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Cultivar parcerias com universidades é uma forma de fazer pesquisa e desenvolvimento muito mais efetiva do que a ‘primitiva’.

Conversamos recentemente sobre Inovação Aberta e neste artigo gostaria de explorar um pouco mais uma das formas de parceria em pesquisa e desenvolvimento (P&D) citada na outra coluna.

Além da maneira “primitiva” de fazer P&D – a de fazer todos os investimentos, descobertas e inovações dentro da própria organização -, uma das principais maneiras de acelerar o processo de aquisição e desenvolvimento do conhecimento é cultivar parcerias com universidades de pesquisa (são estas as entidades de ensino superior que se dedicam, além do já nobre objetivo de educar e formar profissionais, a atividades de investigação científica).

Existem, aparentemente, diferenças gigantescas entre a universidade da qual estamos falando e uma empresa; a primeira, como já colocado mais acima, deve primar por preparar ótimos profissionais e conscientes cidadãos para o mercado de trabalho e para a sociedade, respectivamente, e, adicionalmente, gerar importante conhecimento científico a ser oportunamente aproveitado; as empresas, por sua vez, devem, a partir de uma série de insumos (incluindo aqui o capital, conhecimento e matérias primas), gerar valor para a economia, de forma sustentável.

Contudo, o conhecimento e os recursos humanos desenvolvidos e gerados pela universidade só terão sua aplicação e espaço se houver empresas que saibam e possam utilizá-los; por sua vez, as empresas só terão sucesso e “durabilidade” (reagindo a crises, concorrentes e novas oportunidades), se souberem absorver e saber buscar ótimos profissionais, e identificar e usar tecnologias diferenciadas. Mas como se dá então esta parceria tão importante? Pode parecer, às vezes, complicado, mas é muito simples.

Certifique-se que sua empresa tenha em seus quadros uma ou mais pessoas que saibam conversar e que entendam dos processos de uma instituição de pesquisa: qual é o núcleo de inovação tecnológica da universidade (por onde passam os contratos e outros temas como o da propriedade intelectual); onde estão os pesquisadores que estão trabalhando em assuntos que podem ser de interesse para os projetos novos da empresa; como pode-se obter alguns recursos públicos para reduzir o custo, e principalmente, compartilhar o risco da pesquisa conjunta entres as duas partes?.

Se a empresa tiver esta capacidade tecnológica e relacional, basta a universidade também estar aberta para esta interação com o setor privado, entendendo que esta parceria trará, além de recursos, uma visão mercadológica e foco para novas linhas de pesquisa, e, preponderantemente, um contato importante para seus pesquisadores e alunos com um ambiente empreendedor e desafiante.

Ambos fazem parte de um mesmo “ecossistema cíclico” (conhecimento, inovação, mercado, impostos, conhecimento), onde cada um tem seu papel bem claro, que deve ser respeitado pelo outro, mas principalmente, fertiliza uma oportunidade imensa de alavancar sinergias e ganhos para todos. “Em inovação, 1+1 é muito mais que dois!”.

 

Ronald Dauscha é Diretor Corporativo de Tecnologia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil.
 

Leia mais:
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, Siemens, Diretor de Estratégia & Inovação
Ronald Dauscha é Diretor Corporativo de Estratégia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil. Na companhia há 25 anos, ocupou cargos como a direção de P&D e de Gestão de Inovação e Tecnologia, além de atuar nas áreas de vendas, produção e serviços da empresa no Brasil, Alemanha e Itália. Também foi CEO de uma das empresas da holding, a SHC Brasil (Siemens Home and Office Communication Devices). É ex-presidente e diretor da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras) e já participou de vários conselhos e diretorias de órgãos como Finep, Contec/Fiesp, Instituto Eldorado, Instituto Certi, CGEE e Abinee. Hoje também atua na FAPESP fazendo parte da Coordenação Adjunta dos projetos PIPE e PITE.

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