momento de comunicar a ruptura? Como atuar no time, dado que será preciso trazer outra pessoa?

    Para buscar as respostas, nada melhor do que ouvir quem tem experiência no assunto. Como José Augusto Figueiredo, presidente da consultoria de Recursos Humanos LHH na América Latina. E ele compartilha dicas e aprendizados para te ajudar a tomar sempre as melhores decisões.

    O lado emocional deve ficar de lado – uma utopia a ser perseguida

    Figueiredo começa traçando um panorama. De acordo com ele, grande parte das decisões relativas a uma demissão costuma ser excessivamente emocionais: “cerca de 90%, quando deveria acontecer o oposto”. Ele enfatiza que precisamos separar bem a decisão em si e a comunicação oriunda dela: “São dois momentos bem distintos”.

    E para que o lado racional predomine em um momento tão importante, ele propõe a utilização de alguns parâmetros de análise antes que a decisão seja tomada. Todos dependem de estratégia e de negócio - com a exceção de questões comportamentais e éticas, segundo o especialista. O primeiro é a questão “investimento-retorno”. Ou seja, quanto custará para empresa realizar a demissão e, a partir disso, deliberar se vale o esforço de realizá-la. O fato de um gestor “enrolar” para demitir também pode ser bem prejudicial para a organização.

    Leia também: “Tive que demitir meu time dos sonhos para não quebrar”

    E o segundo parâmetro é a avaliação do potencial que a pessoa apresenta para o futuro da empresa, vis-à-vis os motivos que levaram você a considerar demiti-la. Geralmente, esses problemas opõem a pessoa ao resto do time. E, ao fazer a análise, você pode perceber que há um problema com a equipe, e não com o colaborador isoladamente.

    Competência X atitude

    Também é o momento de entender se esses conflitos são causados por falta de competência ou de atitude da pessoa. Caso se trate de incompetência, você pode até oferecer uma segunda ou terceira chances, vinculadas a um treinamento para que os problemas não se repitam ou o comportamento desejado seja alcançado. Mas, caso se trate de desvios de integridade, dificilmente a pessoa mudará; e mantê-la no time pode ser fatal.

    Leia mais: Pesquisa de Clima Organizacional

    Figueiredo conta que existem ferramentas que te auxiliam neste momento. Pesquisas de clima e Avaliações 360, por exemplo, “por meio das qual você consegue ter uma percepção real do time a respeito de uma determinada pessoa”. Há também “assessments”, ferramentas que avaliam a adesão aos valores ou cultura em relação à performance. Todos esses instrumentos ajudam a entender quem está desalinhado em relação aos objetivos estratégicos.

    A decisão foi tomada. E aí?

    Como Figueiredo já havia apontado, o momento da ação costuma ser o mais problemático para os gestores e empreendedores. “Já vi vários casos em que os empreendedores tinham relações de amizade ou familiares com os funcionários, e aí as coisas se misturam”.

    Antes de proceder às orientações, vale lembrar: uma demissão JAMAIS deve ser uma surpresa. Isto porque todo gestor deveria ter encontros regulares para falar sobre o desenvolvimento e a performance das pessoas. Se as coisas não estão indo bem, é ideal endurecer o tom dessas conversas. Mas jamais se deve demitir “do nada”, surpreendendo a pessoa e todos ao seu redor. Muitas vezes, por trás do comportamento desalinhado ou da má performance, pode haver um líder que não teve a coragem de dar feedbacks ao longo do caminho.

    Por outro lado, assumindo que isso não tenha ocorrido, vejamos o que fazer - ou o que não fazer. Figueiredo comenta que a “bagunça” começa na hora de marcar a conversa:

    “Já vi gestor que nunca marcou reunião com o colaborador que pretende demitir - e, de repente, marca para dali a duas semanas, mas não diz qual é o assunto. Imagina a ansiedade? Também já vi quem marca jantar para comunicar”, conta Figueiredo. “Também tem quem demita na frente de todo mundo, ou que conta para os outros antes de comunicar a própria pessoa… é um festival do que não fazer”.

    A primeira orientação dele diz respeito à tendência dos empreendedores de justificarem suas decisões:

    “Como a cabeça tem que estar totalmente fria, não é o momento de justificar a lógica dessa decisão para o impactado. A natureza humana faz com que queiramos justificar. Mas, quando explicamos, damos chance para o colaborador argumentar. E argumentação sobre algo já decidido, além de gerar frustração, pode gerar raiva. Por isso, a comunicação de uma saída deve ser só isso: uma comunicação”.

    Figueiredo afirma que se pode até contar o racional da decisão, mas o foco da conversa deve ser o futuro - nada de trazer o passado para “atenuar” a dureza da ocasião. Outra dica fundamental é já dizer a que veio logo de início. Abrir a conversa com a boa e velha "esta é uma reunião difícil", e logo transmitir a verdade. Não há porque falar de uma série de assuntos e só no final informar a demissão. O ideal é falar logo no início, depois continuar e respeitar a reação da pessoa.

    Prepare-se para a carga emocional

    Cabeça fria e nervos de aço são mesmo indispensáveis, conta o consultor. Até porque, no momento da demissão, é provável que você ouça apelos emotivos: “‘minha esposa está doente’, ‘preciso do plano de saúde’, ‘estamos no meio daquela negociação’... tem que estar preparado, porque não é mais hora de voltar atrás (teoricamente)”.

    Neste momento, para manter a frieza com empatia, vale recorrer ao embasamento estratégico da decisão. Outras iniciativas simples podem ajudar, como:

    _Escrever e ensaiar o que irá falar, e tentar encurtar a conversa para ficar com força. O fundamental é que a primeira mensagem já seja sobre a desvinculação. Mas isto serve somente para a preparação. Não leve papel, nem nada: na hora da conversa, é olho no olho.

    _Colocar-se como referência pessoal para a transição, mas nunca falar sobre indicações ou que pretende ajudá-lo com outras empresas. Isso pode soar falso.

    O que fazer, dado que será preciso encontrar outro profissional?

    Assumindo que a demissão tenha sido definida, existem algumas alternativas possíveis:

    1 - demitir e pedir para o time ajudar a segurar as pontas até a próxima pessoa ser encontrada: assim, você fica “liberado” do problema, e o time pode ficar mais confortável porque viu uma decisão importante foi tomada.

    2 - comunicar que a separação será realizada, mas que gostaria que a pessoa ficasse até o novo colaborador chegar: essa solução depende muito do equilíbrio emocional de quem será demitido.

    Concluindo: antes, durante e depois da demissão, é fundamental manter a cabeça fria e o olho no olho. Manter a integridade, ou seja, não se colocar como apenas um emissário, culpando o negócio ou outras entidades por terem decidido o destino daquela pessoa. O líder deve assumir para si a decisão e comunicação. O momento pode ser turbulento; mas, se a razão e a serenidade prevalecerem, o processo será digno, e todos em sua equipe te respeitarão - por mais doído que um desligamento seja.

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    Demitir funcionários nunca é fácil, mas essas dicas vão te ajudar

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/como-demitir-funcionarios/https://endeavor.org.br/?p=20966Thu, 01 Dec 2016 21:52:23 +0000Cabeça fria e olho no olho: dicas para conduzir bem um desligamentoDemitir alguém é sempre delicado, ainda mais no começo de um empreendimento. Veja dicas do especialista José Augusto Figueiredo para conduzir o processo de demisão da melhor forma possível Muito se fala e se imagina sobre como montar o time ideal. Sobre os desafios de se atrair pessoas que tenham afinidade com os valores do ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Dec 2016 12:59:03 +0000Endeavor BrasilCabeça fria e olho no olho: dicas para conduzir bem um desligamentoCabeça fria e olho no olho: dicas para conduzir bem um desligamento
    Resiliência: 6 aprendizados de quem empreende há mais de 40 anosTer um propósito e questionar as próprias certezas tornam o empreendedor mais resistente a adversidades

    O norte-americano Thomas Edison deu uma grande contribuição para o mundo ao inventar a lâmpada elétrica. Para os empreendedores, ele deu uma grande inspiração ao resumir os seus insucessos. Após tentar milhares de vezes e finalmente encontrar uma solução que funcionasse, Edison afirmou: “Eu não fracassei. Simplesmente descobri 10 mil maneiras que não funcionam”.

    O espírito de Edison pode ser descrito com uma palavra que está em alta nos últimos anos: resiliência. Você já deve ter ouvido ou lido em algum lugar que resiliência é uma característica fundamental para um empreendedor. Mas afinal, o que é essa tal resiliência? E por que ela faz tanta diferença?

    O conceito surgiu na física. Um objeto resiliente é aquele que consegue voltar à forma original após grande pressão -- como uma mola. Depois, a psicologia começou a adotar o conceito, considerando que, nas pessoas, a resiliência seria a capacidade de superar os efeitos de uma adversidade, a capacidade de se recompor e seguir adiante depois de momentos difíceis. Porém, ao contrário da mola, para o ser humano é impossível sair de uma situação complexa da mesma maneira que entrou. Cada superação resulta em um novo aprendizado.

    Considerando que em uma empresa o caminho para o sucesso é feito de muitos altos e baixos e que é necessário fazer ajustes constantes, exatamente o que Thomas Edison viveu, a resiliência é fundamental para que o empreendedor continue apostando no seu sonho. Eloi D’Avila, fundador da Flytour, sabe muito bem o que isso significa. Empreendedor há 42 anos em um país em que a maior parte das empresas fecha após quatro, ele já testemunhou diferentes crises econômicas e mudanças tecnológicas. Não só isso: teve uma infância difícil, fugiu de casa aos 8 anos, morou na rua, passou fome e foi recolhido três vezes pelo Juizado de Menores.

    “Ser resiliente é uma sobrevivência pessoal. Se o ser humano consegue errar e depois acertar é porque é resiliente. Conseguimos errar, olhar por um novo ângulo e refazer de outro jeito”, afirma. A seguir, Eloi reflete sobre sua trajetória empreendedora  e o que pode servir de lição para outras pessoas.

    1. A superação é diária

    Para Eloi, os empreendedores precisam todo dia repensar, recriar e reprogramar suas empresas. O resiliente é aquele que consegue mudar sua gestão para ganhar mais produtividade e consistência. É aquele que tem atitude de mudança --e nem sempre a mudança precisa ser motivada por um evento traumático.

    “Tudo o que antes usávamos na internet não usamos mais. Tudo o que usávamos contabilmente não usamos mais. O próprio banco, como será nos próximos anos? Haverá agências? E as lojas físicas? Como fazer o off-line conviver com o online?”, diz Eloi, exemplificando a necessidade de encarar as transformações.

    2. Questione suas certezas

    “O resiliente precisa ter consciência de que dessa vida não vamos levar nada”, afirma. Pensando assim, o choque com as próprias crenças não parece tão assustador. Você pode arriscar, refazer e repensar. “O meu mapa mundi fica sempre de ponta cabeça, com a América do Sul para cima. Acham que eu sou maluco, mas para mim é assim. Eu também sempre penso que nada do que me trouxe até aqui me levará ao próximo passo”, conta Eloi.

    3. Tenha um propósito e não desista

    Para o fundador da Flytour, resiliente é aquele que consegue chegar ao ponto final. No caso de empreendedores, são aqueles que não vendem suas empresas antes que ela dê resultados e que não desistem antes de alcançar seus sonhos. Uma parte importante dessa fórmula são objetivos claros. “O resiliente tem, acima de tudo, propósitos.”

    Segundo Eloi, todos nós temos frustrações, mas precisamos encontrar maneiras de fazer nosso produto ou nossa visão sobreviver por vias alternativas se a primeira tentativa não deu certo. Se uma avenida importante estiver parada, por exemplo, o motorista não vai deixar de chegar ao seu destino. Vai desviar do tráfego usando uma rota alternativa. “O mundo sempre foi comandado por loucos de boas e más intenções. Vamos ser loucos de boas intenções.”

    4. Vivemos dos outros

    O resiliente também sabe se relacionar com as pessoas. “Já tive ótimos franqueados, que tinham um histórico em grandes empresas, e que começaram a ter problemas assim que contrataram o primeiro funcionário. Eu tenho funcionários que estão na empresa há mais de 30 anos.  Alguns inclusive já se aposentaram. Isso é uma satisfação para mim”, afirma Eloi.

    Para ele, nenhum resiliente sobrevive sem as pessoas e sem humildade. Na sua história, nos momentos mais difíceis, ele sempre tirou muita força de sua família e sua fé. Certa vez, quando perdeu um emprego, ele voltou a morar na casa do sogro. “A gente vive dos outros. Isso é bacana.”

    5. Mirar em bons exemplos

    Um exemplo de resiliência para Eloi foi a Copa do Mundo no Brasil. Havia quem temesse um fracasso durante o evento, mas passou longe disso, e todos os turistas foram muito bem tratados. Tanto a Copa quanto as Olimpíadas foram um exemplo para os brasileiros de que é possível dobrar o número de turistas no país nos próximos 10 anos.

    Outro exemplo que ele gosta de usar são os países da antiga Indochina, como Laos, Camboja e Vietnã. Eles estavam destruídos, mas conseguiram se reerguer. “São o melhor lugar para se fazer turismo hoje. Além disso, ganharam força na agricultura. Toda cafeteria americana, por exemplo, usa café produzido no Vietnã”, diz o empreendedor.

    6. Ter pensamento positivo

    Pensamento positivo é outro ingrediente fundamental para a resiliência, “Se as startups não tiverem pensamento positivo no momento que o país está vivendo, voltaremos a ter só 10 grandes empresários no Brasil, e isso não é bom. “Temos que seguir acreditando. A lógica é: quantos erros eu terei que cometer para acertar um? Para acertar uma vez, é preciso fazer muita besteira antes.”

    Leia também:

    Liderança - tudo para inspirar o seu time

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/resiliencia-6-aprendizados-de-quem-empreende-ha-mais-de-40-anos/https://endeavor.org.br/?p=21203Thu, 01 Dec 2016 19:27:24 +0000Resiliência: 6 aprendizados de quem empreende há mais de 40 anosTer um propósito e questionar as próprias certezas tornam o empreendedor mais resistente a adversidades O norte-americano Thomas Edison deu uma grande contribuição para o mundo ao inventar a lâmpada elétrica. Para os empreendedores, ele deu uma grande inspiração ao resumir os seus insucessos. Após tentar milhares de vezes e finalmente encontrar uma solução que ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Dec 2016 12:59:31 +0000Endeavor BrasilResiliência: 6 aprendizados de quem empreende há mais de 40 anosResiliência: 6 aprendizados de quem empreende há mais de 40 anos
    Gestão por Resultados: saia do escuro e tome melhores decisõesOs esforços do seu time estão levando o negócio para a direção certa? Como você sabe que as melhores decisões estão sendo tomadas, por meio de dados ou com base na opinião?

    Muitos empreendedores usam apenas a intuição para decidir entre as opções que estão à sua frente, mas nem sempre essa é a melhor opção. Com este eBook de  Gestão por Resultados você vai sair do escuro e enxergar melhor o que está a sua frente, tomando decisões baseadas em dados, traduzindo estratégia em execução e definindo métricas e metas alinhadas com a visão de crescimento do seu negócio. Veja alguns dos pontos que serão abordados:

    1. Cultura de Resultados

    Saiba os principais pilares para implementar uma cultura de resultados e evitar as armadilhas das métricas e metas

    2. Uma  meta para cada ação

    Aprenda a formular boas metas, desdobrá-las com seu time, monitorar uma a uma e evitar os riscos das metas da vaidade

    3. Engajando o time

    Nenhum empreendedor pode ir longe sem um time engajado, veja quais os pontos de atenção para manter seu time sempre focado nos resultados

    4. Meta não deve ser escrita em pedra

    Nem sempre a meta que você desenhou vai continuar sendo a melhor para a empresa. Saiba como evitar os ‘incentivos perversos’ e balancear suas metas.

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    https://endeavor.org.br/ebook-gestao-resultados/https://endeavor.org.br/?p=21306Wed, 30 Nov 2016 22:28:15 +0000Gestão por Resultados: saia do escuro e tome melhores decisõesOs esforços do seu time estão levando o negócio para a direção certa? Como você sabe que as melhores decisões estão sendo tomadas, por meio de dados ou com base na opinião? Muitos empreendedores usam apenas a intuição para decidir entre as opções que estão à sua frente, mas nem sempre essa é a melhor ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 30 Nov 2016 20:28:15 +0000Endeavor BrasilGestão por Resultados: saia do escuro e tome melhores decisõesGestão por Resultados: saia do escuro e tome melhores decisões
    10 passos para implantar uma cultura de redução de despesasControlar os gastos da sua empresa permite canalizar o dinheiro para as iniciativas que farão seu negócio crescer

    Toda empresa opera com uma equação básica: seu lucro é o resultado de sua receita menos os seus gastos. Portanto, menos gasto significa mais lucro. E mais lucro significa mais investimento em inovação, capacidade de expansão e até mesmo maior remuneração dos funcionários.

    Acontece que nem sempre as empresas monitoram de perto as suas despesas ou têm processos para saber exatamente onde elas estão e como evoluem. Pior: não incentivam gestores e funcionários a usarem os recursos de maneira eficiente.

    Para reverter esse processo, sua empresa precisa implantar uma cultura de redução de despesas. Ela garante que o dinheiro disponível será gasto nas iniciativas mais alinhadas com os objetivos do negócio. Especialmente para startups e empresas pequenas, que dispõem de poucos recursos, o esforço é ainda mais importante. Mas como começar? É justamente esse caminho das pedras que tentarei traçar a seguir.

    Primeiro, os dados

    Para reduzir despesas e colocar essa pauta em toda a empresa, é necessário ter uma boa base de dados. O mapeamento da estrutura de despesas é o primeiro passo para realizar qualquer ajuste ou mudança. Sua empresa tem uma base de dados confiável? Segue as normas contábeis? Dentre as minhas despesas, quais são fixas e quais são variáveis? As informações estão registradas em algum sistema ERP? Quanto mais acessíveis e mais seguros forem esses dados, melhor. Com um bom plano de contas e uma boa estrutura de centro de custos, é possível analisar a situação de cada área e atuar sobre os problemas.

    Para entender por que esse é o primeiro passo, pense em um avião que precisa ser pilotado. O responsável por essa tarefa precisa ter no painel de bordo todas as informações disponíveis para saber se a aeronave está funcionando normalmente e se está seguindo a rota estabelecida. Os dados são o ponto de partida. Com informações confiáveis, é mais fácil tomar as decisões corretas.

    Crie relatórios

    O segundo passo é a criação de relatórios gerenciais, que trazem os KPIs (Key Performance Indicators), para a empresa acompanhar suas principais métricas. Também é importante ter o DRE (Demonstração do Resultado de Exercício) estruturado, com as margens que refletem o seu negócio. Essas informações permitirão acompanhar a evolução dos custos e das despesas do seu negócio e comparar suas métricas com as de mercado. Esse filtro de informações é importante porque, com uma base de dados gigantesca, fica difícil visualizar a situação da empresa ou trabalhar com as informações no dia a dia.

    Leia também: KPI - como medir o que importa no seu negócio 

    Tenha um ritual de análise

    Os relatórios, no entanto, não servem para nada se não houver uma rotina de análise. É o que eu chamo de “ritual”. Nesse momento, entram em cena as pessoas e o calendário de avaliação. Se a sua empresa está começando a implantar uma cultura de redução de despesas, o ideal é que, inicialmente, as reuniões envolvam poucas pessoas, que podem ser os gestores de cada área. A empresa estabelece uma agenda: as reuniões de resultados podem ser mensais, bimestrais ou trimestrais, de acordo com a organização da empresa. A periodicidade pode mudar conforme a maturidade da empresa.

    Aqui, vale o alerta: uma reunião para apresentar informações não faz sentido. Informações podem ser enviadas por email. O objetivo de colocar gestores em uma mesma mesa deve ser discutir um plano de ações e possíveis melhorias nos gastos e processos. É assim que se decide quais serão os esforços de redução de custos e despesas.

    Faça um orçamento

    Voltando ao exemplo do avião: um piloto precisa saber para onde está indo e qual rota seguir. O mesmo vale para despesas de um negócio. Para onde meus gastos estão indo e em quais áreas estarão concentrados? Essas respostas estão no orçamento, que precisa ser elaborado e perseguido.

    A sua empresa provavelmente tem uma estimativa de receita. Para atingi-la, tem uma estimativa de custos e despesas. O que sobrar será seu lucro. Portanto, o ideal é, para um determinado nível de vendas, encontrar qual o gasto necessário para entregar o seu produto ou serviço. O orçamento transforma esse mínimo ideal em metas para cada área. A remuneração variável dos funcionários pode estar atrelada à conquista dessas metas.

    Enquanto relatórios e demonstrativos mostram o desempenho da empresa no passado e no presente, o orçamento é a visão de futuro, a programação para os próximos meses ou ano. As metas precisam ser acompanhadas a cada mês e a empresa precisa fazer planos para corrigir desvios. O orçamento não serve apenas para ficar na parede, mas para ser acompanhado e cumprido.

    Mais maturidade a cada ano

    A cada ano, a empresa ganha mais maturidade em um processo de redução de despesas. As pessoas se habituam a esse ciclo de indicadores – relatórios – análises – orçamentos e passam a ter mais senso crítico para entender o que está por trás de bater uma meta com folga ou do não atingimento da meta. Quando uma meta não é atingida, as perguntas que precisam ser feitas são: estava realmente muito difícil? Será que errei no traçar das metas? Ou essa área precisa de ajuda externa?

    Com o tempo, cada vez mais a empresa consegue apertar seus custos e despesas e errar menos nas estimativas. E cada vez que aperta mais, cria uma cultura de que é possível fazer melhor, mais rápido e com menos recursos sempre.

    Metodologias

    Há duas metodologias interessantes para construir e gerenciar um orçamento, implantando uma cultura de redução de despesas:

    - Orçamento Base Zero (OBZ). É o método utilizado por grandes empresas como a Ambev, que repensa a cada ano todas as despesas das áreas. Ele desconsidera o passado e considera a estratégia da empresa para o período seguinte. Com base nessa estratégia, são definidas quais despesas fazem sentido. É uma priorização, considerando o que é mais fundamental para entregar o produto, o serviço e a proposta de valor da empresa. Dá para aplicar essa ideia em qualquer lugar. Imagine que você tenha R$ 1000 para gastar na sua casa por mês. Você vai listar seus desejos e elencar suas prioridades, gastando até o limite do orçamento com aquilo que é mais importante.

    Leia também: Como aplicar o Orçamento Base Zero na sua empresa

    - Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD). Essa metodologia propõe uma comparação das despesas entre as áreas. Por exemplo, suponha despesas com deslocamento, hotéis e refeições. Tudo isso pode ser colocado na conta de “viagens” da empresa. É possível designar um responsável por monitorar todas as despesas com viagens, comparando os gastos de cada área, evidenciando as melhores práticas. Ele pode criticar algumas despesas ou propor que, considerando a demanda de todas por passagens, negociar com a companhia aérea fornecedora um desconto extra.

    Engaje as pessoas

    Não é segredo para ninguém que reduzir despesas é uma tarefa ingrata. Nenhum gestor gosta de abrir mão do seu orçamento. Para engajar as pessoas em uma cultura de redução de custos é preciso mostrar que ela traz benefícios. Como? Ao eliminar despesas não estratégicas, sobra mais dinheiro para investir no crescimento do negócio. No final do ano, o crescimento da empresa poderá ser distribuído em forma de dividendos, bônus ou PLR. Uma empresa que gasta todo seu lucro com despesas que não são necessárias não consegue distribuir uma boa remuneração variável.

    A importância do líder

    O engajamento só existirá se o nível mais alto da hierarquia da empresa estiver comprometido com a redução de despesas. Um gerente, por melhor intencionado que seja, não pode ser o único porta-voz do assunto. A diretoria e a presidência precisam imprimir essa cultura, com um discurso homogêneo para defendê-la. Mais: o discurso precisa ser demonstrado na prática. Continuar gastando e ignorando metas que não são batidas são caminhos para o fracasso da cultura de redução de despesas.

    Trabalho de longo prazo

    Cultura é uma construção de longo prazo. Não dá para implementar de forma abrupta, há uma velocidade de absorção das regras. Se não levar esse tempo de assimilação em conta, a empresa pode acabar atropelando a tentativa de reduzir despesas e cair em descrédito diante dos funcionários – eles passarão a acreditar que uma iniciativa como essa não tem como dar certo. Redução de despesas é um remédio que precisa ser ministrado a conta-gotas para não matar o paciente.

    Até por conta disso, as reuniões no primeiro ano devem ser restritas a um pequeno grupo de gestores. Se algo der errado no projeto, é mais fácil corrigir quando ele envolve poucas pessoas. Além disso, aos poucos, essas pessoas se tornam multiplicadores da cultura de redução de despesas.

    Algumas empresas brasileiras são bons exemplos dessa cultura, como a Lojas Renner. Seu presidente, José Galló, tem feito isso desde o começo dos anos 1990. Ele é um porta-voz dessa cultura de redução de despesas, de fazer mais com menos. Quando trabalhei com a Renner, vi de perto como a empresa de fato gasta o que é necessário, sem esbanjar.

    Algumas empresas já nasceram assim, como a BRMalls. Os sócios do fundo de investimento GP, um dos controladores, que sempre foram espartanos com a redução de despesas, imprimiram essa cultura na rede de shoppings. Começaram com a ideia na diretoria, que depois desceu para o nível de coordenadores até chegar, como vemos hoje, nas recepcionistas.

    Três armadilhas

    Por fim, separo o que considero três grandes armadilhas às quais todo empreendedor deve se atentar:

    - A comunicação precisa ser clara e transparente. Evite informações encriptadas. As pessoas precisam entender os indicadores, o orçamento e as metas. E a cultura tem que ser transferida pela repetição. Todo novo funcionário precisa ouvir sobre redução de despesas. Os antigos precisam ser lembrados sempre. O antropólogo Claude Lévi-Strauss dizia que uma das características do líder era repetir as mesmas histórias para imprimir a cultura. E essa história não pode ser contada só com números complicados.

    Leia também: Engaje funcionários na cultura de resultados

    - Não se afobe. Uma cultura de redução de custos não é implementada de um dia para o outro. Nem é possível envolver a empresa inteira de uma vez só. Primeiro, as reuniões e discussões devem ficar restritas a poucos gestores. Eles testarão o novo sistema, construirão a metodologia e se tornarão os multiplicadores da cultura.

    - Saiba para onde sua empresa está indo. Talvez a pior armadilha seja fazer um orçamento sem saber qual o rumo do negócio. O orçamento precisa estar vinculado aos desafios e estratégias da empresa e a serviços deles. Como disse Seneca, se você não sabe para qual porto está navegando, nenhum vento será favorável.

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    https://endeavor.org.br/passos-implantar-cultura-reducao-despesas/https://endeavor.org.br/?p=21000Wed, 30 Nov 2016 22:26:10 +000010 passos para implantar uma cultura de redução de despesasControlar os gastos da sua empresa permite canalizar o dinheiro para as iniciativas que farão seu negócio crescer Toda empresa opera com uma equação básica: seu lucro é o resultado de sua receita menos os seus gastos. Portanto, menos gasto significa mais lucro. E mais lucro significa mais investimento em inovação, capacidade de expansão e ...Endeavor BrasilRafael LandiWed, 30 Nov 2016 20:26:10 +0000Rafael Landi10 passos para implantar uma cultura de redução de despesas10 passos para implantar uma cultura de redução de despesas
    Se você não delegar, a empresa não vai crescer; como compartilhar desafiosSabemos que o seu negócio é quase um filho, mas dividir responsabilidades é fundamental para que ele tenha condições de crescer. Veja passos para se concentrar mais na estratégia e menos na operação. 

    Empresas são como filhos. Por maior que seja o amor, é preciso dar espaço para que cresçam e se desenvolvam. Desapegar não é fácil. No mundo dos empreendedores, isso se traduz na dificuldade de abrir mão de tomar todas as decisões e na desconfiança de dar a outras pessoas uma parte da responsabilidade do negócio. Porém, delegar é preciso.

    Foi a essa conclusão que chegou Rogério Gabriel, fundador da Prepara, uma empresa de cursos profissionalizantes. O negócio deu muito certo e se tornou o Grupo Prepara, do qual fazem parte mais de 500 unidades da primeira empresa, além de marcas criadas posteriormente como Ensina Mais e English Talk. Há cerca de dois anos, Rogério percebeu que, para a empresa continuar crescendo, ele não poderia cuidar sozinho de todas as decisões.

    Nessa hora havia duas possibilidades: manter a empresa com o tamanho que estava e continuar centralizando o controle ou montar uma estrutura para inaugurar uma nova fase de desenvolvimento – na qual ele teria um papel diferente do que tinha até ali. Fazer a transição não foi fácil. Rogério compara com uma gravidez:

    Foram nove meses para criar processos e montar uma estrutura com a qual ele estivesse seguro, mas foi assim que ele conseguiu tirar do papel o seu sonho grande.

    Segundo Sandra Betti, sócia-diretora da MBA Empresarial e especialista em recursos humanos, é comum que empreendedores tenham dificuldade em delegar tarefas e fazer gestão de pessoas. Eles, que prosperaram justamente por seu talento e muita mão na massa, demoram para perceber que é preciso abrir mão de algum controle para abraçar novos desafios impostos pelo crescimento da empresa.

    A seguir, confira as lições que Sandra e Rogério aprenderam na prática.

    A dificuldade para delegar limita o crescimento da empresa

    Em sua convivência com empreendedores, Sandra percebe que boa parte deles tende a centralizar atividades nas quais são muito bons ou das quais gostam muito. O problema é que, ao cuidar demais de tarefas operacionais, pode não sobrar tempo para pensar na estratégia do negócio. “É importante o empreendedor entender que, sem abrir mão das atividades que assumiu no início da empresa, ela vai crescer pouco ou menos do que poderia”, diz.

    Com o tempo, é necessário ficar menos mão na massa e se dedicar mais à gestão do negócio. O empreendedor precisa ter tempo para fazer coaching com as pessoas chaves do seu time, visitar clientes, inovar e se dedicar ao planejamento estratégico e à resolução de problemas complexos.

    Veja também: Como delegar autoridade? Empoderamento

    Rogério afirma que, na fase em que percebeu que precisava delegar mais, conversou com outros empreendedores. Alguns deles se recusavam a delegar certas decisões, fizeram a escolha consciente de concentrar em si mesmos boa parte do negócio, sabendo que a opção limitaria seu crescimento.

    Sinais de que você está delegando menos do que deveria

    Há vários sinais que podem indicar que está faltando delegar. Um deles é quando o empreendedor trabalha muito mais que o resto do time. Ele acumula muitas atividades e fica com a sensação de que, mesmo tendo funcionários, carrega o mundo nas costas. Desequilíbrio na vida pessoal também deve acender a luz vermelha. Estresse, cansaço, irritação e ansiedade acometem qualquer ser humano, mas se forem constantes, há algo errado.

     Empreendedor também precisa ter tempo para assistir a palestras, frequentar eventos, ter momentos de lazer e horas para dedicar à família.

    Ter um turnover alto de funcionários também é mau sinal. Time que não ajuda a tomar decisão pode se sentir desmotivado. “Quando o empreendedor delega adequadamente, não deixa de trabalhar muito, mas tem tempo para se divertir também” afirma Sandra.

    Veja também: |CEO SUMMIT| O negócio precisa crescer, mas o empreendedor também

    Como delegar com mais facilidade

    Para delegar, há dois pré-requisitos: confiar no time e fazer um planejamento. Segundo Sandra, há três tipos de postura:

    1. Centralizar: é quando o empreendedor quer fazer tudo e acaba concentrando toda a responsabilidade. Fica exausto e faz com que a empresa seja apenas do tamanho que ele consegue administrar.

    2. Delargar: é quando o empreendedor joga trabalho no colo das pessoas sem elas estarem prontas ou treinadas. Depois, quando dá errado, se sente culpado e repete para si mesmo: “Não adianta, tenho que fazer tudo senão ninguém faz nada”.

    3. Delegar: é repassar trabalho seguindo uma estratégia. Começa com a escolha de pessoas que tenham potencial e capacidade de aprendizagem. Depois, elas são treinadas para o trabalho que precisa ser feito, primeiro sob o olhar atento do gestor e depois sozinhas, recebendo feedback periodicamente. Aos poucos, o gestor se afasta, deixando o canal de comunicação aberto. É assim que se cria um time capaz e responsável.

    Uma área ou uma pessoa de RH pode ajudar o empreendedor tanto encontrando novos talentos quanto mostrando os momentos em que é preciso delegar mais.

    Veja também: |EAD| Gestão de Pessoas: Como construir uma equipe forte

    Rogério diz que a grande insegurança do empreendedor é perder o leme de seu negócio. “Para delegar, é importantíssimo a construção do time e de funções dentro da chamada estrutura organizacional”, afirma. Além disso, é preciso criar processos e indicadores para continuar acompanhando a operação.

    A importância das metas e dos indicadores

    Quando o empreendedor delega, isso não significa que ele vai deixar de acompanhar o que está acontecendo no seu negócio. Ele apenas vai deixar de verificar todos os processos, ir a todas as reuniões, saber o que cada pessoa do time está fazendo e qual é o prazo de cada entrega.

    Com o crescimento da empresa, o acompanhamento de resultados deve ser feito por meio de indicadores. É preciso ter parâmetros que permitam ao empreendedor saber como está a performance da sua empresa e o que não está indo tão bem quanto deveria. Sai o cuidado com o detalhe, entra a visão estratégica.

    Além disso, a empresa precisa deixar bem claras quais são suas metas e qual rumo pretende seguir. A visão clara dos objetivos ajudará os funcionários a tomar decisões. “As pessoas precisam saber para onde ir”, afirma Rogério.

    De empreendedor a administrador

    Empreendedores costumam ser pessoas visionárias, inovadoras, corajosas e com grande capacidade de realização. São essas características que as fazem transformar ideias em ações, problemas em soluções. Porém, de acordo com Sandra, as habilidades de gestão nem sempre se destacam. “Como os empreendedores têm muito talento e as ideias estão muito claras na cabeça deles, sentem que é mais fácil fazer do que gastar algumas horas ensinando”, explica.

    Veja também: |Mentoria Online| Liderança: 4 pontos de atenção que todo empreendedor deveria saber

    Passar o conhecimento para frente, dominar ferramentas gerenciais e aprender a delegar fazem parte da trajetória empreendedora. Para Rogério, essa mudança de pensamento significou se tornar mais administrador do que empreendedor:

    “É desafiador porque o empreendedor gosta de sair fazendo. Mas nesse segundo momento você precisa construir indicadores junto com seu time, montar um planejamento estratégico e sentar na cadeira do administrador”, diz. Ele garante que a nova função não o desmotivou. Encarou como um desafio, investindo em um coaching para liderança e em um curso de governança na Fundação Dom Cabral.

    Dono que não delega desmotiva funcionários

    Para se sentirem motivados, os funcionários precisam sentir que têm espaço e autonomia. Logo, quando o empreendedor concentra todas as decisões, ele age como se todo mundo ao seu redor não fosse responsável e nem tivesse cabeça de dono. Esse comportamento precisa ser estimulado, não evitado. O time precisa ser desafiado e sentir que está usando seu potencial. Cumprir tarefas de rotina não vai criar essa sensação.

    Veja também: Cabeça de dono: 4 lições do CEO global da Heinz

    Quando a decisão é diferente da sua

    Um dos medos do empreendedor ao delegar é imaginar que ninguém vai tomar as decisões como ele. Pare de perseguir essa ilusão: não vai mesmo. Mas muitos caminhos podem levar ao mesmo destino.

    Se alguém tomou uma decisão para a qual você torceu o nariz, a dica de Sandra é, antes de mais nada, respirar fundo. Pense racionalmente no que foi feito e tenha a humildade de perceber se a decisão que a outra pessoa tomou não foi até melhor do que a sua. Ela pode ter achado um caminho mais ágil, mais rápido, mais simples e mais criativo.

    Vamos agora imaginar uma situação em que a decisão foi errada, gerou prejuízo, retrabalho ou alguma consequência negativa. Além de tentar resolver o problema, tente enxergar o que poderia ter sido feito diferente. Há algo que você eu deveria ter comunicado antes e não comunicou? O que pode ser feito para que o erro não aconteça novamente?

    Um bom jeito de evitar problemas é desde o começo treinar as pessoas para a tomada de decisão. Provocações do tipo “Como você resolveria essa situação?” e discutir as possibilidades trazidas  faz com que  exercitem seu raciocínio e aprendam a tomar a decisões mais inteligentes e com maior autonomia.

    Assim como o início do negócio exige muitas adaptações e aprendizados, encarar uma nova fase da empresa, delegando tarefas e decisões, também será uma nova experiência para o empreendedor. Como tal, pode causar apreensão e ansiedade. Porém, com planejamento e organização dá para chegar lá sem tanta turbulência e  com resultados muitas vezes surpreendentes.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-delegar-tarefas/https://endeavor.org.br/?p=21070Wed, 30 Nov 2016 18:25:14 +0000Se você não delegar, a empresa não vai crescer; como compartilhar desafiosSabemos que o seu negócio é quase um filho, mas dividir responsabilidades é fundamental para que ele tenha condições de crescer. Veja passos para se concentrar mais na estratégia e menos na operação.  Empresas são como filhos. Por maior que seja o amor, é preciso dar espaço para que cresçam e se desenvolvam. Desapegar não ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 05 Dec 2016 17:44:46 +0000Endeavor BrasilSe você não delegar, a empresa não vai crescer; como compartilhar desafiosSe você não delegar, a empresa não vai crescer; como compartilhar desafios
    “Não tenho o direito de ficar louca”: como segurei as pontas em momentos difíceisO que fazer para manter a calma nos momentos difíceis? Como controlar a ansiedade que vem das incertezas? Minha experiência mostra que a resposta está no propósito  

    “Muita calma nessa hora”: a frase pode ter virado um tremendo chavão, mas é perfeita para o assunto de que vou tratar aqui. Quero abordar aqueles momentos difíceis, tensos mesmo, não só da gestão, mas da vida de um empreendedor. Quando o mundo parece conspirar contra a gente e tudo só dá errado. Sabe? Quando até a luz no fim do túnel parece ter se apagado.

    Pois é. Todos estamos sujeitos a essas intempéries, sem exceção. Fazem parte da vida. O que muda é a postura com a qual lidamos com elas, e o aprendizado que tiramos das experiências. No meu caso, passei por poucas e muito boas, das quais saí fortalecida e tirei lições excepcionais sobre controle de ansiedade. E quero compartilhá-las com você.

    Crise por todos os lados

    Acontece que, há cerca de dois anos, minha empresa entrou numa uma séria crise financeira, após um espantoso período de crescimento. Os motivos estão relacionados a decisões estratégicas. Naquele momento, elas acabaram desconcertando a operação.

    E não foi só isso: também enfrentávamos problemas societários. Na época, meu sócio era meu marido, e a situação da organização só piorou as coisas. É aquela história, nesses casos, ou avançamos juntos, ou largamos para sempre. E como nós dois passávamos por problemas antes mesmo da crise se abater sobre a empresa, a separação foi inevitável.

    O que me manteve nos trilhos ao longo desse processo -- o que fez e faz a diferença -- foi o propósito. Foi o fato de eu conseguir manter à vista, bem claros, meus propósitos pessoais e profissionais. Porque se você não tem alinhamento com as suas expectativas pessoais, você não consegue levá-las a um negócio.

    Veja também: |Ferramenta| Propósito Pessoal para Empreendedores

    Descobrir o que faz sentido

    Para mim, o que mais faz sentido, mesmo nos momentos difíceis, é o amor pelo que faço. Eu sempre tive consciência de que a minha empresa podia influenciar e transformar as pessoas; de que podia exercer um papel importante no crescimento delas, por meio de uma entrega real, verdadeira, de coração. Porque tenho para mim que a felicidade é maior quando compartilhada, quando é para o outro. Ou seja, naquele momento, constatei que não dava pra parar.

    Eu simplesmente não podia ficar louca. Então, finquei os pés no chão e disse a mim mesma:

    “É isso aqui que eu amo fazer, porque o meu propósito, com o negócio, é tornar as pessoas mais felizes por meio das roupas que criamos, que entregamos. É transformar a vida delas. Porque, quando o uniforme é pensado e produzido com carinho, a pessoa que o veste sente isso. Sente-se mais bonita, eleva a auto-estima”.

    Era isso que fazia sentido, para mim. Até para que eu refletisse sobre a minha própria empresa, que cada vez mais vem se tornando uma provedora de soluções. Aliás, este é outro aprendizado que trago daqueles momentos bem turbulentos: ao me aferrar a esse propósito, percebi que devia me aprofundar nele. É por isso que, hoje, digo que entregamos bem estar às pessoas.

    Naquele momento, escutei de tudo o que você possa imaginar

    E até entendo a preocupação das pessoas. Queriam o meu bem, recomendando que eu fosse fazer outra coisa, mudar de atividade, trabalhar em outra empresa. Afinal, a crise era importante, e minha sociedade e meu casamento estavam naufragando; mas eu sabia que aquela era a minha história e que precisava a continuar escrevendo. Do mesmo jeito que eu começara do zero, poderia juntar os cacos e seguir em frente.

    Veja também: “Quebrei na pessoa física para não deixar meu negócio quebrar”

    Poderia, não; deveria. Porque, já naquela época, tive a consciência de que aqueles desafios me dariam musculatura e visão para me tornar uma gestora mais preparada. Eu estava aprendendo muito sobre questões tributárias, contábeis, de caixa, e por aí vai. Foi um conhecimento precioso.

    A importância de admitir que errei

    Outra lição que retive nesse processo foi a importância de aceitar o erro. A consciência de que somos falíveis pode ser dolorosa, eu sei, mas traz muito alívio. No meu caso, foi fundamental aceitar e entender os meus erros -- pois foi depois disso que me vi capaz de consertá-los.

    E a questão do foco também foi crucial. Por exemplo: antes da crise da empresa, eu não cuidava muito da parte administrativa, mas, quando fui pegar o touro pelos chifres, vi o tamanho do enrosco. Era um pepino atrás do outro. A fila de demandas simplesmente não terminava. Então, naquele momento, entendi que tinha que definir quais eram os assuntos que não podiam esperar -- ou perderia a mão de vez.

    Veja também: |CEO SUMMIT| O negócio precisa crescer, mas o empreendedor também

    Elegi as prioridades, os assuntos mais emergenciais -- e lidei com eles com a cabeça renovada, voltada àquela realidade, sem ranço ou rancor. Isso me levou, também, a acelerar minhas decisões, pois, naquele período de crise, podia ser que o amanhã não viesse, e eu não podia me dar ao luxo de refletir longamente -- tinha que dar a palavra final o quanto antes, sobre os assuntos mais espinhosos.

    O mais curioso é que, com todo esse processo, a ansiedade vai ficando de lado. Vai se tornando coadjuvante. Pudera, já que estamos às voltas com nossos propósitos, com os pequenos incêndios que temos que apagar a todo momento e com a tarefa de reerguer a empresa. Se é aquilo mesmo que você quer fazer, pode acreditar: mal vai sobrar tempo para roer as unhas. E, hoje, tenho plena consciência de que esses últimos anos proporcionaram uma baita experiência de vida.

    Claro, foi terrível e doloroso. Mas, com alguma frequência, eu me afastava daquela conjuntura e pensava, comigo mesma: “caramba, estou aprendendo demais… é uma bela oportunidade, mesmo!”. Então, para concluir -- se você está passando por um momento difícil, que traz ansiedade e dúvidas sobre o futuro, lembre-se: foque no seu propósito, aceite seus erros e limitações, e procure aprender com as adversidades. Ou, se você me permite uma atualização daquela frase clichê lá de cima: “muita calma (e muita atenção nos aprendizados) nessa hora!”

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    https://endeavor.org.br/como-controlar-ansiedade/https://endeavor.org.br/?p=21010Wed, 30 Nov 2016 17:39:05 +0000“Não tenho o direito de ficar louca”: como segurei as pontas em momentos difíceisO que fazer para manter a calma nos momentos difíceis? Como controlar a ansiedade que vem das incertezas? Minha experiência mostra que a resposta está no propósito   “Muita calma nessa hora”: a frase pode ter virado um tremendo chavão, mas é perfeita para o assunto de que vou tratar aqui. Quero abordar aqueles momentos ...Endeavor BrasilMilena SatyroThu, 01 Dec 2016 18:36:35 +0000Milena Satyro“Não tenho o direito de ficar louca”: como segurei as pontas em momentos difíceis“Não tenho o direito de ficar louca”: como segurei as pontas em momentos difíceis
    Como um CEO organiza seu tempo para decidir melhorTempo é um fator escasso para quem comanda uma empresa. Saiba como ter espaço na agenda para interagir com os funcionários e ter fôlego para tomar todas as decisões

    As funções do CEO em uma empresa variam muito conforme a maturidade do negócio. Quem já comandou uma startup desde a sua criação sabe que o início exige muita dedicação, mão na massa e multitasking. Porém, aos poucos, a rotina começa a ficar mais parecida com a de uma grande empresa, que tem vários funcionários, cargos bem definidos e processos.

    Eu passei por esses dois momentos. O Viva Real está desde 2009 no Brasil e a empresa cresceu muito desde então. Fiquei como CEO até julho de 2016, quando me tornei presidente do conselho. Sinto que o papel do CEO é entender um pouco sobre tudo o que acontece na companhia. Enquanto os funcionários são cada vez mais especializados, ele tende a ser mais generalista.

    Acredito que os principais papéis dos CEOs são garantir que a empresa tenha dinheiro para sobreviver e crescer; contratar os melhores talentos; e promover a visão e a cultura para seguir o caminho proposto. Mas como organizar a rotina para fazer tudo isso acontecer? Pensando nisso, reuni alguns dos meus hábitos e aprendizados do tempo em que ocupei esse cargo.

    Tarefas prioritárias

    Em geral, o líder de uma empresa não deve ter mais do que três grandes assuntos nos quais se concentrar ao mesmo tempo. São as três coisas mais importantes que ele vai ter na cabeça. Para saber o que priorizar, eu costumo medir o impacto da tarefa em relação ao esforço. De todas as iniciativas que o CEO pode abraçar, ele deve pensar naquelas que têm relativamente  o maior impacto, mas requerem o menor esforço. São essas que vão criar o maior impacto para o seu negócio.

    Agenda bloqueada uma vez por semana

    Eu criei o hábito de ter sempre um dia por semana – ou pelo menos algumas horas – sem compromissos. Esse período me permite ficar fora do escritório e pensar com calma, sem que a cada minuto eu precise parar para atender alguma demanda. Ser CEO significa que você recebe informações constantemente e precisa tomar muitas decisões por dia. No meio dessa loucura, é preciso parar para organizar os pensamentos de vez em quando.

    Ferramentas úteis

    Um CEO faz várias reuniões diariamente. Por isso, é fácil se perder nas informações e esquecer tarefas que precisam ser feitas. Alguns aplicativos me ajudam muito a organizar o dia a dia. Um deles é o Wunderlist, que faz uma lista básica de tarefas. O Evernote eu uso para anotações específicas. Por fim, o calendário do Google, para marcar os compromissos.

    Funcionários que sabem comunicar

    Além das reuniões, CEOs também passam bastante tempo conversando individualmente com pessoas do time, para saber como está a rotina ou para resolver uma questão pontual. São tantas demandas que fica difícil aprofundar todos os assuntos em cada encontro ou conversa. Para o CEO, essa enorme quantidade de informações não permite que ele faça um microgerenciamento. Se tentar, o máximo que vai conseguir é sobrecarregar a si mesmo e frustrar o time, que perde autonomia. Para os funcionários, por outro lado, é fundamental que sejam capazes de comunicar seus problemas e resultados de forma concisa, clara e direta. Ou seja, o CEO precisa de interlocutores que saibam passar o recado para não perder tempo e tomar decisões com base nas informações corretas.

    Agilidade nas decisões

    Ter uma empresa maior não significa que você deve perder a agilidade para tomar decisões. Quando o negócio está começando, como tipicamente os empreendedores não têm acesso a muitos dados, a maior parte das decisões é baseada no instinto. Conforme a empresa cresce, há mais informações disponíveis. Mas não importa o estágio: velocidade é fator fundamental para uma empresa.

    Boas decisões hoje são muito melhores do que decisões perfeitas na próxima semana.

    Proximidade com a linha de frente

    Eu falo muito com pessoas que não estão próximas de mim no dia a dia, mas que cuidam da outra ponta do negócio e que ficam mais próximas dos clientes. Eu vejo que estão trabalhando, sento ao lado da mesa delas e pergunto o que estão fazendo, de qual projeto estão participando. É muito importante estar em contato com representantes da linha de frente, entender a perspectiva deles. Essas conversas têm dois objetivos: ao perguntar, eu aprendo muito sobre os desafios que os funcionário enfrentam e, ao fazer isso, dou exemplo para outros líderes da empresa de que nossa função é ajudar a equipe a produzir. É uma postura importante. Sempre há tempo para essas conversas rápidas. Aproveite aqueles 10 minutos entre uma reunião e outra.

    Reconheça os maus hábitos

    Eu não sou uma pessoa muito sistemática e não tenho rotinas fixas no meu dia. A única coisa que faço frequentemente – e não considero um hábito bom – é checar meus e-mails pela manhã, logo que acordo. É quase um vício.

    Não se esqueça da vida pessoal

    Eu também não me considero o melhor exemplo de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, mas eu me esforcei para melhorar nos últimos anos, especialmente quando tive meu primeiro filho, que hoje está com 3 anos. Depois, veio minha filha. Desde então, tento estar em casa às 19h30 de três a quatro dias por semana. Tenho conseguido manter essa rotina.

    Quando a empresa começou, eu trabalhava sete dias por semana e não eram poucas horas. Então, durante quase quatro anos, sobrou pouco tempo para lazer. Depois desse período, passei a trabalhar um pouco menos e comecei a ser mais eficiente nos horários de trabalho, o que me permitiu mais tempo com minha família. Meus programas de final de semana basicamente são sair para jantar e ir ao parque.

    Leia também: 

    Da ufologia ao arco e flecha -  como empreendedores aliviam a pressão

    Você está pronto para ser o CEO da sua empresa?

    Fundador x Time fundador X CEO fundador

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    https://endeavor.org.br/como-organizar-melhor-tempo/https://endeavor.org.br/?p=21178Tue, 29 Nov 2016 20:22:06 +0000Como um CEO organiza seu tempo para decidir melhorTempo é um fator escasso para quem comanda uma empresa. Saiba como ter espaço na agenda para interagir com os funcionários e ter fôlego para tomar todas as decisões As funções do CEO em uma empresa variam muito conforme a maturidade do negócio. Quem já comandou uma startup desde a sua criação sabe que o ...Endeavor BrasilBrian RequarthMon, 05 Dec 2016 10:58:13 +0000Brian RequarthComo um CEO organiza seu tempo para decidir melhorComo um CEO organiza seu tempo para decidir melhor
    No dia de doar, ajude a Endeavor a transformar o BrasilVocê também acredita que os empreendedores vão transformar o Brasil? Seja um protagonista dessa transformação, doe para a Endeavor e nos ajude a ir mais longe em 2017. Este ano foi um ano de muito trabalho aqui na Endeavor. Avançamos muito em nossa missão de ajudar empreendedores a sonhar mais alto, e se preparar para o desafio de fazer suas empresas decolarem: 6 milhões de pessoas impactadas pelos conteúdos gratuitos do portal Endeavor 100 mil pessoas assistiram nossos eventos online, como o Day1 e o CEO Summit 160 mil downloads de ebooks e ferramentas práticas 80 mil empreendedores preparados com nossos cursos e minicursos E mesmo sonhando alto e se preparando, sabemos dos desafios que o empreendedor ainda enfrenta com a burocracia. Por isso, fizemos avanços importantes para facilitar a vida de quem empreende no Brasil: 50 candidatos a prefeito comprometidos com as metas do Movimento +Empreendedores +Empregos. 5 estudos lançados sobre o ambiente de negócios do Brasil que ajudam a criar políticas pró empreendedores. Apesar das nossas conquistas nos encherem de orgulho, ainda temos muito trabalho pela frente! Assim como todo empreendedor nós sonhamos grande e acreditamos que nosso impacto pode ser ainda maior. Por isso, em 2017 nós queremos fazer: + Materiais gratuitos de capacitação + Ferramentas práticas + Mentorias online com a rede de mentores + Projetos e movimentos para melhorar as cidades + Histórias de empreendedores que inspiram + Pesquisas sobre o ecossistema empreendedor Mas sabemos que uma transformação não se faz sozinho. É por isso que contamos com pessoas como você, que acreditam que o nosso trabalho ajuda empreendedores a crescer, inovar e gerar mais empregos. E aí, podemos contar com você?

    DOE PARA A ENDEAVOR

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    https://endeavor.org.br/dia-doar-2016/https://endeavor.org.br/?p=21250Tue, 29 Nov 2016 09:40:23 +0000No dia de doar, ajude a Endeavor a transformar o BrasilVocê também acredita que os empreendedores vão transformar o Brasil? Seja um protagonista dessa transformação, doe para a Endeavor e nos ajude a ir mais longe em 2017. Este ano foi um ano de muito trabalho aqui na Endeavor. Avançamos muito em nossa missão de ajudar empreendedores a sonhar mais alto, e se preparar para o ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 29 Nov 2016 07:40:23 +0000Endeavor BrasilNo dia de doar, ajude a Endeavor a transformar o BrasilNo dia de doar, ajude a Endeavor a transformar o Brasil
    Terceirização: o que sua empresa precisa saber para não errarAlternativa à contratação de funcionários é permitida em circunstâncias específicas

    Todo empreendedor sabe que o custo com funcionários representa boa parte de seu orçamento. Segundo um estudo da FGV em realizado em 2012, um funcionário pode custar o equivalente a três vezes seu salário para a empresa que o contrata. Segundo Sandro Guimarães, advogado do escritório Guimarães e Santiago, a terceirização é um fenômeno que nasceu com a globalização justamente para a amenizar os gastos da contratação de trabalhadores.

    Também conhecida como subcontratação, a terceirização nada mais é do que contratar mão de obra através de outra pessoa, que tem o papel de intermediador entre a empresa e o trabalhador, além do vínculo e das responsabilidades trabalhistas.

    Leia também: Terceirização - uma oportunidade para PMEs

    A questão é que aumentar demais a terceirização pode ser um risco para o empreendedor e pode criar passivos trabalhistas. Alguns cuidados devem ser tomados para que essa modalidade não seja questionada pelos órgãos fiscalizadores e que não leve à responsabilização trabalhista. Com o auxílio de Sandro Guimarães, selecionamos riscos que devem ser evitados.

    Evite vínculo trabalhista

    Os empregados da empresa prestadora de serviços não podem estar subordinados ao poder diretivo, técnico e disciplinar da empresa contratante, ou seja, os empregados devem ficar livres para utilizar seus próprios métodos e processos na execução dos serviços. Há três palavras chave: eventualidade, subordinação e pessoalidade. Essas três características não podem descrever a relação entre uma empresa e o prestador de serviço. A empresa que contrata um terceirizado não pode exigir o cumprimento de horas de trabalho nem sua presença constante no escritório. A oferta de benefícios também deve ser evitada, por caracterizar subordinação.

    Vamos usar o exemplo de um motoboy. Considere que o transportador seja MEI e que para a empresa seja fundamental contratar alguém com seguro contra acidentes. A contratante pode deixar claro que só contrata fornecedores que possuam seguro e que estão dispostas a pagar mais pelo profissional habilitado.

    Exija a apresentação de documentos que comprovem a regularização trabalhista

    É interessante, ao formalizar a contratação e enquanto durar a prestação dos serviços, que a empresa solicite à prestadora os documentos que comprovem a regularização trabalhista. Entre eles: o Certificado de Regularidade do FGTS , a Certidão  de Débitos relativos à Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (para comprovação do recolhimento do INSS), a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas e a Certidão Negativa de Ações Trabalhistas, para acompanhamento do cumprimento de obrigações e monitoramento do passivo.Também dá para consultar fontes como o Reclame Aqui, que traz registros de reclamações contra as empresas, e o JusBrasil, que possui um banco de dados sobre decisões da Justiça. Usando o exemplo dos motoboys, se o prestador de serviço sofrer um acidente, ele vai recorrer à subsidiária, mas, se essa empresa não tiver solidez, ele recorrerá a sua empresa.

    Atividade meio x atividade fim

    Outro ponto que deve ser observado pelo empreendedor é que a atividade-fim da empresa, regra geral, não pode ser terceirizada. Isso quer dizer que a contratação da empresa prestadora deve estar voltada às atividades de apoio da empresa, como, por exemplo, contratação de empresa de vigilância e limpeza.

    Leia também: Você sabe qual é o momento certo para terceirizar sua gestão de frota?

    Deixe claro qual é a relação que está sendo estabelecida

    O empreendedor deve deixar claro aos funcionários da empresa prestadora que a relação com a tomadora é exclusivamente de prestação de serviços e que as obrigações decorrentes do vínculo trabalhista devem ser cumpridas exclusivamente pela prestadora, na condição de empregadora.

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    https://endeavor.org.br/terceirizacao-o-que-sua-empresa-precisa-saber-para-nao-errar/https://endeavor.org.br/?p=21205Mon, 28 Nov 2016 20:00:48 +0000Terceirização: o que sua empresa precisa saber para não errarAlternativa à contratação de funcionários é permitida em circunstâncias específicas Todo empreendedor sabe que o custo com funcionários representa boa parte de seu orçamento. Segundo um estudo da FGV em realizado em 2012, um funcionário pode custar o equivalente a três vezes seu salário para a empresa que o contrata. Segundo Sandro Guimarães, advogado do ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 28 Nov 2016 18:00:48 +0000Endeavor BrasilTerceirização: o que sua empresa precisa saber para não errarTerceirização: o que sua empresa precisa saber para não errar
    Novos no pedaço: como recrutar talentos durante a internacionalização?

    Os desafios de começar uma operação em um novo país são buscar talentos e garantir que eles estejam alinhados com os valores e a cultura

    Se você algum dia já mudou de escola, sabe bem como é a sensação. Ao chegar em um novo ambiente, ninguém te conhece. Ninguém sabe quais são os seus interesses, se vai bem em matemática ou em português, qual é o seu almoço preferido ou do que você costuma brincar quando está em casa. Aos poucos, você vai mostrando do que gosta e do que não gosta e vai descobrindo com quem se dá melhor, até formar um novo grupo de pessoas com interesses parecidos e nas quais pode confiar. Quando uma empresa decide abrir uma operação em outro país, funciona mais ou menos assim.

    Poucas pessoas sabem o que ela faz, menos ainda conhecem quais os seus valores e levará algum tempo até que exista uma proximidade entre o negócio e os profissionais dos quais ele precisa. Por isso, o trabalho de recrutamento é mais difícil do que nos locais onde a operação já existe. Um estudo realizado pela Booz Allen, há quase 10 anos, que ouviu executivos de 14 empresas da América Latina em diferentes estágios de internacionalização, mostrou que encontrar as pessoas certas para tocar o negócio era um dos maiores desafios. Por mais que a globalização e, consequentemente, a internacionalização tenham acelerado, as dificuldades continuam.

    Sabendo desse desafio, reuni algumas ideias que podem ser úteis caso a sua empresa esteja estudando ou já iniciando um processo de internacionalização.

    • Como encontrar as pessoas

    Para achar profissionais durante a expansão internacional, é preciso se conectar com fontes locais de recrutamento. Quando começar a montar a equipe, sua empresa já deve saber qual é o perfil de pessoas que precisa para iniciar a operação, com base nas tarefas que serão executadas no exterior (conhecimentos técnicos) e na postura (valores e atitude, já estabelecidos com base na operação nacional). Com o perfil definido, fica mais fácil achar os ambientes onde elas serão encontradas. Podem ser feiras, congressos, universidades (estudantes ou base de dados de ex-alunos), associações profissionais. Outra possibilidade é olhar empresas que atuam no mesmo segmento que a sua e fazer um recrutamento olhando as pessoas que estão em possíveis concorrentes.  Não descarte também ferramentas digitais, como o LinkedIn.

    • Ajuda externa

    Laszlo Bock, vice-presidente do Google, afirma que a gigante de tecnologia não costuma trabalhar com empresas de recrutamento nos locais onde a operação já está estabelecida, mas o serviço é usado quando um time começa a ser formado em um novo país. Essa decisão também depende do orçamento que a empresa possui, mas headhunters podem dar uma boa ajuda no momento de recrutar. Não só por identificar talentos, mas também para aconselhar sobre como deve ser feita a abordagem com os profissionais e as sutilezas das relações entre funcionários e empresas naquele país. A etiqueta corporativa varia conforme a cultura local.

    • Incentivos

    Sim, você vai precisar oferecer um salário compatível com o que aquele profissional receberia em outra empresa no país e até mesmo um adicional pelo risco de ele estar optando pelo emprego em uma empresa que está começando. Mas os incentivos vão muito além disso. Qual será a sua proposta de valor? Com que argumentos vai atrair as pessoas? O profissional, especialmente no caso de cargos de liderança, pode se interessar por uma maior autonomia, pela cultura da sua empresa, pela oportunidade de criar algo novo.

    Pense assim: se tudo der errado, todo mundo quer ter uma boa história para contar. Que história a sua empresa vai permitir que seus primeiros colaboradores no país contem?

    A empresa também precisa deixar claro quais recursos vai oferecer diante do desafio de iniciar uma operação (investimento, equipe, parcerias) e quais serão as variáveis de sucesso. Outro incentivo é a possibilidade de vivenciar a operação da empresa na matriz.

    • A identificação com a cultura começa com a apresentação dela

    Se você quer atrair pessoas que se identificam com a cultura e os valores da sua empresa, você precisa apresentá-los. Mostre como a empresa funciona, que tipo de atitude é valorizada nos funcionários, como essa cultura está alinhada com os objetivos. Habilidades podem ser treinadas, mas não dá para ensinar valores. É preciso ter clareza sobre o que os valores significam na prática, mostrar que o valor X significa agir da forma Y no dia a dia. Ao colocar na mesa o exemplo, os colaboradores entendem melhor o que deles se espera. É preciso vender a experiência de trabalhar na sua empresa.

    • Tenha embaixadores

    Sempre que uma nova operação começa, seja uma franquia ou a abertura de uma sede em outro país, é preciso manter próximo alguém que represente os valores da empresa e que possa guiar os primeiros passos. A liderança é a peça chave para a implementação da cultura e ela não precisa ser disseminada só pelo empreendedor. Talvez esse seja o aprendizado mais difícil na prática: delegar a pessoas que já estão completamente alinhadas com a empresa o papel de gestor e multiplicador, podendo exercer esse papel em outras regiões ou países.

    Uma história interessante foi a do Spoleto. Em 2004, os fundadores Mario e Eduardo fecharam um acordo com o diretor da operação da Domino’s no Brasil para serem sócios da rede no país. Em contrapartida, a equipe da Domino’s ajudaria a levar o Spoleto para o México. Foi a primeira experiência da empresa com internacionalização.

    Quase dez anos depois, o Spoleto começou a planejar sua entrada nos Estados Unidos. John Velásquez, consultor da Domino’s no Brasil, disse que seria sócio e CEO da operação norte-americana. Por ser uma pessoa que já havia trabalhado ao lado de Mario e Eduardo, que entendia e compartilhava a cultura da empresa, os três acordaram a ida de John, evitando que um dos sócios brasileiros fosse obrigado a se mudar para os EUA.

    • Na hora de avaliar, observe atitudes

    Em qualquer entrevista de emprego, o candidato terá de dizer quais são os seus conhecimentos e quais são as suas experiências. Mas para entender se aquela pessoa estará alinhada com culturas e valores da sua empresa, é preciso alcançar um nível mais profundo: o das atitudes. Como aquela pessoa escolhe agir? Para isso, é preciso questionar. Crie situações ou explique um drama que a empresa vivenciou e pergunte ao candidato o que ele faria. Por aí, dá para ter uma ideia dos comportamentos. Pergunte sobre situações desafiadores que aquela pessoa já viveu não apenas no âmbito profissional, mas também no pessoal. É uma maneira de identificar valores.

    Veja também: |EAD| A arte do recrutamento: como atrair os melhores profissionais para seu negócio

    Um método utilizado por profissionais de RH é o chamado CAR (Contexto, Ação e Resultado). O entrevistador começa com uma pergunta mais macro e vai afunilando as respostas. Por exemplo, primeiro pergunta ao candidato para descrever uma situação em que teve de se comportar sob pressão. Depois, pede mais detalhes sobre o contexto. Disso, parte para entender qual foi sua ação diante do problema e, finalmente, os resultados alcançados.

    • Atenção às exigências trabalhistas

    Por fim, não se esqueça, ao considerar contratar funcionários em outros países, que as regras trabalhistas podem ser completamente diferentes: os benefícios obrigatórios, as férias, as licenças, o aviso prévio.

    Abrir uma operação internacional não é uma tarefa fácil, assim como provavelmente não foi fácil estruturar sua empresa no Brasil. Achar pessoas que estejam alinhadas e engajadas com o seu propósito é um caminho cheio de erros e acertos, mas pode ser menos tortuoso se o empreendedor perceber a importância de deixar claro seus valores e ter parceiros que o ajudem a perpetuar sua cultura.

    Leia também:

    Jack Welch fala sobre como manter a cultura forte em uma empresa global

    Como manter a cultura organizacional em fase de expansão

    Os altos e baixos da internacionalização da Stefanini

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    https://endeavor.org.br/como-recrutar-talentos-internacionalizacao/https://endeavor.org.br/?p=20096Mon, 28 Nov 2016 20:00:02 +0000Novos no pedaço: como recrutar talentos durante a internacionalização?Oferecimento: Os desafios de começar uma operação em um novo país são buscar talentos e garantir que eles estejam alinhados com os valores e a cultura Se você algum dia já mudou de escola, sabe bem como é a sensação. Ao chegar em um novo ambiente, ninguém te conhece. Ninguém sabe quais são os seus ...Endeavor BrasilCláudia KleinMon, 28 Nov 2016 18:00:02 +0000Cláudia KleinNovos no pedaço: como recrutar talentos durante a internacionalização?Novos no pedaço: como recrutar talentos durante a internacionalização?
    Ele não tinha luz até os 11 anos; agora leva eletricidade para onde faltaDarci Roberto Schneid lutou para poder estudar e seguir sua vocação de empreendedor. Hoje, a Sirtec é uma das melhores empresas para se trabalhar da região sul.

    Não faz muito tempo, a Sirtec fechou um ano com um lucro de R$ 3 milhões. Darci ficou tão satisfeito que resolveu dividir parte do montante com seus 1.300 funcionários. Quando compartilhou o plano com seus conhecidos, a reação da maioria era controversa:

    “Você está louco, Darci. Vai dar R$ 2 mil para cada um, não vai fazer diferença para eles. Se o lucro ficasse todo para você, aí sim faria diferença.”

    Mas sobre o dinheiro, Darci estava decidido: “Ele não é só meu”.

    O episódio acaba sendo um reflexo da preocupação de Darci com o bem-estar das pessoas, um valor que ajudou a Sirtec -- uma empresa que constrói e mantém redes elétricas em locais rurais e urbanos -- a dar um grande salto.

    Entre o lápis e a enxada

    Darci não tinha tantas referências empreendedoras em São Lourenço do Sul, área rural do Rio Grande do Sul, onde nasceu. Tinha, no entanto, um tio dono de uma marcenaria, que sempre o provocava:

    “Se você só fizer o que os outros mandarem, você não vai fazer nada de relevante na vida.”

    Por essas e outras, desde muito novo, sempre fez questão de estudar. Darci cresceu na roça, em uma região de colônia. Aprendeu alemão antes do português -- tradição do bisavô, que também passou valores éticos muito fortes de geração em geração.

    Não havia energia elétrica por lá, então não era comum armazenar comida, por exemplo. Picolé? Só no inverno. O truque era fazer o suco de limão e deixar do lado de fora da casa em uma caneca de alumínio. Se tivesse geada à noite, na manhã seguinte a guloseima era certa.

    Darci com a família, em 1971

    Em São Lourenço, quandos as crianças concluíam a 4ª série, se quisessem continuar, precisavam ir até uma cidade próxima. Darci foi morar na casa de outra família para poder estudar, mas nesse meio tempo sua mãe adoeceu e faleceu. Ele tinha apenas 10 anos e teve que decidir se saía ou não da escola para ajudar em casa.

    Apesar do momento difícil, não retornou. Pelo menos não até terminar o que, na época, era a 8ª série. De volta à chácara, plantava feijão, soja, milho, mas queria mesmo era continuar sua formação. Tinha o sonho de fazer um curso técnico, só que a escola era em Pelotas, onde também era o exame de admissão. Para o pai, Darci já havia estudado o suficiente.

    Toda manhã, quando acordavam para cuidar da lavoura, o menino insistia em pedir para ir à cidade para fazer a inscrição, mas o pai nem dava resposta. Os dias iam passando, o prazo se aproximando, e nada. Darci nunca tinha ido a Pelotas, mas sabia que o ônibus passava às 11h.

    Às 9h de uma quarta-feira, último dia para inscrição, seu pai largou a enxada de lado: “Então tá, guri, vai lá tomar um banho e vamos para a cidade”.

    Chegando lá, pegou carona com um caminhoneiro que o explicou onde tinha que ir. O sotaque alemão era tão forte que ficou difícil se virar.

    Anos depois, seu pai admitiu que só concordou em levá-lo porque pensava que não seria aprovado. Mas Darci não só passou no exame, como recebeu o apoio do pai, que arrumou uma pensão para o filho ficar. Só que rapidamente o garoto fez amigos, passou a focar mais em se divertir que em se aplicar aos estudos e o comportamento de bom aluno que sempre teve começou a deixar a desejar. No 4º semestre, precisou negociar com o professor um ponto que faltava para não bombar.

    “Nem que faltasse só um décimo eu daria. Você pisou na bola e vai ter que aprender com isso”, foi a resposta.

    Darci aprendeu e retomou um valor que já havia herdado de seus pais: sempre fazer por merecer.

    Demanda pela autonomia

    As primeiras obras elétricas que Darci realizou foram ainda na escola técnica. Como parte de um projeto de pesquisa, ele e o professor visitavam regiões afastadas e mobilizavam mutirões de moradores para montar e instalar as redes.

    Por conta desse conhecimento, Darci foi estagiar na Prefeitura de Pelotas e logo depois foi procurado pela de São Borja, uma cidade na fronteira com a Argentina que tinha a missão de eletrificar o campo para desenvolver o agronegócio.

    Só que, na prefeitura, sentia que não tinha liberdade suficiente ou grandes desafios. Mesmo que não concordasse com alguma atividade, ele tinha que fazer. Logo lembrou das palavras de seu tio:

    “Se você só fizer o que os outros mandarem, você não vai fazer nada de relevante na vida.”

    Bom, se algo está ruim, o jeito é mudar -- mesmo que aos poucos. Com uma moto e um fusca, Darci começou fazendo projetos aos fins de semana em municípios próximos, mais ou menos no mesmo modelo que deu certo na escola técnica, com mutirões. O sucesso se repetiu, mas ele tinha apenas 23 anos e a insegurança de deixar seu emprego era alta.

    Recorreu a pessoas que admirasse para pedir conselho. Entre elas, estava o Seu João, prefeito de uma cidade vizinha que havia acabado de se emancipar. Seu João era um homem muito simples, mas de uma enorme sabedoria:

    “Darci, se tu continuar trabaiando direitin, como tu sempre trabaiô, tu vai conseguir chegar onde tu quer.”

    Darci sabia o que ele queria dizer com “direitinho”: valores éticos e princípios como os que seus pais e avós o ensinaram. Ali, ele confirmou que isso guiaria toda a sua carreira empreendedora.

    Quando pediu demissão, o garoto já tinha um caminhão velho -- carinhosamente apelidado de Azulão --, que comprou como sucata de um concorrente, e foi atrás de clientes para a Sirtec.

    Revelando um sonho grande

    Para o empreendedor, aquela era uma tentativa de um trabalho que pudesse trazer maior realização. No entanto, como não tinha esposa, filhos nem ninguém que dependesse de sua renda, o sentimento era de “se não der certo, o problema é meu”.

    Nada foi planejado. “Eu tinha apenas muita vontade, mas nenhum capital”, diz. Ninguém achava que ia dar certo, já que por alguns meses esteve tudo nas mãos de Darci. “Trabalhei muito. Fazia projeto, subia no poste, atendia cliente, fechava contrato. Trabalhar nunca me assustou.”

    Apesar disso, Darci confessa que, se tivesse alternativas mais fáceis que empreender, poderia ter desistido. “Um pouco vinha da minha determinação de fazer acontecer, um pouco era ‘agora fica feio eu voltar atrás’."

    Menos de um ano depois da abertura da Sirtec, Darci organizou um churrasco para seus funcionários e pediu para que levassem suas famílias. Uma foto foi tirada e revelada dias depois.

    Darci e os primeiros colaboradores na primeira sede da Sirtec

    “Eu contei todo mundo que estava na foto e dava 17 pessoas”, conta. De repente, veio uma epifania:

    “Poxa vida, se der errado o problema não é só mais meu. Todas essas pessoas estão contando comigo.”

    A partir desse dia, Darci passou a encarar seu negócio com outros olhos. Talvez aquela poderia ser uma empresa grande.

    Decisões de risco

    No início, o único recurso disponível para desenvolvimento empreendedor em São Borja era o Sebrae. Qualquer curso que aparecia por lá, ele ia -- até decoração de vitrine entrou para a lista. Corria atrás dos professores para tirar um pouco mais de conhecimento deles e devorava todos os livros aos quais tinha acesso.

    Um dos aprendizados dele, nesse meio tempo, foi que, para vender bem, é preciso comprar bem. “Tinha um fornecedor que me dizia: ‘Você é o cara que mais me dá problema na hora de vender, mas pelo menos não me dá problema depois. Tem gente para quem eu vendo fácil, mas depois não recebo.”

    E se o negócio começou sem planejamento, para crescer, passou a depender de sistemas, operação e liderança fortes. Às vezes, essas lições vinham acompanhadas de decisões bastante difíceis.

    Na hora de implementar um ERP, por exemplo, Darci precisou colocar na balança os custos e os resultados. Isso porque o custo do sistema era equivalente ao lucro da empresa nos 18 meses anteriores. Muita gente desaconselhava, mas ou a Sirtec se tornava mais robusta e tecnológica, ou estagnaria. “Entre arriscar perder e arriscar acertar, sempre vou arriscar acertar.”

    Quando identificou a demanda para expandir a Sirtec para o Nordeste, de novo encontrou as vozes que o chamavam de louco. Darci, no entanto, preferia pensar no impacto que poderia causar: “Eu sabia que teria dificuldades, mas não consigo pensar ‘lá não é bom, lá não vou’. Se tem oportunidade, o desafio não me abala.”

    O crescimento, por sinal, é parte da estratégia de perpetuidade da Sirtec. “O negócio não é mais meu, tem que continuar. Temos obrigação de crescer.”, explica.

    Feita para pessoas

    Por falar em fazer o bem, como mostra a história que abre esse texto, a atenção às pessoas começa dentro da empresa. Darci diz que conseguiu chamar pra perto pessoas boas, mas muito da cultura da Sirtec vem de seu próprio exemplo e abertura.

    Para garantir um bom ambiente de trabalho, o empreendedor aposta na transparência e na simplicidade que carrega desde a infância. “Me sinto bem estando no meio de todo mundo e o pessoal confia em mim por isso”.

    Toda semana, por exemplo, Darci prepara um café da manhã em todas as bases da operação. Não tem convocação, não se fala de trabalho. Vai quem quer. “Também nunca atrasamos o pagamento de salário de ninguém. Em uma empresa de mão de obra, isso faz muita diferença”, conta.

    Não à toa, pela 3ª vez a Sirtec está entre as melhores empresas para se trabalhar do país.

    Além disso, é uma preocupação também conectar cada um à missão da empresa. Às vezes, o eletricista precisa sair de madrugada, na chuva, para subir em um poste. Darci os convida sempre a olhar para dentro da casa que está sem luz.

    “Pode ser que ele esteja salvando uma senhora que está precisando de seu respirador, ou ajudando o dono de um pequeno restaurante que está perdendo toda a comida que tem no estoque. Quanto melhor fornecemos, mais a gente faz o bem para as pessoas.”

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    https://endeavor.org.br/historia-darci-roberto-schneid-sirtec/https://endeavor.org.br/?p=21202Mon, 28 Nov 2016 15:42:06 +0000Ele não tinha luz até os 11 anos; agora leva eletricidade para onde faltaDarci Roberto Schneid lutou para poder estudar e seguir sua vocação de empreendedor. Hoje, a Sirtec é uma das melhores empresas para se trabalhar da região sul. Não faz muito tempo, a Sirtec fechou um ano com um lucro de R$ 3 milhões. Darci ficou tão satisfeito que resolveu dividir parte do montante com seus ...Endeavor BrasilGabriela LevyTue, 29 Nov 2016 13:58:34 +0000Gabriela LevyEle não tinha luz até os 11 anos; agora leva eletricidade para onde faltaEle não tinha luz até os 11 anos; agora leva eletricidade para onde falta
    Cultura ética: o que seus funcionários fazem quando ninguém está olhandoSempre ouvimos a frase: o exemplo vem de cima! E, realmente esta é uma premissa válida, mas infelizmente nem sempre verdadeira

    Se eu perguntasse a primeira cena ou situação que vem a sua cabeça ao ouvir a palavra corrupção, provavelmente você não pensaria na sua empresa. Muitos empreendedores esquecem que essa realidade pode bater a porta do seu negócio e acabam não abordando o tema com a devida importância, um grande erro. Uma das formas mais eficazes de combater práticas como fraudes e corrupção é a implementação de uma cultura ética, principalmente entre as lideranças da empresa.

    No artigo “Compliance e liderança: a suscetibilidade dos líderes ao risco de corrupção nas organizações”, o autor deixou clara a maior predisposição dos líderes na transgressão das normas de compliance. Em parte isso acontece pelo grupo estar mais exposto à escolhas que envolvem dilemas éticos, como a demissão de um funcionário, mas a verdade é que mesmo os líderes com fortes princípios éticos podem sucumbir à influência de uma cultura organizacional frágil e que dá espaço para atitudes que levem à fraudes e assédio.

    Veja também: Ryan Lochte, empresas e compliance: o que esses assuntos têm em comum?

    Então como construir uma cultura ética?

    Para o desenvolvimento da cultura organizacional ética é preciso considerar que atores internos e externos possuem influência na sua constituição. É por isso que buscar compreender os ativadores de comportamento desses funcionários e seus respectivos impactos na cultura organizacional pode auxiliar na solução de possíveis problemas.

    Para exemplificar, imagine que alguns profissionais da empresa tenham o comportamento inadequado de manipular os resultados para ganhar um bônus maior. Quais são os possíveis ativadores desse comportamento? Será que a maioria desses profissionais podem ser taxados de desonestos?

    Veja também: Teste de integridade: quando a confiança é a melhor arma contra a fraude

    A empresa é um grupo de pessoas que, diante uma visão de mundo particular, cria uma maneira própria de agir e interagir, gerando assim uma identidade específica. Se identificamos que a maioria dos membros de um grupo está desalinhada com a cultura idealizada pela sua Gestão, há um provável problema de cultura. Ainda no exemplo acima, algumas questões devem ser respondidas e, para tal, sugerimos o esquema 5W2H aplicado ao caso:

    Dicas práticas para implantar uma cultura ética

    Para buscar respostas de maneira efetiva e com profundidade suficiente para vai precisar aplicar uma metodologia de pesquisa qualitativa, com os seguintes instrumentos:

    • Questionário Online sobre os temas, com questões de múltiplas escolhas e dissertativas;
    • Grupos Focais fomentando discussão sobre os temas por grupos de diferentes níveis hierárquicos;
    • Entrevistas Individuais com voluntários que queiram aprofundar sobre os temas abordados;

    Com essa análise será possível desenvolver um plano de ação com o objetivo de tornar a cultura organizacional cada vez mais viva e coerente. Se você não sabe ao certo pode onde começar, os passos abaixo podem te guiai:

    • Desenvolver e divulgar um código de ética/ conduta;
    • Implementar ferramentas de canais de denúncias;
    • Realizar treinamento e desenvolvimento para os colaboradores;
    • Aplicação de Teste de Integridade no processo seletivo;
    • Criação de Políticas de Punições a atos antiéticos;

    Para entender melhor a importâncias dessas etapas, vamos a um exemplo prático:

    João é um empreendedor que atua no segmento do varejo. Depois de alguns anos, seu negócio começou a crescer e ele percebeu que, antes, seu time era quase inteiramente formado por profissionais que fizeram carreira dentro do negócio, mas agora João tinha que lidar com profissionais com “vícios culturais” que iam de encontro aos seus valores. Mas, com o crescimento acelerado e a vida de empreendedor, João não conseguiu acompanhar de perto a integração de tudo isso e foi nesse momento que ele se deparou com a seguinte situação:

    Pedro, um colaborador novo, muito bem referenciado pelo mercado e  grande aposta da empresa, acabará de fechar uma parceria e recebeu, do fornecedor, uma viagem para desfrutar, em um Resort, com a família, o final de semana. Como não existia políticas claras, Pedro aceitou o presente, julgando ser um “agrado” após ter fechado um grande contrato. Após 6 meses desse episódio, um cliente entrou em contato com João para relatar alguns problemas de atraso na entrega das mercadorias.

    Veja também: A “troca de favores” que pode custar sua empresa

    Depois de ouvir atentamente seu cliente, João cobrou Pedro para que ele buscasse um novo fornecedor no mercado, e aí veio uma surpresa: Pedro disse não poder fazer isso já que tinha recebido uma viagem do fornecedor, além de outros benefícios, em razão da “amizade” que se formou na parceria.

    Desconfiado com a situação, João resolveu investigar mais a fundo seu novo funcionário e identifica um subfaturamento no contrato, beneficiamento o seu colaborador, além de outras práticas ilícitas. Além de demitir Pedro, João adotou como boa prática a comunicação assertiva de suas políticas, sempre envolvendo os colaboradores para entender quais são as contingências de uma escolha não alinhada com os seus valores e da empresa.

    E você, como tem reforçado a cultura ética da sua empresa? A Endeavor em parceria com a S2 Consultoria disponibilizará para você até dia 09 de dezembro de 2016 um diagnóstico gratuito de Maturidade de Cultura de Compliance da sua organização, para acessar clique aqui

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    https://endeavor.org.br/como-analisar-compliance-empresa/https://endeavor.org.br/?p=21200Fri, 25 Nov 2016 19:35:53 +0000Cultura ética: o que seus funcionários fazem quando ninguém está olhandoSempre ouvimos a frase: o exemplo vem de cima! E, realmente esta é uma premissa válida, mas infelizmente nem sempre verdadeira Se eu perguntasse a primeira cena ou situação que vem a sua cabeça ao ouvir a palavra corrupção, provavelmente você não pensaria na sua empresa. Muitos empreendedores esquecem que essa realidade pode bater a ...Endeavor BrasilRenato SantosTue, 29 Nov 2016 16:28:25 +0000Renato SantosCultura ética: o que seus funcionários fazem quando ninguém está olhandoCultura ética: o que seus funcionários fazem quando ninguém está olhando
    “Disrupção não depende da tecnologia, depende das pessoas”: as lições do cofundador do WazeO que o fundador do Waze tem a ensinar aos empreendedores brasileiros? Veja o bate-papo feito com Empreendedores Endeavor, em Israel, e as principais lições.

    Bermuda, óculos escuros e uma camiseta que já adiantava sua fala: fall in love with the problem, not the solution. Assim chegou Uri Levine, fundador do Waze, para o nosso bate-papo. Logo em seguida, chamou todos para perto, sentou numa cadeira e abriu uma apresentação, na qual o primeiro slide já tinha o e-mail para contato. Assim, sem nenhuma formalidade de “fale com a minha secretária”.

    Mas, antes de contar sobre os aprendizados dessa conversa, quer saber como chegamos lá? Vamos voltar a fita!

    Esse papo fez parte de uma viagem que fizemos há algumas semanas a Israel, país conhecido como Startup Nation — vale ler o livro de mesmo nome pra entender os porquês, mas se quiser um resumo, esta apresentação em inglês passa pelos principais pontos. Acompanhados de vários Mentores e Empreendedores Endeavor, passamos 5 dias visitando pequenas e grandes empresas, fundos de investimento, órgãos do governo, aceleradoras, centros de pesquisa ligados à universidade, e alguns outros players do ecossistema empreendedor local.

    Em uma dessas visitas, tivemos a oportunidade de conhecer um dos 3 fundadores do Waze, aplicativo bem conhecido pelos brasileiros, que foi vendido por mais de US$ 1 bilhão ao Google, em 2013.

    Empreender é uma montanha-russa

    Uri começou reforçando o quão difícil é a vida do empreendedor: muitos sacrifícios, uma longa montanha russa, sem nenhuma certeza do que está por vir no futuro. Quando perguntado sobre o momento mais duro como empreendedor do Waze, ele relembrou o período em que a empresa quase quebrou.

    No fim de 2010, o dinheiro estava para acabar, o aplicativo tinha poucos usuários e o Google acabara de anunciar uma solução concorrente.

    A empresa estava fadada ao fracasso, até uma grande multinacional de tecnologia decidir colocar dinheiro pra salvar o negócio, que a partir de 2011, começou uma curva intensa de crescimento. Depois do relato, parte do grupo questionou Uri sobre o fato de os fundadores terem sido muito diluídos com a entrada do novo sócio.

    De fato os empreendedores ficaram com uma parcela pequena da empresa que eles mesmos haviam fundado, mas, para Uri, “melhor uma pequena parte de um negócio vendido pro Google por US$ 1 bilhão do que morrer na praia, sendo o principal acionista do negócio.” E por que vender para o Google? "Não tinha uma bola de cristal para dizer o que iria acontecer caso não vendesse. Fora o preço altíssimo que eles ofereceram, o impacto poderia ser bem maior na mão deles.”

    O CEO que ganhou o mundo

    Quando perguntamos a ele sobre como era ser CEO de uma empresa que, de repente, ganhou o mundo, Uri nos surpreendeu dizendo que não gostava de ser CEO e só exerceu a função até 2008. Na época, ele tinha basicamente 3 responsabilidades:

    1. Recrutar gente boa, 2. Comunicar a visão para o time 3. Negociar com fundos de investimento para garantir dinheiro,

    O que lhes permitiu lançar o produto e fazê-lo rodar em alguns países -- as cidades de menor porte foram os que mais deram certo no início.

    Depois de ter cumprido com esse papel, Uri e seus sócios decidiram contratar um CEO. Enquanto o novo chefe cuidava dos principais mercados (EUA) e trabalhava em cima da principal fonte de receita (anúncios), Uri olhava para mercados secundários e fontes de receita alternativa. Depois de contar sua experiência, ele completou: "Isso só funciona se os fundadores derem espaço para o(a) novo(a) CEO".

    Uma cultura de comemorações

    Durante o papo, Uri também disse que ele e seus sócios faziam questão de criar o melhor ambiente de trabalho possível, celebrando as "primeiras vezes" de tudo. Primeiro usuário, prêmio, rodada de investimento, tudo isso era coisa boa de se comemorar. Mas o ápice mesmo era receber cartas de agradecimento dos usuários. Uma delas disse até que o aplicativo salvou um casamento! Isso sim vale abrir uma champanhe ou tocar o sino dentro do escritório.

    Como tudo começou

    E se você está se perguntando como um aplicativo que depende da participação ativa dos usuários --imputando informações sobre acidentes para ser melhor que um GPS normal-- foi capaz de atrair os primeiros usuários, vai ter mais uma surpresa. Uri conta que seus primeiros usuários foram pessoas entusiasmadas por mapas que encaravam aquilo como hobby e que discutiam o tema em fóruns da internet, e ainda completou:

    "Só tive sucesso porque amava estar perto dos usuários. Se você não conhece a fundo seus usuários e olha a solução antes de investigar o problema, é praticamente impossível fazer a coisa engrenar."

    Por fim, Uri terminou sua fala provocando os empreendedores com 3 frases:

    1. Não tenha medo de falhar, mas cometa os erros com rapidez; 2. Foco é saber dizer não; 3. Disrupção não depende de tecnologia, mas sim de gente que ousa desafiar situações de equilíbrio. Quem você vai desbancar se sua ideia der certo? Se não souber responder, talvez sua ideia não seja grande o bastante.

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    https://endeavor.org.br/waze-licoes-inovacao/https://endeavor.org.br/?p=21157Fri, 25 Nov 2016 19:33:55 +0000“Disrupção não depende da tecnologia, depende das pessoas”: as lições do cofundador do WazeO que o fundador do Waze tem a ensinar aos empreendedores brasileiros? Veja o bate-papo feito com Empreendedores Endeavor, em Israel, e as principais lições. Bermuda, óculos escuros e uma camiseta que já adiantava sua fala: fall in love with the problem, not the solution. Assim chegou Uri Levine, fundador do Waze, para o nosso ...Endeavor BrasilGustavo MarujoFri, 25 Nov 2016 17:36:17 +0000Gustavo Marujo“Disrupção não depende da tecnologia, depende das pessoas”: as lições do cofundador do Waze“Disrupção não depende da tecnologia, depende das pessoas”: as lições do cofundador do Waze
    Os ingredientes para abrir um restaurante sem prazo de validadeO amor à comida não basta: abrir um negócio duradouro na área de gastronomia requer dedicação intensa e olho nos números

    Um food truck de sanduíches com queijos especiais. Foi essa a ideia que abriu o apetite dos Tubarões do programa Shark Tank Brasil, exibido pelo Canal Sony às quintas, às 21h. Os três sócios começaram o negócio no final de 2014 e, vendo a tendência do mercado de transformar food trucks em restaurantes com ponto fixo, resolveram ceder participação aos investidores em troca de capital para abrir uma loja própria.

    A tendência da alimentação fora de casa, a vontade de ter um negócio próprio, o apelo da gourmetização e, principalmente, o amor pela cozinha, levam muitos brasileiros a abrir um negócio no setor de alimentação. A criação do QG food truck é mais um entre tantos exemplos.

    No entanto, bares e restaurantes têm alto índice de mortalidade. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), de cada 100 estabelecimentos abertos nesse setor, 35 fecham em até dois anos. Como não cair nessa estatística?

    A primeira coisa que o empreendedor precisa ter em mente é que, ao abrir um restaurante, a gastronomia deixa de ser apenas um hobby ou uma paixão e passa a ser um negócio. A partir de então, a boa qualidade ou a criatividade dos pratos serão apenas um de seus diferenciais. Outros fatores, como localização, qualidade do atendimento, gestão de pessoas, controle de estoques e acompanhamento dos indicadores financeiros serão ingredientes fundamentais para o sucesso.

    Cabeça de administrador

    Segundo Rafael Valdivia, sócio do Pobre Juan, restaurante com 10 unidades no país e cardápio especializado em carne, quem abre um restaurante precisa ter cabeça de empresário desde o primeiro dia. “Tem que fazer plano de negócios, olhar os números e dar resultado”, afirma. O plano de negócios passa pela definição do público-alvo e a estratégia para conquistar esse público. Como em qualquer empresa, um restaurante deve ter KPIs (Key Performance Indicator) e métricas claras para acompanhar o desempenho, como precificação, desperdício e gasto com mercadorias.

    Leia também: Conheça a história do Pobre Juan

    Controle de perdas

    Segundo Rafael, administrar um restaurante é um jogo de controle de perdas. Os estoques têm validade curta - um caldo para temperar não dura mais que um dia -, por isso precisam ser cuidadosamente controlados. Mercadoria parada é dinheiro parado, e mercadoria desperdiçada é dinheiro desperdiçado. Fazer uma previsão de vendas com base no histórico é importantíssimo.

    O ideal é rastrear o maior número de informações possível sobre o negócio para, ao final de cada dia, verificar o que não deu certo e tentar ser um pouco melhor no dia seguinte. Há sistemas de gerenciamento de restaurantes que ajudam nessa tarefa de gestão de estoques e previsão de vendas.

    Dedicação

    Abrir um restaurante requer um alto investimento e, como em todo empreendimento, há o risco de fracassar. Eduardo Ourivio e Mario Chady, do Grupo Trigo, ao qual pertence Spoleto, tiveram seis negócios que não deram certo antes de acertar a mão na rede de fast-food de culinária italiana. Além de controlar os números, um negócio na área de gastronomia exige altíssima dedicação. “Se você serve almoço, às 6h já tem gente trabalhando. Se você serve jantar, às 3h ainda terá gente trabalhando”, afirma Rafael. Apesar de reconhecer que todo empreendedor costuma trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, ele afirma que o grande desafio, no caso de bares e restaurantes, é que a equipe também segue esse ritmo.

    Leia também: O que o Spoleto aprendeu com o fracasso

    Desafio porque é preciso manter os funcionários motivados e engajados apesar do ritmo frenético e porque é preciso encontrar na agenda momentos de comemoração e de capacitação.

    Os três pilares

    Um bar ou restaurante tem três pilares principais para existir.

    - O cardápio (comidas e bebidas), que é o principal fator que motiva as pessoas a irem ao seu estabelecimento.

    - A hospitalidade, que é o receber bem, o sorriso no rosto do garçom e um atendimento coerente com o seu modelo de negócios. Se for um restaurante de fast-food, por exemplo, a agilidade é muito mais importante.

    - O ambiente, que tem a ver com a localização, a arquitetura e o espaço.

    Pode haver milhares de combinações desses três fatores que funcionem bem, desde que o empreendedor tenha muito claro qual é o seu diferencial e qual será o principal motivador de seus clientes. O sucesso vem daquilo que o negócio consegue fazer de diferente de todos os outros.

    Comida na vitrine

    Como qualquer empresa que lida com comida, bares e restaurantes estarão sujeitos às análises da vigilância sanitária. A diferença para fábricas, por exemplo, é que os clientes de restaurantes visitam o local de produção diariamente.

    Uma emoção todo dia

    A maior parte dos negócios tem uma carteira de clientes que permite a recorrência e alguns contratos de longo prazo. No caso de restaurantes, é preciso viver um dia por vez. Nenhum dia está garantido e não há nenhum contrato a não ser algumas reservas feitas. “O negócio em si não tem um grande segredo, como a receita guardada a sete chaves da Coca-Cola. Para sobreviver com um bar ou um restaurante, a fórmula do sucesso é a disciplina”, afirma Rafael.

    Pontos para não perder de vista

    Neste ano, o Sebrae elaborou um material a partir de uma pesquisa realizada com 533 especialistas, consultores, empresários e consumidores. Ao final, foram encontrados 12 fatores-chave de sucesso para bares e restaurantes. Confira:

    1)      Atendimento: capacite os funcionários e mantenha um canal de comunicação com os clientes

    2)      Gestão de compras: monitore as mercadorias, registre perdas, diversifique os fornecedores e negocie com todos

    3)      Meios de pagamento: ofereça várias opções de pagamento – o custo adicional das operações compensa o aumento de clientes

    4)      Layout e conforto: capriche no visual

    5)      Alimentação saudável: oferte opções que contemplem diferentes dietas, como a vegetariana, e comunique o valor da comida saudável

    6)      Fidelização: ofereça descontos, atrativos e mantenha contato com clientes pelas redes sociais

    7)      Formação de preço: analise seus custos, monitore concorrentes e diversifique a oferta

    8)      Localização: fique perto do seu público-alvo e avalie a infraestrutura da região

    9)      Gourmetização: criatividade e beleza na apresentação podem ser diferenciais

    10)   Marketing promocional: além de divulgar o negócio, faça promoções e converse com o seu cliente

    11)   Confiabilidade: atenção às normas sanitárias e cuidado com a higiene

    12)   Sustentabilidade: reduza o consumo de água e energia, faça gestão de resíduos e mostra ao seu cliente suas iniciativas

    Leia também:

    Food experience, a filosofia por trás da Chipotle e Starbucks

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/restaurante-sucesso/https://endeavor.org.br/?p=20460Thu, 24 Nov 2016 22:19:13 +0000Os ingredientes para abrir um restaurante sem prazo de validadeO amor à comida não basta: abrir um negócio duradouro na área de gastronomia requer dedicação intensa e olho nos números Um food truck de sanduíches com queijos especiais. Foi essa a ideia que abriu o apetite dos Tubarões do programa Shark Tank Brasil, exibido pelo Canal Sony às quintas, às 21h. Os três sócios começaram o ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 05 Dec 2016 17:43:20 +0000Endeavor BrasilOs ingredientes para abrir um restaurante sem prazo de validadeOs ingredientes para abrir um restaurante sem prazo de validade
    11 perguntas que ajudam a focar no crescimento da sua empresaConheça o Quiz da Endeavor, correalizado com o Sebrae, e comece a focar nos principais desafios da sua empresa!

    Empreendedores estão sempre pensando nos desafios que têm pela frente. Geralmente, a lista não é pequena, mas o maior desafio é na hora de identificar o que é prioridade. Isso pode sugar grande parte do tempo dos empreendedores e, ainda assim, não gerar os melhores resultados.

    Foi pensando nisso que a Endeavor e o Sebrae lançaram o Check-up Endeavor. O quiz foi criado para ajudar os empreendedores a identificar as principais “dores” das suas empresas e, ao final do teste, direcionar conteúdos que fazem sentido para o negócio, com base em seus desafios. O teste é online e pode ser feito por qualquer tipo de empresa: das pequenas que ainda não têm faturamento até aquelas que já faturam milhões.

    No link abaixo, você pode responder o quiz em menos de 10 minutos:

    FAÇA JÁ O QUIZ E AJUDE SUA EMPRESA

    E como ele pode ser tão rápido?

    A experiência da Endeavor em avaliar negócios há mais de 15 anos contou para que as perguntas fossem simples, mas também eficazes, na hora de identificar os principais desafios dos empreendedores. O resultado sai logo após o fim do teste, junto com conteúdos que irão auxiliar a empresa.

    Mas como vão conseguir enviar um resultado de acordo com meus desafios?

    O teste foi inspirado em um estudo internacional sobre os ciclos de vida de uma empresa e cruza informações como faturamento e setor de atuação com as notas dadas pelo empreendedor para os desafios trazidos no questionário. Ao final, existem 32 possibilidades de resultado, que trazem uma curadoria de conteúdos indicados para todo tipo de empresas.

    Isso significa que os conselhos dados não levam em consideração apenas as “dores” dos empreendedores, mas também aquilo que mais faz sentido para os tamanhos e tipos de negócio que eles possuem. Quer dizer, os resultados do quiz te ajudarão a focar no que deveria dar mais atenção para o momento da sua empresa.

    Além disso, portais de negócios te dão um arsenal de listas, artigos, vídeos e cursos sobre como aumentar a performance de uma empresa, mas escolher quais ler ou assistir é um desafio por si só. Então o Check-up Endeavor, além de apontar possíveis caminhos, também é uma ótima ferramenta de curadoria. Com base nas suas respostas, vamos indicar alguns conteúdos que podem te ajudar a resolver as dores da sua empresa no momento certo.

    Como funciona o passo a passo?

    1. Cadastro: Você faz um cadastro rápido com informações básicas da sua empresa, como nome, faturamento, etc. Mas não se preocupe, todos os dados são mantidos sob sigilo absoluto pela Endeavor.

    2. Identificação das áreas críticas da sua empresa: Nessa etapa, você responde 11 perguntas, com base em uma régua de notas (1 a 10), sobre as dores da sua empresa. Em outras palavras, você deverá responder as 11 perguntas com notas que indicam o quanto  você se identifica ou não com aquela dor.

    3. Conteúdos de acordo com suas dores: Com todas essas informações, nosso sistema gera, logo após o término do teste,  dicas práticas - na tela e em pdf, enviado direto no email cadastrado - que te ajudam a focar no que a empresa aparenta precisar mais nesse momento, além de links para artigos, livros e vídeos sobre os temas. Os conselhos vão desde como validar um produto, passando por criar mais produtividade na equipe, aumentar a rentabilidade operacional, até como transformar uma marca numa referência.

    Para saber o que te espera, aqui vão as 11 perguntas:

    1. Minha empresa tem clara qual é a necessidade do mercado e qual a estratégia para conseguir atender essa necessidade?

    2. Meus os clientes aprovam o produto/serviço da minha empresa?

    3. As equipes conseguem produzir, entregar e distribuir os produtos/serviços da empresa para os atuais clientes?

    4. Os times da minha empresa estão crescendo de forma estruturada?

    5. Consigo otimizar a produção e aumentar os lucros com a mesma eficiência que aumento as vendas?

    6. As equipes não costumam enfrentar problemas de operação, como: queda em qualidade, falta de estoque etc.?

    7. A equipe de gestores da empresa foca a maior parte do seu tempo em resolver problemas de médio e longo prazo?

    8. Todos os funcionários trabalham com objetivos claros e metas mensuráveis acompanhadas de perto e continuamente?

    9. As pessoas sabem o que as outras fazem na empresa?

    10. As reuniões com gestores são apoiadas nos números da empresa e de mercado?

    11. Existe um plano de carreira para as pessoas e um plano de sucessão?

    Agora é priorizar suas ações e focar no que é mais importante! Nós da Endeavor e do Sebrae esperamos que o Check-up te ajude a sonhar cada vez mais alto e vencer desafios cada vez maiores!

    CLIQUE AQUI PARA FAZER SEU QUIZ

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/check-up-endeavor/https://endeavor.org.br/?p=12678Thu, 24 Nov 2016 19:16:57 +000011 perguntas que ajudam a focar no crescimento da sua empresaConheça o Quiz da Endeavor, correalizado com o Sebrae, e comece a focar nos principais desafios da sua empresa! Empreendedores estão sempre pensando nos desafios que têm pela frente. Geralmente, a lista não é pequena, mas o maior desafio é na hora de identificar o que é prioridade. Isso pode sugar grande parte do tempo ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 25 Nov 2016 12:12:13 +0000Endeavor Brasil11 perguntas que ajudam a focar no crescimento da sua empresa11 perguntas que ajudam a focar no crescimento da sua empresa
    Negociação: dicas para você alcançar melhores resultadosDiego Faleck, mediador empresarial e professor de negociação, fala sobre os diferentes tipos de negociador e a importância de atender o outro lado

    Negociação é uma dinâmica que acontece não apenas no momento em que vendemos ou compramos um produto. No mundo dos empreendedores, é preciso negociar prazos com equipes, diferenças com os sócios, uma nova rodada de investimentos, a entrada de um CEO, os preços dos fornecedores, os primeiros franqueados… Enfim, há sempre alguém do outro lado da mesa com interesses nem sempre convergentes.

    Diego Faleck, mediador empresarial, sócio fundador da Faleck & Associados e professor de Negociação e Mediação na FGV, já presenciou muitas situações de conflito, nas quais teve que encontrar soluções satisfatórias para todos os lados. Um dos casos em que atuou foi na concepção de um programa de indenização para vítimas do acidente da TAM em 2007, criado em conjunto com órgãos de proteção ao consumidor, empresas aéreas e seguradoras. A seguir, ele dá dicas que podem ajudar empreendedores a conduzir melhor suas negociações.

    Como identificar a postura da pessoa com quem você está negociando?

    O Roberto Mnookin, professor de Harvard que hoje é diretor do programa de negociação, fala que existem três tipos de negociador: o competidor, o acomodador e o evitador. É importante identificar em quais desses perfis você e a outra pessoa se encaixam. O competidor obviamente quer sempre ganhar, conseguir vantagem, é competitivo. O acomodador quer fazer o acordo a qualquer custo, às vezes nem sempre o melhor. O evitador é o que mais sofre, aquele que não aguenta o conflito, que evita o atrito. Além desses perfis, existem as características intrapessoais.

    Leia também: Os 7 mitos de uma negociação ganha-ganha

    O que são as características intrapessoais?

    Existem dois aspectos. Um é assertividade, o outro é empatia. O assertivo é aquele que coloca seus pontos, advoga, argumenta, tem coragem de falar, tem autoconfiança e habilidade retórica. Mas os assertivos têm pouca paciência para ouvir. Os empáticos conseguem escutar mais, se colocar na pele de quem está do outro lado, mas. por outro lado, têm uma dificuldade de colocar seus pontos e de argumentar. Você pode ter um pouco dos dois. O melhor negociador é o que equilibra empatia com assertividade.

    Isso é muito viável, com treinamento e esforço, todos podem melhorar. É aquela pessoa que sabe que para o outro lado dizer sim, é preciso atender aos interesses do outro lado também. Você não vai conseguir fazer um bom acordo se deixar o outro lado desatendido. Então esse competidor que sabe brigar pelo seu pedaço, mas consegue construir uma solução que atenda vários interesses.

    É possível se tornar um bom negociador com o treino?

    A boa notícia é que sim, através de exercícios, treinamento e autopercepção é possível equilibrar assertividade e empatia. Se você é uma pessoa muito assertiva você pode se educar a ouvir, a entender. Se você é muito empático e precisa ser mais assertivo você, também consegue melhorar através do treino, se preparando melhor antes da negociação, buscando critérios objetivos que te dão autoconfiança para colocar os argumentos na mesa. O bom negociador é atento para tentar equilibrar a empatia com assertividade dentro dele.

    Há referências de materiais para quem quer saber mais sobre o assunto?

    Os materiais de Harvard e os cursos que eles oferecem são muito recomendados. Também há livros bons como, “Como Chgear ao Sim”, do Roger Fisher, “Conversas Difíceis”, do Douglas Stone e Sheila Heen ou “Mais que Vencer”, do Robert Mnookin. É preciso tomar certo cuidado pois há muita coisa pouco séria no mercado. O treinamento anual para executivos e advogados em negociação, da Faleck & Associados, é baseado nos materiais de Harvard, só que “tropicalizado”.

    Como se preparar antes de uma negociação?

    Você pode fazer uma lista para se preparar para o dia da negociação. Organize em tópicos os seus interesses e os que você acha que sejam os interesses da outra parte. Pense nos seus recursos e capacidades e nos recursos e capacidades da outra parte. Imagine algumas soluções considerando interesses e recursos, identificando trocas de valor.

    Quais são as técnicas para melhorar a relação com o outro lado na mesa de negociação?

    Tem um campo do conhecimento que chama escuta ativa, onde você aprende coisas como linguagem corporal, com o objetivo de fazer a pessoa se sentir mais acolhida. Aprende também a fazer perguntas que não levem a resposta para um sim ou não, mas que motivem a outra pessoa a dialogar. Em uma disputa com um parceiro comercial, por exemplo, a pergunta “você está disposto a dividir esse prejuízo?”, induziria a outra parte a responder sim ou não. Se ela responder não, estará estacionada em uma posição que te desfavorece. O enfoque pode se tornar uma argumentação sobre por que ele não deve arcar com as perdas. Para abrir um leque maior de opções com a resposta, seria mais sábio fazer uma pergunta aberta: “o que podemos fazer para lidar com essas perdas?”, por exemplo.

    Leia também: Um pitch irresistível: o que você falaria se tivesse 1 minuto com Bill Gates?

    Há outras regras como não interromper o outro e usar a pausa na fala. Fazer paráfrase também é uma técnica interessante: quando a pessoa fala algo, você repete com as suas palavras para ver se entendeu mesmo. A pessoa se sente ouvida quando isso acontece. Outro recurso é o espelhamento. Quando a pessoa diz algo negativo, você repete com as mesmas palavras para ela medir o impacto do que acabou de dizer. Por exemplo, quando o interlocutor diz que acha injusto o preço proposto para a compra de ações. “Então você acha injusto eu comprar suas ações por um valor maior do que o mercado sem eu saber qual o rumo da empresa?” – a pessoa pode recuar em seu argumento ao ouvi-lo colocado dessa maneira. Todas essas técnicas têm como objetivo fazer o outro lado se sentir compreendido e dar à conversa um rumo positivo.

    Como falar sobre assuntos delicados?

    Na teoria da negociação, você consegue falar virtualmente de qualquer assunto desde que você faça da maneira certa. Por exemplo, um sócio acha que teve desvio de dinheiro. Há uma maneira de falar abertamente com o outro sócio sobre isso sem palavras fortes. Você vai chamar seu sócio e dizer “olha, eu queria falar sobre um problema que está me incomodando, algumas remessas de dinheiro para o exterior que eu identifiquei aqui”. Você não vai falar desvio. “Minha primeira reação foi ficar um pouco preocupado, mas antes de qualquer coisa gostaria de te ouvir para entender o que aconteceu”. De um jeito suave, você começa uma conversa sobre uma questão delicada e dá chance para uma explicação. É a ideia de ser duro sobre o problema e suave sobre a pessoa.

    Leia também: Os sinais de que a relação entre sócios da empresa acabou

    É mais difícil negociar com conhecidos ou desconhecidos?

    Sim, quanto já existe um relacionamento surgem problemas mais enraizados. Por conta da experiência que as pessoas tiveram juntas, há também uma camada de frustrações, de coisas que vão se acumulando. Às vezes as pessoas nem percebem a origem do problema que vem à  tona. Quanto mais profundo o relacionamento, mais difícil. Brigas de grandes empresas que têm um distanciamento podem ser mais fáceis que brigas de sócios de uma startup, porque aí não é só uma questão comercial.

    Como superar uma negociação difícil entre sócios?

    Uma das grandes causas das brigas é falta de comunicação e falta de confiança. Então, primeiro é preciso entender o que causou falta de confiança. Às vezes o que se faz numa negociação é resgatar essa confiança, mostrar que intenção de um dos lados nem sempre é aquilo que o outro acha. Há um abismo entre a intenção real de uma pessoa e o impacto que aquilo causa. A ideia é usar uma boa comunicação para tentar mudar essa percepção.

    Leia também: 6 táticas para lidar com a barganha e vender pelo melhor preço

    Um dos contratos que estou mediando agora, o problema surgiu porque ele estabelecia um preço fixo e em algum momento passou-se impressão de que dava para revisar para contrato por tarefa. Quando um lado voltou atrás, quebrou a confiança e comprometeu toda a relação. Se eu conseguir transmitir de um lado para outro por que se voltou atrás, quais foram os motivos... Se tiver interesse das partes na relação, você acaba invertendo a situação e abrindo caminho para o acordo.

    A reputação é importante para o negociador?

    O mercado é muito pequeno. Se você tem uma reputação de ser um negociador truculento, antiético, que joga pesado, as pessoas rapidamente vão se armar contra você. Só que para o negociador preocupado com ganhos de médio e longo prazo, não é bom ter uma reputação de não ser transparente. Porque quando as pessoas confiam, fica mais fácil trocar informações, conversar abertamente. Imagine uma situação de compra e venda. Você pode discutir só o preço, mas pode discutir para quando seu cliente precisa do seu produto. Pode discutir como ele armazena seu produto. Assim, vocês podem chegar à conclusão de que, além do preço, podem negociar o método de transporte ou encontrar uma maneira de reduzir os custos de armazenagem. Quando você troca informação mais abertamente, encontra ganhos possíveis.

    Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/dicas-como-negociar-melhor/https://endeavor.org.br/?p=20967Thu, 24 Nov 2016 18:18:00 +0000Negociação: dicas para você alcançar melhores resultadosDiego Faleck, mediador empresarial e professor de negociação, fala sobre os diferentes tipos de negociador e a importância de atender o outro lado Negociação é uma dinâmica que acontece não apenas no momento em que vendemos ou compramos um produto. No mundo dos empreendedores, é preciso negociar prazos com equipes, diferenças com os sócios, uma ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 15 Dec 2016 17:46:09 +0000Endeavor BrasilNegociação: dicas para você alcançar melhores resultadosNegociação: dicas para você alcançar melhores resultados
    Faça pausas durante o trabalho e seja mais produtivoTodo empreendedor trabalha muito, mas não é por isso que eles têm que abrir mão da sua qualidade de vida. Veja algumas dicas para manter o equilíbrio

    Todos nós sabemos muito bem como trabalhar só um pouco no final de semana sem ninguém perceber… Mas por que será que nós ainda não aprendemos que é possível sair um pouco do escritório para fazer uma caminhada em uma quarta-feira de manhã?

    Hoje em dia, é muito fácil ficar no computador trabalhando o tempo todo. Porém, também é importante dedicar parte do seu tempo para fazer coisas que você gosta, só assim você vai conseguir recarregar suas energias. Essa é a melhor forma de se sentir inspirado, manter bons relacionamentos e evitar o cansaço.

    Veja, a seguir, algumas dicas que a equipe da LeadWise separou para você também dar atenção ao relaxamento e à diversão, mesmo durante a sua "rotina normal de trabalho":

    Admire o mundo ao seu redor

    • Quando estiver estressado, sente-se e olhe para o oceano em uma ensolarada quinta de manhã. Deixe-se levar pelo barulho das ondas e sinta a calma tomar conta de você;
    • Viu um arco-íris lá fora? Separe um tempo para apreciá-lo. Admirar a beleza efêmera do mundo pode trazer inspiração e novas ideias;
    • Simplesmente olhe para o céu. Simples assim. Observe e admire com a mente vazia.

    Recarregue as baterias

    • Tire uma soneca de 20 minutos depois do almoço. Clique aqui para conhecer um gadget bem legal que vai ajudá-lo a tirar uma soneca em qualquer lugar e aqui para um rápido artigo, em inglês, com 5 motivos para incorporar o cochilo no seu dia-a-dia;
    • Exercite-se antes, durante ou depois do trabalho. Todos nós sabemos da necessidade de se exercitar, mas é difícil manter esse hábito. Descubra aqui o porquê de algumas empresas investirem na prática de atividades físicas para seus funcionários durante o expediente; se você não tem tempo para nada, este artigo aqui, em inglês, fala sobre como aproveitar a hora do almoço para fazer pequenas sessões de atividade física;
    • Respire profundamente 10 vezes e/ou faça uma caminhada depois de uma reunião estressante. Fique longe do computador e reconecte-se consigo mesmo, com seu corpo e com o que está sentindo. Tire o tempo necessário para que o cortisol volte aos níveis normais;
    • Refresque sua mente com um pulo na piscina (quando tem uma perto de você). Nada como a água para se purificar do stress. Nenhuma piscina, lago ou mar por perto? Tomar um banho - de banheira ou mesmo uma chuveirada - já resolve;
    • Trabalhe de casa toda sexta durante um mês. Se você precisa pedir permissão para conseguir isso, vale a pena enfrentar uma intensa negociação com seu chefe para convencê-lo a liberar essa prática. Faça uma prévia, mostrando como seria essa nova possibilidade e prove a si mesmo e a seu chefe que você é mais produtivo trabalhando de casa.

    Estimule a criatividade

    • Divirta-se com tinta aquarela e rabiscos. Alguns de nós são verdadeiros artistas; já outros são grandes desenhistas -- até os presidentes americanos fazem isso. Não importa para qual lado a sua aptidão artística se incline: desenhar é relaxante e pode ajudar a dar aquela desestressada;
    • Faça um intervalo de 15 minutos para tocar ("respirar") guitarra....ou uma gaita, ou um piano, ou cantar. Isso pode ser divertido e energizante, além de manter a sua aptidão musical sempre afiada;
    • Tire um intervalo para dançar, sem planejar. Não existe jeito melhor de sentir o sangue fluindo pelo corpo!
    • Expresse opiniões e sentimentos com gifs

    Relacione-se

    • Organize um almoço de sexta com sua equipe em um lugar inusitado e não volte para o trabalho à tarde. Ao mesmo tempo, você aproveita para quebrar a rotina e se reunir com os colegas de trabalho;
    • Seja voluntário em um abrigo de animais ou tenha um intervalo de 20 minutos para dar uma volta com seu cão. Clique aqui para ler um artigo, em inglês, sobre por que ter animais de estimação faz bem para a alma;
    • Aproveite a hora de almoço para encontrar com o seu clube de leitura virtual. Experimente diferentes comunidades virtuais para manter o hábito da leitura em dia e a mente afiada;
    • Ligue para um velho amigo ou familiar, alguém com quem você não falado a um certo tempo. Tem coisa melhor para estar bem com as pessoas do que se relacionar com aqueles que você ama?
    • Celebre pequenas vitórias com a sua equipe, mesmo que eles trabalhem à distância.

    Conteúdo originalmente postado em LeadWise.

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    https://endeavor.org.br/como-ser-mais-produtivo-dica/https://endeavor.org.br/?p=21165Thu, 24 Nov 2016 17:22:06 +0000Faça pausas durante o trabalho e seja mais produtivoTodo empreendedor trabalha muito, mas não é por isso que eles têm que abrir mão da sua qualidade de vida. Veja algumas dicas para manter o equilíbrio Todos nós sabemos muito bem como trabalhar só um pouco no final de semana sem ninguém perceber… Mas por que será que nós ainda não aprendemos que é ...Endeavor BrasilLeadWiseThu, 24 Nov 2016 15:22:06 +0000LeadWiseFaça pausas durante o trabalho e seja mais produtivoFaça pausas durante o trabalho e seja mais produtivo