6 coisas sobre o seu modelo de negócios que não podem faltar na apresentação aos investidores.
Continuando o artigo anterior sobre apresentação para investidores, detalho abaixo a apresentação do Modelo de Negócio, também conhecido como Deck, lembrando que a mesma deve conter de 15 a 20 slides sobre os seguintes tópicos conforme descritos por Henry Chesbrough e Richard S. Rosenbloom[1]:
1. Proposição de valor – Descrição do problema do cliente (também chamada de “oportunidade”), o produto que resolve o problema, e o valor do produto a partir da perspectiva do cliente.
2. Segmento de mercado – Grupo de clientes-alvo, reconhecendo que segmentos de mercado diferentes têm necessidades diferentes. Às vezes, o potencial de uma inovação é realizado somente quando se seleciona um segmento diferente de mercado.
3. Estrutura da cadeia de valor – Posição da empresa dentro do segmento de negócios no qual ela se insere, as atividades na cadeia de valor e como a empresa vai captar parte do valor que ele cria.
4. Geração de receitas e margens – Como a receita é gerada (venda, locação, assinatura etc.), a estrutura de custos e margens de lucro-alvo.
5. Posição na rede de valor – Identificação dos concorrentes, parceiros e de quaisquer efeitos de rede que possa ser utilizada para oferecer mais valor para o cliente.
6. Estratégia competitiva – Como a empresa vai tentar desenvolver uma vantagem competitiva sustentável (por exemplo, por meio de um custo, diferenciação ou uma estratégia de nicho).
Além do modelo de negócio, adicione também 1 ou 2 slides contendo uma breve descrição dos fundadores, suas competências e responsabilidades, bem como eventualmente de colaboradores que sejam essenciais para a composição do time. Lembre-se que este é um dos aspectos mais relevantes para a tomada de decisão do investidor, até mais do que o negócio em si, e que estabelecer uma relação de confiança desde o inicio é fundamental. Assim, não omita ou exagere em qualquer informação, em especial com relação a eventuais fracassos anteriores. Observe que uma falha, diferentemente do que muitos podem imaginar, pode ser uma boa referência para o investidor se o empreendedor demonstrar que aprendeu com a mesma, indicando que sua experiência será um diferencial significativo para o negócio.
Cassio A. Spina foi empreendedor por 25 anos, sendo atualmente investidor-anjo. É o fundador da Anjos do Brasil e autor do livro “Investidor-Anjo – Guia Prático para Empreendedores e Investidores”.