Endeavor- MSN Feedhttps://endeavor.org.brTime de vendas: por que o empreendedor deve se envolver na formação e no desenvolvimentoO empreendedor deve participar da escolha da equipe e permitir o aprendizado a partir do exemplo

Quando um empreendedor começa um negócio, é comum que ele acumule muitas tarefas. Geralmente a empresa é aberta com uma equipe pequena, e as contratações acontecem aos poucos, conforme o trabalho e a receita aumentam. Para algumas companhias, se tudo der certo, chegará o momento de criar um time de vendas. É um ótimo sinal de que a ideia cresceu! Mas como contratar, organizar e motivar um novo time?

Inicialmente, o empreendedor precisa se envolver na construção dessa equipe. Ele não pode simplesmente trazer uma pessoa de fora para cuidar da área de vendas e se distanciar da operação. Pense, por exemplo, que você está reformando o jardim da sua casa. Se contratar um paisagista para fazer o trabalho e não acompanhar o projeto, pode até ser que fique bonito, mas não terá a sua cara. Por isso, evite contratar uma pessoa que vá escolher as outras 10 que formarão a equipe. Envolva-se no processo. O distanciamento do líder pode levar o time a questionar seu papel, o que é muito negativo: o empreendedor precisa da equipe ao seu lado.

Para mim, um líder deve ter algumas habilidades principais que serão úteis para montar uma boa equipe e deixá-la motivada. A primeira delas é inspirar. As pessoas precisam olhar para o líder e saber que ele tem uma visão, que sabe para onde está indo. A segunda é o comportamento, aquilo que o líder diz e o que faz.

Por fim, a emoção é fundamental para liderar pessoas. Estar presente nos momentos em que o outro precisa falar, ter empatia e sensibilidade para se dedicar ao que é realmente importante. Claro que essas habilidades valem para líderes de qualquer área, mas são especialmente importantes para o time de vendas, que é muito mais movido a emoção e inspiração. O que faz um funcionário receber dezenas de nãos todo dia e continuar tendo energia para tentar de novo? O líder é uma das motivações.

A seguir, um passo a passo para você formar um time campeão.

1. A escolha da equipe

Vamos voltar ao momento de escolher novos funcionários. Como não errar na hora da contratação? Antes de qualquer coisa, o empreendedor deve ter claro qual é o momento da empresa e aonde ela deve chegar. Assim, poderá alinhar isso com a equipe e desenhar a estrutura que precisa ter agora e também daqui a cinco anos, por exemplo. A partir daí ele saberá de quais profissionais precisa e quais competências eles devem ter.

Na hora das entrevistas, uma dica que costumo dar é considerar a química que você tem com cada candidato. Se por algum motivo você entrevistar uma pessoa e se incomodar com alguma coisa, mesmo sem saber explicar o que não te agradou, pare o processo nesse ponto. A pessoa pode ter um currículo incrível, ter tocado um projeto bem-sucedido, ter se formado em uma faculdade excelente, mas, sem química, fica difícil. Você vai passar várias horas com essa pessoa --e não é sobre o currículo dela que vocês vão conversar.

Leia também: Recrutamento e seleção: 5 passos para montar a melhor equipe

Olhe também se os projetos da empresa e do potencial funcionário podem caminhar juntos por um tempo. Em que momento está a sua empresa? Em que momento esse candidato está em sua carreira? O interessante é contratar uma pessoa que acompanhe o negócio, cresça junto com a empresa, que esteja alinhada com o estilo e com a cultura.

E não se iluda com a ideia do plug and play. As pessoas não são como eletrodomésticos novos, que basta serem ligados na tomada para funcionar a todo vapor. Nem sempre as pessoas chegam no ritmo esperado pela empresa.

2. O aprendizado

Bem, agora vamos imaginar que, depois de um processo de seleção, você conseguiu formar uma equipe que parece ótima ou preencher a vaga de uma nova função na empresa. Quais são os próximos passos?

É muito importante que o empreendedor possa garantir que o seu esforço tenha continuidade. Para isso, mais uma vez, ele tem mais que se aproximar do que se afastar. A solução que considero mais simples é fazer com que as pessoas o acompanhem com frequência. Acompanhem literalmente, como uma sombra. O processo de “sombra” permite que o funcionário entenda como o empreendedor pensa, como ele lida com cada situação. Por exemplo, você pode ter um funcionário seguindo o empreendedor por meses. Depois de um tempo, essa pessoa estará preparada para exercer várias funções.

Evite também fazer reuniões sem acompanhantes. Cada reunião sem alguém do time é uma oportunidade rica de capacitação perdida. Costumo ouvir empreendedores dizendo que não têm tempo para orientar a equipe, só que gastar uma hora orientando alguém pode ajudá-lo a multiplicar conhecimento e deixar o seu prato menos cheio de tarefas. Vale dizer que não só o empreendedor, mas também sua equipe, pode fazer o papel de RH, orientando e treinando as pessoas. A responsabilidade de ser exemplo de comportamento é de todos.

3. Para alinhar e motivar

Para que o time esteja integrado, organize reuniões semanais para comunicar a agenda da empresa, dando ênfase ao que é realmente importante. Assim, todos saberão o que está acontecendo e poderão pensar em como ajudar. Outro formato de reunião interessante é trazer uma fonte de inspiração para resolver um problema ou um dilema que a equipe está vivendo. Se o time está muito desorganizado, que tal trazer alguém para falar de organização e foco? Essas conversas podem acontecer com empreendedores, profissionais do mercado e até envolver a exibição de filmes.

Finalmente, para garantir a produtividade de um time, defina muito bem os objetivos. Tenha metas claras e alcançáveis para o ano e não crie muitas variáveis nas quais as pessoas precisam se concentrar – isso não funciona. Aqui na INWI Consulting, por exemplo, sempre escolhemos a palavra do ano como uma metáfora do que queremos. A equipe precisa ver com clareza de onde veio e para onde vai, para saber a direção a ser seguida e para ter espaço para questionamentos. Para isso, a comunicação é fundamental. No final do dia (ou do mês ou do ano), não se esqueça de celebrar.

Em relação à remuneração, não existe uma receita de bolo. Mas há algumas dicas úteis. A primeira delas é sempre observar o aspecto legal: dentro de quais limites dá para estabelecer a política de remuneração variável? A escolha também depende do ciclo de vendas. Em ciclos mais curtos, a porcentagem do salário atrelada ao variável pode ser maior do que em ciclos mais longos. Se sua empresa ainda não tem um histórico, peça para alguém do RH ou financeiro fazer uma simulação ou estabeleça um período para a revisão da política. Outra alternativa interessante é trabalhar com campanhas. Como elas são mais curtas e feitas com um objetivo específico, é mais fácil atrelar o variável aos resultados.

Parte do processo de atrair gente boa é fazer com que as pessoas se sintam parte da empresa e encontrem satisfação ali dentro. Formar um bom time e criar incentivos para mantê-lo motivado não é uma tarefa fácil e nem existe fórmula mágica para executar essa tarefa.  Mas, como eu costumo dizer, quem não erra é quem faz menos. Então, mãos à obra!

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https://endeavor.org.br/como-formar-time-vendas-qualificado/https://endeavor.org.br/?p=19792Thu, 29 Sep 2016 16:30:38 +0000Time de vendas: por que o empreendedor deve se envolver na formação e no desenvolvimentoO empreendedor deve participar da escolha da equipe e permitir o aprendizado a partir do exemplo Quando um empreendedor começa um negócio, é comum que ele acumule muitas tarefas. Geralmente a empresa é aberta com uma equipe pequena, e as contratações acontecem aos poucos, conforme o trabalho e a receita aumentam. Para algumas companhias, se ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 29 Sep 2016 13:31:21 +0000Endeavor BrasilTime de vendas: por que o empreendedor deve se envolver na formação e no desenvolvimentoTime de vendas: por que o empreendedor deve se envolver na formação e no desenvolvimento
Uma empresa de cada vez: os altos e baixos da internacionalização da Stefanini

O processo de internacionalização nem sempre é fácil. Todo projeto exige muito foco do empreendedor e também paciência.

Quando eu era mais novo, nunca me imaginei trabalhando com TI, meu sonho era ter um trabalho no qual eu pudesse ser de exatas, menos burocrático e viajar pelo mundo. Na verdade, foi com essa ideia na cabeça que eu me formei em geologia. Minha primeira parada depois da faculdade foi em uma mina, no interior de Goiás. Não demorou muito até eu perceber que tinha errado a mão na hora de escolher a minha carreira, porque não havia empregos, não tinha futuro na profissão naquele período de crise  e também  eu não viajaria como imaginava.

Naquele momento, não pensei duas vezes e decidi mudar. Comecei a dar aula para o Ensino Médio e, paralelamente, eu procurava uma outra oportunidade. Consegui, no Banco Bradesco, uma chance para participar de um programa de Formação em TI , onde, posteriormente, deveria trabalhar nessa mesma área no Banco, por um determinado período. Eu acabei me encantando tanto pela  nova profissão que, no meu tempo livre, montava alguns sistemas para pequenas empresas. Foi no meio dessa rotina que percebi uma oportunidade de empreender e, em 1987, fundei a Stefanini IT Solutions.

Quem olha o negócio agora às vezes esquece que a trajetória até aqui foi repleta de desafios e aprendizados, principalmente nos momentos de internacionalização, quando nos aventuramos fora do Brasil.

  • Primeiro o Brasil, depois o mundo

Depois de 8 anos, uma crise econômica e alguns tropeços, inauguramos nossos primeiros escritórios fora da cidade de São Paulo, em Campinas, Curitiba e Porto Alegre. Naquela época, éramos umas das poucas empresas de serviço de TI com sucesso no Brasil, no ponto de vista de regiões. Com um modelo de expansão greenfield - colocando nossos próprios recursos para construir uma estrutura para um novo negócio - começamos do zero e construímos empresas que se mostraram muito eficientes em quase todo território brasileiro.

E a gente ficou com esse modelo de expansão gravado na cabeça por conta do sucesso, tanto que, em 2001, quando fomos para fora, tentamos usar o mesmo formato. Diferente do que aconteceu no Brasil, a tática se mostrou bem mais desafiadora. O ponto de atenção nesse modelo é que quando você vai para um país diferente, seu negócio precisa de muita capacidade de crescimento e nós esquecemos de levar em consideração que estávamos lidando com culturas e legislações totalmente diferentes das nossas, mas tudo serviu de aprendizado.

Nos anos seguintes, alcançamos rapidamente o Chile, o México, o Peru, a Colômbia e os Estados Unidos replicando esse mesmo modelo. Foi só em 2008, com a crise econômica e o fortalecimento do real, que começamos nosso processo de internacionalização via aquisição de outras empresas.

  • O 360 na estratégia de expansão

A aquisição de empresas é uma ótima estratégia de penetração de mercado. Se pararmos para analisar, a maioria dos negócios americanos e da Europa que vem para o Brasil optam por essa tática. Tem muita gente que conta sobre o preconceito dos mercados em relação às marcas brasileiras, posso dizer que somos realmente um pouco exóticos aos olhos de algumas culturas. De toda forma, nunca reneguei a origem brasileira da Stefanini, e acredito que a qualidade do seu trabalho é o que define seu mercado, seja ele qual for.

Talvez por falta de experiência ou coragem, quando eu resolvi escolher uma empresa para adquirir eu acabei demorando muito, mas não me arrependo. Em momentos turbulentos como os de crise, você tem que ponderar muito bem suas decisões, pois, por mais que você possa comprar uma empresa por um valor mais baixo, ela pode virar vapor no outro dia, principalmente no setor de serviço. Demoramos, mas no final de 2010, conseguimos fechar um ótimo negócio. Adquirimos uma empresa com presença global em 16 países e nossos serviços se complementavam muito.  Aqui vale lembrar que ao comprar uma empresa, você tira proveito de todo o conjunto, do produto até a cultura do negócio.

  • Os maiores aprendizados

O processo de aquisição é lento e de alto risco, e se você for mergulhar nessa estratégia, é preciso ter paciência e ser muito resiliente. Não existe uma fórmula mágica que te mostra qual a melhor empresa para aquisição, por isso, é importante sempre estar atento a alguns pontos:

1. Massa crítica

Vamos imaginar que você é dono de um serviço que precisa de 200 funcionários para ter sucesso. Ao expandir sua atuação, uma empresa com porte pequeno te faz uma proposta, mas ela só tem 100 funcionários. O que você faz? Por mais difícil que seja, você diz não. Não adianta tentar estabelecer operação com um negócio que não tem a capacidade que você precisa naquele momento.

2. Flexibilidade

A não ser que você tenha um caminhão de dinheiro, é preciso ser flexível. Muitas vezes, aquela sua empresa dos sonhos não vai caber no seu bolso, mas uma outra, com potencial tão bom quanto, vai. Em quase toda aquisição compramos 100% da empresa, só em alguns casos especiais, quando, por exemplo, o core dela não for o mesmo que o do  nosso negócio e quisermos fazer alguns experimentos é que adquirimos parte da organização. Você pode levar em consideração o tamanho e a penetração da marca antes de adquiri-la.

  • Liberdade com limites
  • O maior problema de uma empresa grande comprar uma pequena é que ela abafa e mata a menor com seus processos e cultura. Na Stefanini, a gente tinha o problema inverso: dávamos liberdade demais. Com o tempo aprendemos a fazer um mix e trabalhar com o melhor dos dois mundos, nessa hora o papel da governança foi imprescindível.

    A grande arte da internacionalização está em mesclar aspectos da sua cultura, aqueles que você não abre mão, com os da cultura local. Uma combinação assim é perfeita, porque você ouve outras opiniões que vão ajudar seu negócio. O segredo está em respeitar a cultura local e encontrar um equilíbrio entre ela e a sua essência.

    4. Deixe a impulsividade de lado

    Internacionalização requer o mínimo de estrutura, não só dinheiro, mas experiência profissional, no produto, na qualidade do atendimento. Você não precisa ser uma empresa gigante, mas ter o mínimo e ter consistência é vital. Um bom jeito de testar seu processo é dentro do Brasil, como eu fiz ao expandir regionalmente.

    Quando você vai para fora, é preciso pensar no longo prazo, ver retorno de mercado e financeiro, porque, o que muitos empreendedores esquecem, é que tudo é mais longo fora da sua terra natal. Se você precisa de crédito para comprar um novo produto demora mais; se você quer realizar uma transição demora mais e por aí vai. O brasileiro tem uma cultura maravilhosa, mas ainda somos pouco internacionalizados e, por isso, pensamos muito como brasileiros. Temos que conviver com gente de fora, viajar, sentir como funciona do outro lado. Se no Brasil você já tem que dar conta de tudo imagina no exterior.

    5. Uma andorinha não faz verão

    Um dos pontos mais críticos em aquisição é a gestão. No começo,havia um esforço de implementar nossa cultura à distância e de forma picada, mas essa não é a melhor estratégia. Nos últimos 2 anos, estamos buscando melhorar a gestão, RH, talentos, formação de pessoas e, principalmente, ter um time mais forte. Quando tudo caminha bem, você começa a sobrar no bom sentido, sua equipe já não precisa de você como no começo na aquisição.

    Apesar do mercado brasileiro ser grande, ele não pode ser comparado ao dos Estados Unidos ou Europa. Quando você se restringe ao Brasil, sua empresa perde uma grande oportunidade. A internacionalização é combinação de acreditar no profissional brasileiro e também que globalização deveria ser uma via de mão dupla. Se os estrangeiros são bem-vindos no Brasil, por que nós não seríamos?

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    https://endeavor.org.br/internacionalizacao-stefanini/https://endeavor.org.br/?p=19780Wed, 28 Sep 2016 21:15:10 +0000Uma empresa de cada vez: os altos e baixos da internacionalização da StefaniniOferecimento: O processo de internacionalização nem sempre é fácil. Todo projeto exige muito foco do empreendedor e também paciência. Quando eu era mais novo, nunca me imaginei trabalhando com TI, meu sonho era ter um trabalho no qual eu pudesse ser de exatas, menos burocrático e viajar pelo mundo. Na verdade, foi com essa ideia ...Endeavor BrasilMarco StefaniniWed, 28 Sep 2016 18:49:40 +0000Marco StefaniniUma empresa de cada vez: os altos e baixos da internacionalização da StefaniniUma empresa de cada vez: os altos e baixos da internacionalização da Stefanini
    Mercado chinês? ‘Empresa pode gastar muita energia para ter resultado duvidoso’Ter um sócio local e fôlego para ganhar escala são dificuldades de quem quer entrar no mercado chinês, diz Vladimir de Souza, que atua no país há décadas

    Um país de 1,3 bilhão de habitantes. O segundo maior PIB do mundo. Mão de obra barata. Um crescimento do PIB que, apesar da desaceleração nos últimos anos, ainda ultrapassa a taxa de 6%. Essa é a China. Os números podem parecer atraentes para quem está pensando em expandir um negócio para além das fronteiras brasileiras. Afinal, parece um lugar de muitas possibilidades, não é mesmo?

    A China realmente é um mercado enorme. Mas antes de considerar uma operação do outro lado do mundo, vale a pena avaliar alguns fatores. Vladimir de Souza, fundador da distribuidora de equipamentos de áudio e iluminação ProShows, que visita a China a trabalho há 30 anos, diz que, apesar de a burocracia para abrir um negócio ser muito menor que no Brasil, a cultura é muito diferente. Além disso, o mercado já conta com muitas empresas que produzem a um custo baixo. Portanto, a concorrência é muito forte.

    A seguir, Vladimir dá as dicas de o que considerar sobre uma entrada no mercado chinês.

    1. Quão difícil é começar a operar na China?

    Essa é fácil de responder! Tenho negócio na China há muito tempo, vou há mais de 30 anos pra lá --a minha primeira vez foi em 1985. Não tem lugar no mundo que eu conheça que seja mais difícil de abrir uma empresa do que no Brasil. Então, comparando com o Brasil, é muito simples abrir empresa na China. Faço sempre essa análise relativa. Em termos de burocracia, a da China é um décimo da do Brasil. Lá é possível abrir e fechar uma empresa com facilidade. E eles permitem ao estrangeiro montar um negócio. Claro que como empreendimento internacional sempre tem as suas peculiaridades e complexidades. Mas não, não é difícil.

    2. Você vê negócios indo para a China para produzir mais barato ou o interesse está em explorar o mercado chinês?

    Na atualidade, a maioria das empresas busca importar produtos prontos ou serviços da China, não exportar produtos para lá. No passado, existiam mais empresas que queriam se estabelecer lá, produzir na China para aproveitar esses ganhos. Hoje em dia tem cada vez menos empresas e pessoas pensando na China como ponto de produção ou como mercado a ser explorado.

    3. Vale a pena tentar competir no mercado chinês?

    É difícil. A menos que seu produto seja uma commodity necessária --e commodities necessárias são produzidas por gigantes oligopolistas, como frango congelado, minério de ferro e farelo de soja. Esses produtos são dominados por grandes traders. Fora isso, é muito difícil. As pessoas têm a tendência de pensar que o mercado chinês é muito grande, que as oportunidades são grandes para manufaturados. Mas temos que considerar que ao menos que sua empresa tenha um produto muito diferenciado ou conhecido, é complicado, porque na China eles já produzem praticamente tudo. Além disso, eles são campeões de custo em praticamente tudo o que produzem. As empresas bem-sucedidas geralmente possuem marcas de grande prestígio, de luxo, ou possuem uma tecnologia ou patente que interesse a um grupo chinês disposto a alguma parceria.

    4. Mas isso tem mais a ver com manufatura, certo? E no caso de empresa de serviços?

    Depende do serviço. Para se ter uma ideia da dificuldade de vender serviços lá: Google e Facebook são proibidos. Eles têm o próprio buscador. A área de serviços é largamente dominada pelas empresas chinesas. Existem as grandes consultorias globais que estão lá, e que mais prestam serviços para empresas estrangeiras do que para as próprias chinesas. A área de construção é dominada pelas empresas chinesas.

    Na área de software, com exceção das grandes empresas internacionais, é difícil entrar. Conheço casos de empresas bem-sucedidas na China, mas é uma coisa muito de nicho. Tem uma brasileira, por exemplo, que se especializou em serviço de inspeção de produção e de embarques. É contratada por empresas de todo mundo, principalmente brasileiras, para assegurar que os produtos sejam fabricados de acordo com padrões de processo que eles estabeleceram e que os embarques sejam feitos de maneira adequada. A China e a Índia são os mercados mais complexos e difíceis de entrar. Existe uma névoa que a gente não enxerga.

    5. É interessante ter um sócio local para produzir na China? Ou dá para começar sozinho?

    Dá para fazer sozinho, mas é desaconselhável, porque idiossincrasia chinesa é totalmente diferente da nossa. Para que a gente seja bem sucedido num empreendimento de manufatura, é importante ter parceiro local que conheça não só base industrial e o produto, mas que conheça a idiossincrasia.

    6. O que mais é importante considerar na hora de vender para a China?

    Eu digo para as pessoas que o mundo tem 200 países, e tenho certeza que se você estudar, vai arranjar no mínimo 30 países com muito mais facilidade e muito mais adequados para você exportar seu produto do que a China. É verdade que é um país que tem muita gente e está crescendo. Mas há um conjunto de dificuldades.

    Depois de olhar isso, as empresas precisam definir por que querem ir para lá? E como? Se a empresa quer exportar um produto, como vai fazer a distribuição? Todas as outras coisas, como adaptação de produto e marketing, dependem das primeiras respostas. Finalmente, a empresa decide se quer fazer isso sozinha ou com parceiro local.

    7. E no caso de a empresa estar interessada apenas em ter uma fábrica na China para baratear o custo da produção?

    Eu diria que a China hoje é um dos dois ou três lugares mais baratos para se produzir no mundo. A empresa quer ir para a China para produzir lá e ser competitiva internacionalmente. É possível, mas depende do produto e da escala. Vejamos os bons exemplos. No Brasil, há cerca de 25 anos, no Rio Grande do Sul, no entorno de Novo Hamburgo, tínhamos o polo calçadista brasileiro. Era um centro de produção. Foi devastado pelos chineses. Mais de 60% das empresa fecharam. As que ficaram se dedicaram à produção doméstica ou se diferenciaram com produtos de altíssimo padrão. Mas teve também empresas que levaram suas fábricas para a China quando perceberam essa tendência. Levaram a tecnologia e os clientes que tinham e montaram fábricas com parceiros locais. Conheço umas cinco empresas que fizeram isso e estão muito bem hoje, mas todas elas eram grandes e tinham escala. Conseguiram aproveitar a matriz de custo baixo da China para exportar pro mundo inteiro. Mas para isso, você precisa de escala para o investimento valer a pena. Não adianta produzir meia dúzia de peças.

    8. Qual o risco de ir para a China? Quanto mais uma empresa se expande internacionalmente, mais se expõe ao risco. E temos a mania de esquecer que a melhor relação de energia e resultado pode estar do nosso lado. Na América Latina, podemos ter lugares que são comercialmente interessantes. A empresa pode gastar muita energia para ter um resultado duvidoso na China e, dentro da América Latina, ter menos gasto e um potencial de retorno maior.

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    https://endeavor.org.br/dificuldades-investir-mercado-chines/https://endeavor.org.br/?p=19739Wed, 28 Sep 2016 20:52:02 +0000Mercado chinês? ‘Empresa pode gastar muita energia para ter resultado duvidoso’Ter um sócio local e fôlego para ganhar escala são dificuldades de quem quer entrar no mercado chinês, diz Vladimir de Souza, que atua no país há décadas Um país de 1,3 bilhão de habitantes. O segundo maior PIB do mundo. Mão de obra barata. Um crescimento do PIB que, apesar da desaceleração nos últimos ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 28 Sep 2016 17:52:02 +0000Endeavor BrasilMercado chinês? ‘Empresa pode gastar muita energia para ter resultado duvidoso’Mercado chinês? ‘Empresa pode gastar muita energia para ter resultado duvidoso’
    Caro futuro prefeito, esta carta é para vocêUma carta aberta dos empreendedores para todos os candidatos a prefeito do Brasil. Sr.(a) Prefeito(a), Em breve, você vai assumir a gestão de sua cidade Em um país que, hoje, tem 11 milhões de desempregados Sem dúvida, criar novos postos deve ser uma prioridade E é por isso que queremos lhe apresentar alguns dados Talvez você já os conheça, mas lembrar nunca é demais Que, de acordo com uma recente pesquisa do IBGE, As scale-ups, embora 1% das empresas nacionais, Geram nada menos que 42% de novos empregos... Pois é. Agora, com esses dados, convidamos o senhor à reflexão: E se empreender não fosse tarefa tão árdua? Tão burocrática? Tais perguntas nos levaram a criar uma mobilização Chamada +Empreendedores+Empregos, cuja missão é enfática Queremos construir cidades mais empreendedoras Eliminando travas, reduzindo processos e abrindo caminhos Mas nada será possível sem a sua ação transformadora Por isso, pedimos que assuma os seguintes compromissos: Primeiro: ser um prefeito parceiro dos empreendedores Pois, como principal liderança, o senhor deve se manter lado a lado De quem empreende, ouvindo as histórias, os desafios e as dores Abrindo seu gabinete, fazendo visitas e sendo sempre um aliado Segundo: fazer uma cidade mais fácil e menos burocrática A começar pela redução do prazo de abertura de empresas Em Porto Alegre será possível regularizar em cinco dias na prática Mas no país ainda leva mais de quatro meses -- que dureza! Terceiro: fazer uma cidade que trabalhe com os empreendedores Isso por meio de programas de inovação aberta, este conceito tão bem pensado Pois, enquanto sua gestão melhora os serviços para enfrentar problemas desafiadores, A cidade se moderniza, empresas crescem e mais empregos são gerados Para o mandato que você pleiteia, são essas as reivindicações Não só do ecossistema empreendedor, mas de milhões e milhões De pessoas que sabem que é preciso facilitar, é preciso descomplicar Porque empreender é gerar empregos, é fazer a vida melhorar Pode parecer um sonho grande, mas dá para realizar O caminho é uma parceria forte, muito trabalho e dedicação De nossa parte, apoiaremos sem deixar de cobrar Então, só falta saber: podemos contar com a sua adesão? Para conhecer os candidatos que já se comprometeram com o empreendedorismo e saber mais informações sobre o Movimento + Empreendedores + Empregos, acesse esse link.]]>https://endeavor.org.br/empreendedor-futuro-prefeito/https://endeavor.org.br/?p=19760Wed, 28 Sep 2016 20:33:53 +0000Caro futuro prefeito, esta carta é para vocêUma carta aberta dos empreendedores para todos os candidatos a prefeito do Brasil. Sr.(a) Prefeito(a), Em breve, você vai assumir a gestão de sua cidade Em um país que, hoje, tem 11 milhões de desempregados Sem dúvida, criar novos postos deve ser uma prioridade E é por isso que queremos lhe apresentar alguns dados Talvez ...Endeavor BrasilJuliano SeabraWed, 28 Sep 2016 18:41:22 +0000Juliano SeabraCaro futuro prefeito, esta carta é para vocêCaro futuro prefeito, esta carta é para vocêA hora do divórcio: os sinais de que a relação entre sócios da empresa acabouQuebra na confiança e diálogos cada vez mais escassos são sinais claros de que a relação não está bem.

    As últimas semanas têm sido marcadas por separações. Mexendo com o coração de muita gente, Fátima Bernardes e William Bonner anunciaram o fim do seu casamento de mais de 26 anos. Na semana passada, Angelina Jolie também pediu o divórcio de Brad Pitt. Se você já está se perguntando por que estamos falando disso em um portal de empreendedorismo, a resposta é simples: os casamentos da “vida real”  são as sociedades do mundo dos negócios.

    Assim como em qualquer relacionamento, os sócios também "se apaixonam": a diferença é que, nesse contexto, estamos falando da paixão comum por ideias e/ou causas. Uma boa sociedade se baseia nos mesmos pilares que qualquer relacionamento: transparência, cooperação e respeito. Também entram nessa conta a relação com o poder, dinheiro e, principalmente, a confiança. Quando um desses pontos é quebrado, as brigas começam.

    Se essa é a realidade da sua empresa, é preciso parar, respirar fundo, e analisar o cenário com calma. Alguns comportamentos indicam que a relação já está muito desgastada para que os sócios continuem, mas, em outros casos, algumas práticas podem salvar o casamento.

    Leia também: Acordo societário: a porta de saída de um casamento ruim

    De acordo com Diego Faleck, da Faleck & Associados e professor de negociação e mediação na FGV/SP, os primeiros sinais de que a relação não está indo pelo caminho certo são o desalinhamento de perspectivas e contribuições. É aquela sensação de sempre achar que um está trabalhando ou se dedicando mais do que o outro. Depois, a paciência de um sócio com o outro fica cada vez menor, chegando ao ponto que um evita contato com o outro. À medida que esses desentendimentos aumentam, a comunicação fica mais ríspida. Quanto mais esse sentimento cresce dentro das pessoas, mais sufocante ele é.

    Para salvar essa relação, é necessária uma grandeza pessoal. Nessas horas, o empreendedor não pode acionar o piloto automático, é preciso fazer um exercício de se ver de fora, repensar comportamentos e trabalhar a empatia. Isso já pode quebrar grandes barreiras na relação.

    Depois disso, é hora de diagnosticar a raiz - e não efeito - do problema. Se você e seu sócio não estão concordando em algum projeto, por exemplo, não se concentre nisso, mas sim nos pontos que estão causando as brigas. De acordo com Diego, é fundamental estabelecer uma comunicação sobre interesses, visões e perspectivas de futuro.

    E aqui vale um alerta: nada de querer apontar dedos um para o outro, todos têm participação na causa que levou ao problema e existe um abismo enorme entre a intenção e o impacto Para evitar que uma divergência se torne uma briga, a dica é expor sua vida pessoal para o seu sócio. Momentos de vida diferentes devem ser discutidos, e isso vai fazer com que o outro entenda o que o motiva e influencia, criando empatia. Pode não parecer, mas isso faz muito diferença.

    Leia também: Como fazer um bom acordo entre sócios desde o começo

    No mundo ideal, esses papos são feitos frequentemente, garantindo uma sinergia entre os sócios. Se a relação for conduzida da maneira certa desde o começo, os riscos de uma separação já caem drasticamente. O desafio aqui está no costume de não discutir o “pré-nupcial” antes da lua de mel. Em outras palavras, normalmente discute-se muito o negócio em si, mas não a relação, nem antes e nem durante a formação da sociedade, e isso é um grande erro.

    Renato Berhoeft, fundador e presidente da Höft Consultoria e autor do livro “Manual de Sobrevivência para Sócios e Herdeiros”, conta que essas conversas, em alguns casos, podem até mesmo para invalidar uma sociedade, porque evidenciam que os sócios estavam à procura de experiências e resultados diferentes. Aqui é importante destacar que uma separação não é necessariamente ruim, ela pode ser um passo necessário para o negócio e todos os envolvidos. É por isso que batemos tanto na tecla da construção de um bom acordo societário, esse documento pode te poupar de grandes dores de cabeça no futuro e deve ser sempre tratado com naturalidade pelos empreendedores.

    Leia também: Sócios, um impacto direto na saúde da sua empresa

    E, claro, a separação também não é a única opção. Na verdade, em meio a tantos pensamentos e conflitos, os empreendedores tendem a não enxergar os caminhos possíveis antes de decidir o que fazer. As opções variam bastante, como: contratação de um mediador, contratação de outro gestor, um terceiro sócio, um sócio  comprar parte do outro, buscar outro investidor e por aí vai. Agora, essas possibilidades são reais apenas quando os sócios ainda têm o mínimo de vontade de fazer a relação voltar a funcionar. Para saber se está realmente na hora de pedir o divórcio, alguns pontos devem ser levados em consideração, o principal deles é a quebra de confiança.

    Uma vez que essa linha é cruzada não tem jeito, mais cedo ou mais tarde o casamento vai chegar ao fim. Outra variável muito importante é o modelo de sociedade e as expectativas que os sócios têm em relação a ele. Depois de um determinado tempo, a percepção que originou o negócio vai mudar. E não só isso, as premissas, o mercado, o produto e até mesmo as contribuições individuais também sofrem mudanças. As circunstâncias mudam os papéis e você precisa estar atento a esses sinais.

    Seja qual for a decisão, é sempre importante lembrar que, por muito tempo, os sócios agregaram muito valor um ao outro e também ao negócio e a separação não deve mudar isso. Quando uma separação é bem conduzida ela termina com bons amigos e boas histórias para contar.

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    https://endeavor.org.br/quando-terminar-relacao-socios/https://endeavor.org.br/?p=19762Wed, 28 Sep 2016 15:20:59 +0000A hora do divórcio: os sinais de que a relação entre sócios da empresa acabouQuebra na confiança e diálogos cada vez mais escassos são sinais claros de que a relação não está bem. As últimas semanas têm sido marcadas por separações. Mexendo com o coração de muita gente, Fátima Bernardes e William Bonner anunciaram o fim do seu casamento de mais de 26 anos. Na semana passada, Angelina Jolie ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 28 Sep 2016 12:27:14 +0000Endeavor BrasilA hora do divórcio: os sinais de que a relação entre sócios da empresa acabouA hora do divórcio: os sinais de que a relação entre sócios da empresa acabou
    Vender ou não minha empresa: empreendedores relatam dilemas antes do ‘sim’Se o seu negócio está em alta e você recebe propostas tentadoras, é fundamental parar e refletir sobre os próximos passos. Veja dicas do especialista Marcel  Malczewski.

    A cena é conhecidíssima: empunhando e encarando o crânio de Yorick (que em vida foi um bobo da corte), Hamlet, príncipe da Dinamarca, sussurra a si mesmo aquela que talvez é a mais famosa frase da literatura ocidental: “Ser ou não ser, eis a questão”. De profundo teor filosófico, a sentença jamais perdeu a atualidade. Lá se vão quase cinco séculos em que, diante dos inevitáveis dilemas da vida, a humanidade a repete.

    Levados para o âmbito corporativos, alguns desses dilemas são velhos conhecidos de empreendedores. Por exemplo, "vender ou não minha empresa" quando ela está em alta. Se pensarmos bem, trata-se, no fundo, de uma questão existencial. Não estamos falando apenas de bom ou mau negócio; muitas vezes, a empresa é o (a) empreendedor(a) e passá-la adiante pode ser um processo bastante complexo, porque envolve aspectos emocionais que devem ser considerados.

    Com contribuições do mentor Endeavor Marcel Malczewski, vamos compartilhar alguns aprendizados que podem ajudar a pensar sobre o tema.

    • Quando a venda acontece naturalmente: o exemplo do Axado

    Comecemos por uma história com final feliz: a do catarinense Axado. Após cinco anos atuando com logística e serviços de frete, a empresa foi adquirida por um gigante do setor, o Mercado Livre. De acordo com os fundadores Guilherme Reitz e Leandro Meintanis, a transação foi uma etapa natural da história da organização, porque fez parte da filosofia de ambos, intitulada “nós acreditamos em Sonhos”:

    “O Axado nasceu numa sala de 18 metros quadrados, sem banheiro, no bairro Kobrasol. A gente não sabia programar uma linha de código – e ainda não sabemos – e não entendíamos absolutamente nada de tecnologia. A chance de o Axado ter dado certo era mínima. E quem nos trouxe até aqui foi a crença em um belo sonho e em coisas mágicas, que só a fé vê”.

    A frase compõe o discurso em que ambos anunciaram a venda para o time, e que está disponível aqui. Ao lê-lo, você perceberá como os empreendedores ficaram satisfeitos com a operação. Que a viram como a concretização de um projeto maior, como a realização de um sonho grande.

    • Mas não estou tão certo assim...

    Bem, então você tem companhia. O próprio Marcel Malczewski relembra o caso da Bematech, empresa que ele comandou. Operando no mercado de impressão fiscal, o negócio foi muito bem até os anos 2000. Então, os gestores perceberam um risco no horizonte: a impressora fiscal poderia se tornar obsoleta no futuro próximo.

    Começaram a diversificar o negócio, com hardware e software. Foi um processo longo, que exigiu investimentos vultosos. No entanto, depois perceberam que a impressora fiscal continuou sendo um bom negócio. Segundo o mentor, o grande aprendizado é:

    "Se você está realmente embarcado no seu negócio, se tem um projeto maior para ele, se tem certeza de que o negócio vai valer mais daqui a dois anos, é normal que não queira vender. É a tendência".

    • Seu projeto de vida deve entrar na avaliação

    Marcel afirma também que o aspecto pessoal importa, e muito. "Na hora em que você recebe uma proposta, é fundamental considerar o seu momento de vida. Você tem um projeto de vida? Pretende morar fora do país? Está cansado(a) ou aguenta mais tempo do tranco? Quer mais tempo para a família, ou para um hobby?"

    Tudo isso deve ser avaliado. No caso do mentor, o lado pessoal influenciou a decisão de deixar a presidência da Bematech "Por um lado, sentia-me cansado e queria dar mais atenção à família; por outro, considerei que a empresa já estava estrategicamente encaminhada".

    • Recebeu uma proposta tentadora? Peça um tempinho para pensar

    Agora, vamos assumir que você tenha recebido uma proposta que muitos considerariam irrecusável. Antes de dizer “sim!”, vale conhecer o caso da empresa argentina de tecnologia Globant, cujos empreendedores deram uma bela demonstração de resistência às ofertas de compra que receberam. O fato aconteceu em 2014, quando a Globant abriu o capital na Bolsa de Nova York. O IPO era “sonho antigo”, afirma o cofundador Guibert Englebienne.

    Leia mais: Como três mil sócios me ajudaram a sonhar maior - Gilbert Englebienne, Globant

    Um mês depois, veio uma oferta de compra bem sedutora. Englebienne disse que os valores mexeram com todos: “Para nós, foi tentador. Todo o foco passa a ser em tomar o dinheiro da mesa e sair correndo”. No entanto, eles tiveram sangue-frio e pediram um tempo para responder e uma conversa com um professor da Universidade Harvard, naquele mesmo dia, mudou o jogo.

    “Vocês não vão parar de crescer”, ele afirmou, “A demanda só vai aumentar. Por mim, eu não venderia.”

    No final, Englebienne e os sócios decidiram não vender. “A Globant é um estilo de vida”, conclui.

    • Mas a minha empresa é como uma filha para mim!

    Nesse caso, o conselho de Marcel Malczewski é que o apego emocional deve ser tratado de forma racional. Por mais paradoxal que soe. O distanciamento crítico e analítico é fator-chave de sucesso, aqui. E você deve considerar também que, normalmente, a questão emocional tem um custo. "Perde-se dinheiro quando não se avalia racionalmente uma proposta", conta Malczewski.

    • Para terminar, o velho e incômodo “depende”

    Em conclusão, a melhor resposta para a pergunta “vender ou não minha empresa?” ainda é, infelizmente, “depende”. Segundo o especialista, depende se você tem um plano consistente e claro, com garantias de que conseguirá executá-lo e de que ele levará sua empresa a outro patamar, com um valor diferente do atual. Se for esse o seu caso, o conselho final do mentor seria para que você aguarde um pouco mais.

    Agora, se a projeção do negócio para dois ou três anos não indica mudanças significativas, Malczewski recomenda seguir adiante com a venda. Esperamos que essas dicas tenham ajudado e que, se você encontrar com o crânio de Yorick por aí, suas dúvidas não sejam tão cruéis.

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    https://endeavor.org.br/vender-ou-nao-minha-empresa/https://endeavor.org.br/?p=19691Tue, 27 Sep 2016 22:19:32 +0000Vender ou não minha empresa: empreendedores relatam dilemas antes do ‘sim’Se o seu negócio está em alta e você recebe propostas tentadoras, é fundamental parar e refletir sobre os próximos passos. Veja dicas do especialista Marcel  Malczewski. A cena é conhecidíssima: empunhando e encarando o crânio de Yorick (que em vida foi um bobo da corte), Hamlet, príncipe da Dinamarca, sussurra a si mesmo aquela que ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 27 Sep 2016 19:35:55 +0000Endeavor BrasilVender ou não minha empresa: empreendedores relatam dilemas antes do ‘sim’Vender ou não minha empresa: empreendedores relatam dilemas antes do ‘sim’
    A essência do seu negócio: 4 lições sobre cultura que aprendemos no CEO Summit RioNesta última segunda-feira (26), a cidade maravilhosa foi palco de um dos eventos mais inspiradores do ano, o CEO Summit Rio. Confira as principais lições.

    Duda Falcão, co-CEO do Grupo Eleva Educação, é responsável pela gestão e estratégias de crescimento de 60 unidades de ensino em todo o país, onde estudam mais de 30 mil alunos. Ainda assim, ela faz questão de entrevistar cada novo funcionário na companhia -- dos estagiários aos ocupantes de cargos mais elevados.

    “Vejo se a pessoa tem brilho nos olhos, se tem vontade, se é uma ‘yes person’. Ela tem de ser positiva”, contou ela nesta segunda-feira (26) durante painel do CEO Summit Rio, evento que reuniu a comunidade empreendedora no Museu do Amanhã. O motivo para querer conhecer cada potencial contratado é claro: esse processo é vital para manter a cultura organizacional da empresa.

    O tema da cultura foi muito debatido durante o evento. Não poderia ser diferente: o modo de ser da organização, sua essência, como os funcionários perseguem sua visão e missão, são alguns dos principais legados deixados pelos empreendedores (em geral, podem ser mantidos por muito tempo depois que eles deixam o negócio).

    Nos próximos dias, publicaremos na íntegra os vídeos do CEO Summit Rio -- que teve participações de figuras como Daniel de Jesus que começou na vida empreendedora vendendo picolés no trem antes de criar a fábrica de cosméticos Niely (vendida para a L'Oréal em 2014).

    Neste artigo, reunimos as principais lições dos participantes sobre como criar e manter uma cultura na sua empresa.

    • Tudo começa na contratação

    “Cultura começa no momento que você está selecionando. Eu costumo perguntar para todo mundo: por que aqui? Por que você quer trabalhar aqui? Depois, cultura é o que você faz no dia a dia, uma constante exemplificação de tudo o que você espera.”

    Duda Falcão, co-CEO do Grupo Eleva Educação

    • Qual é o seu propósito? Seus funcionários sabem disso?

    “A nossa cultura partiu do nosso propósito. A gente nunca teve um método, nunca contratamos headhunters: contratávamos as pessoas por meio das redes sociais: gente que conhecia e curtia a do bem™. Quando a gente comunicou a venda para a Ambev, neste ano, estava um pouco tenso. Mas no dia seguinte as pessoas estavam normais, super empenhadas, porque tínhamos um propósito, uma causa, bem definidos.”

    Marcos Leta, fundador da do bem™

    • A cultura também pode ser mudada pelas situações

    “A cultura é transformada pela crise, não tem escolha. Quando a empresa passa por momento de crise, isso vira dominante na cultura. A gestão de crise é algo muito particular, duro, objetivo -- depois, a cultura estará transformada, com novas lideranças, austeridade nos custos e gestão mais eficiente.”

    Fabio Carvalho, presidente do conselho de administração da Casa & Vídeo e especialista em recuperação de empresas

    • Cultura também deve ser levada em conta na hora de uma aquisição

    “Quando a gente compra uma escola, ela vem com uma cultura. É algo que a gente analisa: se ela bate com a nossa. Depois, a gente passa por um período de seis meses a um ano em que implantamos um “toolkit” com as nossas ferramentas, com nossos sistemas de metas de de avaliação, ações de reconhecimento.”

    Duda Falcão, co-CEO do Grupo Eleva Educação

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    https://endeavor.org.br/ceo-summit-rio-2016/https://endeavor.org.br/?p=19748Tue, 27 Sep 2016 19:59:45 +0000A essência do seu negócio: 4 lições sobre cultura que aprendemos no CEO Summit RioNesta última segunda-feira (26), a cidade maravilhosa foi palco de um dos eventos mais inspiradores do ano, o CEO Summit Rio. Confira as principais lições. Duda Falcão, co-CEO do Grupo Eleva Educação, é responsável pela gestão e estratégias de crescimento de 60 unidades de ensino em todo o país, onde estudam mais de 30 mil ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 27 Sep 2016 17:05:22 +0000Endeavor BrasilA essência do seu negócio: 4 lições sobre cultura que aprendemos no CEO Summit RioA essência do seu negócio: 4 lições sobre cultura que aprendemos no CEO Summit Rio
    O barato que sai caro: como acertar na estratégia de precificação de produtosEstratégia de precificação: o especialista Roberto Assef mostra que o preço ideal de um produto vai muito além de fórmulas pré-estabelecidas

    Você já parou para pensar que a Nespresso se tornou um ícone sem jamais ter vendido café? Ou melhor, que a marca da Nestlé investiu, desde o início, não em café, mas na experiência do café? Foi precisamente esta estratégia que fez com que a empresa promovesse uma revolução no mercado, praticamente inaugurando um novo nicho.

    Mas no Portal Endeavor já existe um artigo bastante interessante sobre o caso. Só o recuperamos aqui, porque a Nespresso continua a ser um ótimo exemplo de como diversos fatores podem interferir no preço de um produto. Fatores que vão além dos custos de produção, e que abrangem o valor percebido desse produto -- ou seja, a forma como os clientes o veem e os benefícios que ele oferece. Em suma, fatores que compõem a precificação.

    Leia mais: Precificação baseada em valor

    Como elaborar uma estatégia de precificação certeira? É uma pergunta que costuma tirar o sono e a paz de muitos empreendedores. Aqui mesmo no portal, tem bastante conteúdo sobre o que fazer para compor o preço de produtos e serviços. Agora, no entanto, vamos analisar algumas estratégias de forma mais aprofundada.

    O especialista Roberto Assef, da Lucre Consultoria, vai nos ajudar na empreitada -- uma contribuição que, com o perdão da infâmia, não tem preço.

    • Os desafios da estratégia de precificação

    Como mentor, Assef acompanhou os casos de gestores que enfrentaram dificultades para encontrar o valor ideal de seus produtos. Para ilustrá-los, vamos utilizar uma empresa fictícia, a ProPago, fornecedora de soluções para pagamentos online.

    Suponhamos que, assim como acontece em inúmeras organizações, os empreendedores da ProPago quisessem entender qual era a melhor forma de precificar dois produtos com características diferentes: o ProPago Flex, mais simples e o ProPago Max, premium.

    Assef apontou para a necessidade de conhecer a visão dos clientes sobre os produtos. E para o fato de que esses clientes funcionam praticamente como “revendedores”.

    A questão da diferenciação também é central. A ProPago vende soluções para facilitar formas de pagamento. Por exemplo, se o Propago Flex possibilitar um aumento nas vendas dos clientes, a solução vale ouro. Mas, se não se resultar em mudanças, não valerá nada. Neste sentido, comunicação é indispensável. “Não adianta ter a diferenciação e não saber comunicá-la”, afirma Assef.

    • Como montar um combo?

    Quanto à estratégia de mercado, a ProPago havia elaborado o seguinte: fazer o Flex crescer rapidamente e estabelecer o Max como uma oferta saudável, que gerasse boa margem.

    O grande desafio, assim, era o de montar um pacote de soluções para tentar influenciar o cliente a comprar os dois. Mas como, se são produtos diferentes?

    De acordo com Roberto Assef, a principal orientação, aqui, vem do exemplo de um combo de sabonete:

    “Você tem que dar um benefício para o cliente. Ele tem que ganhar alguma coisa em cima de vocês, em qualquer combinação. Tem que haver a percepção de alguma vantagem.”

    Ou seja, a melhor estratégia é somar o valor dos dois produtos e fazer com que o cliente acredite que está levando vantagem na compra de ambos. Você já ouviu falar na Lei de Gérson? Sim, o famoso jogador de futebol que, em um comercial de cigarro, dizia “gostar de levar vantagem em tudo”. No caso dos consumidores, o pensamento deve ser esse.

    • Tem que valer a pena para todo mundo

    O caminho para a formulação é conhecido: cobre, pela soma dos dois produtos, um valor menor do que o que o consumidor pagaria se comprasse os itens separadamente.

    Assumindo que, com o ProPago Max, a empresa obteria uma margem maior, para o combo, seria possível diminuir o preço do produto. Assim, ao vendê-lo em conjunto com o Flex, os gestores ainda receberiam a margem dos dois.

    • Colocando na ponta do lápis

    Mas é claro que a matemática, aqui, é fundamental. Porque “não dá para fazer a avaliação de nenhum combo sem fazer conta”, afirma Assef.

    Para isto, Assef o mentor propôs que testassem algumas hipóteses: manter o Flex no preço intermediário e reduzir o valor do Max, de forma que este ficasse abaixo do “combate” (ou seja, do valor para enfrentar os concorrentes).

    Também pode-se aumentar o preço do Max e manter o combate. Mas, como estes números não podem ficar muito próximos, deve-se diminuir o preço do Flex para que o pacote compense.

    • Seja qual for a estratégia de precificação, não revele os valores

    Roberto Assef também menciona a importância de sempre se manter, em um combo, os valores em sigilo.

    “Nunca mostre para seu cliente o preço dos itens separados. Esqueça o ‘se você comprar o pacote, te faço por esse preço’, porque ele não pode saber qual preço você reduziu”.

    Caso contrário, eles poderiam realizar uma comparação com os concorrentes.E, de acordo com Assef, essta não é a ideia.

    O objetivo principal, aqui, é que você consiga elaborar uma estratégia de precificação de seus produtos sem maiores dores. Afinal, o valor correto de uma oferta vai muito além da fórmula custo do produto + percentuais de custos + despesas fixas e variáveis + percentual de lucro = preço. E esse valor é determinante para o sucesso -- ou para o insucesso -- do seu negócio.

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    https://endeavor.org.br/estrategia-de-precificacao/https://endeavor.org.br/?p=19682Mon, 26 Sep 2016 23:19:23 +0000O barato que sai caro: como acertar na estratégia de precificação de produtosEstratégia de precificação: o especialista Roberto Assef mostra que o preço ideal de um produto vai muito além de fórmulas pré-estabelecidas Você já parou para pensar que a Nespresso se tornou um ícone sem jamais ter vendido café? Ou melhor, que a marca da Nestlé investiu, desde o início, não em café, mas na experiência do café? ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 26 Sep 2016 20:19:23 +0000Endeavor BrasilO barato que sai caro: como acertar na estratégia de precificação de produtosO barato que sai caro: como acertar na estratégia de precificação de produtos
    Na briga de Bobs e McDonald’s pelo Ovomaltine todos saem perdendo – principalmente o consumidorAlguns dizem que quem mais saiu perdendo nessa briga foi o Bob's, outros afirmam que o louco da história é o McDonald's. Eu não tenho dúvidas que o consumidor foi prejudicado.

    Sou consumidor do Milk Shake de Ovomaltine do Bob’s há pelo menos 35 anos, talvez mais. Desde a época em que era possível pedi-lo junto com um sanduíche de queijo com banana na esquina da Garcia com a Visconde, antes (e depois) de ir paquerar as gatinhas que iam à praia no Country. Se você perdeu a referência histórica, sinto muito. Ipanema nos anos 80 era uma delícia. Essa introdução pessoal é relevante. Ela descreve o valor emocional do Milk Shake de Ovomaltine do Bob’s para mim. É o meu motivo de até hoje, quase com 50 anos, e contra os conselhos de meu médico e da minha mulher, ainda tomar (às vezes escondido) um deles.

    Quando li a notícia de que o Bob’s tinha perdido o direito de vender Milk Shakes de Ovomaltine, me senti muito impactado. Pensei: “Agora o Bob’s vai acabar!” Como se não bastasse o fim do sanduíche prensado de queijo com banana, que quebrou meu coração uma década atrás, agora ia-se o Milk Shake. Fiquei genuinamente triste. Quando li que o McDonald’s agora era o dono do produto fiquei ainda mais surpreso. Pensei nas aquisições hostis tão comuns no mercado de capitais americano. Visualizei executivos em bancos de investimento reavaliando valores de ações e o impacto da história nas tendências futuras. Pura viagem!

    Demorei uns dias para digerir a história e poder escrever sobre ela. Mas, vamos lá. Primeiro um pouco de fatos e dados:

    1. O Ovomaltine é um produto mais antigo do que o Bob’s ou o McDonald’s. É um pó achocolatado para misturar no leite, propriedade da Associated British Foods desde 2003. Nasceu como um suplemento alimentar em 1904 e, diz a lenda que, quando foi produzido no Brasil, alguém errou na fórmula, o que o deixou com uns grãos duros muito difíceis de dissolver, causando a crocância tão particular e tão amada do produto. O erro virou assinatura e  ninguém mais pensou em corrigi-lo, para desespero das mães que gastaram seus pulsos batendo leitinho para seus filhos na segunda metade do século 20.

    2. O Bob’s criou o Milk Shake de Ovomaltine antes de eu nascer e, dado o sucesso do produto, em algum momento negociou e garantiu a exclusividade no uso do nome Ovomaltine, associado com o nome “Milk Shake”. Todo mundo poderia fazer Milk Shake de Ovomaltine, mas apenas o Bob’s poderia dizer o nome ou dispor da marca no ponto de vendas. Os outros eram proibidos de usar o nome, como bem explicitou a turma de marketing do Burger King de forma brilhante, ao dizer que eles também vendiam Milk Shake com o-ingrediente-que-não-pode-ser-nomeado.

    3. Desde o início, a venda de sorvetes (e do Milk Shake) é muito importante para o Bob’s em termos econômicos, em uma dimensão desproporcional com a média da concorrência. Como diz um amigo meu, é o único Fast Food onde primeiro você compra um Milk Shake e depois um hambúrguer. Neste mês, por algum motivo, forma e valor não divulgado e irrelevante para esta análise, o Bob’s perdeu a exclusividade de uso do nome, e o McDonald’s a obteve. Apenas o McDonald’s pode usar agora o nome “Milk Shake de Ovomaltine” e o Bob’s não pode mais. O produto tradicional agora aparece no menu board como “Milk Shake Crocante”. Isto gerou reações de consumidores e analistas, além de um monte de propagandas oportunistas (algumas deliciosamente cretinas) de concorrentes e até de um fabricante de liquidificadores!

    Isto foi o que aconteceu no campo dos números, dos contratos, da mídia. Outra história, muito diferente, aconteceu na mente e no coração dos milhões de consumidores que ao longo de décadas tomaram bilhões de Milk Shakes, transformando o produto em um power horse e em um ícone da marca. E se tem uma coisa que aprendi em meus anos como diretor associado da Galunion é que produtos ícones são muito importantes no mercado de Food Service.

    Estatisticamente falando, tipicamente mais de 50% do faturamento de uma rede de alimentação vem dos clientes habituais, aqueles caras que vão lá, literalmente, toda semana ou muitas vezes mais, e o produto ícone é parte essencial dos motivos pelos quais o consumidor toma essa decisão. Está dentro dos Top 5 no ranking de motivação. Em resumo: o Milk Shake de Ovomaltine do Bob’s é fator essencial na tomada de decisão do principal consumidor do Bob’s de ir ou não ao Bob’s.

    O cara não pede o Milk Shake porque foi no Bob’s. Ele vai no Bob’s, em grande parte, por causa do Milk Shake.

    E foi com isso que os executivos do Bob’s, da AB Brasil, e do McDonald’s mexeram. O Bob’s, ao renomear de forma textual seu produto ícone – “Milk Shake Crocante” – o desvalorizou de forma desnecessária. Se não pode mais falar o nome do ingrediente-que-não-pode-ser-nomeado, então busque um nome que respeite o valor emocional que o produto tem para seu consumidor. Busque algo que conecte com as dimensões de “clássico, eterno, genuíno, verdadeiro”, aquilo que é significativo para o consumidor. Chamar o do concorrente de “fake” não transforma o seu em “verdadeiro”. Na verdade, só embola o meio de campo.

    O McDonald’s, ao adquirir um nome tão revestido de significados e associá-lo a outro produto, com outras características, cria uma dissonância cognitiva. Vende algo que se chama, mas não entrega o que o consumidor está acostumado quando pede “Milk Shake de Ovomaltine”. Ele se coloca na situação de alguém que tenta, mas não consegue, substituir o insubstituível em termos emocionais. Se parece estranho o que eu estou falando, tente visualizar a seguinte cena:

    Você tem um cachorro querido chamado Bob (eu sei que eu poderia ter escolhido outro nome). Ele é preto e peludo e divertido. Você e sua família o adoram. Aí um dia você chega em casa e tem dois cachorros agora: o preto e peludo que agora se chama “Peludo” e um outro (nem melhor, nem pior, só novo e diferente) que se chama Bob! E tem uma regra: você não pode chamar o antigo de Bob mais. Você é obrigado a chamá-lo de Peludo. Não é esquisito? Pense nas crianças: como você explica esta situação? Pense no cachorro antigo: não é esquisito não poder chamá-lo pelo nome? Pense no cachorro novo chamado de Bob: não fica uma comparação injusta no ar? Você vai conseguir amá-lo livremente, por quem ele é?

    Leia também: Como a Nespresso se tornou um ícone sem nunca ter vendido café

    Para mim, essa é uma daquelas situações em que ninguém ganhou. O Milk Shake do Bob’s perdeu valor sem seu nome ou uma substituição à altura. O Milk Shake do McDonald’s nasce sob uma sombra injusta. O consumidor do Bob’s perde parte do vínculo emocional com a marca. E o consumidor do McDonald’s ganha apenas mais um produto com um nome pomposo que ele vai sempre comparar injustamente com outro (e que ele sempre vai associar com o da concorrência!)

    É claro que o futuro é incerto. O Bob’s vai ter que mostrar ser capaz de preservar o status de ícone do produto apesar da perda de nome. O McDonald’s vai ter que mostrar ser capaz de criar um produto poderoso à altura do nome, que ao longo do tempo desenvolva o seu próprio status de ícone. E a marca Ovomaltine vai ter que provar que ficou mais forte no novo arranjo. Ou terá sido apenas perda de energia, tempo e dinheiro. Pessoalmente, acho que foi um marco histórico. Vai virar case de estudo.

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    https://endeavor.org.br/bobs-mcdonalds-milkshake-ovomaltine/https://endeavor.org.br/?p=19727Mon, 26 Sep 2016 19:51:12 +0000Na briga de Bobs e McDonald’s pelo Ovomaltine todos saem perdendo – principalmente o consumidorAlguns dizem que quem mais saiu perdendo nessa briga foi o Bob’s, outros afirmam que o louco da história é o McDonald’s. Eu não tenho dúvidas que o consumidor foi prejudicado. Sou consumidor do Milk Shake de Ovomaltine do Bob’s há pelo menos 35 anos, talvez mais. Desde a época em que era possível pedi-lo ...Endeavor BrasilDaniel CastelloWed, 28 Sep 2016 17:33:30 +0000Daniel CastelloNa briga de Bobs e McDonald’s pelo Ovomaltine todos saem perdendo – principalmente o consumidorNa briga de Bobs e McDonald’s pelo Ovomaltine todos saem perdendo – principalmente o consumidor
    Caixa de ferramentas: 50 planilhas e templates para ganhar tempo na gestão do seu negócioSelecionamos cinquenta ferramentas práticas de marketing, vendas, finanças e inovação que podem facilitar sua rotina.

    As ferramentas começaram a nos ajudar já na pré-história, quando o primeiro Homo Sapiens criou o fogo, a arma e o lápis. Depois disso, a roda fez nascer a carroça, o carro, o patins e o skate. E todos eles viraram a extensão dos nossos pés. Pois é. Não é de hoje que temos utilizado as ferramentas para facilitar nosso próprio trabalho. Tem gente que até diz que as bicicletas são extensões das pernas, os óculos extensões dos olhos e o computador a extensão do cérebro.

    Se pararmos para pensar, saber como usar as ferramentas que existem no mundo é o que nos torna capazes de realizar muito mais do que o nosso corpo e a nossa mente permitem. Elas facilitam tarefas difíceis, otimizam o tempo, ajudam no operacional e abrem espaço na agenda para pensarmos melhor em tudo que for estratégico. Pensando nisso, separamos 50ferramentas que vão facilitar, e muito, sua rotina. Preparado? Então, vamos à lista!

    MARKETING E VENDAS

    1. Planilha para Projeção de Vendas

    Nem otimista, nem pessimista. Com essa planilha, você ajuda seu time a colocar o pé no chão e analisar os dados de vendas com mais objetividade.

    • É indicada para empreendedores com negócios do estágio inicial ao mais estável que se atentam a questões de sazonalidade; e
    • É útil porque permite lidar com a projeção de vendas em si, incluindo os nomes dos principais produtos geradores de receitas, com uma estimativa de vendas por mês e o valor de cada unidade.

    2. Matriz BCG para analisar seu mix de produtos

    Na prática, a matriz BCG vai te ajudar a ter clareza de quais produtos geram mais receita com menor investimento de tempo e dinheiro.

    • É indicada para empresas já estabelecidas. Startups e empresas em fase de planejamento ainda não dispõem de dados suficientes para efetuar a análise.; e
    • É útil porque é um método eficaz para se analisar o ciclo de vida de um produto, desempenhar a gestão de marcas, montar planos estratégicos ou até mesmo uma estratégia de vendas.

    3. Mapa de Empatia para empreendedores

    Entender o que o cliente diz, faz, vê, pensa, sente e ouve a respeito de um produto é essencial para o seu sucesso. Com isso, o empreendedor e seu time consegue identificar quais os pontos a melhorar do seu produto e o que poderia ser feito para melhorar a experiência do consumidor.

    • É indicado para empreendedores e profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de novos produtos (ou serviços); e
    • É útil porque é um mapa visual que orienta a discussão e o brainstorming sobre a criação de novos produtos a partir da perspectiva do cliente

    4. Captação de clientes: grandes contas

    Ter um ou alguns grandes clientes no início das operações é uma espécie de “atestado de qualidade” para a pequena empresa. Essa ferramenta te oferece uma sugestão de roteiro prático, desde o preparo para o contato com o executivo da grande empresa até a gestão da sua carteira de clientes.

    • É indicado para orientar o micro e pequeno empreendedor que quer se preparar para apresentar sua empresa aos potenciais consumidores.
    • É útil porque usa de uma abordagem simples que tem o potencial para adaptar a realidade do negócio, quebrando alguns mitos e preparando o empreendedor para situações importantes.

    5. Design thinking para pequenas e médias empresas

    Criar algo desejável pelos consumidores, viável de ser produzido e rentável para o seu negócio: esse é o objetivo do Design Thinking, a inovação centrada no usuário.

    • Indicado para negócios de todos os portes que tenham interesse em criar experiências de consumo altamente desejadas por seus clientes; e
    • É útil porque permite ampliar o conhecimento sobre o consumidor e sugere como transformar as informações obtidas em negócios mais rentáveis.

    6. Plano de Marketing e Vendas para Empreendedores

    A sigla Aidala se refere às etapas para conquistar clientes fiéis: atenção, interesse, desejo, ação, lealdade e apóstolo. Você já se perguntou como o posicionamento do seu negócio influencia no desempenho do time de vendas? Descubra como desenvolver um plano integrado de marketing e vendas que passe da atenção à lealdade dos seus consumidores.

    • É indicado para empreendedores sem experiência em planejamento de vendas; e
    • É útil porque muitos empreendedores não investem o tempo devido em planejamento, seja na criação da empresa, seja no decorrer do percurso, muitas vezes sem dispor dos recursos necessários.

    7. Precificação baseada em valor

    Além do preço de custo, existem valores intangíveis que podem compor o preço de um produto. Você já parou para pensar neles na hora de precificar seu mix de produtos?

    • Indicado para todos os tamanhos de negócio e projetos; e
    • É útil porque empreendedores que oferecem produtos ou serviços inovadores ou com alguma diferenciação muito relevante.

    8. Job to be done para empreendedores

    Para construir uma empresa sólida, a proposta de valor é premissa básica. Entenda qual é a sua ‘entregável’ para os seus clientes, e como você pode torná-la ainda mais valiosa.

    • Indicado para empreendedores e executivos de empresas de todos os portes;
    • É útil porque contribui para que o consumidor aumente sua percepção do valor de um produto ou serviço e, consequentemente, para o crescimento das vendas.

    9. Design de produtos, desenvolvido por Steve Jobs

    “É muito difícil fazer o design de um produto a partir do que muitas pessoas dizem. Muitas vezes, elas não sabem o que querem até que você mostre a elas”, dizia Steve Jobs. Mas não pense que as dicas da ferramenta são apenas de produtos consagrados como o iPod, o iPhone e o iPad.

    • Indicado para negócios em fase inicial ou de pequeno porte, que atuem no desenvolvimento e na venda de produtos. Pode, eventualmente, ser adaptado para comércio e serviços; e
    • É útil porque organiza as principais diretrizes usadas por Steve Jobs no período em que a Apple ainda era “só uma empresa de garagem”, com recursos limitados.

    10. Nomes para um novo negócio

    Dar nome a um negócio é sempre algo trabalhoso. Às vezes, não falta criatividade, mas o nome pode ser difícil de pronunciar ou sem um significado claro. É por isso que essa ferramenta apresenta técnicas simples para você gerar nomes e avaliar sua adequação ao negócio que deseja criar.

    • Indicada para empresas de todos os portes; e
    • É útil porque apresenta técnicas simples para a geração e seleção de nomes para um novo negócio.

    ESTRATÉGIA E GESTÃO

    11. Análise 360° da oportunidade de negócio

    A “análise 360°” guia o empreendedor em suas reflexões sobre os aspectos internos e externos de um negócio. A cada oportunidade analisada, escolhe-se aquela que tem a maior pontuação nas duas etapas já que ela indica qual ideia será mais relevante para o seu negócio.

    • Indicado para empreendedores de primeira viagem; e
    • É útil porque capacita o empreendedor a avaliar quais das suas ideias têm o maior potencial para ser relevante e lucrativa.

    12. As 5 Forças de Porter para analisar a concorrência

    Você conhece bem os concorrentes do seu negócio? Sabe exatamente o que faz melhor do que eles e em que pontos eles se destacam? Com essa ferramenta, você faz uma reflexão sobre a rivalidade entre seus concorrentes, produtos e serviços substitutos, poder de barganha e também como dificultar a entrada de novos players.

    • Indicada para organizações de todos os tamanhos; e
    • É útil porque o empreendedor pode analisar o ambiente competitivo em que sua organização está inserida e determinar o melhor posicionamento do negócio diante dos concorrentes.

    13. Missão, visão e valores

    A definição desses três itens é o ponto de partida do planejamento dos novos negócios e deve ser constantemente validada para definir a direção da empresa.

    • Indicada para organizações de todos os portes, em especial as que estão nascendo ou as pequenas; e
    • É útil porque permite que o empreendedor reflita sobre o papel do seu negócio na sociedade e sobre o futuro da empresa.

    14. Effectuation para não empreendedores

    Você quer abrir um negócio, mas ainda tem receio de se tornar empreendedor? Essa ferramenta é um passo a passo para quem quer ter sua empresa, com orientações desde a etapa de geração de ideias, passando pela implementação, até chegar ao crescimento inicial.

    • Indicada para pessoas que querem criar um negócio próprio, mas que, por algum receio, ainda não se tornam empreendedores; e
    • É útil porque orienta o futuro empreendedor nas etapas de geração de ideias de negócios, implementação e crescimento inicial.

    15. Análise SWOT

    Em tempos incertos, a Matriz SWOT cai como uma luva para definir relações existentes entre os pontos fortes e fracos da empresa e a situação do mercado. A análise permite entender a posição de sua empresa comparada a seus concorrentes, conferindo mais confiança, segurança e força para lidar com os imprevistos e situações desafiadoras.

    • Indicada para organizações de todos os portes, para todas as fases de maturidade do negócio; e
    • É útil porque com essa análise o empreendedor pode organizar um plano de ação para reduzir os riscos e aumentar as chances de sucesso da empresa.

    16. Business Model Canvas

    O BMC permite aos empreendedores uma definição de modelo de negócio de suas empresas de forma sistêmica, integrada, rápida e visual. Além disso, ela ainda integra percepções sobre como a empresa pode/deve atuar.

    • Indicada para organizações de todos os portes; e
    • É útil porque a ferramenta permite que empreendedores e estrategistas definam o modelo de negócios da empresa de uma forma simples e visual.

    17. Definição de metas para pequenas e médias empresas

    Entre o sonho grande e os pés no chão, como definir metas que sejam, ao mesmo tempo, alcançáveis e desafiadoras para o seu time? Descubra nessa ferramenta.

    • É indicado para empresas de pequeno porte; e
    • É útil porque a ferramenta torna mais claros os conceitos de objetivo, indicador e meta, que são complementares, mas diferentes.

    18. 5W2H – plano de ação para empreendedores

    Se você quer desenvolver um plano em ação, esse é o momento ideal para usar a ferramenta 5W2H. Para usar a ferramenta, será preciso pensar nos seguintes pontos: o que deve ser feito?; por que deve ser implementado?; quem é o responsável pela ação?; onde deve ser executado? quando deve ser implementado?; como deve ser conduzido?; quanto vai custar a implementação?

    • É indicado para todos os tamanhos de negócio; e
    • É útil porque a base da metodologia está centrada na resposta a sete perguntas essenciais. Os “Ws” e os “Hs” são derivados das iniciais de palavras interrogativas em inglês (what, why, who, where, when, how e how much).

    19. Matriz de gestão do tempo

    Você suou a camisa, mas chegou ao fim do dia sem ter certeza do que realizou? Se o acúmulo de atividades sempre te dispersa, torna a rotina mais cansativa e ainda menos produtiva, que tal aprender a gerenciar melhor o tempo e priorizar o que é importante?

    • Indicado para todas as pessoas que querem gerenciar suas horas para priorizar o que é realmente importante para o negócio; e
    • É útil porque é uma ferramenta visual, de fácil entendimento, e bastante eficaz para que as pessoas organizem melhor seu tempo de acordo com suas verdadeiras prioridades.

    20. Funil de ideias para um novo negócio

    Muitas pessoas pensam em abrir um negócio, mas não sabem como chegar a uma ideia inovadora. Essa ferramenta te ajuda por meio de duas abordagens: vivência do empreendedor e observação de mercado.

    • Indicada para quem quer montar um negócio, mas ainda não sabe no que investir; e
    • É útil porque facilita o processo de geração e validação de uma ideia de negócio, com base em uma ferramenta visual.

    21. Mapas mentais para empreendedores

    A ferramenta te ajuda na rotina diária, na identificação de oportunidades e no planejamento do negócio, partindo de uma informação central para desdobrar em uma série de outras, de forma organizada e visual.

    • Indicada para empreendedores e seus time se expressarem de formas alternativas para organizar ideias, pensamentos e conceitos; e
    • É útil porque ajuda a organizar, apresentar e discutir seus pensamentos e ideias não lineares a respeito de assuntos relacionados à empresa.

    22. MAT: plano de negócios simplificado

    Você sabia que apenas 1% dos empreendedores começa seu negócio com um plano de negócios? Pode não parecer prioridade logo no começo, mas colocar no papel os seus planos para o futuro te ajuda a traçar ações para chegar até onde você quer.

    • Indicada para empreendedores individuais com faturamento mensal máximo de R$ 5 mil; e
    • É útil porque orienta o planejamento de empreendedores não familiarizados com técnicas de gestão.

    23. Plano de negócio em pirâmide

    Essa ferramenta ajuda o empreendedor a enxergar o negócio como algo sistêmico, no qual todas as áreas estão integradas.

    • Indicada para empreendedores em busca de investidores que elaboram um plano de negócio pela primeira vez; e
    • É útil porque auxilia o empreendedor a organizar as informações da empresa, considerando o objetivo do seu plano de negócio.

    INOVAÇÃO

    24. Triz para geração de ideias em times

    Nesse brainstorming guiado, use cartas com soluções prontas para os mais diferentes problemas. Comece com um desafio e reúna o seu time para encontrarem, juntos, as soluções mais inovadoras.

    • Indicada para empresas de todos os portes, em especial as menores, que demandam melhorias e inovações em processos, produtos e serviços; e
    • É útil porque orienta a geração de ideias, aumentando a eficácia das soluções buscadas.

    25. Diagnóstico da inovação para pequenas e médias empresas

    Elaborada pela 3M, essa ferramenta oferece 20 perguntas para você analisar a visão dos seus colaboradores e dos líderes sobre o grau de inovação da sua empresa, identificando os problemas e as causas que te impedem de inovar. Em seguida, desenha-se um plano de ação com datas, objetivos e responsáveis.

    • Indicado para pequenas e médias empresas; e
    • É útil porque permite a empresas comprometidas com a inovação a obtenção de vantagens competitivas e a adoção de medidas para tornar o negócio ainda mais inovador.

    26. Os 4Ps da gestão da inovação para PMEs

    Os 4Ps da inovação consistem em quatro áreas de decisões (propósito, processos, pessoas e políticas) que o empreendedor precisa considerar para fortalecer e consolidar a capacidade de inovação de seu negócio.

    • Indicada para negócios de todos os portes, mas vale alertar que a ferramenta foi desenvolvida considerando pequenas e médias empresas; e
    • É útil porque oferece uma visão abrangente sobre como a inovação pode ser gerida em organizações de menor porte, embora também possa ser usada em negócios maiores.

    27. Scamper: técnica de geração de ideias

    Para facilitar a geração de ideias do seu time, utilize essa ferramenta para criar novas versões de um produto ou serviço, incentivando a inovação e guiando as sessões de brainstorming.

    • É útil porque torna possível direcionar e organizar a discussão de um grupo de pessoas para um resultado produtivo.

    INVESTIMENTO E ACESSO A CAPITAL

    28. Mapa de Linhas de Fomento para inovação tecnológica

    A sua empresa tem potencial para se beneficiar de uma linha de fomento de inovação tecnológica? Conheça o mapa da mina para acessá-las!

    • É indicada para empresas de todos os portes com interesse em inovação tecnológica, em especial as de micro e pequeno porte (MPE); e
    • É útil porque apresenta e organiza as principais fontes de recursos para projetos de inovação no Brasil e guia o empreendedor na definição da alternativa mais adequada para o seu projeto.

    29. Investimento-anjo: checklist do Empreendedor

    Do processo de preparação do empreendedor até a captação, descubra o que é preciso para seu negócio captar recursos financeiros de um investidor-anjo com essa ferramenta desenvolvida por Cassio Spina, da Anjos do Brasil.

    • É indicada para empreendedores iniciantes e negócios nascentes; e
    • É útil porque apresenta uma lógica que pode facilitar o acesso a esse tipo de investidor e aumentar as chances de captação de recurso.

    30. Pitch para investidores

    Se você tivesse um minuto para convencer um investidor sobre o seu negócio, o que você falaria? Siga os 6 passos dessa ferramentas e descubra os elementos que não podem faltar na sua fala e qual a melhor sequência de apresentação.

    • Indicada para empreendedores em busca de capital de investidores ou participantes de competições de empreendedorismo; e
    • É útil porque organiza as informações que devem ser transmitidas ao investidor (ou à banca de avaliação) de maneira sintetizada e persuasiva.

    FINANÇAS

    31. Orçamento Base Zero para pequenas e médias empresas

    Essa é uma das ferramentas mais úteis para o empreendedor de primeira viagem. Com ele, é possível visualizar os principais gastos da empresa, estabelecer metas de corte, priorizar os custos fundamentais para o funcionamento do negócio e eliminar os supérfluos.

    • Indicada para pequenas e médias empresas em operação há pelo menos um ano fiscal; e
    • É útil porque ajuda o empresário a conhecer os principais gastos, estabelecer metas de corte e priorizar os custos fundamentais para o funcionamento do negócio.

    GESTÃO DE PESSOAS E LIDERANÇA

    32. 4 tipos de colaboradores de Jack Welch

    Faça uma avaliação rápida sobre quem deve subir de cargo, receber uma nova chance e quem deve ser demitido.

    • Indicado para empreendedores e executivos de empresas de qualquer porte, o foco está na experiência de Jack Welch com gestão de pessoas; e
    • É útil porque permite uma avaliação periódica e o alinhamento do colaborador com os valores da empresa. Além disso, os critérios de divisão asseguram uma tomada de decisão mais assertiva quanto ao destino de cada membro.

    33. Método da cumbuca

    Quer investir no treinamento da sua equipe, mas não dispõe de recursos financeiros para isso? A ferramenta Método da Cumbuca pode ser uma ótima opção! A técnica consiste na formação de pequenos grupos, que se reúnem em encontros rápidos e periódicos, para discutir conteúdos que exercem impacto positivo sobre o resultado do empreendimento.

    • Indicada para empresas de todos os portes, em especial as menores e aquelas com poucos recursos para investir em treinamento e desenvolvimento de equipes; e
    • É útil porque conta com uma técnica simples de aprendizagem organizacional que pode trazer resultados concretos com baixos investimentos. Além disso, incentiva o autodesenvolvimento dos colaboradores.

    34. Formação de equipes empreendedoras

    Como ter as pessoas certas, nos lugares certos e com a motivação certa? É impossível construir um negócio sólido sem uma equipe competente. Mais do que ter uma grande ideia ou muito dinheiro para investir, empreendedores deveriam almejar ter uma grande equipe.

    • Indicada para empresas em fase de pré-lançamento e aquelas que querem formar equipes mais integradas com a visão do empreendedor; e
    • É útil porque ajuda a achar as pessoas certas para os lugares certos, determinando quais são os postos-chave e os indivíduos mais indicados para preenchê-los.

    35. Livro de cultura para pequenos negócios

    Identifique qual é a sua cultura organizacional e entenda a diferença que isso faz na condução do negócio. Interpretar a cultura organizacional da empresa não é tarefa fácil, mas é um diferencial quando se pensa em melhorias e fortalecimento em médio e longo prazo.

    • Indicado para empreendedores que querem criar um ambiente organizacional em que as equipes fazem questão de estar; e
    • É útil porque aborda meios para identificar como os colaboradores percebem o negócio, além daquilo que pode ser feito para criar uma cultura inspiradora, capaz de engajar o time.

    36. OKRs para startups

    O OKR (Objectives and Key Results) é um framework para definir metas, por um sistema simples para criar alinhamento e engajamento em torno de metas mensuráveis e dinâmicas, tipicamente definidas a cada trimestre.

    • É indicado para empresas de todos os portes, em especial para startups que precisem aprender a gerenciar seu time de colaboradores em direção aos resultados esperados; e
    • É útil porque é uma ferramenta de gestão de pessoas usada para gerenciar o time de colaboradores a chegar aos resultados esperados. Ao definir os objetivos e avaliar os resultados,

    37. 70-20-10 para pequenas e médias empresas

    Que empreendedor não sonha com a evolução contínua dos negócios? A ferramenta 70-20-10 apresenta técnicas para melhorar a performance e adicionar um elemento essencial para o sucesso: o envolvimento de todos os colaboradores.

    • É indicada para empreendimento de pequeno e médio porte em busca de melhor desempenho; e
    • É útil porque sugere que o tempo de trabalho seja distribuído em proporções e incentiva o time a pensar em otimizações de processos continuamente.

    38. Avaliação de sócios em 4D

    A ferramenta avalia tanto o desempenho passado quanto as contribuições futuras de cada um dos envolvidos no negócio, principalmente  o desenvolvimento da empresa e o compromisso dos sócios, ainda que eles sejam investidores sem atuação direta.

    • Indicada para sócios de futuros negócios e startups em que as relações ainda são informais e não planejadas, mas que desejam o crescimento contínuo, rápido e/ou sustentável do negócio; e
    • É útil porque alinha percepções, expectativas e compromissos dos sócios.

    39. Brand Character para pequenas empresas

    Você está começando um negócio e quer criar desde cedo uma imagem e uma cultura organizacional condizentes com sua definição de Missão, Visão e Valores? A ferramenta Brand Character para pequenas empresas ajuda o empreendedor a direcionar seu negócio para que todos tenham a mesma percepção da empresa, incluindo não apenas os funcionários, mas também os parceiros e os consumidores.

    • Indicada para negócios em fase inicial; e
    • É útil porque permite organizar três fatores fundamentais numa mesma direção: a marca, os aspectos físicos e a cultura organizacional.

    40. Conselho consultivo para pequenas e médias empresas

    Para lidar com as decisões difíceis, o empreendedor pode contar com um conjunto de pessoas mais experientes que ajudam a sua trajetória: juntas, elas formam o conselho consultivo. Com essa ferramenta, aprenda como implementar um conselho consultivo na sua empresa, trazendo uma visão externa das perspectivas da empresa.

    • Indicada para empresas de pequeno e médio porte em geral; e
    • É útil porque suaviza um dos maiores desafios dos empreendedores: a jornada solitária das decisões mais difíceis.

    41. MBWA: Management By Walking Around, por David Packard

    Para ter uma percepção real do que ocorre na empresa, especialmente em relação aos funcionários, os empreendedores de negócios de pequeno porte podem usar a ferramenta MBWA, inspirada no estilo de David Packard, um dos fundadores da HP.

    • Indicada para negócios em fase inicial ou de pequeno porte, mas pode ser adaptado para negócios maiores; e
    • É útil porque é simples de entender e fácil de implementar, quando a empresa e o empreendedor ainda estão em formação.

    OPERAÇÕES E TECNOLOGIA

    42. Check-up da gestão de produção e operações

    No início das atividades, empreendedores são aqueles que fazem de tudo. Entenda como um check-up pode ajudar o responsável nas funções críticas do negócio.

    • Indicado para organizações de pequeno porte, especialmente as ligadas à indústria; e
    • É útil porque permite tomar decisões a respeito do quadro ideal de colaboradores, por meio de uma avaliação rápida sobre quem deve ser promovido, treinado, receber uma nova chance e quem deve ser sumariamente demitido.

    43. Poka yoke para pequenas e médias empresas

    Já imaginou algo que reduza custos oriundos de falhas humanas e que impeça novos defeitos? Conheça a Poka Yoke.

    • Indicado para empresas que precisam reduzir a quantidade de defeitos em produtos e falhas humanas na operação, na administração do negócio e na prestação dos serviços; e
    • É útil porque a ideia fundamental desta ferramenta é de que se há uma falha ou um defeito, é possível tomar atitudes para prevenir e detectar algo indesejado.

    44. Check-up de gestão para PMEs

    Como saber se você usa um número alto de sistemas de gestão em sua empresa? Para fazer essa avaliação, você pode usar a ferramenta Check-up de gestão para PMEs.

    • Indicada para negócios de todos os portes, mas esta ferramenta foi desenvolvida considerando pequenas e médias empresas; e
    • É útil porque oferece uma lista de sistemas de gestão que podem ser implementados pela empresa.

    45. Técnica do 5S para empreendedores

    Sua empresa está precisando de organização e métodos para manter tudo em ordem? Desgastes no ambiente de trabalho por questões de ordem do espaço poderiam são cada vez mais comuns e quase todo empreendedor se depara com situações como essa.

    • Indicado para negócios de todos os tamanhos, mas esta ferramenta foi desenvolvida considerando os de menor porte; e
    • É útil porque permite que o empreendedor introduza a disciplina dos 5S em sua empresa de forma simples.

    LEGAL E TRIBUTÁRIO

    46. Term sheet para empreendedores

    Conhece a parte de formalização de acordos para aporte de capital de investidor? O term sheet antecipa discussões e agiliza a assinatura dos contratos finais entre empreendedor e investidor.

    • É indicado para empreendedores em busca de aporte de capital de investidores profissionais (investidores anjo, investidores de seed capital/capital semente, venture capital e private equity); e
    • É útil porque permite que o empreendedor compreenda as principais cláusulas e, com a ajuda de um advogado especializado no assunto, se prepare melhor para a negociação do investimento.

    47. Projeção de investimentos em ativos fixos

    Muita gente dá os primeiros passos em um negócio fazendo home office. Enquanto o faturamento é baixo, comprar ou alugar um espaço para a sede da empresa não é fácil. Para ajudar nesse momento de organizar a aquisição de todos os itens (ou ativos) necessários, conheça essa planilha, formatada para que o empreendedor organize instalações físicas, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, computadores e periféricos, veículos e outros ativos que façam sentido para o negócio.

    • É indicada para empreendedores que estão saindo do Home Office para montar o primeiro escritório ou a primeira loja; e
    • É útil porque permite o planejamento do número de utensílios adquiridos e também do investimento financeiro que será feito para os ativos fixos.

    AUTOCONHECIMENTO

    48. Fluxo do comportamento empreendedor

    Não se trata de abrir uma série de empresas, uma seguida da outra. Entrar em um estado de fluxo é estar muito motivado e no ápice da sua habilidade pessoal para realizar feitos extraordinários como empreendedor.

    • Indicado para empreendedores que buscam desafios contínuos e novas habilidades, não se tornando alguém entediado ou apático; e
    • É útil porque ajuda o empreendedor a manter o comportamento empreendedor em alto nível durante toda a vida, como fizeram Steve Jobs e Walt Disney.

    49. Propósito pessoal para empreender

    Encontrar o porquê de empreender e descobrir o que você espera realizar com a própria empresa são práticas que facilitam a gestão do negócio e resiliência do empreendedor.

    • Indicado para empreendedores em busca do propósito pessoal verdadeiro para liderar a criação e o desenvolvimento de um grande negócio; e
    • É útil porque ajuda o empreendedor a alinhar sua própria missão à do negócio.

    50. Autoconhecimento empreendedor

    Você consegue prever como vai agir quando algo inesperado acontecer? Conhecer o próprio perfil e agir intencionalmente de forma espontânea são marcas de quem estuda a si mesmo.

    • Indicado para pessoas que querem empreender um negócio próprio ou que já estão liderando suas empresas; e
    • É útil porque oferece informações para que o empreendedor reflita sobre sua personalidade e inteligência e saiba utilizá-las no desenvolvimento do seu negócio.
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    https://endeavor.org.br/caixa-de-ferramentas-empreendedor-50-planilhas-e-templates-para-ganhar-tempo-na-gestao-seu-negocio/https://endeavor.org.br/?p=19718Mon, 26 Sep 2016 18:25:47 +0000Caixa de ferramentas: 50 planilhas e templates para ganhar tempo na gestão do seu negócioSelecionamos cinquenta ferramentas práticas de marketing, vendas, finanças e inovação que podem facilitar sua rotina. As ferramentas começaram a nos ajudar já na pré-história, quando o primeiro Homo Sapiens criou o fogo, a arma e o lápis. Depois disso, a roda fez nascer a carroça, o carro, o patins e o skate. E todos eles ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 26 Sep 2016 17:42:19 +0000Endeavor BrasilCaixa de ferramentas: 50 planilhas e templates para ganhar tempo na gestão do seu negócioCaixa de ferramentas: 50 planilhas e templates para ganhar tempo na gestão do seu negócio
    Como Barcelona e Filadélfia usam a inovação aberta para estimular o empreendedorismo e resolver problemasCidades promovem competições entre empreendedores para buscar saídas para desafios de educação, saúde e mobilidade

    Daqui a seis dias, muitos de nós iremos às urnas para eleger prefeitos pelos próximos quatro anos. Algumas perguntas são importantes no debate eleitoral: e o empreendedorismo? Qual é a relação de cada postulante com o tema? Como os candidatos pretendem incentivar a atividade empreendedora na cidade e, em consequência, a geração de empregos?

    Leia também: De onde vem os empregos que os candidatos tanto prometem?

    Essas indagações deram origem ao movimento + Empreendedores + Empregos, promovido por diversas organizações do ecossistema empreendedor brasileiro e liderado pela Endeavor. A mobilização vem promovendo encontros com candidatos das principais cidades do país para tratar a fundo do tema. Nos eventos, cada postulante é convidado a assumir os três compromissos que sustentam o manifesto. Conheça-os aqui.

    Um desses compromissos é possibilitar uma cidade que trabalhe junto com os empreendedores. E a boa notícia é que, no mundo atual, há ótimos modelos a serem seguidos. Vejamos mais sobre eles.

    • Inovação aberta: Barcelona mostra o caminho

    É conhecida, talvez até batida, a ideia de “quem gera emprego é o empreendedor”. No entanto, quando bem pensado e conduzido, o incentivo da gestão pública ao empreendedorismo rende frutos que vão muito além do combate ao desemprego. Principalmente quando prioriza a inovação aberta.

    Leia também: Inovação aberta: 6 lições para gerar mais resultados

    O Barcelona Open Challenge é ótimo um exemplo disso. Ele funciona assim: a prefeitura convoca empresas, tanto locais quanto internacionais, a proporem soluções inovadoras para seis desafios relacionados a áreas da gestão pública, como mobilidade, inovação urbana e serviços sociais, entre outros. Não à toa, o subtítulo do projeto é “seis desafios da cidade que precisam de uma solução”.  A empresa que tem  a proposta aprovada pode implementá-la. A verba para cada desafio vai de 60 mil a 250 mil euros, e os resultados têm sido interessantes.

    • Do mapeamento de buracos à redução nos furtos de bikes

    Na última edição, foram premiadas soluções que ajudam a diminuir o furto de bicicletas na cidade, monitorar a circulação de pedestres, detectar automaticamente e alertar sobre defeitos nas vias, entre outros desafios. O diferencial desse projeto está na execução. Enquanto grande parte das  cidades oferece, no máximo, prêmios ou a possibilidade de um programa-piloto, o BCN | Open Challenge funciona como um canal direto de contratação pública. Isso  possibilita solucionar problemas reais da cidade e estimular o empreendedorismo e a geração de empregos.

    • A Filadélfia sabe que a inovação pode vir de qualquer lugar

    Outra cidade que vem mostrando que a inovação aberta pode ser muito útil à gestão pública é a Filadélfia, nos EUA. A administração municipal local instituiu o Smart City Challenge, uma convocação aberta de sugestões para melhorar serviços e operações por meio da tecnologia. Qualquer pessoa da cidade pode contribuir, independentemente de profissão, idade etc.

    “Nós sabemos que os cidadãos têm grandes ideias”, afirma RebeccaRhynhart, responsável pelo projeto. “Queremos acessar essa rica fonte de pensamentos criativos.” O projeto se divide em duas fases: na primeira, os participantes devem enviar informações sobre os desafios que pretendem atacar. E, na segunda, submetem propostas elaboradas com base nessas informações.

    • Mais diálogo entre empreendedores e setor público: a meta do Brazil Lab

    Aqui no Brasil, já existem algumas iniciativas que vão pelo mesmo caminho. O Brazil Lab é um exemplo. Criado para propor alternativas aos problemas agravados pela crise atual, o programa é um hub de inovação que acelera ideias e conecta empreendedores ao poder público. Para concorrer, as startups devem desenvolver soluções inovadoras e viáveis para três áreas principais: educação, saúde e sustentabilidade ambiental.

    Os projetos selecionados serão submetidos a quatro meses de mentoria. E o projeto mais bem estruturado receberá um investimento de US$ 5.000, para dar início à implementação da ideia. A iniciativa é do Centro de Liderança Pública, o CLP, e até agora, além do concurso, o Brazil Lab vem promovendo uma série de eventos enriquecedores, nos quais se discutem formas de aproximar gestão pública e empreendedorismo.

    • 304 startups focadas em inovação no Estado de São Paulo

    Outra iniciativa que merece destaque é o Pitch Gov SP. Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa também se propõe a encontrar soluções inovadoras para desafios de relevância pública em diferentes áreas. Nele, as apresentações são realizadas diretamente a representantes dos órgãos de governo. São eles os responsáveis por julgar se essas novas soluções se adequam aos seus ambientes.

    A primeira edição aconteceu no segundo semestre de 2015 e abrangeu desafios nas áreas de educação, facilidades ao cidadão e saúde. Ao todo, 304 startups apresentaram suas soluções. Após o processo de seleção, doze dessas empresas foram convocadas para implementar seus produtos atualmente, em caráter de teste, junto ao governo.

    • MobiLab fazendo São Paulo circular melhor

    Outra iniciativa que merece destaque é o MobiLab, laboratório de mobilidade urbana criado pela Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de São Paulo. A ideia é propor soluções para o trânsito na cidade, que é historicamente problemático.

    O princípio é semelhante ao dos exemplos acima -- conectar poder público e startups para gerar soluções inovadoras à cidade. No entanto, o MobiLab está mais para um espaço de coworking público: o escritório de 340m2 reúne técnicos, empreendedores e representantes do terceiro setor e de universidades. O principal objetivo é integrar e compartilhar conhecimento para desenvolver de soluções tecnológicas de mobilidade urbana.

    Enfim, todas essas iniciativas são muito animadoras, mas é evidente que o poder público ainda pode se aproximar muito mais dos empreendedores. Não só pela geração de empregos, como pela inovação aberta que já vem transformando a forma de governar e solucionar problemas.

    Nesse momento em que estamos prestes a escolher os gestores mais próximos de nós, prefeitos e vereadores, não podemos deixar de analisar quais propostas os candidatos têm para o empreendedorismo.

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    https://endeavor.org.br/como-usar-inovacao-aberta-barcelona-filadelfia/https://endeavor.org.br/?p=19708Mon, 26 Sep 2016 16:20:11 +0000Como Barcelona e Filadélfia usam a inovação aberta para estimular o empreendedorismo e resolver problemasCidades promovem competições entre empreendedores para buscar saídas para desafios de educação, saúde e mobilidade Daqui a seis dias, muitos de nós iremos às urnas para eleger prefeitos pelos próximos quatro anos. Algumas perguntas são importantes no debate eleitoral: e o empreendedorismo? Qual é a relação de cada postulante com o tema? Como os candidatos pretendem ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 26 Sep 2016 15:19:41 +0000Endeavor BrasilComo Barcelona e Filadélfia usam a inovação aberta para estimular o empreendedorismo e resolver problemasComo Barcelona e Filadélfia usam a inovação aberta para estimular o empreendedorismo e resolver problemas
    A jornada do empreendedor: 47 passos para ser o melhor que você pode serExistem inúmeras maneiras de definir o que é sucesso, infinitas maneiras de medi-lo, e uma miríade de significados para ele. Mas invariavelmente, tais definições, medições e significados estão mais relacionados com os outros — o que pensam de nós — do que com nós mesmos.

    E quanto mais relacionado aos outros, mais difícil fica alcançar o sucesso. Isso porque temos pouco ou nenhum controle das situações. Não há nada que possamos fazer quando uma empresa capta mais dinheiro do que a nossa, quando um garoto de vinte e poucos anos vende sua empresa por US$1 bilhão, quando um IPO é precificado a 30x receita, quando você nasceu no Brasil e não no Vale do Silício, ou quando o presidente errado foi reeleito etc. — a lista é longa.

    Mas quando somos a própria régua com o qual medimos nosso sucesso, passamos a ter total controle dos inputs e, consequentemente, total responsabilidade pelos outputs.

    John Wooden, um dos maiores técnicos esportivos de todos os tempos, definia sucesso como “a paz de espírito resultante da satisfação em saber que você se esforçou para se tornar o melhor de que é capaz”. Ou seja, que você tenha dado o seu máximo, o seu melhor, que você tenha sido profissional.

    Todas profissões têm uma definição do que é profissionalismo, um código de conduta. Em muitos casos, como na medicina, ela é explícita, em outros, completamente implícita. Mas todas têm ao menos 4 elementos básicos que definem o que se espera de um profissional:

    1. Abnegação: aceitar a responsabilidade que temos pelos outros e colocar as necessidades e a preocupação daqueles que buscam nosso profissionalismo acima das nossas próprias.

    2. Habilidade: buscar continuamente a excelência nas nossas habilidades e do nosso conhecimento.

    3. Confiança: assumir a responsabilidade pela estabilidade dos resultados esperados ao longo do tempo.

    4. Disciplina: ter autocontrole para seguir o padrão de comportamento esperado. Se você espera isso do seu médico, do seu advogado e do seu ídolo do futebol, por que não esperar de você mesmo e aceitar que são essas características que serão esperadas de você?

    Além da abnegação, da confiança e da disciplina que você precisa domar, como CEO (Chief Entrepreneur Officer) você tem 4 principais habilidades a serem desenvolvidas e aprimoradas:

    1. Articular a visão e comunicá-la a todos envolvidos: clientes, associados, parceiros e investidores (o atributo Steve Jobs);

    2. Recrutar e desenvolver os melhores talentos, tanto associados quanto advisors (o atributo Larry Page);

    3. Construir e gerenciar a máquina que vai executar a visão (o atributo Andy Grove);

    4. Garantir que sua empresa tenha dinheiro e recursos necessários (o atributo Warren Buffett).

    Há uns dois anos, eu e meus sócios começamos a nos questionar muito sobre onde nos encontrávamos, dentro desses 4 elementos e 4 habilidades, em relação aos nossos competidores. Só que, numa discussão em meio a algumas taças de vinho, percebemos que nosso sucesso não tinha nada a ver com eles: nós precisávamos ser nossa própria régua de sucesso.

    Assim, iniciamos uma jornada, uma busca por um ideal, por um grande desafio. Seja qual for o seu objetivo, para chegar lá é preciso força de vontade sobre-humana. Por isso, no ano de 2015, nos dedicamos a escrever um diário (que na verdade era semanal) de nossas descobertas nessa luta - uma batalha contra nós mesmos para sermos o melhor que poderíamos ser. Essa jornada se transformou em um livro, que lançaremos nesta quinta-feira (22), em São Paulo.

    “A Jornada do Empreendedor: O Herói da nossa Era” reúne 47 passos, pontos essenciais de atenção, que vão de desenvolvimento de produto à criação de uma máquina de talentos.  A cada passo, você e seu time estarão mais preparados para trilhar seus próprios caminhos, sabendo como adaptar-se a cada demanda com um processo mais aprimorado. Nós estaremos ao seu lado, com bússola e mapa na mão.

    Que tal eleger como principal meta para o futuro próximo superar você mesmo e ser o melhor de que é capaz? Que tal pensar nos “4 elementos básicos” e nas “4 principais habilidades” como a sua régua do seu sucesso?

    Boa batalha contra você mesmo! Sucesso!

    "A Jornada do Empreendedor: O Herói da nossa era"

    Autores: Edson Rigonatti, Laura Mello e Martino Bagini

    Editora: Casa do Código

    Quanto: de R$ 29,90 (ebook) a R$ 69,90 (impresso)

    Lançamento: 22/09, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2073 - Consolação, São Paulo/SP)

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    https://endeavor.org.br/jornada-empreendedor-passos/https://endeavor.org.br/?p=19618Thu, 22 Sep 2016 20:21:18 +0000A jornada do empreendedor: 47 passos para ser o melhor que você pode ser“No final da jornada, só lembrarás de uma batalha. Aquela que lutaste contigo mesmo, o verdadeiro inimigo; a batalha que te fizeste único” Existem inúmeras maneiras de definir o que é sucesso, infinitas maneiras de medi-lo, e uma miríade de significados para ele. Mas invariavelmente, tais definições, medições e significados estão mais relacionados com os ...Endeavor BrasilEdson RigonattiThu, 22 Sep 2016 17:42:51 +0000Edson RigonattiA jornada do empreendedor: 47 passos para ser o melhor que você pode serA jornada do empreendedor: 47 passos para ser o melhor que você pode ser
    O que aprendi sobre conflitos familiares na DudalinaNas situações em que negócios e parentes se misturam, o ideal é criar uma estrutura que permita a superação das diferenças sem prejudicar o resultado.

    As empresas familiares costumam começar com um empreendedor ou um casal, como foi o caso dos meus pais, Duda e Adelina. Foi pelas mãos deles que nasceu a Dudalina, uma empresa que deixou sua marca na história da confecção brasileira.

    Nem sempre o casal tem 16 filhos, como foi em minha família, mas na maior parte das vezes os herdeiros chegam. Os filhos crescem, alguns gostam do negócio e outros não, alguns entram no negócio e outros não, e aí começam alguns conflitos que precisam ser resolvidos. As questões da empresa não costumam ser assunto tranquilo para ser tratado no almoço de domingo.

    Em empresas familiares, são raros os casos em que conflitos não aparecem. E quando eles aparecem, costumo dizer que são questões sempre muito viscerais. É uma sensação bem complexa que envolve dores, ressentimentos e deixa sempre um gosto amargo. Mas é natural que brigas aconteçam e que decisões difíceis precisem ser tomadas.

    Se a empresa tiver sucesso, chegará uma hora em que ela ultrapassará as barreiras do núcleo familiar.

    Ela fará parte da sociedade e sustentará muitas outras famílias além daquela que a fundou. Por isso, é necessário criar uma base sólida na empresa para transpor os conflitos e cuidar para que rachaduras não se transformem em danos estruturais.

    E como fazer isso?

    Acredito que o primeiro passo para evitar grandes problemas é ter um conselho de família. Nele, é possível falar sobre estratégias e direção dos negócios e sobre critérios para participar da sociedade. Se a família é muito grande, é preciso eleger quem serão os membros desse conselho. Normalmente, os próprios familiares participam dessa eleição.

    Um caso que conheci e achei fantástico é o da joalheria Swarovski. A empresa começou na Áustria, em 1895. Seu fundador, Daniel, teve três filhos. E lá atrás definiu o que seria um conselho familiar. Sempre de cada filho teriam que ser escolhidos dois membros para o conselho estratégico da família. Até hoje esse conselho se reúne. São seis membros, muito menos do que o total de acionistas na empresa. É um caso interessante, que mostra que empresas familiares podem existir por muitas gerações -  até hoje a Swarovski é uma empresa familiar.

    Assista: Sangue empreendedor de pai pra filha: o desafio de gerenciar uma empresa familiar

    Em segundo lugar, é fundamental um acordo de acionistas. Ouço de muitas empresas familiares que elas não têm esse tipo de acordo. Eu recomendo não adiar essa tarefa. Não espere até que aconteça uma situação extrema. Chame um mediador, alguém que não tenha emoção envolvida, e peça orientação para estruturar o negócio, se não em algum momento essa indefinição não será boa para ninguém.

    Finalmente, tenha um conselho consultivo ou de administração. Isso dá tranquilidade ao profissional que estiver à frente da empresa, seja ele de fora ou acionista. Para resolver situações delicadas, como a saída de um membro da família da empresa ou a contratação de um diretor que parte da família desaprova, esse conselho de administração é muito útil. O principal executivo não pode fazer parte desse conselho, é aconselhado por ele. Devo fazer isso, devo fazer aquilo? Assim, a decisão não é solitária e ganha respaldo. Porque existem, sim, muitas saias justas. Mas se o executivo tiver um conselho consultivo ou de administração, pode conversar, colocar seus problemas na mesa e pedir apoio para resolvê-los.

    Cuidar da sucessão também é muito importante. Às vezes, o dono do negócio não quer abrir mão para os herdeiros. Se há alguma surpresa no caminho, como uma morte inesperada, a falta de planejamento pode deixar a empresa órfã.

    Se há mais de um candidato a assumir o posto, podem haver brigas. Pense em primos ou irmãos, por exemplo. Há situações em que está claro quem é mais preparado para cuidar da empresa. Mas é muito difícil ter a humildade de deixar o outro assumir e se colocar apenas como apoio.

    Algumas empresas familiares sucumbem porque não conseguem resolver seus conflitos.

    Na maioria dos casos, o que aparecem são conflitos de vaidades que acabam se sobrepondo ao negócio. Começa com um pequeno atrito que se torna gigante e quando você vê, tornou-se algo incontrolável. No meio dos conflitos, também entram outras pessoas que alimentam as intrigas.

    Ao chegar a situações muito difíceis ou delicadas, é preciso colocar o pé no chão e, de algum jeito, maneirar o emocional e pedir ajuda. No caso da Dudalina, tivemos um mediador fantástico que ajudou a resolver questões de parte da família, porque nós também tivemos rupturas. Minha sugestão é contratar um bom aconselhador, que oriente e, em vez  de colocar lenha na fogueira, jogue alguns baldes de água fria.

    Como eu disse no início do texto, há um momento em que a empresa passa a pertencer não só à família fundadora. Por isso, o ideal é evitar que conflitos familiares sejam levados para dentro da operação. Se for problema familiar, tente resolver fora da empresa. Se o conflito chegar ao conhecimento dos funcionários, a comunicação humilde e clara é essencial. Não é necessário colocar todos os detalhes, mas sim fazer com que as pessoas confiem nas decisões que estão sendo tomadas e fiquem seguras de que a empresa não vai sucumbir a qualquer intriga. Comunique com pouco texto, muito conteúdo, e não deixe dúvidas. Afinal, a empresa continua e é preciso seguir em frente.

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    https://endeavor.org.br/conflitos-empresas-familiares-dudalina/https://endeavor.org.br/?p=19609Thu, 22 Sep 2016 02:00:22 +0000O que aprendi sobre conflitos familiares na DudalinaNas situações em que negócios e parentes se misturam, o ideal é criar uma estrutura que permita a superação das diferenças sem prejudicar o resultado. As empresas familiares costumam começar com um empreendedor ou um casal, como foi o caso dos meus pais, Duda e Adelina. Foi pelas mãos deles que nasceu a Dudalina, uma ...Endeavor BrasilSonia HessThu, 22 Sep 2016 00:07:24 +0000Sonia HessO que aprendi sobre conflitos familiares na DudalinaO que aprendi sobre conflitos familiares na Dudalina
    Mentoria Online | Como construir e gerenciar uma máquina de crescimentoNo dia 27 de setembro, às 21h, vamos promover um bate-papo online com Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, para mostrar os caminhos para a sua empresa crescer de forma previsível, escalável e lucrativa. Você sabia que apenas 1,5% das empresas no Brasil são de alto crescimento? Sozinhas, elas geram quase 50% dos novos empregos no país. Isso significa que as empresas que não possuem esse crescimento, além de gerarem pouco impacto no mercado, ainda correm o risco de serem impactadas negativamente em tempos de crise.   A boa notícia é que existem algumas estratégias e ferramentas de gestão que ajudam qualquer empresa a virar o jogo. Nesta aula online, Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, irá mostrar como começar a aplicar essas estratégias e compartilhar alguns templates que são usados na RD:
    • Dashboard de acompanhamento de métricas de negócio
    • Planilha de acompanhamento de OKRs (Objective and Key Results)
    • Modelo de escopo de projetos
    • Template de relatório semanal
    • Template de relatório mensal
    • Template de análise SWOT
    Ficou interessado no tema? Inscreva-se para receber o link da transmissão online e acompanhar ao vivo dia 27/9, a partir das 21h. ]]>
    http://materiais.resultadosdigitais.com.br/como-construir-e-gerenciar-uma-maquina-de-crescimentohttps://endeavor.org.br/?p=19584Wed, 21 Sep 2016 20:32:43 +0000Mentoria Online | Como construir e gerenciar uma máquina de crescimentoNo dia 27 de setembro, às 21h, vamos promover um bate-papo online com Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, para mostrar os caminhos para a sua empresa crescer de forma previsível, escalável e lucrativa. Você sabia que apenas 1,5% das empresas no Brasil são de alto crescimento? Sozinhas, elas geram quase 50% dos novos empregos no país. ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 21 Sep 2016 18:24:47 +0000Endeavor BrasilMentoria Online | Como construir e gerenciar uma máquina de crescimentoMentoria Online | Como construir e gerenciar uma máquina de crescimento
    Os pontos positivos da entrevista demissional que você pode não estar vendoEntrevista demissional: a poderosa ferramenta para análise de cultura de compliance.

    O compliance está ganhando cada vez mais espaço na roda de discussão dos empreendedores, ele já está sendo considerado um diferencial competitivo para as empresas que buscam e valorizam a transparência e ética nas suas interações econômicas e sociais. Mas, por outro lado, as ferramentas de compliance ainda precisam se adequar às melhores práticas do mercado para agregar valor à cultura organizacional. Por isso, refletir sobre o seu programa de compliance é tão importante quanto colocá-lo em prática. Para começar a entender melhor o assunto, é preciso primeiro conhecer os 4 principais pilares do compliance que toda empresa deveria ter:

  • O gestor exemplar
  • Os gestores devem ser disseminadores da cultura compliance na organização, estimulando todo time a agir de forma ética e transparente. Para que isso aconteça, recomendo selecionar um gestor de compliance para ser responsável pela  estruturação do desenvolvimento do compliance em toda organização, até nos níveis mais baixos. Essa função ou área vai variar de acordo com a demanda de cada empresa e será diretamente responsável por verificar se as atividades do negócio estão em conformidade com as leis; prever, mitigar e tratar riscos de não aderência às normas internas e difundir o conhecimento de compliance para toda a organização.

    Infelizmente, não são todas as empresas que conseguem alocar seus recursos para ter um gestor que se dedique tempo integral para essa função. O que muitos empreendedores esquecem é que gestores de outras áreas, como RH, Jurídico, Auditoria, ou até mesmo o próprio CEO, também podem ficar responsáveis por esse controle. No final das contas, seja quem for o encarregado, o importante é ter um profissional da alta gestão com esse olhar e agenda, evitando assim que o tema seja pontual e sem continuidade.

    2. Os funcionários

    Vamos imaginar que você tem uma distribuidora de alimentos orgânicos. Todas as entradas e saídas de mercadorias são supervisionadas pelo seu gerente de suprimentos, o Carlos. Ao pegar uma gripe, o supervisor ficou afastado do trabalho por uma semana e, em seu lugar, entrou outro gerente. Ao receber os produtos e assinar os papéis, esse gerente substituto percebeu que uma informação não estava batendo. Logo puxou o fornecedor de lado e perguntou por que a carga só estava com 80% da capacidade. A resposta que ele ouviu o deixou de cabelo em pé. 

    Seu Carlos havia combinado que o fornecedor entregaria apenas 80% do pedido, mas continuaria recebendo 100% do valor combinado, desde que parte da diferença fosse entregue a ele. Em troca disso, seu Carlos garantiria a aquisições regulares ao fornecedor. Sem saber o que fazer, o gerente assinou os papéis e foi logo à alta direção contar o caso. Carlos foi demitido na semana seguinte e um novo programa de treinamento foi instituído na empresa.

    Depois de saber a história do Carlos, pare e pense: se essa mesma situação acontecesse na sua empresa, será que seus colabores saberiam o que fazer? As organizações devem buscar desenvolver o comprometimento ético nos seus funcionários, assumindo a responsabilidade de auxiliá-los na resolução de conflitos éticos com os quais possam se deparar durante o exercício de suas funções.

    3. Canais de Compliance

    Como acabamos de ver, dilemas éticos fazem parte do dia-a-dia dos negócios e a omissão por parte dos profissionais em determinadas situações pode sair caro para a empresa. É por isso que toda organização deve criar canais adequados para fortalecer a cultura ética da organização. Esses canais precisam ser efetivamente acessíveis, customizados para o público aos quais se destinam. Na maioria das vezes, esses canais são anônimos para que o colaborador não tenha medo de sofrer alguma repressão, principalmente se estiver reportando algum funcionário de alta hierarquia.

    Agora, em uma organização onde os colaboradores não possuem acesso à internet é recomendável a disponibilidade do canal por via telefônica ou mesmo considerar a possibilidade de caixa postal. Vale lembrar que os canais não devem se restringir apenas a colaboradores, mas também a fornecedores, prestadores de serviços e até ex-colaboradores, como podemos ver na imagem abaixo:

    4. A tão temida entrevista demissional

    A entrevista demissional é uma fonte valiosa de informação que muitas empresas não aproveitam como deveriam. Vale lembrar que por mais que sua condução seja desgastante, por ser carregada de emoções, ela deve ser conduzida com alguns cuidados. O primeiro deles é evitar realizar a entrevista demissional no ato da demissão, porque, provavelmente, muitos assuntos mal resolvidos serão apresentados de forma exagerada, obscurecendo os reais motivos do desligamento.

    No caso do seu Carlos, se o CEO ou RH tivessem conduzido entrevistas demissionais com ex-colaboradores da área, com foco em coletar informações sobre atitudes antiéticas, além dos assuntos clássicos de gestão de pessoas, provavelmente essa fraude já teria vindo à tona e o prejuízo seria muito menor. Cada vez mais os riscos estão sendo tratados com o uso da tecnologia por ser uma forma mais eficaz para monitorar, coletar informações e implantar padrões de melhores práticas. Com a entrevista demissional não é diferente e a sua aplicação via web traz algumas vantagens:

    • A disponibilização do acesso às perguntas pode ser feita após alguns dias. Sugerimos 1 semana após a demissão, o que permite a maturação da saída;
    • O(a) ex-colaborador(a) pode responder em sua casa, no conforto e tranquilidade de seu ambiente e no horário que preferir;
    • Há uma sistemática na sua condução e o funcionário não ficará suscetível ao entrevistador;
    • É possível compilar as informações e fazer uma análise quali-quantitativa, que viabilizará um plano de intervenção.

    É fundamental que, ao usar entrevistas demissionais via web, o questionário contenha perguntas abertas, que buscam as verdadeiras causas de sua saída. Perguntas fechadas ou de múltipla escolha poderão impossibilitar o relato livre sobre situações que não concordava ou sofreu durante sua vivência na organização. A verdade é que, se você realmente ouvir seus ex-colaboradores e nutrir um bom relacionamento, mesmo depois da demissão, é muito provável que eles não busquem ações na esfera judicial, como um processo trabalhista. As vantagens de uma boa entrevista demissional são muitas, basta estar aberto e disposto a fazer as mudanças necessárias.

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    https://endeavor.org.br/como-fazer-entrevista-demissional/https://endeavor.org.br/?p=19587Wed, 21 Sep 2016 20:23:50 +0000Os pontos positivos da entrevista demissional que você pode não estar vendoEntrevista demissional: a poderosa ferramenta para análise de cultura de compliance. O compliance está ganhando cada vez mais espaço na roda de discussão dos empreendedores, ele já está sendo considerado um diferencial competitivo para as empresas que buscam e valorizam a transparência e ética nas suas interações econômicas e sociais. Mas, por outro lado, as ferramentas de compliance ...Endeavor BrasilRenato SantosWed, 21 Sep 2016 17:28:36 +0000Renato SantosOs pontos positivos da entrevista demissional que você pode não estar vendoOs pontos positivos da entrevista demissional que você pode não estar vendo
    Como traduzir a estratégia em OKR: minha experiência empreendendo no Runrun.itTraduzir sua estratégia em metas e objetivos nunca é fácil, mas com uma cultura de resultados tudo pode ficar melhor.

    Nos meus vários anos de carreira, já passei por inúmeras empresas. Posso dizer, com toda certeza, que transformar a estratégia macro do negócio em uma experiência palpável para os colaboradores é muito mais difícil do que parece. Quem está na liderança tem dificuldade para criar KPIs que conversem com a estratégia, por sua vez, quem executa tem dificuldade de entender o que suas tarefas diárias têm a ver com a tal estratégia. O trabalho cotidiano fica separado da mensagem maior, dando uma brecha absurda para a desmotivação.

    “Por que estou fazendo isso? Com que propósito?” ou “Como vou fazer essa empresa ser a líder de mercado?” são os questionamentos mais comuns. E, a não ser que se trate de um profissional bem acomodado e descomprometido, essa angústia levará a empresa a perder bons talentos. Desde o começo do Runrun.it, eu e meus sócios conduzimos os negócios para que a estratégia não fique desconectada da operação. No início, eu fazia reuniões mensais com os colaboradores, mostrando índices, explicando a trilha que estávamos seguindo.

    Cheguei a fazer essas conversas com só 12 pessoas, isso incluindo os sócios! O número não importava, o foco era fazer com que tudo ficasse azeitado.

    À medida que o Runrun.it foi crescendo, esses papos foram se tornando menos frequentes. Pessoas entravam e saíam da empresa e ficou a impressão de que podia estar acontecendo justamente o que temíamos: trabalho sem foco. Foi quando conhecemos os OKRs  – Objectives and Key Results –, um método usado por muitas empresas do Vale do Silício que ajuda a traduzir os grandes objetivos da empresa em grandes resultados-chave para um período. Aqui dentro nós adotamos um modelo de reunião trimestral.

    Leia também: Metas: como implementar a metodologia OKR

    Por meio dessa metodologia, é possível descer seus objetivos para as metas de todas as áreas, e até mesmo para cada colaborador. Depois disso, a pergunta começa a ser sempre a mesma: como eu, ou minha área, posso contribuir para aumentar tal KR da empresa? Isso obriga que toda e qualquer tarefa do funcionário, desde a camada mais alta até a mais baixa da hierarquia, esteja conectada às diretrizes maiores da empresa. Mas é preciso deixar claro isso para todos – não basta disponibilizar o link de uma planilha.

    Depois de um tempo, eu comecei a perceber que os colaboradores só entendiam, de fato, a existência e importância dos OKRs quando, ao criar tarefas no Runrun.it, eles tinham que relacioná-las com o projeto correspondente ao seu OKR. O hábito de abrir tarefas e procurar uma relação aproximou a metodologia ao dia a dia das pessoas. Felizmente, elas começaram a ver suas tarefas como mais do que uma atividade simples, elas viam sentido em seu trabalho. E, como os OKRs ficam disponíveis para todos, inclusive seus atingimentos (ou não), existe uma cobrança saudável para que todos os resultados sejam alcançados.

    Foi com isso que criamos uma cultura de resultados mais efetiva. A transparência com que as informações são mostradas para as equipes, a objetividade e a importância de se alcançar os resultados estão no DNA da empresa e, mais do que isso, na concepção do software que comercializamos. Os OKRs fazem muito sentido para a nossa realidade e para qualquer empresa que deseja aumentar sua produtividade com foco em resultados.

    Leia também: Cultura de resultados: como engajar seus funcionários

    Essa metodologia nos permitiu ter nossa versão da “gestão à vista”, aquele tipo de gerenciamento que privilegia gráficos e dados gerenciais, permitindo sua rápida interpretação. Hoje, cada área do Runrun.it tem seu próprio dashboard que mostra números vs o resultado esperado no respectivo KR. Também temos um banner com todos os OKRs listados e, a cada mês, o líder de cada área preenche a porcentagem e atingimento do resultado. É quando eu faço uma reunião geral fechando o mês, apontando erros e acertos, e com a cabeça nos próximos resultados.

    A teoria é maravilhosa, não é mesmo? Mas de que maneira nós conseguimos acompanhar cada tarefa ligada a cada OKR de cada área? De duas formas: comunicação entre áreas e ferramenta de gestão. Para a primeira, encontramos uma solução bem simples. Todo dia os líderes de área se reúnem durante não mais de 20 minutos para dizer o que estão fazendo e o que pode afetar outras áreas. É uma reunião em pé mesmo, desconfortável o suficiente para não ser longa. Além dela, a segunda-feira é reservada para cada um apresentar aos sócios o que foi feito na semana anterior, o que será feito na atual e os resultados obtidos até então. Este é o momento em que corrigimos rotas e reavaliamos alguns números.

    Todas essas técnicas estão fazendo bastante sentido para a gente, mas elas podem ser adaptadas a cada empresa. Traduzir os objetivos-macro da empresa para todas as camadas da organização não é fácil, mas depois dos primeiros passos torna-se cada vez mais simples e os resultados chegam cada vez mais rápido. E aí, como estão dos OKRs da sua empresa?

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    https://endeavor.org.br/como-transformar-estrategia-okr/https://endeavor.org.br/?p=19583Wed, 21 Sep 2016 18:32:57 +0000Como traduzir a estratégia em OKR: minha experiência empreendendo no Runrun.itTraduzir sua estratégia em metas e objetivos nunca é fácil, mas com uma cultura de resultados tudo pode ficar melhor. Nos meus vários anos de carreira, já passei por inúmeras empresas. Posso dizer, com toda certeza, que transformar a estratégia macro do negócio em uma experiência palpável para os colaboradores é muito mais difícil do ...Endeavor BrasilAntonio Carlos SoaresWed, 21 Sep 2016 15:59:38 +0000Antonio Carlos SoaresComo traduzir a estratégia em OKR: minha experiência empreendendo no Runrun.itComo traduzir a estratégia em OKR: minha experiência empreendendo no Runrun.it
    SPOILER: O que você pode esperar do CEO Summit 2016Quantos empreendedores você conhece que já mudaram totalmente a perspectiva de um produto ou serviço? 

    Uma hora ou outra, todo grande líder passa por uma experiência que o faz dizer “uau”. É mais ou menos aquela sensação que as pessoas têm ao colocar óculos pela primeira vez e enxergar tudo com mais clareza. Essa mudança de perspectiva já rendeu soluções inovadoras do dia para noite e histórias inspiradoras. Em inglês, existe uma expressão para descrever esse tipo de perfil: game changers.

    Aqueles que mudam o jogo, marcam um gol aos 45 do segundo tempo, por verem uma oportunidade onde ninguém tinha visto. São os empreendedores responsáveis por transformar uma empresa “comum” em extraordinária. E, são essas pessoas que vão compartilhar suas experiências no CEO Summit 2016! Até agora, já passaram pelo palco Helder Mendonça, Mário Gazin, Isabel Humberg e muitos outros.  Para não te deixar ansioso até o nosso próximo evento, aqui vão alguns spoilers dos próximos palestrantes:

    • Uma busca incansável

    Quantas vezes você já ouviu a famosa frase de que “tudo que você precisa é de uma boa ideia” ? Por mais que isso possa te ajudar, não é tudo. Para falar a verdade, a ideia é só o começo de uma grande jornada.

    Os empreendedores que mudam o jogo são aqueles que nunca desistem e jamais aceitam um não como resposta, eles não são apenas sonhadores, são “fazedores”. Daqueles que colocam a mão na massa, conhecem sua empresa de trás pra frente e sabem que empreender não é uma caminhada simples, mas sim uma grande montanha russa que de vez em quando tem suas fases de frio na barriga.

    Brian Requarth, fundador do Viva Real, sabe bem o que é isso. Desde o começo, sempre perseverou e acreditou no potencial da sua empresa, junto com seus sócios, saiu de um escritório de 1,5m x 2m para um negócio que cresce quase 100% ao ano.

    • Quebrando paradigmas

    Os intitulados game changers desafiam o normal, quebram padrões e encorajam seus funcionários a fazerem o mesmo. Eles focam seus esforços na solução e não nos problemas, afinal, o status quo nunca é o bastante para quem sonha grande.

    Esse é o caso de Florian e Mate, fundadores da Printi. Quando decidiram se mudar para o Brasil e abrir um negócio, em 2012, quebraram paradigmas ao propor a criação de uma gráfica online. Os dois amigos enfrentaram muitas barreiras até conseguirem a confiança de seus clientes e de um mercado que ainda não existia no Brasil, mas o resultado mostra que todos os esforços valeram a pena: com 130 funcionários e previsão de faturamento de 50 milhões de reais em 2016, a Printi vem crescendo a um ritmo acima de 100%, todos os anos.

    • Propósito claro como água

    Já falamos muitas vezes sobre como ter um propósito é essencial para qualquer empresa. Não importa se você tem uma sorveteria ou uma loja de automóveis, seus colaboradores precisam saber o que move o negócio. Eles precisam entender o porquê de estarem fazendo suas tarefas e, mais do que tudo, compartilharem do sonho do empreendedor.

    Alex Atala sempre teve uma crença muito simples: “a gastronomia brasileira é um sonho viável.”. Depois de mais de 10 anos sendo chef de renomados restaurantes, Alex resolveu abrir seu próprio negócio ao lado de um time que, assim como ele, tem orgulho da culinária brasileira. O D.O.M, atualmente, é considerado o 9° melhor restaurante do mundo pelo S. Pellegrino World´s 50 Best Restaurants. Já dissemos, mas vale repetir: o sonho coletivo tem mais força do que você pensa.

    Outro empreendedor que sempre teve um propósito muito claro é Rodrigo Galindo. Por mais que tenha cursado direito, o coração do comprador em série de faculdades sempre bateu mais rápido quando o assunto era educação. Com o sorriso no rosto, Galindo contou, durante um entrevista, que um dos seus maiores prazeres é ver seus colaboradores se desenvolvendo dentro da Kroton. Por mais que a empresa seja uma das gigantes do mercado, o empreendedor nunca perdeu seu norte e continua engajando milhares de colaboradores que compraram seu sonho e também lutam para mantê-lo em pé.

    E a lista de grandes nomes que fizeram história não para por aí. Você ainda vai ter a chance de ouvir Mário Chady, do Spoleto, Marcos Leta, da Do Bem, Fábio Carvalho, Presidente do Conselho da Casa & Vídeo, entre outros. Para saber quais nomes já confirmaram presença no CEO Summit 2016 basta clicar aqui. E temos uma ótima notícia: teremos transmissão ao vivo! E aí, está esperando o que para fazer sua inscrição?

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    https://endeavor.org.br/ceo-summit-2016-game-changer/https://endeavor.org.br/?p=19576Tue, 20 Sep 2016 20:54:49 +0000SPOILER: O que você pode esperar do CEO Summit 2016Quantos empreendedores você conhece que já mudaram totalmente a perspectiva de um produto ou serviço?  Uma hora ou outra, todo grande líder passa por uma experiência que o faz dizer “uau”. É mais ou menos aquela sensação que as pessoas têm ao colocar óculos pela primeira vez e enxergar tudo com mais clareza. Essa mudança ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 20 Sep 2016 18:01:15 +0000Endeavor BrasilSPOILER: O que você pode esperar do CEO Summit 2016SPOILER: O que você pode esperar do CEO Summit 2016
    10 documentários para empreendedores escondidos na NetflixVeja os dez documentários para empreendedores escondidos na Netflix.

    Os documentários são uma ótima ferramenta para quem quer se informar sobre um assunto. E há muitos deles que tratam de temas importantes para o empreendedorismo. Pensando nisso, separamos dez documentários disponíveis na Netflix para quem tem o seu próprio negócio ou tem intenção de empreender. Os filmes falam dos mais diversos setores: das bebidas à impressão 3D, passando por histórias como a da antiga Atari, que dominou o mundo dos videogames nos anos 1980. Quer se informar e relaxar ao mesmo tempo? Então navegue pelos tópicos abaixo:

    1. Atari: Game Over

    O filme conta a história da Atari, empresa que dominou o mercado de videogames nos anos 1980 e teve sua derrocada após o fracasso do jogo “E.T.”, baseado no filme de Spielberg. O ponto central do documentário é a história de que a empresa teria enterrado os cartuchos do jogo que não deu certo. O filme fala sobre o fracasso, algo que pode estar no caminho de qualquer empreendedor. Confira o trailer, em inglês:

    2.  Burt’s Buzz

    O sucesso dos produtos Burt’s Bees é resultado do trabalho de uma figura icônica: o falecido Burt Shavitz. Burt era um excêntrico criador de abelhas que nunca imaginou se tornar um milionário com uma famosa marca de cosméticos naturais. O documentário conta a história do empreendedor desde o início, quando ainda era apenas um fotógrafo, até  sua a complicada relação com cofundadora da marca, Roxanne Quimby. Passando por altos e baixos, a história de Burt é inspirado do início ao fim.  Confira o trailer, em inglês:

    3. Jiro Dreams of Sushi

    O documentário fala sobre o chef de sushi Jiro Ono, de 85 anos, e seu restaurante super exclusivo em Tóquio. No documentário, o filho de Jiro, Yoshikazu, passa desafio de assumir o negócio, enquanto seu pai se dedica a criar o sushi perfeito. O filme é uma boa pedida para quem tem interesse em negócios familiares, tradição e também para aqueles que estão sempre em busca de melhorar seu trabalho. Confira o trailer, em inglês:

    4. Iris

    O documentário conta a história da empresária Iris Apfel, que, aos 95 anos, ainda é um ícone do mundo da moda. Para quem quer empreender nesse setor, o filme é um prato cheio. O documentário também pode interessar todos que querem empreender na área de economia criativa, ao mostrar como essa mulher enfrentou barreiras e se manteve ativa até hoje. Confira o trailer, em inglês:

    5. Pump – Histórias do Petróleo

    O petróleo é combustível essencial para o transporte hoje e quem quer empreender nessa área precisa conhecer mais sobre o assunto. Este documentário contextualiza a origem de nossa dependência do petróleo, fala sobre o papel dos empreendedores numa possível mudança desse quadro e questiona: se existem outras soluções para gerar energia, por que seguimos dependentes? 

    6. Print The Legend

    Esse filme é uma boa pedida para empreendedores interessados em tecnologia. O documentário fala sobre as impressoras 3D e a corrida das empresas que optaram por disputar esse mercado. Com uma abordagem fly-on-the-wall, o filme serve como um tempo presente da cápsula do tempo "Moment Macintosh" de impressão 3D, onde a mudanças tecnológicas passam de industrial para uso pessoal. O filme também aborda a polêmica sobre armas 3D impressas, e faz perguntas difíceis sobre o que é preciso para alcançar o sonho americano. Confira o trailer, em inglês:

    7. Steve Jobs: como ele mudou o mundo

    Steve Jobs é uma das maiores referências para empreendedores interessados em inovação e em como acreditar na sua ideia, mesmo que todos digam o contrário. Neste documentário, é possível conhecer um pouco mais da história desse empreendedor e de como ele se manteve firme mesmo quando ninguém mais acreditava no sucesso da Apple.

    8. The True Cost

    O documentário fala sobre os impactos nocivos da indústria têxtil no meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas, que, muitas vezes, trabalham em condições insalubres para que o mercado seja abastecido com roupas de baixo custo. Além dos que têm interesse pelo setor, o filme é importante para todos os que se questionam sobre o impacto que o seu negócio tem para o mundo. Confira o trailer, legendado em português:

    9. Tony Robbins: eu não sou seu guru

    Um dos palestrantes e coachs mais famosos do mundo dos negócios, Tony Robbins atrai legiões de fãs. Este documentário acompanha os bastidores do megaevento anual promovido por ele e traça um perfil deste “guru” pouco ortodoxo, desde a sua vida cotidiana até o mundo dos negócios. O documentário mostra, na prática, o que muitos só tinham lido em livros: uma grande transformação pessoal, por meio de técnicas extremamente simples e altamente efetivas. Confira o trailer:

    10. Um Ano em Champagne

    Gosta de um bom Champagne? Esse documentário acompanha produtores, empresários e especialistas na bebida, exclusiva da região de Champagne, na França. A produção de David Kennard narra uma viagem até Champagne e acompanha a produção do vinho local ao longo de uma safra , dividindo a história em quatro partes, uma para cada estação do ano. Para empreendedores interessados no mundo das bebidas em geral, é uma boa forma de conhecer a cadeia produtiva. Para ativar as legendas no trailer, basta clicar no CC:

    Com essa lista em mãos, só falta separar a pipoca e um caderno para anotar os principais insights de cada produção. E ai, qual vai ser o primeiro da série?

    Artigo originalmente publicado e adaptado de Exame.com

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    https://endeavor.org.br/documentario-empreendedorismo-netflix/https://endeavor.org.br/?p=19569Tue, 20 Sep 2016 19:32:52 +000010 documentários para empreendedores escondidos na NetflixVeja os dez documentários para empreendedores escondidos na Netflix. Os documentários são uma ótima ferramenta para quem quer se informar sobre um assunto. E há muitos deles que tratam de temas importantes para o empreendedorismo. Pensando nisso, separamos dez documentários disponíveis na Netflix para quem tem o seu próprio negócio ou tem intenção de empreender. Os filmes falam dos mais diversos setores: das ...Endeavor BrasilExame.comTue, 20 Sep 2016 16:32:52 +0000Exame.com10 documentários para empreendedores escondidos na Netflix10 documentários para empreendedores escondidos na Netflix
    4 dicas primordiais para ter seu próprio Oráculo de DelfosNa antiguidade, quem sonhava grande ia ao Oráculo de Delfos. Hoje, você pode recorrer a um Conselho Consultivo - mas como torná-lo mais estratégico?

    Das questões que os gestores têm que administrar diariamente, nenhuma é tão importante quanto o tempo. Seja no período de startup ou nos estágios mais avançados de uma empresa, a gestão do tempo é indispensável para que eles possam dar conta de todas as demandas que aparecem pelo caminho. E você deve saber bem que não são poucas.

    Por isso, qualquer desperdício deve ser combatido. Aquelas reuniões tediosas e intermináveis, por exemplo, em que a maior preocupação é o sabor da pizza a ser pedida; um perigo. Ou, pior ainda, as reuniões que fogem de seus propósitos iniciais e que, por isso, acabam até por prejudicar a gestão.

    De acordo com o que se observa em muitas empresas, este é o caso das reuniões do Conselho Consultivo. É comum que esses encontros se desvirtuem, perdendo o caráter estratégico que devem necessariamente ter.

    É aqui que entra a gestão do conhecimento. Tendo como base algumas mentorias realizadas na Endeavor, queremos compartilhar dicas e aprendizados com você:

    O propósito de um Conselho Consultivo

    Você já ouviu falar no Oráculo de Delfos? Foi um dos locais mais famosos da Grécia Antiga. De Alexandre, o Grande, a Sócrates, muitas figuras importantes passaram por lá. Iam em busca dos conselhos da Pitonisa, a sacerdotisa do Templo de Apolo, renomada por suas profecias.

    Pois bem: não é exagero dizer que o Conselho Consultivo deva funcionar uma espécie de oráculo. Só que, neste caso, a base estará na experiência de seus membros, e não em dons místicos.

    Assim, servirá para dar suporte e orientar a gestão de uma empresa. E isto, por meio do auxílio na superação de desafios específicos, do ajuste da estrutura organizacional às necessidades do mercado e do suporte em áreas essenciais, como operações, finanças, marketing etc.

    Os conselhos consultivos devem ser formados por membros que, com base em ampla experiência, atuam como verdadeiros mentores para os empreendedores na operação da empresa.

    Os perigos da dispersão

    Se você pudesse consultar “corporativamente” o oráculo, prefereriria: 1) orientação para resolver problemas importantes da empresa? Ou 2) compartilhar um relatório com resultados e dados específicos?

    Por mais retórica que esta pergunta pareça ser, ela ilustra um caso super comum nos conselhos consultivos de muitas empresas: a perda de foco das reuniões.

    Por exemplo, é frequente que os conselhos sejam compostos por pessoas com maior visão do aspecto tático. Por causa disso, as reuniões acabam priorizando mais a prestação de contas do que discussões efetivamente estratégicas. Ou seja, o encontro do Conselho Consultivo é reduzido a um meeting de prestação de contas.

    Um passo-a-passo para evitar isso

    E aí? O que fazer para que a reunião mantenha o foco e seja produtiva? O mentor Marco Perlman, da Digipix, tem algumas soluções bem interessantes:

    1. Cuidado na composição do conselho

    A primeira orientação que ele costuma dar aos gestores, quanto ao Conselho Consultivo, é esta:

    “Escolha quem vai compor o conselho com muito cuidado. Ao formar o grupo, procurar entender muito bem o perfil de cada conselheiro. Não apenas individualmente; tentar compreender como o conselho funciona em seu conjunto. E priorizar a bagagem estratégica dos membros”.

    2. Todos a bordo

    Perlman sugere que, assim que o conselho seja composto, realize-se uma imersão profunda dos membros na empresa. Por exemplo, que passem um dia e meio dentro dela, para que conheçam a operação e possam aconselhar com propriedade.

    3. Dúvidas, por e-mail

    Uma vez formado o conselho, o mentor orienta que gestores busquem a otimização. Caso algum membro queira saber algo sobre os resultados da empresa, Perlman propõe que ele pergunte sempre por e-mail. A iniciativa vai ajudar a liberar a pauta da reunião para o que realmente importa: decisões estratégicas e específicas.

    E, assumindo que essas decisões serão embasadas por números, a medida se torna duplamente importante, já que todos precisam conhecê-los antes das reuniões.

    4. Compartilhe materiais previamente

    Uma prática eficaz para tornar as reuniões mais produtivas, segundo Perlman, é a de enviar, com periodicidade definida, relatórios e painéis para seus conselheiros.

    Por exemplo: a cada sexta-feira, você pode enviar uma atualização bem completa. Um e-mail contendo um dashboard simplificado (uma página basta) com as principais métricas da companhia, e um relatório dos acontecimentos mais importantes daquela semana (de dez linhas, no máximo), com informações quantitativas e qualitativas.

    E, no final do mês, envie o Book do Conselho com as principais métricas do negócio. Não hesite também em ligar para os conselheiros, em caráter informal, para discutir os assuntos que precisar. E aí vale pedir socorro, opinião isenta etc.

    Enfim, estas são algumas lições que podem auxiliar seu Conselho Consultivo a fazer o que ele realmente deve fazer: guiar estrategicamente a sua gestão. Até porque vale lembrar: tempo é o nosso bem mais precioso. E é para não tomar muito mais do seu que encerramos por aqui este artigo.

    Leia mais: Como um Conselho Consultivo pode ajudar minha empresa a crescer?

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    https://endeavor.org.br/como-ter-conselho-consultivo-mais-estrategico/https://endeavor.org.br/?p=19554Tue, 20 Sep 2016 02:59:11 +00004 dicas primordiais para ter seu próprio Oráculo de DelfosNa antiguidade, quem sonhava grande ia ao Oráculo de Delfos. Hoje, você pode recorrer a um Conselho Consultivo – mas como torná-lo mais estratégico? Das questões que os gestores têm que administrar diariamente, nenhuma é tão importante quanto o tempo. Seja no período de startup ou nos estágios mais avançados de uma empresa, a gestão ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 23 Sep 2016 18:08:34 +0000Endeavor Brasil4 dicas primordiais para ter seu próprio Oráculo de Delfos4 dicas primordiais para ter seu próprio Oráculo de Delfos
    Como transformar o choque de culturas em um big bang: a visão de Deli MatsuoO sucesso de fusões e aquisições depende da postura da liderança e da compreensão de cada colaborador sobre as vantagens de mudar.

    Em 1999, quando as cervejarias Brahma e Antarctica anunciaram a fusão que deu origem à AmBev, um dos desafios enfrentados pelas empresas era como integrar duas culturas tão diferentes. De um lado, uma gestão com estilo ágil e informal. De outro, um estilo mais tradicional. A ideia do negócio era clara: ganhar escala para enfrentar o mercado internacional. Mas como fazer a união funcionar?

    A AmBev acabou adotando uma cultura com mais cara de Brahma, marcada pela informalidade e busca pela superação de resultados, que foi mantida ao longo dos anos. Ao adotar regras claras, mostrar para os funcionários o que deles era esperado e manter a coerência por tanto tempo, a AmBev criou uma cultura tão forte que todos no mercado hoje sabem como a empresa funciona. Por mais que a fusão tenha sido um sucesso, construir uma cultura dentro da empresa não é tarefa fácil. Fazer com que ela sobreviva ou transformá-la durante um processo de fusão ou aquisição, é tarefa ainda mais desafiadora.

    A cultura é um grupo de pessoas que acredita nos mesmos valores e segue um objetivo comum. Apesar de atingir todos os funcionários, sua principal fonte é a visão do empreendedor: até onde ele quer levar a empresa? E, principalmente, como? As pessoas que terão uma performance diferenciada são aquelas que acreditam nesse empreendedor, no sonho da empresa e na recompensa que existirá se elas o perseguirem. Por isso, num processo de fusão ou aquisição é importante não apenas olhar para o negócio, mas também para as pessoas.

    Leia também: Fusões e aquisições: 2 cuidados para não entrar em uma roubada

    A empresa que resultar da união de outras duas precisa fazer sentido para elas. Uma mudança é sempre um fator de estresse, mas pode ser transformada em algo positivo se todos enxergarem oportunidades de crescimento e aprendizado. É isso que defende Deli Matsuo, CEO e fundador da Appus.com, que também foi diretor de RH do Google para a América Latina.

    Para Deli, é fundamental que o empreendedor se envolva na integração das equipes em um processo de fusão, comunicando o rumo que a empresa vai seguir e por que resultado da fusão das duas empresas é muito maior do que se elas estivessem separadas.

    Por que é tão difícil integrar culturas após uma fusão ou aquisição?

    A cultura emana de valores, especialmente do líder da empresa. Quando o líder passa a ser outro ou quando ele aceita a fusão, existe uma mudança de valores na organização. Algumas coisas mudam, a maneira como você decide as coisas, como você privilegia uns comportamentos e desmerece outros. Essas mudanças causam certa resistência nas pessoas. É isso que faz com que mudança cultural seja tão difícil. Mas é um processo comum em qualquer empresa que quer se reinventar ou que passa por uma fusão ou uma aquisição.

    No primeiro momento, há sempre um estresse inicial, as pessoas não sabem se vão continuar empregadas ou como será o trabalho dali em diante. Como diminuir essa tensão?

    O desafio é complexo, depende do tipo de fusão. Na fusão que tem muito ganho de escala, reaproveitamento, você corre risco de falar ‘fiquem tranquilos’ e estar mentindo, porque você vai demitir boa parte das pessoas. A mentira destrói no longo prazo a credibilidade da liderança. E ter a liderança questionada é um risco maior ainda. Se você tem muita demissão para fazer, minha recomendação é fazer rápido.

    As pessoas vão passar inevitavelmente por um período de estresse, faz parte de qualquer fusão. Mas se você fez bom trabalho de comunicar quem é bom na sua organização, se você tem um bom sistema de avaliação de desempenho, um bom sistema de meritocracia implementado e se você comunicar direito, os bons funcionários vão enxergar oportunidade de ganho de escala. Eles vão pensar que, se ficarem, talvez ganhem influência, podem ver vantagem no crescimento da empresa. Aqueles que não têm certeza ficam mais sujeitos a achar que vão perder o emprego.

    Uma vez definida a equipe, como estabelecer a nova cultura?

    Comunicação. O líder da organização nessa hora tem que estar muito próximo do time. No momento em que duas empresas fazem uma fusão, principalmente para os que estão chegando, eles ainda estão tentando entender qual é a regra do jogo para decidir se querem ficar ou não. Então, se você trouxe as pessoas porque elas são boas em alguma coisa, é importante você garantir que elas entendam qual a regra do jogo. Para isso, o líder tem que falar, dar exemplo, tomar decisões públicas que reforcem aquela cultura que você está tentando implementar.

    Às vezes uma fusão também representa uma mudança cultural, então não necessariamente você vai repetir os comportamentos que tinha antes. Pode ser que você queira naquele momento começar a reforçar outro comportamento. A comunicação é superimportante e tem que partir do líder, não dá para ser delegado. Quanto mais o líder fala e interage, mais parece que ele está abraçando e adotando o novo time. Por outro lado, quanto mais o time dele faz isso com o time novo, mais parece que é uma imposição de cultura. Tem que partir da liderança.

    Na hora de as lideranças decidirem como será a cultura a partir da fusão, é possível agregar coisas que as duas empresas trazem?

    Normalmente, você compra uma empresa por alguma razão que não seja só mercado. Eles sabem fazer alguma coisa que você não sabe fazer tão bem. Se a empresa não for capaz de identificar essas coisas, talvez perca boa parte do valor da aquisição. Hoje em dia, a questão é muito mais comprar um time e um formato de trabalho do que adquirir tecnologia. Nos Estados Unidos, chamamos de ‘acquihire’: você compra o time. O ideal é contratar um especialista para fazer isso, alguém que entenda de processo e possa dizer qual o mais eficiente, que característica tem.

    Qual a importância da integração para o sucesso da fusão?

    Quando uma fusão não dá certo, é porque as pessoas não entendem qual é a vantagem de mudar um modo de trabalho para outro. Tem pouco a ver com oportunidade de negócio: tem a ver com choque de duas culturas. O choque acontece quando as pessoas não conseguem enxergar a vantagem de entrar nessa nova cultura, de ver essa nova cultura. Para mim, tem a ver com entendimento de quem são as pessoas chave nesse processo. É preciso mapear essas pessoas e trabalhar essas pessoas de maneira individualizada.

    O segundo ponto é que o líder precisa comunicar com clareza qual o sonho que está sendo construído. Esse é o papel do líder, ele tem que comunicar com clareza por que o resultado da fusão das duas empresas é muito maior do que essas empresas separadas. Se a fusão acontece porque a empresa que foi comprada sabe fazer algo muito bem, isso precisa ser comunicado, precisa ser declarado. Precisa ser valorizado para que as pessoas da empresa não tenham a postura incorreta de menosprezar trabalho da empresa adquirida.

    Há dois tipos de fusão, então? Para ganhar escala e para integrar um time? Que diferença isso faz?

    É isso, mas no mundo ideal você compra pelos dois. Pelo ativo, pelo negócio que alguém conseguiu construir, e compra porque tem time bom. Qualquer aquisição bem feita requer que você olhe tanto para o negócio quanto para as pessoas. E depois, tem que cuidar dos dois: de incorporar o negócio e de incorporar o time. As empresas se concentram no primeiro e acabam perdendo valor pelo segundo. É comum. Nos times de fusões e aquisições do Google, em todo projeto há um gerente de recursos humanos envolvido, tanto na pré quanto na pós aquisição.

    E como diminuir a resistência dos times de trabalharem juntos?

    É comum que haja atritos. Aí, de novo, parte muito do discurso da liderança, porque é importante a gente ter a mente aberta para aprender com o outro time. Há uma oportunidade de aprendizado para todo mundo. As empresas falham ao não mostrar para cada indivíduo qual é a vantagem de passar por um processo desses, qual é o aprendizado que isso significa lá na frente. Para quem fica numa fusão, há o momento de responsabilidade pelo aumento do tamanho do negócio ou da equipe. Ou a simples oportunidade de viver uma experiência dessas e poder contar essa história. Há oportunidades de aprendizado que as pessoas desmerecem porque não entendem e acabam ficando focadas no conflito do dia a dia.

    Pensando no empreendedor que faz isso pela primeira vez, que referências ele deve buscar? Para onde ele deve olhar?

    Você pode contratar uma consultoria, o que não sai barato, e pode ter um bom conselheiro que sabe fazer isso, que já passou por isso e pode entrar no dia a dia quando fizer uma aquisição importante. O empreendedor, sozinho, vai ter dificuldade. As pessoas acham que é simples, e é isso que causa os erros. Elas acham que compram um negócio, no dia 1 as coisas vão começar a caminhar. Não funciona assim. Você precisa de apoio. E se não souber o que está fazendo, cria um ambiente hostil e acaba perdendo os melhores talentos.

    Se você tem planos de comprar uma empresa ou unir as operações, não deixe que os desafios te desanimem. Mas não subestime a tarefa que terá pela frente, especialmente em relação às pessoas.

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    https://endeavor.org.br/como-unir-culturas-diferentes-fusoes/https://endeavor.org.br/?p=19555Tue, 20 Sep 2016 02:35:40 +0000Como transformar o choque de culturas em um big bang: a visão de Deli MatsuoO sucesso de fusões e aquisições depende da postura da liderança e da compreensão de cada colaborador sobre as vantagens de mudar. Em 1999, quando as cervejarias Brahma e Antarctica anunciaram a fusão que deu origem à AmBev, um dos desafios enfrentados pelas empresas era como integrar duas culturas tão diferentes. De um lado, uma ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 19 Sep 2016 23:35:40 +0000Endeavor BrasilComo transformar o choque de culturas em um big bang: a visão de Deli MatsuoComo transformar o choque de culturas em um big bang: a visão de Deli Matsuo
    5 ferramentas práticas para executar projetos inovadores e não ficar só na ideiaIdeias são fáceis, a implementação é o mais difícil, concorda? Então conheça essas 5 ferramentas pensadas para tirar suas ideias do fundo da gaveta e colocá-las em prática na inovação de seus produtos e serviços.

    A inovação nunca foi um problema para os empreendedores. De espírito inquieto, os sonhadores já viram muita coisa boa surgir em conversas de bar, passeios de táxi ou mesmo reflexões de chuveiro. Pensar em uma solução melhor, mais barata, mais eficiente e feita com os recursos que nós temos disponíveis é parte da nossa cultura, mas, mais do que gerar ideias, o grande desafio dos empreendedores está na execução dos projetos inovadores. Em uma simples equação, seria:

    Capacidade de inovação = Habilidade de gerar ideias x eficiência de execução

    Vamos ao exemplo de uma empresa que acredita ser boa na geração de ideias, mas terrível na execução de projetos:

    • Capacidade de Inovar = 6 x 2 = 12
    • Se a habilidade de gerar ideias aumentasse = 8 x 2 =16
    • Se a capacidade de execução aumentasse = 6 x 4 = 24

    Nessa lógica, investir em uma cultura de execução, focada em levar os projetos até o fim, com agilidade e eficiência, é tão poderoso quanto criar os meios para seus funcionários encontrarem novas oportunidades de inovar. Para começar esse exercício, selecionamentos 5 ferramentas que vão te guiar.

    Comece ouvindo seus consumidores

    1. Mapa de Empatia

    Antes de olhar para fora, em busca de novas referências, comece ouvindo quem melhor te conhece. Ouça seus consumidores em profundidade, para entender suas necessidades e seus problemas, e como a sua empresa pode ser útil para eles. O Mapa de empatia vai te ajudar a desenvolver novos produtos e serviços de olho nas necessidades e aspirações dos seus clientes.

    • Indicado para empreendedores e profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de novos produtos ou serviços; e
    • É útil porque é um mapa visual que orienta a discussão e o brainstorming sobre a criação de novos produtos a partir da perspectiva do cliente

    2. Ferramenta de Design Thinking

    Em poucas palavras, design thinking é a inovação centrada no usuário. Seu objetivo é desenvolver uma experiência de  consumo que seja altamente desejável pelo consumidor, viável tecnologicamente e rentável para o negócio.

    • Indicada para negócios de todos os portes que tenham interesse em criar experiências de consumo altamente desejadas por seus clientes; e
    • É útil porque permite ampliar o conhecimento sobre o consumidor e sugere como transformar as informações obtidas em negócios mais rentáveis.
    Identifique as oportunidades de inovação que a sua empresa pode abraçar

    3. Diagnóstico da inovação

    Elaborada pela 3M, essa ferramenta oferece 20 perguntas para você analisar a visão dos seus colaboradores e dos líderes sobre o grau de inovação da sua empresa, identificando os problemas e as causas que impedem sua empresa de inovar  para, em seguida, você desenhar um plano de ação com datas, objetivos e responsáveis.

    • Indicado para pequenas e médias empresas; e
    • É útil porque permite a empresas comprometidas com a inovação a obtenção de vantagens competitivas e a adoção de medidas para tornar o negócio ainda mais inovador.
    Formate o projeto com objetivos e resultados mensuráveis

    4. Gestão de Projetos com 5W2H

    Depois de ouvir seus clientes e identificar as oportunidades que sua empresa tem para inovar, formate um projeto que tire as ideias do papel respondendo apenas a sete perguntas.  Os “Ws” e os “Hs” são derivados das iniciais de palavras interrogativas em inglês (what, why, who, where, when, how e how much).

    • Indicado para todos os tamanhos de negócio e projetos.
    • É útil porque oferece uma metodologia fácil de ser aplicada e monitorada ao longo de todo o projeto.
    Forme o time certo para desenvolver e executar o projeto

    5. Mini Curso Formando o Time Certo para Projetos Inovadores

    Com o projeto desenhado, chegou a hora de alocar o melhor time para executá-lo. Nesse passo a passo de 5 e-mails, inspirado na Teoria das Competências para Inovar (TCI), você aprende a identificar os perfis de inovação de cada pessoa para criar um time complementar e equilibrado.

    • Indicado para projetos de execução individual ou coletiva.
    • É útil porque apresenta os caminhos para você descobrir o seu potencial inovador e o de cada um do seu time.

    Se você se interessou por essas ferramentas e quer aprofundar no tema de execução de projetos criativos e inovadores, recomendamos o livro Making Ideas Happen (com versão em português), do fundador do Behance, Scott Belsky. Boa leitura e mãos à obra!

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    https://endeavor.org.br/projetos-inovadores-ferramentas/https://endeavor.org.br/?p=19495Mon, 19 Sep 2016 19:33:24 +00005 ferramentas práticas para executar projetos inovadores e não ficar só na ideiaIdeias são fáceis, a implementação é o mais difícil, concorda? Então conheça essas 5 ferramentas pensadas para tirar suas ideias do fundo da gaveta e colocá-las em prática na inovação de seus produtos e serviços. A inovação nunca foi um problema para os empreendedores. De espírito inquieto, os sonhadores já viram muita coisa boa surgir ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 19 Sep 2016 16:33:24 +0000Endeavor Brasil5 ferramentas práticas para executar projetos inovadores e não ficar só na ideia5 ferramentas práticas para executar projetos inovadores e não ficar só na ideia
    Mini Curso por E-mail: Planejamento Estratégico para EmpreendedoresUm passo a passo prático em 4 e-mails que vai te dar a profundidade necessária pra tirar seu planejamento estratégico do papel sem tirar o foco do seu negócio! Quanto mais uma organização cresce, mais complexo se torna o controle das diversas áreas e funcionários, por isso é fundamental para qualquer empreendedor ter uma visão compartilhada com a equipe, estratégias bem definidas e metas de curto, médio e longo prazo. Mas, por onde começar? Um dos primeiros passos é entender como iniciar a montagem de um planejamento estratégico que proporcione boas chances de sucesso ao negócio. Neste mês, você receberá um novo e-mail por semana com o passo a passo que te ajuda a responder: 1. Qual é o melhor momento e com qual frequência devo fazer o Planejamento Estratégico? 2. Que métodos devo utilizar? 3. Quais são suas etapas de desenvolvimento? 4. Como transformar a estratégia do Planejamento em execução?   Gostou? Veja como funciona! 1. Cadastre seu e-mail gratuitamente; 2. Receba uma série de 4 e-mails, nas próximas semanas, com indicação de artigos, vídeos, eBooks e Ferramentas gratuitas. 3. Comece a aplicar o aprendizado no dia a dia do seu negócio! ]]>https://endeavor.org.br/trilha-de-e-mails-planejamento-estrategico/https://endeavor.org.br/?p=14743Sun, 18 Sep 2016 15:31:19 +0000Mini Curso por E-mail: Planejamento Estratégico para EmpreendedoresUm passo a passo prático em 4 e-mails que vai te dar a profundidade necessária pra tirar seu planejamento estratégico do papel sem tirar o foco do seu negócio! Quanto mais uma organização cresce, mais complexo se torna o controle das diversas áreas e funcionários, por isso é fundamental para qualquer empreendedor ter uma visão ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 19 Sep 2016 20:08:26 +0000Endeavor BrasilMini Curso por E-mail: Planejamento Estratégico para EmpreendedoresMini Curso por E-mail: Planejamento Estratégico para EmpreendedoresGestão de pessoas: a melhor empresa tem os melhores ao seu ladoTer uma empresa bem sucedida é mais do que desenhar um bom planejamento estratégico e bater metas. É colocar todo time na mesma página e celebrar cada conquista.

    Pode ser difícil de acreditar, mas, a longo prazo, nem a melhor ideia, nem o melhor empreendedor vencem. No final de tudo, vence a melhor empresa. E esse é um conceito interessante porque empreendedores são criadores e seu foco é justamente ter uma boa empresa. Acontece que, para isso, precisamos pensar em algo que nem sempre aparece como prioridade: a gestão de pessoas.

    Com risadas e respostas bem humoradas, Daniel Castello compartilhou seu conhecimento sobre o assunto com os empreendedores que fazem parte do programa Braskem Labs 2016. Por quase 2 horas, perguntas foram respondidas e insights gerados. Separamos os melhores momentos desse bate-papo para te ajudar a enfrentar esse grande desafio. Prontos para começar a imersão?

    • Estruturação & Recrutamento

    Por mais que muitos sonhem em ser feliz para sempre apenas com seu sócio, essa não é uma realidade viável. Seus esforços têm que ser gastos contratando pessoas, montando processos e criando uma estratégia de partida vencedora, desde os primeiros meses da empresa. E como saber por onde começar? O primeiro passo é olhar para dentro do seu negócio.

    Independente do seu produto ou serviço, uma coisa é certa: sua empresa precisa achar uma forma de levar sua invenção até o mercado. O modo como cada empreendedor vai fazer isso varia de acordo com o modelo de negócio, gestão, cultura, valores e por aí vai. O fato é que, a partir de um certo momento, você não tem mais só uma ideia, mas sim uma empresa e o que faz a diferença é o modo como você articula os processos e decisões com seus colaboradores.

    Leia também: Recrutamento e seleção: 5 dicas que fazem a diferença

    São essas pessoas que vão sustentar grande parte do conhecimento da empresa. Aqui, podemos dividir seus colaboradores em 4 perfis: estrategicamente importantes, responsáveis pela execução do negócio, essenciais a empresa e líderes. O melhor dos mundos é equilibrar cada perfil para conseguir executar com eficiência os processos chaves para seu negócio.  Ou seja, se você é  muito técnico procure alguém com uma visão mais ampla; se você é um grande visionário, procure gestores. E aqui vale uma dica de ouro:

    Se você tiver uma área que é vital para o sucesso da empresa, você tem que perder tempo contratando.

    Em nenhuma circunstância se dê ao luxo de perder as pessoas certas na hora errada. Diferente dos dois primeiros tipos de pessoa, esse grupo é muito importante: eles são aqueles que precisam estar ao seu lado, são seu stock option e possíveis sócios do negócio. E como ser justo com cada um deles? Bem, o racional é simples: você lida diferente com pessoas diferentes, então, para cada grupo, desenvolva uma gestão com características específicas.

    • Nem todo empreendedor é líder

    Muitos empreendedores são vistos como “líderes da empresa”, mas precisamos informar: essa afirmação nem sempre é verdadeira. Liderar uma operação é bem diferente de gerir um time. Sustentar a energia e o humor em momentos difíceis, dar e receber feedbacks e estar disponível nem sempre é fácil. Por isso, se você não se encaixa no chamado perfil de “empreendedor líder” isso não é vergonha nenhuma. A questão aqui é que se você não for líder, alguém precisa ocupar esse lugar. E é aí que se esconde um grande desafio.

    Muitas vezes procuramos por pessoas que pensam da mesma forma que a gente. Aqueles que estudaram no mesmo lugar ou tem uma realidade parecida com a nossa, mas isso é uma grande armadilha. As pessoas têm que ter a capacidade de desafiar nossa visão, e é por isso que é preciso ter diversidade no time. Na sua empresa, você vai precisar de alguém te pergunte, sem medo, se as suas escolhas estão mesmo certas e apontar outras possibilidades. Essa visão complementar é o que nos torna mais resilientes, criativos e faz com que aprendamos a lidar com o mundo, que muda o tempo todo.

    Veja também: |Mentoria Online| O empreendedor líder

    Se não tem ninguém na sua empresa que é a voz do contraditório, seu negócio pode entrar no buraco em pouco tempo. As pessoas servem para ensinar, porque aprendemos mais compartilhando conhecimento e articulando do que quando estamos sozinhos. Por mais que essa relação nem sempre seja fácil, as pessoas sustentam o crescimento de muitas empresas e é por isso que ter uma figura que motive cada um dos seus colabores faz tanta diferença.

    Mas nem sempre isso é uma tarefa simples. As pessoas têm opiniões diferentes sobre o  que gostam de fazer em uma empresa ou não e seu trabalho é convencer cada uma delas que sua empresa tem um bom business case. E o que seria isso? A história de alguém que entrou na sua empresa e fez diferença, mudou de vida e vai servir de exemplo motivacional para todo time. Agora, para que isso aconteça, alguns pontos precisam estar bem claros:

  • Quantas pessoas eu preciso para realizar a tarefa X?
  • Qual meu critério de escolha para cada vaga?
  • Como eu defino as metas, atribuições e responsabilidades de cada grupo?
  • Como eu capacito e sei que meu funcionário sabe o que fazer?
  • Sem clareza nesses pontos, sua empresa tem grandes chances de dar muitas voltas e cair nos mesmos problemas. Desses 4, sua prioridade é certificar-se de que todo time sabe muito bem o que estão fazendo e o porquê. A curva de aprendizado tem que ser a mais curta possível, para não  diminuir a capacidade da operação ou desanimar o time.

    Tangibilizar sua visão de futuro, quais valores sustentam a empresa, o que na visão do negócio é produtivo ou não é algo complicado, mas você tem que se dedicar a isso por uma simples razão: seu colaborador precisa entender o que está por trás das decisões da empresa para se adaptar ao modelo de gestão.

    • A ação é no presente, mas o foco é no futuro

    Por mais que você esteja olhando para os seus colaboradores agora, sua empresa também tem que saber como executar a estratégia futura. Você precisa ter certeza de que sua empresa está construindo um time com as capacidades certas para o futuro que deseja para o seu negócio. E, para isso, é preciso saber analisar os vários cenários que sua empresa pode adentrar dependendo das escolhas que são feitas hoje.

    Cada escolha atual tem potenciais desdobramentos e leva sua empresa para um determinado futuro. Você pode escolher investir em um modelo de negócio disruptivo ou gastar seus recursos com treinamentos de time e cada uma dessas opções vai direcionar sua empresa para um caminho diferente. O importante é ter clareza de que cada escolha traz uma consequência e logo após uma ação, já saber qual será o  próximo passo.

    Leia também: Roadmap: a bússola para desenvolver seu produto ou projeto

    Para cada profissional que você sabe que vai precisar para dar o próximo passo, é preciso já ter uma estratégia de aquisição, treinamento ou compra. Não esqueça que seus colaboradores se juntaram a sua empresa por apostar em uma história brilhante e se imaginam no futuro da sua organização. Você, como empreendedor, tem uma responsabilidade direta com o futuro deles. E aí, será que sua empresa está realmente preparada para fazer uma boa gestão de pessoas?

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    https://endeavor.org.br/como-melhorar-gestao-pessoas/https://endeavor.org.br/?p=19525Fri, 16 Sep 2016 19:54:39 +0000Gestão de pessoas: a melhor empresa tem os melhores ao seu ladoTer uma empresa bem sucedida é mais do que desenhar um bom planejamento estratégico e bater metas. É colocar todo time na mesma página e celebrar cada conquista. Pode ser difícil de acreditar, mas, a longo prazo, nem a melhor ideia, nem o melhor empreendedor vencem. No final de tudo, vence a melhor empresa. E ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 16 Sep 2016 16:57:35 +0000Endeavor BrasilGestão de pessoas: a melhor empresa tem os melhores ao seu ladoGestão de pessoas: a melhor empresa tem os melhores ao seu lado
    O não-planejamento que pode afundar sua empresaA cultura de deixar para última hora pode acabar com a sua empresa poucos anos. Entenda como montar um verdadeiro planejamento e fazer seu negócio decolar.

    Parte 5 de 6 do Guia para Aumento da Eficiência

    Trabalhar com um bom planejamento deveria ser um requisito básico para qualquer empreendimento. Infelizmente, nem sempre é o que acontece. Um estudo realizado pelo Sebrae em 2014 mostrou que, na média, 55% dos brasileiros empreendem sem elaborar nem mesmo um plano de negócios. E o pior: a cultura do “não-planejamento” persiste mesmo depois que suas empresas abrem as portas.

    Pelas contas do Sebrae, apenas 53% dos empreendedores acompanham suas receitas e despesas. E só metade deles (50%) revê e atualiza regularmente seus planos de negócios. Por um lado, esses números explicam por que metade das empresas brasileiras fecham as portas depois de apenas quatro anos de atividade, segundo o IBGE. Por outro lado, apontam para uma grande oportunidade:

    Os empreendedores que trabalham com um bom planejamento tendem a abrir grande vantagem sobre os demais

    Mas como planejar? Ou ainda: qual a forma mais eficiente de fazê-lo? É sobre isso que falaremos neste capítulo, o quinto da Série para Aumento da Eficiência Endeavor, editado em parceria com a Crunchflow.

    • Indo além do planejamento

    Para começar, temos de voltar a um dos mandamentos sagrados da administração: planejar é essencial. Nenhuma empresa consegue sobreviver muito tempo sem saber para onde está indo. Se você é um empreendedor, ou deseja ser, o primeiro passo é elaborar um plano para concretizar a sua ideia.

    Aqui mesmo, no portal da Endeavor, é possível encontrar vários conteúdos interessantes sobre planos de negócios, planejamento estratégicooutros tipos de planejamento. Pesquise, leia a respeito e não deixe de seguir os conselhos dos especialistas. É uma forma de evitar problemas e prevenir desperdícios, tanto de recursos como de energia, que podem abreviar a vida do seu negócio.

    Leia também: Uma boa ideia não é tudo que você precisa

    Mas a nossa intenção é falar de algo que vai além desse patamar básico de planejamento. Queremos abordar o conceito de forecasting. Trata-se de um tipo de planejamento inovador que permite aos empreendedores antever o futuro e extrair o máximo das oportunidades que ainda estão por vir.

    • A era da análise preditiva

    No capítulo anterior, falamos sobre a verdadeira revolução proporcionada pelas ferramentas de Machine Learning. Com a ajuda desses sistemas, as empresas agora têm condições de monitorar todos os aspectos relativos ao desempenho dos seus negócios. Tudo com base em análises estatísticas e dados objetivo, que qualificam a tomada de decisões ao mesmo tempo que melhoram os resultados do empreendimento.

    Esses sistemas são programados para se autoaperfeiçoar. À medida que acumulam dados, eles geram análises cada vez mais completas, inteligentes e certeiras, até que se tornam capazes de “prever o futuro”. Não no sentido de fazer profecias sobre os destinos da empresa, obviamente. Trata-se de trabalhar com as chamadas análises preditivas.

    Leia também: Como a Netflix sabia que “House of Cards” seria um sucesso antes mesmo de lançar a série

    Os sistemas que fazem esse tipo de análise vasculham montanhas de dados para identificar determinados padrões de comportamento na sua empresa. Com base nesses padrões, eles indicam como sua empresa tende a reagir em situações futuras – como novos projetos e investimentos.

    • Preparando melhor a sua empresa

    Imagine, por exemplo, que sua empresa acaba de ser contratada para desenvolver um grande projeto. Como você calcularia o custo necessário para executá-lo? Normalmente, as companhias de serviços fazem essa conta de forma imprecisa e subjetiva. Os gestores se baseiam na própria experiência, que é subjetiva, e passam a acreditar que determinadas tarefas podem ser concluídas em um número X de horas – mesmo que, muitas vezes, essa estimativa esteja bem distante da realidade.

    Os resultados são recorrentes: entregas com atraso, queda na qualidade, estresse e muito mais.

    Com as análises preditivas fica mais fácil evitar esses e outros problemas. Os sistemas que trabalham com essa abordagem sabem como a empresa tende a responder a cada tipo de projeto. Sabem quantas horas são necessárias para determinadas tarefas  e sabem, até mesmo, quais funcionários tendem a se sair melhor em cada uma delas.  Assim, a empresa consegue se preparar melhor para o futuro.

    Leia também: Olhando para o futuro: 5 pontos de atenção

    Com esses dados, o empreendedor pode alocar as pessoas naquilo que elas fazem melhor, utilizar plenamente as horas que elas têm à disposição e ainda evitar retrabalhos e outros problemas aparentemente imprevisíveis, como a necessidade de contratar mais pessoas no meio do caminho apenas para dar conta de um projeto que parecia bem mais simples. E não só isso.

    Os sistemas que utilizam machine learning podem analisar quais são os clientes que estão na fila de prospecção ou no “pipeline de vendas”. A partir daí, com base em diferentes formulações estatísticas, conseguem prever quantos projetos tendem a sair do papel e antever quais serão os conhecimentos, as competências e os perfis necessários para executá-los. É mais do que planejamento, é o próprio conceito de forecasting.

    • A equipe certa para os projetos certos

    As análises preditivas permitem que as empresas de serviços atuem com máxima eficiência  sempre. Não importa se o mercado está em franco crescimento ou se são tempos de vacas magras: com as informações certas, seus negócios estarão sempre bem dimensionados para o que der e vier. E isso também vale para o principal ativo dessas empresas: os funcionários.

    Já existem tecnologias que ajudam a dimensionar qual deve ser o perfil e o tamanho exato da equipe envolvida em cada tipo de projeto. Essas plataformas de workforce planning analisam os dados da sua empresa, identificam padrões de desempenho e oferecem insights para você antecipar as demandas futuras  e gerenciar os seus recursos na medida exata.

    Leia também: Muito além do rock: o que AC/DC te ensina sobre alocação de recursos

    Entre outros benefícios, essas plataformas definem o tamanho que sua equipe deve ter para atender as particularidades de cada projeto. Se for necessário, identifica os perfis profissionais e as competências que a equipe precisa incorporar para trabalhar com qualidade e eficiência. São mais uma alternativa para evitar a ociosidade, o desperdício e a desorganização. É uma verdadeira revolução.

    As empresas ganham a oportunidade de contratar, demitir, promover e dar feedback, tudo com base em análises complexas, geradas a partir de seus próprios históricos de desempenho. E você, empreendedor, fica mais livre para pensar no crescimento do negócio, na busca de novos clientes e novas oportunidades de inovação. Tudo aquilo, enfim, que nenhuma máquina jamais será capaz de executar.

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    https://endeavor.org.br/como-montar-planejamento-estrategico/https://endeavor.org.br/?p=19521Fri, 16 Sep 2016 16:49:32 +0000O não-planejamento que pode afundar sua empresaA cultura de deixar para última hora pode acabar com a sua empresa poucos anos. Entenda como montar um verdadeiro planejamento e fazer seu negócio decolar. Parte 5 de 6 do Guia para Aumento da Eficiência Trabalhar com um bom planejamento deveria ser um requisito básico para qualquer empreendimento. Infelizmente, nem sempre é o que ...Endeavor BrasilFabio KnijnikFri, 16 Sep 2016 14:19:42 +0000Fabio KnijnikO não-planejamento que pode afundar sua empresaO não-planejamento que pode afundar sua empresa
    Day1 | Tenho em mim todos os sonhos do mundo – Alphonse Voigt, EbanxAlphonse Voigt, cofundador do Ebanx, conta como se aventura atrás de seus sonhos no Day1

    A vida de Alphonse mudou de um momento para o outro. Uma fração de segundos mesmo, entre cair no chão e escutar o "crec". Quando abriu os olhos, deitado na grama, viu o céu claro e uma corrente de pessoas em sua volta. Tocou suas pernas e não sentiu nada.

    Mas vamos primeiro entender o começo dessa história. Acontece que desde criança o empreendedor tem gosto por adrenalina, muito por influência do pai. Só que, quando tinha 5 anos, a família começou a passar por maus bocados financeiros e a vontade de ir andar de moto e kart precisou ser adiada. Alphonse deixou o aventureiro adormecido até o momento em que viu "Caçadores de Emoções" no cinema.

    No filme, os personagens surfavam ondas gigantes, pulavam de paraquedas e roubavam bancos. Na época ainda adolescente, foi inspirado a praticar os dois primeiros, mas roubar bancos era loucura além da conta. Como precisava financiar esse (nada barato) estilo de vida, encontraria alguma forma de gerar sua própria renda.

    Esse foi o Day1 de Alphonse: o momento em que resolveu se meter em aventuras empreendedoras para custear outras aventuras.

    Ele só não pensava que tomaria gosto real pela coisa.

    Entre muitos sucessos e fracassos, um episódio foi avassalador: pronto para lançar um grande negócio de bingos, o governo brasileiro decide proibir o jogo. "Quebrei, mas quebrei quebrado", ele conta. Para tentar se recuperar, organizou um grande show que teve apenas 1/3 dos ingressos vendidos. Perdeu mais dinheiro. Para completar, seu pai entrou em depressão assim que se separou da mãe de Alphonse.

    A situação não era fácil. Na tentativa de aliviar a tensão, decidiu fazer um salto de paraquedas comum, tão comum quanto as outras centenas de saltos que ele havia feito. Só que, por uma desatenção, no final de tudo, mesmo com o paraquedas aberto e em pleno estado, Alphonse não conseguiu amortecer o pouso. Caiu, a 120km/h.

    "Crec".

    Uma fratura na coluna e logo estava o empreendedor em um helicóptero a caminho do hospital, onde os médicos diriam que ele nunca mais voltaria a andar.

    Mas nenhum sonho quebrado. "Paraplégico" era uma palavra que não entrava em sua cabeça. Em vez de fazer terapia 2 vezes por semana, como recomendado, ele fazia 5 vezes por dia. Funcionou: em um ano, Alphonse já podia pelo menos ficar de pé.

    Com a recuperação, nada mais o impedia de correr atrás do sonho grande. Tentou encontrá-lo aqui e ali, mas ele só tomou forma mesmo quando convenceu os amigos a montarem o Ebanx - uma empresa de processamento de pagamentos estrangeiros que tem clientes como Alibaba, Spotify e Airbnb e cresceu mais de 700% nos últimos 3 anos.

    E é por isso que termina seu Day1 em alto estilo, com citação de Fernando Pessoa: "Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".

    Assista à história completa acima e inscreva-se no canal da Endeavor no Brasil para mais videos!

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/day1-alphonse-voigt-ebanx/https://endeavor.org.br/?p=19514Fri, 16 Sep 2016 06:00:14 +0000Day1 | Tenho em mim todos os sonhos do mundo – Alphonse Voigt, EbanxAlphonse Voigt, cofundador do Ebanx, conta como se aventura atrás de seus sonhos no Day1 A vida de Alphonse mudou de um momento para o outro. Uma fração de segundos mesmo, entre cair no chão e escutar o “crec“. Quando abriu os olhos, deitado na grama, viu o céu claro e uma corrente de pessoas ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 16 Sep 2016 03:00:14 +0000Endeavor BrasilDay1 | Tenho em mim todos os sonhos do mundo – Alphonse Voigt, EbanxDay1 | Tenho em mim todos os sonhos do mundo – Alphonse Voigt, Ebanx
    Inspiração como força motivacional: entenda e apliqueSeus colaboradores e parceiros não tem mais aquele brilho no olho? Saiba como engajá-los e fazer a mudança acontecer no seu negócio.

    Quando falamos sobre as “chaves para o sucesso” de uma empresa, sempre pensamos em ferramentas de gestão, técnicas de vendas e facilidades de produção. Por mais que tudo isso seja muito importante, as ações nunca serão 100% efetivas se as pessoas responsáveis por elas não estiverem inspiradas. A inspiração é um componente essencial em qualquer empresa, seja na relação entre sócios, colaboradores, fornecedores e demais parceiros. Se pararmos para pensar, a inspiração traz uma série de benefícios: funcionários inspirados têm menores índices de faltas, o número de atrasos diminui, eles têm mais entusiasmo para aprender, crescer e propor inovações para a sua empresa e por aí vai.

    Leia também: Mark Zuckerberg: 6 lições para te inspirar

    Da mesma forma, parceiros que estejam motivados em trabalhar com sua organização irão encontrar a melhor maneira de atendê-lo, prevendo suas necessidades e criando uma solução que irá atender com exatidão aquilo que sua empresa procura. O desafio aqui é manter cada pessoa constantemente motivada para dar o melhor de si em cada atividade. Esse é um dos grandes dilemas de toda liderança, mas que pode ser superado por meio de dedicação, entusiasmo e muito profissionalismo.

    Pensando nisso, preparamos uma série de dicas para te ajudar a inspirar sua equipe e fazer com que todos comemorem quando uma segunda-feira chegar. Confira:

    1. Compartilhe a razão de existir da sua empresa

    Na década de 80, uma construtora ficou responsável pela reforma do Theatro Municipal de São Paulo, um verdadeiro templo da cultura que é o cartão-postal da capital paulista desde 1909. Em mais de 100 anos de história, o local já recebeu grandes artistas da música, teatro internacionais e eventos históricos, como a Semana de Arte Moderna de 1922. Mas o que os pedreiros, pintores e eletricistas que iriam realizar a reforma tinham a ver com isso? Ora, tudo.

    Antes do início das atividades, eles foram recebidos no salão principal do Theatro e aprenderam tudo sobre a história do edifício. Durante os trabalhos, que duraram seis meses, os funcionários escutavam música clássica e, quando a obra foi concluída, a primeira apresentação realizada no local foi exclusiva para aqueles que ajudaram o Theatro a ser reformado. Assim, cada um dos trabalhadores teve a oportunidade de entender a importância daquela reforma e porque era essencial que a construtora entregasse um resultado de excelência.

    A lição é clara: deixe seus parceiros conhecerem os sonhos que fizeram surgir a sua empresa e, com essa mobilização, estimule-os a abraçar esse sonho, contribuindo para que todos se mantenham constantemente inspirados e motivados.

    2. Valorize as pessoas

    Manter o entusiasmo das pessoas que fazem o seu negócio acontecer pode soar como algo estritamente emocional, mas é também uma tarefa que pode ser realizada de maneira pragmática. Um bom exemplo é a valorização de funcionários, clientes e demais parceiros. O funcionário que tem acesso a alguns benefícios ou recompensas pelo seu trabalho, desde um salário justo de acordo as habilidades do funcionário, passando pelos tickets de alimentação, transporte e cultura, certamente estará mais motivado a atingir a excelência. Vale lembrar que esse tipo de estímulo não deve ser dado com foco individual.

    Leia também: 5 passos fundamentais para mobilizar milhares de pessoas

    Um profissional inspirado só existe dentro de uma empresa com bom ambiente de trabalho. Por isso, é importante apostar na integração entre as equipes, em uma infraestrutura de trabalho que garanta conforto e produtividade aos seus funcionários. Outra dica é sempre realizar pesquisas que verifiquem como anda seu ambiente empresarial. Sempre peça o feedback do time e valorize a opinião de cada empregado, dando respostas rápidas e justas. Dê ao seu funcionário um tratamento similar ao que seu cliente recebe, procurando sempre que ele esteja satisfeito e resolvendo os seus problemas ao mesmo tempo que cobra por resultados e inovações.

    3. Vá além do mundo dos negócios

    A inspiração e a motivação não surgem do nada, elas são respostas que criamos aos estímulos que recebemos. Acontece que nem sempre os estímulos que recebemos no ambiente de trabalho são suficientes. Por isso, é sempre preciso ir além: investir na leitura de livros, assistir filmes, peças de teatro, apresentação de danças e até mesmo realizar viagens para lugares que você desconheça.

    Cada nova experiência é válida para inspirar, fortalecer o ânimo e dar um novo horizonte de possibilidades para cada funcionário.

    E se você já está pensando em como transformar essas ideias em ações, aqui vão 2 opções: formar clubes de leituras entre funcionários ou uma pequena biblioteca pode ser disponibilizada no ambiente de trabalho; realizar premiações para equipes que ultrapassarem metas com ingressos para o cinema ou mesmo com pequenos pacotes de viagem. Os custos, claro, existem, mas os ganhos com a motivação extra dos funcionários são bem maiores.

    4. Crie desafios

    O ambiente de trabalho é bom, os funcionários estão satisfeitos com suas condições de trabalho, todos têm a oportunidade de crescer, aprender e conhecem bem o espírito do local onde trabalham, mas, por algum motivo, parece haver falta de motivação dentro da empresa. Ora, esse motivo pode ser a falta de desafios.

    Por mais que uma empresa ande bem, ela nunca deve se acomodar e fazer com que seus funcionários percam o gás.

    É importante que a empresa trace novas metas a serem alcançadas, tanto para a organização como um todo quanto para cada funcionário. Lembre-se de equilibrar bem a ideia de uma meta realmente desafiadora e uma meta impossível — esta última, ao ser revelada, irá causar o contrário do efeito esperado e desmotivar os seus funcionários. É estimulando os seus funcionários a quererem cada vez mais que eles vão melhorando o ambiente de trabalho, aumentando a sua produtividade e aperfeiçoando o atendimento e, consequentemente, a satisfação do cliente.

    Com essas dicas, mostramos algumas maneiras de aumentar o entusiasmo e a motivação de uma equipe, mas existem outras. De toda forma, a inspiração é um combustível fundamental para que sua empresa trace uma rota de sucesso e, por isso, é dever da organização e de cada liderança responsável pela gestão de pessoas levá-la a cada um dos funcionários, parceiros e clientes. Time inspirado é sinônimo de sucesso e felicidade.

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    https://endeavor.org.br/como-inspirar-time/https://endeavor.org.br/?p=19498Thu, 15 Sep 2016 19:02:14 +0000Inspiração como força motivacional: entenda e apliqueSeus colaboradores e parceiros não tem mais aquele brilho no olho? Saiba como engajá-los e fazer a mudança acontecer no seu negócio. Quando falamos sobre as “chaves para o sucesso” de uma empresa, sempre pensamos em ferramentas de gestão, técnicas de vendas e facilidades de produção. Por mais que tudo isso seja muito importante, as ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 16 Sep 2016 09:57:39 +0000Endeavor BrasilInspiração como força motivacional: entenda e apliqueInspiração como força motivacional: entenda e aplique
    6 ferramentas gratuitas para criar uma cultura de valor sem falar de dinheiroUma cultura forte pode ser criada desde o primeiro funcionário e não precisa custar um centavo a mais no seu orçamento. Saiba como criar e manter uma boa cultura com 6 ferramentas gratuitas.

    Será que se você perguntasse a um dos seus colaboradores o que sua empresa faz ele conseguiria responder de bate pronto ou ficaria aquele silêncio constrangedor? No mundo ideal, não são só os empreendedores têm clara consciência da razão de ser do negócio, mas sim todo o seu time. Quando se tem apenas 4 ou 5 funcionários, a cultura da empresa está tão presente no dia a dia que a equipe consegue recitar os valores e missão do negócio de trás para frente. Mas, à medida que empresa vai crescendo, essas certezas vão se diluindo entre os novos colaboradores e perdendo a força que tinham antes.

    Isso acontece, em grande parte, porque os empreendedores viram seu negócio como uma receita de bolo: em vez de focar primeiro nos ingredientes básicos, foram logo adicionando fermento para ver o bolo crescer mais rápido. O resultado é uma massa disforme e sem liga. Mas, calma, nem tudo está perdido.Um dos ingredientes mais importantes para ter uma empresa forte é a cultura organizacional do negócio, ela é como a farinha que dá liga a todos os outros ingredientes.

    Você pode até argumentar que criar e manter uma cultura assim custa caro para uma empresa pequena, mas as ferramentas que selecionamos nesta lista são a prova de que é possível cuidar da sua cultura desde o começo, sem mexer no orçamento. Vamos lá?

    Para definir a cultura da sua empresa, antes de crescer

    1. Missão, Visão e Valores

    Esse é o ponto de partida para você planejar negócios diferenciados, atrair colaboradores engajados e se orgulhar de seu trabalho. Mas não se engane: essas declarações não são feitas apenas para preencher o site institucional da organização. É preciso construir em conjunto com todo o time para que todos remem na mesma direção.

    • Indicada para organizações de todos os portes, em especial as que estão nascendo ou as pequenas; e
    • É útil porque define a direção estratégica da empresa: da integração das operações à estratégia da companhia e da motivação da equipe.

    2. Livro de Cultura para Pequenos Negócios

    O que aconteceria se todos os seus colaboradores escrevessem um livro contando a verdade sobre o ambiente da sua empresa? Foi com essa provocação que Tony Hsieh, fundador da Zappos, criou o Livro de Cultura, escrito por quem mais entende sobre o jeito de trabalhar da Zappos: seus próprios funcionários.

    • Indicada para empreendedores que querem criar um ambiente organizacional que retém talentos e motiva cada um a dar o seu melhor; e
    • É útil porque te ajuda a identificar como os colaboradores percebem o negócio, além daquilo que pode ser feito para criar uma cultura inspiradora, capaz de engajar o time.

    Para você criar o quadro ideal de pessoas para o seu time

    3. Ferramenta de formação de Equipes Empreendedoras

    Jack Welch, famoso por liderar a GE por 20 anos, desenvolveu uma ferramenta que categoriza seus funcionários em 4 tipos. Com essa análise rápida, você pode definir como se relacionar e desenvolver cada um do seu time, de acordo com seus resultados, necessidades e motivações.

    • Indicada para empreendedores e executivos de empresas de qualquer porte, o foco está na experiência de Jack Welch com gestão de pessoas; e
    • É útil porque permite uma avaliação periódica e o alinhamento do colaborador com os valores da empresa. Além disso, os critérios de divisão asseguram uma tomada de decisão mais assertiva quanto ao destino de cada membro

    Para oferecer ao time oportunidades de crescer

    4. 70-20-10 para Pequenas e Médias Empresas

    Mesmo que os seus colaboradores tenham a vontade de inovar e se capacitar para executar melhor o próprio trabalho, a falta de tempo e o excesso de tarefas operacionais deixa essas ideias sempre para depois. Com essa ferramenta, você inclui na agenda de cada um, um tempo para refletir sobre o próprio trabalho e sobre os rumos da empresa.

    • Indicada para empreendimento de pequeno e médio portes em busca de melhor desempenho; e
    • É útil porque sugere que o tempo de trabalho seja distribuído em proporções e incentiva o time a pensar em otimizações de processos continuamente.

    5. Método da Cumbuca

    Você quer investir no treinamento do seu time, mas não tem grana para isso? Você pode usar a inteligência coletiva para fazer disso parte da rotina da sua empresa. Desenvolvida por Vicente Falconi, a ferramenta incentiva o estudo em grupos pequenos em encontros rápidos e obriga que todos estejam preparados para liderar a sessão.

    • Indicada para empresas de todos os portes, em especial as menores e aquelas com poucos recursos para investir em treinamento e desenvolvimento de equipes; e
    • É útil porque conta com uma técnica simples de aprendizagem organizacional que pode trazer resultados concretos com baixos investimentos. Além disso, incentiva o autodesenvolvimento dos colaboradores.

    Para solucionar seus maiores desafios como líder

    6. Mini Curso de Gestão de Pessoas

    Nesse passo a passo de 6 e-mails, você vai encontrar caminhos para solucionar os 6 maiores desafios de um líder. Da seleção e retenção de funcionários até o seu desenvolvimento pessoal como líder, os conteúdos passam por temas como cultura organizacional, motivação, recompensa e treinamento de equipes.

    • Indicado para empreendedores com pouco tempo disponível, mas que estão em busca de ferramentas e conteúdos práticos para solucionar seus principais desafios de gestão de pessoas; e
    • É útil porque oferece os melhores conteúdos do Portal da Endeavor em uma sequência lógica, para ser estudado semanalmente, e com a possibilidade de ser aplicado imediatamente na sua empresa.

    Com essas ferramentas em mãos é hora de revolucionar a cultura do seu negócio!

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    https://endeavor.org.br/como-criar-cultura-organizacional-ferramentas/https://endeavor.org.br/?p=19490Thu, 15 Sep 2016 17:18:56 +00006 ferramentas gratuitas para criar uma cultura de valor sem falar de dinheiroUma cultura forte pode ser criada desde o primeiro funcionário e não precisa custar um centavo a mais no seu orçamento. Saiba como criar e manter uma boa cultura com 6 ferramentas gratuitas. Será que se você perguntasse a um dos seus colaboradores o que sua empresa faz ele conseguiria responder de bate pronto ou ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 15 Sep 2016 14:18:56 +0000Endeavor Brasil6 ferramentas gratuitas para criar uma cultura de valor sem falar de dinheiro6 ferramentas gratuitas para criar uma cultura de valor sem falar de dinheiro
    Quando 24 horas não são o bastante: 4 dicas para aumentar a produtividadeA baixa produtividade é um desafio que assombra muitas empresas. Confira 4 dicas para aumentar seu rendimento pessoal, o da empresa e, claro, dos seus colaboradores.

    Quantas vezes você já terminou o dia com aquela sensação de que poderia ter sido mais produtivo? Não é a toa que a produtividade é um conceito essencial para o sucesso de qualquer negócio, ainda mais no Brasil onde o empreendedor tem que enfrentar altos impostos, uma legislação trabalhista que merece revisão, infraestrutura precária, falta de investimentos públicos e privados e pouco incentivo a iniciativas relacionadas a pesquisa e desenvolvimento. Mas se engana quem pensa que os desafios da produtividade são apenas externos ao negócio.

    Leia também: Nossa experiência driblando a baixa produtividade no Brasil

    Já parou para pensar em quanta energia um líder, gestor ou empreendedor gasta cuidando do seu time para assegurar que cada pessoa sabe o que fazer e está entregando tudo dentro do prazo? Conseguir colocar uma equipe inteira para trabalhar em um mesmo projeto e ainda manter um ambiente saudável não é fácil, mas, apesar dos obstáculos, há sempre uma oportunidade para inovar, aprimorar e conseguir uma produtividade maior, tanto individual como coletivamente. Práticas pontuais e algumas metodologias de gestão, como o GTD, Getting Things Done, ajudam empresas a produzir mais com menos, otimizar rotinas e tempo. Ficou interessado? Vamos ao passo a passo da produtividade:

  • Organize as tarefas
  • Para aumentar a produtividade, é fundamental trabalhar na organização das tarefas. Essa pode ser uma etapa considerada óbvia, mas muitos acabam colocando seus esforços em ações que não são prioritários justamente por não terem uma visão mais macro sobre suas tarefas. A ideia aqui é não saber apenas o que precisa ser feito na semana que vem, mas sim ter um olhar mais geral e estratégico sobre quais atividades devem ser executadas primeiro e quais podem ser adiadas.

    Para que isso aconteça, o primeiro passo é estabelecer controles efetivos, rotinas, agendas e meios para compartilhamento das informações entre as equipes. Não adianta montar todo um cronograma sem avisar outros times que podem estar envolvidos no projeto; já imaginou fechar um contrato e não conseguir entregar por uma falha na comunicação? Para evitar essa situação, todos os colaboradores devem adotar a mesma sistemática e procedimentos, criando assim um padrão de trabalho que colaborará para a redução de desperdícios e um maior rendimento.

    2. Controle o tempo

    Depois de saber quais são as prioridades da empresa e dos colaboradores é hora de entender quanto tempo cada tarefa demanda.  Para isso, é preciso listar assuntos importantes e urgentes e compreender quanto esforço e dedicação serão necessários para o cumprimento de cada meta. Ah, não esqueça de eliminar distrações e dispersões. A sensação de que não é possível encontrar tempo para tudo é muito comum, mas algumas medidas podem ajudar a ganhar alguns minutos precisos no dia a dia.  Ações para eliminar ou ao menos reduzir as distrações e dispersões são necessárias. O cuidado com o uso da internet e das redes sociais é um bom exemplo.

    Leia também: 3 ferramentas para o seu dia durar  mais

    Durante o trabalho, esses recursos devem ser utilizados de forma produtiva, como motivações profissionais. Outra questão que um pouco mais delicada é a conversa pouco proveitosa. Uma das piores sensações possíveis é sair daquela reunião que deveria ter sido super produtiva com a impressão que nada mudou. É extremamente importante perceber quanto tempo é gasto pela equipe e por você com discussões não relacionadas aos projetos e demandas atuais. Já imaginou se você gasta 1 hora falando sobre as metas de uma área quando seu desafio é algo totalmente diferente?

    3. Adote ferramentas de gestão

    Existem várias ferramentas de gestão disponíveis no mercado e a maioria pode ser personalizada às necessidades de cada negócio. Sistemas, plataformas e softwares capazes de integrar informações de toda a empresa, de forma a mostrar um cenário completo, são bastante úteis para auxiliar no processo de identificação de fragilidades e, também, na tomada de decisões estratégicas. É importante lembrar que você nunca está sozinho, a produtividade depende muito do clima organizacional e, por isso, manter condições que promovam a motivação, o entusiasmo e o engajamento dos colaboradores é vital.

    Uma boa dica é estabelecer um contato mais próximo entre gestores e equipe para ter uma gestão mais assertiva. Vale a pena estimular a participação, troca de ideias e de experiências, além de ouvir ativamente sugestões e opiniões. Investir no desenvolvimento da equipe também colabora para o aumento da produtividade. Profissionais qualificados produzem mais e melhor, por isso é interessante analisar o perfil de cada colaborador, verificar quais os pontos fortes e competências precisam ser aprimoradas, e, dessa forma, estabelecer um plano de desenvolvimento individual, destacando, principalmente, os talentos da empresa.

    4. Tenha uma comunicação assertiva

    Uma comunicação clara e assertiva é essencial para o aumento da produtividade de qualquer equipe. É preciso definir canais de comunicação que garantam o fluxo de informações, de forma rápida, sem ruídos e que alcancem todos os envolvidos. Reuniões gerenciais, newsletters, e-mails, jornal interno e até mesmo os murais de avisos podem ser muito úteis. Há também alguns métodos consagrados que trazem orientações práticas de como aumentar a produtividade, por meio de organização e disciplina. Um deles é o tão famoso GTD, sigla em inglês para Getting Things Done.

    Leia também: GTD: colocando ordem na sua empresa

    Também conhecida como “a arte de fazer acontecer”, a metodologia foi desenvolvida pelo norte-americano David Allen e divulgada em um livro. O GTD estabelece um sistema de gestão que abrange vários aspectos, não apenas o profissional. O sistema inclui também demandas pessoais, como afazeres de casa, compromissos sociais, família, lazer e educação. Em outras palavras, o GTD permite ter um maior controle sobre todas as tarefas, projetos, necessidades, metas, sonhos e ideias, de forma a minimizar o estresse, a tensão e a frustração.

    Legal, entendi o que é o conceito, mas como posso aplicar no dia a dia? Para começar, é necessário conhecer os cinco passos dessa metodologia:

    • Coletar: transferir para o papel tudo o que há para fazer, hoje, amanhã ou no futuro. Dessa forma, você consegue tranquilizar sua mente, além de não esquecer compromissos e obrigações;
    • Processar: é importante processar todas as informações, analisando cada anotação feita e identificando se são apenas ações, o que é prioridade, o que pode ser adiado, e assim, enxergar com mais clareza todas as demandas;
    • Organizar: David Allen propõe, em seu livro, um sistema bastante simples e prático. Uma das formas é contextualizar as tarefas e reunir aquilo que pode ser correlato, criando uma linha de atuação, otimizando o tempo no computador, ao telefone, ou escritório;
    • Refletir: Esta etapa sugere uma análise sobre o sistema adotado e confirmar se ele é o melhor modo de gerenciar suas tarefas. Também é o momento de revisar e reavaliar as prioridades e perceber como sua rotina está sendo influenciada pelas urgências; e
    • Executar: Hora de colocar seu sistema em prática e agir de forma organizada, sem estresse ou ansiedade, apenas executando o planejado. Confie na sua análise e simplesmente faça.

    Vale ressaltar que no começo é preciso investir algum tempo para definir o seu sistema. Para a primeira fase, de coleta, duas ou três horas são essenciais para mapear todas as tarefas, com calma e transparência. Depois, na segunda etapa, mais algumas horas de dedicação para processar todas as anotações. Esse passo costuma demorar um pouco mais, pois não é tão simples avaliar as prioridades e separar o que é urgente, importante e necessário.

    No geral, o GTD não demanda tanto tempo. Depois que seu sistema estiver pronto, basta agir e, claro, revisar com alguma frequência, para garantir uma produtividade ainda maior. A melhor parte de tudo é que, por se tratar de uma metodologia simples, ela pode ser utilizada por qualquer pessoa, sem restrições. Vale a pena investir no treinamento da equipe para que todos os colaboradores estejam aptos a praticar os cinco passos do GTD.

    O incentivo e a promoção do método favorecem o desenvolvimento coletivo, já que todos são convidados a analisar suas prioridades, conhecer as dificuldades e, principalmente, buscar soluções. Além de adotar o Getting Things Done como ferramenta pessoal, você também pode difundir o método por meio de cursos, palestras e, acima de tudo, pelo exemplo,sempre com foco na melhoria dos resultados e construção de uma equipe de alto rendimento. Que tal excluir a baixa produtividade do seu vocabulário?

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    https://endeavor.org.br/quando-24-horas-nao-sao-o-bastante-4-dicas-para-aumentar-produtividade/https://endeavor.org.br/?p=19478Thu, 15 Sep 2016 02:19:55 +0000Quando 24 horas não são o bastante: 4 dicas para aumentar a produtividadeA baixa produtividade é um desafio que assombra muitas empresas. Confira 4 dicas para aumentar seu rendimento pessoal, o da empresa e, claro, dos seus colaboradores. Quantas vezes você já terminou o dia com aquela sensação de que poderia ter sido mais produtivo? Não é a toa que a produtividade é um conceito essencial para ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 14 Sep 2016 23:19:55 +0000Endeavor BrasilQuando 24 horas não são o bastante: 4 dicas para aumentar a produtividadeQuando 24 horas não são o bastante: 4 dicas para aumentar a produtividade
    5 passos para bombar suas vendas o ano todoSeu consumidor está no centro das suas decisões? É ele quem determinar o que é bom ou não? Ter sucesso nas vendas é mais do que simplesmente vender mais do que o concorrente, é conseguir ter uma boa estratégia com foco no cliente.

    Muitas empresas gastam metade do seu tempo tentando alcançar um bom lugar no ranking de liderança de vendas de um determinado produto ou serviço. Mais do que ter uma boa estratégia e processos bem definidos, o sucesso de uma empresa está diretamente ligado ao atendimento e relacionamento com os clientes. Já parou para pensar que, sem consumidores, seu negócio poderia fechar as portas?

    Batemos um papo com Phil Bryant, vice-presidente da Dell, sobre esse grande dilema que muitas empresas brasileiras vivem. Desde as grandes até as startups, a integração de áreas e boas práticas em vendas é um desafio constante, mas estas 5 lições podem ajudar:

    Não importa se você for da área de finanças, vendas ou marketing, todo seu trabalho deve ser pautado sobre uma única premissa: entregar a melhor experiência para o consumidor. A tarefa não é simples, em grandes empresas costuma ser ainda mais desafiadora, já que os clientes não estão tão próximos como no caso de startups. Mas nada de tentar usar isso como uma desculpa, sua empresa precisa sempre lembrar que quem deve estar no comando de tudo é o consumidor.

    De um tempo para cá, a Magazine Luiza começou a explorar mais profundamente seu canal de vendas online. A aposta da loja mostrou ótimos resultados e a marca está sendo vista como referência no uso de multicanais, mas existe uma razão por trás do sucesso. Diferente do que muitas empresas fazem, eles analisaram o comportamento do seu consumidor e entenderam o que eles queriam.

    Isso envolve muitas etapas que às vezes acabam sendo esquecidas. Por exemplo, você já parou para pensar se as suas fotos são realmente realistas quando vistas no computador? Será que seus produtos não venderiam mais em uma loja física, quando as pessoas podem tocá-lo e vê-lo? O segredo aqui é entender o que cada canal exige para ser considerado bom pelo seu consumidor também o que o cliente gostaria de ver em cada um deles.

    Quando as vendas não estão indo tão bem, a primeira reação das empresas é começar a procurar falhas em seu time. O que muitos esquecem é que, na maioria dos casos, não estamos lidando com uma equipe que, do dia para noite, começou a trabalhar mal e a fazer entregas ruins. A queda nas vendas é um combinado de vários fatores que você só será capaz de identificar se estiver em contato direto com seus consumidores e time de vendas.

    A melhor maneira de conseguir identificar o que está acontecendo é por meio de métricas. Às vezes seus resultados mudaram por conta de um novo competidor ou pode ser apenas um sinal do mercado no qual você atua. Independente da causa, você precisa formular um bom plano de ação e colocá-lo em prática rápido.

    Muitos falam sobre o lead perfeito, mas para conseguir ter uma ideia clara de com quem sua empresa deseja falar e fazer negócios é preciso gastar sola de sapato. Conversar com outros empreendedores, entender quais sinais o mercado pode estar te dando e fazer muito networking são grandes chaves para o sucesso. Dessa forma, você consegue adquirir muito conhecimento e explorar novas oportunidades.

    A eterna briga entre as áreas de vendas e marketing pode chegar ao fim com um simples passo: círculos de feedback contínuos. Você precisa ter muito claro quais são seus objetivos, quais as métricas de sucesso, quais os planos de ação caso o resultado não esteja sendo o esperado e, claro, sempre integrar os times para que todos estejam alinhados com a estratégia.

    Não deixe de conferir a Websérie completa clicando aqui. Mais do que bons insights, esperamos que o conteúdo sirva como fonte de inspiração e boas práticas para que sua empresa monte uma verdadeira máquina de vendas!

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    https://endeavor.org.br/como-vender-mais-estrategia/https://endeavor.org.br/?p=19472Tue, 13 Sep 2016 15:47:31 +00005 passos para bombar suas vendas o ano todoSeu consumidor está no centro das suas decisões? É ele quem determinar o que é bom ou não? Ter sucesso nas vendas é mais do que simplesmente vender mais do que o concorrente, é conseguir ter uma boa estratégia com foco no cliente. Muitas empresas gastam metade do seu tempo tentando alcançar um bom lugar ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 13 Sep 2016 12:47:31 +0000Endeavor Brasil5 passos para bombar suas vendas o ano todo5 passos para bombar suas vendas o ano todo
    Do “test drive” de emprego às noites dormindo no escritório: como engajar seus funcionáriosTime com bom engajamento é sinônimo de cliente satisfeito. Conheça as histórias de empresas onde todo mundo ganha!

    Já dizia Raul Seixas “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.” Por mais que o cantor nunca tenha gerido um negócio, essa frase pode ser usada facilmente para descrever um dos pilares da gestão de pessoas: engajamento do time. Colaboradores que compram o sonho do empreendedor e dividem suas batalhas como verdadeiros donos do negócio não só atendem melhor os clientes felizes como também são um grande sinal de sucesso.

    A própria Isabel Humberg, fundadora do OQVestir, compartilhou, no CEO Summit sua crença de que “o sucesso em uma empresa acontece quando o sonho deixa de ser só seu e passa a ser de todos”. E não é só ela que pensa dessa forma, Israel Salmen, fundador do Méliuz, vendeu seu sonho tão bem que tem seu time como praticamente uma segunda família. O mineiro relatou que, no último Black Friday, dormiu em seu escritório, junto com seus colaboradores, para conseguir ter certeza de que todos os clientes seriam respondidos a tempo.

    Isabel, aproveitando o ganho, contou sobre a vez que teve que deixar os papéis de lado e entrar no estoque, junto com seu time, para conseguir separar todos os pedidos que recebeu na época da promoção. E o resultado disso tudo? Cliente elogiando o atendimento e indicando a empresa para outros amigos. Que empreendedor não quer isso? Acontece que, para conseguir esse nível de engajamento de seus funcionários, os dois mineiros tiveram que trabalhar sua cultura e relação com o time.

    E que trabalho! Israel chegou até mesmo a sair de Minas, pegar um avião, e ir para várias cidades do Brasil na busca por colaboradores que tivessem um bom fit cultural com o Meliuz. O problema era que essas pessoas já estavam em grandes organizações e convencê-las a deixar para trás não só seu emprego como também amigos e família, para ir morar no interior de Minas não era uma tarefa tão trivial assim. Foi aí que o empreendedor teve uma ideia que mudou tudo.

    Sabe quando você está em dúvida sobre qual carro comprar e faz um test drive? Foi isso que Israel propôs aos futuros colaboradores. Durante 2 semanas eles vivenciavam a rotina e a cultura do Meliuz, conversando com pessoas chaves na empresa. E o resultado? O recrutamento de novos talentos parou de ser um desafio, já que todos os candidatos saiam encantados com a cultura da empresa.

    Entenda as principais lições dessa conversa:

  • Cultura é algo sobrenatural: Cultura é o que move a empresa, é contratar pessoas que pensem como você, que acreditem no que você diz. A partir do momento que isso acontece, a cada pessoa que entra no time e vivência tudo isso o sentimento é impulsionado;
  • Você é o reflexo da empresa: Você vende o inevitável quando mostra como sua empresa realmente é. Seu papel, como empreendedor, é olhar pra quem está na frente e acreditar; e
  • Ninguém compra só ideia: Esteja pronto para explicar para o seu time, e futuros investidores, sobre o seu planejamento, visão de futuro, processos. No começo sua empresa pode não ter todas as respostas, mas com o tempo você fica mais resistente e forte.
  • Para conferir tudo o que rolou no painel, não deixe de conferir o vídeo na íntegra! O engajamento de colaboradores nem sempre é simples, mas, como disse Isabel “nada vence paixão, planejamento e persistência”. Vai que dá!

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-enagajar-time-ceo-summit/https://endeavor.org.br/?p=19444Fri, 09 Sep 2016 23:26:06 +0000Do “test drive” de emprego às noites dormindo no escritório: como engajar seus funcionáriosTime com bom engajamento é sinônimo de cliente satisfeito. Conheça as histórias de empresas onde todo mundo ganha! Já dizia Raul Seixas “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.” Por mais que o cantor nunca tenha gerido um negócio, essa frase pode ser ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 12 Sep 2016 19:26:32 +0000Endeavor BrasilDo “test drive” de emprego às noites dormindo no escritório: como engajar seus funcionáriosDo “test drive” de emprego às noites dormindo no escritório: como engajar seus funcionários
    eBook | Planejamento de Vendas Inteligente: um guia para vender mais na hora certaNão importa em qual setor sua empresa atua, os picos de venda sempre vão existir. Veja como blindar seu negócio e aproveitar todas as oportunidades de venda. 1. Revendo o passado Entenda a sazonalidade do seu produto ou serviço por meio da progessão de vendas e saiba como direcionar seus recursos para aproveitar os picos de venda. 2. Planejando o crescimento Veja como o fluxo de caixa, o gerenciamento de estoque e um plano de marketing podem alavancar sua empresa. 3. Colocando todos na mesma página Saiba quais processos sua empresa pode estabelecer para manter toda equipe alinhada e quais os maiores erros dos empreendedores nessa etapa. 4. O pós vendas e o recomeço do ciclo Descubra como manter e explorar os novos clientes que entraram em contato com a empresa nesse período e se prepar para o próximo pico de vendas.

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    http://info.endeavor.org.br/ebook-planejamento-vendas-datas-comemorativashttps://endeavor.org.br/?p=19440Fri, 09 Sep 2016 22:34:18 +0000eBook | Planejamento de Vendas Inteligente: um guia para vender mais na hora certaNão importa em qual setor sua empresa atua, os picos de venda sempre vão existir. Veja como blindar seu negócio e aproveitar todas as oportunidades de venda. 1. Revendo o passado Entenda a sazonalidade do seu produto ou serviço por meio da progessão de vendas e saiba como direcionar seus recursos para aproveitar os picos ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 09 Sep 2016 19:34:18 +0000Endeavor BrasileBook | Planejamento de Vendas Inteligente: um guia para vender mais na hora certaeBook | Planejamento de Vendas Inteligente: um guia para vender mais na hora certa
    Onde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Fernando HaddadArticulação e “pente fino” na burocracia: conheça as ideias e práticas de Fernando Haddad para aproximar gestão pública e empreendedores

    Depois de Ricardo Young e João Doria Jr, foi a vez de Fernando Haddad, candidato do PT à reeleição, expor suas visões e ideias sobre as relações entre gestão pública e empreendedorismo. O evento ocorreu no Campus São Paulo, e o postulante foi sabatinado por Juliano Seabra, Diretor-Geral da Endeavor, André Barrence, diretor do espaço que acolheu o debate e pela empreendedora Karen Kanaan.

    O atual prefeito começou listando o que considera as principais realizações de sua gestão neste campo. Mencionando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, afirmou que, “em 2015, a cidade ia quebrar, e falar sobre empreendedorismo em uma cidade quebrada não faria sentido”.

    Relatou, então, a negociação da dívida com a União que permitiu que São Paulo “passasse do estado de insolvência para o estado de solvência”. Como resultado, afirmou, a cidade obteve grau de investimento, o que deu forças à gestão. “Não existe setor privado forte com setor público fraco”.

    • Reorganização urbanística e desburocratização

    Haddad também salientou as reformulações do Plano Diretor e do Zoneamento, empreendidas pela sua gestão. “Estava tudo anacrônico. Revimos o plano diretor e o zoneamento, descobrimos que a divisão entre interesse público e interesse partidário estava toda embaralhada, o que trazia enorme prejuízo para a agenda da cidade”. A seguir, o candidato mencionou um decreto recém-publicado que, de acordo com ele, vai reduzir o período de abertura de empresas:

    “A partir de hoje, assim que o Serpro, Serviço Federal de Processamento de Dados, liberar o sistema de informática, abriremos empresas em cinco dias”.

    Haddad também falou sobre o fomento ao empreendedorismo em áreas diversas, sobretudo na cultura. “Nós destravamos projetos importantes, como o Circuito SPCine. A cidade também reprimia o artista de rua, que é um empreendedor em potencial, e cuidamos disso. São Paulo não tinha uma visão de turismo avançada, expulsava pessoas durante o carnaval. E, no último, recebemos 40 mil visitantes”.

    • Tecnologia e inovação

    Para Fernando Haddad, a tecnologia permitiu que São Paulo se tornasse uma “cidade mais transparente”. O candidato detalhou o que considera avanços relacionados à tecnologia possibilitados por sua gestão: a Zona Azul digital, que é “referência pro mundo”; as praças de wi-fi; os Fab Labs e, por fim, as inovações implantadas nos CEUs que, de acordo com ele, aproximarão os jovens do empreendedorismo.

    Haddad também falou sobre a criação de um polo de tecnologia na Vila Leopoldina: “Vamos levar o Ceagesp para Perus, para transformá-lo no centro logístico de São Paulo. Vamos liberar a Vila Leopoldina para montar lá um polo tecnológico, em ligação com a USP. Queremos que a nossa principal universidade pública transfira conhecimento”.

    • Distância entre poder público e empreendedorismo

    Ao responder uma das perguntas da plateia, o candidato refletiu sobre o aparente “divórcio” entre Governo e empreendedores. Para Haddad, a corrupção ajuda a explicar este afastamento: “A corrupção marcou a história da cidade em relação ao empreendedorismo. Antes da criação da Controladoria e da Procuradoria Geral do Município, era escândalo atrás de escândalo”.

    Ele relatou o processo que chama de “revirar a tralha” para superar esse desafio. “Em três meses, identificamos as máfias e recuperamos quase todo o dinheiro desviado”. Na opinião do candidato, o trabalho vem transformando as relações entre Governo e empreendedorismo: “o ambiente de negócios mudou muito pra melhor. Duvido que algum empreendedor diga o contrário, em relação à lisura”.

    Haddad afirma que a atuação do Prefeito, neste momento, é fundamental: “no início da tarefa de faxina, tem que ser o prefeito. Tem que pegar papel e caneta e passar ponto a ponto pra ver o que não está avançando”.

    • Incentivo a startups e à inovação dentro da gestão pública

    Uma das perguntas da plateia fez referência às propostas de incentivo a startups que atuem junto à administração pública na solução de problemas municipais. O candidato mencionou o Mobilab, laboratório de mobilidade urbana implantado pela Prefeitura que vem utilizando tecnologia para melhorar o sistema. “No próximo mandato, vou estender o princípio do Mobilab para a administração toda. Na saúde, por exemplo, com prontuários eletrônicos em Unidades Básicas de Saúde”.

    • Descentralização do governo e Prodam

    Haddad afirmou ser contrário à descentralização da administração municipal, ao apresentar seu entendimento a respeito do tema afirmou: “deve-se ter um sistema unificado de abertura de empresas, que deve ser 100% digital e impessoal”. De acordo com o candidato, o que deve ser descentralizada é a execução orçamentária, que ficaria a cargo dos subprefeitos. Haddad defende que estes sejam escolhidos por meio de eleições, “da mesma forma que ocorre em Paris, na Cidade do México e em Cleveland”, para que sejam “empoderados”.

    Questionado a respeito de dificuldades impostas por um modelo encabeçado pela Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodam), o candidato concedeu:

    “A Prodam funciona como um mainframe. Existem sistemas corporativos que não podem sair dela. O sistema de execução orçamentária não tem como sair”.

    E apontou o que considera uma solução viável: “Agora, tem uma série de coisas que têm que sair da Prodam, porque não têm nada a ver”.  A seguir, Haddad refletiu sobre o papel do Estado no novo contexto econômico, marcado pela colaboração. “Veja o caso do transporte individual por aplicativo. Nossa regulamentação é boa. Hoje, temos quatro empresas credenciadas e duas em processo de credenciamento. O papel do Estado é evitar a concentração de mercado. Ampliar serviços e garantir que a concorrência se mantenha”.

    • Mais espaços para coworking e startups na cidade

    Indagado sobre o papel da Prefeitura na criação de mais espaços para o empreendedorismo, Fernando Haddad mencionou um projeto para a Chácara do Jóquei. “Vamos criar um lugar estratégico de startups, próximo à universidade”. Falou também sobre futuras iniciativas para o Jóquei da Cidade Jardim e para a região central da cidade.

    • O papel articulador e facilitador da Prefeitura

    Presente ao debate, o Senador Eduardo Suplicy questionou a respeito de fomento à cultura empreendedora em espaços mais distantes do centro. Em sua resposta, o candidato mencionou a Agência de Desenvolvimento de SP (Adesampa), a qual tem um escritório em cada subprefeitura.

    Lá, afirmou ele, a população encontra “programas de microcrédito da Caixa Econômica Federal” e outros dispositivos facilitadores. E completou: “A Prefeitura não deve assumir trabalho de gente boa, que já sabe fazer, como Sebrae e Caixa. Vamos aproximar esses órgãos do empreendedor. Não vamos inventar a roda. Vamos fazer o carro andar com as rodas que já existem. Nosso papel é de articulação”.

    • Ruptura de “feudos” no poder público

    A respeito da resistência à renovação por parte de “núcleos” na administração municipal, Haddad alega que “em alguns pontos, a cidade avançou. São Paulo tinha alvará de elevador, de estande. E isso saiu”. Ele atribui os avanços ao trabalho de “pente fino para varrer a legislação” de portarias e outros expedientes que dificultavam os negócios.

    “Eu me reúno com empreendedores para passar em revista essa tralha que emperra o empreendedorismo, é um trabalho enorme”. Afirma que já removeu “30, 40% do entulho”, e que até o final do ano vai resolver o resto. “É promessa de Prefeito, não de candidato”.

    • Empreendedorismo feminino

    Questionado sobre como pretende fomentar o empreendedorismo entre as mulheres, Haddad mencionou um “programa em parceria com o Google que premia, dá visibilidade às empreendedoras” (Prêmio Mulheres Tech em Sampa). Também enfatizou a importância no papel das Secretarias neste processo. “Precisamos para realizar essa aproximação. Eu entendo que é necessário ter políticas universais de incentivo ao empreendedorismo, mas sem o prejuízo de alguns editais com foco e olhares diferenciados. Tem que equilibrar o jogo”.

    • Redução de impostos

    Quanto ao sempre polêmico assunto da redução de impostos, o atual Prefeito se disse “partidário de políticas com foco”. Como exemplo, citou as reduções de taxas para incentivo ao turismo na região de Parelheiros. “Nós temos uma Brotas em São Paulo, que é Parelheiros. Então, baixamos os tributos para o sistema turístico de lá. Sou a favor de usar o sistema tributário como sistema indutor e promotor de políticas que busquem o equilíbrio do território”.

    • Profissionais de fora do sistema político

    Sobre sua experiência ao compor a equipe com “não políticos”, Haddad afirmou gostar de conviver com a diferença. “A diferença é o segredo da inovação. O embate de ideias cria ambientes cada vez mais interessantes. Sou muito fã da galera que trabalha com inovação no setor privado”. No entanto, atribuiu a saída precoce destes profissionais ao que chama de “calor interno” natural da gestão pública.

    “O poder público é bem diferente da iniciativa privada. O desgaste que se sofre é mil vezes maior do que na empresa. Todo santo dia, no poder público, você está submetido ao escrutínio da imprensa. Muitos que saíram não aguentaram”. E, questionado a respeito do que faria em um eventual segundo mandato, foi direto ao ponto: “Chamarei todos. O problema é encontrar quem aguente”. Por fim, Fernando Haddad foi convidado a completar a seguinte frase: “empreender é…”. E o resultado foi: “Empreender é vital”.

    Nota: Celso Russomano e Marta Suplicy foram convidados, mas ainda não confirmaram presença. Luiza Erundina foi convidada e declinou.

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    https://endeavor.org.br/sabatina-fernando-haddad/https://endeavor.org.br/?p=19431Fri, 09 Sep 2016 18:42:10 +0000Onde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Fernando HaddadArticulação e “pente fino” na burocracia: conheça as ideias e práticas de Fernando Haddad para aproximar gestão pública e empreendedores Depois de Ricardo Young e João Doria Jr, foi a vez de Fernando Haddad, candidato do PT à reeleição, expor suas visões e ideias sobre as relações entre gestão pública e empreendedorismo. O evento ocorreu ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 09 Sep 2016 17:12:10 +0000Endeavor BrasilOnde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Fernando HaddadOnde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Fernando Haddad
    Você já sabe as oportunidades por trás da indústria 4.0 ?A Era da Internet Industrial e a Indústria 4.0 já estão moldando o futuro de muitos empreendedores. Saiba como aproveitar essa nova tendência.

    A Revolução Industrial transformou a vida das pessoas. Agora qualquer um consegue ter acesso a grande variedade de produtos, novas formas de geração e distribuição de energia, meios de transporte mais eficientes e houve uma migração massiva para cidades. Recentemente, a internet encolheu o planeta e revolucionou o acesso à informação e o modo de relacionamento entre as pessoas.

    Vivemos agora uma revolução tecnológica que promete transformar novamente a maneira como o mundo funciona, gerando crescimento econômico, empregos mais qualificados e elevação dos padrões de vida. A Internet Industrial já começou eela une máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas para gerar profundas mudanças e trazer eficiência operacional para setores industriais diversos: manufatura, transporte, energia e saúde.

    Leia também: Machine learning: quando as máquinas preveem o futuro do negócio

    Analistas indicam um mercado potencial de US$ 15 trilhões, em 15 anos. Gigantes globais como GE e Intel, empresas de tecnologia no geral, universidades e institutos de pesquisa trabalham para vencer desafios técnicos, como nível de segurança viável para troca de informações sensíveis e criação de padrões e referências para a interoperabilidade entre máquinas e dispositivos.

    Para acelerar esse processo e fomentar colaboração entre os participantes dessa comunidade, foi criado, nos Estados Unidos, em 2014, o Consórcio de Internet Industrial (IIC), com cerca de 250 associados, de 30 países. No entendimento das empresas participantes, nós já dispomos da tecnologia para criar soluções inovadoras e boa parte do esforço do consórcio está em criar projetos pilotos (testbeds) que coloquem em prática as novas ideias.

    Aqui no Brasil, inspirados no modelo do IIC e buscando inserir o país nesta revolução, a Pollux, a FIESC/CIESC e a Embraco fundaram, em agosto de 2016, a Associação Brasileira de Internet Industrial. A ABII visa divulgar e fortalecer a Internet Industrial no Brasil, criar um fórum permanente de discussões sobre o tema, intercâmbio tecnológico e de negócios com parceiros internacionais, promoção do desenvolvimento econômico e geração de empregos.

    • Então o que é a Indústria 4.0?

    Foi na edição de 2011 da Feira de Hannover que o conceito começou a ser revelado ao público em geral. A Indústria 4.0, fortemente patrocinada e incentivada pelo governo alemão em associação com empresas de tecnologia, universidades e centros de pesquisa do país, propõe uma importante mudança de paradigma em relação à maneira como as fábricas operam nos dias de hoje.

    Nessa visão de futuro, ocorre uma completa descentralização do controle dos processos produtivos e uma proliferação de dispositivos inteligentes interconectados, ao longo de toda a cadeia de produção e logística. O impacto esperado na produtividade da indústria é comparável ao que foi proporcionado pela internet em diversos outros campos, como no comércio eletrônico, nas comunicações pessoais e nas transações bancárias.

    Tornar a Indústria 4.0 uma realidade implicará na adoção gradual de um conjunto de tecnologias emergentes de TI e automação industrial, na formação de um sistema de produção físico-cibernético, com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas; ou seja, a tão famosa Internet das Coisas (IoT). Esse processo promete gerar ambientes de manufatura altamente flexíveis e autoajustáveis à demanda crescente por produtos cada vez mais customizados.

    Leia também: Internet das coisas: vem aí a revolução

    Para o sucesso do projeto, a consolidação de um único conjunto de padrões técnicos de comunicação e segurança será um elemento chave. Com ele, a troca de informações entre os diferentes tipos de sistemas e dispositivos será assegurada, eliminando-se as restrições relacionadas aos padrões proprietários vigentes, mas não cabe a esse artigo explorar em detalhes os inúmeros aspectos tecnológicos envolvidos. Excelentes relatórios e publicações a respeito podem ser encontrados em uma busca na web utilizando-se o termo “Industrie 4.0”, este vídeo do Sebrae também pode te ajudar!

    Um bom exemplo é o material disponibilizado pelo site da Academia Nacional de Ciência e Engenharia da Alemanha. É importante frisar que boa parte dessas novas tecnologias já está disponível, mas que a transição para a Indústria 4.0 não ocorrerá de forma repentina, mas sim gradualmente, com uma velocidade de implantação que dependerá de fatores econômicos e estratégicos e da capacitação tecnológica da indústria presente em cada país.

    • E o Brasil no meio dessa história toda?

    O consenso entre os especialistas é de que a indústria nacional ainda está em grande parte na transição do que seria a Indústria 2.0, caracterizada pela utilização de linhas de montagem e energia elétrica, para a Indústria 3.0 que aplica automação por meio da eletrônica, robótica e programação. Para termos uma ideia da nossa defasagem, precisaríamos instalar cerca de 165.000 robôs industriais para nos aproximarmos da densidade robótica atual da Alemanha. No ritmo atual, cerca de 1.500 robôs instalados por ano no país, levaremos mais de 100 anos para chegar lá.

    A boa notícia é que não precisaremos passar por todo o processo de modernização fabril ocorrido nos países desenvolvidos nas últimas décadas, para então poder abraçar as tecnologias da Internet Industrial e da Indústria 4.0. Podemos e devemos queimar etapas.

    O que não podemos fazer é ignorar essa revolução se quisermos preservar a indústria presente no Brasil e prepará-la para esse novo panorama competitivo.

    Um cenário no qual as tecnologias de informação e de automação, e não a mão de obra de baixo custo, é que irão gerar as vantagens competitivas para as nações com setor de manufatura relevante. A conjuntura brasileira atual, marcada por uma severa crise econômica e política, torna esse desafio ainda mais difícil para o país.

    Precisaremos, mais do que nunca, de lideranças fortes e articuladores na indústria, no governo e nas instituições acadêmicas e de pesquisa. Precisaremos também de níveis de investimento relevantes e da capacitação intensiva de gestores, engenheiros, analistas de sistemas e técnicos nestas novas tecnologias, além de parcerias e alianças estratégicas com entidades de outros países.

    Cada um precisará fazer a sua parte:

  • O governo com políticas estratégicas inteligentes, incentivos e fomento;
  • Os empreendedores e gestores da indústria com visão, arrojo e postura proativa; e
  • As instituições acadêmicas e de pesquisa com formação de profissionais e com desenvolvimento tecnológico, preferencialmente em grande proximidade com a indústria.
  • A Internet Industrial e a Indústria 4.0 criam também enormes oportunidades para empreendedores que atuem na área de tecnologia, talvez como nunca antes na história da humanidade. Muito do que será necessário para converter a manufatura, os meios de transportes, agronegócio e outros setores industriais ainda precisa ser desenvolvido. Boa parte dessas tecnologias disruptivas ainda requer aperfeiçoamento, customização e a criação de soluções abrangentes que funcionem e gerem os benefícios esperados.

    Para mencionar apenas algumas dessas novas ferramentas, precisaremos de empresas e de startups focadas em Big Data, Analytics, nuvem, segurança e automação de conhecimento na área de software e em robótica avançada, manufatura aditiva, novos materiais, energias sustentáveis e simulação no campo da engenharia. Para empreendedores que já atuam em um dos segmentos diretamente impactados por essa revolução, vale investir tempo na formulação de um plano consistente para avaliar e aplicar as novas tecnologias em suas operações.

    O ideal é reunir sua equipe interna com especialistas do mercado para analisar a viabilidade e o impacto de cada uma das novas tecnologias. Na transição, uma dica é pensar grande e começar pequeno, ou seja, pilotar cada ideia, medir os resultados e expandir para toda a operação, a outra é não esperar por um momento futuro. A hora é agora, antes que seus competidores o tirem do mercado.

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/oportunidades-industria-4_0/https://endeavor.org.br/?p=19420Thu, 08 Sep 2016 19:46:57 +0000Você já sabe as oportunidades por trás da indústria 4.0 ?A Era da Internet Industrial e a Indústria 4.0 já estão moldando o futuro de muitos empreendedores. Saiba como aproveitar essa nova tendência. A Revolução Industrial transformou a vida das pessoas. Agora qualquer um consegue ter acesso a grande variedade de produtos, novas formas de geração e distribuição de energia, meios de transporte mais eficientes e ...Endeavor BrasilJ. Rizzo HahnTue, 13 Sep 2016 16:39:02 +0000J. Rizzo HahnVocê já sabe as oportunidades por trás da indústria 4.0 ?Você já sabe as oportunidades por trás da indústria 4.0 ?
    Sua empresa no topo do pódio: 5 lições das Olimpíadas para ser um empreendedor melhorAs Olimpíadas deixaram um grande legado para os empreendedores, com lições de superação, resiliência e, principalmente, superação. Já parou para pensar no que sua empresa pode aprender com alguns esportes?

    1. Confiança: lições do tênis para quem quer chegar ao topo do ranking

    O tênis é um esporte em que a confiança faz toda a diferença, onde um pequeno deslize pode custar um jogo inteiro. O mundo dos negócios não é diferente, a confiança no seu produto ou empresa faz toda a diferença na hora de entrar em um mercado.

    2. O foco que trouxe 3 medalhas para a equipe de ginástica artística

    Foco e muito preparo foi o que fez com que o time brasileiro subisse ao pódio depois de muitos anos. Se os atletas não soubessem seu real objetivo durante o evento, o resultado seria bem diferente. Qual o foco da sua empresa?

    3. Judô: usando o peso do seu adversário a seu favor

    Quem disse que só os grandes podem ganhar as batalhas? O judô tem muito a ensinar para o empreendedor que deseja usar o peso do concorrente em seu favor.

    4. Um por todos, todos por um: as lições do remo sobre gestão de time

    No remo, uma equipe não ganha sem que todos estejam na mesma página. Assim como os atletas, os empreendedores devem sempre estar em sintonia com os colaboradores da sua empresa, ou acabarão rodando em círculos.

    5. Nado sincronizado: sintonia e sociedade dentro e fora da piscina

    Quando um empreendedor decide que vai dividir seu negócio com um sócio, ele precisa estar preparado para dividir suas responsabilidade e que esporte melhor para exemplificar isso do que o nado sincronizado?

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    http://info.endeavor.org.br/ebook-olimpiadas-rio-2016https://endeavor.org.br/?p=19416Wed, 07 Sep 2016 14:09:50 +0000Sua empresa no topo do pódio: 5 lições das Olimpíadas para ser um empreendedor melhorAs Olimpíadas deixaram um grande legado para os empreendedores, com lições de superação, resiliência e, principalmente, superação. Já parou para pensar no que sua empresa pode aprender com alguns esportes? 1. Confiança: lições do tênis para quem quer chegar ao topo do ranking O tênis é um esporte em que a confiança faz toda a ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 13 Sep 2016 21:34:12 +0000Endeavor BrasilSua empresa no topo do pódio: 5 lições das Olimpíadas para ser um empreendedor melhorSua empresa no topo do pódio: 5 lições das Olimpíadas para ser um empreendedor melhor
    Você sabe o que a realidade aumentada pode fazer pela sua empresa?Realidade Aumentada: as oportunidades da tecnologia estão mais perto do que você imagina. Saiba como aproveitá-las

    Há alguns dias, aqui no portal Endeavor, realizamos uma análise mais detalhada sobre o fenômeno do Pokémon Go. No artigo, mostramos que o sucesso do jogo para smartphones foi tudo, menos casual. E que, na jornada de vinte anos que John Hanke levou para desenvolver o app, há inúmeros aprendizados inspiradores para a sua gestão.

    Como você já deve ter ouvido por aí, Pokémon Go se tornou também um case no campo da Realidade Aumentada. Inicialmente criticada, a integração entre virtual e real tem trazido resultados elogiados por profissionais de áreas bastante diversas. Afinal, desconhecidos estão saindo dos sofás para conversar, congregar e elaborar estratégias de caça às famosas criaturinhas. O jogo é um ótimo exemplo de como a realidade aumentada tem transformado gestões e mercados.

    Com possibilidades em plena expansão, a RA vem atraindo empreendedores em busca de oportunidades nos mais diversos setores, da publicidade à educação.

    É uma tendência que ganha cada vez mais espaço, e que você precisa conhecer melhor, mas do que se trata, exatamente?

    Realidade Aumentada é o nome dado à sobreposição de objetos e imagens no ambiente virtual por meio de algum dispositivo tecnológico. Ou, de uma forma mais simples, é a tecnologia que permite que o mundo virtual seja misturado ao real. Ela tende a abrir novas dimensões na maneira como executamos tarefas, ou mesmo aquelas que incumbimos às máquinas. Exatamente o que acontece com os jogadores de Pokémon Go.

    Leia também: O fim da era dos aplicativos: sua empresa está preparada?

    A RA promove a interação diferente do usuário com o objeto e com o meio. Novas experiências e novos conteúdos podem ser gerados com o uso da tecnologia. De acordo com este artigo do Sebrae, o mercado publicitário é o maior consumidor dessa tecnologia, mas as tendências apontam para outros possíveis mercados em expansão, como os de educação, entretenimento, turismo e varejo.

    • 2016: um marco da Realidade Aumentada

    Em 2015, as promessas da tecnologia já eram tentadoras. Muitos equipamentos de hardware foram anunciados, e alguns conteúdos até foram disponibilizados. No entando, 2016 vem se provando como o ano da Realidade Aumentada.

    Até agora, alguns dos equipamentos anunciados estão chegando às mãos de (poucos) consumidores, e os conteúdos desenvolvidos vêm proporcionando experiências únicas para um público ansioso por novidades. Diante desse cenário, certas tendências vêm sendo observadas. Algumas delas podem trazer grandes oportunidades, e é por isso que você precisa conhecê-las:   

    1. A primeira dose é de graça

    De acordo com este artigo do AR Blog, os consumidores não terão de pagar pelas primeiras experiências com a tecnologia de Realidade Aumentada. Referindo-se especificamente aos headsets, os “fones” que proporcionam a experiência mais imersiva, o patrocínio de grandes empresas vem impulsionando o desejo inicial e a adoção por parte de mercados.

    Analistas afirmam que, após esses contatos iniciais, a tendência é que os consumidores se mostrem muito interessados em pagar por experiências de alta qualidade em RA. “Os usuários percebem imediatamente o potencial já no primeiro minuto, quando movimentam a cabeça. Eles se dão conta instantaneamente, tipo, ‘Uau! Fui transportado!’”, afirma Brian Blau, analista da Gartner, empresa de consultoria.

    2. Conteúdo é fundamental

    Os dispositivos são incríveis, é fato; mas, sem o conteúdo adequado, não servirão para muita coisa. Para garantir que os consumidores não se frustrem, os desenvolvedores dos aparelhos estão altamente motivados a encorajar a criação de conteúdos de qualidade. E isso tem sido observado principalmente na indústria dos games, da mídia e até mesmo do varejo.

    Leia também: 10 principais erros no marketing de conteúdo

    A boa notícia é a de que esses esforços vêm dando resultado. Não apenas pelo número de apps utilizando RA (como o Pokémon Go), que aumenta cada vez mais, mas pela forma como isso vem sendo feito. O próprio jogo de John Hanke usa de forma exemplar os recursos de smartphones (como a câmera) para promover aquela mistura entre real e virtual.

    3. A TV e o cinema estão de olho

    As indústrias da TV e do cinema estão sempre em busca de novas formas de “bombar” seus produtos. E é claro que a RA já entrou neste radar. A ação desenvolvida para “Perdido em Marte”, pela Fox, é um ótimo exemplo. O espectador é literalmente colocado nos “sapatos” do desafortunado astronauta  interpretado por Matt Damon.

    Outros casos, como os de “Ghost in the Shell,” “Assassin’s Creed,” e a sequência de “Independence Day”, também trazem experiências de vídeos em 360o em seus lançamentos, mas a inovação na publicidade e na mídia está só começando. Os grandes estúdios estão investindo pesado em RA, e os primeiros experimentos vem gerando resenhas cheias de entusiasmo de audiências e críticos. Grandes novidades virão, e num futuro bem mais próximo do que imaginamos. Mas, e por aqui?

    No Brasil, startups já vêm explorando as possibilidades oferecidas pela RA. E vale a pena conhecer algumas delas, até para provar que as inovações da tecnologia não estão tão distantes assim:

    • Digital Illusions:Desenvolvedora do aplicativo Ar.on, que adiciona, a objetos, novas possibilidades de interação e de conteúdo. Com ele, um anúncio em uma revista pode se tornar uma nova plataforma interativa com o consumidor, por exemplo;
    • Eruga: Startup da área de educação. Utilizando um dispositivo que pode ser um smartphone, tablet ou smart glass, o aluno aprende por meio de um livro didático interativo, gamificado e em três dimensões.

    Como se pode notar, quando se trata de RA, ainda há muito campo para ser explorado. As oportunidades estão apenas começando a surgir, e vale ficar atento(a) a elas. Quem sabe você não emplaca o próximo Pokémon Go?

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-utilizar-realidade-aumentada/https://endeavor.org.br/?p=19406Tue, 06 Sep 2016 19:32:26 +0000Você sabe o que a realidade aumentada pode fazer pela sua empresa?Realidade Aumentada: as oportunidades da tecnologia estão mais perto do que você imagina. Saiba como aproveitá-las Há alguns dias, aqui no portal Endeavor, realizamos uma análise mais detalhada sobre o fenômeno do Pokémon Go. No artigo, mostramos que o sucesso do jogo para smartphones foi tudo, menos casual. E que, na jornada de vinte anos ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 12 Sep 2016 19:27:56 +0000Endeavor BrasilVocê sabe o que a realidade aumentada pode fazer pela sua empresa?Você sabe o que a realidade aumentada pode fazer pela sua empresa?
    Onde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com João DoriaLiderança para mobilizar e incentivar o empreendedorismo, saiba a visão e as ideias do candidato João Doria.

    Após a conversa com Ricardo Young, foi a vez do candidato João Doria Jr. apresentar suas visões e ideias sobre as relações entre gestão pública e empreendedorismo. Recebido também na Oxigênio Aceleradora, o postulante do PSDB à Prefeitura de São Paulo foi sabatinado por Juliano Seabra, Diretor-Geral da Endeavor, e pelo empreendedor Endeavor Marcos Hadade, da Arizona.

    Assim como ocorreu no primeiro encontro, João Doria começou expondo sua visão sobre as relações entre poder público e empreendedorismo. Lembrando de sua própria trajetória, evocou o fato de ter começado a trabalhar e a empreender cedo para demonstrar o papel que a atividade terá em sua gestão:

    “Como empreendedor, tenho a obrigação de ser defensor do empreendedorismo, de prover estímulo de sonhos pros jovens”. Neste caso, a juventude, segundo Doria, está antes na forma de pensar do que na idade. “Deve-se ter coragem e mobilização coletiva para estimular os que pensam jovem”.

    • “Empreenda fácil” em São Paulo

    Doria, então, passou a detalhar as propostas que compõem o que considera um poderoso programa de incentivo ao empreendedorismo. A primeira citada foi o Empreenda Fácil, programa que espalhará “berçários de startups, de novas empresas” em cada uma das 32 subprefeituras, ou “prefeituras regionais”, como tem proposto o candidato.

    De acordo com ele, os pontos serão facilitadores em locais estratégicos. Na forma de trucks, eles oferecerão inúmeros serviços para agilizar a vida dos empreendedores, os quais poderão resolver tudo online. Esses pontos também deverão funcionar como hubs: “O Empreenda Fácl será conectado a instituições parceiras para alimentar com informações quem deseja empreender”.

    • Poupatempo Empreendedor e grandes eventos

    Nas Prefeituras Regionais, Doria afirma que também vai instalar o Poupatempo Empreendedor “para facilitar e agilizar a vida de quem empreende”. E, referindo-se a um dos alicerces do movimento +Empreendedores+Empregos, se comprometeu afirmando que esses órgãos vão permitir a abertura de uma empresa “não em cinco dias, mas em três dias úteis”.

    De acordo com o candidato, em 72 horas, no máximo, os empreendedores conseguirão o certificado digital para começar o negócio. A base para isso acontecer na prática será a confiança no empreendedor, sendo o governo responsável por garantir vistorias as novas empresas. Ele ainda mencionou dois grandes eventos de empreendedorismo que pretende realizar todos os ano e assegura que participará ativamente de cada um deles, o que fará toda a diferença para a geração de oportunidades:

    “A presença do prefeito dizendo que apoia a atividade empreendedora e estimula negócios a acreditarem na causa é fundamental. A ideia é fazer o pitch para trazer investidores e isso será, com o endosso da Prefeitura, um selo de qualidade”.

    • Distância entre Governo e empreendedorismo

    Em uma das perguntas da plateia, o candidato falou a respeito do afastamento entre políticos e mundo empreendedor: como encurtar essa distância? Doria enfatizou a questão da confiança que vem do exemplo. “Meu caso é simples. Sou empresário e sou empreendedor. Sendo o exemplo, você passa a ser inspirador, você passa confiança às pessoas. E, assim, elas se estimulam a fazer mais, e melhor”.

    • Barreiras políticas e formação de equipe

    O candidato do PSDB foi questionado sobre sua atuação diante de dois cenários vigentes: as barreiras políticas e burocráticas e a dificuldade de formar uma equipe apartidária, com pessoas de reconhecidas capacidades gestoras. Doria começou respondendo a segunda pergunta.

    Lembrando de sua atuação como presidente da Embratur, afirmou que vai atrair “gente boa”. “Naquela época, convoquei pessoas dispostas a topar um grande desafio. Trouxe pessoas inovadoras, jovens, dispostas.” E reiterou seu papel de liderança em todo o processo. “O líder será o prefeito, o empreendedor, que conhece a atividade empresarial e vai trazer as pessoas certas”.

    Já em relação aos entraves políticos, Doria disse confiar na ampla aliança de seu partido para obter maioria na Câmara dos Vereadores. “Faremos uma Câmara fortalecida porque vamos eleger os vereadores”. Ele também mencionou o amplo programa de desestatização que pretende promover na cidade.

    Como exemplo, citou o que ocorreu com o São Paulo Expo, cuja gestão o Governo do Estado passou à iniciativa privada. Doria afirma que isso modernizou o espaço e rendeu, ao poder público estadual, renda de R$ 300 milhões, ao passo que o Anhembi, sob a gestão municipal, deixou de realizar mais de 50 eventos. “Tem que passar à iniciativa privada”.

    • Economia criativa

    Não foram poucas as perguntas a respeito do que o candidato pensa sobre economia criativa. E para exemplificar esua visão, Doria contou sobre o pólo que pretende instalar no espaço hoje ocupado pelo CEAGESP.

    “São Paulo é uma cidade de prestação de serviços. Vamos fazer no lugar do CEAGESP o pólo tecnológico de SP, com zero de dinheiro público. A economia criativa é a grande alma da cidade. Os empreendedores deste campo vão receber todo apoio possível”. Mencionou também que pretende dar atenção a segmentos específicos, como gastronomia. “Vamos impulsionar chefs e donos de restaurantes para difundir a gastronomia como arte e cultura da nossa cidade, além de atividade geradora de empregos e de impostos”.

    • Conflitos entre a disposição para fazer e o sistema que engessa

    Questionado sobre o que o prefeito pode realizar para mudar esse cenário, Doria expôs o papel que a administração municipal deve assumir: “A Prefeitura tem que ser facilitadora, não dificultadora”. Ele afirma que muitos investidores desistem da cidade por conta dos infindáveis trâmites burocráticos. E diz que vai atuar para transformar essa situação:

    “Temos que seguir a lei, seguir os critérios, mas facilitar. Vou colocar uma única instituição para resolver todas as questões. O empreendedor e o investidor irão a um único local, que terá obrigação e prazo determinado para aprovar tudo”. Doria também garante que vai trabalhar para que empreendedores tenham mais oportunidades de fornecerem para a prefeitura, e para que os pagamentos ocorram no prazo correto.

    • Empreendedorismo feminino

    Indagado sobre como pretende fomentar o empreendedorismo entre as mulheres, João Doria convoca órgãos especializados para a criação de um ambiente propício. “Instituições como a própria Endeavor e a Oxigênio devem estimular o debate, para que mulheres possam ser grandes empreendedoras”. De acordo com ele, a iniciativa deve partir do setor privado; mas terá total apoio da Prefeitura.

    • Problemas gerados pela mobilidade urbana

    Como solução para os desafios impostos pelo transporte público na cidade, Doria aponta a aproximação com a iniciativa privada. “O melhor caminho é sempre a PPP. Com elas, vamos colocar tecnologias nos corredores de ônibus, diminuir o tempo em cada trajeto, colocar ônibus articulados e bi-articulados e todos terão ar-condicionado, wi-fi e televisões”.

    Ele afirma que tais medidas beneficiarão os empreendedores, já que também são muito afetados por problemas de deslocamento na cidade. Por fim, João Doria foi convidado a completar a seguinte frase: “empreender é…”. E o resultado foi: “Empreender é ter coragem, ousadia e criatividade”.

    Nota: no dia 09/09, o candidato a reeleição Prefeito Fernando Haddad (PT) participa da Sabatina. Ricardo Young (REDE) já participou da Sabatina. Celso Russomano (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) foram convidados, mas ainda não confirmaram presença. Luiza Erundina (PSOL) foi convidada e declinou.

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    https://endeavor.org.br/sabatina-joao-doria/https://endeavor.org.br/?p=19399Tue, 06 Sep 2016 18:24:18 +0000Onde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com João DoriaLiderança para mobilizar e incentivar o empreendedorismo, saiba a visão e as ideias do candidato João Doria. Após a conversa com Ricardo Young, foi a vez do candidato João Doria Jr. apresentar suas visões e ideias sobre as relações entre gestão pública e empreendedorismo. Recebido também na Oxigênio Aceleradora, o postulante do PSDB à Prefeitura ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 06 Sep 2016 20:24:28 +0000Endeavor BrasilOnde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com João DoriaOnde está o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com João Doria
    Consumidor 3.0: como enfrentar as barreiras na hora do atendimentoO consumidor 3.0 está quebrando grandes barreiras quando o assunto é atendimento ao cliente, será que sua empresa está preparada para fazer as mudanças necessárias?

    O que veio primeiro, o comportamento do consumidor 3.0 ou as barreiras que ele enfrenta em centrais de atendimento? Claro, essa é uma pergunta retórica e sua resposta é tão difícil quanto responder se o ovo veio antes da galinha. Mas, independentemente da resposta, uma coisa é certa: o comportamento do consumidor evolui constantemente ao mesmo tempo que as burocracias de uma empresa se solidificaram muito rápido, deixando de acompanhar essa evolução.

    E é por conta dessa solidez em seus processos que a grande maioria dos empreendedores ainda não conseguiu derrubar as barreiras que os impedem de ter verdadeiros relacionamentos com seus consumidores. E o que faz esse ciclo ser tão vicioso? Se você acha que são os grandes erros que afastam seus clientes, nem sempre é assim. 5 deslizes básicos podem afetar, e muito, a sua relação com seus consumidores:

    1. O problema que não tem fim

    O consumidor, geralmente, não consegue resolver um simples problema em uma ligação ou chat rápido. A partir daí começa uma saga que parece interminável. A Harvard Business Review revela que é preciso entrar em contato 4 ou mais vezes, por diferentes canais, em que as mesmas informações são registradas, antes de ter uma resolução aceitável. Na verdade, 62% dos clientes dizem ter que entrar em contato diversas vezes para ter um problema resolvido.

    E não é só isso. Segundo um relatório global da Microsoft, sobre as operações de atendimento multicanal, 41% dos consumidores brasileiros consideram a agilidade em resolver problemas o aspecto mais importante de uma experiência satisfatória. Ou seja, quanto mais sua empresa demora para atender seus clientes, menor o nível de engajamento. Aqui vale lembrar que o público brasileiro é o mais propenso a sentir falta de maior agilidade nos processos de atendimento.

    2. O ping-pong do consumidor

    Geralmente, o problema não é resolvido no primeiro nível. O cliente entra em contato e é transferido constantemente de departamento, se sentindo um verdadeira bolinha de ping pong, tendo que repetir seu problema diversas vezes. Isso acontece com frequência nas operações de atendimento, seja por uma gestão mal estruturada, um canal de autoatendimento sem respostas claras ou qualquer outra burocracia que não seja indicada logo de cara.

    E se você ainda tem dúvidas sobre o quanto isso afeta sua empresa, 57% dos consumidores se dizem insatisfeitos com as constantes transferências entre departamentos. A gente entende que nem sempre é possível responder a pergunta do seu cliente logo de cara, mas ter um bom sistema de gestão pode impedir que o consumidor se sinta esgotado por ter que contar, mais uma vez, toda sua saga.

    3. Contexto é tudo!

    Um dos maiores problemas de todas as operações de atendimento no Brasil, e no mundo, é que, por conta de diversos processos burocráticos, os atendentes não conseguem capturar o contexto das conversas em que seus consumidores estão. A cada nova ligação, e-mail ou contato realizado pelo consumidor, as mesmas informações são tratadas, desnecessariamente, enquanto o problema não é resolvido.

    A gente sabe que isso acontece por falta da tecnologia adequada e de processos que não se adaptam ao consumidor, mas sim à burocracia da empresa. Mais uma vez, fica clara a massiva evolução do consumidor em relação a maneira como as empresas o enxergam. Hora de se adaptar! Alguns dados podem ajudar na hora de direcionar seus esforços:

    • 24% dos consumidores brasileiros consideram que o motivo de maior frustração em uma experiência de atendimento é o fato de terem que ligar diversas vezes para falar sobre o mesmo problema: então, já sabe né? Se o cliente reclamou, foco total na resolução do seu problema, por menor que ele pareça!
    • 51% dos consumidores precisam explicar mais de uma vez o problema para obter uma solução: aqui estamos falando diretamente sobre o seu time de atendimento. Por mais que pareça bobagem, a reciclagem de conhecimentos é um ponto muito importante, assim como treinamentos para fazer do seu atendimento uma experiência cada vez mais assertiva.

    4. O Labirinto dos canais

    Aqui na NeoAssist já batemos diversas vezes nesta tecla: o consumidor 3.0 quer sim múltiplos canais, mas se eles não estiverem integrados em uma experiência única, o consumidor vai acabar ziguezagueando em um labirinto de informações. Ou seja, esses diversos canais devem ser um só, integrados em uma experiência omnichannel.

    Essa integração e tudo o que o consumidor 3.0, antenado, ultra conectado e que vive experiências digitais fluidas espera em qualquer momento de sua vida, incluindo o atendimento que recebe das empresas. Por falta de um sistema integrado, a operação do atendimento pode contar com alguns canais mais efetivos que outros para realizar a comunicação com os consumidores, mas aqui vale um grande sinal vermelho para os empreendedores que ainda postam em atividades que não conversam entre si:

    Segundo o Salesforce, 57% dos consumidores dizem não gostar de trocar de canal por imposição da empresa.

    Os brasileiros são ainda mais exigentes, sendo que 19% dos consumidores consideram sua maior frustração o fato de ser transferido entre agentes. Pensar de forma integrada nem sempre é fácil, mas é, sem dúvida alguma, a tendência do futuro. Segundo a Newvoice, 43% dos consumidores esperam que as marcas e empresas integrem seus canais sociais com outros canais de atendimento ao cliente. E aí, sua empresa já está fazendo parte dessa mudança?

    5. Encontrar as informações corretas

    Falamos diversas vezes sobre a importância de ter um autoatendimento eficiente e não é para menos: é comprovado que o consumidor 3.0 já sabe se virar e o acesso a internet lhe dá as ferramentas necessárias para resolver seus problemas por conta própria. O problema é que as empresas ainda não entenderam exatamente o que eles buscam.

    As informações estão disponibilizadas de maneira incorreta, incompletas ou não atendem aquilo que o consumidor está procurando. Mas, não se deixe abater, por mais que a tarefa não seja fácil, trabalhar com autoatendimento é praticamente obrigatório para os próximos anos. O único cuidado aqui deve ser ao não explorar esse canal da maneira correta, o que só vai gerar mais uma barreira para o hiperativo consumidor 3.0.

    6. O esforço para ser atendido: a barreira mãe

    Será que é preciso tanto esforço para ter um problema resolvido? A resposta, por mais óbvia que pareça, é um grande sim, mas isso passa completamente despercebido pelas empresas ao criarem processos extremamente burocráticos para a resolução de demandas no SAC. E por conta de todas as outras barreiras, esse esforço para ter um bom atendimento vai aumentando e afastando os consumidores. E essa barreira é a mais importante de se ter consciência, pois quando você pensa em eliminar os esforços do consumidor, ou seja, pensa diretamente na experiência do cliente, você vai, por consequência, passar a derrubar as demais barreiras.

    O consumidor 3.0 é aquela pessoa que não vai deixar um erro de atendimento passar batido e, por isso, sua empresa precisa dobrar a atenção na jornada de relacionamento com o cliente. Se formos parar para pensar, o consumidor não está pedindo nada além de um atendimento fácil e de qualidade, mas será que a sua empresa está realmente preparada para essa nova onda?

    Conteúdo adaptado da Neoassist.

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    https://endeavor.org.br/consumidor-3_0/https://endeavor.org.br/?p=19387Mon, 05 Sep 2016 22:17:12 +0000Consumidor 3.0: como enfrentar as barreiras na hora do atendimentoO consumidor 3.0 está quebrando grandes barreiras quando o assunto é atendimento ao cliente, será que sua empresa está preparada para fazer as mudanças necessárias? O que veio primeiro, o comportamento do consumidor 3.0 ou as barreiras que ele enfrenta em centrais de atendimento? Claro, essa é uma pergunta retórica e sua resposta é tão ...Endeavor BrasilAlbert DeweikMon, 05 Sep 2016 19:40:16 +0000Albert DeweikConsumidor 3.0: como enfrentar as barreiras na hora do atendimentoConsumidor 3.0: como enfrentar as barreiras na hora do atendimento
    Como estruturar uma estratégia de geração de leads: 6 dicas matadorasToda empresa consegue gerar leads, mas o desafio está na geração de leads de qualidades. Será que seu negócio sabe o passo a passo de uma boa estratégia? 

    Você sabe como chegar naquele cliente que sempre desejou ter na sua base de dados? De uns anos para cá, a geração de leads qualificados é o grande objetivo da maioria dos times de marketing. E não é para menos, quem não quer atrair novas oportunidades de negócio, vender mais e a continuarem crescendo? Mas, como nem tudo é perfeito, muitos profissionais de marketing ainda não estão satisfeitos com o seu programa de geração de lead e enfrentam grandes desafios na hora de elaborar uma campanha de qualidade.

    Muitos empreendedor não conseguem entender onde está o furo no balde, mas vamos voltar lá no começo: será que você está usando as estratégias certas? Separamos as 6 melhores estratégias para a geração de leads que você precisa conhecer. Acompanhe:

    • Como funciona a geração de Leads

    Antes de mergulharmos nas estratégias, é preciso entender como funciona o básico da geração de leads. Se analisarmos de uma forma mais técnica, 4 elementos são necessários:

  • Uma oferta;
  • Um CTA;
  • Uma Landing Page;
  • Um formulário.
  • Cada um tem um papel importante dentro do processo de converter novos visitantes em oportunidades de negócio para a sua empresa. Além de olharmos cada um deles mais a fundo, reunimos mais alguns insights para sua empresa gerar mais Leads.

    1. Crie ofertas atraentes

    O maior objetivo de qualquer empresa é fazer com que as pessoas digam sim às suas ofertas, isso todo mundo já sabe. Agora, para oferecer algo que seus visitantes realmente desejam, a sua oferta precisa ser exclusiva ou muito concorrida. Isso desperta uma reação psicológica no usuário, torna o que você está oferecendo mais valioso para ele, assim ele esquece de dúvidas e preocupações. Quanto maior a percepção de valor, mais irresistível é a oferta.

    Leia também: Valuation: como calcular o valor da sua marca

    Uma maneira interessante de despertar valor é passar senso de urgência. Ofertas com duração ou quantidade limitadas são excelentes leads magnets, afinal todo mundo quer ter o que é único ou limitado. E aqui, por mais paradoxal que possa parecer, o oposto também pode funcionar. Por exemplo, se você promove que 140 mil pessoas acessam seu conteúdo você está mostrando que compartilha um material muito bom e que esse visitante estará a alguns passos atrás de toda essa gente se não consumir a oferta.

    Uma oferta irresistível começa com um bom título. Seja um eBook, webinar, períodos de teste, kits ou whitepapers sem um título que convença você não vai ficar satisfeito com o número de leads

    Bons títulos são aqueles que provocam o usuário e mostram meios para que ele seja um profissional melhor, provando que as suas ideias são as mais atuais do mercado.

    2. Tenha um CTA claro e objetivo

    Se os seus call-to-actions não cumprem bem o papel de atrair a atenção dos visitantes, incentivando-os ao clique, suas ofertas não vão servir para nada. E vale lembrar que, diferente do que muitos pensam, CTAs não são exclusivos para landing pages. Eles podem ser usados em páginas de produtos, anúncios, e-mails, redes sociais e praticamente em qualquer canal que ofereça uma oferta.

    Leia também: 4 P's de marketing: a base do marketing na sua empresa

    E já que o botão de ação é o ponto de conversão da maioria das páginas, ele precisa ficar à mostra. Não adianta nada ter um CTA matador que fica escondido. Se você o está utilizando em páginas ou no email, garanta que o botão fique acima da dobra da página, e, nunca esqueça: um bom CTA é aquele que mostra com clareza qual é a oferta que está sendo oferecida. Um texto inteligente não é melhor do que um texto claro.

    Se você está oferecendo um eBook de geração de Leads, diga "Baixe nosso eBook grátis sobre geração de Leads". Ah, as cores também são importantes para um bom CTA. Nessa hora, o contraste é seu grande aliado, é ideal que os olhos dos visitantes encontrem o call-to-action facilmente.

    3. Crie Landing Pages com foco na conversão

    Landing Pages estão entre os grandes astros da geração de leads. Uma página de destino bem elaborada é indispensável para converter visitantes. A landing page perfeita direciona o usuário para uma oferta em particular, sem distrações e com um único objetivo: completar o formulário com suas informações. Ela precisa ter os elementos básicos para o sucesso:

  • Um bom título;
  • Uma descrição curta da oferta;
  • Pelo menos uma imagem para ilustrar a oferta;
  • Um formulário para captar dados.
  • Repare que landing pages não possuem menus de navegação, guarde isso para as páginas do seu site. Aqui, nós queremos que o usuário preencha o formulário, clique no CTA e se torne um lead. Nada de outras opções!

    Um ponto bem importante que muitas vezes passa despercebido é que o título, a oferta e o CTA precisam ser consistentes um com o outro. Ou seja, a mensagem precisa ser a mesma em todos eles. Se você está oferecendo demos do seu produto, é importante essa palavra estar presente em todos eles. Inclusive, use a palavra-chave principal da sua Landing Page na URL. Esse é um fator importante para links patrocinados e buscas orgânicas. E lembre-se: mais é menos! Mantenha a página simples e direta, coloque apenas as informações relevantes e incentive o compartilhamento nas redes sociais.

    4. Faça formulários na medida certa

    O formulário é o que  tornam a conversão possível. Sem colher informações relevantes sobre o seu visitante, não há como transformá-lo em um lead. E, por mais óbvio que pareça, um formulário certo começa com as informações certas, ou seja, quanto menos campos, mais conversões.

    O exercício aqui é pensar em quais dados do usuário são importantes para o seu negócio. Geralmente, quanto mais fundo no funil de vendas, mais informações você pode pedir. Se as informações que você está pedindo são mais pessoais, como telefone ou endereço, utilizar certificados de segurança é uma boa ideia. Eles ajudam a deixar o usuário mais tranquilo para fornecer seus dados e reduz a relutância do Lead em terminar de preencher o formulário.

    5. Conheça seu funil de vendas

    O funil de vendas também é uma parte importante, já que diferentes tipos de materiais se adequam melhor a diferentes estágios de venda. Isso também serve quando estamos lidando com a extensão do material, o tamanho do formulário, o título e assim por diante. Para gerar bons leads, nutrí-los e convertê-los, você precisar conhecer muito bem o seu funil de vendas, além de saber o que compõe cada estágio e como o seu fluxo está montando.

    Não adianta gerar muitos leads se, no final das contas, você não tem o seu funil planejado para que eles avancem e se tornem novos clientes.

    Ao passo que o lead vai avançando no funil de vendas, novos conteúdos podem ser oferecidos para ele. Não crie só ofertas para o topo do funil (ToFu). Conheça a jornada de compra de sua persona e produza também conteúdos específicos para o meio e fundo de funil (MoFu e BoFu). Passando rapidamente, exemplos de conteúdo para diferentes estágios da jornada de compra seriam:

    # Topo de Funil - ToFu: é fundamental no processo de geração de leads, fazendo com que o usuário avance mais um estágio em relação à compra. Exemplos de ofertas: eBooks, webinars, guias mais introdutórios sobre o assunto;

    # Meio de Funil - MoFu: de forma prática, deve mostrar como seu negócio pode auxiliar seus potenciais clientes a resolverem problemas corriqueiros. Exemplos de ofertas: estudos de caso, checklists avançados, ferramentas; e

    # Fundo de Funil - BoFu: deve mostrar por que o seu negócio é a melhor opção comparado aos concorrentes de mercado. Exemplo de ofertas: período de trial do produto, diagnóstico grátis, bate-papo com um consultor, comparativos de mercado.

    6. Nunca pare de explorar novos canais para gerar Leads

    A geração de leads é totalmente ligada a atrair visitantes para os seus canais de conversão. Pense em todas as ferramentas de Marketing Digital como possibilidades de atrair futuros clientes: campanhas de e-mail marketing, redes sociais ou compra de mídia (Google AdWords, Facebook Ads etc). Tudo isso serve como fonte de tráfego para sua landing page e como mais visitantes a serem convertidos. Cada canal tem uma particularidade, mas todos eles podem te ajudar.

    Leia também: O funil de vendas do início ao fim

    Uma dica é criar landing pages específicas para cada campanha, mesmo que elas ofereçam a mesma oferta. Assim, a jornada do usuário desde o primeiro clique até a conversão se torna mais linear e conectada. A melhor forma de acompanhar e descobrir o que funciona é por meio dos testes A/B. Tem duas ideias? Coloque as duas em prática e descubra o que funciona melhor!

    A geração de Leads é um trabalho contínuo de teste, análise e otimização. É importante entender o que o seu negócio precisa e o que a suas personas desejam consumir. Cada estratégia é uma parte importante e garantir que elas funcionem juntos no todo é essencial para criar uma estratégia de qualidade. Se você quer saber tudo para implementar uma estratégia eficiente, não deixei de baixar o eBook Marketing Digital para Empreendedores.

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    https://endeavor.org.br/como-gerar-leads-qualificados/https://endeavor.org.br/?p=19370Fri, 02 Sep 2016 20:56:53 +0000Como estruturar uma estratégia de geração de leads: 6 dicas matadorasToda empresa consegue gerar leads, mas o desafio está na geração de leads de qualidades. Será que seu negócio sabe o passo a passo de uma boa estratégia?  Você sabe como chegar naquele cliente que sempre desejou ter na sua base de dados? De uns anos para cá, a geração de leads qualificados é o grande objetivo da ...Endeavor BrasilAndré SiqueiraWed, 21 Sep 2016 19:27:08 +0000André SiqueiraComo estruturar uma estratégia de geração de leads: 6 dicas matadorasComo estruturar uma estratégia de geração de leads: 6 dicas matadoras
    Onde fica o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Ricardo YoungDescentralização e uso da tecnologia: como o candidato Ricardo Young, da Rede, pretende aproximar a gestão pública do empreendedorismo

    Em breve, os paulistanos irão às urnas para eleger o Prefeito dos próximos quatro anos da cidade. As campanhas estão ganhando corpo, as bandeiras estão sendo hasteadas e as propostas propagadas. Ou seja, é o momento certo para fazemos algumas perguntinhas fundamentais: e o empreendedorismo? Qual é a relação de cada postulante com o tema? Como eles pretendem incentivar a atividade empreendedora na cidade e, em consequência, a geração de empregos?

    Foram essas indagações que deram origem ao movimento + Empreendedores + Empregos, promovido por diversas organizações do ecossistema empreendedor brasileiro. Trata-se de uma série de encontros com candidatos para que apresentem suas visões sobre as relações entre empreendedorismo e gestão pública. O primeiro a participar dos eventos em São Paulo foi Ricardo Young, da Rede Sustentabilidade, que foi sabatinado por Juliano Seabra, Diretor-Geral da Endeavor, Carlos Henrique Pegurier, mentor da organização, e Fabiana Salles, fundadora e CEO da Gesto Saúde.

    O debate aconteceu em um espaço bastante propício: a Oxigênio Aceleradora, bem no centro de São Paulo. Toda a conversa foi acompanhada de perto por diversos empreendedores da cidade e pelas equipes das startups que estão ali, encubadas, buscando o crescimento e, em consequência, a geração de mais empregos.

    • Velhos modelos não resolvem velhos problemas

    Ricardo Young começou expondo sua visão sobre as relações entre poder público e empreendedorismo. Em sua fala, radiografou a desigualdade que, para ele, é o principal problema da capital paulistana. Analisando as disparidades entre regiões, atribuiu-as ao grande inimigo da gestão pública atual: o governo de coalizão.

    De acordo com Ricardo, esse modelo tem apenas um verdadeiro objetivo: a preservação do poder. “É a manutenção do poder acima do interesse coletivo, do interesse público”. Ele também afirmou que é nesse modelo que entram todas as negociatas que resultam nas coligações partidárias que, por fim, levam à multiplicação de cargos que encarecem a gestão.

    Leia também: Os novos caminhos para o empreendedor que quer inovar junto ao setor público

    Para alterar essa configuração, o candidato da Rede propõe uma estratégia de ruptura, e aqui, finalmente, entramos em território familiar ao empreendedor: Young defende que o estado mobilize o capital já existente para tornar a gestão pública mais eficiente.

    Ele também propõe que se reduza o tamanho de órgãos públicos e que se estabeleçam alianças entre o setor público e os empreendedores, as parcerias público-privadas, cuja adoção seria “radicalizada para servir aos interesses públicos”. E esses interesses seriam identificados pela atenta observação dos “territórios” da cidade.

    O empreendedor, assim, exerceria papel central na ruptura com os modelos tradicionais de governança, que Ricardo Young resume da seguinte forma: “De cidadão sob controle a cidadão no controle. De Governo para o cidadão a governo com o cidadão. De Governo como provedor de serviços para Governo como facilitador, como intermediário de serviços”.

    • Distância entre Governo e empreendedorismo

    Ricardo Young foi abordado sobre sua trajetória empreendedora para explicar os motivos que levam políticos em geral a manter tanta distância do mundo empreendedor.

    O candidato começou afirmando que o problema talvez seja ainda maior do que um simples distanciamento: “o Governo não enxerga o empreendedorismo”. Ele atribui a “cegueira” ao fato de que o poder público trabalha sempre com “macro problemas e macro decisões”, um contexto em que, aparentemente, startups não têm vez. Ele aponta o equívoco de se considerar o “emprego tradicional” como a salvação da lavoura:

    “Foi no século vinte. Existem empregos tradicionais que são importantes, claro; mas a grande forma de fazer avançar a geração de renda numa cidade como São Paulo, por exemplo, é estimular o empreendedorismo”.

    Young também acusou a ausência de processos de inovação na gestão pública. Por conta disso, o Governo simplesmente não consegue dialogar com esta nova força.

    • Como a Prefeitura pode consumir as inovações dos empreendedores

    A seguir, o candidato foi indagado a respeito da Lei Federal 8.666, de licitações e contratos. O dispositivo é considerado por muitos uma das principais causas de corrupção e engessamento do Estado, por emperrar processos de compra e impedir a aproximação com o empreendedorismo. E a questão principal é: como a Prefeitura poderia consumir inovação sem esses entraves?

    Ricardo Young apontou para o fato de que a Lei foi instituída (1993) antes que a tecnologia permitisse maior transparência às licitações. “Hoje, é possível substituir a lei por processos mais transparentes, como leilões reversos na internet”. São mecanismos que tornam as compras públicas mais ágeis e idôneas. Mas que não são utilizados pelo poder público -- porque não há interesse pela transparência.

    • O incentivo às parcerias público-privadas

    A próxima pergunta foi a respeito de iniciativas que incentivem a criação e o desenvolvimento de startups. Para respondê-la, Ricardo Young retomou a questão dos territórios. Citando como exemplos os problemas de saneamento da cidade, mencionou o caso da Aquapolo, empresa que “transforma água poluída em semipotável numa rapidez extraordinária e num volume incrível”.

    No entanto, ele afirma que não há incentivos ao empreendedorismo para que essa tecnologia seja disseminada. A solução, afirma Young, é estimular as parcerias público-privadas. É fazer o diagnóstico preciso de cada território “para não dispensar recursos”. E quando o diagnóstico for feito, o candidato promete identificar quais as iniciativas empreendedoras podem responder melhor às demandas levantadas.

    • A relação entre políticos e gestores

    Por meio de perguntas, o público presente também participou ativamente do debate. Uma delas foi sobre a dificuldade enfrentada por governantes atuais de manter em suas gestões profissionais competentes, mas que não são políticos. Como evitar que estes quadros acabem sendo “expelidos”, como tem acontecido?

    Ricardo Young foi enfático: “rompendo com a governança de coalizão”. Segundo ele, os profissionais sem ligação partidária são afastados do sistema porque o Governo “tem que ficar pagando esta conta da coalizão”. Tem que ocupar cargos com os indicados pelos partidos.

    Carlos Henrique Pegurier, então, lembrou que Fernando Haddad teve tal intenção ao nomear técnicos para secretarias do Município. E perguntou ao candidato da Rede o que ele faria de diferente.

    Young atribuiu o fracasso governo de coalizão do Prefeito, o qual não permitiu o avanço desse movimento. Afirmou que vai “olhar para pessoas, e não partidos” para montar seu secretariado. E que, para vencer o território do jogo político, vai contar com o apoio da população “o que acontece quando você chama as melhores pessoas para governar? A sociedade te respeita. A sociedade olha para aquelas pessoas e diz: estamos em boas mãos”.

    • Estratégias para obter apoio na câmara

    Juliano Seabra perguntou como Young pretende obter apoio na Câmara, se, como o candidato coloca, os vereadores se acostumaram ao governo de coalizão. O candidato, mais uma vez, mencionou o respaldo da população. Salientou que o apoio da sociedade vem conferindo uma força aglutinadora a grupos de vereadores, por meio da qual importantes mudanças vêm acontecendo, como a da Lei de Zoneamento, a regulamentação do transporte privado etc. “Se tem uma coisa que os vereadores respeitam é a pressão popular”.

    Para terminar a conversa, Ricardo Young foi convidado a completar a seguinte frase: “empreender é…”. O resultado foi o seguinte: “Empreender é ter resistência, paciência, tolerância e desafio. Portanto, empreender é ter sabedoria”.

    Nota: no dia 06/09, João Dória Jr. (PSDB) participa da Sabatina. Fernando Haddad (PT), conversa com empreendedores no dia 09/09. Celso Russomano e Marta Suplicy foram convidados, mas ainda não confirmaram presença. Luiza Erundina foi convidada e declinou.

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    https://endeavor.org.br/debate-ricardo-young/https://endeavor.org.br/?p=19366Fri, 02 Sep 2016 19:49:55 +0000Onde fica o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Ricardo YoungDescentralização e uso da tecnologia: como o candidato Ricardo Young, da Rede, pretende aproximar a gestão pública do empreendedorismo Em breve, os paulistanos irão às urnas para eleger o Prefeito dos próximos quatro anos da cidade. As campanhas estão ganhando corpo, as bandeiras estão sendo hasteadas e as propostas propagadas. Ou seja, é o momento ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 06 Sep 2016 15:35:25 +0000Endeavor BrasilOnde fica o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Ricardo YoungOnde fica o empreendedorismo nas propostas eleitorais? Um papo com Ricardo Young
    Deixando as métricas de vaidade de lado: como a Red Bull criou asasO marketing digital pode levar marcas à estratosfera ou afundá-las. Será que sua empresa sabe para onde olhar ou está presa nas métricas da vaidade? 

    Você deve se lembrar do Red Bull Stratos, o alucinante projeto em que o paraquedista austríaco Felix Baumgartner saltou da estratosfera rumo à terra. Caso não se lembre, ou nem tenha ouvido falar, assista agora mesmo a este vídeo. Você vai perceber que “alucinante” é pouco para descrever o que foi a experiência.

    Alguns motivos fizeram com que o projeto entrasse imediatamente para a história. O recorde de 52 anos quebrado por Baumgartner, por exemplo, do maior salto de paraquedas já registrado, mas aqui vamos nos ater aos impressionantes resultados relativos à audiência, à produção de conteúdo, ao branding… enfim, aos resultados da estratégia de Marketing Digital estabelecida pela empresa  austríaca de bebidas.

    • Objetivo real ou vaidade?

    Não é de hoje que a Red Bull vem fazendo sucesso com seus conteúdos. Desde julho de 2008, data em que a empresa publicou o primeiro vídeo no YouTube, o canal da marca já acumula mais de um bilhão de views. Em termos práticos, assumindo que cada visualização equivale a uma pessoa diferente, pode-se dizer que cerca da metade do público global com acesso à internet acompanhou não apenas o austríaco, mas outros atletas ou artistas da Red Bull em performances de tirar o fôlego.

    Leia também: Marketing de guerrilha: quando a criatividade não tem limites

    É um número extraordinário, sem dúvida. Mas cabe aqui a pergunta: ele estaria sempre alinhado com os objetivos de um negócio? No caso da Red Bull, sim, mas, em muitos outros exemplos, ter um milhão de fãs não é nada além de um número bonito para cintilar as reuniões de resultados. Os tão desejados likes compõe as chamadas métricas de vaidade: ótimas para o ego, péssimas para o negócio.

    • A lição da mitologia grega

    Você se lembra do mito de Narciso? Que se apaixonou pelo próprio reflexo na lagoa de Eco e ficou ali, contemplando a si mesmo, indiferente ao mundo ao redor, definhando até a morte? Pois é, o problema da métrica de vaidade é exatamente esse: o encantamento com algo, neste caso, não uma imagem, mas um dado, que faz com que você deixe de lado o que realmente importa.

    São relatórios que ficam lindos em um press release, mas que, na prática, não te ajudam a criar um plano de marketing realmente efetivo. Algumas dessas armadilhas são:

  • Níveis de tráfego/visualizações - tráfego, por si só, não quer dizer muita coisa. É preciso estar vinculado a um plano sólido de conversão de vendas;
  • Números de usuários: muitas empresas concentram esforços em usuários registrados que não são tão importantes assim. Pelo menos se comparados com os usuários ativos, um segmento que certamente será bem menor do que aqueles registrados; e
  • Compartilhamentos/curtidas/seguidores: são sedutores, sem dúvida, mas vale lembrar que o Facebook não paga suas contas.
    • Você administra um negócio, não um show

    No marketing digital, há muitas armadilhas relativas a essas métricas de vaidade. Entrar em uma rede social nova só por que está na moda; não ter clareza do ROI das campanhas; medir tudo, sem saber qual métrica realmente importa; e ter os times de vendas e marketing trabalhando em silos isolados, por exemplo.

    Quanto a likes, curtidas e visualizações, os esforços acima podem render números encantadores, mas é fundamental lembrar que você está tocando um negócio.

    Mais olhos nos seus conteúdos não valem nada se você não conseguir convergir a atenção em novas vendas

    Quando um gestor associa o aumento de qualquer métrica a uma vitória, sem uma avaliação criteriosa, ele pode cometer um erro grave. Em casos assim, muito provavelmente ele está gastando tempo e recursos com esforços, enquanto os resultados práticos, para as receitas, podem ser absolutamente nulos. O negócio vai definhando, definhando… bem, você conhece o resto da história.

    • Como evitar as armadilhas da vaidade?

    Essa é fácil, porque a Endeavor, em parceria com SEBRAE, tem um curso que foi criado exatamente para você se preparar e otimizar esforços no campo do marketing. Estamos falando do Marketing Digital Para o Empreendedor, um curso ministrado pelo especialista Vitor Peçanha, cofundador da Rock Content e que também conta com cases reais de Empreendedores Endeavor, como Mate Pencz, da Printi,Vitor Torres, da Contabilizei.

    As aulas não apenas te ajudam a evitar o perigoso território da vaidade, como também contribuem para que você:

    • Desenhe uma estratégia de marketing digital alinhada com os seus objetivos de negócio;
    • Alinhe os times de Marketing e Vendas para trabalharem em conjunto na aquisição de novos clientes;
    • Estruture um time preparado para executar essa estratégia;
    • Conheça as principais métricas de retorno de investimento para você acompanhar.

    E o melhor de tudo: o curso é 100% gratuito e online. Não deixe de fazê-lo! Você vai descobrir que, entre o crescimento estratosférico da Red Bull e a alienação de Narciso, existe um caminho ideal para a sua empresa mandar bem no Marketing Digital.

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-evitar-metrica-vaidade/https://endeavor.org.br/?p=19336Thu, 01 Sep 2016 21:36:45 +0000Deixando as métricas de vaidade de lado: como a Red Bull criou asasO marketing digital pode levar marcas à estratosfera ou afundá-las. Será que sua empresa sabe para onde olhar ou está presa nas métricas da vaidade?  Você deve se lembrar do Red Bull Stratos, o alucinante projeto em que o paraquedista austríaco Felix Baumgartner saltou da estratosfera rumo à terra. Caso não se lembre, ou nem ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 12 Sep 2016 19:43:21 +0000Endeavor BrasilDeixando as métricas de vaidade de lado: como a Red Bull criou asasDeixando as métricas de vaidade de lado: como a Red Bull criou asas
    “Você não pode ser simplesmente alguém que nasceu, trabalhou e morreu. Tem que deixar alguma coisa”Conheça a história de Tatsuo Suzuki, Wataru Ueda e Toru Kinjo, empreendedores da Magnamed.

    Muitos sonhos embarcaram junto com as famílias japonesas nos navios que as trouxeram para o Brasil. Talvez nenhum deles imaginasse que seus descendentes criariam um produto que cruzaria de novo os mesmos mares, salvando milhões de vidas mundo afora.

    Filhos e netos de imigrantes japoneses, os amigos Wataru Ueda, Tatsuo Suzuki e Toru Kinjo seguiram um dos fundamentos da cultura do seu povo, que valoriza a educação como base para tudo, e se formaram engenheiros apesar de todas as dificuldades enfrentadas. Também motivados por devolver algo valioso ao país que os acolheu e onde puderam estudar e se formar, eles resolveram investir tempo, conhecimento e recursos para criar uma empresa de ponta no setor de equipamentos médicos, a Magnamed.

    Como imigrantes da própria carreira, deixaram uma vida profissional estável e bem resolvida,  se aventuraram no mundo do empreendedorismo para começar tudo de novo e acabaram realizando um verdadeiro salto para o futuro.

    Da lavoura para o ITA

    Tatsuo Suzuki cresceu nas lavouras do interior paulista. Trabalhou muitos dias de sol a sol e só aprendeu a falar português aos oito anos. Sempre quis ser médico, inspirado pelo avô, que veio para o Brasil quando estava quase se formando em medicina. Não conseguiu completar o curso, mas trouxe os conhecimentos adquiridos e atendia os imigrantes da colônia japonesa: “ele tinha uns cadernos onde anotava o nome dos remédios em japonês e em português para ajudar os pacientes. Recebia pagamento em porco, cabrito, mas às vezes nem cobrava”. Ele sempre falava para o neto: “você vai ser médico”.

    Quando Tatsuo tinha 14 anos, sua mãe, que sempre incentivou os estudos,  mostrou ao filho um artigo em um jornal japonês editado no Brasil sobre um médico filho de imigrantes que inventou um respirador.  A partir desse dia, ele decidiu fazer o mesmo. Mas cursar medicina e ser inventor de aparelhos médicos não tinha muita lógica, né? Melhor era virar engenheiro.

    Ainda adolescente, depois de trabalhar como lavrador, pedreiro, marceneiro e saiu do campo para estudar em São Paulo, onde trabalhou como relojoeiro enquanto fazia o cursinho.  Entrou no ITA e, depois de se formar em engenharia mecânica, fez um curso de engenharia biomédica e mestrado no COPPE, no Rio de Janeiro.

    A minha mãe sempre falava: “Você não pode ser simplesmente alguém que nasceu, trabalhou e morreu. Tem que deixar alguma coisa”.

    Tatsuo fez  sua tese de mestrado no Incor, onde ficou dez anos e saiu como diretor de bioengenharia para trabalhar em uma fundação que desenvolve equipamentos médicos para cardiologia.  Foi quando o destino trouxe de volta uma feliz coincidência e ele foi convidado para trabalhar justamente na empresa do médico inventor. Sim, aquele cuja notícia, mostrada pela sua mãe, inspirou toda a sua carreira.

    Nos quinze anos que trabalhou lá, desenvolveu inovações importantes juntamente com Wataru e Toru e todos se tornaram amigos. Mas o dono da empresa limitava as melhorias e, com muitas ideias que não podiam executar, um propósito na vida e muita experiência acumulada, eles resolveram sair e se uniram para criar a Magnamed.

    “Estudamos em escola pública, fizemos o ITA e temos que fazer alguma coisa para retribuir para o país que ajudou a gente a se formar”. A grande sacada foi perceber o quanto os funcionários sofriam para montar os equipamentos. Por que não agilizar as coisas e ainda fazer um bem para a sociedade?

    Sempre alerta

    Na escola japonesa Shohaku Gakkuen, onde Wataru Ueda estudou desde os cinco anos, o principal objetivo, além de ensinar o japonês,  era a formação do caráter.  Foi onde  ele desenvolveu o senso de equipe e moldou o espírito de liderança com experiências muito positivas, que o ajudaram a se tornar empreendedor. Os alunos tinham que organizar os jogos e a premiação do evento esportivo japonês Undokai e ele cresceu nesse meio, em que a professora os incentivava a organizar desde as competições até bazares e festas de formatura, sem esperar que a escola fizesse tudo.

    Wataru cresceu observando o pai e seu espírito empreendedor com um pequeno negócio de assistência técnica. Desde cedo reconheceu quanto o esforço da família o proporcionou um estudo de qualidade e experiências que o desenvolveram seu perfil de liderança:

    “Embora meu pai nunca tivesse falado, eu via através do exemplo que ele dava que ele sempre quis que eu fosse empreendedor”.

    Aos 14 anos, Wataru foi para o Japão, em um programa de intercâmbio da escola brasileira com outra escola em Obitsu, na província de Chiba. Uma experiência marcante que permitiu conhecer uma cultura nova, jeito de pensar diferente. De uma certa forma, o ajudou a olhar o mundo como sendo a casa de todos, em vez de um globo dividido por países.

    O mesmo aprendeu como escoteiro. Participou de Jamboree (acampamentos nacionais e internacionais periódicos) na Noruega e pôde conhecer também outros países como a Itália, Alemanha, Holanda e Suécia: “isso também contribuiu para que eu tivesse essa visão de internacionalização e fizesse as coisas para o mundo e não só para o Brasil”.

    Formado em engenharia pelo ITA, Wataru foi para o Itautec, onde participou da criação dos primeiros PCs no país. Fez ainda um estágio no Japão, que já era uma grande vitrine da tecnologia, e assumiu um cargo de direção na Takaoka, que era líder em fabricação de equipamentos para anestesia no Brasil e na época enfrentava os desafios da abertura de mercado.

    “Tive uma carreira rápida, sempre empreendendo dentro das empresas, para que elas pudessem crescer rapidamente. Mas sempre com aquela vontade de fazer algo próprio”. Foi quando, na Takaoka, Wataru entrou na equipe de Tatsuo.

    Seis meses na garagem da mãe

    Wataru conta que foi Tatsuo quem ensinou o que eram os  equipamentos e o mercado de aparelhos médicos, porque ele sempre trabalhou nessa área: “logo que eu entrei na Takaoka, pensei que esse seria o cara para conversar, trocar ideias, inovar”.

    Já Tatsuo elogia a inteligência do amigo e conta que sempre pensou em empreender mas “foi Wataru quem fortaleceu essa idéia”.

    Quando decidiram seguir novos caminhos, planejaram o negócio e pensaram em como dar suporte para a família, como seria a situação financeira. Não poderiam simplesmente abandonar o emprego, sem antes traçar as metas para construir a nova empresa.

    Do momento em que os sócios começaram a conversar até dar o passo para pedir demissão, demoraram seis meses. Depois, na luta até empacotar o primeiro produto, foram três anos.

    “No começo, a gente não tinha um lugar para ficar. Não dava para começarmos com o Tatsuo na casa dele e eu na minha casa. Minha mãe morava sozinha, eu sabia que tinha um espaço na casa dela e fomos para a garagem. A gente ainda estava pequenininho em 2005, mas já com o objetivo de construir algo importante na área da saúde”.

    Os sócios sabiam que era importante construir um sistema de gestão da qualidade sólido e convidaram o amigo Toru Kinjo para atuar na área eletrônica.

    Empreender na maturidade

    Deixar um emprego estável, com uma carreira de sucesso e começar de novo requer mais que coragem. O empreendedor precisa se preparar e ter o apoio da família.

    Wataru teve todo o suporte da esposa e reconhece que, sem ela, não seria possível. Por algum tempo, ela praticamente sustentou a família com seu salário: “numa fase madura, realmente a parte financeira preocupa bastante. Ela teve que ser muito forte, porque não é fácil iniciar - a despesa é alta, o investimento é alto -, mas a gente já tinha preparado um bom pé de meia para essa aventura". Ele também se preparou para ter seu próprio negócio com cursos de gestão empresarial.

    Já para Tatsuo, não seria a primeira vez. Quando era estudante, montou um pequeno negócio que não deu certo. Tirou como lição dessa experiência a importância de se planejar e juntar um dinheiro antes de começar. A família também ajudou e seu filho já estava formado:

    “esperei esse momento para poder arriscar porque já não tinha muita gente dependendo de mim”.

    Os sócios sabiam que investir na área da saúde exige muitos recursos, dedicação e conhecimento das exigências regulatórias, mas uma vantagem era certa: a bagagem da experiência profissional de muitos anos. Para Wataru, a maturidade cai bem nesse setor: "não dá para simplesmente dizer 'hoje eu vou fazer um equipamento para a área da saúde'. É muito conhecimento prévio para adquirir antes de encarar um desafio desses”.

    Da incubadora para o mundo

    Em 2005, quando Wataru e Tatsuo saíram para criar a Magnamed, já tinham  a ideia de fazer um aparelho com mais qualidade  e mais fácil de montar. Começaram pelos ventiladores pulmonares, que oferecem suporte mecânico ao sistema respiratório.

    Acabaram criando uma plataforma tecnológica nova, num bloco único. Eles desenvolveram um equipamento mais compacto, mais seguro, com custo menor de produção e, justamente por isso, conseguiram fabricar um equipamento mais confiável e com preço mais baixo.

    Depois de passar seis meses na garagem, a empresa começou a desenvolver o projeto no CIETEC, incubadora da USP. No início, os sócios aportaram os recursos financeiros na empresa. Só depois conseguiram atrair recursos dos fundos da FAPESP, FINEP, CNPQ e  FIATEC. O dinheiro para inovação foi essencial no desenvolvimento da empresa e o resultado do investimento precisou ser comprovado, mas com a vantagem de virem a fundo perdido.

    Saíram da incubadora para um galpão alugado, para obter o aval da ANVISA e fabricar o produto que estavam desenvolvendo, mas só depois de dois anos conseguiram certificar a fábrica. O passo seguinte  seria aprovar o novo produto na ANVISA, em outro processo demorado. Mas eles conseguiram o registro da Comunidade Européia antes e a saída foi começar o negócio já exportando - o que não foi problema, já que o produto foi desenvolvido para competir com o mundo. Ganharam  uma concorrência grande na África do Sul e venderam mais de 200 ventiladores de transporte.

    Como começaram buscando o mundo, logo ganharam um aval dentro do mercado interno. Wataru explica essa conquista estratégica: “muito do medo de ir para fora é porque a pessoa não conhece o mundo. Quando logo novinho eu comecei a andar pelo mundo, vi que aqui é igual a tudo quanto é lugar”.

    Fermentando as fatias do bolo 

    Quando estavam praticamente encerrando o período na incubadora e tinham que montar a fábrica para obter o aval ANVISA, os sócios já estavam há dois anos sem rendimento nenhum e precisavam investir por mais dois anos até obter a certificação. Nesse período, ainda teriam que pagar os salários e os recursos dos fundos de incentivo não cobriam todos os custos.

    Tatsuo lembra que tinham que manter a empresa operacional sem receita e sem quebrar totalmente: “chegamos a uma situação bastante difícil, de não ter nem perto do suficiente". Resolveram recorrer aos fundos de investimento:

    “Às vezes a gente acha que dividir é ruim, mas pensamos: é melhor ter 100% de um bolinho pequenininho ou um pedaço de um bolo grandão?"

    Da garagem para a incubadora com 50 m² da USP, a Magnamed hoje tem uma fábrica de 3.000 m² com potencial para expandir sua produção até 2019. O futuro é promissor: a previsão de crescimento é de pelo menos 50% ao ano, chegando em 2018 faturando cerca de R$ 150 milhões - dez vezes o que faturou em 2014. Dentro de  dois anos, provavelmente terão que a procurar outro local para instalar uma fábrica maior.

    Com 100 funcionários e mais de 2.000 unidades vendidas, as exportações representam um terço do faturamento e os produtos da Magnamed estão em mais de 40 países do Oriente Médio, Ásia e América Latina.

    Confirmando a expectativa inicial dos sócios, a empresa continua sendo referência de inovação na área de equipamentos médicos. Wataru e Tatsuo compartilham o sonho grande de perenizar a Magnamed como uma indústria brasileira de impacto mundial: "queremos ser a Embraer dos equipamentos médicos, continuar produzindo alta tecnologia médica aqui no Brasil e preservar o máximo de vidas possível, como o primeiro ventilador que fizemos, que ajuda a preservar 1 milhão de vidas por ano”.

    E ele mesmo se assusta com o número de vidas salvas:  “Caramba é tudo isso mesmo?”

    Leia mais:

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    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/historia-magnamed-empreendedores-setor-saude/https://endeavor.org.br/?p=19319Thu, 01 Sep 2016 02:52:07 +0000“Você não pode ser simplesmente alguém que nasceu, trabalhou e morreu. Tem que deixar alguma coisa”Conheça a história de Tatsuo Suzuki, Wataru Ueda e Toru Kinjo, empreendedores da Magnamed. Muitos sonhos embarcaram junto com as famílias japonesas nos navios que as trouxeram para o Brasil. Talvez nenhum deles imaginasse que seus descendentes criariam um produto que cruzaria de novo os mesmos mares, salvando milhões de vidas mundo afora. Filhos e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:26:02 +0000Endeavor Brasil“Você não pode ser simplesmente alguém que nasceu, trabalhou e morreu. Tem que deixar alguma coisa”“Você não pode ser simplesmente alguém que nasceu, trabalhou e morreu. Tem que deixar alguma coisa”
    Relacionamento ou Spam: quanto sua empresa perde com e-mail marketingOs e-mails marketing são uma das ferramentas mais usadas pelos marqueteiros. Mas, quando ela não é dosada da forma correta, pode ser o maior erro das empresas.

    Você chega no escritório, abre seu e-mail e quase cai da cadeira ao ver aquele número vermelho no canto da tela. Em menos de 24h, você recebeu mais de 50 e-mails. De todos eles,  quase metade são propagandas de viagem, descontos ou até mesmo um pedido de doação de uma instituição que você nunca ouviu falar. Parece não existir uma maneira de separar o que você gostaria de ter no seu inbox e o que você preferiria que caísse direto no Spam.

    Mesmo com a nova e extensa regulamentação do governo em relação aos ‘opt-ins’ e ‘opt-outs’, o número de informações que ainda caem do céu e aparecem na nossa caixa de entrada é gigante. Mas não temos como negar: o e-mail marketing é, sem dúvida, uma das maravilhas da nossa época. Ele é uma combinação perfeita de comunicação instantânea, preço baixo e facilidade de uso e é por isso que muitas empresas se sentem tentadas a enviar não 1, nem 2, mas milhões de e-mails para seus clientes.

    Leia também: Dicas de ouro para e-mail marketing

    No relatório Email Statistics Report, realizado com uma previsão entre 2004 e 2018, o grupo Radicati destacou que, em 2014, a maior parte do tráfego de e-mails veio de empresas, somando mais de 108.7 bilhões de e-mails marketing enviados e recebidos por dia. O uso de e-mails está crescendo e, se continuar nesse ritmo, em 2018, essa prática será responsável por 139.4 bilhões de envios e recebimentos por dia.

    Isso significa que se todas as 7.4 bilhões de pessoas no mundo inteiro pudessem receber esses e-mails, cada uma delas receberia cerca de 15 e-mails por dia. Mas nós sabemos que não é bem assim que acontece. Usando o princípio do pareto, 20%, ou 1.5 bilhões dessas pessoas, receberiam 73 e-mails por dia, todos os dias do ano. E a conta não para por aí.  Se nós considerarmos R$0.07  como o preço aproximado pelo envio de 1000 e-mails marketing, as empresas estariam gastando algo em torno de 7.6 bilhões de reais em e-mails diariamente.

    Leia também: E-mail marketing: ainda vale a pena?

    Você até pode argumentar que a lei do rendimento decrescente poderá pipocar em algum momento, mostrando que, em um determinado período, quanto mais e-mails você enviar, menor o nível de resposta e maior o número de pessoas que desejam “opt-out”, ou seja, que pedem para você ou sua empresa pararem de enviar e-mails para ela. Mas, por mais que isso realmente aconteça, ainda não existe uma métrica consistente que possa dizer: envie mais do que X e-mails marketing por dia/semana/mês e seu nível de ‘opt-out’ será aumentado por um fator Y.

    Como isso parece não acontecer e levando em conta que é extremamente difícil mensurar o verdadeiro custo de um ‘out-put’, existe uma tendência entre os marqueteiros de ver esse problema e simplesmente ignorá-lo. Essa preocupação é vista, muitas vezes, como muito complicada ou não importante o bastante.

    Eu queria ter uma resposta para esse desafio, porque toda vez que eu tento limpar a minha caixa de entrada, só no tempo de eu ir pegar um café e conversar com um ou dois colegas no caminho, ela já está cheia de e-mails. Isso acontece, em parte, porque, como um bom gringo interessado no “reality show” das eleições dos US, eu recebo e-mails do Obama até o nível hierárquico mais baixo da cadeia de comando da sua campanha. Este print abaixo mostra os 18 e-mails que eu recebi no domingo, 7 de agosto.

    Desde o começo de junho, eu recebi 1,836 e-mails. Apenas para e pense: com o custo de R$0.07 pelo volume de 1000 e-mails, tudo isso custou as empresas menos de 2 centavos. E como em praticamente cada uma dessas mensagens eles estavam pedindo, implorando e quase saindo da tela do computador para pedir uma doação, eles não precisavam de um número muito alto de respostas para garantir que o dinheiro investido na comunicação tivesse um retorno.

    Na verdade, Trump afirmou que, em julho, levantou 80 milhões de dólares para sua campanha, sendo que a maioria veio de doadores menores. Isso é o resultado de muitos e-mails marketing e muito dinheiro. Aparentemente, seus possíveis apoiadores não queriam ‘opt-out’.

    Então, como blindar sua empresa contra esse tipo de ação?

    Eu tenho um amigo que, ao falar sobre relacionamentos, gosta de recomendar que, em vez de fantasiar sobre as possibilidades futuras, você deve apenas começar a namorar. E por que estou te contando isso? Por que a metáfora é ótima para falar sobre seu relacionamento com clientes.

    Leia também: 6 passos da jornada de relacionamento com o cliente

    Assim como em um novo relacionamento, a ideia é começar devagar, entendendo o perfil do seu público, analisando o que ele gosta ou não e, com isso, ir construindo um plano ideal para cada um deles. Para o namoro virar casamento, alguns marqueteiros até perguntam aos seus clientes quantos e-mails eles gostariam de receber, mas vale lembrar que essa é uma faca de dois gumes e pode acabar com o “felizes para sempre”.

    Se o respondente afirmar que deseja receber “poucos e-mails”, a sua oportunidade de marketing pode terminar em um piscar de olhos e ainda esfriar a relação empresa-cliente. Temos que ter em mente que uma vez seu público tiver recusado a sua mensagem, trazê-los de volta é bem difícil, além de demandar bastante dinheiro e esforço. É basicamente como tentar salvar uma relação que está fadada ao divórcio. E, se seguirmos por esse caminho, há grandes chances de acabarmos sem nenhum relacionamento e vários e-mails no spam.

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    https://endeavor.org.br/email-marketing-spam-engajamento/https://endeavor.org.br/?p=19304Wed, 31 Aug 2016 18:56:25 +0000Relacionamento ou Spam: quanto sua empresa perde com e-mail marketingOs e-mails marketing são uma das ferramentas mais usadas pelos marqueteiros. Mas, quando ela não é dosada da forma correta, pode ser o maior erro das empresas. Você chega no escritório, abre seu e-mail e quase cai da cadeira ao ver aquele número vermelho no canto da tela. Em menos de 24h, você recebeu mais ...Endeavor BrasilPeter RosenwaldWed, 31 Aug 2016 16:04:46 +0000Peter RosenwaldRelacionamento ou Spam: quanto sua empresa perde com e-mail marketingRelacionamento ou Spam: quanto sua empresa perde com e-mail marketing
    A história por trás do sucesso de Pokémon GoPokémon Go: por trás do imenso sucesso, tem vinte anos de trabalho. E muitos aprendizados para você, empreendedor.

    Como diria Vinícius de Moraes, aconteceu “de repente, não mais do que de repente”. Da noite para o dia, as grandes cidades globais foram, uma a uma, tomadas de assalto por batalhões e batalhões de Zubats, Pidgeys e Bulbasaurs. Às centenas de milhares, os Pokémons, famosos monstrenguinhos japoneses criados nos anos 90 por Satoshi Tajiri, voltaram. E com tudo.

    O jogo para smartphones Pokémon Go espalhou as criaturas, primeiro, por cidades da Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Causaram um verdadeiro frenesi nas populações locais, que, de celulares em punho, imediatamente se puseram a caçá-los por todos os lados. Aos poucos, a investida foi se estendendo a outros países. Até que, no começo de agosto, as criaturinhas aportaram no Brasil, para delírio de muita gente por aqui também.

    • O sucesso foi instantâneo. Mas o trabalho, não

    E bota gente nisso. De acordo com a consultoria Axiom Capital Management, via Bloomberg, o jogo teria alcançado, entre 15 e 17 de julho de 2016, um pico de 45 milhões de usuários em todo o mundo. Por mais que esse número já tenha diminuído, ele continua bastante eloquente ao revelar o tremendo sucesso que o jogo de realidade aumentada, desenvolvido em parceria pela Niantic, Inc, a Nintendo e a The Pokémon Company, vem fazendo.

    É natural você presumir que todo esse impacto tenha sido mero acaso, afinal, tudo aconteceu muito rapidamente. Agora, é melhor que você não comunique essa impressão ao norte-americano John Hanke, o criador do jogo. Ele dedicou “só” 20 anos ao projeto. Seria o caso de soltar aquele famoso ditado: “você só vê as champagnes que bebo, e não os tombos que levo”.

    • Perseverança é a palavra-chave

    A jornada de Hanke e sua equipe traz muitos aprendizados para você, empreendedor. O principal deles é, sem dúvida, a perseverança. De 1996, quando o empreendedor ajudou a criar o primeiro jogo multiplayer massivo chamado 'Meridian 59', a julho de 2016, quando lançou o Pokémon Go, foram muitos os passos.

    Leia também: Tudo que você precisa é de uma boa ideia

    Em meados dos anos 90, o então estudante John Hanke desenvolveu um sistema para ligar mapas em todo o mundo por meio de fotos aéreas, programa que o Google adquiriu para criar o futuro Google Earth. E ele não parou por aí. Ele criou também, em parceria com o Google, a startup Niantics Labs, para desenvolver jogos baseados em geo-localização. O primeiro título foi o ingress. John concebeu, em 2014, uma pegadinha de 1o de abril que espalhou pokémons pelo GoogleMaps, e que foi um tremendo sucesso.

    Só depois de tudo isso foi que Hanke conseguiu levantar, no final de 2015, 25 milhões de dólares (com o Google, a Nintendo e a Pokémon Company). Ele reuniu uma equipe de mais de quarenta profissionais para desenvolver o fenômeno que inspirou esse artigo. Como você pode ver, não tem nada de casualidade aí.  Mas, apesar do longo tempo, o próprio Hanke jamais duvidou do projeto:

    “Eu sempre pensei que fosse possível fazer um jogo sensacional usando todos os dados de geolocalização que temos. Eu acompanhava os smartphones se tornando mais e mais poderosos e pensei que chegaria o tempo em que poderíamos criar um jogo realmente extraordinário de realidade aumentada".

    • Uma aula de experiência do usuário

    Pokémon Go também é um ótimo exemplo de UX Design, o tão desejado User Experience Design, que nada mais é do que a busca pela satisfação do usuário por meio de três áreas essenciais: usabilidade, acessibilidade e interatividade. É o desenho, a projeção de tudo o que vai compor a experiência de um usuário com um produto. O jogo de Hanke fez bonito aqui também, pois usa features já existentes de aparelhos e aplicativos bem difundidos. Ou seja, foi desenvolvido para uma interface com a qual os usuários já têm muita familiaridade.

    Leia também: Como transformar meu produto em algo UAU

     Além disso, a imersão, fator fundamental de qualquer jogo bem-sucedido, foi muito elogiada por especialistas em UX Design. Sem falar na facilidade com que as pessoas aprenderam a jogar. Em suma, tudo foi pensado para que os usuários, ao caçarem seus Pokémons, fruíssem da melhor experiência possível.

    • Outro acerto: inovação em mobile

    Pokémon Go também dá um show no aproveitamento da plataforma para a qual foi desenvolvido. O sábio uso de recursos de locação, câmera e gráficos de alta resolução deu o que falar. Ainda que o jogo apresente algumas falhas, é sólido o bastante para ter atraído milhões e milhões de usuários.

    Mas há um ponto em que Pokémon Go se destaca de todos os jogos mobile criados até aqui: o da realidade aumentada.

    Pokémon Go é muito bem-sucedido nesse aspecto, principalmente graças à sociabilização que proporciona. Ao possibilitar verdadeiras ações e interações no mundo real, o jogo vem explorando possibilidades animadoras. Desconhecidos estão saindo dos sofás para conversar, congregar e elaborar estratégias de caça. É um exemplo significativo de como um jogo bem pensado pode induzir a comportamentos bastante específicos.

    • Publicidade misturada à experiência

    Para terminar, uma última lição desse fenômeno chamado Pokémon Go: a criação de um novo fluxo de publicidade online. Enquanto o percurso tradicional é: anúncio - clique do usuário - aquisição online do produto, o jogo propõe outro trajeto. Os consumidores estão literalmente entrando nas lojas para capturar os monstrinhos. Por isso, os criadores do jogo têm uma infinidade de novas possibilidades a serem exploradas, tanto do ponto de vista da pura experiência do usuário, quanto do ponto de vista da monetização.

    Já para aos anunciantes, a notícia é ainda melhor: a publicidade se encaixa perfeitamente nas vidas dos consumidores, em vez de interferir nelas. É marketing de experiência em sua melhor versão, pelo menos até aqui. Então, agora, você já sabe: entre caçar um Pokémon e outro, vale inspirar sua gestão com esses ensinamentos.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/pokemon-go-ensinamentos/https://endeavor.org.br/?p=19302Wed, 31 Aug 2016 18:56:09 +0000A história por trás do sucesso de Pokémon GoPokémon Go: por trás do imenso sucesso, tem vinte anos de trabalho. E muitos aprendizados para você, empreendedor. Como diria Vinícius de Moraes, aconteceu “de repente, não mais do que de repente”. Da noite para o dia, as grandes cidades globais foram, uma a uma, tomadas de assalto por batalhões e batalhões de Zubats, Pidgeys ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:26:17 +0000Endeavor BrasilA história por trás do sucesso de Pokémon GoA história por trás do sucesso de Pokémon Go
    Internacionalização: muito além das fronteiras do Brasil

    Internacionalização: quando, por que e como explorar novos horizontes.

    É fato: apesar dos tempos turbulentos e do dólar oscilante, cada vez mais empresas brasileiras têm tentado se aventurar em mercados estrangeiros. Basta uma rápida pesquisa nos noticiários para constatar que, seja em busca de novos mercados ou de novas tecnologias, cada vez mais empreendedores arrumam suas malas e partem rumo ao exterior. Esta notícia do jornal O Globo, que aponta um crescimento na internacionalização das multinacionais brasileiras de mais 50% de 2010 para 2015, é prova disso.

     Mas o que significa exatamente a internacionalização?

    Em resumo, é o processo que leva uma empresa a estabelecer relações de negócios além das fronteiras do país em que atua. Essas relações podem acontecer tanto por meio de exportações de produtos ou serviços quanto de importações de matérias-primas, tecnologias e outros insumos.

    Caso você esteja considerando ampliar os horizontes da sua empresa, é importante saber que o processo requer muito estudo e muita análise.

     Antes de mais nada, você deve se assegurar de que seus negócios estejam em ordem e que seu produto ou serviço já esteja consolidado, com um mercado consumidor bem delineado. A seguir, certifique-se de que a sua empresa tenha capital de giro suficiente para aguentar a aventura sem entrar em crise. Já imaginou levar sua empresa para fora e ficar sem dinheiro para operar? Ninguém quer isso, por isso, a chave é planejamento.

    •  Aquisições: caminho seguro para a internacionalização bem-sucedida

     Após realizar as etapas acima, chega o momento de descobrir qual o melhor modelo de internacionalização para a sua empresa. Isso mesmo, existe mais de um modelo para internacionalizar um negócio. Aqui, falaremos mais sobre essas formas que vão fazer seu negócio ultrapassar fronteiras.

  • Comprar uma pequena empresa para entrar nos EUA faz sentido?
  •  Os Estados Unidos têm sido um dos principais destinos de empreendedores brasileiros, e não é para menos: há muito mercado a ser explorado por lá. Na verdade, adquirir um pequeno negócio local pode ser uma estratégia eficaz de internacionalização para sua empresa. Afinal, você contaria com bases já estruturadas e com o expertise de equipes locais, além de carteiras de clientes e, em alguns casos, marcas já fortalecidas.

    Mas, como toda estratégia, alguns cuidados são indispensáveis. Não importa se a empresa adquirida é micro ou pequena, o fato de assumi-la não significa que você conseguirá impor sua cultura organizacional facilmente. Isso não se muda de um dia para o outro.

    Leia também: Fusões e aquisições: 2 cuidados para não entrar em uma roubada

    Neste vídeo, Jack Welch, CEO da General Electric por 20 anos, dá o caminho das pedras para se manter a cultura forte quando se parte para a internacionalização. Tem a ver com a criação de modelos. Segundo ele, a diferenciação em novos mercados deve ocorrer sempre de acordo com o mesmo padrão.

    “É preciso repetir a sua mensagem, até engasgar. A visão e os valores que levam a ela têm que ser articulados repetidamente. Nas suas reuniões internas, por exemplo, os funcionários-modelo devem ser apresentados e destacados”.

    Claro, trata-se da GE, uma companhia gigantesca, mas diversos outros exemplos mostram como esse aprendizado vale para empresas de todos os tamanhos.

     2. Minha empresa fornece serviços. Como moldar o processo de internacionalização?

     Neste caso, alguns cuidados também são fundamentais. A primeira dica é que você construa a confiança em cada novo mercado localmente.De acordo com este artigo de David Kerpen, CEO da startup de softwares australiana Likeable Local,os consumidores tendem a preferir marcas que forneçam serviços adaptados regionalmente e que correspondam às suas necessidades. Ou seja, você não pode abrir mão de conhecer as particularidades do mercado em que pretende atuar.

     Leia também: Que pontos avaliar antes de internacionalizar

    Trata-se do processo de “localização”, que tem o sentido de “tornar local”: uma aproximação multifacetada de um mercado específico, o que requer tempo, desenvolvimento e suporte. Partindo da experiência da própria empresa que se “localizou” em várias cidades do mundo, Kerpen compartilha um passo-a-passo:

    • Criar e hospedar um website em um domínio local - e na língua nativa, claro;
    • Contratar um profissional que forneça suporte no sentido de dar feedbacks sobre o que querem e o que não querem os consumidores locais;
    • Rapidamente garantir todo o suporte via telefone, chat ou e-mail, sempre na língua nativa. Kerpen menciona que os sites internacionais da Likeable Local ofereceram estes serviços já na fase de testes graças à contratação de falantes nativos por meio de sites como o Upwork;
    • Contratar profissionais especializados para conferir a tradução dos sites, para desenvolver o marketing e o branding locais, além de criar eventos e campanhas.

    3. E modelo de spin-off? Faz sentido?

     Pois é, são cada vez mais frequentes os casos de spin-offs no mundo do empreendedorismo. Vale retomar o conceito: tratam-se de produtos ou serviços que, graças a um sucesso repentino e inesperado, tornam-se pontos de atração para aporte de altos valores. E que, em consequência, transformam-se nas “meninas dos olhos” de uma empresa. Ou seja, os produtos-destaques da organização que acabam dando origem a outras empresas.

     No caso da internacionalização, o spin-off serve principalmente às transferências de alta tecnologia e à identificação de oportunidades. Um exemplo é o que ocorreu com a empresa de mobile marketing Pontomobi, que criou o spin-off da Hands, sua ferramenta de mobile adnetwork. A ideia de internacionalizar inspirou esse movimento.

    De acordo com João Carvalho, um dos sócios da empresa, “há um espaço claro para estendermos nossa atuação para outros países da América Latina, já que a lógica de operação de mídia é bastante escalável e replicável”. Se você tem um produto com potencial de spin-off e também identificou oportunidades semelhantes, vale considerar esse modelo.

     Confiança no negócio e planejamento: como a Tempest se internacionalizou

     Se você conhece o mercado de cibersegurança e combate a fraudes digitais, provavelmente já ouviu falar na Tempest. Após 15 anos de atuação, a empresa se tornou referência em consultorias, managed security services, threat intelligence e soluções inovadoras de segurança. O modelo deu tão certo que, em dado momento, os gestores perceberam que essas soluções podiam competir globalmente. Então, resolveram ampliar os horizontes.

     Naquele momento havia três possibilidades: Estados Unidos, Ásia e Europa. Embora se trate do maior mercado do mundo, abrir um negócio nos EUA “exigia muita bala na agulha”, de acordo com o CEO Cristiano Lincoln. Já a ida para a Ásia esbarrava em “questões logísticas, como fuso-horário e língua”.

     Leia também: Do Rio aos EUA: como internacionalizamos o Spoletto

    Escolheram a Europa. Londres, mais especificamente. Para viabilizar o processo, contrataram uma executiva local e enviaram uma pessoa com background técnico para auxiliar na operação. A entrega técnica seria realizada a partir do Brasil, mas a operação ficaria toda a cargo da equipe londrina.  E o movimento se provou certeiro.

    “Hoje, a unidade de negócio de Londres responde por 15% da receita da Tempest”, afirma Lincoln. Entre os clientes da empresa, estão nomes de peso como The Economist, BBC, The Guardian e Tesco.

     Essas foram algumas dicas e exemplos importantes sobre internacionalização. No final, é aquela história: antena acionada para as oportunidades e planejamento acima de tudo. Quem sabe, no futuro, sua empresa também não vire um case inspirador?

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    https://endeavor.org.br/internacionalizacao-aquisicao/https://endeavor.org.br/?p=19298Tue, 30 Aug 2016 22:13:16 +0000Internacionalização: muito além das fronteiras do BrasilOferecimeto: Internacionalização: quando, por que e como explorar novos horizontes. É fato: apesar dos tempos turbulentos e do dólar oscilante, cada vez mais empresas brasileiras têm tentado se aventurar em mercados estrangeiros. Basta uma rápida pesquisa nos noticiários para constatar que, seja em busca de novos mercados ou de novas tecnologias, cada vez mais empreendedores ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 31 Aug 2016 13:18:06 +0000Endeavor BrasilInternacionalização: muito além das fronteiras do BrasilInternacionalização: muito além das fronteiras do Brasil
    O Rio que não vai ao mar: barreiras de um empreendedor cariocaO empreendedor carioca pode viver em uma das cidades mais maravilhosas do Brasil, mas ele, com certeza, não encontra tanta beleza na hora de abrir um negócio.

    Estamos nos tornando ciborgues. Entre 1995 e 2014 os usuários de Internet foram de 35 milhões para 2.8 bilhões.  Saímos de 80 milhõesde de usuários de telefones móveis para 5.2 bilhões . Já reparou como terceirizamos grande parte de nossa memória para os smartphones?

    E não é só isso, as análises e cirurgias médicas requerem cada vez menos intervenção humana. Computadores respondem perguntas e buscam imagens parecidas com o que queremos. Armazéns têm suas paletadoras tomando decisões e guardando produtos de forma inimaginável e incompreensível pelos antigos responsáveis por almoxarifados. Nossos carros que já sabiam acelerar e frear melhor do que nós, agora aprenderam a estacionar sozinhos e já estão dispensando seus motoristas. Serviços online robotizados que analisam e tomam decisões de compra ou venda de ações do mercado financeiro.

    Leia também: Olhando para o futuro: 5 pontos de atenção

    A tal da Inteligência Artificial não foi a transferência da nossa inteligência para as máquinas como imaginamos antes, mas sim a criação de uma nova forma de inteligência construída sobre algoritmos. E, em meio a tudo isso, os profetas de tecnologia já falam a pleno pulmão que a “singularidade” está logo ali na esquina, quando então faremos o upload completo de nosso cérebro para sistemas digitais e a morte passará a ser opcional.

    Assistindo a tudo isso, deitado em berço esplêndido, está o Brasil. O investimento em formação tecnológica e na pesquisa e desenvolvimento de empresas realmente inovadoras que explorem ou mesmo criem novas oportunidades é mínimo.  A falta de incentivos aos cursos e o desinteresse de alunos por matérias que exigem mais base matemática e rigor científico, os chamados hard skills, é de se espantar. Cada unidade federativa ajuda a construir diariamente nosso fracasso ao refutar o óbvio e viver de passado.

    Somos, e pelo jeito continuaremos sendo, por bom tempo, meros exportadores de insumos e commodities.

    O Rio de Janeiro é o único Rio do mundo que não precisa de sobrenome.  Esteja você em qualquer parte do globo, se disser “Vou para o Rio” qualquer um compreende seu destino. Um posicionamento fortíssimo de  lugar alegre, de muita natureza, gente boa e bonita, ótima comida, música maravilhosa e toda forma de entretenimento. Por outro lado, mais escondida, está a influência acadêmica do estado que, segundo a agência Rio Negócios,  já detém a liderança entre os melhores cursos de graduação no país.

    São 128 cursos com notas 4 e 5 no MEC, versus 76 de São Paulo e 35 de Belo Horizonte.  Na pós-graduação a situação é similar, sendo 27 cursos top do Rio versus 14 em São Paulo e 8 em Belo Horizonte.  A formação de mão-de-obra de qualidade aliada a um estilo de vida imbatível ajudam à cidade a manter-se entre a preferida por estrangeiros: do total de vistos de negócios emitidos para estrangeiros, 35% são para o Rio.  

    O Rio poderia estar com tudo, mas sequer está prosa.

    Vítima de anos de abandono por parte dos seus políticos representantes e, também, do descaso e desinteresse da própria população,  o estado que já foi sede da realeza, do império e berço da república, agora agoniza em busca de se reinventar. Mas, em meio a maior crise sócio-político-econômica talvez da história do país, o Rio de Janeiro tem ainda de enfrentar seus próprios fantasmas.

    Com 51% da economia dependente do setor de óleo e gás, o contexto mundial é catastrófico e o estado vai precisar de bem mais do que o otimismo estereotipado de seus habitantes. Será preciso ousadia, criatividade, trabalho duro, além de investimento e praticamente uma revolução nas práticas que têm sido adotadas por décadas e décadas.

    Leia também: Nosso futuro: precisamos mudar agora ou ficaremos para trás

    Será necessária união de segmentos com pensamentos divergentes para apoiar e executar um plano de transformação do estado e que o projete de volta à liderança de diferentes setores no país.  O governo fluminense tem trabalhado promissoras iniciativas como, por exemplo, as FAETEC e o Programa Startup Rio, iniciativas que, a partir de um complexo alinhamento de interesses entre instituições como a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação RJ, FAPERJ, SEBRAE RJ, universidades e outros órgãos públicos.

    E, de fato, há oportunidades batendo à porta.  Segundo o Índice das Cidades Empreendedoras (ICE), estudo feito pela Endeavor em todo país, a cidade do Rio de Janeiro possui o 2º maior PIB do país – 30% superior ao 3º colocado – e o 6º maior gasto com compras públicas por empresa.  Mas, apesar dos números, o Rio teve baixo crescimento nos últimos anos e possui poucas empresas exportadoras. O potencial de clientes é um destaque positivo, mas abaixo do esperado para uma cidade com tamanho potencial.

    A análise do ICE deixou claro o quanto o ambiente é nocivo ao carioca que quer fazer acontecer.  A cidade é ainda consideravelmente violenta, tem custo de vida impraticável e muito baixa conectividade digital.

    No manicômio jurídico-fiscal que é o país, a cidade se destaca negativamente com um ambiente regulatório que a deixa em penúltimo lugar.

    O Rio possui o 5º maior número de obrigações acessórias a cumprir e o terceiro maior IPTU, além de ser o 2o pior do ranking em regularização de imóveis, ao exigir 208 dias contra a média nacional de 153.

    Apesar da cidade ter certo destaque nos setores criativo e de infraestrutura tecnológica, apoiando-se principalmente nos pilares de inovação em diversas organizações como Senai, Cibratec, Parques Tecnológicos, Finep, INPI, entre outras, há ainda um longo e tortuoso caminho à frente.  Não bastará reclamar nas mídias sociais. Temos de nos juntar para criar uma nova e melhor realidade.

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    https://endeavor.org.br/desafios-empreender-rio/https://endeavor.org.br/?p=19290Tue, 30 Aug 2016 19:17:21 +0000O Rio que não vai ao mar: barreiras de um empreendedor cariocaO empreendedor carioca pode viver em uma das cidades mais maravilhosas do Brasil, mas ele, com certeza, não encontra tanta beleza na hora de abrir um negócio. Estamos nos tornando ciborgues. Entre 1995 e 2014 os usuários de Internet foram de 35 milhões para 2.8 bilhões.  Saímos de 80 milhõesde de usuários de telefones móveis ...Endeavor BrasilMarcelo SalimTue, 30 Aug 2016 16:17:21 +0000Marcelo SalimO Rio que não vai ao mar: barreiras de um empreendedor cariocaO Rio que não vai ao mar: barreiras de um empreendedor carioca
    Machine learning: quando as máquinas preveem o futuro do negócioE se você fosse capaz de prever o futuro? Essa realidade já não está tão distante como você imagina. Seja bem vindo ao futuro do machine learning, onde máquina tomam decisões inteligentes.

    Parte 4 da série "Aumento da Eficiência". A cada quinze dias uma nova dica, acompanhe.

    A eficiência é um fator que impacta qualquer tipo de empresa. Sabendo da importância do tema, já falamos sobre a visão de portfólio como base para uma gestão mais produtiva; mostramos como alocar melhor os recursos da sua empresa; e apresentamos alguns caminhos para que você utilize os seus recursos plenamente. A palavra-chave desse capítulo é machine learning.

    Também conhecida como aprendizado de máquina, essa ferramenta pode trazer grandes benefícios para sua empresa, como tomar as melhores decisões para o seu negócio ser cada vez mais eficiente. A expressão machine learning pode soar estranha à primeira vista, mas acredite: em todo o mundo, as empresas vêm dando verdadeiros saltos de produtividade com base nesse conceito.

    • Mas o que é Machine Learning?

    Para entender o conceito, vale a pena resgatar da memória alguns velhos sucessos do cinema, como 2001 – Uma Odisseia no Espaço, AI – Inteligência Artificial e até mesmo a trilogia Matrix. Ainda que os enredos sejam bem diferentes, todos esses filmes têm algo em comum: eles retratam um mundo controlado por robôs que tomam suas próprias decisões baseados em uma forma avançadíssima de inteligência artificial.

    É mais ou menos isso que está em jogo quando falamos em machine learning:

    Utilizar a inteligência artificial para analisar os dados de desempenho da sua empresa  e então tomar decisões capazes de torná-la mais eficiente.

    Mas fique tranquilo, nenhum sistema de Machine Learning jamais tentará dominar o mundo ou controlar sua mente, como ocorria em Matrix. Muito pelo contrário: como o próprio nome indica, esse tipo de tecnologia vem para automatizar o aprendizado do seu negócio. A cada dia, uma empresa é capaz de produzir uma verdadeira montanha de dados.

    Leia também: Big data: descubra o que é e como usar na sua empresa

    Pense, por exemplo, no tempo que os funcionários dedicam a cada tarefa ou na quantidade de horas que eles mantêm o computador ligado e com determinados softwares em execução. Até hoje, a maioria desses dados era subutilizada ou simplesmente desperdiçada. Com as novas ferramentas de machine learning, porém, eles se tornaram essenciais para aumentar a competitividade dos novos negócios.

    • Um potencial imensurável

    Ao adotar sistemas de gestão como ERPs e CRMs, por exemplo, as empresas iniciaram uma revolução dentro da outra. Além de automatizar e acelerar seus processos de produção, elas passaram a ter condições de monitorar o desempenho de quase todos os aspectos possíveis de sua operação. Hoje, é possível aprender qual é o tempo médio de execução cada tarefa, além de identificar as características e as habilidades necessárias para concluí-las com máxima eficiência.

    Leia também: Ebook | CRM: atraia, fidelize e satisfaça mais clientes

    Mas o que fazer com todos esses dados? É aí que entram as ferramentas de machine learning. Com algoritmos supercomplexos, elas conseguem vasculhar grandes volumes de informação e identificar determinados padrões. Também aprendem a se autoaperfeiçoar à medida que coletam mais dados – e fazem isso numa velocidade que nenhum analista humano teria condições de acompanhar.

    Agora pense no potencial dessa tecnologia aplicada na análise dos dados de produtividade da sua empresa.

    Com as soluções de machine learning, é possível registrar o desempenho de cada profissional e as características dos projetos que ele executa.

    Com o tempo, esse processo leva a um aprendizado de alto valor. Você se torna capaz de alocar os funcionários com base no que eles fazem melhor – o que ajuda a tornar o negócio como um todo mais eficiente.

    Alguns exemplos práticos são: qual o melhor vendedor para cuidar de uma lead gerada pela área de Marketing. Isso depende de variáveis do cliente (tamanho, faturamento, complexidade e informações da sua estrutura de compras), da lead (tamanho da lead, tempo médio de fechamento, tipo de produto ou serviço vendido) e do vendedor (tempo de experiência, taxas de conversão neste tipo de oportunidade, características de relacionamento).

    Leia também: Funil de vendas: como vender  mais

    São muitos fatores e suas combinações são quase impossíveis de se realizar sem o auxílio de machine learning. E mais, como acompanhar a evolução de um vendedor e seu desempenho ontime e não somente por meio de uma fotografia estudada há vários meses. É aí que entra o aprendizado de máquina.

    Outro exemplo são as tarefas de desenvolvimento de uma empresa. Assim como na venda, as informações do cliente, status do projeto, complexidade, prazo e desempenho dos profissionais são fundamentais para aumentar a chance de sucesso na entrega e a satisfação do cliente. Novamente, um humano sozinho jamais conseguiria entregar essa análise em tempo real e acompanhando a evolução dos clientes, projetos e colaboradores da empresa.

    Assim como o Google Analytics, que traz todos os tipos de informação sobre a audiência de um site, a tecnologia de machine learning utiliza a inteligência artificial para que você tenha uma visão mais completa sobre os recursos da sua empresa. Alguns gestores de RH, aliás, já utilizam sistemas conhecidos como “HR Analytics”, que utilizam análises estatísticas para identificar as melhores formas de administrar os recursos humanos da empresa.

    Ao mesmo tempo, as soluções de machine learning identificam os erros cometidos na execução de determinadas tarefas. Com isso, fica mais fácil escolher os treinamentos necessários para aperfeiçoar o desempenho da equipe naquilo que realmente afeta a qualidade da empresa. As ferramentas também verificam se os treinamentos realizados foram efetivos. Ou seja: oferecem possibilidades inéditas para quem precisa medir o retorno dos investimentos realizados em treinamentos e qualificação.

    • E se você fosse capaz de prever o futuro?

    Engana-se quem pensa que o machine learning veio apenas para resolver problemas que já aconteceram. Com os dados adequados, essa tecnologia se aprimora até o ponto em que é capaz de oferecer informações preditivas sobre o seu negócio. Isso mesmo: com base nos padrões do passado, ela é capaz de antever, com alto grau de acerto, como sua empresa vai se comportar no futuro.

    Leia também: Olhando para o futuro: 5 pontos de atenção

    Se você atua no varejo, as soluções de machine learning podem ajudá-lo a entender certos padrões de consumo. Nas áreas de vendas, podem evidenciar quais vendedores têm mais chances de comercializar certos tipos de produtos ou serviços conforme o tipo de cliente. Na gestão, podem ser decisivas para você mapear as demandas que sua empresa terá no futuro.

    Nós estamos empregando essa metodologia em todos os nossos processos e temos convicção de que, muito em breve, a tecnologia de machine learning se tornará indispensável na montagem de novos negócios. A pergunta agora é: será que a sua empresa está pronta para essa revolução?

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    https://endeavor.org.br/machine-learning/https://endeavor.org.br/?p=19272Mon, 29 Aug 2016 22:08:02 +0000Machine learning: quando as máquinas preveem o futuro do negócioE se você fosse capaz de prever o futuro? Essa realidade já não está tão distante como você imagina. Seja bem vindo ao futuro do machine learning, onde máquina tomam decisões inteligentes. Parte 4 da série “Aumento da Eficiência”. A cada quinze dias uma nova dica, acompanhe. A eficiência é um fator que impacta qualquer tipo de ...Endeavor BrasilFabio KnijnikMon, 29 Aug 2016 19:08:02 +0000Fabio KnijnikMachine learning: quando as máquinas preveem o futuro do negócioMachine learning: quando as máquinas preveem o futuro do negócio
    Food experience: a filosofia por trás da Chipotle e StarbucksSua majestade, a experiência. Conheça o modelo de Food Experience e saiba o que tem levado algumas empresas a se destacarem nele.

    Não temos o costume de iniciar artigos com vídeos, mas este aqui vale a pena:

    Na verdade, é provável que você já tenha visto o conteúdo. A animação compôs uma premiadíssima campanha da Chipotle, rede americana de restaurantes de comida mexicana, realizada há cerca de quatro anos. Ela expressa, por meio de uma história encantadora, a filosofia que tem feito da empresa uma das mais bem sucedidas em um modelo econômico que vale a pena você conhecer melhor: o food experience.

    Veja que não falamos de food service, expressão que designa todo o mercado de “alimentação fora do lar”. É algo um pouco mais específico, justamente por se referir à experiência de consumo dos clientes. Claro queo sabor, o preço e a conveniência contam; mas há outros componentes (muitas vezes intangíveis) que também fazem toda a diferença. A Chipotle e outras empresas entenderam isso perfeitamente e agora você descobre o porquê delas estarem nadando de braçada.

    • “Comida com integridade”

    A frase acima sintetiza esse entendimento. Repetida com frequência pelo CEO Steve Ells neste artigo da Fast Company, essas 2 palavras são a assinatura da Chipotle e cristalizam a cultura que a empresa pretende criar em seus restaurantes. De que forma?

    “Buscando de fato os melhores ingredientes, cozinhando de acordo com técnicas tradicionais e entendendo o modelo econômico vigente”, afirma Ells, “para oferecer uma experiência nova e verdadeira em fast food”.

    O que a Chipotle e outras marcas vêm promovendo, na verdade, é uma profunda reorganização dos modelos do setor de alimentação.Tanto “da cozinha para trás” quanto “da cozinha para frente”, tudo está sendo repensado.

    Leia também: 3 dicas para repensar o modelo de negócio

    Da cozinha para trás, o próprio Ells entende muito bem. Antes de empreender, ele foi subchef em um celebrado restaurante de São Francisco. Lá, adquiriu verdadeira paixão por trabalhar somente com ingredientes frescos, o que, no futuro, evoluiu para o ciclo virtuoso da Chipotle, aquele que a animação lá de cima apresenta.A empresa é reconhecida por utilizar somente fornecedores de carne sem antibióticos e de acordo com regras de bem-estar animal.

    • “Os clientes ligam para os mínimos detalhes”

    Já “da cozinha para a frente”, nada escapa do radar do gestor. Da apresentação dos pratos à música ambiente, tudo faz parte do “grande serviço para os consumidores”, afirma Ells.

    Grande de fato: apesar dos preços relativamente altos, de um cardápio não tão amplo e de não recorrer a estratégias como os “dollar menus” (combos  mais baratos), a Chipotle vem apresentando um crescimento que se tornou referência para os concorrentes. Hoje, a empresa está avaliada em mais de 21 bilhões de dólares.

    Outras marcas também estão explorando as possibilidades de food experience com sucesso. A Starbucks, por exemplo, abriu em 2014, em Seattle, a Starbucks Reserve Roastery and Tasting Room.

    A visita ao local é uma experiência memorável. Os mais de 15 mil m2 abrigam maquinários para a produção de café, espaços para a degustação de produtos, uma livraria e bastante merchandising, não apenas da marca, mas de produtos e negócios locais. Tudo desenhado com um capricho arquitetônico sem precedentes.

    • A importância do “resplendor” em torno da marca

    Por enquanto, há somente uma Roastery, mas outras duas serão inauguradas em breve, em Xangai e Nova Iorque. Para o CEO da Starbucks, Howard Schultz, a iniciativa “cria um efeito de resplendor para a marca”. As lojas comuns não precisam mudar completamente, ele afirma neste artigo da Business Insider; os clientes só precisam saber da existência dessas unidades “mais premium”.

    Os estabelecimentos locais, próximos a essas unidades, também se beneficiam, pois “emprestam” o espaço para fazer negócios. Ou seja, o investimento na experiência dos consumidores proporciona uma espécie de “simbiose empreendedora”.

    • Falhar feio em um, acertar em cheio nos outros

    Já cá para os nossos lados, temos ótimos exemplos de como empreendedores vêm colocando a filosofia de food experience em prática. Dois deles são Mario Chady e Eduardo Ourivio. Amigos desde a infância, ambos passaram a vida empreendendo juntos e criaram o Grupo Trigo, que hoje controla as marcas Spoleto, Koni Store e Domino’s, com operação em diversos países do mundo.

    Mas o sucesso só aconteceu após diversas falhas. Uma delas (talvez a principal) foi o sofisticado restaurante Guilhermina Café, no Rio. Embora quase sempre houvesse filas de clientes na porta, a gestão financeira era uma catástrofe.

    Leia também: O que o Spoleto aprendeu com o fracasso

    Ou seja, “da cozinha para a frente”, tudo ia muito bem, da apresentação dos pratos à música ambiente, só sucesso. O problema era “da cozinha para trás”, nos negócios. “O fato é que demoramos para entender a importância dos números”, afirma Eduardo. “Tínhamos a ilusão de que a parte gerencial era a mais relevante dos negócios.”

    • Um Porsche na garagem e nada de dinheiro para abastecê-lo

    O caixa estava sempre no vermelho. Por mais movimentado que fosse, o Guilhermina não dava resultado suficiente para arcar com as despesas centrais e os empréstimos no fim do mês. Os empreendedores tinham que fazer o possível para quitar todas as dívidas e não quebrar.

    Foi quando Ourivio e Chady repensaram totalmente o modelo “da cozinha para trás” e, em consequência, para a frente também

    “Naquele momento, aliamos toda a nossa experiência com produtos e serviços de qualidade, explorando um ambiente mais comercial”, diz o empreendedor, referindo-se à transição do modelo de restaurantes para praças de alimentação em shoppings e lojas com perfil de atendimento mais executivo.

    • Coroando a experiência

    Você já deve ter percebido, por meio desses exemplos, como a questão da experiência é central. Pode perguntar para qualquer empreendedor do segmento de food service a respeito: poucos cometerão a loucura de colocar outros fatores acima da vivência que pretendem proporcionar aos consumidores.

    Como o próprio CEO do Starbucks afirma “o sucesso da Roastery em Seattle realmente ampliou o nosso entusiasmo e nossos esforços estratégicos para elevar, em quase todos os níveis, a experiência de consumo no Starbucks”.

    Fazendo-se os ajustes necessários, a frase poderia ter sido dita por Steve Ells, da Chipotle e por Eduardo e Mario, do Grupo Trigo. Ou mesmo por qualquer empreendedor que entenda que, hoje, quando se trata de food services, a experiência dos consumidores deve reinar soberana.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/food-experience/https://endeavor.org.br/?p=19257Fri, 26 Aug 2016 22:31:10 +0000Food experience: a filosofia por trás da Chipotle e StarbucksSua majestade, a experiência. Conheça o modelo de Food Experience e saiba o que tem levado algumas empresas a se destacarem nele. Não temos o costume de iniciar artigos com vídeos, mas este aqui vale a pena: Na verdade, é provável que você já tenha visto o conteúdo. A animação compôs uma premiadíssima campanha da ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:26:33 +0000Endeavor BrasilFood experience: a filosofia por trás da Chipotle e StarbucksFood experience: a filosofia por trás da Chipotle e Starbucks
    Growth Hacking: a expressão que tem o poder de mudar sua empresaO Growth Hacking é a nova forma de fazer marketing, mas será que sua empresa está preparada para essa revolução?

    Você já ouviu falar em Growth Hacking? Essa expressão que já faz parte do livro de cabeceira de todo profissional de marketing está ditando o sucesso de muitos empreendedores. Para entender melhor o assunto, batemos um papo com Samir Patel, fundador da  Dorevolution. Direito do Vale do Silício, o empreendedor compartilhou vários aprendizados que viraram 5 episódios de uma Websérie focada em Growth Hacking. Que tal dar uma espiada no conteúdo?

    1. O futuro do marketing é o Growth Hacking?

    O marketing de 15 anos atrás é bem diferente do que vemos hoje em dia. Antes, quase ninguém falava sobre como medir clicks e downloads, quantificar campanhas era praticamente como caçar uma agulha em um palheiro. Graças aos avanços da tecnologia e uma mentalidade “data driven”, empreendedores estão vendo uma revolução no modo de anunciar e propagar seus produtos e serviços. Será que a sua empresa sabe onde focar seus recursos nessa nova era?

    2. As 7 pessoas que você precisa em um time de Growth Hacking

    Para conseguir estruturar sua área de Growth Hacking, o primeiro passo é entender em qual estágio sua empresa está e como ela é estruturada. Saber quanto seu negócio tem de recurso também é muito importante,  isso vai determinar qual perfil de profissional você deve procurar.

    Na maioria das empresas, a área é formada por 7 perfis:  um guru dos canais que você deseja estar presente, alguém que seja voltado para dados e quantificação, um VP de Growth, um analista, um designer, um copywitter e, claro, um hacker. Se você quer estruturar seu time da melhor maneira, não deixe de assistir o vídeo completo.

    3.  Os desafios do Growth Hacking: como priorizar o canal certo

    Você vai focar no Facebook ou em e-mail marketing? No Linkedin ou no Twiiter? Saber qual canal atacar é um dos maiores desafios do Growth Hacking, mas ele tem uma saída relativamente simples: foco e priorização de ações. Mas, antes de você saia por aí preparando um planejamento, vale lembrar que apostar em Growth Hacking nem sempre  é a melhor saída.

    Empresas que estão nos primeiros estágios de desenvolvimento de produto, aquelas que ainda nem fizeram um MVP, podem acabar colocando os pés pelas mãos e perdendo muitos recursos. Se você quer evitar esse cenário, não deixe de conferir as dicas que Samir Patel compartilha ao falar sobre o assunto.

    4. As características de um líder growth hacker

    Ser o líder de área de Growth é praticamente como ser o maestro de uma orquestra. Você não precisa saber tocar todos os instrumentos para conduzir uma boa música, mas sim entender como cada um deles funciona e explorá-los da melhor maneira possível. Se fossemos resumir, seria algo como: aprendendo a aprender. Ser um líder não é fácil, mas se você estiver aberto a mudanças e a ouvir seu time seus resultados podem ser uma próxima sinfonia de Beethoven.

    5. Crescendo sem gastar: ferramentas gratuitas de Growth Hacking

    Se você pensava que as ferramentas de Growth Hacking eram usadas só por grandes empresas, se enganou! Existem diversas ferramentas e sites gratuitos que podem te dar muitos insights sobre a sua estratégia de marketing. Mas, por mais que isso seja incrível, nada substitui um bom papo com alguém que compartilha os mesmo desafios que você. Que tal marcar um fórum sobre Growth Hacking com outros empreendedores que atuam no mesmo setor que você?

    Dados e métricas são mais do que apenas números, eles podem ser o diferencial da sua empresa. Já pensou em quanto você pode poupar de recurso e esforço se souber, antes mesmo de lançar uma campanha, qual a probabilidade dela ser bem sucedida? Não deixe de assitir a série completa, clicando aqui.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/como-aplicar-growth-hacking/https://endeavor.org.br/?p=19254Fri, 26 Aug 2016 22:07:32 +0000Growth Hacking: a expressão que tem o poder de mudar sua empresaO Growth Hacking é a nova forma de fazer marketing, mas será que sua empresa está preparada para essa revolução? Você já ouviu falar em Growth Hacking? Essa expressão que já faz parte do livro de cabeceira de todo profissional de marketing está ditando o sucesso de muitos empreendedores. Para entender melhor o assunto, batemos ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:31:59 +0000Endeavor BrasilGrowth Hacking: a expressão que tem o poder de mudar sua empresaGrowth Hacking: a expressão que tem o poder de mudar sua empresa
    E se o Obama fosse brasileiro?Você já se perguntou o que aconteceria se o Obama fosse brasileiro? Para os empreendedores, a realidade mudaria bastante, e para melhor.

    Você já ouviu falar no Mia Couto? Ele é um dos maiores escritores de Moçambique, um país que, apesar da distância, é muito parecido com o nosso. Em um de seus livros, ele lança uma pergunta: e se Obama fosse africano? A questão gira em torno da ascendência do atual presidente norte-americano e de como seria um governo dele na África, onde teria que enfrentar um conservadorismo histórico, uma burocracia tremenda e governantes e poderes que há anos se sustentam à custa da miséria do seu povo.

    A provocação é ótima e poderia valer para o Brasil. Mas vou aproveitar o gancho e buscar, como empreendedores que somos, ver um outro ângulo, o otimista, aquele do lado cheio do copo. Quem viu a participação de Barack Obama no Global Entrepreneurship Summit, um evento corealizado pelo Governo dos Estados Unidos e pela Rede Global do Empreendedorismo, vai concordar com a gente:

    Se Obama fosse brasileiro, os empreendedores estariam muito bem.

    Em um dos painéis, o Presidente se sentou com Mark Zuckerberg e conversou com outros três empreendedores, um da Ruanda, outra do Peru e uma terceira do Egito, que, aliás, é apoiada pela Endeavor de lá. Mais do que o papo entre eles em si, que foi ótimo, a imagem transmitida pelo líder da maior potência do mundo aos seus cidadãos é emblemática, de dar inveja. Um Obama totalmente familiarizado com o assunto trocou ideia sobre negócios, perguntou sobre como é o dia a dia das empresas e, claro, mostrou como seu governo está ajudando os empreendedores americanos e de todo o mundo.

    Leia também: Os caminhos para o empreendedor que quer inovar junto ao setor público

    Não bastasse esse show de conhecimento, o presidente americano aproveitou o canhão de atenção e mídia que sua posição proporciona e mostrou como aqueles do painel e todos outros tantos empreendedores estão transformando a vida de milhões de pessoas, em todos os países. Quando Obama se encontra com empreendedores de alto impacto, e essa não foi a primeira vez, ele não está “só” mostrando a sua simpatia em um grande evento. Ele está mandando um recado: o empreendedorismo é importante para os Estados Unidos e para todo o mundo.

    O presidente sabe que empreendedores como os do painel, que estão inovando e criando empresas globais, vão transformar a vida de todos. No Brasil, por exemplo, as empresas que crescem mais de 20% ao ano por três anos seguidos, as chamadas Scale-ups, ou empresas de alto crescimento, são apenas 0,7% do total, mas geram quase 45% dos novos empregos da economia nacional, de acordo com o IBGE.

    Os Estados Unidos têm uma série de iniciativas para apoiar seus empreendedores, e o presidente usa sua imagem e liderança para fazer uma das coisas mais essenciais em qualquer política pública: se posicionar e posicionar o seu governo. Nesse caso, e para a nossa sorte, a favor dos empreendedores. Participar de eventos e falar sempre o quão importante o empreendedorismo é para o país não é suficiente, mas é um primeiro passo; é o que “dá o tom” para todo o resto. Sem isso, nenhuma política pública se torna prioridade e transformadora de verdade.

    Essa liderança e posicionamento é rara entre as lideranças públicas brasileiras, em qualquer nível, seja federal, estadual ou municipal. Nós da Endeavor, junto a diversas outras lideranças do empreendedorismo daqui, estamos trabalhando para colocar o tema na agenda de todos os nossos governantes. E você também pode fazer parte desse movimento. Vamos mostrar quanto barulho podemos fazer e dizer que eles não podem mais ficar ausentes nesse papo?

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    https://endeavor.org.br/e-se-obama-fosse-brasileiro/https://endeavor.org.br/?p=19246Thu, 25 Aug 2016 20:12:07 +0000E se o Obama fosse brasileiro?Você já se perguntou o que aconteceria se o Obama fosse brasileiro? Para os empreendedores, a realidade mudaria bastante, e para melhor. Você já ouviu falar no Mia Couto? Ele é um dos maiores escritores de Moçambique, um país que, apesar da distância, é muito parecido com o nosso. Em um de seus livros, ele ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 26 Aug 2016 14:13:57 +0000Endeavor BrasilE se o Obama fosse brasileiro?E se o Obama fosse brasileiro?
    O fim da era dos aplicativos: sua empresa está preparada para o futuro?O fim dos aplicativos empresariais como conhecemos está próximo. Veja o futuro do Messaging como nova plataforma de interação multicanal.

    Os aplicativos móveis definitivamente fazem parte de nossas vidas. Desde março de 2008, quando Steve Jobs finalmente deixou de relutar contra a abertura da plataforma do iPhone para a comunidade de desenvolvedores, os apps chegaram para ficar. Vale dizer que Steve Jobs sempre será lembrado por ser um visionário; no entanto, ele também ficará marcado por ser loucamente controlador e temer que, ao abrir a sua plataforma para terceiros, a qualidade dos seus aparelhos começaria a ser questionada.

    Leia também: O novo campo de batalha nos negócios: nem mesmo a Apple está a salvo

    Com a entrada da Google nesse mercado, os aparelhos Android já nasceram com um apelo mais aberto e mais barato, definindo, de uma vez por todas, a consolidação dos smartphones como "o computador pessoal" mais utilizado do planeta. E o resto é história. De 2008 para cá, os números do mercado de smartphones vêm se mostrando astronômicos, sendo todos na casa dos bilhões: bilhões de usuários, bilhões de aparelhos, bilhões de downloads de aplicativos etc.

    • Um aplicativo para qualquer coisa

    Em resumo, as pessoas estão batendo papo, jogando, assistindo vídeos, ouvindo música, fazendo diversas tarefas e realizando quase todos os tipos de atividades possíveis por meio de aplicativos instalados em seus smartphones. Os Mobile Apps já representam mais da metade do tempo gasto de cada pessoa na própria vida digital.

    Todo esse cenário fez com que as empresas não ficassem paradas. Agora todo mundo quer ter o seu próprio aplicativo nas mãos dos clientes, desde as maiores instituições financeiras do mundo, até o menor mercadinho de esquina. As grandes empresas estão sonhando com o auto-atendimento, já que suas operações de call center consomem centenas de milhões de reais e ainda por cima ainda são extremamente criticadas. Afinal, quem gosta de ligar para um telemarketing?

    • Retenção e engajamento de aplicativos móveis

    Vamos a dura realidade das empresas: é muito difícil emplacar um Mobile App! Os clientes até instalam os aplicativos das empresas com que se relacionam, mas acabam não encontrando relevância e deixam de usá-los ao longo do tempo, partindo para a desinstalação. Por outro lado, aplicativos sociais como Facebook e Instagram, ou mesmo Apps de mensagens, como o WhatsApp ou Messenger, permanecem nos smartphones das pessoas e são utilizados todos os dias; quem sabe até todas as horas.

    Leia também: 18 aplicativos gratuitos e essenciais para qualquer empreendedor

    Essa é uma briga perdida para as empresas. E para piorar, os usuários precisam de espaço em seus smartphones para guardar fotos e vídeos. Ah, e não vamos esquecer que os usuários estão sempre buscando por mais recursos para instalar as novidades que não param de surgir, como Snapchat, Pokémon GO, Tinder e afins.

    No primeiro trimestre de 2015, de acordo com a BI Intelligence, a utilização dos Apps de Mensagens ultrapassou os de redes sociais.

    Os aplicativos de mensagens instantâneas ou Messaging possuem um índice de quase 6 vezes mais engajamento e fidelidade do que os aplicativos empresariais.

    E por saber disso, Mark Zuckenberg anunciou, no último F8, o evento anual do Facebook para desenvolvedores, que acontece todos os anos no mês de abril, em Palo Alto, Califórnia, a abertura da plataforma do Messenger para as empresas. Pelo menos por enquanto, o Facebook deixou claro que não abrirá as APIs do WhatsApp para desenvolvedores, por apostar que a ferramenta deve ser usada apenas por pessoas físicas. Por enquanto mesmo, pois já foi acenado mudanças em um post oficial no blog do WhatsApp.

    Leia também: 5 formas de melhorar seu negócio com o WhatsApp 

    E isso não tem volta. Os aplicativos de empresas tendem a cair em desuso, já que a quantidade de aplicativos que um indivíduo será incentivado a instalar deve ser cada vez maior, mas vamos aos fatos. Pense nos possíveis aplicativos móveis das empresas que você se relaciona no dia-a-dia:

    • Você precisa instalar o aplicativo do seu banco, claro;
    • Você pode ter mais de uma conta bancária em outro banco, então, você terá que baixar outro aplicativo bancário;
    • O aplicativo do cartão de crédito é separado, então, baixe mais um;
    • Tem aquela App da Fintech da moda também, então baixe mais um ou dois;
    • Tem o aplicativo da sua seguradora, que você pode ter mais de uma;
    • Se você viaja, precisa dos aplicativos das companhias aéreas e de comparação de preços de hotéis;
    • Tem também os aplicativos do cinema, shopping, e-commerces, trânsito, revistas, streaming de vídeo etc.

    Enfim, lá se vão dezenas e dezenas de aplicativos instalados no seu smartphone e, no final do dia, acabamos abrindo somente o Facebook e o WhatsApp, de hora em hora, deixando os aplicativos das empresas esquecidos, sem engajamento e sem fidelidade nenhuma. Veja este exemplo real:

    Estes dias viajei para o exterior e comprei um seguro viagem com a minha operadora de viagens. Fui incentivado pela agência a baixar o aplicativo da seguradora só para ver os contatos da assistência e para poder baixar minha apólice do seguro. Entrei na App Store, baixei o aplicativo, abri, fiz um cadastro e naveguei pelo App para consultar as informações e nunca mais voltei ao App. Um mês depois de ter voltado de viagem, vi aquele ícone lá parado e sem uso em meu smartphone. Não hesitei em desinstalar o aplicativo, a jornada do cliente não se mostrou eficaz, porque eu posso viajar novamente e ter que refazer todo esse processo. Novamente.

    Leia também: Os 6 passos da jornada do relacionamento com o cliente

    E essa é umas das razões pelas quais a GUI está mudando para CUI , baseado em robôs de atendimento, conhecidos como Bots - abreviação de robots. Pense no simples processo de ter acesso aos telefones de assistência da seguradora e de fazer o download da apólice de seguro, citado anteriormente. Veja como seria bem mais simples:

  • Ao comprar o seguro, recebo do Bot da minha seguradora um e-mail ou SMS com um link para “bater papo” no Facebook Messenger;
  • Clico e recebo em meu Messenger as informações. Pronto!
  • Se caso for viajar novamente em outra data, só chamar a seguradora para um bate papo.
  • Ninguém precisa de nada mais que isso. E se caso acontecer algum problema no curso da viagem, é só chamar novamente a seguradora para bater um papo; e um Bot me responde em poucos segundos, por exemplo:

    • Cliente: “O que é um Endosso?”
    • Bot da Seguradora: “Endosso é um documento que promove alterações no contrato de seguro vigente. Uma modificação, alteração ou correção.”
    • Cliente: “Então quero fazer um Endosso, pois acabei de mudar de endereço.”
    • Bot da Seguradora: “Claro, poderia me passar seu novo CEP…”

    Perguntas como “Qual o valor da minha franquia?” ou “Quando vence a minha Apólice?” não precisam ser respondidas por seres humanos. Se caso a solicitação for complicada, uma pessoa real entra no Chat e passa a responder. Caso a solicitação for ainda mais complexa e urgente, dá para fazer uma ligação pelo próprio Messenger para um atendente, que deverá ter um perfil de consultor e que poderá, inclusive, conversar por vídeo chamada. Simples assim.

    A conversa começou com uma comunicação pelo e-mail e terminou no Messenger de forma multicanal e sem aplicativos. Na verdade, já existem lojas de comércio eletrônico que vendem produtos por Chatbots. Apesar de parecer difícil entender como um "App como Chat" funciona, considere estes exemplos reais e faça um teste:

    • Inclua a CNN no seu Facebook Messenger para receber notícias diárias. Clique aqui e pergunte: “What about Brazil?. Gostou da resposta?
    • Você pode conversar com o presidente dos EUA no Messenger! Clique aqui e deixe seu oi para o Obama.
    • E também pode perguntar sobre o tempo para o Poncho clicando aqui.
    • Chame o esquilinho Hipmunk e pergunte para ele "I'm flying from Sao Paulo, Brazil, 8/19 to 8/22. Could you help me?" e veja só a resposta.

    Note também o seguinte:

    • Nos EUA, algumas pessoas já podem solicitar um Uber via Facebook Messenger, veja como funciona;
    • Os mais de 600 milhões de usuários do WeChat podem enviar dinheiro via Western Union por chat desta forma;
    • O futuro da interação com clientes está na mão das máquinas

    A evolução da interface de Messaging está na interação dos usuários com Bots providos de Inteligência Artificial e tecnologias como NLP, da sigla em inglês que quer dizer Processamento de Linguagem Natural, e outras técnicas como Text Mining, Análise de Sentimentos, Machine Learning, Deep Learning, NLU etc. que vem evoluindo a cada dia, desde o sistema de Chatbot chamado Eliza, datado de 1966, que já se esforçava para conseguir bater o teste de Turing.

    Recentemente, o Bank of America Merrill Lynch previu que em 2025 o impacto da AI na economia será de 14 a 33 trilhões de dólares. A McKinsey disse, em um estudo recente, que a AI está contribuindo para a transformação da sociedade acontecer 10 vezes mais rapidamente e 3 mil vezes mais impactante do que na revolução industrial. Logo, os investimentos estão acontecendo: em 2015, por exemplo, os investidores colocaram U$ 8,5 bilhões em empresas de AI, 16% mais do que no ano anterior e 4 vezes mais do que em 2010.

    Leia também: Acesso a capital: um guia para quem procura investimento

    A Internet das Coisas está fazendo com que os produtos ou serviços possam conversar com as pessoas. A quantidade abundante de dados disponíveis na nuvem já está fazendo com que o Big Data se torne ainda mais onipresente. É claro que os Apps de empresas não vão acabar, mas irão se tornar cada vez mais desafiados. O Facebook Messenger possui hoje 1 bilhão de usuários. WhatsApp, Telegram, Slack, Kik, WeChat etc. não param de crescer.

    Apesar das grandes corporações gastarem algumas dezenas de bilhões de dólares anualmente com suas operações de Call Center, os seus clientes já estão usando aplicativos de mensagens para conversar com elas; quer as empresas queiram ou não. O ecossistema das comunicações multicanal acaba de ganhar mais um importante meio de relacionamento interativo. Bem-vindo a era da conversação por Bots.

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    https://endeavor.org.br/como-usar-aplicativo-empresa/https://endeavor.org.br/?p=19225Wed, 24 Aug 2016 19:36:19 +0000O fim da era dos aplicativos: sua empresa está preparada para o futuro?O fim dos aplicativos empresariais como conhecemos está próximo. Veja o futuro do Messaging como nova plataforma de interação multicanal. Os aplicativos móveis definitivamente fazem parte de nossas vidas. Desde março de 2008, quando Steve Jobs finalmente deixou de relutar contra a abertura da plataforma do iPhone para a comunidade de desenvolvedores, os apps chegaram para ...Endeavor BrasilFernando StelerWed, 24 Aug 2016 18:17:57 +0000Fernando StelerO fim da era dos aplicativos: sua empresa está preparada para o futuro?O fim da era dos aplicativos: sua empresa está preparada para o futuro?
    Liderança heroica: a possível vilã da sua empresaQuantas vezes você já não viu grandes líderes serem comparados com super-heróis? Essa liderança heroica esconde um lado sombrio que pode afetar, e muito, a sua empresa.

    Margaret Heffernan, em um recente TED Talk, discutiu um experimento sobre produtividade, feito pelo biólogo William Muir, na Universidade Purdue. William escolheu estudar galinhas por uma simples razão: a produtividade delas é fácil de medir, já que você simplesmente conta o número de ovos. Em seu estudo, ele queria saber quais fatores podem fazer com que galinhass sejam mais produtivas, então ele criou um experimento incrível que nos ensina muito sobre liderança.

    • Galinhas e produtividade

    Como galinhas vivem em grupos, o biólogo as dividiu em dois grupos. O primeiro grupo foi deixado sozinho por cinco gerações. Já no segundo grupo, Willian apenas selecionou as galinhas mais produtivas para se reproduzir — aquelas que produziram a maior quantidade de ovos — para criar um “suberbando” de “supergalinhas”. E o que ele descobriu?

    Depois que seis gerações se passaram, o primeiro grupo, aquele mediano, estava bem. Todas galinhas eram saudáveis e cheias de penas. Na verdade, sua produção de ovos havia aumentado dramaticamente. No segundo grupo, todos os supergalinhas, exceto três, haviam morrido. Elas haviam bicado umas as outras até se matarem. As galinhas individualmente produtivas no “superbando” somente sobreviveram e atingiram o sucesso ao suprimir a produtividade dos demais.

    Mas o que galinhas e produtividade tem a ver com liderança?

    Bem, nos últimos 50 anos, temos gerenciado a maioria das organizações e algumas sociedades da mesma forma que o modelo das superfgalinhas. Presumimos que, ao escolher os melhores, os mais inteligentes e os homens e mulheres mais cheios de conhecimento, e ao dar a eles todos os recursos e o poder, teremos a chave para atingir o sucesso.

    O resultado disso é o mesmo que no experimento de William Muir: agressão, disfunção e desperdício. Mas por quê? Ao menos parte da razão para isso é o fato de vivermos e agirmos em uma cultura que valoriza e personifica líderes como super-heróis acima de qualquer coisa.

    Leia também: eBook | Liderança Inspiradora: como inovar na gestão de pessoas

    Se você pegar qualquer livro atual de administração, provavelmente o conteúdo será sobre poderosos líderes super-heróis, seus triunfos e sucessos. Nossa sociedade e nossa cultura consistentemente enfatizam, em excesso, a contribuição individual.

    Nós criamos uma cultura heroica e ela é obcecada pela habilidade de cumprir metas, desenvolver ideias individuais e assegurar que o foco sempre esteja sobre o indivíduo.

    Com a promoção excessiva da liderança, nós rebaixamos as outras pessoas. Criamos aglomerados de seguidores que têm que ser guiados para ter qualquer performance, em vez de simplesmente favorecer a propensão natural das pessoas de cooperar em comunidades e colaborar como um time. Nesses dias atuais, em que muitas organizações estão lutando para sobreviver em tempos turbulentos, será que ainda existe um lugar para estratégicas de administração hierárquica do topo para baixo?

    Será que os líderes realmente têm as respostas para todos os desafios complexos e complicados que definem nosso universo hiper-conectado ou estamos simplesmente mantendo o mito de que uma ou algumas pessoas são capazes de descobrir tudo aquilo que precisa ser feito?

    Leia também: Uma empresa sem chefes pode dar certo? A história da Zappos diz que sim

    Algumas organizações já começaram a abandonar suas mais célebres presunções sobre liderança heroica e estão favorecendo o poder do conhecimento colaborativo. Elas estão vendo como os problemas de hoje são bem mais distintos do que aqueles do passado e que esperar de um líder todas as respostas é realmente algo fantasioso. Elas estão se movendo em direção a um estilo mais engajador de liderança.

    Mas, para a maioria das organizações, a ideia de trabalhar com colaboração para resolver problemas e cultivar ideias a partir da base de empregados vai contra tudo aquilo que o modelo tradicional de administração diz ser tão importante.

    Infelizmente, nós acreditamos excessivamente em nossos super-herois, buscando sua permissão e orientação antes mesmo de começar a agir.

    Estratégias para organizações ainda estão sendo desenvolvidas por trás das portas das salas de reunião, com pequenos grupos de líderes tomando decisões que impactam o futuro da organização. Apesar de seu conhecimento profundo sobre os consumidores, são poucas as organizações que efetivamente conversam e convidam os empregados da linha de frente e gerentes intermediários para participar do processo de planejamento estratégico.

    Leia também: Engajamento: 6 dicas para ter sucesso

    Líderes heroicos usam o poder de sua posição para tomar decisões unilateralmente. Por outro lado, os líderes pós-heroicos são facilitadores. Eles utilizam perguntas bem formuladas para extrair ideias e desenvolver soluções em conjunto. Ambos os estilos de liderança têm a autoridade para tomar decisões pelos grupos que eles gerenciam, a diferença entre eles é seu estilo de tomada de decisão: um é autocrático, enquanto o outro é participativo.

    • Construindo influência: das respostas para as perguntas

    Líderes pós-heroicos extraem soluções de seus times em vez de promover suas próprias soluções. Na verdade, utilizar perguntas é a forma com que eles constroem sua influência. Perguntas que ninguém nem mesmo pensou em perguntar, mas que ajudam a focar a atenção e os esforços em áreas promissoras, mas que previamente eram ignoradas.

    Perguntas convidam as pessoas a participarem de uma forma diferente e mais poderosa, agora o importante é convidar outras pessoas a explorar um novo território e ajudar a gerar novas ideias e conhecimentos. Líderes que engajam operam como coaches, facilitadores, catalizadores, possibilitadores e desenvolvedores de pessoas e não como geradores de soluções. Eles criam o espaço e o ambiente para que todos sejam bem-sucedidos e saiam de seu caminho usual para que a genialidade de cada uma das pessoas seja liberada e apoiada.

    • Um líder quase perfeito

    Todos nós provavelmente já estivemos em situações, seja como motorista ou passageiro, em que estamos tão confiantes em nossas habilidades que nos recursamos a pedir direções. Essas situações geralmente acabam com um final familiar: nos perdemos. Nos negócios, não é diferente. É preciso muita humildade e empatia para ser um líder, sabendo que a sociedade espera que você tenha todas as respostas e nunca admita não saber algo.

    É preciso um líder pós-heroico para mover as organizações em direção ao futuro e dar recursos ao conhecimento coletivo e ao talento da empresa em se manter atualizada com o ritmo das mudanças. Nós criticamos líderes hoje em dia não por que eles são menos capazes do que eram no passado, mas por que nós esperamos mais do que eles podem entregar. Nossas expectativas dos líderes aumentaram astronomicamente devido ao aumento da complexidade e do ritmo das mudanças, o que faz nossa ansiedade atingir níveis inimagináveis.

    Veja também: Mentoria Online | O Empreendedor Líder - Brian Requarth e Daniel Castello

    Não é surpresa que o “superbando” está focado em matar uns aos outros. Imagine a pressão e o nível de competitividade necessário para sobreviver? A realidade nua e crua é que nenhum indivíduo tem todas as respostas, mas coletivamente nós temos. Não existe um manual ou livro com a descrição precisa sobre como evitar distúrbios ou como fazer com que as organizações mudem mais rápido, afinal, estamos diante de transformações tecnológicas massivas, por isso é preciso mudar.

    Claro, mudar para uma era pós-heroica é mais fácil na teoria do que na prática. A liderança heroica se torna autodestrutiva porque, quanto mais heroica ela é, mais ela aumenta o abismo entre dependência e empoderamento. É um ciclo vicioso. Por um lado, buscamos empoderamento, queremos uma voz, queremos ser relevantes. Por outro lado, aprendemos desde cedo a respeitar autoridades e líderes. Nós nos acomodamos em receber direções. Somos ensinados, de forma a criar o “superbando”, a nos tornar experts, ou seja, a ser a pessoa mais inteligente no espaço e ter todas as respostas.

    A saída desse modelo requer uma cultura de mudança que também envolve a promoção e o desenvolvimento de gerentes engajadores, recompensando aqueles que conseguem extrair as ideias mais criativas de seus membros de time. Ainda precisamos e queremos heróis, mas seu propósito tem que mudar. Os heróis de hoje em dia estão focados em criar ainda mais heróis e isso deve acabar.

    Artigo originalmente adaptado de Reuven Gorsht.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-evitar-lideranca-heroica/https://endeavor.org.br/?p=19210Tue, 23 Aug 2016 20:19:34 +0000Liderança heroica: a possível vilã da sua empresaQuantas vezes você já não viu grandes líderes serem comparados com super-heróis? Essa liderança heroica esconde um lado sombrio que pode afetar, e muito, a sua empresa. Margaret Heffernan, em um recente TED Talk, discutiu um experimento sobre produtividade, feito pelo biólogo William Muir, na Universidade Purdue. William escolheu estudar galinhas por uma simples razão: a produtividade ...Endeavor BrasilReuven GorshtThu, 01 Sep 2016 17:32:19 +0000Reuven GorshtLiderança heroica: a possível vilã da sua empresaLiderança heroica: a possível vilã da sua empresa
    Economia Colaborativa: a tendência que está mudando o mercadoDo transporte urbano à saladinha, a economia colaborativa é para valer. E as oportunidades que ela oferece também.

    Você se lembra de quando falamos, por aqui, sobre o fim da “era lucrozóica”? Sobre como o capitalismo consciente tem transformado a economia global, que aos poucos deixa para trás o princípio perverso do hiperconsumo e do sucesso financeiro a qualquer custo? Sim, o tal do impacto social vem mudando a forma como vivemos e,principalmente, como fazemos negócios.

    O movimento da economia colaborativa (compartilhada ou em rede, como a chamam alguns) nada mais é do que a concretização dessa nova percepção de mundo. Representa o entendimento de que, diante de problemas sociais e ambientais que só fazem se agravar, a divisão deve necessariamente substituir o acúmulo. E o tremendo sucesso de empresas que facilitam o compartilhamento e a troca de serviços e objetos é prova de como a adesão à tendência está longe de atingir um ápice. Uber, Airbnb e tantas outras que o digam.

    • A vida compartilhada

    Seja para poupar ou mesmo para levantar alguma renda extra, hoje praticamente não há limites para o compartilhamento. O fotógrafo paranaense Gustavo Benke, mencionado nesta matéria da Exame, é exemplo disso.

    Acostumado a receber, na sua casa de Curitiba, parentes, amigos e amigos de amigos, Gustavo decidiu adotar o mesmo estilo de vida na casa que aluga em Florianópolis, onde estuda. A divisão do espaço traz benefícios para todo mundo: os hóspedes economizam com a estadia, a alimentação e tudo mais, e Gustavo recebe ajuda nas despesas. Ele também tem o hábito de trocar serviços fotógráficos por bens ou serviços de que necessita.

    Mas basta uma rápida pesquisa para você perceber que esse estilo de vida não tem nada de novo. De acordo com Tomás de Lara, cofundador da Engage, além de co-fundador do Catarse, o fenômeno da economia colaborativa é ancestral: “povos indígenas e comunidades já tinham isso de compartilhar, de acessar as coisas dos outros, de trocar”, diz ele nesta websérie.

    A novidade é a forma massiva como o fenômeno passou a ocorrer em meados de 2008, 2009, graças aos avanços tecnológicos.“A partir dali, todo mundo, de forma muito rápida e quase que barata, pôde fazer transações e se geolocalizar, se encontrar e saber da melhor forma de se usar um recurso”.

    • Poder social sem precedentes

    Desde então, a Internet 2.0 vem permitindo que a população global assuma um “poder social” como jamais aconteceu antes. Graças à força da colaboração, transformações importantes ocorreram e vêm ocorrendo: novas empresas nasceram, outras grandes deixaram de existir e até ditadores foram removidos do poder.

    A Primavera Árabe é um exemplo disso. Assim como Gustavo Benke escolheu compartilhar sua casa, o egípcio Mahmoud Sharif resolveu se levantar contra o longevo e repressivo regime de Hosni Mubarak. Graças a uma imensa rede de compartilhamento, juntou-se a milhares de pessoas na Praça Tahrir, e os resultados são conhecidos.

    • Um furo na parede em vez de uma furadeira

    Os exemplos acima ilustram o imensurável alcance da economia colaborativa, sem dúvida. Mas o tema aqui não é geopolítica. Queremos, antes, que você tenha ideia da importância do assunto e que consiga aproveitar as oportunidades oferecidas nesse novo contexto, no qual as pessoas “não precisam mais de uma furadeira, mas de um furo na parede”, como diz Tomás de Lara.

    Neste artigo do portal Entrepreneur, o Venture Capitalist Tx Zhuo lista boas práticas que podem te ajudar a nadar de braçada na economia colaborativa:

  • Mantenha baixos os custos fixos: de acordo com Zhuo, com o tempo, a tecnologia derrubará os custos em geral. Isso significa que as empresas bem-sucedidas serão aquelas que organizarem melhor suas estruturas financeiras. Diminuir o número de funcionários permanentes e terceirizar atividades periféricas podem ajudar;
  • Em vez de reinventar a roda, procure-a em parceiros: Zhuo dá o exemplo da ChowNow, empresa norte-americana que oferece gerenciamento de pedidos online a restaurantes. Em vez de construir sua própria plataforma de delivery, a ChowNow desenvolveu uma parceria com a Uber para realizar as entregas, e os resultados têm sido ótimos.
  • Foque no relacionamento de longo prazo: Zhuo conta que agora que as margens para compartilhamento são estreitas, as empresas precisam dar prioridade para relações duradouras com os clientes. Para isto, ele sugere proporcionar grandes experiências de consumo ao público.
    • Investindo em empresas que se complementam: o exemplo da Axial Holding

    Por mais que os já mencionados Uber e Airbnb sejam exemplos de como essas boas práticas funcionam, ambos já foram objetos de muito estudo. Por isso, ao procurar por um case que represente o tema, preferimos abordar a questão a partir de outro viés: o offline. E por meio de um setor bastante competitivo de nosso país, o agronegócio.

    Espécie de fundo de private equity focado em empresas e instituições do agronegócio orgânico, a Axial Holding tem um importante diferencial: o portfólio se auto-alimenta. Ou seja, as empresas investidas exercem atividades que se complementam, colaborando umas com as outras.

    Por exemplo: na carteira da Axial está a Fazenda Tamanduá, de cultivo de produtos agrícolas e produção de pecuária orgânica. Caso precisem de micro-crédito, os produtores podem recorrer a outra empresa investida, o Instituto Estrela, que dá empréstimos a pequenos empreendedores individuais que não têm acesso ao sistema bancário convencional.

    E se for necessário promover o melhoramento genético da soja, os agricultores podem contar com a Naturalle, empresa voltada à pesquisa da soja, além de produtividade, adaptação regional e resistência a pragas e enfermidades. Ao investir em empresas que colaboram entre si, a Axial está contribuindo para reformular a cadeia produtiva do setor de orgânicos. E um dos mais significativos resultados desta filosofia é a Rio de Una, outra aposta do fundo.

    A empresa atua no processamento (lavagem, corte, higienização e embalagem) de frutas, legumes e vegetais (tanto orgânicos quanto convencionais). E a filosofia colaborativa está na essência dos processos, já que os mais de 120 pequenos agricultores familiares que compõem a base produtiva da Rio de Una recebem assistência técnica e têm a compra de sua produção garantida o ano todo.

    Pela planta industrial da empresa passam mensalmente mais de 200 toneladas de hortaliças e legumes, que são transformados em saladas e atendem o mercado de varejo e foodservice em todo o Brasil. Ou seja, os princípios da economia colaborativa estão influenciando toda uma cadeia não apenas de produção, mas de investimentos. É mais um sinal de que essa nova forma de fazer negócios - mais responsável e consciente - veio para ficar.

    Prova disso também são as empresas que valem 17 bilhões de dólares, os 60 mil funcionários que elas empregam e os 15 bilhões de dólares que receberam de investimento (de acordo com este artigo da Forbes). E, a julgar pelo interesse do público em geral, esse bolo só tende a crescer. Que tal se preparar para pegar uma fatia?

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/como-aproveitar-economia-colaborativa/https://endeavor.org.br/?p=19198Tue, 23 Aug 2016 02:26:28 +0000Economia Colaborativa: a tendência que está mudando o mercadoDo transporte urbano à saladinha, a economia colaborativa é para valer. E as oportunidades que ela oferece também. Você se lembra de quando falamos, por aqui, sobre o fim da “era lucrozóica”? Sobre como o capitalismo consciente tem transformado a economia global, que aos poucos deixa para trás o princípio perverso do hiperconsumo e do ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 30 Aug 2016 01:13:48 +0000Endeavor BrasilEconomia Colaborativa: a tendência que está mudando o mercadoEconomia Colaborativa: a tendência que está mudando o mercado
    De onde vem os empregos que os candidatos tanto falam que vão gerar?Você sabe quando aquele político promete gerar mais de 5 mil empregos? Essa é uma promessa bem frequente, mas você já parou para pensar de onde eles surgiriam?

    No último dia 16 de Agosto, candidatos à prefeitura e câmaras legislativas municipais por todo o Brasil deram a largada em suas campanhas. Como de costume, diversas propostas para melhorar a vida dos cidadãos brasileiros, em todas as áreas de interesse, foram apresentadas. Teve gente falando de saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana, inclusão social, igualdade de gênero...a lista é longa, mas a gente ficou pensando:

    Cadê o empreendedorismo no meio dessa história de campanha, propostas e melhoria de vida do cidadão?

    Convenhamos, a vida do brasileiro não está fácil. Segundo pesquisa do IBOPE, a questão do desemprego é a terceira maior preocupação do brasileiro e, segundo o IBGE, há 11 milhões de desempregados no país atualmente. Mas por que nós estamos falando disso? Para lembrar o que muitos esquecem: a origem da grande maioria dos empregos está ligada ao empreendedorismo!  

    Para se ter uma ideia, no Brasil, menos de 1% das empresas têm crescimento acelerado, e, apesar de serem pouquíssimas, elas são responsáveis por gerar mais de 3 milhões de novos empregos .Agora é só fazermos uma conta simples: se 1% das empresas possuem tanto impacto, imagine a quantidade de empregos gerados no Brasil se o ambiente de negócios das cidades brasileiras fosse mais simples e incentivasse os empreendedores a continuarem crescendo.

    Uma coisa é incontestável: apesar de a resposta para o problema de desemprego que enfrentamos atualmente no país parecer simples, todos nós sabemos que crescer com as amarras e burocracias que temos no Brasil não é fácil.

    E, mais do que geração de empregos, os cidadãos querem encontrar inovação espalhada por suas cidades, querem oportunidades, querem o futuro hoje. E quem melhor do que essas empresas para ajudar nisso?

    Pensando em tudo isso, e com base no Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor, em melhores práticas nacionais e internacionais e em dezenas de conversas com empreendedores e especialistas, nasceu um movimento para definir propostas do que o futuro Prefeito poderá fazer nos próximos quatro anos para que cada vez mais empreendedores cresçam, inovem e gerem empregos na cidade. São mais de 25 organizações espalhadas pelas principais cidades do país que se reuniram para, juntas, direcionar o debate para termos cidades mais empreendedoras.

    São três compromissos que buscamos de todos os candidatos que vão ajudar a termos mais empreendedores e mais empregos:

    • Um Prefeito parceiro dos empreendedores

    É um fato: 74% dos brasileiros concordam que o desenvolvimento do país depende muito dos empreendedores. Ainda assim, somente 23% acreditam que o governo local apoia quem está a frente de um negócio. Para mudar esse cenário, a principal liderança municipal precisa estar mais próxima dos empreendedores e, mais do que isso, ouvir quem está empreendendo e crescendo na cidade. E, por isso, queremos que os futuros Prefeitos se comprometam em, uma vez por mês, visitar empreendedores e os receber em seus gabinetes para conhecer suas histórias e desafios.

    • Uma cidade mais fácil e menos burocrática para quem quer empreender

    Registrar uma empresa no Brasil, segundo o Índice de Cidades Empreendedoras, demora, em média, 129 dias. Durante esse tempo, o empreendedor poderia estar focado em melhorar seu negócio e, inclusive, gerar mais empregos! Queremos que os futuros Prefeitos assumam o compromisso público de diminuir o tempo de abertura de empresas em suas cidades, o qual pode e deve ser inferior a uma semana.

    • Um governo que trabalha junto com os empreendedores

    Uma cidade tem diversos desafios, nós sabemos. Mas, mesmo investindo bilhões em compras públicas, muitas vezes as inovações das novas empresas não chegam aos cidadãos. Pensando nisso, porque não unir esses dois universos e trazer soluções inovadoras para os principais problemas das cidades brasileiras? Nós queremos que os futuros Prefeitos criem um programa de inovação aberta que promova o ganha-ganha: a Prefeitura inova em seus serviços, a cidade ganha soluções inovadoras para resolver seus problemas, e as empresas ganham escala, aumentam seu impacto e geram empregos.

    Mas tudo isso só será possível se milhares de empreendedores e cidadãos, que não se dão por vencidos, lutarem, lado a lado, por um Brasil melhor para seus negócios. É clichê, mas quando realmente queremos fazer a mudança acontecer, a união faz muita diferença. Se você, assim como nós, também não quer ficar de braços cruzados no meio desse cenário, acesse o nosso movimento e saiba como contribuir.

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    https://endeavor.org.br/origem-empregos-empreendedorismo/https://endeavor.org.br/?p=19192Mon, 22 Aug 2016 21:44:19 +0000De onde vem os empregos que os candidatos tanto falam que vão gerar?Você sabe quando aquele político promete gerar mais de 5 mil empregos? Essa é uma promessa bem frequente, mas você já parou para pensar de onde eles surgiriam? No último dia 16 de Agosto, candidatos à prefeitura e câmaras legislativas municipais por todo o Brasil deram a largada em suas campanhas. Como de costume, diversas ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 23 Aug 2016 16:51:58 +0000Endeavor BrasilDe onde vem os empregos que os candidatos tanto falam que vão gerar?De onde vem os empregos que os candidatos tanto falam que vão gerar?
    Degraus para o sucesso: a inovação no core do negócioA inovação é parte essencial de qualquer empresa. Veja como Edgard Corona, empreendedor  à frente do Grupo Bio Ritmo, mantém sua equipe ligada nas tendências do setor. 

    Com certa frequência sou convidado a participar de debates e discussões sobre o ambiente de negócios no Brasil e estratégias de sucesso para um mercado cada vez mais desafiador. Comecei minha trajetória empreendedora à frente do Grupo Bio Ritmo, ainda na segunda metade dos anos 1990 e de lá para cá colecionei sucessos, frustrações e, acima de tudo, lições valiosas que pavimentaram todo o caminho até aqui. Obviamente, não existe uma receita pronta que te garanta uma posição entre os líderes de mercado, mas, olhando para trás, destaco pontos que foram fundamentais na construção de uma marca forte e consolidada.

    Veja também: Day 1 Fórmula do Empreendedorismo de Sucesso

    Logo nos primeiros anos da Bio Ritmo, notamos que para crescer e bater de frente com os principais competidores da época precisaríamos dar um passo além e adotar ideias e processos completamente diferentes dos praticados pelo mercado. Inicialmente, investimos em consultores que pudessem nos direcionar, mas as respostas nunca nos saciavam. Foi então que assumimos a lição de casa e investimos em uma extensa plataforma de benchmarking, criando um programa de viagens aos funcionários da rede para que, com base no que viram fora, pudessem ter insights sobre o que estávamos fazendo de errado e sobre o que poderia ser aperfeiçoado.

    Apesar de simples, a ideia foi um sucesso e se mantém até hoje. Atualmente, boa parte do nosso time visita periodicamente feiras e eventos nacionais e internacionais em busca de novas informações e ideias. Muitas vezes as equipes não estão em busca de nenhum ponto em específico, mas simplesmente de dados genéricos – e sim, há um motivo para isso.

    Às vezes tropeçamos em informações que não parecem úteis num primeiro momento, mas que se compartilhadas e debatidas em equipe podem resultar em ideias geniais.

    É o que chamo de sensação de célula dormente. Você tem uma célula que em um momento inesperado será ativada, necessitando que você surja com respostas imediatas e pontuais. Mas, claro, isoladamente, esse exercício jamais seria suficiente. Ainda em complemento ao programa de viagens, adotamos um modelo de gestão horizontal como modo de estimular a troca e geração de ideias. Desde muito cedo fomos ensinados a acreditar que a inovação vem da ponta, ou daqueles que ocupam cargos de liderança dentro de uma empresa. Quem entende de cliente é quem está no front. Daí que vem a informação e as ideias.

    Testar rápido, corrigir rápido e implementar rápido faz parte da nossa cultura, o que também significa não ter medo de errar.

    Nesse sentido, não matar ideias e criar mecanismos que deem voz aos funcionários e que os estimulem a contribuir com sugestões é um ponto essencial. Para exemplificar, recentemente um dos atendimentos da Smart Fit participou de uma reunião com outros dois colaboradores de uma das academias da rede. Dessa reunião, surgiu a ideia de colocarmos botões nos equipamentos de treino para que os clientes pudessem chamar os instrutores quando precisassem de ajuda.

    Em outras palavras, partimos do princípio de que para chegar a ideias inovadoras e a resultados novos é preciso contar com a participação de todos, principalmente daqueles que estão na linha de frente do atendimento. Também entendemos que para acertar é preciso estar disposto a lidar com os erros que acontecerão no meio do caminho.

    Leia também: E depois do fracasso, vem o quê?

    Em mais de duas décadas, aprendemos que a experiência do consumidor com a nossa marca começa muito antes do primeiro contato com ela. Analisar hábitos e perfis de consumo foi fundamental para posicionar a empresa e apresentar os seus diferenciais. É com esse conceito em mente que lançaremos, em breve, linhas de roupas e de suplementos alimentares com a marca da Smart Fit. Ainda com base na análise que fizemos sobre o comportamento do consumidor, estamos estruturando projeto piloto para os clientes que fazem uso de isotônicos e outros líquidos antes ou após o treino.

    A partir do próximo ano, todas as academias estarão equipadas com modelo de bar onde os clientes poderão consumir uma dose do produto, pagando mensalmente menos da metade do que seria pago em estabelecimentos comerciais convencionais. Em todos os casos, os projetos mencionados visam tornar acessíveis produtos e serviços adjacentes à prática esportiva e que potencialmente possam tornar a experiência de treino de nossos clientes ainda mais completa.

    Leia também: O que a Bauducco pode te ensinar sobre atendimento ao cliente e paixão

    Por mais que os diferenciais oferecidos não sejam o ponto central do nosso negócio, eles se apresentam como uma oportunidade única de incluir facilidades na rotina de treino de nossos clientes capazes de melhorar a percepção e a experiência deles com a nossa marca. Em acompanhamento à evolução do mercado, atualmente testamos uma série de novas iniciativas, algumas mais avançadas e em vias de serem adotadas pelas unidades da Bio Ritmo e Smart Fit em todo o país, outras ainda em estágio de avaliação e amadurecimento.

    De todo modo, é certo que algumas medidas tomadas ao longo dos anos foram fundamentais em nossa história e que, em comum, todas partiram da inquietude de sempre buscar pelo novo. Em um mundo em constante mudança e em movimento, ficar parado não é a solução. O sucesso de ontem não garante o dia de amanhã. E é muito bom viver esse desafio e a oportunidade de contribuir para um mundo melhor

     

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    https://endeavor.org.br/como-inovar-core-negocio/https://endeavor.org.br/?p=19165Mon, 22 Aug 2016 21:14:43 +0000Degraus para o sucesso: a inovação no core do negócioA inovação é parte essencial de qualquer empresa. Veja como Edgard Corona, empreendedor  à frente do Grupo Bio Ritmo, mantém sua equipe ligada nas tendências do setor.  Com certa frequência sou convidado a participar de debates e discussões sobre o ambiente de negócios no Brasil e estratégias de sucesso para um mercado cada vez mais desafiador. ...Endeavor BrasilEdgard CoronaMon, 22 Aug 2016 18:14:43 +0000Edgard CoronaDegraus para o sucesso: a inovação no core do negócioDegraus para o sucesso: a inovação no core do negócio
    O que Zuckerberg aprendeu ao ouvir “não” para seu negócioMark Zuckerberg, aos 32 anos, já possui um império. Seu negócio, a rede social Facebook, possui um valor de marca de aproximados 100 bilhões de dólares (na cotação atual, 325 bilhões de reais).

    Em 2004, quando ainda era um estudante na Universidade de Harvard, Mark fundou o TheFacebook.com, plataforma que viria a ser a maior rede social do mundo. Doze anos depois, o empreendedor é a sexta pessoa mais rica do mundo,segundo o ranking da revista Forbes. Quem olha para o Facebook hoje não acredita que alguém pudesse ter duvidado de seu sucesso, mas isso aconteceu - e não foram poucas vezes.

    No evento Global Entrepreneurship Summit 2016, realizado no Vale do Silício, Zuckerberg contou brevemente sobre essa experiência com os críticos. No painel do GES, ele estava ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de outros três empreendedores: Mai Medhat,; Jean Bosco Nzeyimana; e a peruana Mariana Costa Checa, da Laboratoria. Saiba um pouco mais sobre como o fundador do Facebook lidou com as críticas à sua rede social – e o que você pode aprender com isso.

    • O "não" que fortaleceu um sonho

    Mark Zuckerberg conta que, quando criou o Facebook, preocupava-se em dar voz a todos por meio de ferramentas de compartilhamento. “As pessoas poderiam mostrar aquilo com que se importam e, assim, poderiam unir-se como comunidade. começou pequeno, em uma universidade , e não achei que seria uma companhia naquela época”.

    Em uma entrevista antiga, é possível ver um jovem Zuckerberg falar sobre seu site, o TheFacebook.com. Relaxado, o empreendedor conta que seu objetivo era recriar o ambiente universitário no meio online. E nada muito além disso. “Estava convencido de que alguém construiria algo assim para o mundo, mas achava que seria uma outra companhia, alguma que já tivesse engenheiros e estivesse acostumada a desenvolver algo para centenas de milhões de pessoas, no mundo todo”.

    “O que aconteceu é que ninguém construiu, então nós simplesmente continuamos”, completou o empreendedor, arrancando risos da plateia. Porém, assim que lançou o TheFacebook.com, começaram as críticas:

    “As pessoas nos diziam que talvez universitários gostassem, mas que ninguém mais gostaria e que nós provavelmente não faríamos dinheiro com isso.”

    O crescimento da rede contrariou a opinião dos primeiros céticos; mas, mesmo assim, surgiram mais pessoas dizendo que o Facebook era apenas uma moda e que nunca seria um bom empreendimento. Depois, houve a mudança do comportamento dos usuários, que passaram a priorizar o acesso à internet pelos smartphones. “Novamente, as pessoas achavam que não seria um negócio sustentável”, resume o fundador do Facebook. Como se sabe, a rede social se adaptou a todos os desafios citados no discurso do empreendedor.

    • As lições ao longo do caminho
    Mark chegou a uma conclusão, após tantas rodadas de críticas: Os empreendedores que constroem iniciativas que perduram são aqueles que estão mais preocupados em criar algo que transforme o mundo – e não apenas em ter um negócio e tirar seu sustento dele.

    “Para mim, empreendedorismo é criar mudança, e não apenas companhias.”

    “Os empreendedores mais eficientes que eu encontrei se importam profundamente com uma missão, uma transformação que eles tentam criar. Muitas vezes, eles não começam pensando em montar uma empresa. Então, só faça se tiver paixão pelo que você está fazendo”, resume o fundador do Facebook. “Você continua porque se importa, e não porque quer um negócio.”

    Conteúdo originalmente adaptado de Exame.com

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    https://endeavor.org.br/o-que-zuckerberg-aprendeu-ao-ouvir-nao-para-seu-negocio/https://endeavor.org.br/?p=19180Fri, 19 Aug 2016 22:56:55 +0000O que Zuckerberg aprendeu ao ouvir “não” para seu negócioMark Zuckerberg, aos 32 anos, já possui um império. Seu negócio, a rede social Facebook, possui um valor de marca de aproximados 100 bilhões de dólares (na cotação atual, 325 bilhões de reais). Em 2004, quando ainda era um estudante na Universidade de Harvard, Mark fundou o TheFacebook.com, plataforma que viria a ser a maior rede social do mundo. ...Endeavor BrasilExame.comFri, 19 Aug 2016 19:56:55 +0000Exame.comO que Zuckerberg aprendeu ao ouvir “não” para seu negócioO que Zuckerberg aprendeu ao ouvir “não” para seu negócio
    Nado sincronizado: sintonia e sociedade dentro e fora da pisicina

    Integração, coletividade e comprometimento: saiba por que o nado sincronizado é uma verdadeira aula de gestão corporativa

    Você deve ter percebido que a Endeavor entrou para valer no clima das Olimpíadas do Rio 2016. Com o objetivo de relacionar modalidades olímpicas a empreendedorismo e gestão, já produzimos artigos sobre remo, tênis, judô e ginástica artística. Agora, abordaremos um esporte que, assim como o remo, tem na integração de uma equipe a sua principal característica: o nado sincronizado.

    Nas Olimpíadas, as competições se darão entre duetos ou times de quatro a oito atletas. E, como o próprio nome indica, todos os componentes devem estar em total sintonia para que a coreografia ensaiada seja executada da melhor forma possível. Isso implica em não apenas muito treino, persistência e otimismo, mas trabalho em equipe.

    Implica saber dividir responsabilidades, lidar com perfis diferentes e, em meio a tudo isso, garantir o alinhamento para que os objetivos sejam atingidos. Ou seja, as semelhanças com a sociedade em uma empresa não são meras coincidências. E é por isso que o nado sincronizado tem muitos aprendizados a oferecer para os empreendedores.

    • União acima de tudo

    A jovem atleta Gabriela Regly, de 16 anos, enfatiza a importância de um time superar as diferenças para vencer. E não só entre as atletas, mas com a comissão técnica: “É indispensável que a equipe esteja sempre unida, uma atleta ajudando as outras. A interação com os técnicos também não pode faltar”.

    Leia também: Team bulding: como montar grandes equipes

    Quanto a administrar os diferentes perfis das companheiras de equipe, Regly não hesita: “somos  muito diferentes uma das outras, cada uma com seu jeito e com seu gosto. Se não tiver aceitação, a equipe não ficará unida. Isso vai comprometer o desempenho na piscina, sem dúvida!”

    • Comprometimento que pode definir um resultado

    Por outro lado, a experiente Pamela Nogueira tem autoridade para falar sobre o assunto. Com mais de 13 anos anos na Seleção Brasileira de Nado Sincronizado, a atleta já passou por inúmeras situações: viveu trocas de companheiras de equipe, experimentou tanto importantes vitórias como doloridas derrotas e enfrentou intensas maratonas de treinos para alcançar aprimorar a performance.

    São anos e anos executando complexas coreografias nas piscinas, uma experiência que ela retoma para estabelecer relações entre a modalidade e a gestão de equipes no ambiente corporativoNeste artigo, Pamela ecoa Gabriela Regly ao afirmar que a principal qualidade de uma equipe de nado competitiva é a capacidade de lidar com afinidades e diferençasentre atletas.

    Ela também sublinha a importância da entrega e o comprometimento do time. De acordo com a atleta, é esse empenho que vai determinar a qualidade de uma performance. “Essas características são as mais importantes, pois definem o nosso resultado. Temos que nos dedicar integralmente, com disponibilidade total. Se o atleta não for comprometido com suas atitudes, nenhuma das outras características terá sentido”.

    Por último, Pamela cita a garra como um dos fatores determinantes para o sucesso. “Sem garra, o atleta perde o ânimo e o interesse pelo seu trabalho”. E com a raça deve vir o otimismo. Em todos os momentos, é preciso que se pense positivo, sempre como um vencedor -- independentemente dos resultados.

    • Das piscinas para os escritórios

    Assim como na competições de nado sincronizado, também no ambiente de negócios estas características costumam ser muito requisitadas. Principalmente quando se trata de uma sociedade. Se você pensa em empreender e está em busca de sócios, deve buscar quem agregue, quem esteja alinhado e caminhe na mesma direção, visando sempre a alcançar os mesmos resultados.

    Mas, da mesma forma que ocorre nos esportes, não é tarefa fácil. Há muitos desafios: as divergências e os conflitos internos, as objeções dos clientes, as possíveis desavenças etc. É por isso que a sincronia e a afinidade devem sempre prevalecer. Por mais contundentes que sejam os conflitos, a coletividade deve se sobrepor, de modo que, no final do dia, todos sigam juntos na execução da mesma coreografia.

    Mas isto não significa que as diferenças entre perfis não sejam bem-vindas. Pelo contrário: ainda que os os movimentos sejam sempre conjuntos e na mesma direção, é fundamental que os sócios -- do mesmo modo que os atletas -- sejam diferentes a ponto de se completarem.

    Neste vídeo, Dave Goldberg, CEO da SurveyMonkey, conta um pouco de sua experiência a respeito. É um entendimento que, de certa forma, complementa o de Pamela:“É muito importante ter um sócio que atravesse mesmos os tempos difíceis, que enfrente as mesmas dificuldades, que divida o fardo com você e que seja capaz de entender tudo o que está acontecendo”.

    Se trocarmos “sócio” por “atleta”, veremos que a afirmação cai como uma luva para o nado sincronizado.

    • Treino, treino e mais treino

    Com 19 anos de experiência nas piscinas, Lara Teixeira também tem importantes aprendizados a compartilhar com os empreendedores. O principal, talvez, seja sobre a rotina de treinamentos. Afinal, o nado sincronizado é um esporte que envolve inúmeras variáveis e nuances.

    Não basta que um(a) atleta execute com perfeição uma coreografia -- é necessário que seus movimentos estejam integrados, sincronizados aos de toda a equipe. Por isso a preparação, segundo Lara afirma neste artigo, é bastante puxada: “Treino seis dias por semana, de segunda a sábado. Começamos as 7h e terminamos às 14h. Treinamos flexibilidade, musculação e, é claro, muita água! Precisamos acertar muitas coisas dentro de cada treino: força, flexibilidade, explosão, apneia… Até chegarmos à perfeição”.

    Como se vê, não é por acaso que Pamela Nogueira tenha mencionado a questão da garra, e que Gabriela Regly tenha apontado a importância da união da equipe em torno de um objetivo. No ambiente corporativo, a semelhança também é oportuna. Realizar um sonho grande dá muito trabalho e requer entrega, tanto sua quanto dos seus sócios. O planejamento é indispensável, mas não surtirá efeito algum se houver desalinhamento na equipe. Alguém poderá sair da sincronia, o que certamente vai comprometer o desempenho de todos.

    Então, “bora” treinar e integrar o pessoal!

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    https://endeavor.org.br/como-ter-boa-sintonia-sociedade/https://endeavor.org.br/?p=19166Thu, 18 Aug 2016 20:36:56 +0000Nado sincronizado: sintonia e sociedade dentro e fora da pisicinaOferecimento: Integração, coletividade e comprometimento: saiba por que o nado sincronizado é uma verdadeira aula de gestão corporativa Você deve ter percebido que a Endeavor entrou para valer no clima das Olimpíadas do Rio 2016. Com o objetivo de relacionar modalidades olímpicas a empreendedorismo e gestão, já produzimos artigos sobre remo, tênis, judô e ginástica ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 18 Aug 2016 17:38:42 +0000Endeavor BrasilNado sincronizado: sintonia e sociedade dentro e fora da pisicinaNado sincronizado: sintonia e sociedade dentro e fora da pisicina
    Como manter o foco trouxe 3 medalhas à equipe de ginástica artísticaO foco total trouxe resultados históricos para a ginástica artística brasileira. E pode fazer o mesmo pela sua empresa.

    Dando sequência aos artigos que relacionam esportes a empreendedorismo, vamos abordar uma das modalidades que mais atraem a atenção do grande público em uma Olimpíada: a ginástica artística. São muitos os motivos que ajudam a explicar esse interesse: a complexidade das coreografias, a superação dos atletas, a busca pela inovação e, principalmente, a beleza dos movimentos que fazem da modalidade um dos pontos altos das disputas olímpicas.

    É, talvez, essa seja a modalidade em que mais se busca a perfeição; o esporte em que um erro milimétrico pode levar um atleta do céu ao inferno. Se você está acompanhando os jogos do Rio, deve estar familiarizado com os rostos absolutamente compenetrados, os olhares fixos, os músculos enrijecidos. São indícios de que, ao entrarem na disputa, os ginastas estão absolutamente concentrados nela. Sabem que uma distraçãozinha, por menor que seja, pode colocar tudo a perder.

    Leia também: Como manter o foco te ajuda a crescer

    E é precisamente daí que vem o principal ensinamento da ginástica para você, empreendedor: manter sempre o foco, não importando a complexidade do desafio.

    • Muito antes das disputas

    A importância do foco já se revela na preparação para os Jogos Olímpicos, quase um ano antes. Nosso maior expoente atual na ginástica artística, Arthur Zanetti, compartilha neste artigo o que teve que deixar de lado durante a reta final dos treinamentos para as Olimpíadas do Rio:

    “Deixei de fazer muitas coisas, principalmente os esportes um pouco mais radicais. Tive que deixar de lado, e simplesmente focar no treinamento A minha vida mudou bastante, mas com certeza para as Olimpíadas tem que mudar muito mais. Você tem que se regrar um pouquinho mais e ter uma disciplina um pouco maior."

    Ou seja, tudo o que não tiver relação com o objetivo final - a medalha olímpica - fica de lado. O ginasta não pode se distrair com nada que o afaste do caminho pré-estabelecido, do planejamento.

    • Você é o capitão de um avião e tudo começa a dar errado

    Assim também é no mundo do empreendedorismo. Neste artigo, Colin Butterfield, CEO da Radar SA e ex-atleta, reflete sobre a importância do foco na gestão. Principalmente quando se trata de liderar uma equipe e delegar tarefas, pois “cada pessoa enxerga um desafio de uma forma um pouco diferente”.

    Leia também: Liderança: tudo para inspirar seu time a ter cabeça de dono

    Para ilustrar a importância do foco, Colin usa a metáfora de um avião em apuros. “Luzes acendendo pra todo lado, pessoas nervosas, barulhos estranhos, turbulência. O que fazer? Você precisa assumir a tomada de decisão. Imagine se, como líder, você resolve falar com os passageiros ou acudir uma aeromoça histérica? Ou ficar preocupado com um disjuntor do sistema elétrico que mantém as luzes acesas? Você, como capitão, faz com que todos que estão te observando priorizem o mais importante: manter o avião voando em segurança”.

    Ou seja, se você focar em manter o avião nivelado, na velocidade correta, e pedir que os demais foquem nisso, tudo irá bem. E as atividades periféricas começarão a ser resolvidas por si só, porque as suas ordens e ações vão apontar para o que todos devem fazer.

    • O foco que realizou um sonho grande

    Por falar em voo, não é exagero dizer que a equipe masculina de ginástica voou alto no Rio 2016. A começar pela própria participação nos jogos. Por mais que a modalidade acumule importantes conquistas em disputas individuais, a ginástica olímpica brasileira nunca havia classificado sua equipe masculina para uma Olimpíada. A conquista veio no final de 2015, no mundial disputado em Glasgow, na Escócia. Os segredos para a realização de um sonho que, há alguns anos, parecia impossível? Estrutura e, claro, foco.

    A estrutura foi concretizada pela inauguração do moderno e aparelhado Centro de Treinamento da Barra da Tijuca. Com o novo CT, a equipe pôde se reunir e se concentrar por períodos mais longos. Assim, o acompanhamento dos ginastas, que antes era feito com visitas aos clubes, virou uma rotina. E o foco se voltou de vez à coletividade, com um atleta incentivando o outro. Arthur Zanetti, Diego Hypólito, Arthur Nori, Sérgio Sasaki e companhia puderam se dedicar integralmente à prática do esporte e ao trabalho em equipe.

    • “Tenho problemas para manter o foco”

    Certo, estamos falando de atletas olímpicos, que seguem uma rotina muito rígida.

    Mas o fato é que foco, hoje em dia, é artigo cada vez mais raro. Não à toa: há tantas e tantas coisas demandando nossa atenção, que corremos sempre o risco de deixar para depois aquilo que deveria ser prioritário. O que pode ser péssimo para os negócios.

    Por isso, além dos ensinamentos vindos da ginástica artística, queremos compartilhar algumas dicas. São práticas simples, para você exercitar seu foco no dia-a-dia. Veja só:

    _Comece cedo: se você quer ser mais produtivo nas suas tarefas, acordar 5 minutos mais cedo pode fazer toda a diferença no seu dia.

    _Faça primeiro a tarefa mais difícil: ao começar pela tarefa mais complicada, você se livrará mais rapidamente de um obstáculo e ao mesmo tempo vai se sentir mais motivado por ter concluído uma atividade complicada.

    _Trabalhe com recompensas: elaborar uma tarefa e só depois ver notícias ou checar e-mails, por exemplo. O ideal é encarar isso como, de fato, uma recompensa: você só poderá acessar algum site ou usar o Whatsapp depois que a tarefa for concluída.

    _Tente a “meditação de Steve Jobs”: ao meditar, o lendário gestor entrava em um estado de consciência aberta. Experimentos sugerem que acessar esse estado, que é dar atenção a tudo o que está passando na mente, é a fonte dos pensamentos mais criativos.

    Esperamos que as dicas e os aprendizados da ginástica ajudem e que sua empresa também conquiste resultados históricos!

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    https://endeavor.org.br/como-manter-foco/https://endeavor.org.br/?p=19141Tue, 16 Aug 2016 21:33:11 +0000Como manter o foco trouxe 3 medalhas à equipe de ginástica artísticaO foco total trouxe resultados históricos para a ginástica artística brasileira. E pode fazer o mesmo pela sua empresa. Dando sequência aos artigos que relacionam esportes a empreendedorismo, vamos abordar uma das modalidades que mais atraem a atenção do grande público em uma Olimpíada: a ginástica artística. São muitos os motivos que ajudam a explicar ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 18 Aug 2016 15:21:19 +0000Endeavor BrasilComo manter o foco trouxe 3 medalhas à equipe de ginástica artísticaComo manter o foco trouxe 3 medalhas à equipe de ginástica artística
    Atendimento ao cliente de forma eficiente: 5 materiais obrigatórios sobre CRMO CRM pode mudar a sua empresa, e para melhor! Já parou para analisar o impacto de um bom atendimento?

    Atendimento ao cliente pode ser a cruz ou a salvação de uma empresa. Para aquelas que conseguem fazer a gestão com maestria, seus clientes saem satisfeitos, indicando o serviço ou produto para os amigos e postando em suas redes sociais. Mas, para aqueles negócios que o atendimento ocupa o segundo lugar na lista de preocupações da empresa, o cenário é bem diferente. Você tem dúvidas? Vamos a matemática do negócio:

    +1 =+5: Um cliente satisfeito influencia positivamente cinco novos clientes. -1 = -20: Um cliente insatisfeito influencia negativamente 20 outros. -1 = -5: Um cliente insatisfeito custa o lucro de cinco clientes satisfeitos.

    Para te ajudar a entender melhor o seu cliente e manter esse casamento de pé, aqui estão 5 conteúdos que vão te ajudar nessa jornada. Vamos à lista:

  • CRM: atraia, fidelize e satisfaça mais clientes
  • Nos primeiros meses de vida de uma empresa, o empreendedor ainda pode contar na mão quantos clientes sua empresa tem. Os responsáveis por esses o relacionamentos são normalmente os próprios donos e eles dedicam todos seus esforços para que o negócio tenha um ótimo atendimento ao cliente.

    Com um bom trabalho, muita dedicação e algum tempo, a empresa começa a crescer. Nesse momento, é preciso contratar mais pessoas para compor a equipe de gestão de relacionamento e, assim, entregar os resultados esperados para os clientes. É aí, nesse exato momento, que o CRM faz toda a diferença.

    O objetivo deste eBook é apontar quais são os pontos de atenção para implantar um sistema de CRM, qual o momento ideal para fazê-lo e, também, como gerenciá-lo de forma mais eficiente, gerando valor para a empresa.

    2. 5 documentos para a implantação do CRM no seu time Comercial

    Você já parou para pensar que seu time de vendas pode não saber a importância de um sistema de CRM? Às vezes, estamos tão imersos nos desafios da empresa que esqueçemos de passar a diante o porquê de termos escolhido uma solução, como o CRM.

    Mais do que ajudar no crescimento da empresa, o sistema melhora a performance dos vendedores e aumenta o lucro do negócio. E, sejamos sinceros, quem não quer isso? E se as suas equipes comerciais encaram o CRM como uma ameaça para o próprio trabalho, não precisa entrar em pânico. Estes 5 documentos podem te ajudar no processo de persuasão e construção da cultura de CRM dentro da sua empresa.

    3. O jeito Disney de encantar clientes

    Construir uma experiência que encante o seu cliente não é tarefa fácil, mas quem melhor para nos ensinar do que a Disney, não é mesmo?

    Vamos entender o que move os colaboradores que trabalham para que seus clientes tenham seus sonhos realizados. Alicia Matheson foi presidente do Disney Institute por 20 anos e compartilha com a gente algumas das lições que aprendeu lá dentro, por meio de 5 vídeos rápidos e inspiradores.

    4. E-talk: As Armadilhas do Atendimento ao Cliente

    Não importa se você é gestor ou empreendedor, nós podemos afirmar, sem dúvida alguma, que você é, ou já foi, cliente. Pode ser de uma grande empresa ou de um negócio que acabou de abrir as portas, mas isso não importa. Neste e-talk, Cidinha Fonseca da consultoria seRHumano, conta como fazer uma melhoria contínua no atendimento ao seu consumidor e como isso pode ser um diferencial para sua empresa.

    Em menos de 30 minutos, você conhecerá a visão do atendimento ao seu cliente às armadilhas que ele te reserva. O atendimento ao cliente nunca foi fácil, mas esses conteúdos podem servir de guia para que sua empresa comece, ou até mesmo recomece, uma longa e bela jornada ao encontro do seu verdadeiro pote de ouro: seus clientes.

    5. Os 6 Passos da Jornada de Relacionamento com o Cliente

    Você já se colocou no lugar do seu cliente? Pensou nas dores que ele enfrenta e como seria estar do outro lado da relação só por alguns dias? Não tem como fugir, a jornada do relacionamento com o cliente é mais profunda do que você imagina. Na verdade, ela é bem parecida com qualquer relacionamento que temos.

    Em um primeiro momento, você troca olhares com seus clientes. A partir daí começam os flertes até que sua empresa sente que é hora de firmar um compromisso mais sério. Depois disso, existem dois caminhos: o divórcio ou o "felizes para sempre.". Se o seu negócio deixar seu cliente de lado e focar somente nos lucros, seu casamento tem grandes chances de acabar em pouco tempo. Agora, se o seu consumidor vira o centro de suas atenções, o famoso final do conto de fadas pode não parecer tão distante assim.

    Com esses 5 materiais, você conseguirá entender melhor o sistema de CRM, engajar seus colaboradores, escapar das armadilhas de um atendimento ruim e ainda perpetuar um casamento com o seu cliente. Se você que e você quer guardar esses conteúdos para ter como guia de bolso, não deixe de baixar o nosso kit com todos os materiais.

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    https://endeavor.org.br/como-ter-atendimento-eficiente-crm/https://endeavor.org.br/?p=19135Tue, 16 Aug 2016 20:54:51 +0000Atendimento ao cliente de forma eficiente: 5 materiais obrigatórios sobre CRMO CRM pode mudar a sua empresa, e para melhor! Já parou para analisar o impacto de um bom atendimento? Atendimento ao cliente pode ser a cruz ou a salvação de uma empresa. Para aquelas que conseguem fazer a gestão com maestria, seus clientes saem satisfeitos, indicando o serviço ou produto para os amigos e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 16 Aug 2016 17:54:51 +0000Endeavor BrasilAtendimento ao cliente de forma eficiente: 5 materiais obrigatórios sobre CRMAtendimento ao cliente de forma eficiente: 5 materiais obrigatórios sobre CRM
    A “troca de favores” que pode custar sua empresaVocê sabe por que aceitar presentes de fornecedores e parceiros pode ser prejudicial à transparência na sua empresa?

    Um presente pode acabar com a reputação da sua empresa. Já parou para pensar que, se analisarmos friamente, todo escândalo da Petrobras começou assim? Era uma troca de favores com base em uma corrupção gigantesca. E se você acha que essa realidade está longe da sua empresa, melhor pensar duas vezes. Vamos imaginar o seguinte cenário:

    Você chega na empresa, abre a porta da sua sala e vê um presente em cima da mesa. Em um primeiro momento, você pensa que pode ser um engano, talvez alguém tenha confundido a data do seu aniversário, mas, ao ler o bilhete que acompanha o presente, descobre que é de um dos seus fornecedores. Você abre o pacote e algo não parece certo. Por que ele lhe daria algo? Talvez uma tentativa de estreitar o relacionamento dele com a sua empresa?

    Muitos empreendedores passam por essa experiência e a grande maioria não vê mal nenhum nessa prática, mas saiba que esse tal de “reconhecimento comercial” pode soar como troca de favores e levar a sua empresa a uma série de outras fraudes. O ideal é quebrar esse tipo de prática desde o princípio no seu negócio.

    Leia também: Fraude: como lidar com essa realidade

    Presentes são um exemplo bem claro de um mecanismo que pode se desenvolver nas empresas mais conhecido como Teoria da Dádiva. A Dádiva é representada pelo ciclo de dar, receber e retribuir, fazendo circular presentes, favores, serviços e “gentilezas”. O alerta aqui, é: o incentivo para a fraude pode ser um agrado, e não apenas um objeto com valor mercantil.

    o ciclo da dádiva

    A dádiva está sempre presente nas nossas relações profissionais, principalmente com a oferta de presentes ou empréstimos (inocentes) dados e recebidos por fornecedores e clientes. Ela cria, consolida e reproduz os laços sociais entre os parceiros da troca de dádivas, privilegiando interesses instrumentais e utilitários.

    É importante fazer sempre a diferenciação entre dádiva e mercadoria, pois mesmo que ambas sejam providas de interesses, o objeto na dádiva não pode ser mensurado em termos econômicos. Em outras palavras, quando esse objeto tem valor econômico mensurado de modo explícito, a relação é mercadológica. Complicou? Vamos a um exemplo:

    Imagine que você está procurando por um novo fornecedor. Você roda a concorrência, escolhe a empresa e, ao final do contrato, ele te envia uma caixa de vinhos como retribuição pela confiança em seu serviço. Quando, em outro momento, você for procurar por um novo fornecedor, o nome dele, muito provavelmente, vai aparecer em sua mente comparado aos de outras empresas que já prestaram serviço para você. E, em muitos casos, o empreendedor acaba escolhendo a empresa que lhe forneceu algum “mimo”, mesmo que ela não seja a melhor escolha.

    Então, como evitar presentes pode melhorar a transparência dos seus negócios?

    Não tem jeito, a dádiva é algo inalienável. Você não tem como prever os presentes que vai receber ao longo dos anos, mas pode, sem dúvidas, agir da forma certa caso isso aconteça. A regra é simples: devolva-o ao remetente! E você pode estar pensanr “mas era um - insira aqui algo que você goste muito - quando terei a oportunidade de ter isso de novo?”

    Bem, se esse agrado não for devolvido, poderá gerar uma dependência indesejada entre o doador e o receptor. A função da dádiva privilegia interesses instrumentais e utilitários como, por exemplo, o interesse da aliança.

    O “me ajuda que te ajudo” pode ter impacto direto na falta de transparência da empresa.

    Quer melhor exemplo disso do que o escândalo da Petrobras? E não é só essa empresa que teve sua reputação balançada nos últimos tempos. A ONG Transparência Internacional apontou, em seu último relatório, que a média do índice de transparência piorou de 3,4 para 3,8 comparado com os resultados gerais do relatório de 2013.

    O jornal O Estado de S. Paulo, em referência ao relatório, destacou que "no Brasil, as consequências do escândalo da Petrobras custaram a esta empresa petrolífera estatal não só sua reputação, como lucros cessantes estimados em US$ 1,5 bilhão." Todos sabem que um escândalo de corrupção pode afetar a imagem da empresa, mas a dúvida permanece: e se minha empresa não tem esse nível de exposição, porque devo investir recursos (tempo e dinheiro) no tema “transparência”? Simples:

    A falta de transparência começa nos pequenos atos, como uma inocente troca de presentes. São eles que poderão crescer ou não com o seu negócio.

    A temática da transparência deve estar na pauta de qualquer empresa, independentemente do tamanho, ramo de atividade ou exposição no mercado, pois a ausência dela poderá gerar prejuízos diretos e indiretos em sua eficácia financeira, inclusive.

    Não basta o código de ética “proibir” o recebimento de presentes nas relações comerciais dos seus colaboradores. A empresa precisa demonstrar a lógica do porquê o colaborador não deve receber presentes e favores de fornecedores. A melhor maneira de exercitar a transparência no seu negócio é fazer com que a sua equipe entenda que quando recebe um presente (inocente) aceita começar uma relação de troca que não traz ganhos para o negócio.

    Claro, não estamos falando que a sua empresa pode ser a próxima Petrobras, mas prestar atenção nos pequenos detalhes é  que vai fazer da sua empresa um lugar mais ético. E aí, o que você vai fazer com aquele presente que ficou em cima da mesa?

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    https://endeavor.org.br/fraude-troca-favores/https://endeavor.org.br/?p=19114Mon, 15 Aug 2016 22:59:08 +0000A “troca de favores” que pode custar sua empresaVocê sabe por que aceitar presentes de fornecedores e parceiros pode ser prejudicial à transparência na sua empresa? Um presente pode acabar com a reputação da sua empresa. Já parou para pensar que, se analisarmos friamente, todo escândalo da Petrobras começou assim? Era uma troca de favores com base em uma corrupção gigantesca. E se ...Endeavor BrasilRenato SantosMon, 15 Aug 2016 20:02:11 +0000Renato SantosA “troca de favores” que pode custar sua empresaA “troca de favores” que pode custar sua empresa
    Estratégia, foco e confiança: lições do tênis para quem quer chegar ao topo do ranking

    As Olimpíadas seguem a todo vapor. E os nossos artigos relacionando modalidades esportivas ao universo empreendedor também.

    Agora, vamos tratar de um esporte em que confiança faz toda a diferença; em que qualquer deslize pode ser fatal e em que o aspecto emocional pode definir a vitória ou a derrota de um jogador: o tênis.

    • Preparação para a partida

    As semelhanças surgem antes mesmo da entrada em uma quadra. Assim como o tenista deve analisar as fraquezas e as habilidades dos adversários, você deve estudar profundamente o mercado e os concorrentes do setor em que pretende atuar. Não por acaso, chamados players. Só assim você conseguirá desenhar uma estratégia competitiva que possa se provar vencedora.

    Há outro aspecto pré-jogo que tem tudo a ver com empreendedorismo: o psicológico. Pode perguntar para quem joga ou para quem acompanha o esporte sobre o que acontece quando um jogador não acredita em si mesmo.

    No tênis, se um atleta entra em quadra com “cabeça de vencedor”, as chances de sair vitorioso são bem maiores do que se ele visse o adversário como mais forte ou até mesmo mais experiente.

    No âmbito dos negócios, também é assim. A confiança no seu produto ou na sua empresa faz toda a diferenca na hora de entrar em um mercado, seja ele novo ou já estabelecido.

    Leia também: 3 truques para transmitir confiança (mesmo estando inseguro)

    A prova disso é ninguém menos do que nossa maior estrela na modalidade: Gustavo Kuerten. Também dono de uma bem-sucedida trajetória empreendedora, o tri-campeão de Roland Garros participou do Day 1 e compartilhou, com uma plateia encantada, os aprendizados proporcionados pelo tênis.

    Um dos trechos mais inspiradores é aquele em que Guga relata a final de Roland Garros de 2000, contra o sueco Magnus Norman. Ele se lembrou de como, na acirradíssima disputa pelo último ponto, transitou mentalmente entre a vitória e o fracasso por quase 50 minutos, até que manteve o foco e conseguiu vencer, consagrando-se bi-campeão.

    “A confiança e a convicção de que o Larri (Passos, técnico) falava muito foram me ajudando a dar os pontos na trajetória, a conseguir as vitórias”. E conclui: “nossa capacidade é inimaginável”.

    • Entrando em quadra

    Você já fez suas pesquisas? Estudou com cuidado a concorrência? Testou a viabilidade da sua ideia? Então é hora de ir para a quadra. Ou melhor, para o mercado.

    Neste momento confiança também é indispensável, porque é quando as habilidades e as fraquezas da sua empresa serão colocadas em jogo; é quando a estratégia que você desenvolveu será posta à prova.

    Antes de mais nada, é fundamental entender que, por se tratar de uma disputa, contratempos certamente surgirão.

    Há muitas variáveis em jogo: um saque difícil, ou umótimo produto do concorrente, uma bola no contrapé, ou o dólar alto, erros não forçados, ou as decisões estratégicas equivocadas. Mas, independente de tudo isso, só a confiança no seu próprio potencial pode te ajudar a contornar o momento ruim.

    • A importância da persistência

    Luiz Mattar, outro renomado tenista que seguiu carreira empreendedora (é presidente da Tivit), conta neste vídeo sobre os ensinamentos trazidos do esporte. Ele comenta que um tenista profissional iniciante costuma ter duas possibilidades diante de si: disputar torneios internacionais menores para acumular pontos e subir no ranking ou partir para os maiores classificatórios.

    Quando jovem, Mattar optou pela primeira possibilidade. Foi para a África do Sul, onde passou um mês disputando torneios pequenos. Apesar da enriquecedora experiência cultural, perdeu quase todos os jogos. Mas se engana quem acha que isso o levou a mudar a estratégia.

    Leia também: Traduzindo estratégia em execução

    “Não, nós somos teimosos. Continuei jogando os pequenos campeonatos e deu certo. Em doze meses consegui subir no ranking rapidamente”. Isso o ensinou a manter o foco, mesmo que as coisas dessem errado. E o ensinou ter confiança naquilo que foi estabelecido antes das disputas. “Você precisa ter perseverança e acreditar no que faz. Porque em uma empresa, quando você está começando, você é quem acredita - e sua equipe vem atrás”.

    • Só se chega lá em equipe

    Ainda que o tênis seja um esporte solitário, nenhum tenista chega lá sozinho. Há todo um esforço conjunto entre técnicos, nutricionistas, preparadores físicos, psicólogos e quem mais for necessário para que se atinjam os objetivos determinados. Todos precisam estar em total sintonia, fortemente unidos sob a mesma filosofia de trabalho - ou, por que não?, sob a mesma cultura organizacional. O próprio Luiz Mattar ressalta isso.

    "Seja no tênis ou no mundo corporativo “ninguém faz nada sozinho. Você precisa ter pessoas boas e descentralizar as decisões para que a empresa possa crescer também”.

    O pensamento de Guga vai no mesmo sentido. Falando sobre a importância de reconhecer os exemplos de superação daqueles que estão por perto, ele se lembra de como se inspirou no técnico Larri Passos e no irmão Guilherme. “Eles tinham desafios que eram muito complicados. E parece que você tá sozinho, mas não tá. Por meio dos exemplos, fui me fortalecendo”.

    • E para o match point: tenha sempre um propósito

    Gustavo Kuerten também conta que, no início da carreira, não tinha onde treinar. Mas, com a ajuda de amigos, construiu uma quadra. Isso diz muito não só sobre a carreira do maior tenista brasileiro, mas também revela a importância de se ter um propósito. Afinal, quando você sabe onde quer chegar, nenhum obstáculo pode ser grande o bastante para te impedir de seguir adiante.

    É graças ao propósito que você terá energia para buscar aquela bola no fundo da quadra ou aquela deixadinha. Graças a ele você sempre retornará à disputa, não importam as dificuldades. E retornará para vencê-la.

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    https://endeavor.org.br/estrategia-foco-e-principalmente-confianca-licoes-tenis-para-quem-quer-chegar-ao-topo-ranking/https://endeavor.org.br/?p=19105Mon, 15 Aug 2016 16:47:13 +0000Estratégia, foco e confiança: lições do tênis para quem quer chegar ao topo do rankingCorrealização: As Olimpíadas seguem a todo vapor. E os nossos artigos relacionando modalidades esportivas ao universo empreendedor também. Agora, vamos tratar de um esporte em que confiança faz toda a diferença; em que qualquer deslize pode ser fatal e em que o aspecto emocional pode definir a vitória ou a derrota de um jogador: o ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 15 Aug 2016 19:06:55 +0000Endeavor BrasilEstratégia, foco e confiança: lições do tênis para quem quer chegar ao topo do rankingEstratégia, foco e confiança: lições do tênis para quem quer chegar ao topo do ranking
    Quanto seu cliente perde com o tempo ocioso dos seus colaboradores?Você sabe como melhorar e usar seus recursos da maneira mais eficiente possível? Confira as dicas que separamos.

    Parte 3 de 6 da série “Guia para Aumento da Eficiência”. A cada quinze dias uma nova dica, acompanhe.

    Chegamos ao terceiro capítulo da nossa série. Até aqui, tratamos de alguns princípios básicos para otimizar a gestão de recursos e tornar a sua empresa de serviços mais eficiente. Falamos sobre as vantagens da gestão de portfólio sobre a tradicional abordagem da gestão de recursos. E também apontamos caminhos para você melhorar a qualidade de alocação das pessoas, tecnologias e competências que estão à disposição do seu negócio.

    Agora, falaremos de mais uma etapa essencial na busca da máxima eficiência: maximizar a utilização dos recursos.

    • Onde sua empresa perde dinheiro?

    Em uma típica empresa de serviços, o recurso mais importante à disposição dos gestores é o tempo. Cada funcionário tem o compromisso de dedicar uma determinada quantidade de horas para o trabalho. O problema é que essas horas não podem ser estocadas e nem acumuladas. É preciso utilizá-las da melhor forma ou pagar o preço do desperdício.

    Normalmente, há duas situações em que as empresas desperdiçam esse recurso. Uma delas é quando o funcionário se ausenta, seja por doença ou por qualquer outra razão. Nesses casos, é possível descontar as horas trabalhadas ou, ainda, recorrer ao velho banco de horas para atenuar o prejuízo, mas não há como neutralizá-lo. Um funcionário não pode trabalhar dois dias em um só.

    Engana-se, porém, quem pensa que a grande fonte de desperdício está nas ausências habituais dos funcionários, processo mais conhecido como absenteísmo.

    Na maioria das vezes, é durante o dia normal de trabalho que as empresas de serviços mais perdem dinheiro.

    E o problema ocorre justamente pela falta de cuidado na utilização dos recursos que sua empresa tem.

    • As fontes da ociosidade

    Pense na sua própria rotina: quantas vezes você já ficou ocioso enquanto aguardava um colega ou até mesmo um cliente dar o retorno necessário para o trabalho avançar? Muitas vezes, a ociosidade não tem nada a ver com preguiça ou incompetência. Há profissionais que são supereficientes e terminam suas tarefas antes do tempo previsto  e ficam sem nada para fazer nas horas restantes do dia.

    Mas, diferente do que muitos pensam, a situação mais recorrente e desgastante acontece durante o dia normal de trabalho, naqueles momentos em que todos têm várias coisas para fazer, mas não conseguem concluí-las por causa de interrupções, telefonemas, mensagens ou reuniões imprevistas. É aí que sua empresa perde dinheiro: nas horas improdutivas. Pois não há como recuperá-las plenamente.

    Leia também: Como o tempo livre dos seus funcionários pode mudar sua empresa

    Não há maneira de estocar o tempo dos seus profissionais e empregá-lo no momento mais conveniente. Sua única saída é evitar a ociosidade – para isso, é essencial que sua empresa melhore a capacidade de utilizar os recursos que tem à disposição.

    • Buscando um ambiente produtivo

    Em uma indústria, a parte bruta do trabalho costuma ser feita de forma mecanizada. Trabalhadores operam máquinas e linhas de produção. Eles repetem as mesmas tarefas incessantemente, sempre com o mesmo objetivo.

    Em uma empresa de serviços, porém, a lógica da produtividade é mais complexa e menos linear. O trabalho bruto é intelectual. Os objetivos mudam conforme o projeto e as tarefas nem sempre se repetem. Em algumas, como nas agências de publicidade, basta um funcionário ficar doente ou perder a inspiração e todo o projeto corre o risco de atrasar.

    • Então, como garantir a produtividade nesse caos?

    O primeiro passo é criar um ambiente no qual todos tenham a chance de trabalhar com foco e concentração. Onde as interrupções sejam a exceção, e não a regra. E onde todos tenham a oportunidade de executar suas tarefas de maneira ordenada, uma de cada vez.

    Nos últimos anos, os inúmeros avanços tecnológicos consagraram a ideia de que o profissional ideal é aquele que faz várias coisas ao mesmo tempo. E-mails, mensagens, notificações em todas as telas, tudo isso ajudou a criar um culto ao multitasking. Mas a verdade é que, na maioria das vezes, esse modelo de trabalho só contribui para bagunçar a rotina do trabalho.

    Pense: quantas vezes você já encerrou o dia com a impressão de que trabalhou muito, mas produziu quase nada?

    Em um ambiente aberto ao multitasking, é mais difícil manter o foco e organizar o pensamento. Logo, as tarefas começam a se acumular, os prazos ficam cada vez mais curtos e as urgências surgem com frequência cada vez maior. Pesquisas recentes demonstram que a pressão das múltiplas tarefas prejudica o desempenho intelectual e pode até mesmo causar danos permanentes ao cérebro – além de diminuir consideravelmente a produtividade.

    O caminho para a eficiência passa pela adoção de um fluxo de trabalho no qual as pessoas possam realizar uma coisa de cada vez. Isso significa protegê-las de interrupções desnecessárias e permitir que elas dediquem suas horas de trabalho ao que realmente interessa.

    • É preciso medir para gerenciar

    Qualquer empreendedor sabe que ter bons indicadores é essencial para tomar decisões. Não basta ter números e mais números sem diferenciar o que é estratégico do que não é. Para compreender como funciona a sua empresa, você precisa monitorar seu recurso mais importante: as pessoas.

    Leia também: Capital humano: talvez seja o seu investimento mais importante

    Muitas empresas focam apenas no resultado, sem se preocupar com a forma como ele foi alcançado. Não consideram como o funcionário trabalhou ou se a tarefa era adequada ao seu perfil. Mas nós, da Crunchflow, acreditamos que o “trajeto” entre a distribuição da tarefa e a entrega do resultado final é fundamental. É por isso que trabalhamos com o conceito de track record, ou seja, o registro dos dados de desempenho de cada funcionário.

    Imagine que um determinado funcionário – vamos chamá-lo de Paulo – recebe uma tarefa com a responsabilidade de concluí-la em cinco horas. Nas empresas atuais, não basta apenas verificar se o trabalho foi bem feito. Também é essencial controlar como Paulo se saiu durante a execução.

    Uma ferramenta de track record faz justamente esse tipo de monitoramento. É uma forma de registrar quantas horas foram necessárias e qual foi o nível de resolutividade de cada tarefa. Com o tempo, esse tipo de informação permite que a empresa identifique alguns padrões de funcionamento da equipe. É possível perceber, por exemplo, em quais tipos de tarefas Paulo é mais ou menos produtivo. Ou, ainda, planejar melhor o dia de Paulo, evitando que ele fique com horas ociosas.

    Antigamente, esse tipo de aprendizado demandava inúmeras planilhas, além de profissionais especializados na gestão da área de Recursos Humanos. Hoje em dia, no entanto, é possível automatizar os processos de análise do track record de cada funcionário por meio das tecnologias de machine learning, também conhecidas como “aprendizado de máquina”. Aliás, esse é o tema do próximo capítulo  que sai daqui 15 dias. Até lá!

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    https://endeavor.org.br/como-melhorar-produtividade-funcionarios/https://endeavor.org.br/?p=19099Fri, 12 Aug 2016 22:36:19 +0000Quanto seu cliente perde com o tempo ocioso dos seus colaboradores?Você sabe como melhorar e usar seus recursos da maneira mais eficiente possível? Confira as dicas que separamos. Parte 3 de 6 da série “Guia para Aumento da Eficiência”. A cada quinze dias uma nova dica, acompanhe. Chegamos ao terceiro capítulo da nossa série. Até aqui, tratamos de alguns princípios básicos para otimizar a gestão de ...Endeavor BrasilFabio KnijnikFri, 12 Aug 2016 19:36:19 +0000Fabio KnijnikQuanto seu cliente perde com o tempo ocioso dos seus colaboradores?Quanto seu cliente perde com o tempo ocioso dos seus colaboradores?
    Day1 | Uma história que tinha tudo pra dar ruim – Renato Saraiva, CERS"Uma ideia não vale nada, mas uma ideia bem executada vale muito". Conheça o Day1 de Renato Saraiva, fundador do CERS.

    Nascido em Itaguaí e criado em Vigário Geral, Renato Saraiva tem uma trajetória que tinha tudo para "dar ruim". Mas ao relembrar sua infância e juventude, conta um dos fatos que mudou sua vida: a entrada na aeronáutica. Depois de terminar um curso para professores, Renato estava andando de ônibus pela cidade quando viu, na frente de uma casa, uma faixa com o anúncio da prova para sargento. No mesmo instante, se inscreveu para o curso preparatório.

    Deu ruim. Renato teve pouco tempo para preparar e não passou, mas esse não foi o fim da história. O empreender conta que não desistiu: “Eu queria vencer e a única maneira de fazer isso era estudando. Então comecei a me dedicar e estudar 14 – 16h por dia.”

    Depois de encarar 16 mil candidatos e 4 dias de prova, o resultado finalmente saiu: Renato era o 11º do Brasil, 5º do Rio e 2º do curso. Saraiva ficou 2 anos na escola, como sargento da aeronáutica. Com o soldo, conseguiu pagar a própria faculdade de direito. Passou no concurso para oficial de justiça do trabalho no RJ e depois em um concurso para trabalhar em Recife. “Quando fui pra Recife, comecei a dar aula em curso preparatório para concurso. Comecei a ficar famoso, meus livros vendiam, mas mesmo depois de tudo eu sentia que faltava algo”.

    O modo como as escolas lidavam com educação não parecia o correto para Renato. Ele queria fazer um curso do seu jeito, com foco nas pessoas e professores e, principalmente, acreditando nos alunos do curso. E foi com esse pensamento na cabeça que surgiu o CERS. O sonho tomou forma quando Renato passou na frente de uma casa que caía aos pedaços, mas parecia chamá-lo. A aposta foi grande: vendeu tudo que tinha e investiu mais de um milhão de reais no negócio.

    “CONTRA TUDO E CONTRA TODOS ESSE FOI MEU DAY1, EU JUNTEI TUDO E COLOQUEI NO CURSO. FUI PROCURAR MEU SONHO, FOI DIFÍCIL PRA CARAMBA.”

    Mas, mesmo assim, a empresa enfrentava muitos desafios. Foi nesse período que uma professora deu a Renato uma ideia: por que você não monta o curso online?

    A história da CERS é cheia de desafios e surpresas, mas, nas palavras do empreendedor: “Empreender é correr riscos, mas isso é muito bom. Você sabe quanto vale uma ideia?  Não vale nada. Mas uma ideia executada, essa sim vale muito”.

    Assista ao Day1 de Renato Saraiva, fundador do CERS, e inspire-se com sua história!

    A apresentação deste Day1 foi desenvolvida pela SOAP – da estratégia de conteúdo, passando pela criação visual até o ensaio do palestrante. Gostaria de ter uma apresentação como essa? O e-book “8 passos para fazer uma apresentação de sucesso” será um ótimo ponto de partida.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/day1-renato-saraiva-cers/https://endeavor.org.br/?p=19082Thu, 11 Aug 2016 18:25:35 +0000Day1 | Uma história que tinha tudo pra dar ruim – Renato Saraiva, CERS“Uma ideia não vale nada, mas uma ideia bem executada vale muito”. Conheça o Day1 de Renato Saraiva, fundador do CERS. Nascido em Itaguaí e criado em Vigário Geral, Renato Saraiva tem uma trajetória que tinha tudo para “dar ruim”. Mas ao relembrar sua infância e juventude, conta um dos fatos que mudou sua vida: a ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:37:41 +0000Endeavor BrasilDay1 | Uma história que tinha tudo pra dar ruim – Renato Saraiva, CERSDay1 | Uma história que tinha tudo pra dar ruim – Renato Saraiva, CERS
    Day1 | Como “não aceitar um não como resposta” a levou ao Bill Gates – Cristina Boner, GlobalWebOnde muitos vêem "não", ela vê "sim". Conheça o Day1 de Cristina Boner, da GlobaWeb!

    Até onde você iria para chamar a atenção de alguém que admira muito? Cristina Boner contratou um avião para passar o dia inteiro sobrevoando prédios a procura de Bill Gates. Mas não vamos começar uma história pelo meio...

    Durante muitos anos, o que tirou o sono de Cristina era sua situação financeira, principalmente tendo 3 filhas para criar. Foi dessa busca por crescer financeiramente e profissionalmente que ela jogou seu curso de arquitetura para o alto e mergulhou de cabeça em um tecnólogo. No começo ela nem sabia direito como os computadores funcionavam, mas foi com a cara e coragem mesmo assim.

    Depois de formada, Cristina foi contratada por uma grande empresa e, por mais louca que a rotina de trabalho fosse, ela finalmente estava melhorando de vida. Depois de 6 anos, a futura empreendedora mudou de emprego e foi explorar a área de vendas. Durante esse tempo, também chegou ao mercado a Microsoft.

    Curiosa como era, Cristina escreveu à empresa e falou que queria ser uma parceira beta para testar o programa. Em menos de 2 meses, ela recebeu uma a confirmação, os disquetes, e começou o projeto. Quando viu o potencial da iniciativa, uma ideia surgiu em sua mente: iria abrir seu próprio negócio. A Microsoft cresceu e a nova empresa de Cristina também. Foi aí que ela descobriu que Bill Gates viria para o Brasil.

    Como não a deixavam chegar perto dele, Cristina preferiu quebrar protocolos: comprou uma faixa gigante e pediu para um amigo, que tinha um aviãozinho para publicidade, passear com ela.

    “WELCOME BILL GATES”, ASSINADO COM O NOME DA EMPRESA DE CRISTINA, VOOU POR HORAS PELO CÉU DE BRASÍLIA.

    Por mais improvável que possa parecer, ele viu. E no dia seguinte, ela finalmente o conheceu! Mas não pense que as loucuras pararam, essa foi apenas uma delas.

    Não deixe de conferir o Day1 de Cristina Boner, fundadora da GlobalWeb, para saber mais sobre as suas aventuras.

    A apresentação deste Day1 foi desenvolvida pela SOAP – da estratégia de conteúdo, passando pela criação visual até o ensaio do palestrante. Gostaria de ter uma apresentação como essa? O e-book “8 passos para fazer uma apresentação de sucesso” será um ótimo ponto de partida.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/day1-cristina-boner-globalweb/https://endeavor.org.br/?p=19054Thu, 11 Aug 2016 17:38:12 +0000Day1 | Como “não aceitar um não como resposta” a levou ao Bill Gates – Cristina Boner, GlobalWebOnde muitos vêem “não”, ela vê “sim”. Conheça o Day1 de Cristina Boner, da GlobaWeb! Até onde você iria para chamar a atenção de alguém que admira muito? Cristina Boner contratou um avião para passar o dia inteiro sobrevoando prédios a procura de Bill Gates. Mas não vamos começar uma história pelo meio… Durante muitos ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:37:51 +0000Endeavor BrasilDay1 | Como “não aceitar um não como resposta” a levou ao Bill Gates – Cristina Boner, GlobalWebDay1 | Como “não aceitar um não como resposta” a levou ao Bill Gates – Cristina Boner, GlobalWeb
    Nike x Reebok: o que não fazer na hora de expandir seu negócioJá pensou em expandir o seu negócio? Veja o que aprendemos com as histórias da Nike e Reebok.

    Não é nenhuma surpresa que a Nike e a Reebok, agora comprada pela Adidas, no Brasil, não sejam melhores amigas. As duas marcas competem por mercados e públicos muito parecidos desde que foram criadas. No começo, a corrida pelo primeiro lugar era acirrada, a Reebok marcava um ponto de um lado e logo depois a Nike respondia com um golpe certeiro. Mas, de uns tempos para cá, a Reebok foi perdendo cada vez mais mercado e a Nike se viu praticamente sozinha nesse caminho para o sucesso

    Para termos uma noção, entre 2015 e 2016, 283 jogadores da NBA usavam Nike enquanto apenas 6 se aventuravam com a Reebok. Se você está se perguntando como isso aconteceu, a resposta é mais simples do que parece: a estratégia de expansão da Nike se mostrou mais eficiente e estruturada que a da Reebok.

    • A expansão da Nike: uma bússola para o sucesso

    O que pode parecer mágica para alguns, na verdade é o resultado de muito estudo e um modelo de inovação baseado na repetição. Isso mesmo, diferente do que muitos pensam, a Nike não sai por aí apostando em novas ideias como se não houvesse amanhã. Enquanto muitas empresas vão pelo caminho da inovação em campos muito distantes do core do negócio, a Nike opta pela reinvenção das suas vantagens competitivas que foram definidas lá atrás, quando a marca ainda dava seus primeiros passos.

    A Nike respira suas vantagens estratégicas todos os dias, fazendo com que todo o negócio caminhe para uma mesma direção

    E que ela ganhou com isso tudo? Um modelo que pode ser replicado para qualquer produto. Isso mesmo, não importa se a Nike quer entrar no mercado de vôlei ou golf, a estratégia é praticamente a mesma. Ficou difícil de acreditar? A gente explica:

    Em 1995, a Nike decidiu que iria entrar no mercado de golf. Enquanto muitos acreditavam que a marca nunca conseguiria se estabelecer, depois de apenas 4 anos ela já tinha conquistado grandes vitórias. Primeiro, ela conseguiu que o líder de um campeonato usasse seus tênis esportivos; depois, Tiger Woods abandonou a marca número um em bolas de golfe pela Nike e, em 2001, David Duval ganhou seu primeiro torneio depois de ter trocado seus tacos de golfe pelos da Nike. E como isso prova que a empresa já sabia o que fazer? Vamos observar mais de perto.

    Leia também: O que aprendemos com a estratégia da Nestlé

    A estratégia da Nike começa pelo mercado de tênis esportivos. Seu primeiro objetivo é estabelecer a marca como referência em qualidade. Depois, ela começa a apoiar os atletas mais famosos dos melhores times, como o Tiger Woods que, em 96, deu a visibilidade que a marca precisava para ganhar a confiança do mercado em seus produtos e equipamentos.

    Isso tudo pavimentou o caminho que a Nike começou a percorrer em seus canais de distribuição e fornecedores. É nessa etapa que a empresa começa a lançar equipamentos de alta qualidade no mercado, impulsionando suas vendas. Ao final do ciclo, a Nike se joga no mundo e mergulha em novos mercados internacionais, como o Brasil e a Europa. 

    Agora pare e pense: não foi exatamente esse o ciclo que ela utilizou para entrar no futebol? E no vôlei?

    Pois é, ela usa o que chamamos de teia de adjacência. Se ficou difícil de entender, a imagem abaixo pode ajudar bastante:

    A Nike entende quais são os pontos cruciais de seus produtos e, ao escolher sua próxima aposta, avalia as chances de sucesso com base nesses mesmos pontos. Enquanto a Nike desviava o mínimo possível do core do seu negócio, a Reebok fez uma verdadeira salada mista com seus produtos.

    • Reebok: o norte de uma bússola descalibrada

    E o que a Reebok fez de errado? Ela tentou a sorte em muitos mercados diferentes, entrando em cada um com uma estratégia diferente. Em 96 ela tentou focar seus esforços nos tênis esportivos e, em 2000, a sua menina dos olhos já era algo totalmente diferente: equipamentos. O seu posicionamento estratégico em cada um desses mercados também não conversava, enquanto em um ponto a Reebok apostava no time mais famoso, no outro ela tentava o patrocínio de um atleta em específico.

    Se fossemos criar um gráfico como o da Nike, a Reebok estaria mais ou menos assim:

    Tudo isso causou à Reebok um prejuízo muito grande e uma grande perda no mercado em que atuava. Todo esse cenário parece ter forçado a marca a fazer sua lição de casa. Desde 2015, a Reebok está apostando em uma linha com um direcionamento bem mais específico: mulheres que praticam esportes como Crossfit e artes marciais.

    No final de 2015, a empresa entrou de verdade no mercado, tendo patrocinando grandes nomes e modalidades, principalmente no UFC. Mas, apesar dos esforços, a marca não teve forças o bastante e acabou sendo comprada pela Adidas em 2016. Desde a aquisição, a Adidas tem se dedicado a reposicionar a Reebok no mercado, mas a entrada de novos concorrentes, como a Underarmour, tem feito essa batalha ser ainda mais desafiadora.

    O desfecho dessas história nós ainda não sabemos, mas, o que não deixa dúvidas para o empreendedor é que a falta de uma estratégia clara no modelo de expansão do negócio, pode custar muito caro! Foi pensando neste desafio que acabamos de lançar o curso 100% online e gratuito junto com o SEBRAE sobre Expansão: a estratégia de crescimento certa para seu negócio com o mentor Roberto Kanter.

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    https://endeavor.org.br/erros-expansao-mercado-reebok-nike/https://endeavor.org.br/?p=19063Thu, 11 Aug 2016 17:14:02 +0000Nike x Reebok: o que não fazer na hora de expandir seu negócioJá pensou em expandir o seu negócio? Veja o que aprendemos com as histórias da Nike e Reebok. Não é nenhuma surpresa que a Nike e a Reebok, agora comprada pela Adidas, no Brasil, não sejam melhores amigas. As duas marcas competem por mercados e públicos muito parecidos desde que foram criadas. No começo, a ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 06 Sep 2016 12:00:58 +0000Endeavor BrasilNike x Reebok: o que não fazer na hora de expandir seu negócioNike x Reebok: o que não fazer na hora de expandir seu negócio
    O que a Bauducco pode te ensinar sobre paixão e atendimento ao clienteO atendimento ao cliente pode ser uma arma muito poderosa para as empresas, mas também um baita tiro no pé.

    Provavelmente você já ouviu por aí a expressão "customer centricity", mas você sabe o que ela realmente significa? Em palavras simples e resumidas, podemos traduzir as palavras como o foco no cliente que tantas empresas buscam. O tema é tão relevante que existem diversas teorias que abordam como entender e atender bem o consumidor para transformá-lo em um verdadeiro fã da sua marca.

    Já li diversos livros, assisti palestras de renomados pensadores da área, busquei referências em empresas de diferentes setores, mas acredito na força e simplicidade dos bons exemplos como ferramenta para viralizar uma cultura com foco no cliente e impregnar todos com uma mesma visão. Foi pensando nisso que separei dois exemplos, entre vários possíveis, que presenciei muitas vezes e mudaram minha visão sobre o tema.

    • Bauducco: foco no cliente e moedas na mão

    Vamos voltar até o final dos anos 90 e dar uma espiadinha na Bauducco. Quando as datas comemorativas de maior consumo se aproximavam, como o Natal, todos os colaboradores íam ao mercado ajudar nas vendas, na exposição e reposição de produtos, e, especialmente, para persuadir consumidores indecisos. É verdade que muitos desses colaboradores não queriam passar os finais de semana nas lojas agitadas justo na época que se preparavam para receber o Coelhinho ou o Papai Noel. Para ser sincero, eu era um desses.

    Leia também: Engajamento, o segredo do sucesso

    Porém, foi ali, nessas visitas, que vi o poder de uma ideia singela e autêntica. Em algumas ocasiões, tive o prazer de ir às lojas com o Massimo Bauducco, neto do fundador e gestor da empresa. Forte sotaque italiano, calvo, carismático, divertido e completamente apaixonado por máquinas de biscoito. Nessas caminhadas aos mais diversos pontos de vendas, dos maiores supermercados à pequenas vendinhas, Massimo sempre levava um saco cheio de moedas. E todas as vezes que via um cliente indeciso na frente da gôndola ou comprando alguma marca concorrente, fazia uma abordagem de imediato e, indignado, tentava convencê-lo da qualidade dos produtos Bauducco.

    Ele explicava a forma como os produtos eram fabricados, o cuidado empregado, a qualidade dos ingredientes e o carinho com a produção. Se, após tantas explicações ainda não tivesse sucesso, por conta do preço mais alto, sacava o seu poderoso saco de moedas e dava o valor restante para que o cliente pudesse levar para casa o melhor produto. E isso não era uma atitude de marketing para ganhar prêmio de ação promocional em Cannes. Era uma ação verdadeira por genuinamente acreditar que tinha o melhor produto do mercado e que todos mereciam, ao menos, prová-lo uma vez.

    Veja também: Atendimento ao cliente de forma eficiente

    Esse tipo de ação se espalhou rapidamente por toda a empresa e os colaboradores começaram a defender com a mesma ênfase os produtos para amigos, familiares e, muitas vezes, em períodos de folga, passaram a fazer o mesmo durante as suas compras de supermercado, quando avistavam produtos concorrentes nos carrinhos dos clientes “menos informados” ou gôndolas mal arrumadas.

    E não há melhor advogado para a marca que os seus próprios funcionários, que conhecem e vivem a empresa.

    A defesa que se espalhou foi imbatível! Outro exemplo que pude vivenciar por lá se transformou em ícone de como atender bem um cliente. Vamos aos fatos:

    • Os Waffles quebrados

    Ao lado da fábrica, em Guarulhos, há uma loja para venda dos produtos da marca. Alguns desses são refugo do padrão de qualidade, geralmente por problemas na embalagem ou quebra, mas que são bons para consumo mesmo assim. Esses produtos eram vendidos com um valor residual, em uma embalagem genérica. Um dia, eu estava na loja quando chegou uma senhora pedindo o “saco grande de waffer quebrado”, produto que normalmente era comercializado como aproveitamento de produção fora do padrão. Ela era uma doceira da região e utilizava esses biscoitos para baratear as suas receitas.

    Por uma melhoria técnica nos equipamentos e processos de fabricação, não tinha mais disponível essa versão, ou seja, não haviam mais perdas de produção. Ela, muito triste, pediu uma solução, pois isso iria inviabilizar a sua fonte de renda. Ligaram para o Sr. Luigi Bauducco, pai do Massimo, que ficava no prédio ao lado e na mesma hora a sua orientação foi “Quebrem na fábrica os waffers e voltem a oferecer essa opção!”. Fantástico!

    Leia também: A arte de encantar clientes: 5 lições da Disney

    Isso deve ser um dos maiores exemplos de como entender e atender um cliente. Nesse caso, pessoalmente fiz com que essa história se espalhasse por toda a empresa e virou mais uma referência de como servir, dentro de uma cultura baseada em valores sólidos, verdadeiros e contagiosos.

    Não tem jeito, independente do setor que sua empresa atue, a forma como você faz o atendimento ao cliente pode mudar o rumo do negócio. No caso da Bauducco, ela conseguiu colaboradores empenhados, consumidores felizes e uma equipe que, além de engajada, acreditava nos valores da empresa e lutava com unhas e dentes para defendê-la. Você até pode pensar que seu negócio está indo bem sem um sistema que foque no atendimento ao cliente, mas, uma hora ou outra, uma senhora pode bater na sua porta pedindo por um saco de Waffer e sua resposta para essa situação vai dizer muito sobre seu negócio.

    Se você está enfrentando desafios na área de atendimento, não deixei de conferir o nosso mais novo Ebook de CRM ! Um bom atendimento pode fazer seu negócio decolar.

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    https://endeavor.org.br/como-fazer-atendimento-cliente-bauducco/https://endeavor.org.br/?p=19056Thu, 11 Aug 2016 16:26:10 +0000O que a Bauducco pode te ensinar sobre paixão e atendimento ao clienteO atendimento ao cliente pode ser uma arma muito poderosa para as empresas, mas também um baita tiro no pé. Provavelmente você já ouviu por aí a expressão “customer centricity”, mas você sabe o que ela realmente significa? Em palavras simples e resumidas, podemos traduzir as palavras como o foco no cliente que tantas empresas ...Endeavor BrasilRodrigo LacerdaThu, 11 Aug 2016 13:26:10 +0000Rodrigo LacerdaO que a Bauducco pode te ensinar sobre paixão e atendimento ao clienteO que a Bauducco pode te ensinar sobre paixão e atendimento ao cliente
    Comunicação e marca: os pontos que todo empreendedor deve saberAs áreas de comunicação e marketing, muitas vezes, acabam sendo o patinho feio no mundo dos empreendedores.

    A grande maioria das empresas, principalmente nos seus primeiros anos de crescimento, não olha com a atenção que deveria para a comunicação e identidade de marca do negócio. Ana Couto, mentora Endeavor, empreendedora e designer, conta que mesmo o Brasil sendo a nona economia global, não temos nenhuma empresa no ranking das marcas mais valiosas do mundo.

    O tema é tão relevante que virou pauta de uma mentoria para os empreendedores que fazem parte do programa Braskem Labs 2016. Por mais de uma hora, Ana compartilhou seus conhecimentos e colocou os empreendedores para pensar fora da sua zona de conforto. De tudo que ela falou, alguns pontos se destacaram:

    • Marketing: a ponta do iceberg

    Muito se ouve sobre o tão famoso marketing. Alguns acham que ele faz até milagres, mas a verdade é que se você não tiver uma marca que represente verdadeiramente a sua empresa, você tem grandes chances de morrer na praia junto com a sua ideia. E por que a marca é tão importante para uma empresa?

    Simples: ela é responsável pela percepção de valor de longo prazo do seu negócio. Seus produtos e serviços podem sofrer modificações e até mesmo um reposicionamento no mercado, mas sua marca deve ser sólida. Vamos pensar na Apple.

    Lá atrás, a Apple nada mais era do que uma empresa que vendia computadores para designers gráficos. Eles tinham uma proposta de valor clara, mas, com os anos, Steve Jobs percebeu que tinha um mercado muito maior a ser explorado e decidiu trabalhar seu posicionamento de uma forma um pouco diferente. Desde então, a Apple começou a fazer diversos produtos, mas a sua proposta de valor mudou pouco. O que mudou de fato foi o seu posicionamento ao se aventurar em outros mercados, mas sempre de forma consistente.

    Nesse processo, a marca foi o fio condutor para que a Apple não deixasse de trazer a proposta de valor de sempre, de quando era uma empresa de computadores para designers. As cores, o design, todo o lado intangível da empresa continuou o mesmo, sendo como um fio condutor do seu propósito e proposta de valor.

    • Os 4 pilares para construir uma marca

    Uma das dúvidas que os empreendedores levantaram foi a dificuldade em se construir uma marca forte o bastante que sobreviva a esse mercado tão feroz. Ana conta que para uma marca ser bem consolidada, a empresa precisa pensar em 4 pilares:

  • Diferenciação: o que eu faço que ninguém mais faz (proposta de valor);
  • Relevância: o quanto o meu produto ou serviço são relevantes para as pessoas. É isso que faz com que a empresa evolua constantemente;
  • Propriedade: o que compõe o universo da marca, como seu perfil, cores, tipografia, etc;
  • Consistência: o quão sólida sua marca é. Lembre-se: não é a sua marca que muda o tempo o todo, o que se adapta é o modelo de negócio.
  • Muitos empreendedores também fazem confusão quando falamos em marca, negócio e comunicação. Esses termos são estratégias diferentes que uma empresa pode utilizar. Para você não se confundir, aqui vão as explicações:

    #Marca: é aquilo que vai puxar sua visão de valor a longo prazo. É aquilo que você constrói e que dura;

    #Negócio: estratégia do seu produto. Ou seja, como você pode surpreender seus clientes, realizar a promoção da empresa etc

    #Comunicação: o que faz sua empresa ser conhecida. Ela tem que reforçar seu diferencial, ou seja, sua marca.

    • Qual o valor da sua marca?

    Qualidade é um dos primeiros adjetivos que vem a sua cabeça você quando pensa na Nike? Agora, pare e tente puxar na sua memória outra marca que te faça pensar logo de cara no mesmo adjetivo. Difícil, não é? Isso acontece porque a Nike construiu sua proposta de valor de forma tão clara que quando pensamos em outras marcas a única coisa que vem em nossas mentes é que elas são empresas que vendem tênis.

    Para que a sua marca seja a próxima Nike, o primeiro passo é construir uma “plataforma”. Essa plataforma é como um código genético da sua empresa, você pode pensar nela em 3 dimensões:

    I. Proposta de valor

    A proposta de valor nada mais é do que sua essência. A da Coca-Cola são “momentos felizes”, da Apple é o desafio do status quo. E a da sua empresa, qual seria? Vale lembrar que essa construção é algo eterno que não acaba de um dia para o outro. Nessa hora você também define os pilares racionais e emocionais que quer trabalhar na sua marca. Em resumo, isso é seu DNA, é como a marca nasceu e quer ser vista.

    II. Posicionamento

    É nessa camada que você pensa no seu público-alvo, quem são as referências do setor, o que eles estão fazendo e por aí vai. Depois de ter todos esses dados, é hora de definir seu diferencial e sprint ou, em outras palavras, o que faz da sua empresa única.

    Em alguns casos, esse posicionamento de marca pode ser de médio prazo. Tudo isso vai ser ditado pelo mercado que seu negócio está inserido, já que o posicionamento serve para te colocar ao lado dos seus concorrentes. Se você atua no setor de tecnologia, por exemplo, seu diferencial pode ser revisado a cada 2 anos. Lembrando que ele sempre deve estar ligado à sua proposta de valor.

    III. Propósito

    O que sua empresa constrói para um mundo melhor? Aqui, podemos analisar 3 ondas que moldaram muitas empresas ao longo dos anos. A primeira era focada em surpreender e criar awareness da marca. Durante a segunda, o cenário já tinha mudado um pouco e as marcas queriam construir relevância para o mundo, apelando para conexões emocionais e valor. A terceira onda é a que vivemos atualmente, dentro da qual as marcas têm um propósito forte e definido, com uma comunicação que quer engajar pessoas e criar um ecossistema.

    Em resumo, para criar valor você precisa saber para onde ir. Sua marca tem que ser maior que o seu negócio, você, como empreendedor, tem que fazê-la muito maior. Uma boa forma de conseguir esse posicionamento pode ser por meio das redes sociais ou até mesmo embaixadores da marca. Quem são as pessoas que melhor representam a sua marca?

    Comunicação e marketing podem fazer toda a diferença para a sua empresa, já pensou se daqui uns anos você é a nova Nike ou Coca-Cola? Bem, tudo vai depender de como você olha para a sua marca hoje!

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    https://endeavor.org.br/como-organizar-comunicacao-marca/https://endeavor.org.br/?p=19044Wed, 10 Aug 2016 21:16:06 +0000Comunicação e marca: os pontos que todo empreendedor deve saberAs áreas de comunicação e marketing, muitas vezes, acabam sendo o patinho feio no mundo dos empreendedores. A grande maioria das empresas, principalmente nos seus primeiros anos de crescimento, não olha com a atenção que deveria para a comunicação e identidade de marca do negócio. Ana Couto, mentora Endeavor, empreendedora e designer, conta que mesmo ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 10 Aug 2016 18:16:06 +0000Endeavor BrasilComunicação e marca: os pontos que todo empreendedor deve saberComunicação e marca: os pontos que todo empreendedor deve saber
    Day1 | Empreendedor de Gente – Gustavo Ziller, 7Cumes"É impossível um ser humano continuar o mesmo depois que ele tem certeza absoluta de que chegou a hora dele". Conheça o Day1 de Gustavo Ziller, do 7Cumes

    Em 2012, Gustavo Ziller sofreu um apagão em seu carro, no meio de uma avenida de São Paulo. Acordou dois dias depois, decidido a se reinventar. Só que em vez de pensar no que havia feito de errado até então, revisitando seus “Gustavos” de muitos anos atrás, separou aqueles momentos em que mais se sentiu feliz consigo mesmo.

    “Eu sempre tive prazer de ficar rodando por ambientes criativos e viver novas experiências. Esse era o Gustavo que eu queria resgatar”.

    Ziller sentia falta do Gustavo menino que pedalava todo dia até um museu zoobotânico de Belém, e daquele outro que morou em Londres em 95. Ele queria ser o homem pelo qual sua esposa se apaixonou, aquele que dizia mais "sim" do que "não" e que tinha muito contato com as pessoas.

    Ziller queria voltar a ser um garoto rock'n'roll. Uma pessoa que questiona mais do que pergunta, que está sempre inquieto em busca de algo novo. Depois de muito trabalho, Ziller conseguiu fazer essa disrupção e conta que esse Gustavo é como um bicho de estimação que nunca mais sai do lado dele.

    Foi quando o empreendedor percebeu que podia mais do que ser: ele podia ESTAR.

    “Esse Gustavo me arremessou para o mais legal, aquele que que é viciado em loucura”. Acima de tudo, Gustavo se descobriu empreendedor de gente.

    Inspire-se com o Day1 de Gustavo Ziller, fundador da Aorta e do 7Cumes.

    A apresentação deste Day1 foi desenvolvida pela SOAP – da estratégia de conteúdo, passando pela criação visual até o ensaio do palestrante. Gostaria de ter uma apresentação como essa? O e-book “8 passos para fazer uma apresentação de sucesso” será um ótimo ponto de partida.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/day1-gustavo-ziller-7cumes/https://endeavor.org.br/?p=19041Wed, 10 Aug 2016 18:37:37 +0000Day1 | Empreendedor de Gente – Gustavo Ziller, 7Cumes“É impossível um ser humano continuar o mesmo depois que ele tem certeza absoluta de que chegou a hora dele”. Conheça o Day1 de Gustavo Ziller, do 7Cumes Em 2012, Gustavo Ziller sofreu um apagão em seu carro, no meio de uma avenida de São Paulo. Acordou dois dias depois, decidido a se reinventar. Só que em ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:38:17 +0000Endeavor BrasilDay1 | Empreendedor de Gente – Gustavo Ziller, 7CumesDay1 | Empreendedor de Gente – Gustavo Ziller, 7Cumes
    Day1 | 17 anos, 100 dólares e um sonho – Carlos Wizard, Sforza HoldingSe tem uma coisa que a jornada de Carlos Wizard mostra, é que sonhos não têm limites. Assista a seu Day1!

    A fé de Carlos Wizard não moveu montanhas literalmente, mas encurtou distâncias e fez com que sua rede de ensino se espalhasse por todo o mundo. Claro, a isso podemos acrescentar uma pitada de sonho grande, uma porção de pessoas certas e muita resiliência. Por mais que sua história seja cheia de surpresas, de uma coisa temos certeza: quando Wizard, ainda jovem, abriu a porta para 3 mórmons, ele não fazia ideia que estava acolhendo o sonho que guiaria sua jornada.

    Com 17 anos, Wizard saiu de Curitiba com uma mochila nas costas e 100 dólares no bolso, com destino a NY. Ele ficou 2 anos estudando nos EUA, mas não pôde cursar uma faculdade já que ainda não tinha completado o ensino médio. Depois de viajar a Portugal como missionário, Wizard voltou ao Brasil para terminar os estudos e começar a trabalhar. Mas o sonho de cursar uma faculdade fora permanecia. Resolveu juntar dinheiro e foi, dessa vez já casado.

    Formado em computação e, ao voltar para o Brasil, começou a trabalhar como analista de sistemas até que um amigo perguntou se ele podia dar aulas de inglês. Em um dado momento, a recompensa pelas aulas já ultrapassava seu salário. Foi nesse momento que Wizard começou a se perguntar: “será que eu deveria abrir uma escola?”

    “EU TINHA UM NEGÓCIO EMBRIONÁRIO NAS MÃOS, MAS NÃO SABIA ONDE EU IA FAZER MINHA FORTUNA. ”

    Muito se passou até que modelo finalmente tomasse forma, mas depois de passar por um túnel escuro e cheio de surpresas a cada esquina, Wizard deixou de ser professor e virou empreendedor.

    Assista ao Day1 completo de Carlos Wizard, fundador da Wizard e da Sforza Holding.

    A apresentação deste Day1 foi desenvolvida pela SOAP – da estratégia de conteúdo, passando pela criação visual até o ensaio do palestrante. Gostaria de ter uma apresentação como essa? O e-book “8 passos para fazer uma apresentação de sucesso” será um ótimo ponto de partida.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/day1-carlos-wizard-sforza-holding/https://endeavor.org.br/?p=19037Wed, 10 Aug 2016 15:57:45 +0000Day1 | 17 anos, 100 dólares e um sonho – Carlos Wizard, Sforza HoldingSe tem uma coisa que a jornada de Carlos Wizard mostra, é que sonhos não têm limites. Assista a seu Day1! A fé de Carlos Wizard não moveu montanhas literalmente, mas encurtou distâncias e fez com que sua rede de ensino se espalhasse por todo o mundo. Claro, a isso podemos acrescentar uma pitada de ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:40:03 +0000Endeavor BrasilDay1 | 17 anos, 100 dólares e um sonho – Carlos Wizard, Sforza HoldingDay1 | 17 anos, 100 dólares e um sonho – Carlos Wizard, Sforza Holding
    Day1 | Os conselhos que não segui – Salim Mattar, LocalizaSalim Mattar sempre pediu conselhos, mas preferiu correr riscos. Conheça seu Day1!

    Abrir uma empresa nem sempre foi o sonho de Salim. Quando pequeno, encantado pelos sons do piano que um amigo sempre tocava, ele queria ser pianista. O sonho não foi muito longe depois que Salim contou para sua família o que ele queria ser quando crescesse. “Meu pai ficou tão bravo que me olhou nos olhos e disse: você vai crescer, abrir um comércio pra você, ganhar dinheiro, comprar uma radiola e todos os discos de pianistas que quiser”.

    Desde então, toda vez o pai de Salim perguntava "o que você vai fazer quando crescer?", ao que ele sempre respondia: "vou abrir um comércio pra mim".

    Passaram-se os anos e Salim foi ser office boy de uma exportadora de Minas. Na sua primeira semana de trabalho, seu chefe pediu para que ele pagasse uma conta. Chegando na empresa que ele deveria entregar o dinheiro, seus olhos saltaram ao ver o valor escrito no cheque. Salim começou a fazer as contas e percebeu que aquele negócio dava certo. “Eu paguei uma conta e defini a minha vida”.

    Com 23 anos, o empreendedor começou seu negócio com 6 fuscas financiados, em plena crise do petróleo. Mas, como bom menino do interior, antes de tudo Salim foi se aconselhar com pessoas mais velhas. O primeiro choque foi saber que todo mundo era contra sua ideia. Na verdade, quase todos. O sócio do empreendedor era tão louco quanto ele e apostou no projeto. Esse foi o primeiro conselho que Salim não seguiu.

    A empresa cresceu, ganhou investimentos e parecia não precisar de mais nada, até que Salim teve a ideia de expandir a Lozaliza, durante o segundo choque do petróleo. Nessa hora, ele foi chamado de louco pela segunda vez, agora pela pessoa que cuidava das suas finanças. Mais uma vez, ele desafiou a razão e foi em frente. Nos anos 80, eles já eram líderes de mercado. E o empreendedor não parou por aí. Foram vários conselhos ignorados e riscos calculados, mas muitas lições aprendidas e uma história que faz muitos empreendedores acreditarem no impossível.

    Conheça o Day1 inspirador de Salim Mattar, fundador da Localiza!

    A apresentação deste Day1 foi desenvolvida pela SOAP – da estratégia de conteúdo, passando pela criação visual até o ensaio do palestrante. Gostaria de ter uma apresentação como essa? O e-book “8 passos para fazer uma apresentação de sucesso” será um ótimo ponto de partida.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/day1-salim-mattar-localiza/https://endeavor.org.br/?p=19023Tue, 09 Aug 2016 23:32:45 +0000Day1 | Os conselhos que não segui – Salim Mattar, LocalizaSalim Mattar sempre pediu conselhos, mas preferiu correr riscos. Conheça seu Day1! Abrir uma empresa nem sempre foi o sonho de Salim. Quando pequeno, encantado pelos sons do piano que um amigo sempre tocava, ele queria ser pianista. O sonho não foi muito longe depois que Salim contou para sua família o que ele queria ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:38:54 +0000Endeavor BrasilDay1 | Os conselhos que não segui – Salim Mattar, LocalizaDay1 | Os conselhos que não segui – Salim Mattar, Localiza
    Nosso futuro: a mudança precisa ser feita agora ou ficaremos para trásO empreendedor brasileiro encontra diversas dificuldades e amarras ao abrir um negócio. A hora de mudar é agora.

    A iniciativa privada precisa deixar seu eterno papel de “pedra” e arregaçar as mangas para ajudar na função de “vidraça”. O caminho, de um modo ou outro, passa pelo foco no maior motor do crescimento em qualquer parte do globo: a criação de negócios inovadores que geram emprego, aumentam arrecadação e crescem para se tornarem globalmente dominantes. São aquelas empresas que passam rapidamente da fase de Startups para Scaleups – empresas com crescimento rápido e sustentável. Não basta o negócio ser bom e bonito; tem de ser escalável.

    Essas tais Scaleups contratam 100 vezes mais que o restante das empresas, ou seja, enquanto uma Scaleup contrata, em média, 31,3 novos funcionários por ano, a média do restante das empresas é de apenas 0,34 funcionários. Vale lembrar que Scaleups não são necessariamente grandes empresas, muito ao contrário, 92% delas são pequenas e médias.

    O movimento empreendedor é uma das maiores forças isoladas para impulsionar a economia e mobilidade social.

    Como um empreendimento é centrado em recursos disponíveis, em uma oportunidade e no time de pessoas que tenciona explorá-la, as recompensas vêm muito mais em função de talento, capacidade e, principalemente, qualidade da oportunidade escolhida. É o sonho de consumo de quem valoriza a meritocracia.

    O Vale do Silício não é replicável, mas serve de orientação sobre o que pode e deve ser feito.  A região gasta US$ 50 bilhões por ano para achar “unicórnios”, aquelas empresas especiais que saem do zero para, em pouco tempo, dominarem o mercado.  Se esse investimento em inovação para mudança constante parece grande e exagerado aos olhos desatentos, melhor analisar o custo da não-mudança, ou, em outras palavras, a chance de um país assistir passivamente economias que antes eram menores e inexpressivas dominarem o mundo.  Investimentos reais e consideráveis são muito necessários e precisam ser feitos agora!

    Leia também:  Como o Vale do Silício se tornou o Vale do Silício?

    Para que se tenha uma ideia, hoje existem no Brasil 33.374 empresas de alto crescimento, 0,7% do total de ativas, e elas geram 42% dos novos empregos criados ao ano. Imagine o impacto para o Brasil em várias dimensões se, por meio de investimentos, melhores práticas e gente certa no lugar certo, conseguíssemos triplicar esse quase 1% que, contra tudo e todos, ainda consegue crescer?

    Cultura é uma barreira também relevante que precisa ser endereçada. A palavra que é derivada do latim colere diz respeito a cultivar.  Quando olhamos nossos conjuntos de principais crenças, comportamentos e mesmo conhecimentos específicos, estamos ainda longe do bom cultivo de um ambiente propenso à criação e desenvolvimento de negócios inovadores e escaláveis.

    A aversão ao risco e a visão do empresário mais como vilão do que como benfeitor atrapalham consideravelmente o desenvolvimento das atividades empreendedoras.

    A falta confiança entre as pessoas é notável. Confiança é um ativo tão importante ao país quanto os seus recursos naturais.  Vale a máxima de que empresas não são CNPJs, mas conjuntos de CPFs, com as interações acontecendo regularmente entre pessoas que representam interesses corporativos. Se essas pessoas não confiam umas nas outras, o processo fica emperrado com muitos ruídos, com necessidades de checagem e rechecagem em cada etapa, aumentando consideravelmente o custo das transações em todos os sentidos.

    Leia também: De startup a scale-up: 5 fatores que fazem essa empresa crescer 100% ao ano

    Temos um longo caminho pela frente, mas o simples fato de sabermos para onde queremos ir e como devemos ir pode facilitar nossa jornada.  Não se trata de se devemos fazer, mas de como fazer a partir de já. Cada tempo perdido significa um atraso irrecuperável de algumas gerações.

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    https://endeavor.org.br/ecossistema-startup-brasil/https://endeavor.org.br/?p=18995Tue, 09 Aug 2016 16:55:24 +0000Nosso futuro: a mudança precisa ser feita agora ou ficaremos para trásO empreendedor brasileiro encontra diversas dificuldades e amarras ao abrir um negócio. A hora de mudar é agora. A iniciativa privada precisa deixar seu eterno papel de “pedra” e arregaçar as mangas para ajudar na função de “vidraça”. O caminho, de um modo ou outro, passa pelo foco no maior motor do crescimento em qualquer ...Endeavor BrasilMarcelo SalimTue, 09 Aug 2016 13:55:24 +0000Marcelo SalimNosso futuro: a mudança precisa ser feita agora ou ficaremos para trásNosso futuro: a mudança precisa ser feita agora ou ficaremos para trás
    Judô: usando o peso do seu concorrente ao seu favor

    Seu concorrente é maior que você? O judô ensina que isso pode te favorecer.

    Preparar-se para uma luta, estudar as fraquezas e as forças dos adversários, conhecer as suas próprias potencialidades e fragilidades, escolher a melhor estratégia, saber cair e se levantar, defender e atacar na hora certa. Se você pensar bem, as artes marciais têm muito a ver com a operação de uma empresa.

    Essa não é uma constatação nova, sem dúvida. Existem muitos artigos, livros e até cursos dedicados às relações entre lutas e gestão. Mas isto, em um plano mais geral. Porque, se você observar de perto algumas modalidades, vai ver que, além de semelhanças, elas têm muitos aprendizados a oferecer.

    O judô, por exemplo, é uma arte marcial em que os combatentes dispõem de pouquíssimas oportunidades para atacar. O judoca deve pensar com agilidade e rapidez, pois outras chances podem demorar muito a surgir.

    Mas o esporte tem ainda outra particularidade que o aproxima do universo do empreendedorismo: o fato de que um lutador pode usar o peso do adversário a seu favor. Não deixa de remeter às milhares de startups que, mesmo sendo “pesos penas”, conseguem enfrentar (e até derrubar) pesos pesados do mercado. É por essas e outras que você precisa conhecer mais sobre a modalidade.

    • “Vou lutar sabendo que vou perder”

    Quando os pais de Jeff Yasuda - o fundador e CEO da empresa especializada em conexões via música Feed.fm - colocaram-no, ainda criança, nas aulas de judô, ele não levou muito a sério. Achou que era apenas uma forma de estimulá-lo a retomar as raízes culturais nipônicas.

    Muitos anos depois, porém, as coisas mudaram. Neste artigo da Inc., Yasuda conta que, quando matriculou o filho em uma escola de artes marciais, resolveu voltar a lutar. Após alguns meses, o professor sugeriu que ele treinasse contra um sparring (no vernáculo judoca, a prática se chama randori), eue seria ele próprio, o instrutor.

    Toda semana, Yasuda ia para os randori sabendo que perderia, e feio. O professor era melhor em todos os sentidos. Então, por que aturar isso?

    “Porque eu amo! Pergunte a qualquer empreendedor de uma startup porque ele tolera o abuso: longas jornadas de trabalho, rejeição, nenhum salário, comer miojo... e você terá a mesma resposta”.

    Yasuda também identifica muitos paralelos entre a prática do judô e a gestão empresarial. E compartilha algumas das lições que o ajudaram a se tornar “um empreendedor melhor”:

    • Sofrer nove ippons, levantar dez

    O fato de saber que vai perder para o instrutor é muito importante. Segundo o empreendedor, entrar em situações em que tudo conspira contra você ajuda a construir seu caráter. Ele traz um dado assombroso: nove entre dez startups falham.

    O segredo consiste não em se recusar ser uma das nove, mas em aprender porque você eventualmente cai. E aprender a se levantar até encontrar uma oportunidade para vencer.

    Não é nada fácil. Falhar com uma startup é “um saco”, diz Jeff Yasuda, mas não tanto quanto levar um belo ippon. Antes de voltar a lutar, ele realmente temia a derrota. Hoje, aceita-a como parte do processo.

    • Emoções descontroladas = guarda baixa

    O CEO da Feed.fm se lembra da primeira vez em que praticou o randori. Era ainda adolescente, e foi terrível. Após levar vários golpes, ele se recorda de ter se levantado, de ter gritado várias palavras “de baixo calão” e de ter partido para cima do oponente de forma desastrada.

    Isso só piorou as coisas. Yasuda baixou a guarda e acabou recebendo golpes ainda mais duros. Ao se reerguer, estava tão nervoso que o sensei pediu para que a luta fosse interrompida. “Então, Jeff. O que aprendemos com isso?”, perguntou.

    O aluno não hesitou: “Que este sujeito aí é um idiota!”

    “Não”, o intrutor respondeu calmamente. “Você é o idiota. Ao perder o controle das suas emoções, você se transformou em um lutador horrível”.

    Desde então, Yasuda percebeu que, também no universo empreendedor, surtar quando as coisas não dão certo só piora tudo. Sem dúvida há muitas frustrações e episódios constrangedores ao longo do trajeto de uma startup, mas explosões emocionais só vão piorar a cultura organizacional de uma empresa - e dificultar que ela se erga e retorne competitiva ao combate.

    • Aprendendo a aprender

    O ato de “baixar a bola” só trouxe benefícios a Jeff Yasuda. Ele conta que, uma vez que o ego e a vontade de vencer a qualquer custo ficaram de lado, tornou-se muito mais fácil entender o que deveria ser aprimorado ao ir para o tatame. Ao aceitar e até esperar a derrota, Yasuda passou a questionar o porquê dela. Passou a pedir feedbacks.

    “Na minha startup”, ele relata, “assim como no desenvolvimento de um projeto para a feira de ciência da escola, nós sempre temos uma hipótese, um procedimento para executar um experimento. Então, registramos os resultados, que na maioria das vezes são fracassados”.

    Assim, Yasuda e sua equipe sempre questionam esses resultados, para entender onde erraram. Só assim poderão corrigir o que não funciona.

    • O tamanho do concorrente como arma

    Mas a principal lição do judô para quem quer começar um negócio é, sem dúvida, o fato de se poder derrotar um oponente maior. Bárbara Timo também conta que esse é um dos fundamentos da arte marcial:

    “Com treinamento e eficiência, é possivel derrotar adversários muito mais pesados. E melhor, usando o próprio peso do adversário. É uma questão de oportunismo, da busca do melhor momento para desequilibrá-lo”.

    O pensamento se aplica com perfeição ao universo das startups. Pois tudo se trata de encontrar a oportunidade certa e aproveitá-la da melhor forma que você puder. Afinal, não importa o tamanho do seu concorrente: se você souber como “encaixar” uma oferta certeira, poderá aplicar um ippon nele.

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    https://endeavor.org.br/forca-fraqueza-concorrente/https://endeavor.org.br/?p=18997Mon, 08 Aug 2016 22:50:53 +0000Judô: usando o peso do seu concorrente ao seu favorCorrealização: Seu concorrente é maior que você? O judô ensina que isso pode te favorecer. Preparar-se para uma luta, estudar as fraquezas e as forças dos adversários, conhecer as suas próprias potencialidades e fragilidades, escolher a melhor estratégia, saber cair e se levantar, defender e atacar na hora certa. Se você pensar bem, as artes ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 11 Aug 2016 18:43:41 +0000Endeavor BrasilJudô: usando o peso do seu concorrente ao seu favorJudô: usando o peso do seu concorrente ao seu favor
    Day1 | “Eu ganhei muita coisa perdendo” – Nizan Guanaes, Grupo ABC"Nós somos os homens insensatos, nós adaptamos o país e a civilização à nossa loucura” - Confira o vídeo completo do Day1 de Nizan Guanaes

    Março de 1990 é uma data que Nizan não vai esquecer tão fácil. Logo depois de conseguir um investimento de muitos dígitos para sua ideia, o governo Collor congelou seus recursos. O choque de realidade foi tão grande que o empreendedor ficou um dia inteiro deitado na cama, até que algo estalou em sua mente:

    “A SOLUÇÃO NÃO VAI VIR ATÉ MIM, EU TENHO QUE LEVANTAR. O EMPREENDEDORISMO É A GESTÃO DOS SEUS SONHOS, É A RESILIÊNCIA E A CAPACIDADE DE APRENDER COM SEUS ERROS E COM O DOS OUTROS.”

    Essa não foi a única pedra no sapato do empreendedor. Quando ainda era jovem, Nizan queria ser o melhor redator publicitário do Brasil. Seu sonho grande era fazer uma das melhores agências do mundo e ele conseguiu isso ainda muito novo, mas a conquista veio em uma época em que ele ainda precisava desenvolver suas habilidades.

    “Eu me achava o onipotente. Peguei meu dinheiro e fui investindo em tudo que via pela frente, achando que podia ser bom em tudo”

    Isso tudo dispersou completamente o caminho do empreendedor. Por causa da sua incapacidade em aprender com os erros, Nizan perdeu tempo e dinheiro. Tudo isso mudou depois dele ser o CEO do IG com Jorge Paulo Lemann, Marcel e Beto Sucupira. De toda trajetória e lições, o que mais aprendemos com Nizan é a renovação dos sonhos e inspiração.

    “Empreender é o que você faz do momento em que acorda até a hora que vai dormir. É a gestão do seu sonho. O empreendedorismo é o problema que você tira da cama. Quando levaram o meu dinheiro, o sonho ficou. E um sonho não se faz sozinho".

    Assista ao Day1 de Nizan Guanaes, empreendedor do Grupo ABC, um dos maiores grupos de comunicação do mundo.

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/day1-nizan-guanaes-grupo-abc/https://endeavor.org.br/?p=19010Mon, 08 Aug 2016 22:11:26 +0000Day1 | “Eu ganhei muita coisa perdendo” – Nizan Guanaes, Grupo ABC“Nós somos os homens insensatos, nós adaptamos o país e a civilização à nossa loucura” - Confira o vídeo completo do Day1 de Nizan Guanaes Março de 1990 é uma data que Nizan não vai esquecer tão fácil. Logo depois de conseguir um investimento de muitos dígitos para sua ideia, o governo Collor congelou seus recursos. ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:39:23 +0000Endeavor BrasilDay1 | “Eu ganhei muita coisa perdendo” – Nizan Guanaes, Grupo ABCDay1 | “Eu ganhei muita coisa perdendo” – Nizan Guanaes, Grupo ABC
    Mentoria Online | Criando Programas de Empreendedorismo nas UniversidadesQuer dar o próximo passo em sua instituição e auxiliar na criação de um Centro de Empreendedorimo ou aperfeiçoar a estrutura que você já tem? Acompanhe ao vivo nossa Mentoria Online.

    No quarto episódio da série Transformando o Ensino de Empreendedorismo, vamos falar sobre Programas de Empreendedorismo em IES, desde o processo de criação e formalização, até o desenvolvimento da estratégia de atuação, programa de empreendedorismo e iniciativas. Vamos contar com a presença de dois intraempreendedores que foram fundamentais para a criação do centro em suas instituição e são grandes exemplo de agentes de transformação do ensino de empreendedorismo:

    Fabio Fowler - Universidade Federal de Viçosa (UNIFEI)

    Marcelo Bandiera - Universidade Potiguar (UnP)

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    https://endeavor.org.br/mentoria-online-programa-empreendedorismo/https://endeavor.org.br/?p=19002Mon, 08 Aug 2016 21:12:32 +0000Mentoria Online | Criando Programas de Empreendedorismo nas UniversidadesQuer dar o próximo passo em sua instituição e auxiliar na criação de um Centro de Empreendedorimo ou aperfeiçoar a estrutura que você já tem? Acompanhe ao vivo nossa Mentoria Online. No quarto episódio da série Transformando o Ensino de Empreendedorismo, vamos falar sobre Programas de Empreendedorismo em IES, desde o processo de criação e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 18 Aug 2016 09:04:37 +0000Endeavor BrasilMentoria Online | Criando Programas de Empreendedorismo nas UniversidadesMentoria Online | Criando Programas de Empreendedorismo nas Universidades
    As histórias empreendedoras dos 6 loucos do Day1 2016Veja os vídeos das jornadas de quem esteve no palco do Day1 2016!

    "Nós somos os homens insensatos, nós adaptamos o país e a civilização à nossa loucura", finaliza Nizan Guanaes. É dia 1º de Agosto de 2016 e, na Sala São Paulo, mais de mil pessoas aplaudem de pé. Antes dele, outros cinco grandes nomes compartilharam suas histórias de vida: Salim Mattar, Carlos Wizard, Gustavo Ziller, Cristina Boner e Renato Saraiva. Todos empreendedores que - emprestando o mote do evento esse ano - desafiaram a razão e acreditaram na loucura de transformar a realidade em que vivem.

    Se você não conseguiu acompanhar online ou quer relembrar os momentos que mais te inspiraram, confira abaixo os vídeos do Day1 2016!

    1. Nizan Guanaes, Grupo ABC: "Ganhei muita coisa perdendo"

    Em setembro de 1989, ele tinha U$1 milhão para começar seu novo negócio. Em março de 1990, o governo tomou tudo. A Era Collor podia ter destruído os sonhos de Nizan. Ele ficou um dia inteiro deitado em sua cama, sem saber o que fazer. No dia seguinte, se levantou.

    2. Salim Mattar, Localiza: Os conselhos que não segui

    "Zé, o que você vai ser quando crescer?", seu pai o perguntava quando criança. "Vou abrir um comércio pra mim", era a resposta certa. A luz sobre que comércio era esse viria em uma tarefa corriqueira do garoto como ofice boy. Do dia em que financiou seus primeiros fuscas em diante, Salim buscou muitos conselhos.

    3. Carlos Wizard, Sforza Holding: Sonhos não têm limites

    Com 17 anos, ele foi aos EUA pela primeira vez com 100 dólares no bolso e acabou lavando pratos para se sustentar. Da segunda vez, já casado e pai de 2 filhos, voltou para fazer faculdade. Voltando ao Brasil, os amigos pediam: "Carlos, será que você não poderia nos dar umas aulinhas de inglês?"

    4. Gustavo Ziller, 7Cumes: Empreendedor de gente

    "É impossível um ser humano continuar o mesmo depois que ele tem certeza absoluta de que chegou a hora dele". Em 2012, Ziller viveu esse momento. Mas em vez de entender o que havia feito de errado, revisitou tudo aquilo que tinha feito certo. Então, começou uma revolução.

    5. Cristina Boner, GlobalWeb: Não aceite não como resposta

    Se você descobre que o Bill Gates está vindo para o Brasil, o que você faz? Bom, a Cristina viu uma oportunidade e quebrou protocolos para chamar sua atenção e levar seus sonhos às alturas.

    6. Renato Saraiva, CERS: Tinha tudo pra dar ruim

    Criado em Vigário Geral, Renato penou para pagar seus próprios estudos, até se tornar funcionário público. Quando se mudou para Recife, começou a dar aulas para concurseiros. Em um ato de loucura, vendeu tudo que tinha e resolveu transformar isso em negócio.

    Clique aqui para se inscrever no canal da Endeavor Brasil no YouTube e assistir a mais edições do Day1!

    *Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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    https://endeavor.org.br/historias-empreendedores-videos-day1-2016/https://endeavor.org.br/?p=18985Mon, 08 Aug 2016 12:15:52 +0000As histórias empreendedoras dos 6 loucos do Day1 2016Veja os vídeos das jornadas de quem esteve no palco do Day1 2016! “Nós somos os homens insensatos, nós adaptamos o país e a civilização à nossa loucura”, finaliza Nizan Guanaes. É dia 1º de Agosto de 2016 e, na Sala São Paulo, mais de mil pessoas aplaudem de pé. Antes dele, outros cinco grandes nomes compartilharam ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 01 Sep 2016 17:39:43 +0000Endeavor BrasilAs histórias empreendedoras dos 6 loucos do Day1 2016As histórias empreendedoras dos 6 loucos do Day1 2016
    Um por todos, todos por um: o que o remo tem a ensinar para a sua gestão

    Em clima de Olimpíadas, saiba o que aprendemos sobre gestão de pessoas ao analisar o Remo.

    Responda rápido: se, por alguma mágica qualquer, você fosse convocado para montar uma equipe de remo com quatro atletas, o que escolheria? Um time formado somente por campeões ou um composto por atletas medianos?

    A resposta parece um tanto óbvia. Mas, se você analisar com mais cuidado o que leva um time de remo à vitória, vai constatar que não é tão simples assim. Diferentemente do que ocorre na maioria dos esportes coletivos - em que é possível todo um time atuar em função de uma estrela apenas - o remo é pura sincronização.

    É um esporte em que a sinergia e o equilíbrio do time vêm antes do talento individual. Ou seja, respondendo aquela pergunta ali de cima, uma equipe de campeões olímpicos desentrosados pode ser batida por uma de atletas medianos - desde que estejam muito bem alinhados.

    • Como uma orquestra sinfônica

    Quem endossa essa afirmação é uma verdadeira autoridade no assunto: o construtor de barcos de corrida George Pocock. No livro The Boys In The Boat, que conta a saga de remadores norte-americanos nas Olimpíadas de 1936, na Alemanha Nazista, o autor Daniel James Brown relata o momento em que Pocock soprou os segredos do esporte no ouvido de Joe Rantz, um dos membros da equipe.

    Associando o remo à música clássica, ele compara uma corrida “bem remada” a uma sinfonia e o atleta a apenas um dos músicos da orquestra. Ou seja, se qualquer outro componente estiver desafinado, toda a execução vai para o lixo. Mais importante do que o quão duro alguém rema, é o quanto a atuação desse alguém harmoniza com a dos outros colegas.

    “Se você não gosta de algum colega de barco”, Pocock diz a Joe, “você deve aprender a gostar. Ele também tem que ganhar a corrida, assim como você”.

    Se ainda estivesse vivo, Pocock certamente aprovaria outra analogia para o remo: a gestão de equipes em uma empresa. Afinal, só por essa introdução já deve ter dado para perceber quantas semelhanças existem entre as duas práticas. E aproveitando que estamos em pleno o clima olímpico, queremos compartilhar alguns aprendizados importantes dessa modalidade tão tradicional.

    • “Estou aqui para somar”

    No remo, a máxima aí de cima - tão desprestigiada por jogadores de futebol - é levada muito a sério. Cada um dos atletas de uma equipe deve ter plena consciência de seus atos, entendendo que eles precisam se integrar totalmente aos esforços dos demais para que os objetivos sejam atingidos.

    Retomando a hipótese do começo do texto: se a equipe for composta somente por atletas de ponta, mas um deles não estiver no mesmo compasso dos outros, o barco não sairá do lugar. Ele vai ficar girando eternamente. Ele só avançará se e quando todos os remadores estiverem na mesma frequência, sincronizados, atentos aos movimentos uns dos outros e realmente somando esforços.

    O paralelo com a formação de uma equipe alinhada é imediato. E não só neste momento: como empreendedor, você deve priorizar a sintonia com os seus funcionários sempre.

    • “Remando juntos”

    Colin Butterfield, presidente da gestora de propriedades rurais Radar SA, ligada à Cosan, conhece como poucos as afinidades entre o esporte e gestão. Praticante profissional de remo por cinco anos, ele chegou a participar do time pré-olímpico brasileiro.

    Ainda que a carreira como gestor o tenha impedido de seguir competindo, Colin continua fascinado pelo universo do remo. “É um esporte que me encanta, porque tem uma filosofia sem igual”. Lembrando que a principal competição olímpica se dá com barcos de oito remadores - incluindo o timoneiro, que é quem dá o ritmo, ele também enfatiza a importância da sinergia e do trabalho em equipe.

    “Você pode colocar sete atletas olímpicos no barco. Se o oitavo não estiver em sincronia com os outros, se ele estiver um pouco fora de ritmo ou fora de foco, não tenha a menor dúvida: você vai chegar em último lugar numa competição”.

    Segundo Colin, no remo - mais do que qualquer em outro esporte - não há espaço algum para heróis individuais. Ecoando o armador Pocock, dispara que “ou os oito ganham, ou os oito perdem”. Não há meio termo.

    • Todos literalmente no mesmo barco

    A palavra-chave é cumplicidade - um ensinamento que Colin busca colocar em prática todos os dias na gestão corporativa. Quando há co-participação entre os componentes de uma equipe, quando os profissionais se respeitam e colocam os objetivos gerais à frente dos pessoais, o “efeito multiplicador” é absolutamente benéfico.

    Segundo o gestor, a ausência de cumplicidade é recorrente nas empresas. “Todo mundo está tão preocupado com o próprio umbigo e com as agendas pessoais, que muita energia positiva acaba sendo retirada do negócio”.

    Em suma: todos os profissionais da sua equipe precisam saber que estão no mesmo barco, remando em direção aos mesmos objetivos.

    Por isso, na hora de formar o time, você - como técnico e timoneiro -deve dar preferência aos profissionais que entendem e praticam esta filosofia coletiva. E não àqueles que, embora donos de currículos impressionantes, só querem brilhar sozinhos.

    Boas remadas!

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    https://endeavor.org.br/um-por-todos-todos-por-um-o-que-o-remo-tem-ensinar-para-sua-gestao/https://endeavor.org.br/?p=18958Fri, 05 Aug 2016 22:22:38 +0000Um por todos, todos por um: o que o remo tem a ensinar para a sua gestãoCorrealização: Em clima de Olimpíadas, saiba o que aprendemos sobre gestão de pessoas ao analisar o Remo. Responda rápido: se, por alguma mágica qualquer, você fosse convocado para montar uma equipe de remo com quatro atletas, o que escolheria? Um time formado somente por campeões ou um composto por atletas medianos? A resposta parece um ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilSat, 06 Aug 2016 10:41:12 +0000Endeavor BrasilUm por todos, todos por um: o que o remo tem a ensinar para a sua gestãoUm por todos, todos por um: o que o remo tem a ensinar para a sua gestão
    Marketing digital acessível a todos: conheça a história da Resultados DigitaisSe no passado chegar ao seu cliente e conquistá-lo era difícil, nos dias de hoje essa tarefa é um verdadeiro desafio. Conheça a história da empresa que está ajudando empreendedores a vencerem essa batalha.

    Vender é sempre um desafio. Não importa se sua empresa quer anunciar um serviço ou produto, saber com quem falar e como fazer essa comunicação da melhor maneira é o que mantém muitos empreendedores acordados à noite. E foi dessa dificuldade que surgiu a Resultados Digitais, empresa focada em ajudar empresas de todos os portes a elaborar e colher os frutos de uma boa estratégia de Marketing Digital.

    Há 15 anos, se você procurasse as expressões inbound marketing e customer success no dicionário não encontraria nenhuma resposta. Hoje em dia, muitas empresas tem seu sucesso ditado por essas duas palavrinhas. E nesse tempo não foi só o marketing que conquistou seu espaço, os consumidores também firmaram sua presença. Com a internet, as ferramentas de busca e as mídias sociais, os clientes, mais do que nunca, têm mais independência e acesso fácil e rápido a todas as opções disponíveis no mercado. E o que isso significa?

    As marcas precisam repensar a forma como interagem com seus consumidores e expõem suas soluções.Não há mais espaço para interromper e bombardear ninguém com propagandas: o caminho agora é ser encontrado quando o cliente procura por uma solução e construir relacionamentos para ganhar credibilidade.

    À frente da RD, estão os mais novos Empreendedores Endeavor Eric Santos, Guilherme Lopes, Bruno Ghisi e André Siqueira.  Mas a história dos 4 começa bem antes dessa aventura.

    • Juntando gente boa

    Quando saiu da faculdade de engenharia, Eric fundou seu primeiro negócio, a Praesto, uma empresa de desenvolvimento de soluções mobile inspirada por uma série de viagens que fez durante a faculdade e pelo tempo que trabalhou na Fundação Certi, empresa referência em inovação e desenvolvimento de tecnologia. Ao entrar de cabeça nesse universo, descobriu o movimento das Lean Startups. Na verdade, foi isso o que o ajudou a fundar a RD, pensando em um negócio mais escalável.

    E por que estamos contando isso? Por que é aqui que a história dos 4 sonhadores começa. Guilherme, Bruno, Pedro e André trabalharam na Praesto, a startup do Eric. Mais do que isso, eles eram intraempreendedores que colocavam a mão na massa e faziam muita diferença dentro da empresa. E foi por isso que quando Eric decidiu mudar de rumo e se aventurar em novos mares ele escolheu os 4 para o acompanhar na jornada.

    Encantados com a ideia por trás da RD, eles se juntaram ao Eric nesse novo empreendimento sem nem pensar duas vezes. O começo do negócio foi turbulento, mas os empreendedores nunca deixaram de acreditar e não mediam esforços para dar forma ao negócio.

    • Uma dor sentida na pele

    Em 2005, quando Eric fundou a Praesto, sofreu na pele com as dificuldades de promover o negócio devido aos altos custos e ineficiências do marketing tradicional. Cansado dessa realidade, ele começou a se capacitar e procurar formas inovadoras e inteligentes de anunciar seus produtos. Nessa procura, ele descobriu as técnicas de inbound marketing para promover sua empresa na web e percebeu o tamanho da oportunidade de auxiliar empresas a reinventarem suas estratégias de marketing.

    Nada como sentir na pele e continuar empreendendo para resolver uma dor que também atormentava muitos outros empreendedores.

    • Por trás da máquina de vendas

    Para conseguir ajudar empresas a acelerarem sua vendas, a Resultados Digitais desenvolveu um software robusto que permite que pequenas e médias empresas gerenciem em uma única plataforma todas as suas atividades essenciais de execução e automação de uma estratégia de Marketing Online. O RD Station é uma solução simples e intuitiva, e se você empreendedor está sentindo essas dores… é só dar uma olhada na plataforma aqui. Além disso, a empresa tem iniciativas como uma série de conteúdos gratuitos, bem como o maior evento de marketing digital da américa latina, o RD Summit (realizado daqui a 3 meses).

    A Resultados Digitais é um dos maiores cases de software as a service no Brasil, construída por empreendedores protagonistas dessa nova geração de empresas de tecnologia no país. Temos muito orgulho emde tê-los como Empreendedores Endeavor.

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    https://endeavor.org.br/historia-resultados-digitais/https://endeavor.org.br/?p=18943Fri, 05 Aug 2016 22:05:58 +0000Marketing digital acessível a todos: conheça a história da Resultados DigitaisSe no passado chegar ao seu cliente e conquistá-lo era difícil, nos dias de hoje essa tarefa é um verdadeiro desafio. Conheça a história da empresa que está ajudando empreendedores a vencerem essa batalha. Vender é sempre um desafio. Não importa se sua empresa quer anunciar um serviço ou produto, saber com quem falar e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 10 Aug 2016 18:38:37 +0000Endeavor BrasilMarketing digital acessível a todos: conheça a história da Resultados DigitaisMarketing digital acessível a todos: conheça a história da Resultados Digitais
    Já pensou em criar uma startup dentro de outra startup?Já imaginou abrir um novo negócio dentro da sua própria empresa? A cooperação entre empreendedores está criando grandes oportunidades de inovação.

    Se empreender no Brasil já é um grande desafio, imagina abrir uma startup dentro de outra. Isso mesmo, você não leu errado, estou falando sobre criar um novo negócio dentro da empresa que você ajudou ou até mesmo fundou. A ideia pode parecer um pouco louca no começo, mas ela é uma tendência e está ganhando cada vez mais visibilidade. Na verdade, o Viva Decora surgiu exatamente assim.

    Se essa foi uma boa estratégia, ainda não posso dizer, mas sem dúvida alguma essa nova experiência me fez repensar muitos conceitos. Por mais que o Viva Real tenha crescido muito nesses últimos 7, empregando mais de 500 pessoas, a empresa procura manter a cultura de inovação de uma startup. Essa foi uma das razões que me levaram a fundar o Viva Decora sem sair da empresa.

    Leia também: Os 4 erros que afastam a inovação da sua empresa

    Enquanto o VivaReal ajuda mensalmente milhões de pessoas a encontrar o imóvel ideal para as suas necessidades, o Viva Decora se dedica a transformar o imóvel que elas encontraram na casa dos seus sonhos. Por entender que lidamos com o mesmo consumidor em momentos diferentes, fez sentido começar a nova empresa dentro do negócio principal.

    E não é só criando novos negócios que as startups podem se desenvolver dentro de uma organização. Você já ouviu falar sobre corporate venture? A ideia de acolher e ajudar no desenvolvimento de novos negócios traz imensos benefícios para qualquer empresas e, quando existe uma boa troca de experiências, essa startup pode até mesmo se juntar ao negócio que a acolheu. No caso do Viva Decora, isso nos trouxe vários benefícios:

    1. Estrutura física

    Criar um escritório com poucos recursos é fonte de inúmeras distrações para o empreendedor. Nos primeiros anos do VivaReal, fiz todos os improvisos possíveis com a nossa equipe, o que gerava desconforto e perda de tempo. Por isso, ter acesso a um edifício em funcionamento permite que a equipe tenha mais conforto para trabalhar e foque nas atividades do negócio, sem distrações.

    2. Apoio de especialistas

    Nossa startup tem o apoio de equipes como financeiro, administrativo, TI, jurídico e RH. No lugar de improvisar com uma ou duas pessoas cuidando de todas essas responsabilidades, podemos contar com profissionais especializados em cada uma das áreas. O nível de qualidade é bastante superior ao que teríamos se realizássemos essas atividades sozinhos.

    3. Investimento inicial

    O processo de captação de recursos é desgastante e consome grande parte do tempo do CEO de uma startup. O Viva Decora teve investimento do grupo VivaReal em seus 2 primeiros anos, o que tem permitido que o negócio se desenvolva, cresça de forma acelerada e ganhe musculatura. Tudo isso vai nos permitir captar recursos no momento correto e, enquanto essa hora não chega, os empreendedores podem suar seu tempo para apoiar a equipe e focar na entrega de resultados.

    4. Foco no que importa

    Ao remover as distrações com a estrutura do negócio, hoje 100% da equipe se concentra no core business da nova empresa, focando exclusivamente no crescimento e no sucesso do produto e do negócio. Por mais que uma empresa  esteja dentro de outra e compartilhe muitos recursos, é importante criar algumas áreas independentes, como marketing, novos negócios, operações, produto e engenharia. Ter um time dedicado a isso garante que o produto seja prioridade e esteja sempre alinhado com as expectativas e experiência do usuário. E, claro, isso também nos permite ter grande agilidade e flexibilidade para nos adaptar ao mercado.

    5. Know how do fundador

    No novo negócio, utilizo diariamente o know how que adquiri na criação do VivaReal e agora posso seguir por alguns caminhos que já se provaram certos. Quando falamos de corporate venture, as startups também podem aprender muito com a rotina da empresa e conhecimento dos seus fundadores. Grandes empresas, às vezes, encontram dificuldade em inovar e essas startups podem ajudá-las a abrir os olhos para muitas oportunidades. Em outras palavras, a troca de experiências agrega muito para ambos os lados.

    6. Colaboração entre setores

    Apesar de cada empresa ter um mercado B2B diferente para explorar, existem muitas boas práticas que podem ser replicadas. Um exemplo é o compartilhamento de novas táticas de marketing e a aplicação de tecnologias específicas no produto.

    Mas, claro, como toda decisão, existem sempre pontos de atenção. Apesar de trazer muitas vantagens, a criação de uma startup dentro de outra empresa também tem seus riscos. Esses foram alguns dos desafios que encontramos:

    # Necessidade de recursos

    À medida em que a nova startup cresce e se desenvolve, a necessidade de recursos para acelerar o crescimento aumenta. Em determinado momento, é preciso decidir se a “empresa mãe” estará disposta a financiar essa etapa de crescimento acelerado, considerando a sinergia com o negócio principal, ou se o caminho é o spin-off.

    Aqui o risco é o novo negócio não contar com recursos suficientes para crescer de forma acelerada a longo prazo. Por mais que esse seja um cartão amarelo que merece atenção, esse desafio é inerente a todas as startups, em especial para as que são criadas de forma independente.

    # Senso de urgência

    O apoio de especialistas é uma grande vantagem, mas, em alguns momentos, precisamos ter paciência para nos adequar aos processos e prazos mais estruturados. Não dá, por exemplo, para contratar alguém “para ontem” ou para assinar contratos sem passar pelo jurídico. Mas, se pararmos para analisar, no final das contas o benefício recebido compensa a espera, já que a alternativa seria o improviso.

    # Flexibilidade

    É da natureza da startup a quebra de regras e procedimentos. Por isso, é preciso que haja concessões dos dois lados. Um exemplo disso no Viva Decora foram as mudanças que realizamos no fluxo de novas contratações. Para acelerar o processo, também buscamos e selecionamos candidatos por conta própria, que passam depois pelo crivo do RH. A inversão do processo seletivo nos trouxe agilidade e manteve a qualidade, mas para isso foi necessário adaptar o fluxo existente.

    # Apetite para o risco e paciência

    Para que esse modelo funcione, é preciso que a empresa tenha em seu DNA a disposição para assumir riscos, reinventar seu mercado e apostar na inovação. Também é necessário pensar a longo prazo, já que o novo negócio precisará de tempo para se consolidar e trazer resultados financeiros.

    Depois de empreender por 5 anos no negócio principal e 2 anos na nova startup, percebo que não existe uma fórmula certa para a criação de uma empresa.

    O formato “startup dentro da startup” deve ser estudado com cautela. Existem muitos fatores a serem analisados, como o potencial do mercado, o modelo de negócio, a disponibilidade de recursos e a sinergia entre as empresas. O fato é que, como fundador, tenho aprendido muito ao construir um novo negócio, sem me desligar por completo da empresa que ajudei a criar.

    Tento manter vivos a chama empreendedora e o espírito inconformado, tanto em mim quanto nas pessoas que trabalham comigo. Existem contrapartidas importantes para os benefícios recebidos, mas na minha experiência os pontos positivos superaram muito os negativos.

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    https://endeavor.org.br/startup-dentro-startup/https://endeavor.org.br/?p=18952Fri, 05 Aug 2016 00:33:10 +0000Já pensou em criar uma startup dentro de outra startup?Já imaginou abrir um novo negócio dentro da sua própria empresa? A cooperação entre empreendedores está criando grandes oportunidades de inovação. Se empreender no Brasil já é um grande desafio, imagina abrir uma startup dentro de outra. Isso mesmo, você não leu errado, estou falando sobre criar um novo negócio dentro da empresa que você ajudou ...Endeavor BrasilDiego SimonThu, 04 Aug 2016 21:33:10 +0000Diego SimonJá pensou em criar uma startup dentro de outra startup?Já pensou em criar uma startup dentro de outra startup?
    Um pitch irresistível: o que você falaria se tivesse 1 minuto com Bill Gates?Quantas vezes você já não viu empresas fecharem suas portas por falta de clientes?

    Conquistar a atenção dos outros é um grande desafio na vida de qualquer empreendedor. O assunto é tão recorrente que rendeu até mesmo o capítulo de um livroe é o tema de muitas conversas com empreendedores que querem criar uma máquina de vendas, mas não sabem por onde começar.

    Para atingir nossos objetivos, seja uma venda ou aprovação de um projeto é preciso lembrar que "a primeira impressão é a que fica". Em outras palavras, a qualidade da sua apresentação inicial é que vai determinar sua oportunidade de continuar ou não seu processo. É por isso que você deve dar uma atenção mais do que especial para a elaboração do seu pitch.

    Uma boa apresentação é capaz de despertar o interesse da outra parte na sua proposta e fazer sua empresa decolar. Muitos empreendedores acham que essa é uma tarefa simples, mas não é bem assim. Por mais que fazer um breve discurso de 2 a 5 minutos soe como trivial, a realidade é bem diferente.

    Você tem poucos minutos para resumir um conjunto de ideias, destacando apenas aquilo que vai chamar a atenção da pessoa que te ouve.

    Você já ouviu falar no “elevator pitch”? Essa é uma ótima forma de perceber que a tarefa precisa de dedicação e trabalho. Pense que você está em uma empresa e pega o elevador com Bill Gates. Depois de alguns segundos de surpresa, você vê que aquela é a sua chance de convencê-lo a dar um espaço em sua agenda para conhecer melhor seu negócio apresentar seu negócio e provar o quanto ele é bom e disruptivo. Você tem 1 minuto para resumir todos os motivos pelos quais ele deveria te dar um horário em sua agenda. E aí, o que você falaria?

    Por mais que tenhamos todo um discurso preparado em nossas mentes, em algumas situações as palavras parecem desaparecer. Uma boa tática é sempre começar entendendo qual o interesse do espectador no que você pretende apresentar e focar nesse aspecto; nunca faça o inverso, ou seja, nada de falar apenas o que é interessante para você e sua empresa. Por exemplo, imagine que você precisa de um investidor. Você consegue marcar uma reunião com uma ótima empresa e começa dizendo que precisa do capital para crescer seu negócio, contratar pessoas, etc. Por mais que isso seja verdade, provavelmente os investidores não estão tão interessados nisso e você pode ter perdido a atenção deles.

    Leia também: 4 ingredientes para montar seu pitch de vendas

    Agora, se nessa mesma situação, você começar falando sobre o potencial de retorno que a empresa pode ter com o seu negócio, destacando itens que demonstrem isso, como a sua inovação, o potencial do mercado e a oportunidade, as chances de um diálogo são bem maiores. Por isso, a preparação de um Pitch é tão importante. Nunca chegue em uma reunião achando que as palavras vão, magicamente, surgir em sua mente.

    O segundo ponto que você deve se preocupar são quais os principais pontos da sua proposta serão destacados e quais você deve deixar para uma segunda conversa. Aqui vai uma dica: foque no "que" e não no "como". Você não precisa contar todos os detalhes ou provar o que está dizendo, se a sua proposta interessar para a outra parte, ele mesmo vai pedir mais informações e a conversa vai avançar. Lembre-se que qualidade é mais importante que quantidade para um bom Pitch, mas isso não significa que você não deva estar preparado para as questões futuras. Mesmo em um primeiro contato, tenha sempre toda informação que irá precisar em mãos.

    Leia também: 7 elementos que não podem faltar no seu pitch para investidores

    A terceira dica é se preparar não só o seu Pitch, mas também para as questões essenciais que você deve trazer para seu espectador. Essa é a hora em que você avalia se a sua proposta tem sinergia com os interesses dele e o quanto ele domina o assunto que você irá abordar. Isso é muito importante para que você ou sua empresa não corram o risco de fazer uma apresentação muito "básica" nem muito "técnica". Assim, perguntas do tipo “Você tem interesse em ...” e "O que você conhece sobre ...” são essenciais para começar uma conversa bem preparada ou até te direcionar para outro caminho, como solicitar uma indicação de um terceiro, se perceber que não é o espectador certo para sua proposta.

    Claro, a elaboração de um bom pitch pode passar por muitos outros passos, tudo vai depender de com quem você fala e quais são as suas intenções. Não é possível detalhar todo processo para elaborar um Pitch de sucesso em um só artigo, mas existem ótimos conteúdos que podem te ajudar nessa jornada. Lembre-se sempre: prática leva  a perfeição.

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    https://endeavor.org.br/como-fazer-pitch-irresistivel/https://endeavor.org.br/?p=18893Thu, 04 Aug 2016 23:17:31 +0000Um pitch irresistível: o que você falaria se tivesse 1 minuto com Bill Gates?Quantas vezes você já não viu empresas fecharem suas portas por falta de clientes? Conquistar a atenção dos outros é um grande desafio na vida de qualquer empreendedor. O assunto é tão recorrente que rendeu até mesmo o capítulo de um livroe é o tema de muitas conversas com empreendedores que querem criar uma máquina ...Endeavor BrasilCassio SpinaThu, 04 Aug 2016 20:17:31 +0000Cassio SpinaUm pitch irresistível: o que você falaria se tivesse 1 minuto com Bill Gates?Um pitch irresistível: o que você falaria se tivesse 1 minuto com Bill Gates?
    Do Rio para os EUA: como internacionalizamos o Spoleto

    Levar a empresa para fora do Brasil é o sonho de muitos empreendedores. Veja o que aprendemos com a internacionalização do Spoleto.

    Quando eu e o Mario fundamos o Spoleto, a gente já tinha o sonho de criar uma marca. Mais que isso, nós sabíamos que tínhamos em mãos uma experiência que poderia ir para fora do Brasil, e como ninguém é melhor que ninguém, se as marcas de fora podem vir para cá, por que não podemos levar a nossa para lá? Nós conseguimos sentir isso quando lançamos os nossos primeiros restaurantes, em 1999, no Rio de Janeiro, e as pessoas perguntavam se era uma franquia de São Paulo. O que já era um bom sinal.

    Já em 2000, estávamos registrando a nossa marca no mercado americano, mesmo ainda com uma situação financeira muito delicada e com só 6 unidades. Mas só começamos as operações nos EUA em agosto de 2013 e só abrimos o primeiro restaurante em março de 2015. Mas não vamos pular etapas, ainda tem muitos muitos capítulos até o final dessa história.

    • O começo de tudo

    Volta a fita. Em 2004, recebemos um grupo de estudantes do MIT, participantes do programa G-Lab, que iriam nos ajudar a criar um plano de internacionalização para o Spoleto. Mas não foi isso que aconteceu.

    Quando o pessoal começou a conhecer a empresa mais a fundo e a conversar com o nosso pessoal, eles apontaram que ainda tínhamos muitas oportunidades para explorar antes de começar a internacionalização. Naquela época, nós nem tínhamos um diretor financeiro e a nossa estrutura ainda era confusa. Então, em vez de ganhar um plano de internacionalização, conseguimos um plano para montar uma estrutura mais eficiente para a empresa.

    Leia também: Eficiência: a energia que move sua empresa

    Foi também no fim 2004 que fechamos um acordo com os franqueados da Domino’s no Brasil. Eles eram a maior empresa de foodservice do México, mas aqui estavam indo muito mal. Por isso Federico, diretor da operação da Domino’s no Brasil, nos ofereceu um deal: eu e o Mário seríamos sócios da Domino’s no Brasil e, em contrapartida, eles levariam o Spoleto para o México. Isso foi muito importante para a gente.

    Na verdade, foi a primeira experiência que tivemos com mercado estrangeiro. Foi um verdadeiro ensaio da internacionalização e tivemos o primeiro contato com uma grande empresa que já operava várias marcas. Foi um grande aprendizado. E aprendemos muito por ver também como era o lado de ser franqueado e pertencer a uma rede na época com 7.000 pontos em muitos países e 46 anos de vida.

    • Crescendo e aprendendo

    Durante os anos seguintes, até 2007, nós continuamos recebendo aqueles grupos de alunos do MIT e conseguimos estruturar um plano com muito mais consistência. A gente começou a mapear as marcas que cresciam, novas tendências e até mesmo temas relacionados a marketing. E tudo isso nos ajudou a fortalecer a nossa operação. Em 2007, a gente contratou o All Badoc. Ele era membro do conselho do Chipotle. Não sei se vocês já ouviram falar da marca, mas, na época, eles tinham mais de mil lojas próprias só nos Estados Unidos.

    Bem, ele pegou todos os nossos estudos, juntou com o conhecimento dele e preparou, junto com a gente, um plano para o Spoleto entrar nos Estados Unidos. Quando a gente vai para fora, às vezes esquecemos de pensar em coisas básicas, como: onde vai ter um bom fuso-horário em relação ao Brasil? O mercado em que quero entrar tem uma boa aceitação de marcas de fora e de comida saudável ? Como funciona o imposto, pontos, suprimentos e logística? E a mais importante de todas: qual seu público alvo, o americano ou o brasileiro?

    Isso é essencial, porque, se você não entende o seu público, fica impossível fazer um produto ou serviço que atenda às expectativas dele.

    Quando você quer internacionalizar, você tem que ter consciência de que estará lidando com pessoas e culturas totalmente diferentes das suas.

    E se esse país é os USA isso passa para outro patamar em função do tamanho do mercado e, consequentemente, concorrentes muito fortes. Nós tínhamos tanta certeza disso que sabíamos que, quando fôssemos para lá, ou eu ou o Mário teríamos que mudar para os Estados Unidos e ver toda a operação de perto.

    Leia também: Fazendo negócios nos EUA: lições de um empreendedor de primeira viagem

    Em 2012, John Velásquez, que na época era nosso consultor da Domino's no Brasil, disse que o momento de entrar nos USA era aquele e que ele seria nosso sócio e CEO lá. Isso fez toda diferença, pois ele não só já tinha trabalhado com a gente ombro a ombro, quando encontramos o modelo da Domino's para o Brasil, como entendia e compartilhava da nossa cultura. Nós já havíamos passado por muitas coisas juntos. Então, no meio de 2013, fechamos o acordo com ele. Ter uma pessoa que seja local e conheça intimamente a sua empresa e cultura faz diferença ecom isso não precisávamos nos mudar para os USA.

    • Quando o sonho virou realidade

    Quando a ficha caiu de que isso realmente seria realidade, eu e o Mário paramos e pensamos: estamos indo para o maior mercado do mundo, temos que estar abertos a mudar tudo sem perdermos a nossa essência. E foi com esse pensamento que decidimos contratar as melhores pessoas que nosso conhecimento e dinheiro podia pagar, desde o arquiteto e agências de branding até os consultores de culinária. Estar aberto a começar de novo e investir em pessoas daquele país é essencial. Afinal, são eles que vão te ajudar na construção desse novo modelo de negócio e nos fazer entender ainda mais a cultura local.

    Outra coisa para ter em mente é entender que tudo é aprendizado. Normalmente, a primeira loja vai demorar e sair mais caro do que o planejado. E, no nosso caso, como era um modelo novo de negócio, uma evolução da nossa experiência de marca, tivemos de aprender e gerir esse novo modelo. Fomos melhorando mês a mês, mas quando abrimos o segundo restaurante, em julho de 2015, a qualidade do nosso serviço piorou e os números caíram. Isso soou como um alerta em nossas mentes e colocamos o pé no freio.

    Paramos todos os planos futuros de aberturas até que tivéssemos certeza que o nosso modelo de negócio estava funcionado.

    E disso nós tiramos uma lição muito preciosa: tudo ao seu tempo. Muitos empreendedores, quando decidem levar a marca para fora, fecham o compromisso de fazer X lojas em X anos. Daí começam a abrir loja atrás de loja, acreditando que no tempo vão conseguir ter o negócio na mão, mas só fica mais difícil. E isso dificulta ainda mais o que já é difícil, que é qualquer internacionalização. Conseguimos em 8 meses chegar a 80% do modelo de negócio, dentro do qual trouxemos a nossa causa, a democratização da culinária, para a maneira de como operamos nossos restaurantes. Melhorando a qualidade de nossos produtos e serviços e diminuindo os custos de pessoal e custo de mercadoria. Isso tudo nos deu a coragem necessária para abrirmos o terceiro restaurante em junho de 2016 e ainda já se preparar para abrir em outras cidades.

    Devemos fechar o ano de 2016 com 6 restaurantes em 3 cidades. Não existe fórmula certa para empreender, principalmente em mercados fora do país. Vai ter sempre muitos erros e acertos. Ainda estamos no início, mas acreditamos estar no caminho certo, logo alguns aprendizados que tivemos são:

    1. Antes de internacionalizar, tenha certeza de que aproveitou muitas das possibilidades no Brasil. Explorar essas oportunidades vai fazer muita diferença tanto financeiramente como também na aquisição de experiência. Internacionalização é sempre um projeto de longo prazo, com muito foco e muito investimento;

    2. Ter uma boa história para contar te abre muitas portas, seja na negociação de preços mais competitivos no suprimento, como na hora de buscar os parceiros certos dessa jornada, como investidores;

    3. A qualidade do produto ou serviço tem que ser igual em qualquer lugar do mundo. Não adianta você melhorar quando vai sair do Brasil e depois não buscar o mesmo padrão em todos mercados, principalmente no Brasil;

    4. Conheça o ambiente de negócios em que você está entrando. É muito difícil conseguir crédito? Preciso de algo específico para abrir a minha empresa aqui? Quais os principais players e tendências do mercado? Qual é o capital de giro que vamos precisar até conseguir colocar a operação no azul? ;

    5. Se você quer uma empresa para americanos, contrate pessoas americanas para o estratégico e operacional. O mesmo vale para outros locais e nacionalidades.

    No final de tudo, só posso dizer que é muito bom pensar em sair do Brasil, pensar que não existem fronteiras para o seu negócio, mesmo ainda em um tamanho pequeno de empresa como foi com a gente. Isso fortalece a cultura da organização. Conseguimos atrair pessoas melhores que vão, no futuro, realizar o sonho junto com você.

    Construir uma marca exige muita dedicação, foco nos valores e em todos os detalhes. Muito foco. É fácil acabar perdendo o seu objetivo em meio a tantas atividades novas que começam a pipocar. É preciso acreditar e persistir. Afinal, mesmo que tudo dê errado, os aprendizados que você ganha são impagáveis e são eles que vão melhorar, com certeza, suas operações aqui no Brasil.

    Em 2 ou 3 anos podemos ter mais histórias e aprendizados para dividir, até lá, o que tenho a dizer é: levem suas marcas para fora do Brasil !

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    https://endeavor.org.br/como-internacionalizar-empresa-spoleto/https://endeavor.org.br/?p=18942Thu, 04 Aug 2016 19:58:05 +0000Do Rio para os EUA: como internacionalizamos o SpoletoOferecimento: Levar a empresa para fora do Brasil é o sonho de muitos empreendedores. Veja o que aprendemos com a internacionalização do Spoleto. Quando eu e o Mario fundamos o Spoleto, a gente já tinha o sonho de criar uma marca. Mais que isso, nós sabíamos que tínhamos em mãos uma experiência que poderia ir ...Endeavor BrasilEduardo OurivioTue, 23 Aug 2016 18:37:35 +0000Eduardo OurivioDo Rio para os EUA: como internacionalizamos o SpoletoDo Rio para os EUA: como internacionalizamos o Spoleto
    Manny Stul: o empreendedor que desafiou a Lego e MattelEmpresário recebeu o Prêmio Empreendedor Global do Ano da EY, mas, até chegar lá, sua história foi repleta de aprendizados e desafios.

    Manny Stul é filho de poloneses e nasceu na Alemanha, em um campo de refugiados da guerra. Quando tinha apenas sete meses de idade, sua família emigrou para a Austrália. Ninguém ali falava inglês, mas seu pai logo arranjou uma ocupação como marceneiro. Depois de sete anos de trabalho, puderam se mudar de um abrigo para uma casa compartilhada, e então para uma casa só deles.

    “Se hoje estou aqui celebrando essa grande conquista, é graças às lições que aprendi com as minhas origens”. Um desses aprendizados, ele diz, é uma forte ética profissional que o guiou por toda a sua trajetória. Mas que conquista ele estava celebrando, você pergunta? A gente conta: o EY World Entrepreneur Of The Year (Prêmio Empreendedor Global do Ano da EY).

    Realizado em Mônaco, o Prêmio reuniu neste ano empresários de 60 países. O representante brasileiro na final foi Roberto Medina, criador e idealizador do Rock in Rio, e que foi eleito Empreendedor do Ano no Brasil em dezembro de 2015. O homenageado em escala global de 2016, no entanto, representava a Austrália pela primeira vez.

    •  Vocação empreendedora

    Manny Stul foi um tanto rebelde na escola. Deixou o ensino médio aos 15 anos para trabalhar como caixa de banco até perceber uma oportunidade no setor de presentes. Faltavam-lhe recursos para abrir um negócio próprio, naturalmente, e ele então decidiu trabalhar em um canteiro de obras para juntar dinheiro. Foi uma rápida e dura transição para a vida adulta. Seus colegas gastavam todo o dinheiro em bebida e ele caiu na mesma armadilha, durante as primeiras semanas.

    Não demorou até redirecionar seu foco. Alguns anos depois, Manny deparou-se com um conjunto escandinavo de talheres que fez seus olhos brilharem. Tinha um design simples, que o fez prestar mais atenção na região. Tanto que, dez anos depois, quando finalmente conseguiu fundar sua empresa no setor de presentes, começou importando da Escandinávia. Não só isso. Ele a batizou de Skansen, em homenagem a uma área histórica da capital sueca.

    Manny diz que empreender em uma cidade relativamente isolada do resto do mundo (Perth) o incentivou a ser muito inovador, principalmente em produto e distribuição. Essa habilidade, inclusive, o sustentou durante uma grave recessão, nos anos 70, na qual ele inventou os mais estranhos sucessos de venda – um “cotonete de umbigo para o homem que já tem tudo”, por exemplo. A Skansen chegou a faturar AUS$ 20 milhões anualmente, até ser vendida em meados dos anos 90.

    •  Brincadeira perigosa

    Semi-aposentado e recém-regresso de uma jornada espiritual na Índia, Manny buscava novos negócios para se aventurar. O mundo ainda não havia entrado no novo milênio quando o empresário decidiu ir a Israel para conhecer tecnologias em que não ouvíamos falar até pouco tempo atrás, como painéis solares e impressão 3D. “Eu estava considerando seriamente me envolver com aquilo, mas recebi uma ligação sobre uma empresa de brinquedos australiana e me perguntaram se não gostaria de investir. Então eu disse ‘claro, me envie os detalhes’”, contou à Australian Financial Review.

    Chegaram até ele umas 400 páginas “de detalhes” no fax do hotel. Manny, seu cunhado e outro investidor gostaram do que leram e compraram a Moose Toys de seus fundadores. A ideia era que Manny não se envolvesse na operação, mas o combinado não durou nada. Ele assumiu a presidência e revolucionou a empresa, a equipe, a cultura e os processos em aproximadamente cinco anos de trabalho duro. Ao final deste período, o faturamento foi multiplicado por dez.

    Mas eis que a Moose Toys entra em uma crise global. Um componente químico usado em um dos produtos foi substituído pela fábrica chinesa, sem o conhecimento do empreendedor, por um ingrediente que, misturado com saliva ou água, tinha efeito de um entorpecente. Casos eclodiram pelo mundo e foi necessário um recall urgente de mais de 40 milhões de produtos para que não houvesse ameaça à saúde de nenhuma outra criança.

    •  Manny temeu que fosse o fim, mas ignorou qualquer conselho de declarar falência

    Para dar conta de indenizações e recuperar a reputação do negócio, o controle da Moose teria que fazer um acordo com 34 credores. Qualquer um que não concordasse com a estratégia arruinaria o plano de coloca-la de volta no jogo. Reconquistar a confiança de todos os distribuidores também requereria muita humildade e transparência. Por dez dias ininterruptos, Manny dedicou-se à leva de negociações em Hong Kong. Também precisou dar garantias pessoais a autoridades da saúde – como a responsabilidade sobre processos criminais se algum caso se repetisse  – para assegurar que os produtos poderiam ser relançados no mercado. E o mais interessante? Tudo isso sem demitir ninguém.

     Ele atribui seus êxitos a quatro pontos fundamentais:

    • Um desejo de assumir riscos;
    • Um compromisso inabalável com integridade e honestidade;
    • A criação de uma cultura de inovação e criatividade com as equipes; e
    • O fato de apreciar o que faz todos os dias.

    Hoje, a Moose Toys é a quarta maior empresa de brinquedos em volume de vendas tanto nos Estados Unidos quanto na Austrália, atrás somente de gigantes como Mattel, Hasbro e Lego, segundo a Associação da Indústria do Brinquedo dos EUA.  Dessa história, Manny só comprovou o que aprendeu com o exemplo seus pais: “A necessidade é uma ótima professora. É ela que nos ensina, em grande parte do tempo, como alcançar nossos objetivos e qual o próximo passo a ser dado. Então, se eu tivesse de dar um conselho seria esse: prestem atenção aos momentos difíceis; neles é que se encontram as chaves para o sucesso”.

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    https://endeavor.org.br/manny-stul/https://endeavor.org.br/?p=18752Wed, 03 Aug 2016 16:19:18 +0000Manny Stul: o empreendedor que desafiou a Lego e MattelEmpresário recebeu o Prêmio Empreendedor Global do Ano da EY, mas, até chegar lá, sua história foi repleta de aprendizados e desafios. Manny Stul é filho de poloneses e nasceu na Alemanha, em um campo de refugiados da guerra. Quando tinha apenas sete meses de idade, sua família emigrou para a Austrália. Ninguém ali falava ...Endeavor BrasilEYWed, 03 Aug 2016 13:19:18 +0000EYManny Stul: o empreendedor que desafiou a Lego e MattelManny Stul: o empreendedor que desafiou a Lego e Mattel
    “Se um negócio não é acessível a todos, ele não é revolucionário o bastante”: a história da TrocafoneGuillermo Freire e Guillermo Arslanian tem mais em comum do que apenas o nome. Os empreendedores se uniram para mudar a realidade de milhares de pessoas.

    Enquanto muitos brasileiros estavam focados na tela da TV durante a Copa do Mundo, Guillermo Freire e Guillermo Arslanian quebravam a cabeça pensando em maneiras de levantar dinheiro para terminar seu MVP. Em meio às vuvuzelas e rostos pintados, os amigos tiveram uma ideia: vender seus ingressos da Copa e alugar seu apartamento durante o evento. E se você acha que durante esse tempo eles ficaram em algum hotel, errou. Durante alguns meses, a dupla morou no seu espaço de coworking.

    Por mais louca que a ideia possa parecer, ela deu ótimos resultados e os empreendedores conseguiram não só finalizar o MVP como também colocar, ainda em 2014, a Trocafone de pé. E o que a empresa faz? Sabe aquele seu celular ou aparelho eletrônico que já está juntando poeira, mas você não joga fora porque ele ainda funciona? A Trocafone compra, conserta e vende smartphones e tablets seminovos com a garantia que funcionem como aparelhos novos.

    Em outras palavras, ela dá uma nova vida ao consumo de eletrônicos perfeitamente úteis e valiosos que não são mais utilizados. Mas, antes de contar um pouco sobre a empresa, é preciso entender a história que está por trás da ideia:

    • DNA empreendedor

    Freire tinha uma carreira corporativa brilhante, mas ele não poderia escapar de sua predisposição genética para o empreendedorismo. Inspirado por seu pai, um cirurgião de renome, e seu irmão mais velho, Andy Freire, um empreendedor de tecnologia e um dos primeiros empreendedores selecionados pela Endeavor, Guillermo estava predestinado a começar seu próprio negócio.

    Do outro lado da história, Arslanian, bacharel em engenharia industrial pelo Buenos Aires Institute of Technology, tinha sido gerente de planejamento estratégico da LAN Airlines. Em busca de oportunidades para criar seu próprio negócio, ele conheceu a Quasar, um grupo de empreendedores que reúne profissionais interessados em empreender e dá todo o apoio para criação e desenvolvimento de startups. E é aí que a história dos nossos empreendedores se cruzam.

    Depois de aprovado no rigoroso processo seletivo da Quasar, Arslanian conheceu Freire e juntos começaram a testar algumas ideias.

    Não demorou muito para a dupla ver que um era complementar ao outro e que, juntos, eles poderiam sonhar grande e fazer a mudança acontecer.

    O primeiro negócio que eles tentaram emplacar foi um delivery de comida saudável, algo parecido com o ifood. A ideia acabou não dando certo, mas o futuro ainda tinha grandes planos para os Guilles.

    • Um Iphone quebrado e uma ideia

    O grande insight surgiu de uma péssima experiência de Freire ao comprar um celular usado na internet, após  ter seu iPhone roubado. Além de ter que encontrar o vendedor em um espaço público, ele não conseguiu verificar todos os aspectos do telefone na hora e, ao fim do dia, percebeu que a porta de carregamento do novo telefone não funcionava.

    Já era tarde demais para voltar atrás e, nem o vendedor, nem o site, assumiram a responsabilidade. Mas podemos dizer que, ainda assim, Freire saiu ganhando com a experiência.

    Essa péssima experiência fez com que a dupla abrisse os olhos para um grande mercado. E não é à toa que eles escolheram o Brasil para testar sua ideia. Com mais de 200 milhões de habitantes, as terras verde e amarela são o maior mercado de smartphones na América Latina. Mas, apesar disso, 75% da população ainda vive sem um smartphone por causa do alto custo de um novo dispositivo.  Cansados dessa realidade e movidos por um sonho, os argentinos se uniram para resolver esse problema.

    • A fórmula do sucesso

    Como uma espécie de Robin Hood - mas que não rouba! - da tecnologia, a Trocafone vende smartphones seminovos aos consumidores brasileiros a 60-70% do preço de varejo de um novo modelo. E como isso acontece? Com a Trocafone, varejistas podem oferecer descontos na venda de novos aparelhos, na forma de vouchers, em troca de smartphones usados. Em seguida, a empresa recolhe, conserta e revende esses dispositivos em sua loja online, oferecendo opções de financiamento e garantia de três meses.

    A Trocafone é o único player no Brasil a dominar tanto a compra como a venda no mercado de dispositivos seminovos. Em apenas 12 meses de operação, a empresa gerou mais de 60 empregos e cresce, em média, 15% ao mês em receita. O sonho grande dos empreendedores é ser líder no comércio de eletrônicos seminovos e serviços relacionados, não só no Brasil, mas também na América Latina.

    Os empreendedores da Trocafone acreditam que se um negócio não é acessível a todos, ele não é radical ou revolucionário. Esse pensamento foi o que os moveu durante todo o processo seletivo da Endeavor, por isso temos muito orgulho de apresentá-los como Empreendedores Endeavor. Se você quiser conferir esse projeto,  é só dar uma olhada em Trocafone.com.

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    https://endeavor.org.br/historia-trocafone/https://endeavor.org.br/?p=18876Tue, 02 Aug 2016 20:21:39 +0000“Se um negócio não é acessível a todos, ele não é revolucionário o bastante”: a história da TrocafoneGuillermo Freire e Guillermo Arslanian tem mais em comum do que apenas o nome. Os empreendedores se uniram para mudar a realidade de milhares de pessoas. Enquanto muitos brasileiros estavam focados na tela da TV durante a Copa do Mundo, Guillermo Freire e Guillermo Arslanian quebravam a cabeça pensando em maneiras de levantar dinheiro para ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilTue, 02 Aug 2016 18:21:04 +0000Endeavor Brasil“Se um negócio não é acessível a todos, ele não é revolucionário o bastante”: a história da Trocafone“Se um negócio não é acessível a todos, ele não é revolucionário o bastante”: a história da Trocafone
    Desentortando os pregos de um setor inteiro – a história da TecverdeA história de Caio Bonatto, Beto Justus e Lucas Maceno e o sonho de revolucionar um setor com a Tecverde.

    Como na música de Chico Buarque, as casas tradicionais no Brasil tinham apenas “tijolo com tijolo num desenho lógico”. Mas os estudantes de engenharia Caio Bonatto, Beto Justus e Lucas Maceno  pensavam em outro ritmo e queriam erguer “paredes mágicas”.

    Com ideias inovadoras e sustentáveis, eles acabaram criando a Tecverde, pioneira na construção de casas com tecnologia wood frame no Brasil. O começo foi praticamente em uma garagem -  a sala improvisada, emprestada pelo pai de Caio, tinha apenas uma mesa de cozinha, 3 cadeiras, um computador para três pessoas, uma impressora e um scanner.

    Esse era o escritório da empresa que pretendia revolucionar a construção civil, um dos setores mais conservadores do país. Ali dentro, o que fazia toda a diferença eram as mentes brilhantes de jovens empenhados em realizar um sonho grande. Mas no meio do caminho, estavam muitas noites em claro, trabalho duro, broncas homéricas de parceiros e até uma boa dose de sorte.

    Reciclando pregos nas obras do pai

    Filho de um empresário da construção civil, Caio Bonatto acompanhava o pai pelas obras: “meu primeiro brinquedo foi um balde e um martelo, ia catando pregos no chão e depois ficava em casa desentortando, colocando de novo no baldinho. Uma parte pregava na casa mesmo e a outra voltava pra obra”.

    A vida inteira Caio quis ser engenheiro civil, mas, depois do segundo ano de faculdade, sentia verdadeira aversão ao curso. Parou tudo e foi para a Nova Zelândia. Lá, passou um ano trabalhando de barman a limpador de obras e esta foi sua única experiência profissional antes de empreender: “nunca trabalhei na construtora do meu pai, participava de reuniões, discutia projetos, ia em obra, mas nada formal”.

    Na volta, retomou o curso de engenharia e teve um verdadeiro insight, que surgiu quando analisou a vivência de obra, a falta de padronização de processos, o excesso de prazos e de resíduos e a complexidade da mão de obra. Juntou tudo isso com a experiência na universidade e percebeu que poderia fazer diferente.

    Caio conta que ninguém falou “vai que dá”, mas todos falaram “faça o melhor que pode dar”. Teve três grandes inspirações. A primeira foi dentro de casa:

    “Meus pais trouxeram uma bagagem de valores e, quando você tem um negócio que tem uma causa, se não tiver valores, não consegue engajar ninguém”.

    Seu pai também tinha métodos e conseguia realizar as coisas com planejamento. Além deles, seu avô trouxe uma noção muito forte de disciplina e de nada adianta você ter um sonho grande se não tiver comprometimento em tudo que você precisa realizar para chegar lá. Por fim, Ayrton Senna foi um ídolo desde a infância e representou uma inspiração quase espiritual. “Ele tinha uma vontade implacável de ser campeão, não só de ser bom”, diz Caio.

    Inquietações compartilhadas

    Incomodado com seus pensamentos e influenciado pelo contato com as formas mais sustentáveis de construir, que conheceu na Nova Zelândia, Caio passou a conversar com os amigos na Universidade Federal do Paraná, que acabaram se tornando os sócios da Tecverde.

    Beto Justus estudava na mesma classe e já era amigo de surf e futebol. O pai de Beto também tinha uma construtora. Desde os 5 anos de idade, ia nas obras. Nunca foi aquela criança que pretende ser jogador de futebol, ainda pequeno já queria ser engenheiro. “Provavelmente trabalhar com meu pai e até tocar os negócios”, conta.  Mas logo no início do curso, os planos mudaram nas conversas sobre novas tecnologias, quando viram as casas construídas em outros países.

    Já com Lucas Maceno, o encontro foi diferente. “Eu tinha um primo chamado Caio que eu nunca tinha visto na vida”, conta Lucas. “Saí uma noite com outro amigo meu, que também era amigo dele, e a gente começou a se falar”.

    Em vez de engenheiro, quando criança, Lucas queria ser astronauta. Chegou a trocar de escolas para estudar para o ITA. Desistiu da carreira quando foi estudar no Canadá: “descobri que era muito medroso para ser astronauta”. Foi ao participar de uma palestra na empresa canadense de engenharia de tráfego e se encantou com a área que decidiu cursar engenharia civil. O convite de Caio foi motivado porque o primo era conhecido por ser muito inteligente.

    Fora o trio, Pedro Moreira estudava arquitetura, entrou na sinergia e acabou se tornando um dos sócios fundadores.  Em comum, todos tinham a mesma inquietação de descobrir novos processos construtivos. Alguns anos depois, José Márcio Fernandes, ex-diretor de motores da Volvo, ingressou na sociedade e agregou a experiência de produção industrial.

    Amigos, amigos, negócios também

    Com todo aquele amor que tinham pela construção civil, os sócios se perguntavam por que no Brasil era tão arcaico, por que ainda estavam empilhando tijolo e desperdiçando tanto material. “A gente foi estudando e a coisa foi acontecendo, como a inovação acontece mesmo. Tudo começou com uma pergunta”, relata Beto.

    No último ano de faculdade, em 2009, abriram a empresa.

    Os garotos abriram mão de carreiras promissoras e continuaram empenhados em pesquisar sistemas construtivos no mundo todo. Lucas, por exemplo, deixou um estágio duas semanas depois, calculando que em aproximadamente 3 meses o negócio já daria retorno financeiro. Demorou pelo menos 3 anos. “Eu tive que pedir dinheiro emprestado, viver à base de dormir mais cedo para não precisar jantar”.

    Além de emprestar a sala, o pai do Caio ofereceu uma ajuda de custo para os meninos. “Se não fosse isso, eu teria que ter desistido. Era o que me mantinha no final das contas, tive muita sorte nesse aspecto e tanto meus pais como a namorada tiveram muita compreensão”, conta Lucas, que, na ocasião, tinha apenas 21 anos de idade.

    Diferente dos amigos, ele não tinha referências de empreendedorismo. Até conversar com Caio, não tinha perspectiva nenhuma de ser empreendedor. Para ele, foi importante não conhecer tanto dos perigos pelo caminho.

    “A gente foi um pouco sem noção. Se fosse alguém mais calejado, talvez nem tivesse começado”.

    Apesar de ser um construtor tradicional, o pai de Beto nunca fez pressão quando o filho resolveu seguir novos caminhos, a família inteira apoiou, mas o pai foi um verdadeiro espelho, com quem ele trocou mais ideias e quem acabou incentivando a ser empreendedor.

    Beto comenta a reação dos professores quando falavam em tornar o setor mais sustentável e industrializado: “era visto como um bando de moleque louco. Sempre parecia que a gente estava fazendo algo que, se fosse dar certo, ou alguma empresa grande já teria feito ou uma empresa de fora já teria vindo pra cá fazer. Diziam que eram muitas variáveis para adaptar à cultura do brasileiro e desenvolver uma cadeia de insumos. Não tivemos nenhum apoio na universidade, cada um apoiava o outro e botava a mão na massa”.

    Quando se formaram, todos os amigos começaram a trabalhar em grandes empresas e a ganhar altos salários. Mas o sonho grande de Beto acabou se mostrando melhor que a encomenda: “o máximo que eu pensava era em ter uma empresa do porte do meu pai, em termos de volume de obra e de padrão de vida, mas isso tudo ficou secundário e a causa passou a ser muito maior”.

    Do projeto ao telhado, uma jornada de heróis

    O grupo começou estudando tecnologias no mundo todo e  os processos utilizados na Nova Zelândia,  Canadá, Estados Unidos e Alemanha.  Finalmente, o que viabilizou a transferência de tecnologia para o Brasil foi uma parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) e o Ministério da Economia do Estado alemão de Baden-Württemberg.

    Conseguir assinar esse acordo foi significativo, porque de todos que participaram do projeto, eles eram os mais jovens, nunca tinham faturado nada e eram a menor empresa. “A gente era só o CNPJ”, lembra Caio.

    Na Alemanha, conseguiram mostrar que podiam ser o piloto e trabalharam duro na adequação e transferência de tecnologia à realidade, cultura e normas brasileiras. Desenvolveram um plano de negócios, de fábrica e inovaram também no processo de compra, com um sistema onde as pessoas podiam comprar a casa pelo site, escolher um modelo, personaliza-lo e sair com um orçamento pronto. Uma verdadeira revolução no mercado. Daria certo?

    Uma fábrica de brinquedo?

    Depois de um ano de estudos, captaram os recursos financeiros com a família e amigos para montar a fábrica. Os fornecedores contribuíram com o primeiro estoque, interessados em desenvolver o mercado interno diante da crise americana que reduziu a exportação. O que faltava para começar, eles conseguiram com um recurso de R$120 mil do Prêmio PRIME da FINEP.

    Nessa época, o investimento mínimo que se falava na Alemanha para montar uma fábrica de casas era de R$ 10 a 15 milhões, mas eles conseguiram juntar apenas R$ 350 mil.

    Com recursos tão escassos, eles precisaram cortar quase tudo. Veio uma única máquina da Alemanha, subsidiada pelo fornecedor apenas para demonstrar a tecnologia. No mesmo dia da inauguração, foram avisados que chegaria uma delegação alemã para fazer o treinamento da Tecverde e dar início à produção. Passaram toda a madrugada finalizando a montagem das máquinas e, ainda sem dormir, foram buscar a delegação no aeroporto.

    Os alemães tinham acabado de visitar uma fábrica na Rússia. Caio lembra bem da conversa no caminho, em que diziam que “os russos são muito burros, amadores”. Mas Caio brinca que esse conceito de estupidez mudou quando entraram na fábrica deles: "o alemão viu a máquina mais cara que a gente tinha comprado e falou: ‘what is this?’. Bom, aquela era a máquina imponente, do nosso ponto de vista. E ele gritou ‘no, no, this is a toy! Isso é um brinquedo, é um lixo! Oh my God, meu filho de cinco anos brinca com uma dessas’, e esbravejava chutando o pé da máquina. Ele ficou desesperado, porque pensou que a nossa era melhor que a russa, mas a nossa era uma fábrica com equipamentos domésticos”.

    Para completar a história, das vinte pessoas contratadas, só cinco apareceram, porque era o “boom” da construção civil e as oportunidades estavam pipocando. Então, sem equipe e com um alemão furioso como treinador, o que eles fizeram? Começaram a trabalhar, eles mesmos, na linha de produção - sócios, mulher, namorada, irmão... Um desafio gigantesco, que enfrentaram varando madrugadas.

    Hoje, eles têm orgulho de dizer que conseguiram, com muito pouco, o que todos achavam ser impossível. Implantaram  a primeira fábrica de wood frame no Brasil e produziram  a primeira casa industrializada, não com o investimento esperado de  R$10 milhões, mas com os recursos que estavam disponíveis.

    “Não é preciso você ter um cenário ideal e as condições perfeitas para superar um desafio gigantesco. Não é preciso esperar ter todo o mercado pronto, ter todos os equipamentos, todos os recursos financeiros e humanos para começar um novo projeto, para implantar uma nova empresa, desenvolver uma inovação. É possível começar com muito pouco”, conta Caio.

    As regras fecham portas, mas a sorte mora ao lado

    Depois de montar a fábrica e produzir a primeira casa, os sócios acharam que tudo estava resolvido, mas não conseguiam vender e descobriram que o financiamento de casas com tecnologias inovadoras era proibido no Brasil. Foi quando começaram  um trabalho vital para a sobrevivência. Bateram na porta de todos os bancos, mas não conseguiram atenção.

    “Com o mercado bombando, ninguém ia parar para ouvir a conversa de uns malucos, uns piá, como a gente fala em Curitiba”, lembra Caio.

    Até que um dia, em um evento na Federação das Indústrias do Paraná, a sorte bateu na porta, ou melhor, sentou na cadeira ao lado.

    Caio começou uma conversa com o vizinho de auditório. Contando sobre a Tecverde e compartilhando seus desafios, ao final do papo, descobriu e ele era o diretor de sustentabilidade do Banco Santander, que foi praticamente coagido a marcar uma reunião na sede do banco em São Paulo.

    Na visita, a conversa com os vice-presidentes e diretores do banco, que deveria durar 5 minutos, demorou horas. O Santander comprou a briga. Conseguiram quebrar a regulamentação que proibia o financiamento e este  foi um divisor de águas. Depois disso, começaram a vender as casas com mais facilidade, conseguiram a homologação da tecnologia para baixa renda e ganharam escala quando entraram no Programa Minha Casa Minha Vida.

    Cada momento, um novo desafio

    Além de implantar um processo inovador num mercado tradicional e vencer as barreiras do financiamento, havia ainda o desafio de montar uma empresa sem conhecer nada de gestão.

    No começo, eles fizeram de tudo. Cada um passou por todas as áreas para desenvolver os setores comercial, administrativo e financeiro e fazer contatos com clientes e fornecedores. Aprenderam errando e, quando mal haviam começado a pensar em governança, se tornaram os mais novos Empreendedores Endeavor aprovados na época. Com a orientação de mentores, formaram um Conselho e o suporte inicial supriu a inexperiência em gestão.

    Mas o segredo, eles revelam, foi focar em gente e, desde o início, trazer pessoas que compartilhavam dos mesmos princípios que eles. Podia faltar experiência, mas tiveram o mérito de reconhecer que não tinham todas as competências e investiram em uma equipe complementar, de engenheiros, arquitetos e profissionais da indústria automobilística. Caio ressalta que “o equilíbrio é importante para ter um processo mais aberto à inovação, com pessoas idealistas e sonhadoras e pessoas que são referência nas suas áreas”.

    Beto diz ainda que a certeza de estar no caminho certo veio quando começaram as entregas e perceberam que estavam, de fato, levando algo melhor para a população. O impacto aumentou ainda mais quando deixaram de vender casas isoladas no modelo  B2C e passaram para as vendas B2B, com  obras em escala e um mínimo de padronização.

    Mas mudar o modelo de negócios tem seus imprevistos e Lucas lembra o susto inesperado, quando concentraram  o faturamento em poucos clientes e um deles atrasou três meses: “o cara falou 'hoje eu pago vocês’. Tínhamos a folha dos funcionários para pagar e, depois de 3 dias, não havíamos recebido ainda. Parece pouco tempo, mas dependíamos desse dinheiro”. Mesmo com tudo planejado, eles assumiram compromissos que não cumpriram e isso foi muito forte para o aprendizado empreendedor. No final das contas o cliente pagou, conseguiram colocar as contas em dia e ficou a lição.

    “Diariamente você tem essas pancadas, às vezes acontece uma dessas e você tem que ter resiliência. Você vai ganhando a casca de empreendedor”, conta Lucas.

    Planos arrojados para o futuro da Tecverde

    Enfim, 2014 foi um ano que faria aquele treinador alemão orgulhoso. Implantaram uma fábrica com padrões altíssimos em Curitiba, a mais automatizada da América Latina, com capacidade para produzir três mil casas ano. Lucas, responsável pelas montagens e pela área operacional da empresa, se orgulha das vitórias: “Me deixa muito satisfeito o que a gente vai conquistando com solidez, como passar de  uma planta inicial com 300 m² para a atual com 10.000 m²”.

    No final de 2015, a Tecverde recebeu um aporte de R$ 20 milhões de um fundo americano, que permitiu  potencializar ainda mais seu crescimento. Hoje, já foram mais de 85.000 m² construídos que deixaram de gerar 8.500 toneladas de CO2 e 14.000 toneladas de resíduos. A meta esse ano é dobrar a capacidade da fábrica e o faturamento e, em 2017, a expectativa é dobrar de novo - o que valida o sonho inicial e compensa toda a luta para tornar o setor muito mais evoluído.

    Olhando para trás, impressiona o que três "piá" e mais algumas dezenas de pessoas fizeram em tão pouco tempo. Mas Lucas não nega a sorte que foi eles terem se encontrado para embarcar nessa aventura juntos. “Minha maior admiração eram meus próprios sócios, eu via o que eles iam fazendo e me inspirava a fazer mais ainda, via as coisas acontecerem e pensava ‘com esses caras aqui, vai dar certo’. Até hoje é assim”.

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    https://endeavor.org.br/historia-tecverde-empreendedores-construcao-civil/https://endeavor.org.br/?p=18862Mon, 01 Aug 2016 02:57:05 +0000Desentortando os pregos de um setor inteiro – a história da TecverdeA história de Caio Bonatto, Beto Justus e Lucas Maceno e o sonho de revolucionar um setor com a Tecverde. Como na música de Chico Buarque, as casas tradicionais no Brasil tinham apenas “tijolo com tijolo num desenho lógico”. Mas os estudantes de engenharia Caio Bonatto, Beto Justus e Lucas Maceno  pensavam em outro ritmo e ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 04 Aug 2016 14:15:22 +0000Endeavor BrasilDesentortando os pregos de um setor inteiro – a história da TecverdeDesentortando os pregos de um setor inteiro – a história da Tecverde
    O que o Brasil perde ao não ensinar empreendedorismo nas escolasMmuitos estudantes - e possíveis empreendedores - não se veem representados naquilo que aprendem nas ecolas e universidades.

    No ano passado, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor de 201552 milhões de brasileiros entre 18 e 64 anos estiveram envolvidos na criação ou na manutenção de um negócio – quase 40% da população nessa faixa etária,

    Mesmo que sejamos um país empreendedor, esse otimismo vem acompanhado da falta de preparação para a realidade empresarial: em média, 25% das pequenas e médias empresas no Brasil fecham suas portas com apenas dois anos de atividade. Com cinco anos de operação, esse índice aumenta para mais de 50%. Isso, claro, afeta o país de diversas maneiras, desde uma situação econômica mais instável até uma piora na percepção da própria população quanto ao seu potencial.

    Existem diversas razões para a falta de capacitação dos empreendedores brasileiros, mas uma muito evidente é a falta de incentivo para abrir sua própria empresa desde cedo: já na escola, o possível empreendedor não se vê representado em nada que aprende. Veja o que a sociedade brasileira ganharia se nossas escolas ensinassem os jovens a criarem projetos inovadores:

    1. Formaríamos pessoas que são protagonistas e executam

    A capacidade de pensar em soluções é essencial para o desenvolvimento da sociedade, mas nada vai acontecer se ela não estiver aliada com outra competência: executar aquilo que ainda está apenas dentro de nossas mentes.

    Aprender a empreender é, basicamente, ser forçado a tirar sua grande ideia do papel.

    “O empreender é determinado por sua capacidade de mobilizar pessoas e recursos em prol de um objetivo – ou seja, de colocar um negócio de pé. Ele forma pessoas protagonistas que trazem autonomia e liderança”, afirma Paula Sato, gerente de projetos da aceleradora Artemisia. “Essa capacitação, no final, beneficia não apenas os alunos, mas também a sociedade – afinal, os negócios a impactam e a transformam diretamente.”

    2. Teríamos uma cultura de inovação que aprende com erros

    O benefício de começar a empreender já na escola ou na universidade é ter um ambiente seguro para errar, defende André Fleury, professor de Engenharia de Produção da Universidade de São Paulo (USP) que auxilia o Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU), feito por alunos. Ele afirma que o grande desafio de criar um negócio está nas primeiras etapas: descobrir o cliente e trabalhar seu produto ou serviço. Por isso, é preciso identificar os empreendedores, ajudá-los a desenvolver ideias, achar consumidores, refinar o que a empresa oferece e chegar até a primeira venda.

    Marcus Quintella, coordenador do MBA em empreendedorismo da FGV, diz que é fundamental a criança e o adolescente entenderem o que é risco e aprenderem a conviver com ele. Assim, eles entendem que, apesar de tudo nascer de ideias, é preciso também consolidá-las em um plano e obter a aceitação do mercado.

    Fleury complementa e diz que a parte de desenvolvimento de produto ou serviço é mais adequada ao ensino médio. O aluno consegue voltar e escolher novos caminhos sem muito risco, por ser um ambiente simulado – inclusive na hora de decidir se quer mesmo empreender. Na universidade, os alunos conseguem viabilizar esse empreendimento, inclusive financeiramente: eles terão acesso ao ecossistema empreendedor, com investidores e concorrência, por exemplo.

    3. As empresas ganhariam funcionários melhores

    Nem todos que aprenderem sobre empreendedorismo na escola terão seu próprio negócio. Mesmo assim, isso não quer dizer que as aulas serão jogadas no lixo: muitos conceitos podem ser aplicados à vida de funcionário.  Quintella afirma que esse empregado pode nem saber que é um empreendedor, mas aplica os fundamentos de um negócio aprendidos de forma interna: é o chamado ‘intraempreendedorismo.

    No fim, tudo é atividade empreendedora: toda escolha envolve planejar e conhecer riscos.

    Fleury cita algumas das competências empreendedoras que podem ser aplicadas nas organizações: o pensamento estratégico; o planejamento baseado em uma visão geral do negócio, por meio de ferramentas como o canvas; e a prototipagem de produtos e serviços da própria área onde o funcionário atua, fazendo uma aprendizagem validada. Tudo isso, claro, só aumenta a qualificação dos funcionários.

    4. Veríamos empresas e pessoas mais comprometidas e responsáveis

    Uma grande característica do empreendedorismo é trabalhar por um propósito: mesmo diante dos riscos, há uma missão tão importante a ser cumprida que faz os empreendedores largarem tudo pelo negócio – inclusive altos salários e carreiras estáveis.

    Ricardo Yogui, coordenador da pós-graduação em empreendedorismo, inovação e negócios do IBMEC-RJ conta que a consequência de trabalhar com grandes objetivos é criar a responsabilidade, desde cedo, em crianças e adolescentes. Quando você se identifica com o propósito, faz as tarefas não por ser obrigação, e sim pela satisfação futura. É diferente de um sistema escolar tradicional, que trabalha por punição e não por recompensa.

    Além de criar pessoas mais comprometidas na hora de executar tarefas, o empreendedorismo também os faz pensar como agentes transformadores na sociedade. Yogui ainda firma que o empreendedorismo já vai criando o conceito de empoderamento, moldando a consciência ambiental, econômica e social como uma coisa só - e não tendo apenas a recompensa financeira como objetivo. Isso é essencial, inclusive, para a formação do cidadão.

    A ação empreendedora pode ainda resolver gargalos no país – pensando especialmente nos que mais são prejudicados pela ineficiência: os mais pobres.

    Fleury diz que a sociedade está precisando de inovação e isso pode sair principalmente das startups. Nós precisamos de melhores serviços e processos, e essas empresas podem suprir uma parte das demandas por melhorias.

    5. Pensaríamos mais na coletividade e menos no “cada um por si”

    Outro conceito trabalhado no empreendedorismo, e que pode ser usado para toda a vida profissional, é o senso de coletividade. Todos são responsáveis pelo bem geral da organização (ou de um país), ainda que sejam especialistas em apenas uma área. Yogui afirma que no ambiente escolar, e até na graduação, costumamos trabalhar em grupo e não em equipe – cada um cuida de uma coisa e não há muito critério. Já quando você empreende, é realmente preciso pensar sobre aproveitar as melhores habilidades de cada um, com um olhar mais críticos.

    Atuar coletivamente desde cedo tem um desdobramento: ao conhecer diversas áreas, o aluno trabalha com a interdisciplinaridade e pode adquirir diversas experiências ao longo da vida escolar.

    6. Os empreendimentos brasileiros iriam sobreviver mais

    A consequência de empreendedores e funcionários mais capacitados e responsáveis é óbvia: os negócios conseguem ficar mais tempo operando, resolvendo o problema que apresentamos no começo dessa matéria.

    Quintella, da FGV, diz que ensinar o empreendedorismo melhora o nível das empresas, porque ensina a criar negócios sustentáveis e baixa a taxa de mortalidade destes. Ele ainda afirma que teremos empreendedores que não são apenas apaixonados, e sim com planejamento, com estudo de mercado e com avaliação de risco. Assim, criamos uma cultura empreendedora com fundamento.

    • Como incentivar o ensino do empreendedorismo, então?

    Alguns especialistas ressaltaram que veem algumas atividades empreendedoras nas escolas brasileiras, mas elas são poucas e muito concentradas nas escolas particulares. Para eles, ainda falta um planejamento sistêmico para incentivar o pensamento inovador. Por exemplo, a inclusão de uma matéria de empreendedorismo no currículo escolar, para instituições privadas e públicas, seria uma ótima ação. Infelizmente, isso provavelmente irá demorar.

    Quintella conta que defende uma escola que prepare o sujeito para a sociedade, para situações mais gerais da vida. O empreendedorismo deveria ser uma matéria complementar formalizada no currículo, como artes e música. As melhores escolas no Brasil já incentivam isso por meio de atividades, como simulações para abrir empresas.

    Uma sugestão de Yogui para contornar a demora legislativa é estabelecer mais pontes entre o ensino superior e a educação básica. Segundo ele , as universidades poderiam interagir mais com o ensino fundamental e médio para compartilhar seu conhecimento. Isso traz benefícios para os dois lados, e não ficaríamos tão dependentes de legislações e normas, defende o professor do Ibmec/RJ. Os alunos aprendem e as universidades podem cooptar estudantes qualificados no futuro próximo. 

    É algo que já acontece do Massahusetts Institute of Technology (MIT): o instituto oferece cursos de verão sobre os fundamentos do empreendedorismo para estudantes do ensino médio, em uma iniciativa chamada MIT Launch. Outra ação que as escolas poderiam adotar é levar estudantes para conhecerem não apenas universidades, mas aceleradoras e espaços de coworking. Assim, os alunos entram em contato com a rotina prática de um empreendedor em estágio inicial.

    A educação empreendedora ainda não é uma realidade no Brasil, mas seus benefícios são nítidos.

    Conteúdo originalmente adaptado de Exame.com

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    https://endeavor.org.br/ensinar-empreendedorismo-escola-universidade/https://endeavor.org.br/?p=18850Fri, 29 Jul 2016 17:00:52 +0000O que o Brasil perde ao não ensinar empreendedorismo nas escolasMmuitos estudantes – e possíveis empreendedores – não se veem representados naquilo que aprendem nas ecolas e universidades. No ano passado, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor de 2015, 52 milhões de brasileiros entre 18 e 64 anos estiveram envolvidos na criação ou na manutenção de um negócio – quase 40% da população nessa faixa etária, ...Endeavor BrasilExame.comFri, 29 Jul 2016 14:00:52 +0000Exame.comO que o Brasil perde ao não ensinar empreendedorismo nas escolasO que o Brasil perde ao não ensinar empreendedorismo nas escolas
    Acordo societário: a porta de saída de um casamento ruimA Usiminas é mais do que um conflito, ela é um ótimo exemplo da importância de um acordo societário.

    Se você acompanha o noticiário econômico, deve estar a par da briga entre os controladores da siderúrgica Usiminas, uma das maiores produtoras de aço do país. Se você não é muito fã de TV, acredito que pelo menos uma vez já deva ter ouvido falar no embate entre os grupos Ternium/Techint (ítalo-argentino) e Nippon Steel (japonês), que já dura mais de dois anos.

    Recapitulando os últimos desdobramentos do processo: a Nippon Steel cobra a anulação de uma reunião do Conselho, na qual o executivo Sergio Leite foi eleito como presidente da Usiminas em substituição a Rômel de Souza, indicado pelos japoneses. A Nippon alega que a eleição violou o acordo de acionistas e a Lei das S/A. A briga ficou tão feia que as ações da empresa despencaram nos últimos meses.

    O caso ainda está longe de um desfecho, mas é uma ótima oportunidade para abordarmos um assunto que diz muito a respeito do universo do empreendedorismo: a relação entre sócios.  

    • Não é conversa só para as grandes

    É normal que, ao pensar em questões societárias, você ache que o tema só diga respeito a multinacionais e grandes empresas, como a Usiminas e a varejista Saraiva.

    Acontece que um problema relacionado às sociedades pode acontecer com qualquer empresa e causar muita dor de cabeça para seus gestores e sócios.

    Se você nunca parou para pensar no assunto, essa é uma boa oportunidade para analisar as cartas que sua empresa tem na mesa. Algumas iniciativas tomadas com antecedência podem ajudar a evitar ess e tipo de conflito no futuro. A elaboração de um acordo societário é a principal delas.

    Leia também: Sócios: um impacto direto na saúde do negócio

    Afinal, como costuma dizer o advogado especializado no assunto Paulo Cezar Aragão, “se o acordo de acionistas for bem feito, vai estar empoeirado antes que você precise lê-lo de novo”.

    • Mas, afinal, o que é um acordo societário?

    Segundo o advogado Rodrigo Vella, um acordo societário é o “contrato celebrado e assinado pelos sócios de uma mesma empresa”. Diferente de memorandos de entendimento, Letters Of Intents e outros documentos, considerados pré-contratos, o acordo societário vai reger e pautar todas as relações entre os sócios.

    Paulo Cezar Aragão associa a elaboração de um acordo societário à de um testamento “que é melhor fazer enquanto você está vivo”. Por mais maluca que a frase pareça, o fato é o documento deve ser elaborado no momento em que você e seus sócios estão em bons termos, sem problemas significativos.

    É claro que ninguém inicia uma sociedade prevendo litígios no futuro, mas sempre há riscos. E quanto antes o acordo for produzido, mais fácil será evitá-los.

    Aragão faz menção, neste artigo, à espinha dorsal de um acordo, a qual deve ser composta por duas questões: quem manda na sociedade (ou como esse mando é dividido) e como se entra ou se sai dela. É a esses aspectos que você, acompanhado por seu advogado, deve se dedicar totalmente, porque são eles que vão orientar sua relação com os sócios.

    Leia também: Aprenda a fazer um bom acordo de acionistas

    Mas há também um terceiro ponto fundamental, para o caso de tudo dar errado: as formas como vocês vão solucionar as divergências. Isso também deve estar bem detalhado, para que se evite uma situação como a da Usiminas.

    • Pessimismo é para os advogados

    Sem dúvida, empreendedor tem que ser otimista. Então, assumindo que ninguém (ou quase) se casa pensando no divórcio, vamos trabalhar com um cenário positivo. Considerando que nenhum gestor quer ver a própria sociedade naufragar, e sempre de acordo com Paulo Cezar Aragão, vamos compartilhar algumas dicas indispensáveis para o sucesso societário.

  • Defina quem vai mandar em cada área
  • Essa é uma decisão que só poderá ser tomada com o consenso de todos os sócios. Se você é mais conservador e não quer se endividar excessivamente, e se seu sócio é exatamente o contrário, estabeleça um limite para que novas dívidas sejam contraídas, máquinas caras sejam compradas, uma sede própria seja construída e por aí vai. Todo mundo fazendo tudo ao mesmo tempo é uma receita que não funciona bem em lugar algum.

    2. Estabeleça a preferência na compra das ações

    Você não quer ver seu sócio vendendo ações para um concorrente que você odeie, certo? Então, lembre-se de ficar atento(a) a esta questão. Avalie também se outros acionistas terão direito a preferência em aquisições e verifique se há questões de bloqueio de venda por determinados períodos de tempo.

    3. Reflita sobre soluções menos radicais para divergências

    É perfeitamente normal que, num belo dia, você acorde e descubra que tenha sérios problemas com seu sócio. Boa parte das soluções para isso passa pelo Código Penal, mas provavelmente nenhum de vocês vai querer chegar a esses termos.

    Para evitar essa situação, uma opção é incluir, no acordo societário, algum tipo de sistema pelo qual um sócio possa comprar as ações do outro, ou vendê-las, a um preço estabelecido previamente ou definido com base em ofertas feitas por um ao outro.

    Se, no momento de estabelecer uma sociedade, você se reunir com seus sócios para definir um acordo com base nestes princípios, certamente evitará problemas no futuro e poderá acompanhar o caso Usiminas com delicioso alívio. Lembre-se: não importa o tamanho da sua empresa, um acordo entre sócios é sempre uma boa pedida.

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    https://endeavor.org.br/importancia-acordo-societario/https://endeavor.org.br/?p=18847Fri, 29 Jul 2016 16:17:10 +0000Acordo societário: a porta de saída de um casamento ruimA Usiminas é mais do que um conflito, ela é um ótimo exemplo da importância de um acordo societário. Se você acompanha o noticiário econômico, deve estar a par da briga entre os controladores da siderúrgica Usiminas, uma das maiores produtoras de aço do país. Se você não é muito fã de TV, acredito que ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 04 Aug 2016 14:17:28 +0000Endeavor BrasilAcordo societário: a porta de saída de um casamento ruimAcordo societário: a porta de saída de um casamento ruim
    Olhando para o futuro: 5 pontos que merecem atençãoAs tendências do futuro estão mais próximas do que você pode imaginar. Confira os 5 pontos que merecem atenção.

    A WGSN é uma das maiores autoridades em previsão de tendências do mundo. Já imaginou como seria saber de antemão o que vai acontecer no mercado daqui 2 anos? Com o avanço da tecnologia e análise de dados, essa realidade está ficando cada vez mais próxima e apurada.

    Na verdade, o assunto é tão relevante que foi o tema do nosso bate um papo com Paul Coxhill, CMO da WGSN. Muitos pontos foram levantados durante a conversa, mas alguns se destacaram:

    1. As tendências que ditam as regras do mercado

    Muitos empreendedores focam grande parte da sua energia em criar produtos inovadores, mas isso é apenas metade do caminho para o sucesso. O futuro do seu negócio está nas mãos dos seus colaboradores, são eles que vão ditar seu sucesso ou fracasso. Segundo nossa pesquisa que mapeia os desafios dos empreendedores, a gestão de pessoas é o que mais doi nas empresas.

    Não é para menos que uma das maiores tendências do futuro esteja ligada ao modo como as organizações lidam com seus colaboradores. Já parou para pensar no quanto a entrada da geração Y no mercado de trabalho mudou a visão de muitas empresas sobre a gestão de pessoas? Se essa geração já gerou muitas dores de cabeça, a geração Z vai trazer uma onda totalmente diferente de gestão e as empresas precisam estar preparadas.

    Leia também: 4 etapas da gestão de pessoas

    Diferentemente do que acontecia alguns anos atrás, a busca pela estabilidade financeira dos  funcionários deu lugar à procura de um ambiente de trabalho com valores e propósitos claros. As formas de remuneração mais tradicionais e promoções já não são diferenciais, o que realmente atrai os chamados “millenials” são desafios e uma sede enorme de aprendizado. O futuro será moldado a partir dessas mudanças.

    Se você quer saber outras tendências, não deixe de conferir o vídeo completo clicando aqui.

    2. Como entregar o que o consumidor espera

    É clichê, mas as melhores soluções são criadas quando o foco está no cliente e no mercado em que ele está inserido. Aqui não estamos falando apenas de análise de dados, mas sim de pegar o telefone e ligar para seus consumidores e entender a visão deles sobre seu produto ou serviço. Por maior que seja a sua empresa, é importante sempre ter uma pessoa ou área dedicada ao atendimento do cliente.

    E, claro, não podemos esquecer que essas soluções variam de lugar para lugar. Não necessariamente um produto que deu muito certo no Brasil vai ter o mesmo sucesso nos Estados Unidos. Na verdade, essa percepção muda até mesmo de cidade para cidade, quantas vezes você já não ouviu o famoso embate “biscoito ou bolacha” entre paulistas e cariocas?

    3. Como a IBM e a Google estão se preparando para as tendências do futuro

    Não é nenhuma surpresa que as tendências do mercado estejam ligadas ao meio ambiente e ao que acontece no mundo, mas a questão aqui é outra: como as grandes empresas estão se preparando para o futuro?

    A aparição do Instagram e Snapchat já fizeram com que algumas organizações quebrassem a cabeça tentando achar o modo certo de utilizar essas novas plataformas, mas agora o desafio está ainda maior. Os avanços da tecnologia estão disponibilizando, quase que diariamente, novas formas de interação do usuário com a marca, aumentando a importância de um bom atendimento.

    Leia também: A arte de encantar clientes: 5 lições que aprendemos com a Disney

    A IBM e a Google estão apostando suas fichas em uma nova forma de tecnologia, a inteligência artificial. Mais do  que entregar valor para a própria empresa, esse tipo de investimento também está sendo pensando com foco no cliente, visando melhorar seu atendimento e experiência com a marca. Claro, essa jornada ainda está nos seus primeiros passos, mas demonstra a preocupação dessas empresas em transformar essas tendências em um produto ou serviço que seja relevante para seu cliente.

    O Facebook, por exemplo, está desenvolvendo um projeto chamado “Box”, no qual as marcas poderiam atender pedidos de clientes apenas por emojis. Ou seja, se você quisesse pedir uma pizza, bastaria enviar uma mensagem com um emoji para o perfil do restaurante que o pedido já seria efetuado.

    4. Interpretando seus clientes: um mapa para o sucesso

    Lembra que falamos sobre entender seu cliente? Mais uma vez estamos aqui reforçando a importância desse relacionamento. Muitas empresas jogam fora os feedbacks que seus consumidores dão sobre um determinado produto ou serviço. Isso é um erro muito grave.

    Mais do que entender como seu cliente se sente em relação ao que sua empresa oferece, você deve entender como ele vê seu negócio como um todo.

    Às vezes, seus clientes têm uma solução para algum desafio que você nem mesmo tinha percebido. São eles que estão do outro lado e sabem, melhor do que qualquer pessoa, quais pontos devem ser melhorados e quais oportunidades sua empresa pode estar desperdiçando. Na verdade, se você der uma chance, existe uma grande possibilidade da sua empresa aprender quais desafios aquele cliente está enfrentando e adaptar suas soluções para ajudá-lo.

    5. Inovação e foco devem andar juntos

    A natureza dos empreendedores está ligada a inovação. Eles são aquelas pessoas que colocam a mão na massa e fazem a mudança acontecer. Existe um grande debate sobre como transmitir esse espírito para toda a organização essa cultura da inovação. Algumas optam por ter uma área que foque somente nisso, outras argumentam que ter uma área voltada para isso faz com que outros colaboradores não se sintam parte do processo e, por isso, não colaborem com ideias inovadoras.

    Independente de ter ou não uma área, o maior desafio dos empreendedores está em como entregar soluções inovadoras para o mercado. Muitos negócios colocam os pés pelas mãos ao gastarem grande parte do seu caixa em produtos e serviços que vão revolucionar o mercado, mas que demoram mais tempo que o esperado para serem concluídos.

    Leia também: Inovação aberta: 6 lições para gerar mais resultados

    Essa gap entre o insight e a entrega do que foi pensando é uma dor recorrente para muitos empreendedores. Sempre vão existir muitas ideias, mas a melhor solução é priorizar quais serão feitas pela sua relevância para o negócio. Por isso, nunca se esqueça: foco e inovação devem andar sempre junto.

    Saber as tendências do futuro, como as grandes empresas estão se preparando para isso e como inovar é um prato cheio. Se você quiser conferir cada assunto de forma mais aprofundada, não deixe de conferir a série completa com o Paul neste link ou clicando no play aqui embaixo. E, claro, não pense que esses pontos se aplicam apenas para grandes empresas, tudo isso pode ser adaptado para qualquer empreendimento. Vai que dá!

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    https://endeavor.org.br/tendencia-futuro-negocios/https://endeavor.org.br/?p=18829Thu, 28 Jul 2016 22:01:19 +0000Olhando para o futuro: 5 pontos que merecem atençãoAs tendências do futuro estão mais próximas do que você pode imaginar. Confira os 5 pontos que merecem atenção. A WGSN é uma das maiores autoridades em previsão de tendências do mundo. Já imaginou como seria saber de antemão o que vai acontecer no mercado daqui 2 anos? Com o avanço da tecnologia e análise ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 04 Aug 2016 14:19:04 +0000Endeavor BrasilOlhando para o futuro: 5 pontos que merecem atençãoOlhando para o futuro: 5 pontos que merecem atenção
    O bom samaritano e o empreendedorSer um empreendedor é algo frequentemente glamourizado, mas na verdade, começar e tocar um negócio é difícil e requer determinação e perseverança.

    Na vida de qualquer empreendedor, o sucesso não é garantido, mas pressão e estresse sim. A pressão e o estresse podem diminuir e desaparecer, mas quase todo empreendedor irá encontrar desafios que parecem não ter solução uma vez ou outra. Eu encontrei esses desafios diversas vezes nos meus quinze anos de abertura de negócios.

    O empreendedor renomado e investidor de risco Ben Horowitz resume o sentimento de encarar um abismo de dificuldades, sem um final à vista, no blog post The Struggle (A Luta) que já é familiar para milhares de empreendedores.

    Leia também: O que Ben Horowitz pode te ensinar sobre gestão

    A questão crucial nesses momentos de luta é: o que realmente te motiva e direciona? Quando você está preso no abismo, o que te guia? Quando parece que o mundo está contra você, o que te faz sair da cama e encarar um novo dia?

    Em meus primeiros momentos de empreendedorismo, meus objetivos eram auto-orientados — típicos de um americano novo e ambicioso. Seis meses depois da graduação, larguei meu trabalho como engenheiro para abrir uma empresa com alguns amigos. Nós criamos uma tecnologia que nos permitia fazer músicas personalizadas para crianças e que integrava facilmente o nome delas ao longo das músicas.

    Eu amo música, tecnologia e crianças, então sentia que essa startup era uma forma de seguir minhas próprias paixões e fazer algo que eu amava. Eu queria um desafio. Queria crescer, ser financeiramente independente e controlar meu próprio destino. Metas auto-orientadas são legitimamente motivadoras e não são intrinsecamente ruins. Mas, de acordo com minha experiência, elas só te levam até parte do caminho.

    Elas formam uma imagem incompleta do que cria uma vida satisfatória. Como o negócio de músicas personalizadas lutava para chegar ao próximo patamar, minhas metas originais não eram significativas o suficiente para justificar nossa perseverança contínua. Por volta dessa mesma época, me vi atraído pela ideia de que negócios e tecnologia poderiam ser potencializados para atingir grandes problemas sociais.

    Leia também: Por que a saúde não pode esperar na fila: a solução do Dr. Consulta para curar o sistema

    Em vez de continuar a trabalhar no negócio de músicas personalizadas, eu me inscrevi em uma faculdade de administração na esperança de me inserir no mundo do empreendimento social. Isso eventualmente me levou a cofundar a d.light, que acabou impactando mais de 55 milhões de pessoas em 60 países.

    Há muitos momentos ao longo do caminho em que parecia pouco provável que a d.light pudesse algum dia sair do papel e muitos momentos em que eu pensava inclusive se fazia sentido continuar. Mas, apesar das chances aparentemente difíceis, meus companheiros de negócio e eu nos mantivemos firmes.

    Depois de dez anos de trabalho duro, suor e lágrimas, fomos capazes de atrair empregados e parceiros incríveis para a causa; construímos algo que está mudando a vida de milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento. Minhas metas e princípios, quando são auto-centrados, são passageiros em momentos mais difíceis; quanto mais auto-centrados eles são, na verdade, mais passageiros eles são. Quanto mais solidários são meus objetivos e princípios, mais eles tendem a perdurar.

    Quando nossos objetivos são guiados pelo desejo de servir a outras pessoas, eles têm uma profundidade completamente diferente de poder.

    Muitos de nós começamos pela vontade de criar um mundo melhor para nossas famílias. Isso é certamente mais significativo e orienta pessoas no sentido de conseguir coisas incríveis e superar inúmeros percalços. Lembro-me de meu pai que sacrificou tudo que lhe era familiar e seguro ao imigrar para os Estados Unidos para criar oportunidades melhores para sua família. De forma semelhante, eu também continuo a me impressionar e me inspirar pelos sacrifícios que nossos clientes fazem para dar um futuro melhor para suas crianças.

    Leia também: A propósito: você sabe onde quer chegar?

    Mas e se dedicássemos nossas ambições profissionais a pessoas fora de nosso círculo imediato de familiares e amigos, ou talvez até mesmo a estranhos? Na Bíblia, Jesus ensina a “amar o próximo como a si mesmo”. Ele responde a provocativa e importante questão de saber ‘quem é meu próximo?’ com uma resposta altamente subversiva: a história do Bom Samaritano.

    O Bom Samaritano não é apenas alguém que é bondoso com outros seres humanos que passam necessidade. Na verdade, ele é alguém que consegue superar barreiras raciais e culturais, bem como preconceitos socialmente aceitos, com o objetivo de demonstrar amor e bondade a alguém que é diferente – e até mesmo considerado um inimigo.

    Essa visão mais abrangente do “próximo” que devemos amar é particularmente importante hoje em dia. Apesar das redes sociais e outras tecnologias modernas fazerem com que o mundo pareça bem menor, por outro lado, desigualdades socioeconômicas estão aumentando em um ritmo assustador. Para mim, a vontade de ser uma boa pessoa e amar famílias que vivem marginalizadas me motivou a perseverar em tempos difíceis.

    Quando tenho certeza do porquê estar fazendo alguma coisa, o o quê e o como eventualmente aparecem — mesmo se eu estiver exausto e me sentindo longe da minha área de especialidade.

    Há duas semanas, visitei alguns clientes no Quênia que queriam usar nosso produto solar mais recente. A experiência pareceu um raio de eletricidade em meu sistema nervoso. Ver de perto o impacto positivo da d.light alimenta meu desejo de continuar perseverando. Todas as dificuldades e obstáculos que tivemos que superar são passageiros. O que permanece, que é muito mais satisfatório e duradouro, são as milhões de vidas que estamos mudando para melhor.

    O conteúdo original, escrito por Ned Tozun, você encontra aqui.

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/bom-samaritano-e-empreendedor/https://endeavor.org.br/?p=18797Thu, 28 Jul 2016 21:39:34 +0000O bom samaritano e o empreendedorSer um empreendedor é algo frequentemente glamourizado, mas na verdade, começar e tocar um negócio é difícil e requer determinação e perseverança. Na vida de qualquer empreendedor, o sucesso não é garantido, mas pressão e estresse sim. A pressão e o estresse podem diminuir e desaparecer, mas quase todo empreendedor irá encontrar desafios que parecem ...Endeavor BrasilUnreasonable InstituteThu, 04 Aug 2016 14:19:16 +0000Unreasonable InstituteO bom samaritano e o empreendedorO bom samaritano e o empreendedor
    Muito além do Rock: o que o AC/DC pode te ensinar sobre alocação de recursosRock e alocação de recursos tem mais a ver do que você pensa. Confira as lições que tiramos a partir da banda AC/DC.

    Parte 2 da série sobre eficiência. Se você perdeu o passo 1, sobre produtividade, basta clicar aqui e conferir.

    Vocalista do AC/DC nos anos 1970, Bon Scott entrou para o hall da fama do rock com clássicos como Highway to Hell. O que poucos sabem é que, antes de brilhar nos vocais, ele era apenas o motorista da banda. É isso mesmo que você leu, um dos grandes talentos da música era desperdiçado em uma tarefa banal.

    Na sua empresa, é bem provável que não exista um Bon Scott em potencial tomando conta do financeiro ou atendendo clientes. Por outro lado, também é provável que muitos colaboradores estejam sendo mal aproveitados em tarefas nas quais têm um desempenho abaixo de seu verdadeiro potencial. E isso não quer dizer que eles trabalhem pouco. A raiz do problema está em um conceito que empreendedores e gestores costumam subestimar, especialmente nas empresas de serviços: a alocação.

    Antes de começarmos, você sabe o que é alocação?

    Basicamente, trata-se de empregar corretamente os recursos que estão à disposição do seu negócio. Pense, por exemplo, em desenvolvedoras de softwares, consultorias, empresas de engenharia ou escritórios de arquitetura e advocacia, entre outras companhias de serviços. Tudo que elas têm à disposição para fazer seu trabalho pode ser resumido em três coisas: pessoas, tecnologias e tempo. Logo, é importantíssimo que elas saibam como usar esses recursos sabiamente.

    Leia também: Competências: entenda o que é e como usar em prol do seu negócio

    Mas o desafio não é tão simples quanto parece. As próprias pessoas, por exemplo, trazem consigo outros tipos de recursos essenciais para as empresas de serviços como conhecimentos, competências, talentos e experiências. Por isso, alocá-los corretamente é vital.

    • Atenção para os sintomas da má alocação

    Na maioria das vezes, o processo esbarra em armadilhas que permanecem ocultas no dia a dia do negócio.  Uma delas é a falta de conhecimento.

    Muitos empresários não sabem ao certo quais são os recursos que estão a seu alcance. O sintoma dessa armadilha aparece na hora de precificar um serviço. Empresas que não conhecem seus recursos têm dificuldades para definir quantas pessoas são necessárias em cada equipe e em quantas horas é possível entregar um determinado projeto.

    Outra armadilha comum está no próprio estilo de trabalho de alguns empreendedores. Há aqueles que são centralizadores demais e fazem questão de revisar tudo que acontece na empresa – do atendimento à contabilidade.

    Leia também: Como delegar tarefas? Empoderamento

    Como não são máquinas, porém, eles acabam se tornando uma espécie de gargalo interno. Os projetos atrasam, as tarefas são refeitas e nada vai adiante sem o aval deles. Enquanto isso, o restante da equipe fica ociosa, desperdiçando dois recursos vitais para as empresas de serviços: pessoas e tempo.

    • Se você vai para a guerra, conheça suas armas

    O primeiro passo para buscar a alocação de recursos eficiente é conhecer a fundo os recursos do seu negócio. Trata-se de fazer um grande inventário com tudo aquilo que pode ser usado a favor da empresa: os colaboradores, suas competências, conhecimentos, aptidões, horas contratadas, softwares, sistemas, etc. Sem um bom mapeamento de recursos, é impossível alocá-los adequadamente.

    O mapeamento pode ser feito de diferentes formas. É possível, por exemplo, usar métodos como a matriz de competências– ou matriz de expertises. Basicamente, ela permite organizar os recursos que sua empresa tem à disposição. Assim, é possível verificar se esse “estoque” de expertises é suficiente para atender as demandas que surgem a cada novo projeto. O empresário que utiliza a matriz de expertises tem melhores condições de:

    • Entender o que sua empresa é realmente capaz de realizar;

    • Identificar quantos e quais são os profissionais necessários para atender cada projeto contratado;

    • Antecipar as competências que serão exigidas no futuro e, assim, planejar o tamanho e o perfil ideal de cada equipe (falaremos mais sobre isso nos próximos capítulos desse Guia);

    • Alocar recursos com eficiência.

    Agora, uma nova geração de softwares vem surgindo com a missão de facilitar esse tipo de processo. Para ajudar essas organizações a alocar corretamente seus recursos, plataformas que registram e analisam o histórico de desempenho de cada profissional estão sendo criadas, formando o que nós chamamos de track record. À medida que essas informações vão se acumulando, fica mais fácil entender onde e como cada pessoa deve ser alocada. Ou seja: a empresa ganha em inteligência, outro recurso indispensável para a busca da eficiência.

    • Perfis diferentes, recursos diferentes

    Cada pessoa é singular e única. Ainda que muitas tenham competências semelhantes, suas aptidões variam conforme o perfil. No ramo comercial, por exemplo, nem todos os vendedores gostam de abordar pessoas e fazer prospecção ativa. Alguns preferem trabalhar na elaboração de estratégias de vendas ou executar funções de apoio que dispensam o contato direto com o cliente. Entender isso é fundamental para a boa alocação de recursos.

    Mais do que respeitar, é preciso valorizar os diferentes perfis de personalidade à disposição da empresa.

    Só assim é possível extrair o melhor de cada pessoa e criar um ambiente de trabalho mais produtivo. Para isso, é importante que o mapeamento de recursos leve em conta os perfis de cada funcionário.

    E não se trata de controlar, muito menos de usar os dados para pressionar os membros da equipe. O que se quer é descobrir onde os profissionais da sua empresa têm melhores chances para descobrir seu verdadeiro potencial. Com sorte, talvez seja possível descobrir que o motorista da sua equipe também tem condições de se tornar a grande estrela da sua empresa, seja ela uma prestadora de serviços ou uma banda de rock.

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    https://endeavor.org.br/como-fazer-alocacao-recursos/https://endeavor.org.br/?p=18807Wed, 27 Jul 2016 19:32:53 +0000Muito além do Rock: o que o AC/DC pode te ensinar sobre alocação de recursosRock e alocação de recursos tem mais a ver do que você pensa. Confira as lições que tiramos a partir da banda AC/DC. Parte 2 da série sobre eficiência. Se você perdeu o passo 1, sobre produtividade, basta clicar aqui e conferir. Vocalista do AC/DC nos anos 1970, Bon Scott entrou para o hall da ...Endeavor BrasilFabio KnijnikWed, 27 Jul 2016 16:32:53 +0000Fabio KnijnikMuito além do Rock: o que o AC/DC pode te ensinar sobre alocação de recursosMuito além do Rock: o que o AC/DC pode te ensinar sobre alocação de recursos
    Você sabe identificar seus high-potentials?Você sabe quem são seus high-potentials? Não estamos falando da diretoria, mas sim de analistas, supervisores e gerentes. 

    High-potentials são as pessoas que realmente movimentam sua organização e que deverão continuar a fazer a diferença no futuro, aumentando cada vez mais seu impacto. São os 20% dos funcionários que produzem e vão produzir 80% dos resultados. Eles devem ser retidos, desproporcionalmente compensados e que, provavelmente, serão aqueles que, um dia, sentarão na sua cadeira. São as únicas pessoas dentro da empresa que você tem que ter certeza, sempre, de que estão se sentindo felizes, engajados, e desafiados.

    Leia também: Engajamento: 6 dicas para ter sucesso

    Em algumas empresas, os high-potential são chamados de talentos-chave ou people bets. Independentemente da no nomenclatura dada, você deve tomar bastante cuidado para que ela não gere o sentimento de  arrogância no funcionário. Além disso, a decisão de tornar público ou não quem são seus high-potentials é delicada e têm consequências importantes na cultura da empresa, e, por isso, deve ser avaliada com cuidado.

    • O que é um high-potential?

    Um high-potential é uma pessoa que tem potencial para ser CXO da sua empresa, mas como isso é uma coisa extremamente difícil de traduzir em termos práticos, busca-se uma soma de características de passado e futuro. Pra ser um talento-chave, um funcionário tem que, por exemplo, atender aos seguintes quesitos:

    • Ter fit cultural com a empresa e, se possível, ser referência cultural, um porta-bandeira;
    • Entregar resultados consistentes e acima das expectativas. Reparou que as últimas duas linhas formam um 9-box?;
    • Ter vontade e ambição para crescer;
    • Ter um “motor potente": liderança (verificada ou emergente), inteligência e técnica.

    Nenhum funcionário da sua empresa deve manter seu emprego se não tiver fit cultural. Essa é a única característica sine qua non, por ser problemática para a unidade da sua cultura, e extremamente difícil de alterar. Performances boas sem fit cultural devem ganhar um generoso pacote de demissão. Uma ferramenta excelente para avaliar fit cultural é a avaliação 360-graus, onde funcionários são avaliados com base em comportamentos desdobrados dos valores da companhia por pares, subordinados, e superiores.

    Leia também: Como a Adobe aboliu suas avaliações de performance

    Ambição de crescimento é algo que as empresas frequentemente ignoram: será que o seu funcionário quer ser promovido? Será que ele sabe as consequências de uma promoção, especialmente se está saindo de um cargo técnico ou de contribuição individual para um cargo de liderança de equipe? O primeiro passo é perguntar ao funcionário quais são suas ambições de carreira, que deve ser feito pelo gestor em suas one-on-ones ou check-ins.

    Entregar resultados é algo que muitas vezes é avaliado nas organizações por proxy ou procuração. A organização, muitas vezes amparada pelos ensinamentos de Ram Charan, em seu Pipeline de Talentos, e pelo Balanced Score Card, identifica competências técnicas importantes para o negócio da empresa e que têm complexidades crescentes à medida que os cargos crescem em responsabilidade .

    O problema desse approach é sua imprecisão: a presença de competências técnicas avaliadas por terceiros não é sinônimo de performance. Com muita sorte, os dois podem ser correlacionados. Mas dificilmente pode-se estabelecer uma relação de causalidade válida. Portanto apenas entrega, impacto, e batimentos de meta podem ser efetivamente medidas de performance, e para isso, uma prática eficiente de gestão de metas, é fundamental.

    Leia também: O Efeito Cobra: suas metas estão jogando contra você?

    Por fim, vem o motor. Grande parte da “potência” de um profissional deve ser medida e identificada na época da contratação, por meio de uma análise cuidadosa do histórico escolar do profissional, suas conquistas passadas, sua capacidade de aprendizado e adaptação ao coaching além das suas experiências. O motor do funcionário deve ser constantemente desenvolvido por meio de treinamentos, tech-talks, feedback constante e novos desafios, senão ele tem grandes chances de enferrujar. Uma cultura de feedback constante entre pares contribui muito para uma cultura de melhoria contínua e crescimento.

    • Fazendo o diagnóstico: Procurando seus talentos-chave

    A decisão de quem é talento-chave deve ser tomada da seguinte maneira:

  • Gestores sugerem nomes, a partir de uma avaliação que é conduzida por meio de uma ferramenta de gestão e que tem como output uma tela de calibração;
  • Os gestores então se reúnem em reuniões de calibração, onde revisam as notas dadas, discutem pares comparáveis, sempre facilitados por profissionais da área de gente e gestão, que fica como responsável por aplicar a mesma “régua” de comportamentos aos funcionários avaliados;
  • Essas reuniões, onde as notas são calibradas, são conduzidas de baixo para cima na organização, ou seja, supervisores discutem analistas; gerentes discutem supervisores; diretores discutem gerentes, e assim por diante;
  • O senior management da empresa se reúne para validar os resultados e define, junto com os diretores, planos de retenção para cada talento-chave.
  • Para que se identifiquem corretamente os quesitos acima descritos é interessante oferecer um guia aos gestores que dê norte ao raciocínio: “esse funcionário é um talento-chave?” Algumas organizações tem check-lists, outras usam arvores de decisão. O importante é ter estrutura e framework. Algumas perguntas que podem ajudar, como:

  • Esse talento consegue entregar resultados quando está fora da sua zona de conforto?
  • Consegue se adaptar a diferentes funções e áreas?
  • Pensa holisticamente? Conecta os pontos?
  • Sabe lidar com complexidade e ambiguidade? Com falta de estrutura?
  • É habil socialmente? Tem skills interpessoais? Capacidade de influência?
    • Como a InBev e a General Eletric procuram high potencials

    A Pepsico desenvolveu, na década de 90, um framework de experiências críticas para a formação de seus executivos. O conceito vem sendo usado em outras empresas, como AB InBev e General Electric. Para desenvolver talentos em sua realidade, uma empresa pode - e deve - oferecer aos seus funcionários algumas experiências fundamentais para que ele assuma responsabilidades sêniores.

    Dependendo da estratégia da empresa, essas experiências críticas podem incluir uma gerência de produto, uma integração de empresa adquirida numa operação de M&A, a liderança de um projeto de grande impacto financeiro ou até uma expatriação bem-sucedida. Claro, as experiências críticas devem estar alinhadas com a realidade de negócios da empresa.

    Deve-se entender quais são as competências críticas da empresa, alinhadas à sua estratégia, e em seguida definir experiências que contribuam com a construção e desenvolvimento das competências. Na Zappos, por exemplo, todos os funcionários da empresa têm de passar por uma experiência crítica: operar os telefones da área de suporte ao cliente por pelo menos uma semana.

    É algo que a empresa americana vê como fundamental para que todos os seus funcionários entendam a importância de um serviço ao cliente extraordinário para o sucesso a longo prazo da empresa. O mesmo raciocínio pode, e deve, ser aplicado às experiências críticas dos seus talentos-chave. Na prática, a cada fim de ano, os líderes da empresa e o RH realizam um “xadrez de gente”, onde decidem quais serão os próximos passos de um funcionário dentro da empresa.

    Começa-se pelo topo, a vai-se preenchendo as vagas de cima para baixo, de maneira que a preferência é dada aos talentos-chave e suas próximas experiências críticas. Só depois que as movimentações dos talentos-chave são resolvidas é que a empresa passa aos outros funcionários, por ordem de performance.

    Depois de saber tudo isso, pense com carinho sobre seu high-potential. Ele será um responsável direto pelo sucesso da sua empresa. Se você não sabe quem são seus high-potentials, isso é um grande sinal vermelho, mas ainda dá tempo de mudar!

    Conteúdo originalmente adaptado de Qulture.Rocks.

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    https://endeavor.org.br/voce-sabe-identificar-seus-high-potentials/https://endeavor.org.br/?p=18794Wed, 27 Jul 2016 19:05:56 +0000Você sabe identificar seus high-potentials?Você sabe quem são seus high-potentials? Não estamos falando da diretoria, mas sim de analistas, supervisores e gerentes.  High-potentials são as pessoas que realmente movimentam sua organização e que deverão continuar a fazer a diferença no futuro, aumentando cada vez mais seu impacto. São os 20% dos funcionários que produzem e vão produzir 80% dos ...Endeavor BrasilFrancisco Homem de MelloWed, 27 Jul 2016 16:55:59 +0000Francisco Homem de MelloVocê sabe identificar seus high-potentials?Você sabe identificar seus high-potentials?
    Os melhores momentos do Day1 2016O que um piripaque, um cheque e o Bill Gates têm em comum? Todos eles foram pontos de “virada” na vida desses empreendedores brasileiros. Conheça essas histórias no Day1 2016.

    Você já deve ter vivido algo assim. Um momento de coragem, em que você desafiou a razão para fazer o que realmente acreditava. Quem via de fora poderia até te chamar de louco. Provavelmente, surgiu quando você menos esperava: um acontecimento que te obrigou a se reinventar, aquela oportunidade que não ia aparecer duas vezes ou uma conversa que te inspirou a fazer o que parecia impossível: estava aí o seu Day1.

    Parece loucura, mas o ]]>https://endeavor.org.br/day1-2016-evento-empreendedorismo-endeavor/https://endeavor.org.br/?p=18802Wed, 27 Jul 2016 17:13:24 +0000Os melhores momentos do Day1 2016O que um piripaque, um cheque e o Bill Gates têm em comum? Todos eles foram pontos de “virada” na vida desses empreendedores brasileiros. Conheça essas histórias no Day1 2016. Você já deve ter vivido algo assim. Um momento de coragem, em que você desafiou a razão para fazer o que realmente acreditava. Quem via ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilFri, 23 Sep 2016 22:48:33 +0000Endeavor BrasilOs melhores momentos do Day1 2016Os melhores momentos do Day1 2016Entenda por que todo empreendedor deveria ouvir JazzEmpreender é andar por caminhos desconhecidos, descobrir novas possibilidades e criar mudanças.

    Leia (e ouça!) este post para descobrir porque, assim como o jazz, o empreendedorismo é a prova viva de que é possível começar a partir de uma inspiração e criar algo belo.

    • Aperte o play e ouça

    Esta é uma música minha chamada Twos. Estou tocando o saxofone com um vibrafonista chamado Mark Clifford e um baterista chamado Colin Stranahan. Eles são dois dos meus melhores amigos e músicos favoritos no planeta. Isso é jazz, mas isso também é uma metáfora musical para empreendedorismo.

    Como empreendedor você também é um artista. Arte é a vontade de desbravar sem medo o desconhecido e criar. É essa dedicação que nos faz relevar o medo, arriscar em busca de algo bonito e de encontrar possibilidades até mesmo nos lugares mais improváveis.

    Onde alguém vê apenas gravetos, empreendedores veem fogo. O que os distingue do resto do mundo dos negócios é sua vontade de explorar o ambiente ao redor deles com sabedoria.

    Como empreendedor, você também é um improvisador. Improvisação em seu nível mais elevado é um processo sofisticado. Um improvisador absorve toda a informação, lida com ela a partir de uma perspectiva cheia de conhecimento, faz uma escolha e então age. Ótimos músicos de jazz improvisam na linguagem musical. Empreendedores de sucesso improvisam na linguagem dos negócios.

    Leia também: Você sabe improvisar?

    Nós construímos coisas juntos. Quando Mark, Colin e eu tocamos Twos, nós éramos simplesmente três pessoas, trabalhando junto, apoiando uns aos outros, com o objetivo de criar algo maior que faríamos individualmente. Como você verá no esboço abaixo, havia um plano. Depois de estabelecer essa linha, muito da performance foi deixada em aberto, indeterminado.

    Para sermos bem-sucedidos, tivemos que caminhar juntos pelo desconhecido, estar abertos a qualquer coisa que acontecesse e confiar uns nos outros como parceiros igualmente responsáveis pelo processo criativo. Isso é uma performance única, gravada de forma contínua. Não há edição. Não há auto-tune! Estamos tocando isso em tempo real, juntos.

    • Observe o “plano” de Twos

    0:00 – Mark toca a primeira melodia no vibrafone;

    1:07 – Eu toco a segunda melodia no saxofone, enquanto Mark continua a tocar a primeira melodia;

    2:37 a 4:02 – Estamos improvisando. No jazz, geralmente existem estruturas que são mantidas em uma improvisação. Nessa música, estamos simplesmente improvisando. Nós não sabemos o que vai acontecer aqui;

    4:02 – Eu continuo a improvisar enquanto Mark toca a primeira melodia novamente;

    4:53 – Eu toco a segunda melodia de novo, enquanto isso Mark continua a tocar a primeira melodia;

    5:16 – Mark e eu tocamos a primeira melodia juntos.

    Músicos do jazz escrevem composições. Empreendedores escrevem planos de negócio.

    Para um empreendedor, um plano de negócios é simplesmente um ponto de partida. Empreendedores enxergam o mundo a partir de uma perspectiva de artista: eles caminham pelo desconhecido, descobrem novas possibilidades e criam mudanças.

    Leia também: Como acelerar sua empresa: 10 lições que aprendemos com Jerry Lee Lewis

    Empreendedorismo é difícil e alguns dias são mais difíceis que outros. Na próxima vez que você coçar sua cabeça animado com uma nova ideia ou estiver em dúvida sobre milhares de coisas, ouça isso e lembre-se que o jazz é a prova de que é possível se inspirar e fazer algo bonito. É a prova do quão  incrível é quando as pessoas constroem algo juntos. É a prova de que por meio de integridade, transparência e a colaboração solidária, é possível fazer coisas incríveis.

    Todas as artes são metáforas umas das outras. Esse tipo de polinização cruzada nos dá mais perspectiva e enriquece nossas vidas de formas inesperadas. Ao tomar o tempo para desenvolver relações com diferentes formas de arte, você vai fazer descobertas que irão te ajudar nessa jornada para se tornar um grande empreendedor. Você é um artista. Caminhe pelo mundo, pelo desconhecido, busque novas possibilidades e crie!

    O conteúdo original, escrito por Danny Meyer, você encontra aqui.

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/empreendedor-ouvir-jazz/https://endeavor.org.br/?p=18779Tue, 26 Jul 2016 20:29:15 +0000Entenda por que todo empreendedor deveria ouvir JazzEmpreender é andar por caminhos desconhecidos, descobrir novas possibilidades e criar mudanças. Leia (e ouça!) este post para descobrir porque, assim como o jazz, o empreendedorismo é a prova viva de que é possível começar a partir de uma inspiração e criar algo belo. Aperte o play e ouça Esta é uma música minha chamada ...Endeavor BrasilUnreasonable InstituteThu, 04 Aug 2016 14:20:58 +0000Unreasonable InstituteEntenda por que todo empreendedor deveria ouvir JazzEntenda por que todo empreendedor deveria ouvir Jazz
    O poder de uma xícara de café e duas cadeirasDicas para você potencializar suas próximas sessões de mentoria.

    Certa vez, estava palestrando em um evento sobre empreendedorismo e startups quando recebi a seguinte pergunta de um jovem aspirante-a-empreendedor:

    - "Vítor, se você tivesse R$ 100,00 para iniciar novamente o seu negócio, onde você investiria este dinheiro?" 

    - “Puxa, 100 pila para iniciar o negócio?” Pensei em voz baixa.

    - "Ok, se eu tivesse R$ 100,00 eu investiria em café."

    Todos riram imaginando que eu precisava de um energizante para decolar meu “novo negócio”. Mas não utilizaria como vocês estão pensando —  eu disse. Eu convidaria 10 especialistas em assuntos relacionados ao meu negócio para uma xícara de café e buscaria superar meus desafios por meio de mentoria. As risadas foram substituídas por cabeças balançando para cima e para baixo.

    Continuei explicando o impacto da mentoria na vida do empreendedor e a importância de estarmos cercados de pessoas que possuem intenção genuína de nos ajudar.

    No entanto, mentores podem ser heróis ou vilões. É importante entender que depende apenas de você, mentorado, tornar o mentor seu amigo ou inimigo.  Saber escolher quem te mentora e se preparar para ter mentorias produtivas é o primeiro passo para conseguir superar desafios e conquistar seus objetivos.

    Leia também: O poder da mentoria: conexões que fazem a diferença

    Neste artigo, irei compartilhar os principais aprendizados que tive como mentor e como mentorado na Contabilizei Contabilidade Online durante as sessões da Endeavor. Eles estão divididos em 3 momentos: Pré Mentoria, Durante e Pós Mentoria.

    1. Pré Mentoria

    A preparação para a mentoria é tão importante quanto a conversa em si. Na verdade, a sua preparação ditará o sucesso da mentoria. Veja o porquê.

    • Procure pessoas certas para te apoiar

    Tudo começa na escolha do mentor. Não adianta você sair catando qualquer empreendedor ou executivo de sucesso. É preciso avaliar o contexto e tipo de desafio que você está enfrentando no momento. Se você está com desafio de entender como fazer seu negócio conquistar seus primeiros clientes, não procure um executivo de alto escalão em uma multinacional, ele dificilmente irá agregar muito neste desafio. É bem provável que um empreendedor que obteve recentemente a tração inicial do seu negócio possa ter mais sucesso em te ajudar.

    Outro detalhe importante: procure um mentor que está na mesma indústria que você. Conquistar os primeiros clientes em uma empresa de ecommerce é um desafio totalmente diferente de uma empresa de software de serviços (SaaS — software as a service).

    • Conheça bem o seu mentor

    Para tirar melhor proveito das sessões de mentoria, investigue tudo sobre o mentor. Por quais empresas passou, o que tem falado na mídia, participação em eventos, outros mentorados e quais são os mentores dele. Não adianta: se você sabe pouco sobre o mentor, pouco poderá explorar dele. Dedique uns 10–15 minutos e dê um google “fulano de tal”, aproveite e clique em “news” no google, visite seu perfil no LinkedIn, Facebook e Twitter.

    • Preparação é tudo

    Além das dicas acima, é super importante que você organize seus pensamentos e defina exatamente o que quer alcançar durante a sessão de mentoria. Seguem algumas sugestões de agenda que utilizo quando sou mentorado:

    I. Quais são meus desafios atuais?

    II. Como este mentor pode me ajudar? Qual experiência ele teve que pode ser útil explorar?

    III. Qual a minha expectativa com a sessão de mentoria?

    Lembre que o seu cérebro não foi feito para guardar informações, mas sim para processá-las e ter criatividade na busca de soluções dos desafios. Por isso, anote tudo em um caderno ou computador. Ah, e por favor, nem pense em sacar o seu smartphone e começar a tomar notas. O mentor irá pensar que você esqueceu seus meios de anotação e está dando um jeitinho.

    2. Durante a Mentoria

    Você encontrou a pessoa certa, pesquisou sobre como ela pode te ajudar e anotou os principais objetivos e resultados esperados da sessão? Ótimo, agora é hora de agir e buscar o conhecimento.

    • Comece com suas expectativas de resultados

    Cansei de mentorados iniciarem a sessão com perguntas genéricas e sem pretensão alguma. “E aí, como está a Contabilizei?”, “E aí, está na correria?”, “Nossa cara, me conta como conseguiu ter sucesso com a Contabilizei?” Esses são indícios que a pessoa não se preparou para sessão e somente quis surfar a onda e dizer “Eu tenho sessão de mentoria com fulano, beltrano e ciclano”.

    Você é diferente e tenho certeza que vai começar a sessão dizendo o porquê solicitou a atenção do mentor, explicando suas expectativas e a agenda da sessão. Isso fará toda diferença. Não somente pela percepção do mentor de que você é diferente mas também de que a conversa tem tudo para ser produtiva para ambas as partes .

    • Conte os seus desafios e objetivos

    Um erro muito comum é o mentorado perguntar ao mentor como ele venceu determinado desafio. As perguntas que geralmente me fazem é “como você montou o Contabilizei?”, “quais os desafios que você teve logo no início?”, “como você promoveu a disrupção na indústria contábil?”.Embora seja muito legal entender como o mentor venceu seus desafios, esse tipo de pergunta são unilaterais e só serão úteis caso o mentorado tenha desafios semelhantes.

    Por isso, explique claramente os desafios e o que está buscando atingir, só assim o mentor consegue se colocar no seu lugar e utilizar toda experiência e conhecimento adquiridos para oferecer conselhos compatíveis com o objetivo a ser conquistado.

    • Mais auto-conhecimento, menos respostas prontas

    Outro ponto muito relacionado a dica anterior é que mentor bom te faz mais perguntas do que dá as respostas . Esteja pronto para receber perguntas cabeludas e e ter o sentimento de “Puxa, nunca tinha pensado nisso sobre esse foco”. Afinal, é isso que você está procurando, não?

    “Você não pode ensinar nada a um homem; você pode apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo” —  Galileu Galilei.

    • Mentoria não é bate papo

    Outra situação muito comum é do mentorado acreditar que a mentoria é apenas uma simples conversa: basta agendar o horário, pedir o café e iniciar o bate-papo, e não é. Já participei de muitas sessões onde o mentorado simplesmente aparecia, fazia perguntas e agradecia o meu tempo. Em nenhum momento tomou qualquer nota sobre pontos a explorar, ações para tomar na empresa etc.

    Convenhamos, na era da informação, acreditar que todos aprendizados de uma mentoria ficarão guardadas na memória e serão facilmente acessadas posteriormente é uma grande ironia. A mentoria é uma grande oportunidade para sair com muitas ações e próximos passos.

    3. Pós Mentoria

    Então você recebeu a mentoria, anotou suas ações e está preparado para os próximos passos. E agora? Entenda a seguir como ir além da execução.

    • Mantenha seu mentor informado

    Se você está realmente preocupado com o seu desenvolvimento e relacionamento com o mentor, você efetuará o feedback dos resultados. Isso traz grandes benefícios:

    # Você processa e avalia os resultados, ajustando se necessário; #Passa a mensagem ao mentor de que realmente está interessado em se desenvolver; # O mentor tem a oportunidade de aprender com você e interioriza o aprendizado. Para o mentor, é extremamente importante entender como foram as implementações dos pontos discutidos na mentoria. Com isso, ele entende como pode te ajudar ainda mais nos próximos passos.

    • Avalie o seu mentor

    Antes de avaliar o seu mentor, vou listar aqui algumas características que um mentor deve ter:

  • Dar conselhos livres de interesse;
  • Ser verdadeiro e ir direto ao ponto;
  • Manter a confidencialidade sobre os assuntos abordados;
  • Abrir portas para você e seu negócio;
  • Evita falar “faça isso” ou “não faça aquilo”;
  • Te desafiar a sair da zona de conforto.
  • E então? O mentor apresentou as características acima? Ele te forneceu o direcionamento esperado? Caso você acredite que ele poderia ter sido melhor em alguma coisa, forneça o feedback para ele. O mentor nunca é dono da verdade e deve sempre buscar ser melhor a cada sessão. Apenas lembre que o mentor não tem responsabilidade em solucionar os seus problemas :)

    • Liste seus aprendizados como mentorado

    Após a sessão de mentoria, consolide o seu aprendizado. Esse é um dos passos mais importantes do processo, pois estará desenvolvendo e aperfeiçoando o seu auto-conhecimento. Repasse os momentos pré e durante a mentoria para entender o que você pode fazer melhor na próxima vez.

    Leia também: Mentoring: para você chegar lá com quem conhece o caminho

    Realizou o planejamento corretamente? Faltou alguma pergunta? Esqueceu de mencionar algo? O mentor ficou com dificuldade de entender o seu desafio? Guarde essas respostas junto às anotações que você fez durante a sessão. Quando estiver se preparando para a próxima mentoria, basta retomar essas questões.

    Conclusão

    Espero que as dicas tenham te deixado mais preparado para receber mentoria. Se é a primeira vez que está buscando apoio nos seus desafios, ótimo, já pode começar com o pé direito. Ou, se está passando por este valioso processo, aproveite para surpreender seu mentor adotando uma nova postura em sua próxima sessão. E aí? Comente o que achou das dicas e se você possui outra para complementar ao artigo.

    O conteúdo original você encontra aqui.

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    https://endeavor.org.br/como-fazer-mentoria/https://endeavor.org.br/?p=18766Tue, 26 Jul 2016 19:12:07 +0000O poder de uma xícara de café e duas cadeirasDicas para você potencializar suas próximas sessões de mentoria. Certa vez, estava palestrando em um evento sobre empreendedorismo e startups quando recebi a seguinte pergunta de um jovem aspirante-a-empreendedor: - “Vítor, se você tivesse R$ 100,00 para iniciar novamente o seu negócio, onde você investiria este dinheiro?”  - “Puxa, 100 pila para iniciar o negócio?” Pensei ...Endeavor BrasilVitor TorresTue, 26 Jul 2016 16:12:07 +0000Vitor TorresO poder de uma xícara de café e duas cadeirasO poder de uma xícara de café e duas cadeiras
    Como o estresse financeiro do seu time afeta sua empresaEm que medida seus resultados estão ligados ao bolso de seus colaboradores?

    O estresse dos colaboradores de uma empresa em relação a (falta de) dinheiro, especialmente entre millennials, é algo que acaba por prejudicar os negócios, mas, calma, nem tudo está perdido. Hoje, os programas de bem-estar financeiro podem ajudar a reverter esse cenário. Veja o caso de Melanie.

    Na posição de diretora de recursos humanos de uma empresa de médio porte, com forte crescimento, ela bem sabe, assim como muitos empreendedores, o quanto é difícil encontrar os empregados certos e conseguir mantê-los. A empresa de Melanie depende de um recrutamento de qualidade e da retenção de funcionários para satisfazer as necessidades de sua base de consumidores em expansão. A rotatividade de empregados pode atrapalhar projetos, além de prejudicar a relação com os consumidores. Por mais que ela saiba disso, cada mês Melanie tem que lidar com mais e mais desligamentos.

    A empresa de Melanie não é daquelas que veem seus colaboradores como algo garantido. Na verdade, ela tem introduzido benefícios novos ou aprimorados, como 401 mil planos de contribuição, participação nos lucros e licença-maternidade e paternidade. Mesmo com tudo isso, nas reuniões de desligamento, Melanie ouve uma reclamação recorrente: empregados estão saindo em busca de salários mais altos.

    Leia também: Os desafios da retenção de talentos

    Muitos deles são millennials com enormes dívidas estudantis que superam enormemente o que Melanie teve de enfrentar no passado. Outros são mais velhos e ainda estão tentando se recuperar das grandes perdas que tiveram durante a recessão, entre outros problemas.

    Melanie entende que eles estão sofrendo estresse financeiro, ainda que considere triste o número de pessoas que não está aproveitando os benefícios que sua empresa dá.

    Aliás, nas reuniões de desligamento, alguns empregados afirmaram não entender esses benefícios ou nem mesmo saber que eles existiam. Além disso, ela também percebeu que problemas financeiros tornam os trabalhadores mais distraídos e ineficientes. Mas o que pode ser feito? Bem, se o sucesso de uma organização começa com seus funcionários, Melanie tem consciência que é preciso mudar. Uma mudança que beneficie seus empregados e a empresa como um todo. E ela sabe que isso deve acontecer na raiz do problema: o bem-estar financeiro.

    1. Estresse financeiro entre seus empregados = estresse para sua empresa

    A soma da inflação e dos custos do ensino superior aumentou muito nas últimas três décadas, especialmente desde 2000, de acordo com dados de 2015 da organização College Board. O Institute for College Access & Success (Instituto para o Acesso e Sucesso Universitário) descobriu que, em 2014, quase sete em cada dez estudantes de universidades públicas ou sem fins lucrativos formaram-se com débitos estudantis – totalizando assustadores U$ 28.950 cada, em média.

     Muitos millennials chegam ao mercado de trabalho super endividados. Nos EUA, millennials citam o “aumento do salario mínimo” como a principal razão pela qual deixam um emprego. De acordo com o estudo global sobre equilíbrio profissional e pessoal de gerações, produzido pela EY, os trabalhadores de várias gerações escolheram “benefícios e salários competitivos” como o quesito mais importante para eles.

    Leia tambpém: O estresse quase me matou - daí eu mudei de ideia 

    Mas o problema vai muito além do recrutamento e retenção de talentos, envolvendo também produtividade e lucratividade. Uma pesquisa recente da Society for Human Resource Management (Sociedade para a Administração de Recursos Humanos) descobriu que 83% de profissionais de recursos humanos afirmam que o estresse financeiro dos empregados afetava negativamente o desempenho no trabalho.

    Diante dessas tendências, administrar o estresse financeiro e reduzir a rotatividade de empregados tornaram-se imperativos empresariais – algo que as empresas podem alcançar por meio da introdução de programas de apoio ao bem-estar financeiro.

     2. Mais millennials e benefícios complexos impulsionam a necessidade de programas

     A demografia da mão de obra está mudando. O estudo Global Generations da EY mostra que, atualmente, os Estados Unidos têm uma divisão quase igual entre diferentes gerações em cargos de gerência: 39% são millennials; 37% são da Geração X; e 35% são baby boomers. Isso mudará rapidamente nos próximos anos: millennials serão, em média, 50% da mão de obra americana até 2020, e 75% da mão de obra global até 2030.

    Leia também: Benefícios: como usá-los para conquistar os melhores talentos

    Decisões financeiras sobre planos de benefício também se tornaram mais complicadas. Empregados têm mais escolhas a fazer, já que os planos de aposentadoria e saúde mudaram muito na última década e meia. Muitos estão transformando em vários detalhes e acabam com uma estratégia que não combina com seus objetivos – se é que eles têm uma estratégia.

     3. Com menos estresse, empregados têm mais a oferecer

    Programas de bem-estar financeiro, financiados pelo empreendedor, deveriam ser parte essencial dos esforços para aumentar a felicidade do empregado – e então impulsionar engajamento e diminuir a rotatividade. Essa afirmação foi baseada no fato de que os colaboradores de uma empresa visam atacar as três principais causas de estresse citadas em uma pesquisa de 2014 da Harris Interactive: dinheiro, trabalho e economia.

     Empregados felizes acarretam maior produtividade e lucratividade, refletidos em:

    • 43% de aumento na produtividade (Hay Group),
    • 33% de aumento na lucratividade (Gallup),
    • 37% de aumento nas vendas (Shawn Achor),
    • 300% de melhora na inovação (Harvard Business Review),
    • 51% de redução na rotatividade de empregados (Gallup) e
    • 66% de redução nas licenças-saúde (Forbes).

     Relatório de 2014 do Departamento de Proteção Financeira do Consumidor (Consumer Financial Protection Bureau) afirma que programas de bem-estar financeiro poderiam trazer mais retorno de investimentos, similares àqueles de grandes programas de saúde, totalizando US$ 1 a US$ 3 para cada dólar gasto.

    4. Os objetivos de empregados e empregadores alinham-se em um programa de bem-estar

    Tanto os colaboradores como o próprio empreendedor têm muito a ganhar com esses programas que apoiam a mão de obra, já que todas as pessoas inevitavelmente acabam por enfrentar diversos momentos de estresse a cada estágio da vida. Sem investir muito, é possível que empresas esforcem-se para conhecer suas equipes, o que elas precisam e qual a melhor forma de atender suas necessidades.

  • Analise sua mão de obra atual para entender as diferenças de geração;
  • Analise os resultados de recursos humanos para determinar o nível atual de estresse financeiro. Por exemplo, você consegue examinar quantas pessoas estão tomando algum dos 401 mil empréstimos ou tendo seus salários comprometidos, assim como as taxas de rotatividade, custos de planos de saúde, absenteísmo e os índices de desempenho no trabalho;
  • Reconsidere sua estratégia de comunicação para ajudar os empregados a apreciar melhor, entender o valor e utilizar planos de benefício, assim garantindo maior impacto na retenção de funcionários;
  • Considere o valor de se construir um programa de bem-estar financeiro a partir dessas descobertas.
  • Desta forma, as empresas conseguem desenhar planos que vão direto ao ponto que está incomodando seus funcionários, permitindo que eles entendam como os benefícios relacionam-se diretamente com suas necessidades e dando a eles alguma paz de espírito.

    5. Empregados aproveitam mais os benefícios – e você aproveita melhor os empregados

    As empresas gastam muito com benefícios – muitos dos quais são especificamente voltados a melhorar as finanças dos funcionários. No entanto, se eles não entendem tais benefícios e não os aproveitam ao máximo, você pode acabar com dois resultados:

    a. Maior estresse de funcionários; ou

    b. Maior rotatividade em razão da busca por melhores salários.

    Ambos os resultados impactam seu lucro. Assim como aprendeu a empresa da Melanie, um programa de bem-estar financeiro bem-planejado e executado pode melhorar significativamente os resultados. Ela descobriu que os benefícios não eram bem utilizados e que pressões decorrentes de gastos com saúde justificavam mudanças na cobertura oferecida pela empresa.

    A empresa da Melanie agora utiliza pequenos vídeos para promover serviços de educação e aconselhamento financeiros, incluindo webinars; um site de planejamento; e assessoria individual. Melanie agora acredita que, com um pouco de educação, a empresa está ajudando ainda mais seus funcionários – e vice-versa.

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    https://endeavor.org.br/estresse-financeiro-afetar-empresa/https://endeavor.org.br/?p=18753Mon, 25 Jul 2016 21:56:32 +0000Como o estresse financeiro do seu time afeta sua empresaEm que medida seus resultados estão ligados ao bolso de seus colaboradores? O estresse dos colaboradores de uma empresa em relação a (falta de) dinheiro, especialmente entre millennials, é algo que acaba por prejudicar os negócios, mas, calma, nem tudo está perdido. Hoje, os programas de bem-estar financeiro podem ajudar a reverter esse cenário. Veja o ...Endeavor BrasilEYFri, 23 Sep 2016 12:43:19 +0000EYComo o estresse financeiro do seu time afeta sua empresaComo o estresse financeiro do seu time afeta sua empresa
    Recrutamento e seleção: as 5 dicas que fazem toda diferençaDefinição de valores, engajamento dos funcionários, recrutamento e seleção, tudo isso faz parte de uma das áreas mais desafiadoras da empresa: gente & gestão.

    Lidar com pessoas não é uma tarefa fácil. Contratar e reter talentos, com habilidades específicas, mas com perfis completamente diferentes, consegue ser ainda mais desafiador. A área responsável pela gestão de pessoas de qualquer empresa precisar estar sempre muito bem estruturada e pronta para enfrentar grandes dilemas.

    Uma das maiores dores do empreendedor está na hora do recrutamento e seleção de novos membros para o time. Para te ajudar com isso, separamos 5 dicas, com base em uma mentoria ofereciada como parte do programa Promessas JPMorgan Chase Foundation, que vão clarear seu caminho e te poupar de boas dores de cabeças. Mas, antes de entrar no assunto, é preciso entender melhor algumas características da sua empresa:

    • Valores: o sangue que corre nas veias da sua empresa

    Pode não parecer, mas os seus valores vão te ajudar, e muito, na hora do recrutamento de novos talentos. Mas, antes de entrar direto nessa história, é preciso entender a profundidade desse tema.

    Definir os valores da sua empresa pode até parecer fácil, mas é um processo demorado que exige muita dedicação. Diferente do que muitos pensam, os valores e missão de uma empresa não são apenas palavras escritas em um papel ou placa, eles são bem mais do que isso. São a alma do negócio, o guia de bolso que todo empreendedor e colaborador deve saber de cor e salteado, o que serve de base para os comportamentos diários dos colaboradores e move toda a empresa na mesma direção.

    E se você já está pensando “falar é fácil, difícil mesmo é conseguir encontrar quais valores são os que melhor representam o meu negócio.” talvez esta dica possa te ajudar bastante.

    A cultura organizacional de uma empresa nasce por conta própria. Se você não pegar as rédeas e defini-la, ela tem muitas chances de virar um “Frankenstein” do qual você talvez não se orgulhe tanto assim. Por isso, pare e pense: quem faz o seu negócio crescer? Quem são as pessoas que acompanham, diariamente, a rotina da sua empresa e sabem, melhor do que ninguém, o que move toda a organização? Se você pensou em seus colaboradores, acertou em cheio.

    Leia também: Como manter a sua cultura organizacional

    Eles são as pessoas que carregam, mesmo sem você saber, a essência da empresa nas mãos. Por isso, se a sua empresa já está dando sinais de uma cultura que você não acha ideal para o negócio, uma ótima saída para identificar quais são os valores que realmente definem sua empresa é separar um tempo e conversar com seus colaboradores.

    É sempre importante envolver toda a organização, mas, quando isso não for possível, existem duas saídas:

    • Validação em duas frentes

    Sempre existe o ótimo e o bom. O ideal é que todos participem desse processo, mas não são todas as empresas que conseguem realizar esse papo com todos os seus times. Por isso, uma boa saída para as organizações que vivem esse impasse é a definição dos valores em duas etapas.

    Leia também: Visão, missão e valores

    Em um primeiro momento, a alta direção irá debater quais os valores que melhor ilustram a cultura da empresa. Com isso definido, é hora de apresentar para alguns grupos de colaboradores, aqueles que são mais engajados com o negócio e que também demonstram interesse em contribuir. É importante discutir com seus colaboradores porque eles têm que comprar a sua ideia e se identificar com ela. Sem isso, seus valores não passam de palavras escritas em um papel ou em um quadro na parede.

    • Conversas diretas com seus colaboradores

    Definir os seus valores significa entender o que é aceitável ou não é dentro da sua empresa. Para isso, uma boa conversa com aqueles colaboradores que mais se destacam dentro do negócio é uma ótima saída. Esse bate papo tem que ser mais profundo do que uma conversa normal, é um verdadeiro mergulho na personalidade da pessoa, identificando quais valores pessoais ela transmite em seu trabalho e o porquê deles fazerem a diferença na hora da entrega dos resultados.

    Esse é o momento de entender a história dos seus colaboradores, quais valores os movem e quais qualidades e características são as mais presentes em cada um deles. Com isso em mãos, você será capaz de construir a persona ideal para a sua empresa, com valores que sejam, literalmente, a cara e coração da sua empresa.

    Ambos os processos são demorados, mas podem ser realizados por qualquer tipo de empresa. Agora que você já entendeu a importância dos valores para a empresa, vamos ao que interessa:

    2.  Recrutamento & Seleção

    Outro grande desafio que muitas empresas enfrentam é a contratação de pessoas. Alguns empreendedores dizem não saber onde procurar seus talentos, outros afirmam que o problema está na hora da escolha final. Para te ajudar com isso, separamos duas boas práticas que servem como um guia de gente & gestão:

    • Contrate a pessoa certa

    Lembra que falamos sobre a importância de ter seus valores bem definidos? Eles vão te ajudar muito na fase contratação.

    Seus valores devem ser como filtros para a contratação de qualquer pessoa. Às vezes é difícil identificar essas características durante entrevistas, mas perguntas bem elaboradas fazem toda a diferença. Nesse momento, é importante ter em mente o que cada valor significa para você em ações. Por exemplo, ter cabeça de dono pode ser o mesmo que mostrar atitude durante um momento adverso ou estressante para a pessoa.

    Leia também: Recrutamento e seleção: 5 passos para montar a melhor equipe

    Pensando nisso, você pode fazer uma pergunta que envolva uma situação dessa, como, por exemplo: você poderia me contar uma situação na qual teve que fazer uma escolha sobre pressão? Com essa primeira resposta, você terá um panorama geral da personalidade da pessoa, mas é preciso ir mais a fundo. Peça para que ela descreva o contexto da situação, quem estava envolvido, quais eram os objetivos e riscos de cada ação e, o mais importante, o que ela, de fato, fez para ajudar na situação.

    Em resumo, na hora do recrutamento, utilize o método CAR: contexto, ação e resultado.

    Saiba as perguntas certas pra fazer, lembrando que elas devem ser sempre no passado, porque esses comportamentos tendem a se repetir no futuro.

    • Saiba onde procurar

    Muitas empresas precisam de um recrutamento ativo, seja pelo alto nível de turnover ou por um rápido crescimento. Seja qual for a causa, criar um banco de talentos é uma ótima solução, afinal, não adianta sair correndo atrás de alguém que você nem mesmo sabe onde está com um prazo super curto para recrutar.

    Para ter um bom banco de dados é preciso não só encontrar as pessoas certas, mas também aquelas que tem um maior fit com seu negócio e cultura. Para isso, você pode:

    I. Pedir indicações de seus colaboradores

    Isso mesmo, ative o seu time para indicar novos talentos para sua empresa. Se você parar para pensar, quem melhor do que seus próprios funcionários para identificar quais pessoas têm a personalidade e os interesses que mais combinam com a sua empresa?

    II. Headhunters

    Diferente do que muitos pensam, não é anti ético olhar para os colaboradores de uma empresa concorrente e fazer novas propostas de trabalho. Na verdade, isso se chama hunting e é uma técnica utilizada por muitos negócios.

    Imagine que você é uma empresa de serviços. Estudando seu mercado, você conseguiu identificar que os melhores talentos para o seu negócio são aqueles que já trabalharam em grandes empresas e atuavam na área de recursos humanos. Com isso em mãos, é hora de procurar ativamente quem são essas pessoas e fazer convites para sua contratação.

    Leia também: Como encontrar os profissionais certos para a sua empresa

    Saber onde buscar talentos e analisar o perfil de cada um dos potenciais integrantes do seu time faz toda a diferença. Primeiro, sabendo onde procurar, você não vai mais passar noites sem dormir imaginando quem poderá preencher aquela vaga que está há tempos aberta. Além disso, quando você finalmente contratar alguém, você terá mais confiança de que aquela pessoa é a mais indicada para o cargo e também para o seu negócio.

    A gente sabe que a gestão da empresa não é fácil, mas essas dicas podem ajudar, e muito, na hora de tomar decisões e decidir qual caminho é o melhor. Agora é hora de colocar tudo isso em prática e vai que dá!

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    https://endeavor.org.br/dicas-recrutamento-selecao/https://endeavor.org.br/?p=18755Mon, 25 Jul 2016 21:26:10 +0000Recrutamento e seleção: as 5 dicas que fazem toda diferençaDefinição de valores, engajamento dos funcionários, recrutamento e seleção, tudo isso faz parte de uma das áreas mais desafiadoras da empresa: gente & gestão. Lidar com pessoas não é uma tarefa fácil. Contratar e reter talentos, com habilidades específicas, mas com perfis completamente diferentes, consegue ser ainda mais desafiador. A área responsável pela gestão de ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilMon, 25 Jul 2016 18:26:10 +0000Endeavor BrasilRecrutamento e seleção: as 5 dicas que fazem toda diferençaRecrutamento e seleção: as 5 dicas que fazem toda diferença
    Reconstruindo a história da marca: os aprendizados da Forno de MinasEmpreendedor em série, Helder Mendonça, fundador da Forno de Minas, conseguiu transformar um negócio tradicional em uma história de 25 anos com direito a muitas reviravoltas e surpresas.

    Helder, até seus 6 anos, morou em uma fazenda, no interior de Minas Gerais. Como todo bom mineiro, sempre foi apaixonado por pão de queijo, ainda mais pelo que sua mãe preparava, com toda dedicação e ingredientes que ela mesma pegava da fazenda. Na verdade, foi dessa lembrança afetiva que, anos depois, Helder teve a ideia de abrir a Forno de Minas. Mas não vamos pular etapas, para entender a história, temos que voltar no tempo até 1970.

    Em 1971, a família de Helder se mudou para BH. Tudo andava bem até que, em 73, o pai de Helder sofreu um acidente de carro e faleceu. A perda fez com a rotina da família se alterasse completamente. Se antes a mãe conseguia estar presente e ajudar no dia a dia dos filhos, depois do acidente ela voltou a trabalhar e estudar, ficando cada vez menos em casa.

    Quando isso aconteceu, Helder e seus irmão deixaram de ter o pão de queijo que já era tão familiar e fazia falta no dia a dia. Eles até tentaram reproduzir a receita da mãe, mas não sabiam onde comprar ingredientes de qualidade na cidade e, além disso, a falta de tempo também não os favorecia. Foi aí que a mãe de Helder começou a fazer bolinhas de pão de queijo congeladas para que seus filhos pudessem apenas aquecê-las depois. Guarde esse pedaço da história, ele vai fazer a diferença daqui a alguns anos na trajetória do empreendedor.

    Helder acreditava tanto no pão de queijo da mãe que comprou uma pequena lanchonete e, com a ajuda da mãe, treinou 2 funcionárias e começou a vender essa comida que todo bom mineiro é apaixonado. Com o dinheiro que juntou, fez suas malas e foi estudar fora. Foi em suas andanças pelo mundo que Helder conheceu mais a fundo o mundo dos congelados e a praticidade desse tipo de comida que é tão frequente no mercado americano.

    Com essas informações na cabeça, voltou para BH decidido: ia abrir uma empresa e vender pão de queijo. A jornada foi longa e cheia de aprendizados, mas separamos aqui 3 deles. Se quiser conferir toda a história, não deixei de assistir o bate papo completo que aconteceu durante o CEO Summit MG.

    1. Ninguém conhece seu produto melhor do que você

    A história da Forno de Minas pode ser contada em duas fases: de 91 a 99 e depois de 2001 até agora. E por que essa divisão? A gente explica:

    Em 99, Helder e sua família venderam a empresa para uma multinacional. Na época, o negócio vivia uma situação muito delicada, com um faturamento muito abaixo do desejado. A oferta de venda chegou para eles como uma oportunidade perfeita.  Então, com os papeis assinados, Helder e sua família tiraram 10 anos “de férias” do negócio, até que, em 2001, recompraram a empresa.

    E por que a família comprou o mesmo desafio 2 vezes?

    Quando aquela multinacional comprou a Forno de Minas, eles mudaram a receita daquele tão amado pão de queijo. O produto que antes era referência em qualidade, começou a cair em sua categoria e parecia não ter mais forças para se reposicionar. Nesses 10 anos, a Forno de Minas perdeu a confiança de grande parte do mercado e de seus consumidores finais.

    Quando Helder, sua mãe e seus irmãos olharam para a empresa eles sabiam que podiam fazer melhor.

    Eles, melhor do que ninguém, sabiam onde a empresa tinha errado e qual seria o melhor caminho para que o negócio pudesse se reerguer. Por isso, quando retornaram, em 2001, a empresa passou por um grande reposicionamento de marca. A reconstrução foi difícil, eles tiveram que voltar a vender os projetos e prometer que dali em diante seria diferente. Foi uma batalha difícil, mas muito recompensadora, e é dela que tiramos nossa segunda lição:

    2. Paciência faz a diferença

    Quando retomaram a empresa, 10 anos depois, o mercado tinha modificado muito. O número de concorrentes quase triplicou e a tecnologia tinha criado novas oportunidades de atuação. Tudo isso fez com que Helder e sua família percebessem que plano de negócio da empresa já não poderia ser o mesmo. Por mais que o pão de queijo ainda fosse o carro chefe do negócio, eles precisavam expandir o portfólio e aumentar a velocidade das operações.

    A paciência, durante essa fase, foi fundamental. Demorou 3 anos, até que a empresa conseguisse um equilíbrio de ebitda. Foram noites sem dormir, uma preocupação com o que seria o futuro do negócio, já que, de um dia para o outro, as operações passaram de 15 funcionários para 100 colaboradores.

    Todo o esforço valeu a pena, como um novo portfólio, mais áreas sendo exploradas e a confiança dos clientes e do mercado foi reconquistada, fazendo com que a Forno de Minas retomasse o primeiro lugar de vendas em muitas lojas de varejo.

    Essa mudança foi feita com tal maestria que, atualmente, a Forno de Minas está planejando a sua internacionalização. E como eles pensam em trabalhar um produto tão típico em um mercado que não tem os mesmos costumes que o nosso? É aqui que temos nossa terceira e última lição:

    3. Deixe o gigantismo de lado

    Algumas empresas, por conta do seu gigantismo, não conseguem ver sentido em explorar as ideias que alguns negócios menores estão investindo. Empresas não só nacionais com também as internacionais, afinal, elas estão inseridas em um mercado muito mais maduro que o nosso e são grandes fontes de aprendizado. Esse gigantismo cega muitos negócios e é um grande erro.

    A Forno de Minas, por exemplo, lançou, há 3 anos, um Waffle congelado. Foi difícil no começo, a empresa teve que criar um hábito de consumo nos seus clientes, mas a experiência rendeu muitos insights para Helder. O produto agora está se posicionando muito bem e tudo isso porque eles conseguiram enxergar uma tendência no mercado de fora.

    Expandir os horizontes e ver o que seus concorrentes estão fazendo só traz boas ideias para a sua empresa. Helder conta que, ao olhar para outros mercados, ele sempre consegue enxergar pontos que ainda não foram explorados no Brasil ou até mesmo na indústria alimentícia.

    É essa vontade de fazer a mudança que move a Forno de Minas a crescer mais e mais todos os dias. A empresa familiar já é uma das mais reconhecidas em Minas Gerais. Aquela ideia que parecia uma loucura no começo, se mostrou um verdadeiro sonho grande que só cresce.

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/forno-minas-reconstruir-marca/https://endeavor.org.br/?p=18712Fri, 22 Jul 2016 18:56:29 +0000Reconstruindo a história da marca: os aprendizados da Forno de MinasEmpreendedor em série, Helder Mendonça, fundador da Forno de Minas, conseguiu transformar um negócio tradicional em uma história de 25 anos com direito a muitas reviravoltas e surpresas. Helder, até seus 6 anos, morou em uma fazenda, no interior de Minas Gerais. Como todo bom mineiro, sempre foi apaixonado por pão de queijo, ainda mais ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 04 Aug 2016 14:21:24 +0000Endeavor BrasilReconstruindo a história da marca: os aprendizados da Forno de MinasReconstruindo a história da marca: os aprendizados da Forno de Minas
    5 passos para ter um bom relacionamento com seus clientesUm bom relacionamento com o cliente não só dá certo como pode dar casamento! Conheça os 5 passos para ganhar de vez seu consumidor.

    Estabelecer uma proximidade é a melhor maneira de fidelizar seu cliente. Um bom relacionamento pode fazer com que sua empresa se diferencie das concorrentes. Isso acontece porque, quando uma equipe é capaz de tornar agradável o contato entre empresa e consumidor, as chances dele voltar a fazer negócio com a sua empresa se multiplicam. Afinal, quem não gosta de ser bem atendido?

    Apesar disso, muitas empresas pecam em diversos fatores quando o assunto é relacionamento com seus clientes. Má recepção, demora, insistência e falta de tato são alguns exemplos de condutas inadequadas que fazem com que o consumidor saia correndo da sua empresa. Infelizmente, situações como essas ainda são mais comuns do que você pensa.

    Quantas vezes você já não entrou em alguma loja onde parece que o atendente está te prestando um favor? Pois é, esse tipo de comportamento afeta diretamente a empresa – que sai perdendo. Lembre-se: o relacionamento com seus clientes é o cartão de visitas da sua empresa.

    Veja também: CRM: Atendimento de forma eficiente

    Ao ser bem tratado, é bem provável que o cliente indique o seu estabelecimento a amigos e conhecidos. Se você está precisando melhorar o atendimento da sua empresa, separamos algumas dicas infalíveis para você obter um bom relacionamento com os clientes. Vamos lá?

    1. Seja empático

    Talvez essa seja uma das dicas mais simples e pouco praticadas nas empresas. Na hora de se relacionar com os clientes, você deve pensar justamente neles e não na venda que o seu negócio pode fechar. Pare e pense: quais são as suas reais necessidades? Se eu fosse o comprador, como eu gostaria de ser tratado?

    Não foque o discurso na sua empresa. Esqueça o quanto ela é maravilhosa.

    Entenda as demandas do cliente, escute-o com atenção e foque em suas necessidades. Tome cuidado para não pressioná-lo a comprar determinado item, isso pode ser um caminho sem volta para um atendimento que repele potenciais consumidores em vez de atraí-los. E, claro, nunca esqueça: seja simpático e agradável.

    2. Invista na confiança

    Não tem jeito, confiança é a base de qualquer negócio. Ao investir no seu relacionamento, tenha em mente que é preciso demonstrar o quanto ele é importante. Quando você acompanha de perto tudo o que ele diz respeito, as chances de você conquistá-lo são muito grandes. Lembrar de pequenos detalhes na hora de puxar assunto ou retomar alguma conversa também pode fazer muito a diferença.

    Leia também: A arte de encantar clientes: 5 lições que aprendemos com a Disney

    Faça com que o consumidor confie em você e não deixe-o de lado quando a compra for concluída. Para fidelizar um cliente, é necessário um trabalho diário de relacionamento próximo, nada de esquecê-lo depois de algumas semanas! Seja cuidadoso, educado e gentil.

    3. Resolva os problemas rapidamente

    A resolução de problemas é a parte que você deve tomar mais cuidado. Imagine a seguinte situação:

    Você comprou um produto em uma grande loja de eletrodomésticos. No entanto, o item que chegou à sua casa não foi o pedido. Certamente, você ficará chateado e nervoso com a conduta da empresa. Agora, se a loja, após seu contato, resolver o problema rapidamente, é bem provável que você volte a fazer negócio com eles.

    Essa simples história mostra a importância de ter uma área com atendentes exclusivos para solucionar o problema dos consumidores. Quanto menos dor de cabeça seus clientes sentirem, menos será o seu nível de estresse.  Por isso, esteja sempre em contato com o cliente e ofereça soluções que realmente funcionem.

    Pense nele e não na empresa. Tente resolver o imprevisto o mais rápido possível. Feito isso, não deixe as ligações e os emails de lado. Sempre pergunte se está tudo bem, como foi o atendimento.

    Leia também: Além da jornada de relacionamento: quando o cliente te trai

    A Zappos, uma rede americana de e-commerce, é mestre no relacionamento com o cliente. Na verdade, o atendimento é tão bom que dois consumidores resolveram casar dentro da empresa. Isso mesmo, você não está lendo errado. Tenha em mente: um bom relacionamento não dá certo, dá casamento!

    4. Esteja atento ao feedback

    Para um bom relacionamento acontecer é necessário escutar com atenção os feedbacks. Eles são os melhores indicadores de qualidade da sua empresa. O feedback, mesmo que negativo, é essencial para o crescimento da qualidade do seu negócio.

    Aliás, ao investir em boas práticas de relacionamento com seus clientes (como as que citamos acima), eles confiarão em você, ou seja, há uma grande probabilidade do feedback ser transparente e verdadeiro. Escute com atenção o que eles têm a dizer. Se for necessário, não hesite em pedir desculpas e oferecer soluções para os pontos que eles levantaram sobre seu produto ou serviço.

    Mas não pense que só ouvir é o bastante. É preciso avaliar cada feedback recebido – mesmo daquelas pessoas “mais difíceis” de lidar – e utilizá-lo para corrigir possíveis falhas. Encare a crítica como uma oportunidade de crescimento, se seus clientes não estão felizes com algo, isso é um baita sinal vermelho para a empresa.

    5. Invista em promoções exclusivas

    Quando você tem um bom relacionamento com seus clientes é fácil saber o que eles precisam ou desejam em determinado momento. Por exemplo, vamos imaginar que você trabalha com atendimento e produtos diferenciados. Conversando com um de seus clientes, você percebe que ele está procurando um modelo mais simples do que você está acostumado a oferecer.

    Que tal oferecer uma boa oportunidade para ele fechar o negócio? Uma boa indicação pode faz toda diferença. Mas lembre-se de oferecer serviços ou produtos que ele realmente precise, não vá empurrando qualquer coisa. Faça com que o cliente estabeleça uma relação de satisfação e confiança com você.

    Fazendo isso, existe uma grande chance dele indicar os seus serviços para amigos, profissionais, e conhecidos. Outra forma de agradar e estimular esse cliente que te indicou para alguém é bonificando-o quando um amigo indicado fechar negócio com a empresa. Pode ser um produto bônus, desconto ou mimo.

    Seguindo essas 5 dicas, seu relacionamento com o cliente tem tudo para dar certo. A jornada nunca é fácil, mas rende muitos bons frutos quando é feita com carinho, empatia e, principalmente, foco no consumidor.

    Conteúdo originalmente postado e adaptado do blog da Neoassist

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    https://endeavor.org.br/dicas-relacionamento-cliente/https://endeavor.org.br/?p=18703Thu, 21 Jul 2016 21:23:58 +00005 passos para ter um bom relacionamento com seus clientesUm bom relacionamento com o cliente não só dá certo como pode dar casamento! Conheça os 5 passos para ganhar de vez seu consumidor. Estabelecer uma proximidade é a melhor maneira de fidelizar seu cliente. Um bom relacionamento pode fazer com que sua empresa se diferencie das concorrentes. Isso acontece porque, quando uma equipe é ...Endeavor BrasilAlbert DeweikThu, 21 Jul 2016 18:23:58 +0000Albert Deweik5 passos para ter um bom relacionamento com seus clientes5 passos para ter um bom relacionamento com seus clientes
    Sua empresa cresceu muito rápido? Esses 3 pontos podem ajudar sua cultura organizacionalCrescer é bom e toda empresa quer, mas como manter o ritmo sem perder a essência do negócio?

    Nos primeiros meses, seu negócio cabia dentro de uma sala 3x4. Depois de um tempo, alguns aprendizados e desafios, aquele espaço começa a ficar pequeno e então você decide que é hora de expandir. Mais do que alugar uma sala maior, em um prédio ou coworking, é hora de ampliar o time e contratar novas pessoas. Aquele bate papo diário com os colaboradores acaba ficando cada vez mais distante à medida que a empresa cresce. E a cultura da sua empresa, em meio a tantas mudanças, fica onde?

    Uma das maiores dores dos empreendedores que cresceram muito é  sua cultura organizacional. Manter a essência da empresa, os valores e a missão, é uma tarefa extremamente desafiadora. Dentro de um negócio você lida com perfis totalmente diversificados, desde o mais tímido até o mais extrovertido e colocá-los todos na mesma página que você exige não só esforço e paciência, como também acreditar fortemente na sua cultura e demonstrar isso por meio de exemplos e atitudes.

    Pensando nisso, a Endeavor, como parte do programa Promessas JPMorgan Chase Foundation, separou alguns aprendizados que podem te ajudar nessa jornada:

    • Colaboradores: seu maior bem

    Não adianta apenas ter a missão e visão da empresa espalhados pelos corredores do seu escritório, a cultura organizacional de uma empresa vai muito além disso. Na verdade, seus colaboradores absorvem a essência do seu negócio nos pequenos detalhes. Ou seja: no seu dia a dia.

    Vamos imaginar que você é dono de um restaurante. Um dos seus valores é o foco no cliente, tentando sempre superar as expectativas deles em relação ao atendimento. Para que isso aconteça, você precisa ter uma equipe totalmente disposta a ajudar seus clientes, independentemente da situação. A questão aqui é que, garçons, os funcionáros que têm contato direto com o seu cliente final, podem não estar se sentindo valorizados. E isso impacta diretamente no modo como lidam com problemas e até mesmo em como tratam seus clientes.

    Ué, mas o que isso tem a ver com cultura organizacional? Na verdade, tudo!

    Ouvir as dores dos seus colaboradores, quais seus maiores desafios e acertos, faz com que eles percebam que a empresa, de fato, se preocupa.

    Eles vão vivenciar, diariamente, esse cuidado com o seu bem estar e sua opinião e vão refletir isso em seu modo de agir. Por isso, para atingir o seu grande objetivo de foco no cliente, primeiro, temos que dar dois passos para trás e focar em quem mais precisa da sua atenção: seus colaboradores.

    • Contrate as pessoas certas para o seu negócio

    Uma das tarefas mais difíceis para um empreendedor é a hora da contratação. E, por mais que não pareça, mesmo que você esteja preenchendo uma vaga na base da sua empresa, ela pode fazer toda a diferença. Voltemos ao exemplo do restaurante:

    Imagine que você está procurando por um novo chefe de cozinha. Além de saber cozinhar muito bem, você define que essa pessoa também tem que saber trabalhar em equipe, afinal, ela estará lidando diariamente com sua equipe de serviço. Então, você inicia o processo de seleção, conversa com muitos candidatos e reduz uma lista gigantesca a duas pessoas. Um profissional extremamente renomado, mas com uma personalidade individualista, e um novo chefe, com menos experiência, mas que está acostumado a lidar com pessoas.

    Leia também: 5 dicas sobre recrutamento e o poder da perplexidade

    O que muitas empresas fazem, em casos como esse, é contratar o profissional com mais experiência, independente da sua personalidade e valores. Em uma primeira análise, essas diferenças não parecem importar tanto, mas, à medida que o tempo passa, o ambiente de trabalho pode se tornar o oposto do esperado. Lembra o que falamos de dar o exemplo? É exatamente isso.

    Pode parecer clichê, mas contratar aquelas pessoas que têm com brilho no olha e acreditam, de fato, na missão da sua empresa muda muita coisa.

    Por isso, sempre que possível, traga para dentro da sua empresa colaboradores que pensam como líderes e que possam se desenvolver cada vez mais com base nos valores do seu negócio. É melhor ter uma pessoa em sua equipe que pode aprender do que alguém que sabe muito, mas vai totalmente contra os valores da sua empresa. Sabemos que isso não é fácil, mas, com certeza, faz toda a diferença.

    • Os colaboradores crescem junto com a empresa

    Se a sua empresa está crescendo, seus funcionários também devem ir pelo mesmo caminho. Uma das melhores formas para fazer isso são os reconhecimentos e treinamentos. Além da valorização dos resultados apresentados pelos colaboradores, parabenizar e reconhecer as pequenas ações do dia a dia que refletem os valores e princípios do negócio é de extrema importância.

    Aqui não estamos falando apenas de uma remuneração variável ao final do mês quando as metas são batidas, mas sim de um verdadeiro reconhecimento pessoal. Seja por uma conversa elogiando o trabalho que determinado colaborador está realizando ou em uma comemoração com os maiores destaques dos projetos ativos. Lembre-se: todas as suas ações devem refletir seus valores e missão até mesmo o reconhecimento dos seus colaboradores.

    Leia também: A pior pessoa define o que é aceitável

    Valores e princípios movem pessoas. Você já pensou se seus colaboradores nutrem algum plano de carreira? Por menor que seja o seu papel dentro da empresa, ele com certeza pode fazer a diferença. Uma das melhores formas de tornar esse sentimento tangível é criando um case de alguém que cresceu dentro da suaempresa, incentivando outros funcionários a também sonharem grande.

    Sua empresa tem que ter visão e missão, algo para mover os funcionários. Para ajudar com isso, você pode criar mecanismos de treinamento e seleção que ajudem as pessoas a saírem do bridge e ter um papo sobre gestão de pessoas ou técnica de gestão. E não estamos falando de extensos cursos, reuniões semanais podem ser uma ótima alternativa.

    Uma empresa é feita por colaboradores. Por mais que qualquer tipo de negócio precise de clientes para crescer cada vez mais, são os funcionários que movem todos os mecanismos dentro da organização e carregam a sua essência para fora do mundo corporativo.

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    https://endeavor.org.br/manter-cultura-organizacional-crescendo-rapido/https://endeavor.org.br/?p=18705Thu, 21 Jul 2016 21:23:41 +0000Sua empresa cresceu muito rápido? Esses 3 pontos podem ajudar sua cultura organizacionalCrescer é bom e toda empresa quer, mas como manter o ritmo sem perder a essência do negócio? Nos primeiros meses, seu negócio cabia dentro de uma sala 3×4. Depois de um tempo, alguns aprendizados e desafios, aquele espaço começa a ficar pequeno e então você decide que é hora de expandir. Mais do que ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilThu, 21 Jul 2016 18:23:41 +0000Endeavor BrasilSua empresa cresceu muito rápido? Esses 3 pontos podem ajudar sua cultura organizacionalSua empresa cresceu muito rápido? Esses 3 pontos podem ajudar sua cultura organizacional
    O que aprendemos com os modelos de gestão da Google, Netflix e DellModelo de negócio pode até se parecer com modelo de gestão, mas os conceitos são bem diferentes. Veja as lições que aprendemos com a Netflix, Google e Dell.

    Vamos começar esclarecendo uma dúvida muito comum: a diferença entre modelo de negócio e modelo de gestão. Por mais que muitos pensem que um é sinônimo do outro, os dois temas são conceitos são bem distintos.

    O modelo de negócio está relacionado a estratégia da empresa, como o preço ela vai colocar no mercado, que segmento de cliente ela vai focar, qual canal utilizar, etc. O modelo de gestão é a aplicação do modelo de negócio no dia a dia. Ou seja, qual a cultura da empresa, os relatórios, indicadores, frequência de reunião.

    Basta lembrar que um modelo de gestão coloca em prática o seu modelo de negócio.

    Por mais que cada empresa tenha um modelo de gestão, algumas lições são comuns a todas. Analisando a Dell, Google e Netflix, separamos 3 grandes aprendizados para você:

    • Adaptar para crescer

    Em primeiro lugar, na hora de escolher um modelo de gestão, você precisa pensar em como ele pode te ajudar a atingir os objetivos da empresa. E, claro, se ao longo dos anos, o mercado mudar e você precisar adaptar sua gestão, não se preocupe, isso é totalmente normal. Aliás, a Netflix é mestre em adaptação!

    No começo, a empresa entregava DVDs. Depois de um tempo, ela entendeu que deveria começar a adquirir seus consumidores pela internet e fazer a entrega de vídeo por streaming. Em outras palavras, a Netflix analisou o mercado e entendeu que seu modelo de negócio e, consequentemente gestão, já não fazia mais sentido.

    Depois disso, a empresa deixou a logística de lado e focou seus esforços na mineração de dados.

    Eles perceberam que a distribuição física estava dando seus últimos sinais de vida e, rapidamente, mudaram a sua estratégia. Claro, isso não foi tão simples. Nesse caminho, eles enfrentaram dificuldades, tiveram problemas na valorização do seu serviço, mas, independente disso tudo, a marca se reinventou e hoje é um case de negócio que entendeu os sinais do mercado e saiu na frente dos concorrentes.

    Leia também: Como adaptar conceitos já consolidados

    Além da Netflix, podemos citar outros exemplos como a Google a Microsoft, empresas de tecnologia que tiveram seus perfis de atuação moldados ao longo dos anos. Independente das mudanças que a empresa vai implementar, é importante nunca esquecer que essa tomada de decisão deve ser baseada nos valores e missão que guia o negócio. Por exemplo, na Dell, um conceito chave da cultura da empresa é a meritocracia.

    Luis Gonçalves, diretor geral da Dell, conta que se um dia o mercado se transformar e exigir uma adaptação da empresa, o primeiro passo seria olhar para o DNA do negócio e entender o que deve ou não ser alterado. Quanto mais claro esses aspectos forem para o empreendedor, mais fácil será a mudança.

    • Contratando gente boa

    Para se destacar no mercado, além da mudança no serviço, a Netflix se tornou uma expert em dados. Foi isso que possibilitou os excelentes níveis de recomendação de filmes e séries com base no histórico do que cada cliente assistiu nos últimos meses. Foi com base nesses dados que ela também conseguiu prever, antes mesmo de lançar a série, que House Of Cards seria um sucesso total. Para entender melhor o case, recomendamos a leitura deste artigo.

    E como ela conseguiu tudo isso? Selecionando as pessoas certas para a fase que a empresa estava vivendo. A empresa começou a trabalhar cada vez mais com dados, não só olhando e analisando cada informação, mas também tirando insights do que fazer com tudo aquilo que tinham em mãos. Para que todo esse trabalho pudesse ser feito, a Netflix começou a sua procura por pessoas que entendessem muito de mineração de dados e análise comportamental.

    Leia também: 5 dicas de recrutamento e seleção

    O processo de contratação influencia tanto no futuro da empresa que até alguns anos atrás, os fundadores da Google entrevistavam todos os seus colaboradores. Fazer um bom screeaning, uma lista de talentos, conversar as melhores pessoas do seu time e avaliá-las pode mudar a direção do seu negócio. E de onde eles pegavam esses talentos?

    Essa resposta é mais simples do que você pensa. Vamos pegar a Netflix. Ela compete, em muitos aspectos, com a Google. Ou seja, muito provavelmente os funcionários da Google seriam ótimos colaboradores para a Netflix. E o que ela fez com essa informação? Transformou o seu ambiente de trabalho em algo que remetesse o que era feito no Google, mas sem perder seus valores.

    Quando você começa certo, o futuro da empresa é bem mais garantido.

    É claro, você também tem que estar aberto a fazer mudanças e evoluir alguns processos na empresa. Agora, o que você não pode fazer é ficar mudando, toda hora, sua forma de gestão, isso cria um ambiente instável tanto para os seus colaboradores como para seus clientes.

    • Cuidado com o modismo

    A gestão sem hierarquia que é utilizada pela Zappos e Netflix está muito em alta. Cada vez mais empresas querem mergulhar nessa tal holocracia, buscando mais liberdade e autonomia para a empresa, mas é preciso cuidado. Nem toda a empresa consegue se adaptar a esse modelo de gestão, na verdade, em alguns casos, o que acontece é um verdadeiro caos.

    O tema é tão relevante que a Google realizou um teste para ver se esse modelo era mesmo tão eficiente assim.

    A empresa separou 2 grupos de engenheiros, sendo que um tinha a figura do líder e uma hierarquia mais clara e o outro atuava como preferia, sem cargos definidos.  Cada grupo trabalhou por um determinado tempo e depois a Google comparou os resultados do modelo sem hierarquia versus o tradicional. O que aconteceu foi que o grupo tinha um líder trouxe mais resultados do que aquele sem hierarquia.

    Leia também: Você sabe o que a Zappos e Vagas.com tem em comum?

    Não estamos falando que esse modelo é ruim, mas sim que existem vantagens e desvantagens. Essa gestão dá mais liberdade aos colaboradores, mas também aumenta o risco de cada um agir por conta própria e o resultado de um projeto sair um Frankstein. Por outro lado, o modelo tradicional, com um gestor ou líder, ajuda muito no desenvolvimento de pessoas.

    Por isso, se você acha que a sua empresa está pronta para abraçar um modelo de gestão sem hierarquia, como a Zappos e a Vagas.com, uma boa dica é verificar as dificuldades de implementação a médio e longo prazo. Outro ponto é pensar como você vai compensar o seu processo de gestão e feedback, já que não terá uma pessoa olhando especificamente para isso. Por fim, é importante definir como será a sua comunicação, já que vai ser difícil juntar todos em torno de um mesmo objetivo. Em outras palavras: procure o equilíbrio na empresa.

    O modelo de gestão da empresa é como o coração do nosso corpo, se ele para de funcionar, o negócio morre em pouco tempo. Por isso, esperamos que essas lições possam te ajudar nessa aventura que é empreender. Se você quiser aprofundar seu conhecimento sobre o assunto, não deixe de ver o vídeo no integra!

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    https://endeavor.org.br/modelo-gesta-dell-netflix-google/https://endeavor.org.br/?p=18699Wed, 20 Jul 2016 23:03:54 +0000O que aprendemos com os modelos de gestão da Google, Netflix e DellModelo de negócio pode até se parecer com modelo de gestão, mas os conceitos são bem diferentes. Veja as lições que aprendemos com a Netflix, Google e Dell. Vamos começar esclarecendo uma dúvida muito comum: a diferença entre modelo de negócio e modelo de gestão. Por mais que muitos pensem que um é sinônimo do ...Endeavor BrasilEndeavor BrasilWed, 20 Jul 2016 20:03:54 +0000Endeavor BrasilO que aprendemos com os modelos de gestão da Google, Netflix e DellO que aprendemos com os modelos de gestão da Google, Netflix e Dell
    Os 4 erros que afastam a inovação da sua empresaToda empresa quer estar por dentro das tendências de inovação, mas parece que as startups estão sempre um passo a frente das grandes empresas. Entenda o porquê isso acontece.

    No século XXI, ficou mais difícil para as grandes corporações criarem inovações disruptivas. Essas inovações surgem nas startupsTesla para automóveis, Uber para táxis, Airbnb para hospedagem, Netflix para streaming de vídeo e Facebook para a mídia.

    O que está prendendo as grandes empresas? Aqui estão 4 razões:

    Em primeiro lugar, as empresas compraram a falsa ideia de que existem para maximizar o valor dos acionistas que, por sua vez, disseram para “manter o preço das ações em alta”. Como consequência, as empresas usam métricas como retorno sobre ativos líquidos (RONDA), capital implantado e taxa interna de retorno (IRR) ​​para medir a sua eficiência.

    Essas métricas dificultam o trabalho de uma empresa que quer investir em inovação a longo prazo. É muito mais fácil melhorar esses números por meio da terceirização de tudo, remoção de ativos do balanço e investimento em ações que compensam rapidamente. Para conseguir esse resultado, as empresas abandonaram os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D), terceirizaram a fabricação e cortaram os investimentos de longo prazo. Esses modelos de negócio parecem extremamente rentáveis.

    Leia também: Como Inovar Em Modelos de Negócios

    Em segundo lugar, os líderes dessas empresas tendem a ser aqueles que se destacaram em finanças, cadeia de suprimentos ou produção. Uma das maiores empresas de tecnologia, sob o comando dos seus 2 últimos CEOs, entregou mais receita e lucro do que nunca. Eles poderiam relacionar esse resultado ao recorde de investimento em P&D, mas hoje existe um rumor que os dias de glória da empresa acabaram. E por quê alguns dizem isso?

    Durante a última década, ela perdeu 2 tendências de inovação importantes.

    Isso aconteceu, em primeiro lugar, porque uma onda de mudança atingiu o setor de tecnologia, colocando em xeque um dos produtos líderes da empresa que comandava o mercado até então. Em vez de se adaptar ao novo cenário, essa mesma empresa decidiu continuar investindo no seu antigo portfólio. Foi nesse ambiente que uma pequena concorrente não só criou um processador melhor e mais econômico, como também um bom modelo de negócio. Desde então, eles licenciam a sua arquitetura para outras empresas que projetam os seus próprios produtos.

    Depois de ver o que estava acontecendo, a empresa que já mostrava sinais de perder a liderança do mercado tentou competir, ela até adquiriu uma licença da sua concorrente, mas foi vítima da clássica falha de ignorar um inovador low-end. Ela acabou com as suas próprias chances ao decidir que não iria abrir mão do produto que até então era rentável. Como resultado, essa empresa teve que demitir 11% da sua equipe.

    Mas esse não é o fim do negócio. Hoje, o segmento mais rentável da empresa é o de processadores de ponta usados ​​em servidores de data centers e na nuvem. Felizmente, existe a premissa de que a arquitetura usada pelo produto que ela não abriu mão lá atrás é o mais adequado para big data. É possível que, até o final desta década, a história se repita no segmento mais rentável do negócio.

    Leia também: Inovação e criatividade: as lições que aprendemos com a Pixar

    A terceira razão pela qual as empresas têm dificuldade de inovar é a mudança explosiva na tecnologia, nas plataformas e nos mercados que têm ocorrido nos últimos 15 anos. Computadores pessoais sendo trocados por dispositivos móveis; avanços da ciência na terapia, nos diagnósticos, nos dispositivos e na saúde digital; e novos mercados como a China emergindo como consumidores e fornecedores.

    Isso nos leva à quarta razão pela qual é mais difícil para as grandes empresas criarem inovações: as startups.

    Há muitos anos, quando o capital para novos empreendimentos era escasso, os talentos da engenharia foram para os laboratórios de P&D das empresas. A partir disso, e com o desenvolvimento e avanços nos últimos séculos, uma nova forma de financiamento, o famoso Venture Capital, emergiu e vem acelerando o presente. O capital de risco tem fornecido financiamento as novas ideias que são tão comuns em startups.

    As startups perceberam que as grandes empresas são vulneráveis ​​por causa das mesmas coisas que as fizeram grandes e rentáveis: a concentração em aumentar o retorno dos acionistas

    As startups funcionam com velocidade e urgência, tomando decisões até mesmo com informações incompletas. Eles são melhores do que as grandes empresas para identificar as necessidades/os problemas dos clientes e encontrar fit do produto/do mercado rapidamente. O seu tamanho permite adotar estruturas organizacionais mais planas e ágeis, proporcionando incentivos que recompensam a admissão de riscos e a colaboração.

    Leia também: Tenho uma ideia de um milhão de dólares. Como faço para encontrar um investidor?

    As startups são livres pelo status quo. Elas agem como uma indústria que pode operar e crescer e se concentram nas melhores propostas de valor. No low-end, elas cortam os custos com estrutura, resultando na migração de clientes. No high-end, criam produtos e serviços que nunca existiram antes.

    Como vimos, as empresas são muito boas em manter, defender e aperfeiçoar modelos de negócios existentes. Por outro lado, as startups são muito boas em estender modelos já existentes, identificando oportunidades.

    As grandes empresas são fracas e se tornaram ainda mais fracas quando o assunto é identificação de novas oportunidades de inovação.

    A inovação pode vir de dentro da empresa, por meio da adoção da linguagem e dos métodos enxutos das startups, do desenvolvimento do intraempreendedorismo e do estímulo de comportamentos de condução de inovação, tais como o programa FastWorks da GE. As empresas podem promover a inovação a partir do exterior, promovendo a inovação aberta e a compra de startups. O Google comprou cerca de 160 empresas na última década. A aquisição do Android pode ter sido o maior negócio da história corporativa.

    Leia também: Intraempreendedorismo: o poder da inovação

    Então, para ter sucesso, as empresas devem repensar e, em seguida, reinventar o seu modelo de inovação empresarial, substituindo um modelo de execução estática por 3 horizontes de inovação contínua.

    Isso requer uma cultura, uma estrutura organizacional e incentivos que recompensam a inovação. Isso requer o estabelecimento de KPIs de nível de risco e uma compreensão das diferenças entre executar o modelo de negócio existente, estendendo e buscando perturbar o modelo de negócio.

    Lições aprendidas

    • Mesmo as empresas mais inovadoras eventualmente se tornam notícia de ontem.
    • Para sobreviver, as empresas precisam executar 3 horizontes da inovação:
      • Horizonte 1: executar seu modelo de negócio existente;
      • Horizonte 2: estender seu modelo de negócio existente;
      • E, para a sobrevivência a longo prazo, horizonte 3: procurar e criar um novo modelo/negócio disruptivo.
    O conteúdo original, em inglês, você encontra aqui.

    Correalização:

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    https://endeavor.org.br/inovacao-pequenas-empresas/https://endeavor.org.br/?p=18690Tue, 19 Jul 2016 22:24:27 +0000Os 4 erros que afastam a inovação da sua empresaToda empresa quer estar por dentro das tendências de inovação, mas parece que as startups estão sempre um passo a frente das grandes empresas. Entenda o porquê isso acontece. No século XXI, ficou mais difícil para as grandes corporações criarem inovações disruptivas. Essas inovações surgem nas startups— Tesla para automóveis, Uber para táxis, Airbnb para hospedagem, Netflix ...Endeavor BrasilSteve BlankThu, 04 Aug 2016 14:16:01 +0000Steve BlankOs 4 erros que afastam a inovação da sua empresaOs 4 erros que afastam a inovação da sua empresa
    Apple x Spotify: o embate cultural que diz muito sobre o futuroO Spotify e a Apple são apenas dois dos personagens que estão protagonizando a nova batalha nos negócios. A cultura organizacional dos negócios é o juiz que decide quem leva o prêmio.

    Em uma época em que a maioria das empresas está adotando estruturas organizacionais mais simples em vez dos velhos e defeituosos modelos de comando-e-controle, a Apple continua a ter uma cultura de comando e controle na qual o poder é mantido por um grupo muito pequeno de indivíduos.

    Tem sido bem divulgado que a Apple é  um lugar implacável, onde a responsabilidade é aplicada com rigor, as decisões são rápidas e a comunicação se articula claramente a partir do topo. Embora uma ligeira mudança dos dias de Steve Jobs, que guiou a Apple quase que como um ditador corporativo, possa ser notada, toda decisão crítica ainda é feita no topo da organização. Pelo seu tamanho, a organização da Apple é relativamente simples.

    Existe apenas um punhado de executivos seniores e vice-presidentes na organização, com um papel muito claro.

    Apesar do tamanho e da complexidade da Apple, o organograma da empresa é enganosamente simples, sem nenhuma linha pontilhada ou responsabilidades que são tão populares em outras partes do mundo corporativo. Uma única pessoa — o chefe do setor financeiro — faz o balanço financeiro.

    Esse é um exemplo radical do percurso diferente da Apple. A maioria das empresas encara o balanço financeiro como uma prova definitiva de responsabilidade de um gerente; a Apple contradiz essa ideia rotulando o balanço financeiro como uma distração que só diz respeito ao diretor financeiro.

    A capacidade da Apple em manter um ambiente de comando e controle muito forte não só ajudou a sua capacidade de execução como também manteve a cultura de confidencialidade. Pare e pense, quantas vezes você já ouviu uma notícia da Apple sobre vazamento de dados ou informações? Provavelmente poucas. Quando essas noitícias acontecem, elas vêm de áreas com mais de 100 mil funcionários. Manter esse nível de ordem e de disciplina é algo extraordinário.

    Leia também: Um novo campo de batalha nos negócios: nem mesmo a Apple está a salvo

    Pode-se argumentar que tudo isso foi possível graças a uma equipe que não deixa a desejar em termos de conhecimento e alto envolvimento em todos os aspectos do negócio. Todos sabem que Steve Jobs colocava as suas mãos em cada decisão que a Apple fazia, seja concepção do produto ou tipo de materiais usados para construir os cases de exposição nas lojas. Os passos de Jobs já foram preenchidos por executivos como Jony Ive e outros que estão muito envolvidos nas decisões do dia a dia e em suas respectivas áreas.

    Será que o modelo de comando-e-controle da Apple resiste ao teste do tempo diante dos novos concorrentes?

    O Spotify, um serviço sueco de streaming de música, foi lançado em outubro de 2008, e tem experimentado um crescimento tremendo e ostenta mais de 75 milhões de assinantes. Uma das chaves para o crescimento do Spotify tem sido a sua cultura, quase o extremo oposto da Apple.

    Embora pequeno em comparação com a Apple, com 1,5 mil empregados, o Spotify é organizado na autonomia. Seu lema interno é “seja autônomo, mas não subotimize”. Cerca de 5 anos atrás, o Spotify decidiu repartir as suas equipes de engenharia para pelotões autônomos de 8 pessoas. Cada equipe trabalha para uma missão comum da empresa, mas tem autonomia para trabalhar em um projeto escolhido.

    Leia também: Delegar é diferente de “Delargar”

    Permitir que as equipes escolham o seu trabalho foi um processo difícil de gerir no início, mas o Spotify aprendeu com seus erros. A empresa tem sido capaz de proporcionar um elevado nível de autonomia, estabelecendo metas bem diferentes do padrão que estamos acostumados. Vamos a um exemplo:

    A missão de uma equipe pode ser “fazer do Spotify o melhor lugar para descobrir música”, enquanto outro pode ser “fazer os testes A/B internos serem mais simples para as outras equipes”. Isso reúne a equipe em torno de um objetivo comum. Além disso, os líderes de equipe criam estratégias de produtos e metas de curto prazo que são discutidas a cada trimestre.

    O resultado é um ambiente criativo e um produto confiável — um ideal que quase todas as empresas de tecnologia se esforçam para ter.

    O Spotify olha para a sua autonomia como uma das principais vantagens. Um dos seus treinadores de agilidade, Henrik Kniberg, explica a relação entre o alinhamento e a autonomia desenhando uma grade. Em uma extremidade você tem baixo alinhamento e baixa autonomia: “nenhum propósito de alto nível. Apenas cale a boca e siga as ordens”, como diz Kniberg.

    Tradução: Quadro 1: “Nós precisamos atravessar o rio” “Construa uma ponte”; Quadro 2: “Nós precisamos cruzar o rio” “Descubra o que fazer”; Quadro 4: “Espero que alguém esteja pensando em como cruzar o rio…”

    Enquanto muitos líderes são bons em dizer aos funcionários qual problema precisa ser resolvido, eles também dizem como resolvê-lo. Essas empresas se encontram no quadrante superior esquerdo. “Baixo alinhamento e alta autonomia significa que as equipes fazem o que quiserem. Os líderes são impotentes, mas o produto se torna um Frankenstein.” Empresas com esse estilo de gestão se encontram no quadrante inferior direito da grade de Kniberg.

    Leia também: Uma empresa sem chefes pode dar certo? A Zappos diz que sim

    No quadrante superior direito da grade de Kniberg está a empresa que o Spotify se esforça para ser. Ele explica que o alto alinhamento e autonomia significam que os líderes se concentram no problema para resolver e deixam as equipes descobrirem como solucioná-lo.

    O resultado é empregados mais felizes e formas mais criativas de resolver um problema.

    Há 2 conclusões e muitas perguntas abertas que vão moldar o novo campo de batalha para a Apple e muitas outras organizações que afastam os inovadores ou tentam perturbar os demais.

    A 1ª é que não podemos encarar o comando-e-controle como uma forma ineficaz para operar. Ele depende muito do contexto da organização, da indústria e dos tipos de trabalho que são realizados. Claramente, o sucesso da Apple fala por si, mas o jeito “applesco” de ser é interpretado de um modo muito diferente do que costuma se ver:

  • A Apple mantém a sua direção bem simples, com modelos de prestação de contas muito claros. Raramente há casos em que várias pessoas cuidam do mesmo assunto;
  • A colaboração é a chave e ela começa nos níveis mais altos. Imagine como é trazer um produto como o Apple Watch para o mercado. É preciso de apenas 1 departamento para deixar a bola cair e arruinar o lançamento. Todos os aspectos da organização são extremamente alinhados em direção ao objetivo final, mas também são muito responsáveis ​​pela sua parte individual;
  • Ter uma equipe forte e ativa é essencial. Os executivos devem estar envolvidos e engajados. Quando muitos funcionários confiam no comando do executivo as decisões são tomadas rapidamente;
  • Este tópico vai causar polêmica, mas olhando para a classificação da Apple no Glassdoor e conhecendo um punhado dos seus funcionários, percebe-se que ainda é possível alcançar altos níveis de envolvimento e de propósito em um ambiente de comando-e-controle. Muitos funcionários da Apple são extremamente orgulhosos de trabalhar lá e enxergam um propósito claro no trabalho que fazem.
  • Em 2º lugar, os modelos de autorganização ou holocracia podem apresentar uma vantagem competitiva no longo prazo. Enquanto a história ainda não foi escrita, empresas como o Spotify e o Flipboard são obrigadas a dar ao seu dinheiro um bom destino e podem até sair vitoriosas depois de uma batalha épica no estilo Davi e Golias.

    A capacidade de aproveitar a inteligência coletiva de uma organização, em uma era em que a complexidade continua crescendo e o ritmo da mudança acelera, cria vantagens únicas, como:

  • Uma taxa muito maior de resposta à mudança. As equipes podem ver as ameaças e podem se mobilizar muito mais rápido do que a liderança incentivando a mudança do topo para o restante da empresa;
  • A velocidade de execução pode aumentar muito quando a organização não precisa recorrer a um conjunto relativamente pequeno de líderes com pouco tempo para tomar decisões ou para instruir as pessoas sobre como executar as tarefas;
  • Problemas complexos são melhor compreendidos e resolvidos por meio do esforço de uma equipe distinta;
  • Forte sentimento de empoderamento que leva a mais criatividade, produtividade e engajamento.
  • Uma coisa é certa: o próximo conjunto de batalhas será como nenhum outro. Com estratégias muito semelhantes e com a diferenciação se tornando praticamente inesistente, até mesmo as organizações mais inovadoras do mundo podem ter seu trabalho eliminado por ele.

    Embora não exista um modelo para a arrancada, os líderes que abraçam a cultura como uma vantagem competitiva e dirigem a sua atenção para a criação de uma vantagem sustentável são aqueles que sairão vitoriosos.

    Conteúdo originalmente adaptado de Reuven Gorsht.

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    https://endeavor.org.br/spotify-apple-embate-cultural/https://endeavor.org.br/?p=18681Mon, 18 Jul 2016 23:31:19 +0000Apple x Spotify: o embate cultural que diz muito sobre o futuroO Spotify e a Apple são apenas dois dos personagens que estão protagonizando a nova batalha nos negócios. A cultura organizacional dos negócios é o juiz que decide quem leva o prêmio. Em uma época em que a maioria das empresas está adotando estruturas organizacionais mais simples em vez dos velhos e defeituosos modelos de ...Endeavor BrasilReuven GorshtThu, 04 Aug 2016 14:23:08 +0000Reuven GorshtApple x Spotify: o embate cultural que diz muito sobre o futuroApple x Spotify: o embate cultural que diz muito sobre o futuro
    “Se eu morresse, a empresa morria comigo”: as decisões mais difíceis do fundador da DryWashSem dinheiro e sem experiência, mas com convicção e um sonho grande: a história de Lito Rodriguez e a criação da DryWash

    Todos os dias, o jovem Lito Rodriguez olhava para o relógio por volta das 15h. Ainda faltavam duas horas e meia até dar o horário de ir para a faculdade, mas ele já não aguentava mais ficar no escritório. Só não se demitia porque não queria deixar seu pai na mão, por mais que detestasse trabalhar na área financeira da empresa da família. Até que ela passou por uma profissionalização e, nesse processo, Lito foi mandado embora.

    Poderia ter sido um evento traumático na vida do garoto, mas ele saiu dali com uma única convicção: a de que ele nasceu para empreender.

    Até ali, a experiência de Lito havia sido bastante rica, mas aos poucos foi se tornando um cara triste. Via-se obrigado a passar dias inteiros lidando com a pressão dos bancos, buscando dinheiro e realizando transações. A demissão foi o primeiro tombo significativo da carreira dele, um tanto agravado pelo fato de que seu casamento seria dali a dois meses. Mas não passou por sua cabeça procurar outro emprego.

    Seu pai, que não havia tido muita instrução formal, sempre sonhou que o filho se dedicasse aos estudos. “Mas era o sonho dele, não meu”, conta Lito. A influência paterna acabou vindo bem mais do exemplo, já que desde pequeno ele acompanhou as aventuras na criação e na condução da fábrica de móveis. Também nunca considerou trabalhar no mercado financeiro ou no funcionalismo público, como era comum entre seus amigos. Abriu o primeiro negócio próprio bem cedo, quando mal tinha completado 20 anos.

    Naquele momento, Lito não premeditou ou refletiu sobre os riscos envolvidos. Foi um movimento inato, tão natural quanto se alimentar ou fazer aniversário. Afinal, estamos falando de alguém para quem “empreender sempre foi a única opção”.

    “Como o ar que eu respiro”

    Sempre que procura racionalizar esta vocação, ele acaba desistindo. Conclui que está mais para um instinto. “Não cheguei aqui porque preciso empreender por motivos A, B ou C. Empreendo porque é natural, porque faz parte”.

    A fábrica do pai tinha crescido um bocado – se tornou a maior da América Latina. Trabalhar lá foi uma experiência transformadora para Lito, em especial por conta de uma grande lição: a de não postergar algo que não seja bom.

    “Foi a minha primeira grande lição: sair o mais rápido possível. Se você perceber que não está legal, saia. Se uma relação não está boa, saia. Realize o prejuízo que tiver que realizar e pule fora”.

    O fato é que, mesmo enquanto trabalhava na empresa do pai, já estava empreendendo. Alguns anos antes, Lito se tornara sócio de uma loja de móveis. Tinha mais dois amigos na sociedade, que entraram como investidores – um deles também era o operador.

    Mas os compromissos com o emprego e os estudos o impediram de se dedicar ao empreendimento. Então, dois anos depois, acabou vendendo sua parte para os sócios. Uma quantia pequena, na época, mas simbolicamente significativa. “Era um dinheiro muito importante pra mim. Eu não tinha nada, então era uma fortuna”.

    Com o montante – e com o que recebeu pela rescisão com a empresa do pai –, deu o segundo passo na trajetória empreendedora. Em direção a um ramo bem diferente. 

    Um negócio literalmente heavy metal

    Na época, um conhecido de Lito tinha uma fábrica que produzia soldas de estanho para terminais elétricos, calhas de telhado etc. Mas ele queria começar a fundir o metal. Tinha a ideia de transformá-lo diretamente a partir da cassiterita. E para isso precisava de um investidor.

    Lito topou embarcar no empreendimento. No entanto, após menos de um ano na operação, percebeu que aquela não era muito a dele. Havia desavenças em relação ao modelo de gestão do sócio, e a desconexão com a atividade era evidente. Lito simplesmente não se adaptou. Mas não demorou a agir. A lição anterior fora bem aprendida:

    “Eu saí. Com uma mão na frente e outra atrás, mas saí. E rápido. Não fiquei enrolando”.

    Tinha, então, por volta de 25 anos, uma esposa e nenhum capital. O dinheiro levantado com a venda da loja de móveis e o FGTS ficaram no último empreendimento.

    Entre lavar carros e consertar eletrodomésticos

    Até então, Lito sabia muito bem onde não queria estar; mas não sabia exatamente para onde ir. Percebeu que só descobriria se parasse, analisasse as possibilidades e planejasse os próximos passos.

    Foi o que fez. Passou cerca de três meses observando o mercado e refletindo sobre as próprias motivações. E, partindo das experiências anteriores, chegou àquela que considera uma das mais importantes conclusões de sua trajetória: perpetuidade acima de tudo.

    “Entendi que não queria montar uma empresa para deixar pros filhos, pra eles herdarem, nada disso. Eu queria criar uma empresa que de fato tivesse valores que se perpetuassem”.

    Lito concluiu também que atuaria em um setor em que pudesse fazer a diferença. Mas, sem dinheiro nem experiência significativa, teve que quebrar e requebrar a cabeça para encontrar a oportunidade adequada.

    No final, sobraram duas possibilidades: abrir um lava-rápido ou uma assistência técnica para eletrodomésticos. Eram segmentos pulverizados e pouco profissionais, que careciam de marcas de referência, confiáveis. E após constatar que a carência era mais aguda no mercado de lavagem automotiva, acabou optando por ele.

    “Eu não tinha dinheiro, não tinha qualificação, mas queria criar uma marca que fosse referência. Era mesmo um sonho grande”.

    Hoje, Lito percebe que também iniciava uma busca por um oceano azul. Sobretudo em termos de oportunidade de marca e de branding.

    Se Maomé não vai à montanha...

    O ano era 1994. Na época, o segmento de lava-rápidos era mesmo caótico, quase marginal. Não havia compromisso algum, por parte dos empresários, de melhorar as práticas. “As pessoas montavam lava-rápidos para ganhar dinheiro por um período curto, e depois mudavam de ramo”. Era precisamente nesse campo de abandono que Lito queria atuar, criando uma marca que mudasse essa percepção.

    Algumas decisões tomadas naquele começo ajudam a entender o sucesso. Lito logo percebeu que ficar no balcão esperando pelos clientes não era uma boa estratégia. Então, decidiu ir aonde os veículos estavam: garagens de condomínios residenciais e comerciais. Priorizaria a conveniência.

    Mas havia um – ou melhor, dois poréns: a água e o esgoto. Lito atuaria em locais onde não havia a possibilidade de esgotamento, e teria que utilizar um bem comum dos condomínios. Por exemplo: se lavasse o carro do Seu Tavares, do primeiro andar, a Dona Dirce, do quinto, podia reclamar do uso da água pela qual também pagava.

    Ele passou, então, a buscar uma solução. E chegou à formula da Lavagem a Seco DryWash, sem utilizar uma gotinha de água sequer. Mal sabia que ficava mais próximo daquele objetivo de perpetuar uma ideia.

    Sorte também vale

    Quando a onda do empreendedorismo começou a ganhar força no Brasil, em 1998, a DryWash já estava consolidada. A mídia passou a dar mais espaço às histórias de micro e pequenos empreendedores. E a questão do uso consciente da água também começava a chamar a atenção dos grandes veículos. Lito, claro, acabou se beneficiando dessa tendência.

    “Demos uma sorte tremenda. Era todo um contexto muito favorável. Então, de 98 a 2000, 2001, nós crescemos muito, e muito rápido”.

    Melhor cenário possível, não? Nem tanto, na verdade. A DryWash só fazia muito dinheiro naquela época porque os investimentos em processos, em tecnologia e em gente eram baixos. O capital que entrava era quase que totalmente usado para financiar crescimento. “Só olhávamos o curtíssimo prazo. Não pensávamos no médio e no longo”.

    Dando um passo pra trás

    Na época, Lito vivia uma baita contradição. Porque, se como pessoa física a vida havia melhorado -- podia comprar carro, apartamento etc --, ele tinha a impressão de que aquele modelo da DryWash não duraria muito. De que não se perpetuaria.

    O modus operandi de então ia contra a motivação original do empreendedor. Não havia práticas de governança, de atração e retenção de talentos, de pesquisas de desenvolvimento, nada. Estava claro que Lito se afastava daquele caminho original de criar algo que se tornasse referência e que permanecesse.

    “Eu descobri que estava proibido de morrer. A companhia dependia muito de mim. E se eu morresse, ela acabava”.

    Ele sentiu, então, necessidade de dar autonomia à própria empresa. De trazer pessoas melhores do que ele próprio para a gestão. O foco se deslocou do crescimento a qualquer custo para o crescimento estruturado, planejado.

    Lito conseguiu fazer com que a empresa fosse menos dependente dele. Mas não significa que ele se doasse menos. Passou sete, oito anos trabalhando por cerca de 18 horas diárias, sem férias. E a conta chegou. Após sofrer um grave evento de stress, foi fazer terapia holística, o que o ajudou muito.

    O evento também mostrou como as férias devem ser aproveitadas. Todos os anos. E não de forma “picada”, só uma semana e depois de volta ao batente: os 21 dias corridos. “Quando eu passei a sair por 21 dias, era sempre assim: na primeira semana eu tava ligado, na segunda eu começava a desligar, e na terceira sentia uma saudade louca de voltar a trabalhar. Você limpa, você reseta e foca naquilo que é mais importante”.

    Sempre que voltava, Lito conseguia achar soluções de maneira mais simples. Chegava com novas visões, e isso passou a ser extremamente benéfico para a gestão.

    Regando a grama do Ibirapuera com lágrimas

    Mas o assunto “afastamento” traz lembranças doloridas a Lito. Referem-se aos idos de 2005 e 2006: na época, a DryWash tinha “muitas frentes abertas”, mas pouco ou nenhum dinheiro para levá-las adiante. Era uma situação perigosa, e ele teve que contratar uma pessoa para ajudar a repensar a gestão. Um profissional altamente qualificado, e cuja retenção exigiu esforços consideráveis.

    O maior destes esforços, sem dúvida, coube ao próprio criador da DryWash.

    “Tive tinha que dar total autonomia pra ele, e me afastei do negócio. Eu praticamente não trabalhava, não podia inventar nada. Tive que ficar muito quieto. E foi triste, muito triste. Eu ia caminhar no Ibirapuera às 10:30 da manhã e, do nada, eu chorava”.

    Foram praticamente dois anos de suplício, mas que deram grandes resultados. Quando reassumiu o comando, Lito encontrou uma estrutura muito mais enxuta. E naquele momento, foram plantadas várias sementes que hoje já estão dando bons frutos.

    “Deixar gente rica é a minha cachaça”

    Uma dessas sementes é a Via Indicadores, spin-off de um Centro de Serviço Compartilhado da DryWash. É outra das “invenções” de Lito e que até agora vai muito bem, obrigado(a) – assim como a DryWash, que tem mantido o crescimento, mesmo durante a crise.

    Com relação a Lito, nenhuma outra pergunta foi tão fácil de responder quanto “e o futuro?”: “Empreender, é claro. Quero ser um empreendedor serial, continuar inventando coisas. O sonho grande está sempre relacionado a poder continuar empreendendo”.

    Hoje ele também sabe que tem muito a ver com o impacto social causado pelo empreendedorismo. Ele se encanta quando percebe que funcionários ou franqueados estão progredindo, aumentando as rendas de suas famílias. E vibra ao constatar que a marca que criou de fato se tornou referência em qualidade, em inovação e em consciência ambiental.

    É. Pensando bem, é mesmo um legado que vale a pena se perpetuar.

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