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4 Dicas de Marketing para Trouxas

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4 Dicas de Marketing para Trouxas

Entenda o papel da área de marketing e aprenda 4 dicas para envolvê-la na estratégia da sua empresa.

Antes que você possa entender este título de forma equivocada, deixe-me esclarecer. Nas aventuras de Harry Potter, o termo trouxa é utilizado para identificar as pessoas normais, aqueles que não são bruxos e a escolha do termo trouxa está associada ao fato de que, nos últimos tempos, o Marketing tem sido tão confundido e mal interpretado que toma ares de algo misterioso, místico e muito complexo, enfim coisa de bruxo!

No entanto, o Marketing é muito simples e está ao alcance também dos trouxas, ou seja, nós: as pessoas normais que nada temos de bruxo. Para obter os melhores resultados com o Marketing e sem a pretensão de esgotar o assunto, identificamos a seguir alguns princípios a serem observados:

1. Tudo começa no cliente

Normalmente, as empresas e empreendedores se apaixonam por suas ideias, produtos e serviços. Muitos empreendimentos começam com um a ideia e com a presunção de que esta é importante para alguém, ou seja, resolve uma necessidade ou satisfaz um desejo.

Ao invés de considerarmos apenas nossas ideias e as qualidades de nossos produtos e serviços, precisamos compreender de que forma estes são ou podem se tornar ou se manter relevantes para os nossos atuais e potenciais clientes. Em outras palavras, uma boa estratégia começa sempre no cliente e com o Marketing não é diferente.

2. Todos os clientes são iguais, mas uns são mais parecidos do que outros

Nos livros e filmes de Harry Potter, os bruxos, ao se apresentarem pela primeira vez na escola de Hogwarts para bruxos, passam por um processo de classificação. Para realizar esta classificação, utiliza-se um chapéu especial que, uma vez colocado na cabeça do indivíduo, considera suas características relevantes e o identifica como membro de uma das quatro casas de bruxos. O chapéu seletor é uma poderosa ferramenta de segmentação, todavia este dispositivo não está disponível no mundo dos trouxas e, neste caso, precisamos utilizar de outras ferramentas para segmentar nossos clientes.

Se existirem recursos disponíveis, pesquisas devem ser realizadas e, no caso de limitações de recursos, podem-se utilizar dados secundários, ou seja, pesquisas que já foram realizadas e estão disponíveis na internet, em escolas e institutos de pesquisa e associações.  Qualquer informação é melhor que nenhuma e, na pior das hipóteses, o próprio empreendedor pode desenvolver uma forma simples de coletar as informações relevantes para classificar e organizar seus clientes em segmentos.

3.Não é possível ser tudo para todo mundo

Uma vez que os segmentos estão identificados, muitas vezes, é necessário escolher aquele ou aqueles que poderão ser melhor aproveitados. Considerando a limitação de recursos, o processo de escolha dos segmentos-alvo é fundamental para que se possa alocar recursos limitados de forma ótima, bem como buscar uma melhor compreensão destes segmentos, como forma de criar maior relevância para estes clientes e construir relacionamentos ao longo do tempo.

Os critérios de escolha devem considerar a capacidade da empresa em servir o segmento ou segmentos envolvidos, bem como a capacidade de oferecer o retorno financeiro adequado.

4.Mantendo o diálogo com os clientes

Quando olhamos ao redor, identificamos inúmeras ferramentas e soluções tecnológicas que facilitam, ou pelo menos deveriam facilitar nossa vida. No entanto, aquilo que parece simples, muitas vezes torna-se complexo e difícil de operar.

Assim sendo, cabe saber identificar as formas mais adequadas de manter a conexão com os clientes, sejam os meios tradicionais ou tecnológicos. As redes sociais, se bem utilizadas representam um poderoso e acessível instrumento de interação e contato com os clientes: para coleta de informações, interação e trocas. Todavia, qualquer que seja a ferramenta a ser empregada, é necessário criar um diálogo permanente relevante e atualizado com os clientes.

Como não podemos contar com truques de magia como o chapéu seletor ou varinhas de condão, devemos exercer com disciplina e simplicidade na prática cotidiana do Marketing obtendo informações atualizadas e buscando sempre a relevância junto aos clientes.

Silvio Laban atua como consultor nas áreas de varejo, marketing e tecnologia.

Atuou durante mais de 19 anos como executivo nas seguintes organizações de serviços e varejo: Accenture, Carrefour, Pão de Açúcar e Wal Mart. Recebeu títulos e premiações e atuou em instituições voltadas para desenvolvimento e gestão da cadeia de abastecimento varejista, tendo sido Co presidente da Associação ECR (Efficient Consumer Response) Brasil e América Latina, além de ter integrado o Comitê Executivo da Global Commerce Initiative (GCI).

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