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7 formas de aproveitar startups para inovar mais

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Saiba como usar startups para inovar mais e de forma mais rápida

Muitos empresas estão de olho em startups inovadoras que possam agregar valor ao seu negócio. Mas como escolher entre tantas opções?

Quando chego a um restaurante em que o cardápio tem cinquenta páginas, fico com uma enorme dúvida sobre qual prato escolher. Outro dia, em SP, fui a um restaurante de prato único. Bom, mas fiquei com uma sensação de falta de alternativas. O reality show Kitchen’s Nightmare, no qual o chef Gordon Ramsey faz intervenções gerenciais em restaurantes decadentes, traz, via de regra, uma consolidação do cardápio do estabelecimento em um conjunto reduzido, mas não único, de pratos disponíveis.

Trocando de “cardápio”, vivemos tempos de empreendedorismo e conexão entre grandes empresas e startups, com o objetivo de fortalecer a agilidade dos grandes negócios e prover escala às startups. Mas isso não se resume apenas a grandes empresas. As scale-ups, empresas de alto crescimento e impacto que tem a maior densidade do ecossistema da Endeavor Brasil, também podem se beneficiar dessa conexão. Mas como fazer isso? Como escolher em meio a tantas opções?

Vamos falar um pouco dos formatos que tem sido usados para conexão com startups. Isso pode inspirar você a pensar em quais dessas alternativas podem ser mais interessantes para sua empresa. Também pode ajudar a quem está numa fase mais startup a identificar quais formatos podem ser úteis para seus desafios de crescimento.

O modelo Connection que desenvolvemos na Innoscience apresenta 7 alternativas. De um lado, iniciativas de menor demanda de envolvimento, mas com ideias em estágios mais embrionários e, de outro, mecanismos mais intensos com ideias mais consolidadas. Um menu equilibrado, diria o Chef Gordon Ramsey.

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Fonte: Innoscience

Vamos a alguns exemplos para cada formato:

1. Eventos

A Farmacêutica Roche desenvolveu uma iniciativa denominada Portas Abertas na qual identificou, ativamente, startups alinhadas a um de seus desafios de negócio para que fizessem pitchs para a gestão da empresa, no sentido de identificar potenciais oportunidades de contratação de serviços, parcerias ou investimento.

2. Incubadora/coworking

A Google estruturou um Campus em São Paulo, onde oferece espaço de coworking para empreendedores e startups. Lá também ocorre o desenvolvimento de determinados programas de aceleração do Google bem como atividades de capacitação.

3. Pré-aceleração

A Danone faz parte de um programa direcionado para startups em estágio inicial focado em desafios da Primeira Infância, com intenção de impactar positivamente a população de baixa renda.

4. Aceleração

A Braskem desenvolveu o Braskem Labs, em parceria com a Endeavor. É um programa de seleção e aceleração de projetos com impacto social relacionados ao plástico. A Endeavor procura e seleciona, junto com a Braskem, os alvos e depois ambas fornecem um conjunto de serviços de mentoria e capacitação para as startups desenvolverem suas soluções. O programa não envolve contrapartida de equity da startup. Dei mentoria a algumas startups e foi incrível!

A Porto Seguro também tem um programa denominado Startup interna, no qual acelera ideias de seus próprios funcionários junto de sua aceleradora, a Oxigênio, que também acelera startups de fora da empresa.

5. Contratação de Serviços

A Tecnisa, uma das empresas mais inovadoras do Brasil, executa, há 5 anos, um programa chamado Fast Dating. A cada 21 dias, a empresa recebe um grupo de startups que têm 10 minutos para apresentar suas soluções para diferentes áreas de negócio da empresa. As startups que encantarem o time da Tecnisa recebem um encontro sem tempo marcado para conversar sobre a possibilidade da Tecnisa virar “cliente anjo”.

6. Parcerias

A Dell estabeleceu nos EUA parceria com startups para desenvolvimento conjunto de soluções que poderão ser levadas a mercado. Esses JDA’s – joint development agreements – possibilitam a empresa estabelecer o escopo do projeto e papel e responsabilidade das partes.

7. Corporate Venture Capital (CVC)

A Intel, conhecida por sua linha de produtos Pentium e Celeron, investe em dezenas de empresas mundo afora e no Brasil, adquirindo parcela de participação (equity) em startups que possam fomentar ou renovar seu negócio existente. Em determinados casos a empresa integra essas startups ao seu negócio e, em outros, as vende mais tarde, obtendo resultado financeiro.

Há um menu de alternativas, desde modelos menos intensos, baseados em eventos, até o mais sofisticado focado em investimento de uma empresa em equity de startups.O melhor formato de conexão é aquele que cumpre os seus objetivos estratégicos. Há empresas como Microsoft, Porto Seguro, Bradesco e Embraer que têm apostado em modelos híbridos que cobrem startups em diferentes estágios para cumprir alguns de seus objetivos de negócios, utilizando-se de mais de uma das alternativas apresentadas.

A sua empresa não é um restaurante, mas ter clareza das principais opções para torná-la mais inovadora pode fazer toda diferença na hora de escolher o melhor formato.

Veja também:

|Ferramenta| Diagnóstico da inovação para pequenas e médias empresas

|Ferramenta| 4Ps da gestão da inovação para PMEs

|Curso Online| Ferramentas práticas de Inovação: inovar para se diferenciar

|eBook| Gestão da Inovação: como não fazer mais do mesmo

Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

Correalização:

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, Innoscience, Sócio Fundador
Maximiliano é sócio fundador da Innoscience, consultoria especializada em gestão da inovação; Graduado e mestre em administração com ênfase em estratégia e inovação na PUCRS. Certificate em strategy and innovation no MIT/Sloan School of Management e cursos em Stanford, Columbia e Berkeley; Fez carreira executiva em instituição financeira nos anos 90; Tem experiência como consultor nos setores de cosméticos, automotivo, varejo, financeiro, farmacêutico, construção, TI, bens de consumo, indústria entre outros tendo trabalhado com 9 das 50 empresas mais inovadoras do Brasil nos últimos anos; Autor do livros Gestão da Inovação na Prática e Práticas dos Inovadores: Tudo que você precisa saber para começar a inovar; Atua como investidor anjo de start ups como sócio da aceleradora WOW; Mentor na Endeavor e Presidente do Comitê de Inovação da AMCHAM-SP; Escreve regularmente sobre o tema sendo responsável pelo serviço Pergunte ao Consultor no site 3minovacao.com.br da 3M do Brasil.

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2 Comentários

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  1. Maximiliano Carlomagno - says:

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    Olá Gustavo, tudo bem? Num Restaurante, a conexão com startups pode se dar para diferentes objetivos. Melhorar o controle de estoques. Qualificar a experiência de atendimento. Informar os clientes sobre disponibilidade e preços reduzidos em horários de menor fluxo de pessoas. Já fui investidor de um negócio de alimentação e sei quanto a tecnologia pode ajudar a reduzir o CMV ou aumentar o fluxo.

  2. Gustavo Woltmann - says:

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    E quando a empresa é um restaurante? Onde procurar ideias? As startups estão quase sempre focadas na inovação, mas vejo que no Brasil áreas como turismo e hoteleria ainda deixam muito a desejar. Não falo hoteleria de alto padrão falo de hoteleria de classe média como a da Europa.

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